Re: NOTICIAS SUB NUCLEAR BRASILEIRO
Enviado: Seg Abr 26, 2010 11:20 pm
Dá coluna do Ricardo Noblat
26.4.2010
| 20h19m
Amplo ajuste fiscal seria 1a. medida de Serra
De Natuza Nery e Paula Arend Laier, da Reuters:
Se eleito presidente da República este ano, a primeira medida econômica de José Serra à frente do cargo seria um profundo ajuste fiscal para dar mais poder de investimento ao Estado brasileiro.
De acordo com dois importantes interlocutores da campanha do pré-candidato do PSDB, o arranjo envolveria a renegociação de contratos e o corte de despesas da máquina pública, mas preservaria os gastos sociais.
A fonte, que pediu anonimato, não especificou que empreendimentos ou programas poderiam ser revistos, mas recorreu ao histórico do tucano na busca de melhor eficiência de gestão.
Quando assumiu a prefeitura de São Paulo (2005) das mãos do PT, realizou uma faxina e baixou os preços de uma lista de compromissos.
Ao chegar ao comando do maior Estado brasileiro (2007), assinou dois decretos. O primeiro renegociava contratos de energia, construtoras e outros. O segundo eliminava 4.218 cargos de confiança. Com a revisão contratual daquele ano, sua administração economizou 602,3 milhões de reais, conforme dados oficiais.
Não por acaso, fez isso nos primeiros dias de trabalho.
"Ele vai entrar com medidas fiscais e até renegociação de alguns contratos. As despesas da máquina pública estão sob um controle muito frouxo... Fará isso preservando todos os gastos sociais como o Bolsa-Família", disse a fonte.
É crescente o volume de críticas ao pouco rigor fiscal do atual governo federal. A economia para pagamento da dívida do país caiu quase 40 por cento em 2009 frente o ano anterior. Foi o pior resultado da série histórica iniciada em 2001.
Os números foram afetados por aumento de despesas da máquina, queda da arrecadação em meio à crise mundial e sucessivas desonerações fiscais implementadas para dinamizar e conferir fôlego à atividade doméstica.
Apesar de declarações de integrantes da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no sentido de retomar a meta de superávit primário de 3,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, pouca coisa foi feita. Em 12 meses até fevereiro, a economia para pagar juros era de 2,21 por cento do PIB.
No público e no privado, Serra é famoso por suas posições fortes e renega a fama de controlador há tanto tempo alimentada. Mas nem mesmo o mais próximo dos amigos esconde uma máxima reveladora: "ele será o ministro da Fazenda e o presidente do Banco Central de seu próprio governo".
Leia mais em Amplo ajuste fiscal seria 1a medida de Serra, diz equipe tucana
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É meio off-topic, mas já que o assunto é corte orçamentário, cada um tire suas conclusões de onde o cinto vai voltar a apertar ainda mais ...
Abraços,
26.4.2010
| 20h19m
Amplo ajuste fiscal seria 1a. medida de Serra
De Natuza Nery e Paula Arend Laier, da Reuters:
Se eleito presidente da República este ano, a primeira medida econômica de José Serra à frente do cargo seria um profundo ajuste fiscal para dar mais poder de investimento ao Estado brasileiro.
De acordo com dois importantes interlocutores da campanha do pré-candidato do PSDB, o arranjo envolveria a renegociação de contratos e o corte de despesas da máquina pública, mas preservaria os gastos sociais.
A fonte, que pediu anonimato, não especificou que empreendimentos ou programas poderiam ser revistos, mas recorreu ao histórico do tucano na busca de melhor eficiência de gestão.
Quando assumiu a prefeitura de São Paulo (2005) das mãos do PT, realizou uma faxina e baixou os preços de uma lista de compromissos.
Ao chegar ao comando do maior Estado brasileiro (2007), assinou dois decretos. O primeiro renegociava contratos de energia, construtoras e outros. O segundo eliminava 4.218 cargos de confiança. Com a revisão contratual daquele ano, sua administração economizou 602,3 milhões de reais, conforme dados oficiais.
Não por acaso, fez isso nos primeiros dias de trabalho.
"Ele vai entrar com medidas fiscais e até renegociação de alguns contratos. As despesas da máquina pública estão sob um controle muito frouxo... Fará isso preservando todos os gastos sociais como o Bolsa-Família", disse a fonte.
É crescente o volume de críticas ao pouco rigor fiscal do atual governo federal. A economia para pagamento da dívida do país caiu quase 40 por cento em 2009 frente o ano anterior. Foi o pior resultado da série histórica iniciada em 2001.
Os números foram afetados por aumento de despesas da máquina, queda da arrecadação em meio à crise mundial e sucessivas desonerações fiscais implementadas para dinamizar e conferir fôlego à atividade doméstica.
Apesar de declarações de integrantes da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no sentido de retomar a meta de superávit primário de 3,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, pouca coisa foi feita. Em 12 meses até fevereiro, a economia para pagar juros era de 2,21 por cento do PIB.
No público e no privado, Serra é famoso por suas posições fortes e renega a fama de controlador há tanto tempo alimentada. Mas nem mesmo o mais próximo dos amigos esconde uma máxima reveladora: "ele será o ministro da Fazenda e o presidente do Banco Central de seu próprio governo".
Leia mais em Amplo ajuste fiscal seria 1a medida de Serra, diz equipe tucana
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É meio off-topic, mas já que o assunto é corte orçamentário, cada um tire suas conclusões de onde o cinto vai voltar a apertar ainda mais ...
Abraços,