GEOPOLÍTICA

Área destinada para discussão sobre os conflitos do passado, do presente, futuro e missões de paz

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Re: GEOPOLÍTICA

#2776 Mensagem por Marino » Seg Set 20, 2010 10:57 am

O plano de Obama e o Brasil

O Brasil deve preparar-se para uma nova onda de importações de produtos americanos. O presidente Barack Obama tem um plano para duplicar as exportações dos Estados Unidos até 2015 e o mercado brasileiro é um dos alvos principais. Outros alvos prioritários são, naturalmente, a Rússia, a Índia e a China, ou seja, os demais Brics. As economias brasileira, indiana e chinesa atravessaram a crise com danos limitados e começaram a recuperar-se rapidamente. A Rússia foi a exceção, por causa de seu sistema financeiro muito vulnerável, mas também já voltou ao crescimento, graças, principalmente, às exportações de petróleo.

Com a produção crescendo cerca de 7% em 2010 e o consumo em alta, o Brasil, uma das dez maiores economias do mundo, é um campo de caça atraente para empresas de todo o mundo. A atração se torna mais forte quando os países desenvolvidos permanecem, como agora, atolados na recessão ou apenas começaram a sair da maior crise financeira desde a dos anos 30 do século passado.

O plano enviado pelo presidente Obama ao Congresso contém uma ampla bateria de medidas para fortalecer as vendas externas de bens e serviços. O Executivo propõe a concessão de benefícios fiscais a exportadores, o aumento do crédito, estímulos especiais a empresas pequenas e médias, um esforço maior de promoção comercial e um trabalho especial de advocacia para remover barreiras nos demais países.

O comércio exterior é poderoso criador de empregos e os salários das empresas exportadoras são em média 15% maiores que os demais, segundo afirmou o presidente Obama ao apresentar seu plano.

A ideia de dobrar as exportações até 2015 havia sido lançada há seis meses. Iniciativa concebida como um esforço a mais para tirar da recessão a economia americana, ainda com desemprego acima de 9%. A extensão da pobreza é a maior desde 1995: 14,3% de pessoas abaixo da linha divisória traçada pelo Escritório do Censo.

O governo americano foi o primeiro do mundo rico a adotar uma política especial de estímulo à exportação. O primeiro, portanto, a se preparar para o jogo recomendado há cerca de um ano pelo Grupo dos 20 (G-20) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Nesse novo jogo, os países normalmente superavitários devem basear seu crescimento econômico sobretudo no mercado interno, estimulando o consumo e importando mais. A ideia é reequilibrar a economia global. Os países deficitários devem fazer o oposto - aumentar a poupança interna e ampliar as exportações.

Na sua versão mais simples, o jogo tem dois grandes participantes - a China, maior exportadora e detentora do maior superávit externo, e os Estados Unidos, maior potência global e também a principal economia deficitária. A disputa entre Estados Unidos e China por causa da moeda chinesa subvalorizada é, há vários anos, parte importante desse quadro.

Mas o jogo real é mais complexo e envolve outros emergentes, incluído o Brasil. Mas a posição brasileira é diferente da chinesa em vários aspectos importantes. Há dois anos o País acumula déficit na conta corrente do balanço de pagamentos. O superávit comercial diminui rapidamente, porque a expansão da demanda interna, muito maior que a da maior parte dos demais países, faz a importação crescer muito mais que a exportação. Além disso, o real, ao contrário do yuan, está sensivelmente valorizado.

A deterioração das contas externas brasileiras deve continuar em 2011, mas o resultado poderá ser pior que o previsto, se o esforço exportador americano for bem-sucedido. A contribuição do Brasil à recuperação do mundo rico poderá ser muito cara para os brasileiros, em termos de emprego e de enfraquecimento da posição externa. O risco é ampliado pela perspectiva de aumento do ingresso de dólares, com maior valorização do real. O governo deveria pensar com urgência nas condições de competitividade do País. O Brasil menosprezou o mercado americano quando barrou o projeto da Alca, a Área de Livre Comércio das Américas. Mas os americanos não menosprezam o mercado brasileiro.




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Re: GEOPOLÍTICA

#2777 Mensagem por Marino » Seg Set 20, 2010 10:58 am

Potências "somem" das forças da ONU

Por treinamento, prestígio e dinheiro, países do sul da Ásia e da África são hoje responsáveis por 71% das tropas

Por conta da atuação na missão do Haiti, Brasil avança 35 postos no ranking dos capacetes azuis em nove anos

LUIS KAWAGUTI

DE SÃO PAULO

Nos últimos nove anos, o Brasil subiu da 47ª posição para a 12ª no ranking dos países que mais enviam tropas para missões de paz das Nações Unidas. O salto se deve ao envio de mais de 2.000 militares por ano à Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti), ao custo de R$ 1,3 bilhão.

O investimento é uma tentativa do governo brasileiro de acompanhar uma tendência de países em desenvolvimento de assumir um lugar antes ocupado pelas potências mundiais nas missões.

Hoje, países do sul da Ásia e do continente africano são fornecedores de 71% dos cerca de 100 mil homens que formam as tropas de paz e a polícia das Nações Unidas.

O primeiro do ranking é o Paquistão, que participa atualmente de 11 missões com 10.744 homens.

Militares do continente europeu, dos EUA e do Canadá -que antes da década de 90 eram presença quase obrigatória nas missões-, em 2001 representavam juntos 22% do contingente de capacetes azuis no mundo. Neste ano, não chegam a 8% do total. A ONU não divulga dados anteriores a 2001 para pesquisa.

A retirada gradual das potências começou com o fracasso das missões na Somália (92-93), que resultou no assassinato e exibição pública de corpos de soldados americanos, e em Ruanda (93-96) -onde a ONU foi incapaz de conter o genocídio.

Desde então, os países desenvolvidos continuaram a financiar missões em países "falidos", porém sem envolver diretamente suas tropas.

"Um soldado morto nessas missões tem um custo político e eleitoral muito alto", afirma Matias Spektor, coordenador do Centro de Estudos sobre Relações Internacionais da FGV-Rio.

Segundo ele, outro fator decisivo foi a dificuldade das potências em abrir frentes após se envolverem nas guerras do Oriente Médio.



OPORTUNIDADE

Além da oportunidade de treinar e profissionalizar tropas, os países em desenvolvimento procuram as missões de paz por interesses econômicos (possibilidade de fechar contratos futuros) e estratégicos (obter prestígio e influência internacional).

Outro atrativo para alguns países é o pagamento que as Nações Unidas fazem pelo uso dos soldados. Alguns deles, como o Nepal (6º no ranking) e o Uruguai (10º) descobriram um "nicho" de mercado e criaram unidades especializadas em missões de paz da ONU que rendem lucros.

Não é o caso do Brasil, que não tem unidades especializadas e recebe de pagamento da ONU cerca de 25% da quantia que investiu para mandar as tropas.

O objetivo brasileiro está mais ligado ao treinamento de tropas contra guerrilhas e à obtenção de mais destaque na engrenagem da ONU (no caso, uma cadeira no Conselho de Segurança).




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Re: GEOPOLÍTICA

#2778 Mensagem por Marino » Seg Set 20, 2010 12:31 pm

Ai meu Deus... :roll:
======================
Missão pode gerar neocolonialismo, diz especialista
DE SÃO PAULO
A proliferação das missões de paz das Nações Unidas protagonizadas por países em
desenvolvimento pode dar origem a situações de neocolonialismo, na opinião do professor Matias
Spektor, coordenador do Centro de Estudos sobre Relações Internacionais da FGV-Rio.
Porém, segundo ele, isso não significa que as missões não devam ser realizadas.
Nos últimos nove anos, o número de tropas internacionais em missões de paz subiu de 47 mil
para os atuais 100 mil, divididas em 16 missões.
Segundo ele, as missões de hoje são diferentes daquelas realizadas na década de 90 na medida
em que a ONU exerce cada vez mais poder sobre as nações onde realiza suas operações.
"Há especialistas que acreditam que a missão do Timor Leste, na qual o [brasileiro] Sérgio Vieira
de Mello [1948-2003] exerceu o cargo de administrador de transição, era uma forma de neoprotetorado,
em que a autoridade política estabelecida pela ONU terminava determinando a maneira de governar a
vida de um país", explica.
Segundo Spektor, esse risco inerente das missões de paz está presente também no caso do
Haiti.
"Mas isso não quer dizer que não se deva fazer essas intervenções, só é preciso ficar atento
para que elas não escondam novas formas de colonialismo", diz.
LÍBANO
O Brasil participa de missões de paz das Nações Unidas desde 1947 e já esteve em Suez,
Angola, Moçambique, República Dominicana e em países do Oriente Médio, entre outros lugares do
mundo.
Os planos futuros do governo brasileiro envolviam uma retirada gradual de tropas do Haiti a partir
do ano que vem e negociações para o envio de militares para a Unifil, a missão de paz no Líbano -devido
ao foco da política externa brasileira no Oriente Médio.
Porém, com o terremoto de 12 de janeiro, que devastou o país, o compromisso de presença das
tropas brasileiras no Haiti deve ser estendido.
O novo prazo para a saída do Haiti ainda não está definido, mas, segundo diplomatas brasileiros
envolvidos com o assunto, as negociações para a ida ao Líbano não foram paralisadas.




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Re: GEOPOLÍTICA

#2779 Mensagem por Francoorp » Seg Set 20, 2010 4:14 pm

Brasil deve ser mais ativo no Cone Sul se quiser mais influência, dizem analistas

Imagem


Marcia Carmo

De Buenos Aires para a BBC Brasil

O futuro governo do Brasil deve ser mais ativo no Cone Sul e promover uma maior integração com seus vizinhos para fortalecer sua influência, segundo analistas e políticos da região ouvidos pela BBC Brasil.

Entre as questões que devem ser priorizadas pelo país na relação com os vizinhos, segundo os analistas, está o fortalecimento das instituições regionais como o Mercosul (Mercado Comum do Cone Sul) e a Unasul (União de Nações Sul-Americanas).

Guillermo Holzmann, professor de ciências políticas da Universidade do Chile, diz que sua expectativa é que o Brasil aumente sua presença regional até para fortalecer seu “peso” no cenário internacional.

“Acredito que o Brasil manterá uma posição de presença permanente na região e orientada à sua projeção mundial. O Brasil não pode descuidar da região e não pode ser líder só na região”, disse Holzmann.

O Brasil tem hoje forte peso no cenário mundial, e os demais países da região tendem a acompanhá-lo

Guillermo Holzmann


Segundo ele, esse Brasil “mais ativo” deverá buscar evitar conflitos bilaterais ou multilaterais, principalmente por meio da Unasul (União de Nações Sul-americanas).

“O Brasil tem hoje forte peso no cenário mundial, e os demais países da região tendem a acompanhá-lo”, afirmou.

Como Holzmann, o analista uruguaio Miguel Senra, professor do Departamento de Sociologia da Universidade da República, de Montevidéu, acredita que “por questões estratégicas”, seja qual for o governo eleito, haverá uma intensificação da integração regional.

Para ele, essa integração faz parte da “inserção do Brasil” como representante com capacidade de “liderança” da América Latina.

Mercosul

Senra destaca a importância da atuação do Brasil dentro do Mercosul para consolidar sua liderança regional.

“O papel do Brasil no Mercosul é muito importante, especialmente para os países pequenos do bloco (Uruguai e Paraguai)”, afirma.

Para ele, no caso do Uruguai, permanece a expectativa por “compensações” que reduzam as desigualdades dentro do bloco.

Como exemplo, ele citou o FOCEM (Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul), que entende como “crucial” para reverter a situação das diferenças entre os sócios menores e o Brasil e a Argentina.

A professora de história Beatriz González Bosi, da Universidade Católica de Assunção, Paraguai, espera que o “Mercosul ganhe importância e funcione” com o novo governo brasileiro.

“O Paraguai é um país com muitos problemas, e o Mercosul é uma ponte fundamental para seu desenvolvimento. Mas, para isso, precisa ser mais ativo e dar maior atenção aos sócios menores”, disse.

Argentina

A relação bilateral entre Brasil e Argentina é a mais “direta” no Cone Sul, na avaliação dos analistas, principalmente pelo forte e crescente intercâmbio comercial entre os dois países.

“O caminho para estreitar ainda mais essa relação é superar as questões pontuais na área comercial”, disse Eduardo Fidanza, da Poliarquia Consultores.

Na visão do analista argentino Rosendo Fraga, do Centro de Estudos Nueva Mayoria, o Brasil é o único país da América Latina com “vocação para ator global”.

O papel do Brasil no Mercosul é muito importante, especialmente para os países pequenos do bloco

Miguel Senra


Para ele, seja quem for o vencedor das eleições presidenciais brasileiras, “buscará maior integração” com os vizinhos.

“Talvez Dilma busque intensificar mais esta relação do que o opositor José Serra. Mas nos dois casos a integração estará na agenda”, entende.

Itaipu

No caso do Paraguai, espera-se que saia do papel o acordo sobre a hidrelétrica de Itaipu, assinado em julho do ano passado entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo.

A declaração de intenções prevê que o Brasil pagará mais pela energia excedente produzida pelo Paraguai. Mas o entendimento depende da ratificação do Congresso Nacional brasileiro.

“Itaipu é uma questão interna para o Paraguai e faz parte das promessas de campanha de Lugo. Se algo der errado, a oposição lhe cobrará a fatura”, disse um analista próximo do governo.

Nos dois casos (com Dilma ou com Serra) a integração estará na agenda

Rosendo Fraga


O conselheiro especial paraguaio na hidrelétrica, Carlos Alberto González, ex-embaixador do Paraguai no Brasil, afirmou que a “esperança” é que este acordo seja ratificado pelos parlamentares na gestão de Lula ou na gestão de seu sucessor.

“Se não der tempo agora, nossa expectativa é que saia do papel se a candidata do governo vencer”, afirmou González.

Chile

No caso do Chile, país que não faz parte do Mercosul, os analistas consideram haver uma proximidade maior com o Brasil, sem grandes conflitos.

Para o Chile, seja quem for o eleito significará a continuidade

Isabel Allende


Para Holzmann, o Chile hoje considera que os objetivos do Brasil são “complementares ou semelhantes” aos seus.

Isso permite, segundo ele, uma relação “sintonizada” em vários itens – comercial, financeiro e regional – que deverão ser “intensificados”.

A senadora chilena Isabel Allende, do Partido Socialista, acha que as atuais relações do Chile com o Brasil tendem a melhorar “ainda mais”, seja quem for o vencedor das eleições presidenciais brasileiras.

“Hoje, Brasil e Chile têm excelentes relações, e o novo governo brasileiro ampliará o caminho da integração, por exemplo, na área de direitos humanos. Para o Chile, seja quem for o eleito significará a continuidade”, disse.

Fonte: BBC Brasil via Plano Brasil.




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Re: GEOPOLÍTICA

#2780 Mensagem por FOXTROT » Seg Set 20, 2010 6:35 pm

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Possível venda de mísseis russos à Síria irrita Israel
20 de setembro de 2010

Israel criticou a Rússia nesta segunda-feira por planejar a venda de mísseis Yakhont à Síria, alertando que esse material pode acabar sendo transferido à guerrilha Hezbollah no vizinho Líbano.
O aval para o negócio de 300 milhões de dólares envolvendo os mísseis antinavio foi divulgado na semana passada pelo ministro russo da Defesa, Anatoly Serdyukov, que informou à agência de notícias RIA que o negócio se refere a um contrato de 2007, e que os EUA também demonstram resistência.

Neste mês, o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, viajou a Moscou para selar um acordo de cooperação militar e para pedir aos russos que não forneçam à Síria armas que possam desafiar o poderio israelense.

Em visita a Washington na segunda-feira, Barak manifestou preocupação de que os mísseis Yakhont sejam "passados ao Hezbollah, como já aconteceu no passado, e que eles sejam dirigidos contra Israel", segundo nota divulgada por assessores dele.

A Síria diz não fornecer armas ao Hezbollah, grupo que surpreendeu Israel durante a guerra de 2006 ao atingir navios israelenses com mísseis de cruzeiro.

Israel e Síria ensaiam uma aproximação nos últimos anos, mas ainda continuam divididos por questões como o futuro das colinas do Golã, ocupadas por Israel desde 1967, e a aliança de Damasco com o Irã.

O chanceler de Israel, Avigdor Lieberman, disse ao jornal israelense Hayom que a venda de mísseis à Síria "complica a situação". "Ela não contribui para a estabilidade e não cria a paz na região. Vamos transmitir nossa posição à Rússia", afirmou Lieberman.

Serkyukov disse na sexta-feira à agência RIA que os Estados Unidos manifestaram a preocupação de que os mísseis Yakhont acabem nas mãos de "terroristas" —em aparente referência ao Hezbollah.

O ministro russo qualificou essa preocupações de "infrutíferas", segundo a RIA.

Lieberman disse que Barak, na sua visita a Moscou, "tratou da questão, mas as coisas não se resolveram".

A Rússia, que está montando uma frota de aviões teleguiados israelenses, havia antes agradado o Estado judeu com a promessa de não entregar mísseis antiaéreos S-300 ao Irã enquanto vigorassem as sanções da ONU ao programa nuclear iraniano.




"Só os mortos conhecem o fim da guerra" Platão.
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Re: GEOPOLÍTICA

#2781 Mensagem por Marino » Ter Set 21, 2010 8:46 am

O tigre da europa quer rugir

Lutando há mais de meio século para entrar na União Europeia, a Turquia aposta em reformas e na aproximação de países emergentes como o Brasil para conquistar respeito mundial

Carlos José Marques, de Istambul



Na franja da Ásia, no ponto exato da interseção com a Europa, fincado entre os dois continentes, existe um tigre engasgado que quer rugir mais alto. E sua economia robusta, em franca evolução – capaz de entregar taxas de crescimento anual da ordem de 11% –, está dando razões para tanto. A estrela comercial de cidades turcas como Istambul e arredores brilha forte e nos últimos tempos se empanturrou com um banho de ocidentalização, numa versão capitalista e inquieta do antigo dragão chinês, transformado em potência nas últimas décadas. A Turquia, a contragosto dos vizinhos, que ainda resistem em integrá-la à União Europeia, vem conseguindo a proeza de avançar sem auxílio dos países desenvolvidos. Criou um mercado consumidor jovem e efervescente, com mais de 70 milhões de habitantes aptos a comprar e já gera um Produto Interno Bruto (PIB) de algo em torno de US$ 600 bilhões. Nessa plataforma há hoje cerca de 250 zonas industriais e os usuários de celulares saltaram de virtualmente nenhum nos anos 90 para mais de 64 milhões recentemente. A Turquia, decerto, está produzindo seu próprio milagre, abrindo à força uma brecha entre as nações ricas. E olha para nichos econômicos pouco visados pelos demais. Dezenas de empresários turcos comandam cadeias de hotéis em Moscou, bancos na Bósnia e na Grécia, projetos de rodovias no Iraque e grandes operações comerciais com Irã e Síria. As exportações saltaram de US$ 3 bilhões nos anos 80 para algo em torno de US$ 132 bilhões neste ano.

E agora, 20 anos depois do golpe militar que estabeleceu uma nova Carta Magna, a Turquia acaba de consolidar a maior de suas conquistas. Em plebiscito no domingo 12, após o Ramadã, a população aprovou, com 58% dos votos a favor e 42% contra, uma reforma constitucional modernizante. Antigas reivindicações, como o fim da imunidade de generais patrocinadores do golpe, o aprimoramento dos direitos civis, reforçando a igualdade entre os sexos, e a liberação de greves de fundo político, que até aqui eram proibidas, entraram em vigor. Pelas mãos do premier turco, Recep Tayyp Erdogan, maior beneficiado com a vitória na votação, que dá respaldo a seu governo, o país deseja finalmente quebrar a resistência à sua entrada na UE – um sonho acalentado há mais de 50 anos.

Nunca será demais lembrar que a Turquia ocupa uma posição geopolítica estratégica, particularmente no que se refere à segurança da Europa. O Mediterrâneo Oriental, o Mar Egeu, os Bálcãs Ocidentais, a região do Mar Cáspio e o Cáucaso Meridional, a Ásia Central e o Oriente Médio são áreas em que o Ocidente pouco ou nada conseguirá sem o apoio da Turquia. Causou tremor recentemente o fato de ela, juntamente com o Brasil, ter concedido apoio ao plano de desenvolvimento nuclear do Irã para fins pacíficos. Brasil e Turquia, desde então, vêm firmando uma espécie de aliança de interesses político-comerciais com grandes frutos. Corporações gigantes brasileiras estão avançando sobre esse território como quem enxerga um novo eldorado de oportunidades. O portento de aviões Embraer acaba de acertar uma encomenda de 14 aeronaves para lá, abrindo as portas de um mercado que pode ser seu cartão de visita na região. A Vale do Rio Doce também iniciou operações na Turquia neste ano. Um voo regular Brasil-Turquia passou a ser operado pela Turkish Airlines desde maio. Com um comércio bilateral ainda tímido, de pouco mais de US$ 2 bilhões anuais, estagnado por décadas, Brasil e Turquia vão paulatinamente estabelecendo uma nova cadência de aproximação. Há poucos meses Erdogan encontrou-se com o presidente Lula e fechou uma joint venture para a exploração de óleo no Mar Negro a uma profundidade de quatro mil metros. A expertise brasileira na exploração em águas profundas teve seu teste decisivo naquele país já em fins do ano passado, quando uma monumental operação de deslocamento de uma plataforma da Petrobras foi iniciada e atravessou o Estreito de Bósforo, sob a romântica ponte que liga o lado oriental ao ocidental de Istambul. “Brasil e Turquia estão vivendo em 2010 um movimento singular de êxito e estabilidade”, disse na ocasião Erdogan, para quem os dois países já entraram no palco das grandes potências.

O embaixador brasileiro na Turquia, Marcelo Jardim, tem a convicção de que esses laços serão ainda mais estreitos daqui para a frente. Como grande articulador desse movimento, com credenciais e sinal verde para incrementar o fluxo de negócios bilaterais, Jardim recebeu há poucos dias uma caravana de empresários brasileiros, com mais de 30 representantes de companhias como Brasil Foods, Audi, Mapfre, Tetra Pak, Vivo, Amil e Itautec, liderados pelo presidente do LIDE-Grupo de Líderes Empresariais, João Doria Jr. A caravana teve oportunidade de travar contato com executivos locais, em jantares e encontros informais, e conheceu mais a fundo o potencial econômico do país. “Foi um grande intercâmbio”, disse Doria Jr. O que resulta dessa diversificação de parcerias turcas é uma economia mais aberta e dinâmica. Não faz muitos anos, o país concentrava suas atividades empreendedoras em organizações estatais, com restrição à entrada de capital estrangeiro. Isso mudou, como vêm mudando rapidamente várias das antigas crenças e valores nessa terra que abrigou o império otomano e por onde passaram mais de 12 civilizações – dos persas aos hititas, dos gregos aos romanos, que por lá permaneceram quase mil anos.

A Turquia turbulenta de guerras e golpes militares ficou para trás. Iniciou sua trajetória transformadora ainda no início do século passado, quando Mustafa Kemal Atatürk proclamou a república e virou herói nacional, nos moldes do brasileiro dom Pedro I. Atatürk ainda hoje é considerado um mito por imprimir revoluções que marcaram para sempre a vida dos turcos. Foi ele quem aboliu a poligamia, a obrigatoriedade do véu, trocou a língua do país e a moeda. Fundou um Estado laico, parlamentar, nos moldes europeus, e adotou o alfabeto latino. De Atatürk a Erdogan, a Turquia não parou de se reinventar. É bem verdade que ainda convive com uma inflação renitente, de mais de 10% ao ano, e pratica a mais alta taxa de juros do planeta, batendo inclusive a do Brasil. Curiosamente também nesses trilhos de inflação e juros os dois países parecem andar colados. Brasil e Turquia, mesmo assim, converteram-se em locomotivas da retomada. Enquanto o mundo financeiro segue em caos, oferecendo sinais de retrocesso econômico tanto na Europa como nos EUA – e em boa parte do resto do mundo –, os dois atores em desenvolvimento estão galvanizando as atenções com suas marcas de investimento recorde, queda de desemprego e aumento da base industrial instalada. Plantada como uma ilha de prosperidade em meio ao retrocesso de nações próximas, Istambul virou uma miragem encantadora. Seus quase 15 milhões de moradores e 17 milhões de turistas/ano fizeram da metrópole um entreposto cosmopolita de ideias, seitas religiosas, comércio e produção. A cara resplandecente de uma Turquia que quer se projetar.




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Re: GEOPOLÍTICA

#2782 Mensagem por marcelo l. » Ter Set 21, 2010 3:43 pm

Já que nunca colocamos textos fernandohenriquistas estrangeiros vai um...até pensei que era piada mas não...é puro tucanês hindi

http://warswithinindia.blogspot.com/201 ... .html#more

De acordo com o orçamento apresentado pelo ministro das Finanças, Pranab Mukherjee, as despesas de defesa da Índia tem sido levantada a Rs. 1,47,344 crore de 2010-11, a 4 por cento de aumento de Rs do ano passado. 1,41,703 crore. A razão de ser dada pelo ministro das Finanças, para o aumento do orçamento foi deteriorado ambiente de segurança da Índia. Parece bastante surpreendente que a Índia está agora com os percalços internos como base para o aumento do orçamento de defesa. Considerando que, na realidade, a Índia precisa de um enorme orçamento de defesa para o financiamento de seus acordos de defesa com países como Israel, Rússia e Estados Unidos.

Israel está pronto para pegar um pedaço importante da colossal $ 30 bilhões que Nova Deli vai gastar em compras de defesa ao longo dos próximos cinco anos. Nos últimos três anos, a Índia tinha passado tanto quanto 10.500 milhões dólares em importações militar, tornando-se entre os maiores importadores de armas do mundo em desenvolvimento. importações militares da Índia devem chegar a US $ 30 bilhões em 2012. A Índia é um país que bullies países vizinhos e não tem nenhuma ameaça direta de agressão forma qualquer outro país, por isso não pode justificar essa enorme orçamento de defesa. O governo indiano está a aumentar seu orçamento de defesa e não se preocupar sobre o que acontece ao homem comum. Dois terços dos 1,1 bilhões da Índia, os cidadãos continuam a viver com menos de 1 dólar por dia. As pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza não tem nada a ver com o orçamento de defesa. Os indicadores sócio-econômicos da sociedade indiana para não permitir que a Índia tem um enorme orçamento de defesa. O mau estado da sua agricultura, educação, emprego etc expôs o seu progresso económico falso. De acordo com o International Herald Tribune, "há muitos sinais de um excesso de confiança (na Índia) que parecem cada vez mais como arrogância". Paradoxalmente, apenas uma falsa sensação de crescimento econômico está se espalhando por toda a Índia, não obstante a realidade. De acordo com uma pesquisa conduzida pela BBC quase metade de todos os índios sentem que seu século de idade "milagre" económico não fez nada para beneficiá-los ou suas famílias. As pesquisas revelaram a crescente senso de discernir franqueada populações rurais pobres.

A porcentagem da inflação é muito maior, então o que é projetada a nível nacional pelo Governo. Para o homem comum, a inflação significa aumento dos preços do trigo e da farinha. As pessoas atingidas pela pobreza estão a cometer suicídios no país a um ritmo alarmante. O governo indiano não para dar emprego para sua vasta população. A proporção de desempregados à força de trabalho total tem vindo a aumentar de 2,62 por cento (1993-1994) para 2,78 por cento (1999-2000) e 3,06 por cento (2004-05). Segundo o ministro do Trabalho e Emprego o registo dos desempregados na Bolsa de Emprego em 2006-07 foi de 79 Lakhs contra a média de 58 Lakhs nos últimos dez anos. A qualidade da educação também não é satisfatória, o que é indicativo da ignorância do governo indiano para com este sector. Segundo um estudo, 38 por cento das crianças que tenham completado quatro anos de escolaridade não é possível ler um pequeno parágrafo com frases curtas para ser lido por um estudante de classe II.

O número de pessoas vivendo em favelas na Índia dobrou nas últimas duas décadas. De acordo com o governo indiano, a população de pessoas vivendo em favelas ultrapassou toda a população da Grã-Bretanha. De acordo com Kumark Selji, ministro da Habitação e Alívio da Pobreza Urbana, a população da Índia habitação de favelas passou de 27.900.000 em 1981-61.800.000 em 2001. A população favelada inchaço também é uma prova do fracasso do Governo de construir habitação suficiente e outras infra-estruturas básicas para os pobres urbanos, muitos dos quais vivem sem eletricidade, gass ou água corrente. população da Índia é a maior favela em Mumbai, onde 6,5 milhões de pessoas vivem em pequenos barracos improvisados rodeado por esgotos a céu aberto. Mumbai é também a casa de Dharani, a maior favela da Ásia único, que é estimado para estar em casa a mais de um milhão de pessoas. Delhi tem população do país o segundo maior favela, totalizando cerca de 1,8 milhões de pessoas seguido de Calcutá, com cerca de 1,5 milhões de euros. Segundo Maju Varghese de YUVA, uma ONG que vem trabalhando com pobres urbanos de mais de 20 anos, o aumento nas favelas é devido à falta de habitação acessível previsto pelo Governo.

Existe uma correlação direta entre o extremismo ea pobreza, na prática, eo social, político, econômico, cultural e discriminação enfrentados pelos (castas e tribos agendadas, que estão entre os mais pobres indianos) resultou em pessoas descontentes recorrer à violência por seus direitos . Perante estas realidades amargas de uma sugestão humilde que as autoridades indianas seria a aderir ao ditado de Martin Luther King, Jr que ... .. Uma nação a gastar mais dinheiro na defesa militar de ascensão social está se aproximando desgraça espiritual.




"If the people who marched actually voted, we wouldn’t have to march in the first place".
"(Poor) countries are poor because those who have power make choices that create poverty".
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suntsé
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Re: GEOPOLÍTICA

#2783 Mensagem por suntsé » Ter Set 21, 2010 3:52 pm

Engraçado, o imbecil que escreveu este texto, certamente se esqueceu ou foi pago para esquecer...que a india tem 2 vizinhos nuclearmente armados. Aos quais ja tiveram varios conflitos bélicos.

Enfim, mentalidade tucana...não é novidade. È o tpo de gente que enm caso de guerra tem que ser mandado para a infantaria...MAS DESARMADOS.




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Re: GEOPOLÍTICA

#2784 Mensagem por Boss » Ter Set 21, 2010 3:56 pm

Eu concordo com quem fala que o Brasil não tem nenhuma ameaça direta de agressão nas suas vizinhanças (e mesmo se tiver, dos países que andam encrencando, qualquer PM estadual dá conta).

Mas a Índia ?

Tem Paquistão e China, todos nucleares e com rivalidades tensas com a Índia, queriam mais o que ? :lol:




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Re: GEOPOLÍTICA

#2785 Mensagem por Viktor Reznov » Ter Set 21, 2010 7:55 pm

Marino escreveu:Ai meu Deus... :roll:
======================
Missão pode gerar neocolonialismo, diz especialista
DE SÃO PAULO
A proliferação das missões de paz das Nações Unidas protagonizadas por países em
desenvolvimento pode dar origem a situações de neocolonialismo, na opinião do professor Matias
Spektor, coordenador do Centro de Estudos so......
Eu conheço muito bem essa estirpe de imbecil, são liberais de esquerda e a maioria comunistas. Aqui mesmo no fórum posso (na verdade não posso) falar nuns 10 que são desse jeito.




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Re: GEOPOLÍTICA

#2786 Mensagem por FOXTROT » Ter Set 21, 2010 10:09 pm

A civilidade ainda não atingiu a todos os membros do FDB :?

Saudações




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Re: GEOPOLÍTICA

#2787 Mensagem por Francoorp » Ter Set 21, 2010 11:29 pm

suntsé escreveu:Engraçado, o imbecil que escreveu este texto, certamente se esqueceu ou foi pago para esquecer...que a india tem 2 vizinhos nuclearmente armados. Aos quais ja tiveram varios conflitos bélicos.

Enfim, mentalidade tucana...não é novidade. È o tpo de gente que enm caso de guerra tem que ser mandado para a infantaria...MAS DESARMADOS.


Infantaria não... [002]




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Re: GEOPOLÍTICA

#2788 Mensagem por suntsé » Qua Set 22, 2010 12:00 am

Francoorp escreveu:
suntsé escreveu:Engraçado, o imbecil que escreveu este texto, certamente se esqueceu ou foi pago para esquecer...que a india tem 2 vizinhos nuclearmente armados. Aos quais ja tiveram varios conflitos bélicos.

Enfim, mentalidade tucana...não é novidade. È o tpo de gente que enm caso de guerra tem que ser mandado para a infantaria...MAS DESARMADOS.


Infantaria não... [002]
Os Soviéticos fizeram algo parecido na segunda guerra mundial, mas eles chamavam isso de batalhões penais :D




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Re: GEOPOLÍTICA

#2789 Mensagem por pafuncio » Qua Set 22, 2010 2:47 am

Cross escreveu:
Marino escreveu:Ai meu Deus... :roll:
======================
Missão pode gerar neocolonialismo, diz especialista
DE SÃO PAULO
A proliferação das missões de paz das Nações Unidas protagonizadas por países em
desenvolvimento pode dar origem a situações de neocolonialismo, na opinião do professor Matias
Spektor, coordenador do Centro de Estudos so......
Eu conheço muito bem essa estirpe de imbecil, são liberais de esquerda e a maioria comunistas. Aqui mesmo no fórum posso (na verdade não posso) falar nuns 10 que são desse jeito.

Pode me incluir nesta lista negra ...




"Em geral, as instituições políticas nascem empiricamente na Inglaterra, são sistematizadas na França, aplicadas pragmaticamente nos Estados Unidos e esculhambadas no Brasil"
Hader

Re: GEOPOLÍTICA

#2790 Mensagem por Hader » Qua Set 22, 2010 7:38 am

Meu caro Cross, sua afirmação demonstra total desconhecimento sobre quem é Matias Spektor. Antes de fazer uma afirmação deste quilate você deveria pesquisar um pouco. Seria interessante ver uma direita brasileira que copiasse apenas as coisas boas da direita americana. Esta incontinência verbal arrogante não serve para nada, tendo em vista que é fachada para enganar quem tem horizonte intelectual baixo. Faça algo pela direita: ajude a criar um discurso decente.

[]'s




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