GEOPOLÍTICA
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Re: GEOPOLÍTICA
Atualizado em 16 de setembro, 2010 - 19:16 (Brasília) 22:16 GMT
Maioria nos EUA apoia 'independência' brasileira no exterior, diz pesquisa
Alessandra Corrêa
Da BBC Brasil em Washington
Quase dois terços dos americanos consideram positivo que o Brasil tenha uma política externa mais independente dos Estados Unidos, indica uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira.
No levantamento Global Views 2010, conduzido pelo Chicago Council on Global Affairs e feito entre os dias 11 e 22 de junho, mais de 2,5 mil americanos responderam dezenas de questões sobre vários aspectos da política externa americana, proliferação nuclear, a ascensão da China e a guerra no Afeganistão, além de terem sido convidados a dar opiniões sobre outros países.
Questionados sobre o fato de países como Brasil e Turquia se tornarem mais independentes dos Estados Unidos na condução de sua política externa, 69% dos entrevistados dizem considerar isso um fato positivo.
Apenas 28% afirmam acreditar que a independência desses países em política externa seja negativa, porque desse modo estariam mais propensos a tomar decisões que os Estados Unidos não apoiariam.
Visão positiva
Na avaliação dos sentimentos dos americanos em relação a 22 países, o Brasil aparece em sexto lugar, com média de 56 em uma escala de zero a cem (sendo zero a avaliação mais desfavorável e cem a mais favorável).
A maioria dos americanos diz acreditar que as relações entre Estados Unidos e Brasil são estáveis.
Entre os entrevistados, 64% dizem que as relações permanecem iguais, enquanto 15% afirmam que estão melhorando, e outros 15%, que estão piorando.
No entanto, a pesquisa indica que, a maioria dos americanos não considera o Brasil especialmente importante ou influente.
Apenas 10% dos entrevistados dizem considerar o Brasil “muito importante” para os Estados Unidos, o que coloca o país em último lugar, ao lado da Turquia, na lista de importância.
Outros 44% afirmam que o Brasil é “um pouco importante”.
Na pergunta sobre o nível de influência que os países têm hoje e a perspectiva para daqui a dez anos, o Brasil recebe, respectivamente, média de 4,2 e 4,8, em uma escala de zero a 10.
Segundo os autores da pesquisa, isso demonstra que, apesar dos níveis baixos, a percepção dos americanos é de que a influência do Brasil está aumentando.
Declínio
Em meio à lenta recuperação da economia dos Estados Unidos, a pesquisa revelou que nove em cada dez americanos acreditam que é mais importante para o futuro do país se concentrar nos problemas domésticos do que em desafios no exterior.
"Depois de nove anos de guerras difíceis e da maior crise financeira desde 1930, os americanos querem se concentrar nas questões domésticas e estão mais seletivos no uso da influência e dos recursos dos Estados Unidos no exterior", diz o presidente do Chicago Council on Global Affairs, Marshall Bouton.
A pesquisa mostra ainda uma aumento no número de americanos que acreditam que o papel dos Estados Unidos como líder global está em declínio.
O percentual de americanos que acreditam que os Estados Unidos têm hoje um papel mais importante e poderoso como líder global do que há dez anos é de apenas 24%, o menor nível desde que a pesquisa começou a ser feita, e bem abaixo dos 55% registrados em 2002.
No mesmo período, a proporção dos que dizem que os Estados Unidos têm um papel global menos importante do que há dez anos passou de 17% em 2002 para 37% neste ano.
Irã e muçulmanos
A pesquisa revela ainda que a maioria acredita que uma ação militar contra o Irã resultaria em ataques terroristas dentro dos Estados Unidos e ataques contra alvos americanos no Oriente Médio.
No entanto, caso todas as alternativas para conter as ambições nucleares do Irã fracassem, 47% dos entrevistados apoiariam uma ofensiva militar.
Os resultados revelaram também uma crescente visão negativa sobre os muçulmanos.
Entre os entrevistados, 45% afirmam que as tradições religiosas, sociais e políticas dos muçulmanos são incompatíveis com o ocidente e, por isso, “conflitos violentos entre as duas civilizações inevitáveis”, aumento de 18 pontos percentuais em relação aos 27% registrados na pesquisa de 2002.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticia ... c_rc.shtml
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Maioria nos EUA apoia 'independência' brasileira no exterior, diz pesquisa
Alessandra Corrêa
Da BBC Brasil em Washington
Quase dois terços dos americanos consideram positivo que o Brasil tenha uma política externa mais independente dos Estados Unidos, indica uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira.
No levantamento Global Views 2010, conduzido pelo Chicago Council on Global Affairs e feito entre os dias 11 e 22 de junho, mais de 2,5 mil americanos responderam dezenas de questões sobre vários aspectos da política externa americana, proliferação nuclear, a ascensão da China e a guerra no Afeganistão, além de terem sido convidados a dar opiniões sobre outros países.
Questionados sobre o fato de países como Brasil e Turquia se tornarem mais independentes dos Estados Unidos na condução de sua política externa, 69% dos entrevistados dizem considerar isso um fato positivo.
Apenas 28% afirmam acreditar que a independência desses países em política externa seja negativa, porque desse modo estariam mais propensos a tomar decisões que os Estados Unidos não apoiariam.
Visão positiva
Na avaliação dos sentimentos dos americanos em relação a 22 países, o Brasil aparece em sexto lugar, com média de 56 em uma escala de zero a cem (sendo zero a avaliação mais desfavorável e cem a mais favorável).
A maioria dos americanos diz acreditar que as relações entre Estados Unidos e Brasil são estáveis.
Entre os entrevistados, 64% dizem que as relações permanecem iguais, enquanto 15% afirmam que estão melhorando, e outros 15%, que estão piorando.
No entanto, a pesquisa indica que, a maioria dos americanos não considera o Brasil especialmente importante ou influente.
Apenas 10% dos entrevistados dizem considerar o Brasil “muito importante” para os Estados Unidos, o que coloca o país em último lugar, ao lado da Turquia, na lista de importância.
Outros 44% afirmam que o Brasil é “um pouco importante”.
Na pergunta sobre o nível de influência que os países têm hoje e a perspectiva para daqui a dez anos, o Brasil recebe, respectivamente, média de 4,2 e 4,8, em uma escala de zero a 10.
Segundo os autores da pesquisa, isso demonstra que, apesar dos níveis baixos, a percepção dos americanos é de que a influência do Brasil está aumentando.
Declínio
Em meio à lenta recuperação da economia dos Estados Unidos, a pesquisa revelou que nove em cada dez americanos acreditam que é mais importante para o futuro do país se concentrar nos problemas domésticos do que em desafios no exterior.
"Depois de nove anos de guerras difíceis e da maior crise financeira desde 1930, os americanos querem se concentrar nas questões domésticas e estão mais seletivos no uso da influência e dos recursos dos Estados Unidos no exterior", diz o presidente do Chicago Council on Global Affairs, Marshall Bouton.
A pesquisa mostra ainda uma aumento no número de americanos que acreditam que o papel dos Estados Unidos como líder global está em declínio.
O percentual de americanos que acreditam que os Estados Unidos têm hoje um papel mais importante e poderoso como líder global do que há dez anos é de apenas 24%, o menor nível desde que a pesquisa começou a ser feita, e bem abaixo dos 55% registrados em 2002.
No mesmo período, a proporção dos que dizem que os Estados Unidos têm um papel global menos importante do que há dez anos passou de 17% em 2002 para 37% neste ano.
Irã e muçulmanos
A pesquisa revela ainda que a maioria acredita que uma ação militar contra o Irã resultaria em ataques terroristas dentro dos Estados Unidos e ataques contra alvos americanos no Oriente Médio.
No entanto, caso todas as alternativas para conter as ambições nucleares do Irã fracassem, 47% dos entrevistados apoiariam uma ofensiva militar.
Os resultados revelaram também uma crescente visão negativa sobre os muçulmanos.
Entre os entrevistados, 45% afirmam que as tradições religiosas, sociais e políticas dos muçulmanos são incompatíveis com o ocidente e, por isso, “conflitos violentos entre as duas civilizações inevitáveis”, aumento de 18 pontos percentuais em relação aos 27% registrados na pesquisa de 2002.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticia ... c_rc.shtml
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Re: GEOPOLÍTICA
Buemba ! Buemba!
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Brazil opposed to NATO role in South Atlantic
Published: Sept. 16, 2010 at 1:13 PM
ArticleListenComments. Share
BRASILIA, Brazil, Sept. 16 (UPI) -- Brazil is opposed to any NATO presence in the South Atlantic or any attempt to forge links between the north and the south of the oceanic region, senior Brazilian government aides said.
Brazil's expected rebuff to any European or North American overtures coincided with pronouncements by Brazil, Argentina and other regional states they see the oil-rich southern oceanic territories as their strategic backyard.
This week Argentina announced plans for drilling for hydrocarbons in its southern-most waters, near the narrow Magellan Strait, which connects Atlantic and Pacific oceans. Brazil's Petrobras is part of an Argentine-led consortium expected to conduct the drilling operations.
Senior Argentine officials said they regard the region as the country's "soft underbelly" while continuing to oppose British-backed drilling for oil in the Falklands Basin further afield, southeast of Argentina.
Earlier in the year, Latin American leaders met to discuss joint security arrangements -- and military integration farther into the future -- that pointedly excluded the United States and Canada from the deal.
Current talks between the European Union and South America's Mercosur trade bloc are also geared toward creating an interdependent commercial bridge that will give Mercosur clout in the EU commodity markets while affording cash-strapped Europeans a share of the Latin American member-countries' import boom. Mercosur's import requirements are on the rise as its annual gross domestic product of more than $1 trillion increases in response to growth and prosperity.
Brazilian Defense Minister Nelson Jobim made clear his country would oppose any inroads by NATO or its members.
Having a NATO presence in the South Atlantic region would be "inappropriate," Jobim said in comments quoted by Brazilian media. Jobim made the comment during an address at the Lisbon Defense Institute in Portugal during his current European tour.
"Security measures for each side of the Atlantic Ocean are very different from each other," he said, in a follow-up to previous comments opposing NATO, specifically U.S., moves in the area.
Despite good Brazil-U.S. ties, Brazil hasn't hesitated in voicing its opposition to large-scale U.S. naval presence in the South Atlantic.
Brazil wants its regional pre-eminence recognized through a permanent seat on the U.N. Security Council, for which President Luiz Inacio "Lula" da Silva has been lobbying members of the world body.
In 2008 Lula da Silva launched a major military regeneration program. He has announced plans to revive defense manufacturing, a major earner during the 1980s military dictatorship years.
The buildup in one oil discovery after another in Brazil's waters has also fed into Brasilia's strategic concerns and the country's political ambitions, as indicated by the decision to increase Brazil's offshore frontier to 350 nautical miles.
Ever a pragmatist, Lula da Silva indicated this week he backed equal partnerships. A new British-Brazilian agreement calls for defense cooperation in a spectrum of related sectors, including joint military production, technology transfers, education and training.
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Brazil opposed to NATO role in South Atlantic
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BRASILIA, Brazil, Sept. 16 (UPI) -- Brazil is opposed to any NATO presence in the South Atlantic or any attempt to forge links between the north and the south of the oceanic region, senior Brazilian government aides said.
Brazil's expected rebuff to any European or North American overtures coincided with pronouncements by Brazil, Argentina and other regional states they see the oil-rich southern oceanic territories as their strategic backyard.
This week Argentina announced plans for drilling for hydrocarbons in its southern-most waters, near the narrow Magellan Strait, which connects Atlantic and Pacific oceans. Brazil's Petrobras is part of an Argentine-led consortium expected to conduct the drilling operations.
Senior Argentine officials said they regard the region as the country's "soft underbelly" while continuing to oppose British-backed drilling for oil in the Falklands Basin further afield, southeast of Argentina.
Earlier in the year, Latin American leaders met to discuss joint security arrangements -- and military integration farther into the future -- that pointedly excluded the United States and Canada from the deal.
Current talks between the European Union and South America's Mercosur trade bloc are also geared toward creating an interdependent commercial bridge that will give Mercosur clout in the EU commodity markets while affording cash-strapped Europeans a share of the Latin American member-countries' import boom. Mercosur's import requirements are on the rise as its annual gross domestic product of more than $1 trillion increases in response to growth and prosperity.
Brazilian Defense Minister Nelson Jobim made clear his country would oppose any inroads by NATO or its members.
Having a NATO presence in the South Atlantic region would be "inappropriate," Jobim said in comments quoted by Brazilian media. Jobim made the comment during an address at the Lisbon Defense Institute in Portugal during his current European tour.
"Security measures for each side of the Atlantic Ocean are very different from each other," he said, in a follow-up to previous comments opposing NATO, specifically U.S., moves in the area.
Despite good Brazil-U.S. ties, Brazil hasn't hesitated in voicing its opposition to large-scale U.S. naval presence in the South Atlantic.
Brazil wants its regional pre-eminence recognized through a permanent seat on the U.N. Security Council, for which President Luiz Inacio "Lula" da Silva has been lobbying members of the world body.
In 2008 Lula da Silva launched a major military regeneration program. He has announced plans to revive defense manufacturing, a major earner during the 1980s military dictatorship years.
The buildup in one oil discovery after another in Brazil's waters has also fed into Brasilia's strategic concerns and the country's political ambitions, as indicated by the decision to increase Brazil's offshore frontier to 350 nautical miles.
Ever a pragmatist, Lula da Silva indicated this week he backed equal partnerships. A new British-Brazilian agreement calls for defense cooperation in a spectrum of related sectors, including joint military production, technology transfers, education and training.
Santa é a guerra, e sagradas são as armas para aqueles que somente nelas podem confiar.
Tito Lívio.
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Re: GEOPOLÍTICA
Essa aqui é Supimpa !
Navies from IBSA countries conducting exercises off Durban
TNN, Sep 16, 2010, 03.19am IST
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Tags:indian navy|ibsa countries NEW DELHI:
International waters off Durban are currently abuzz with combat manoeuvres with 11 warships as well as several aircraft and helicopters from India, Brazil and South Africa engaged in a complex trilateral naval exercise.
Intensive anti-air and anti-submarine warfare, visit-board-search-seizure operations and anti-piracy drills are being conducted in the IBSAMAR exercise, which brings together navies from three democracies on three different continents in a unique strategic endeavour.
India, the "lead planner'' for this edition of IBSAMAR, has deployed four warships -- Destroyer INS Mysore, frigates INS Tabar and INS Ganga, and tanker INS Aditya -- for the 15-day exercise from September 13 to 27.
The IBSA forum was established in June 2003 to promote south-south dialogue, cooperation and the adoption of common positions on issues of international importance.
Under it, the first IBSAMAR exercise was held in May 2008. While overseas deployments have been a regular feature for Indian Navy to project power as well as "build bridges of friendship'', the IBSAMAR wargames are considered a challenging endeavour since the distance from India to South Africa, as also from Brazil to South Africa, is some 4,000 nautical miles.
Read more: Navies from IBSA countries conducting exercises off Durban - The Times of India http://timesofindia.indiatimes.com/indi ... z0znF8xOuV
Navies from IBSA countries conducting exercises off Durban
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International waters off Durban are currently abuzz with combat manoeuvres with 11 warships as well as several aircraft and helicopters from India, Brazil and South Africa engaged in a complex trilateral naval exercise.
Intensive anti-air and anti-submarine warfare, visit-board-search-seizure operations and anti-piracy drills are being conducted in the IBSAMAR exercise, which brings together navies from three democracies on three different continents in a unique strategic endeavour.
India, the "lead planner'' for this edition of IBSAMAR, has deployed four warships -- Destroyer INS Mysore, frigates INS Tabar and INS Ganga, and tanker INS Aditya -- for the 15-day exercise from September 13 to 27.
The IBSA forum was established in June 2003 to promote south-south dialogue, cooperation and the adoption of common positions on issues of international importance.
Under it, the first IBSAMAR exercise was held in May 2008. While overseas deployments have been a regular feature for Indian Navy to project power as well as "build bridges of friendship'', the IBSAMAR wargames are considered a challenging endeavour since the distance from India to South Africa, as also from Brazil to South Africa, is some 4,000 nautical miles.
Read more: Navies from IBSA countries conducting exercises off Durban - The Times of India http://timesofindia.indiatimes.com/indi ... z0znF8xOuV
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Re: GEOPOLÍTICA
FORÇAS ARMADAS SÃO PARA DISSUADIR OU VENCER E NÃO PARA PERDER
16/09/2010
Do autor para o Plano Brasil

Preciso deixar correr a mão que escreve transmitindo a angústia, a tristeza que emana do coração do soldado. Falar pelos que já nasceram soldados, porque assim viveram e assim vão morrer. Pensar, avaliar a frustração nos marinheiros e nos aviadores, posto que são todos eles simples e crédulos guerreiros da Pátria. Pedir ao cidadão, à mídia, que os olhem como acreditam ser, pelo que juraram, pelo que os emula, já que na luta devem ser valentes, cumprir a missão vencendo o inimigo, sem lamentar derrotas.
Nossos filhos fardados precisam de ajuda, de solidariedade. Os rapazes estão indefesos, desarmados, incapazes de garantir o porvir de uma descendência que não é só deles mas de todo um povo! Em verdade, o sentimento é de que o Brasil os esqueceu e se importa pouco se vão morrer desaparelhados, absolutamente inferiorizados, com carros de combate, submarinos e aviões de caça que ainda são negociados no exterior. Para variar, o Ministério da Defesa este ano é o mais afetado pelos cortes no orçamento, uma retenção infame de R$ 5,37 bilhões.
Que alguém responda: -“Como usufruir dos investimentos em educação, na saúde, no PAC afinal, se cruzando as ruas das capitais estaduais na Amazônia estiverem os blindados das divisões de marines, se ancorados, montando guarda às nossas plataformas de exploração no pré-sal, estiverem os cruzadores de uma coalizão?” O fato é que a urgência e a emergência em termos de um “poder de dissuasão sério” estão a exigir uma mudança total de mentalidade que não comporta mais medidas paliativas de padrão convencional.
Lamentar pelo marinheiro, herdeiro da coragem de um Marcílio Dias que teve os braços amputados pelo inimigo quando impedia a arriação da Bandeira do Império. Reclamar pelo soldado, guerreiro anônimo herdeiro do Brigadeiro Sampaio, que, três vezes ferido em Tuiutí só passou o comando de sua divisão no estrito cumprimento de ordens emanadas do também bravo General Osório. Clamar pelo aviador arrojado, o falcão agressivo senhor do passado de glórias do 1º Grupo de Aviação de Caça, destacado nos céus da Itália em 1944. Por que não?
A emoldurar entretanto esta legião de heróis estava o símbolo, a marca registrada da vitória, da glória, da honra militar dos que lutaram o bom combate, enfim dos que venceram porque estavam armados para a ocasião. Cidadão civil, trabalhador anônimo e diuturno, hoje, não espere deles tal desempenho. Não se engane, serão sacrificados em missão, não poderão garantir a tua terra, a tua casa, os teus pertences. E tudo isso por quê? Porque, ao invés de desencorajar, vão ter que combater absolutamente fragilizados.
Tchê paisano, companheiro de infância, dos bancos escolares, do bate-papo entre vizinhos, você testemunhou os governantes e políticos de retórica inútil, demagogos contumazes, patriotas de ocasião discursando no melhor estilo mensaleiro: -“Realmente, é preciso, nossas Forças Armadas estão no desmanche… é necessário… vamos providenciar a altura, fazer e acontecer. O Ministério da Defesa quer comprar aí uns yellow submarines e alguns caças. Mas isto não resolve, Amazônia e pré-sal, convencional por convencional o gap é irreversível; vão combater na selva e no mar com atiradeiras e traques de São João. Ah! Mas o TNP é clausula pétrea, Deus nos livre, podem nos incluir no eixo do mal. Sabe de uma coisa, vamos pagar para ver. A propósito quantos de nós podem se candidatar a cargos eletivos? Sim porque agora existe uma tal de ficha limpa obrigatória”. Quanta cretinice! Um dia serão tomados de remorso pela incúria, pela desfaçatez, justiça seja feita, pela falta de brasilidade!
Publicado no “A RAZÃO” de Santa Maria em 14 de setembro de 2010.
Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Coronel de Infantaria e Estado-Maior
16/09/2010
Do autor para o Plano Brasil

Preciso deixar correr a mão que escreve transmitindo a angústia, a tristeza que emana do coração do soldado. Falar pelos que já nasceram soldados, porque assim viveram e assim vão morrer. Pensar, avaliar a frustração nos marinheiros e nos aviadores, posto que são todos eles simples e crédulos guerreiros da Pátria. Pedir ao cidadão, à mídia, que os olhem como acreditam ser, pelo que juraram, pelo que os emula, já que na luta devem ser valentes, cumprir a missão vencendo o inimigo, sem lamentar derrotas.
Nossos filhos fardados precisam de ajuda, de solidariedade. Os rapazes estão indefesos, desarmados, incapazes de garantir o porvir de uma descendência que não é só deles mas de todo um povo! Em verdade, o sentimento é de que o Brasil os esqueceu e se importa pouco se vão morrer desaparelhados, absolutamente inferiorizados, com carros de combate, submarinos e aviões de caça que ainda são negociados no exterior. Para variar, o Ministério da Defesa este ano é o mais afetado pelos cortes no orçamento, uma retenção infame de R$ 5,37 bilhões.
Que alguém responda: -“Como usufruir dos investimentos em educação, na saúde, no PAC afinal, se cruzando as ruas das capitais estaduais na Amazônia estiverem os blindados das divisões de marines, se ancorados, montando guarda às nossas plataformas de exploração no pré-sal, estiverem os cruzadores de uma coalizão?” O fato é que a urgência e a emergência em termos de um “poder de dissuasão sério” estão a exigir uma mudança total de mentalidade que não comporta mais medidas paliativas de padrão convencional.
Lamentar pelo marinheiro, herdeiro da coragem de um Marcílio Dias que teve os braços amputados pelo inimigo quando impedia a arriação da Bandeira do Império. Reclamar pelo soldado, guerreiro anônimo herdeiro do Brigadeiro Sampaio, que, três vezes ferido em Tuiutí só passou o comando de sua divisão no estrito cumprimento de ordens emanadas do também bravo General Osório. Clamar pelo aviador arrojado, o falcão agressivo senhor do passado de glórias do 1º Grupo de Aviação de Caça, destacado nos céus da Itália em 1944. Por que não?
A emoldurar entretanto esta legião de heróis estava o símbolo, a marca registrada da vitória, da glória, da honra militar dos que lutaram o bom combate, enfim dos que venceram porque estavam armados para a ocasião. Cidadão civil, trabalhador anônimo e diuturno, hoje, não espere deles tal desempenho. Não se engane, serão sacrificados em missão, não poderão garantir a tua terra, a tua casa, os teus pertences. E tudo isso por quê? Porque, ao invés de desencorajar, vão ter que combater absolutamente fragilizados.
Tchê paisano, companheiro de infância, dos bancos escolares, do bate-papo entre vizinhos, você testemunhou os governantes e políticos de retórica inútil, demagogos contumazes, patriotas de ocasião discursando no melhor estilo mensaleiro: -“Realmente, é preciso, nossas Forças Armadas estão no desmanche… é necessário… vamos providenciar a altura, fazer e acontecer. O Ministério da Defesa quer comprar aí uns yellow submarines e alguns caças. Mas isto não resolve, Amazônia e pré-sal, convencional por convencional o gap é irreversível; vão combater na selva e no mar com atiradeiras e traques de São João. Ah! Mas o TNP é clausula pétrea, Deus nos livre, podem nos incluir no eixo do mal. Sabe de uma coisa, vamos pagar para ver. A propósito quantos de nós podem se candidatar a cargos eletivos? Sim porque agora existe uma tal de ficha limpa obrigatória”. Quanta cretinice! Um dia serão tomados de remorso pela incúria, pela desfaçatez, justiça seja feita, pela falta de brasilidade!
Publicado no “A RAZÃO” de Santa Maria em 14 de setembro de 2010.
Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Coronel de Infantaria e Estado-Maior
"A reconquista da soberania perdida não restabelece o status quo."
Barão do Rio Branco
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Re: GEOPOLÍTICA
Texto é longo e e inglês...mas, o tea party deve influir muito política americana externa, por isso bom ficar de olho.
http://www.foreignpolicy.com/articles/2 ... presidency
After America's century-long rise to world hegemony, the presidency is a vastly different institution than it was in the days of Theodore Roosevelt and Woodrow Wilson. The next few decades will be equally transformative, but in ways that will cause great difficulty for the sober formulation of U.S. foreign policy.
A series of political, bureaucratic, and military developments threaten to make the presidency into a platform for charismatic extremism and abrupt swings in foreign policy. Barack Obama's centrism and constitutionalism may disguise their significance in the short term. But this should not lead the president to ignore the long-term dangers. He should use his time in office to support reforms that will ameliorate, if not cure, underlying pathologies -- lest a Sarah Palin, or her mirror image on the left, someday come to power and use the presidency as an engine of destructive radicalism.
Cont.
http://www.foreignpolicy.com/articles/2 ... presidency
After America's century-long rise to world hegemony, the presidency is a vastly different institution than it was in the days of Theodore Roosevelt and Woodrow Wilson. The next few decades will be equally transformative, but in ways that will cause great difficulty for the sober formulation of U.S. foreign policy.
A series of political, bureaucratic, and military developments threaten to make the presidency into a platform for charismatic extremism and abrupt swings in foreign policy. Barack Obama's centrism and constitutionalism may disguise their significance in the short term. But this should not lead the president to ignore the long-term dangers. He should use his time in office to support reforms that will ameliorate, if not cure, underlying pathologies -- lest a Sarah Palin, or her mirror image on the left, someday come to power and use the presidency as an engine of destructive radicalism.
Cont.
"If the people who marched actually voted, we wouldn’t have to march in the first place".
"(Poor) countries are poor because those who have power make choices that create poverty".
ubi solitudinem faciunt pacem appellant
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- rodrigo
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Re: GEOPOLÍTICA
Brazil's huge new port highlights China's drive into South America
Investments guarantee Chinese access to soy, oil and other badly needed resources.
Blades slicing through the morning heat, the helicopter rose from the tarmac and swept into a cobalt sky, high above Rio's Guanabara Bay.
It powered north-east over deserted beaches, dense Atlantic rainforest and fishing boats that bobbed lazily in the ocean below. Then finally, 80 minutes on, the destination came into view: a gigantic concrete pier that juts nearly two miles out into the South Atlantic and boasts an unusual nickname: the Highway to China.
Dotted with orange-clad construction workers and propped up by dozens of 38-tonne pillars, this vast concrete structure is part of the Superporto do Acu, a £1.6bn port and industrial complex that is being erected on the Rio coastline, on an area equivalent to 12,000 football pitches.
Reputedly the largest industrial port complex of its type in the world, Açu is also one of the most visible symbols of China's rapidly accelerating drive into Brazil and South America as it looks to guarantee access to much-needed natural resources and bolster its support base in the developing world.
When Acu opens for business in 2012, its 10-berth pier will play host to a globetrotting armada of cargo ships, among them the 380-metre wide ChinaMax – the largest vessel of its type, capable of ferrying 400,000 tonnes of cargo.
Millions of tonnes of iron ore, grain, soy and millions of barrels of oil are expected to pass along the "Highway" each year on their way east, where they will alleviate China's seemingly unquenchable thirst for natural resources.
"This project marks a new phase in relations between Brazil and China," Rio's economic development secretary, Julio Bueno, said during the recent visit of about 100 Chinese businessmen to the port complex, which is being built by the Brazilian logistics company LLX and should receive billions of dollars of Chinese investment.
This new phase of engagement with Brazil and South America, is part of China's "going out strategy" – an economic and, some say, diplomatic push for Chinese companies, many of them state-run, to invest abroad, snapping up access to minerals, energy and food by pouring the country's colossal foreign reserves into overseas companies and projects.
China is expected to overtake Japan as the world's second largest economy this year and may already be the world's greatest energy consumer. Now it is set to become Brazil's top foreign investor, with its companies plowing $20bn into the country in the first six months of 2010, compared with $83m in 2009. A recent study by Deloitte predicted that Chinese investments in Brazil could hit an average of about $40bn a year between now and 2014, with companies throwing money at sectors ranging from telecommunications, infrastructure and farming, to oil, biofuels, natural gas, mining and steel manufacturing.
"Relations with Brazil in all areas have entered a new era," Qiu Xiaoqi, China's ambassador in Brazil, recently told the state news agency Xinhua.
The surge in China's South American spending is not just a Brazilian phenomenon. Ecuador has already signed around $5bn of bilateral deals with China this year, including $1.7bn to help build a hydro-electric dam and $1bn investments for oil exploration and infrastructure projects. That compared with Chinese investment of just $56m in 2009.
Chinese companies have sunk $1.4bn into mining operations in Peru this year, while in April Hugo Chávez announced that the Chinese, already major sponsors of Venezuelan oil exploration, had agreed to open a $20bn credit-line for the "Bolivarian revolution".
Michael Klare, author of Rising Powers, Shrinking Planet, a book about the growing tussle for global resources, described today's China as "the shopaholic of planet Earth".
"The Chinese authorities understand that to sustain the country's continued growth, they will have to ensure that its industries are provided with adequate supplies of energy, minerals, and other basic raw materials," he said. But the "going out" strategy went far beyond business transactions, he added.
"They seek to fashion a multipolar world in which no single power – read the United States – plays an overwhelmingly dominant role. To this end, they seek to bolster ties with rising regional powers like Brazil and South Africa."
In Sao Joao da Barra, the city nearest to Acu and one of Rio state's poorest regions, the Chinese presence is being felt even before Brazil's Highway to China is complete.
Keen to impress, LLX staff at the Açu port lay on hot water and Mandarin interpreters for visiting Chinese dignitaries. Sao Joao da Barra's town hall, meanwhile, has started offering free Mandarin lessons to locals interested in working with the wave of Chinese guests that is anticipated.
"You should see a 10-year-old boy saying, 'I understand … the Chinese are coming and when the Chinese industries come I want to work for them and if I speak Mandarin I'll have a competitive advantage on the others'," beamed Eike Batista, the billionaire entrepreneur behind the superport and one of the most vocal cheerleaders for Chinese advances into Brazil. "[It is] wonderful."
Leonardo Gadelha, LLX's CFO, said during a recent tour of the port: "This is part of a Chinese strategy of going to the market more and more. They are already a very considerable presence in Africa and we are now going through this moment in Brazil."
The Highway to China lay "in the middle" of this blossoming relationship with China, he said, adding: "We are betting that … this will continue growing."
Not all Brazilians, or indeed western governments, share such enthusiasm.
"There are many in Washington who worry about China's growing presence in Africa and Latin America and claim that this poses a threat to America's long-term strategic interests," said Klare, noting, however, that the US' "fixation" with Afghanistan and the war on terror meant there had been virtually no reaction.
In Brazil meanwhile China's arrival has prompted cries of neo-colonialism. "The Chinese have bought Africa and now they are trying to buy Brazil," the prominent economist Antônio Delfim Netto complained in a recent interview with the Estado de Sao Paulo newspaper, warning that it was a "grave mistake" to allow a foreign state to buy "land, minerals [and] natural resources" from another sovereign power.
Batista, Brazil's richest man, rejected such criticism, saying: "The association between Brazil and China is a two-way highway." Chinese companies such as Wuhan Iron and Steel had committed to helping build a $5bn steel mill at the port complex, rather than always shipping out primary resources to process at home, he pointed out. "You want to get three tonnes of raw iron ore, [so] produce one tonne of steel in Brazil," he said. "That philosophy is sinking in and is great for both sides."
Neither would Chinese companies be allowed to flood the complex with hordes of foreign workers as had happened in Africa, said Gadelha, the CFO.
"If it was up to them they would bring lots of Chinese workers as they are used to doing," he admitted. "[But] Brazil's legislation is very strict in this sense."
Batista suggested that rather than complaining about China's courtship of Brazil, western powers should urge their own companies to pay more attention to the region themselves.
"In the last 15 years or so the [American and European] CEOs have stopped coming here and that is why they are a little bit behind," he said. "We are pushing European companies and saying: 'You're not really understanding what is happening in Brazil'."
"Don't put Brazil in the same bag as our neighbours," he added. "We are not Central America. We are not Venezuela. We are not Argentina."
Beijing's deals
Brazil In November 2009 Brazilian energy giant Petrobras signed a $10bn loan deal with China's Development Bank. As part of the deal Petrobras will guarantee the supply of 200,000 barrels of oil per day to China over the next 10 years. Chinese companies and state banks pumped around $20bn into Brazil in the first half of this year
Venezuela Hugo Chávez, pictured, unveiled a $20bn credit line from China's Development Bank to fund the "Bolivarian revolution" in April
Ecuador The country has already signed around $5bn of bilateral deals with China this year, including $1.7bn to help build a hydro-electric dam and $1bn investments for oil exploration and infrastructure projects. In 2009 direct Chinese investment in the country was just $56m
Peru Chinese companies invested $1.4bn in mining operations in Peru during the first four months of this year, making China the country's second largest trade partner.
(Published by The Guardian – September 15, 2010)
Investments guarantee Chinese access to soy, oil and other badly needed resources.
Blades slicing through the morning heat, the helicopter rose from the tarmac and swept into a cobalt sky, high above Rio's Guanabara Bay.
It powered north-east over deserted beaches, dense Atlantic rainforest and fishing boats that bobbed lazily in the ocean below. Then finally, 80 minutes on, the destination came into view: a gigantic concrete pier that juts nearly two miles out into the South Atlantic and boasts an unusual nickname: the Highway to China.
Dotted with orange-clad construction workers and propped up by dozens of 38-tonne pillars, this vast concrete structure is part of the Superporto do Acu, a £1.6bn port and industrial complex that is being erected on the Rio coastline, on an area equivalent to 12,000 football pitches.
Reputedly the largest industrial port complex of its type in the world, Açu is also one of the most visible symbols of China's rapidly accelerating drive into Brazil and South America as it looks to guarantee access to much-needed natural resources and bolster its support base in the developing world.
When Acu opens for business in 2012, its 10-berth pier will play host to a globetrotting armada of cargo ships, among them the 380-metre wide ChinaMax – the largest vessel of its type, capable of ferrying 400,000 tonnes of cargo.
Millions of tonnes of iron ore, grain, soy and millions of barrels of oil are expected to pass along the "Highway" each year on their way east, where they will alleviate China's seemingly unquenchable thirst for natural resources.
"This project marks a new phase in relations between Brazil and China," Rio's economic development secretary, Julio Bueno, said during the recent visit of about 100 Chinese businessmen to the port complex, which is being built by the Brazilian logistics company LLX and should receive billions of dollars of Chinese investment.
This new phase of engagement with Brazil and South America, is part of China's "going out strategy" – an economic and, some say, diplomatic push for Chinese companies, many of them state-run, to invest abroad, snapping up access to minerals, energy and food by pouring the country's colossal foreign reserves into overseas companies and projects.
China is expected to overtake Japan as the world's second largest economy this year and may already be the world's greatest energy consumer. Now it is set to become Brazil's top foreign investor, with its companies plowing $20bn into the country in the first six months of 2010, compared with $83m in 2009. A recent study by Deloitte predicted that Chinese investments in Brazil could hit an average of about $40bn a year between now and 2014, with companies throwing money at sectors ranging from telecommunications, infrastructure and farming, to oil, biofuels, natural gas, mining and steel manufacturing.
"Relations with Brazil in all areas have entered a new era," Qiu Xiaoqi, China's ambassador in Brazil, recently told the state news agency Xinhua.
The surge in China's South American spending is not just a Brazilian phenomenon. Ecuador has already signed around $5bn of bilateral deals with China this year, including $1.7bn to help build a hydro-electric dam and $1bn investments for oil exploration and infrastructure projects. That compared with Chinese investment of just $56m in 2009.
Chinese companies have sunk $1.4bn into mining operations in Peru this year, while in April Hugo Chávez announced that the Chinese, already major sponsors of Venezuelan oil exploration, had agreed to open a $20bn credit-line for the "Bolivarian revolution".
Michael Klare, author of Rising Powers, Shrinking Planet, a book about the growing tussle for global resources, described today's China as "the shopaholic of planet Earth".
"The Chinese authorities understand that to sustain the country's continued growth, they will have to ensure that its industries are provided with adequate supplies of energy, minerals, and other basic raw materials," he said. But the "going out" strategy went far beyond business transactions, he added.
"They seek to fashion a multipolar world in which no single power – read the United States – plays an overwhelmingly dominant role. To this end, they seek to bolster ties with rising regional powers like Brazil and South Africa."
In Sao Joao da Barra, the city nearest to Acu and one of Rio state's poorest regions, the Chinese presence is being felt even before Brazil's Highway to China is complete.
Keen to impress, LLX staff at the Açu port lay on hot water and Mandarin interpreters for visiting Chinese dignitaries. Sao Joao da Barra's town hall, meanwhile, has started offering free Mandarin lessons to locals interested in working with the wave of Chinese guests that is anticipated.
"You should see a 10-year-old boy saying, 'I understand … the Chinese are coming and when the Chinese industries come I want to work for them and if I speak Mandarin I'll have a competitive advantage on the others'," beamed Eike Batista, the billionaire entrepreneur behind the superport and one of the most vocal cheerleaders for Chinese advances into Brazil. "[It is] wonderful."
Leonardo Gadelha, LLX's CFO, said during a recent tour of the port: "This is part of a Chinese strategy of going to the market more and more. They are already a very considerable presence in Africa and we are now going through this moment in Brazil."
The Highway to China lay "in the middle" of this blossoming relationship with China, he said, adding: "We are betting that … this will continue growing."
Not all Brazilians, or indeed western governments, share such enthusiasm.
"There are many in Washington who worry about China's growing presence in Africa and Latin America and claim that this poses a threat to America's long-term strategic interests," said Klare, noting, however, that the US' "fixation" with Afghanistan and the war on terror meant there had been virtually no reaction.
In Brazil meanwhile China's arrival has prompted cries of neo-colonialism. "The Chinese have bought Africa and now they are trying to buy Brazil," the prominent economist Antônio Delfim Netto complained in a recent interview with the Estado de Sao Paulo newspaper, warning that it was a "grave mistake" to allow a foreign state to buy "land, minerals [and] natural resources" from another sovereign power.
Batista, Brazil's richest man, rejected such criticism, saying: "The association between Brazil and China is a two-way highway." Chinese companies such as Wuhan Iron and Steel had committed to helping build a $5bn steel mill at the port complex, rather than always shipping out primary resources to process at home, he pointed out. "You want to get three tonnes of raw iron ore, [so] produce one tonne of steel in Brazil," he said. "That philosophy is sinking in and is great for both sides."
Neither would Chinese companies be allowed to flood the complex with hordes of foreign workers as had happened in Africa, said Gadelha, the CFO.
"If it was up to them they would bring lots of Chinese workers as they are used to doing," he admitted. "[But] Brazil's legislation is very strict in this sense."
Batista suggested that rather than complaining about China's courtship of Brazil, western powers should urge their own companies to pay more attention to the region themselves.
"In the last 15 years or so the [American and European] CEOs have stopped coming here and that is why they are a little bit behind," he said. "We are pushing European companies and saying: 'You're not really understanding what is happening in Brazil'."
"Don't put Brazil in the same bag as our neighbours," he added. "We are not Central America. We are not Venezuela. We are not Argentina."
Beijing's deals
Brazil In November 2009 Brazilian energy giant Petrobras signed a $10bn loan deal with China's Development Bank. As part of the deal Petrobras will guarantee the supply of 200,000 barrels of oil per day to China over the next 10 years. Chinese companies and state banks pumped around $20bn into Brazil in the first half of this year
Venezuela Hugo Chávez, pictured, unveiled a $20bn credit line from China's Development Bank to fund the "Bolivarian revolution" in April
Ecuador The country has already signed around $5bn of bilateral deals with China this year, including $1.7bn to help build a hydro-electric dam and $1bn investments for oil exploration and infrastructure projects. In 2009 direct Chinese investment in the country was just $56m
Peru Chinese companies invested $1.4bn in mining operations in Peru during the first four months of this year, making China the country's second largest trade partner.
(Published by The Guardian – September 15, 2010)
"O correr da vida embrulha tudo,
a vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."
João Guimarães Rosa
a vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
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Re: GEOPOLÍTICA
terra.com.br
Ahmadinejad chega a Damasco, na Síria
18 de setembro de 2010
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, chegou neste sábado à Síria para uma visita de algumas horas como parte de uma viagem que tem como destino final Nova York, onde participará da Assembleia Geral da ONU. Logo após aterrissar em Damasco, Ahmadinejad se reuniu com o presidente sírio, Bashar al-Assad, segundo a agência oficial de notícias síria, Sana, que não revelou detalhes sobre os temas da reunião.
A televisão síria divulgou informações procedentes de Teerã segundo as quais Ahmadinejad disse que conversaria com Assad sobre a situação regional e temas bilaterais. A reunião entre Ahmadijehad e Assad acontece dias depois de terem sido retomadas as negociações de paz entre israelenses e palestinos, auspiciadas pelos Estados Unidos, após dois anos de ausência de um diálogo direto entre as duas partes.
Após passar por Damasco, está programado que Ahmadinejad faça uma escala em Argel, para conversar com o presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, antes de viajar para Nova York para a Assembleia da ONU.
Ahmadinejad chega a Damasco, na Síria
18 de setembro de 2010
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, chegou neste sábado à Síria para uma visita de algumas horas como parte de uma viagem que tem como destino final Nova York, onde participará da Assembleia Geral da ONU. Logo após aterrissar em Damasco, Ahmadinejad se reuniu com o presidente sírio, Bashar al-Assad, segundo a agência oficial de notícias síria, Sana, que não revelou detalhes sobre os temas da reunião.
A televisão síria divulgou informações procedentes de Teerã segundo as quais Ahmadinejad disse que conversaria com Assad sobre a situação regional e temas bilaterais. A reunião entre Ahmadijehad e Assad acontece dias depois de terem sido retomadas as negociações de paz entre israelenses e palestinos, auspiciadas pelos Estados Unidos, após dois anos de ausência de um diálogo direto entre as duas partes.
Após passar por Damasco, está programado que Ahmadinejad faça uma escala em Argel, para conversar com o presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, antes de viajar para Nova York para a Assembleia da ONU.
"Só os mortos conhecem o fim da guerra" Platão.
Re: GEOPOLÍTICA
http://www.anba.com.br/noticia_oportuni ... d=1067481816/09/2010 - 21:00
Oportunidades de negócios
Argélia vai investir US$ 286 bilhões em obras
O valor está previsto no Plano Quinquenal 2010-2014 apresentado pelo governo argelino à delegação empresarial brasileira e ao ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, em Argel.
Geovana Pagel geovana.pagel@anba.com.br
Argel – A Argélia vai investir US$ 286 bilhões em modernização e quer empresas brasileiras como parceiras. O Plano Quinquenal 2010-2014 foi apresentado nesta quinta-feira (16) pelo ministro da Indústria, Pequena e Media Empresa e da Promoção de Investimentos do país, Mohamed Benmeradi, aos empresários brasileiros que estão em Argel e integram a missão comercial liderada pelo ministro do Desenvolvimento, da Indústria e do Comercio Exterior, Miguel Jorge.
Geovana Pagel/ANBA
Jorge (E) e o ministro Benmeradi
O plano argelino prevê, por exemplo, investimentos de US$ 8 bilhões em saúde, para construção de hospitais universitários, complexos hospitalares e maternidades. Na habitação, a estimativa de gastos é de US$ 50 bilhões na construção de 1,2 mil unidades habitacionais.
Na área de infraestrutura, os investimentos previstos são de quase US$ 80 bilhões em obras públicas, o que inclui manutenção e modernização de estradas e os setores aéreo e marítimo. Há previsão também de gastos com meio ambiente e desenvolvimento agrícola.
“Há uma serie de oportunidades que estão sendo criadas e gostaríamos de contar com a cooperação e parceria dos nossos amigos brasileiros”, afirmou Benmeradi. “Este será o maior programa de modernização do país, com foco no desenvolvimento da área social e redução do desemprego”, acrescentou.
Jorge disse que a missão que lidera, específica para empresas de construção, defesa, infraestrutura e alimentos, é um pedido especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, segundo ele, tem interesse especial na Argélia e acredita nas oportunidades que estão surgindo. “Existe uma similaridade muito grande entre o plano de investimentos da Argélia e o do Brasil. Há a mesma preocupação com geração de emprego e apoio às pequenas e medias empresas”, declarou.
“Convidamos grandes empresas para a missão, como Andrade Gutierrez, Camargo Correa, Queiroz Galvão, Vale e Odebrecht, porque elas trazem não só o interesse em participar, mas acreditam que podem trabalhar com a Argélia”, afirmou o ministro brasileiro. “Acredito que esse é o momento de definirmos um grupo de trabalho do governo argelino para visitar o Brasil e conhecer projetos de empresas brasileiras, principalmente as pequenas”, ressaltou.
Geovana Pagel/ANBA
Empresários brasileiros se reuniram com argelinos
Contatos
Após a apresentação, os empresários brasileiros do setor de infraestrutura participaram de uma reunião com representantes de empresas públicas e dos ministérios da Saúde, Habitação e Obras Publicas, que prestaram esclarecimentos sobre licitações, parcerias e investimentos.
“[Os argelinos] nos apresentaram empresas e holdings públicas. O mercado é interessante, sem dúvida nenhuma. Agora é preciso ver os preços, os detalhes. O importante é que hoje existe um plano e os meios para obras de rodovias, habitação, saúde e recursos hídricos”, disse João Francisco Soares, diretor comercial internacional da Camargo Correa, que trabalha há três anos com projetos de infraestrutura na Líbia e nos Emirados Árabes Unidos. “Nós temos como objetivo estratégico o Norte da África e Oriente Médio”, acrescentou.
Na avaliação do diretor executivo da empresa de engenharia Fidens, Paulo Mario Garcia, a Argélia tem um plano de investimentos arrojado e muito parecido nas áreas em que o Brasil está investindo. “Além disso, eles também demonstraram abertura muito grande em receber empresas estrangeiras para participar dessa fase de desenvolvimento do país, com programa muito interessante para capacitação das empresas locais”, declarou.
Na Argélia, empresas locais têm preferência nas licitações, pois podem ser escolhidas com preços ate 25% mais altos. Nesse sentido, Garcia disse que a associação com companhias argelinas pode ser um caminho interessante para os estrangeiros.
Geovana Pagel/ANBA
Alaby (E), Jorge e o ministro da Agricultura
A Fidens iniciou seu processo de internacionalização em 2007, em Angola, onde construiu a pista do aeroporto da Sociedade Mineira de Catoca, que é uma mina de diamantes, e as ruas da Vila de Catoca. Atualmente, ela participa de concorrências em Moçambique, na Líbia e em Omã.
Ainda nesta quinta-feira, Jorge foi recebido pelo presidente argelino, Abdelaziz Bouteflika. Os dois discutiram oportunidades de cooperação e parceria entre os dois países. Jorge teve uma reunião também com o ministro da Agricultura, Rachid Benaissa.
Jorge trocou presentes com todos os ministros argelinos com quem se reuniu, que receberam homenagens também do secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby. Ele presenteou os ministros em nome da delegação.
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Re: GEOPOLÍTICA
http://www.defensenews.com/story.php?i= ... =AME&s=AIR
BRASILIA - Brazil's signing of a new strategic cooperation accord with Britain - adding to a pile of similar deals with other European countries and the U.S. - has underlined its ambition to become Latin America's pre-eminent military power.
The memorandum of understanding inked Sept. 14 on board the British helicopter carrier HMS Ocean opened the way to a possible purchase of 11 British warships to renew Brazil's navy.
Other accords have also been signed with the U.S., Italy, Russia and Poland.
Brazil's aim is not only to renovate its armed forces, which have long been getting by with outdated materiel, but to defend increasingly valuable natural resources and to put muscle behind an expansive foreign policy which has seen Brasilia take on an important role in the region and beyond.
The impetus of the beefing-up of Brazil's defense capabilities came from a strategic review adopted by President Luiz Inacio Lula da Silva two years ago.
Brazil was seeking to "consolidate its power of dissuasion to support the new role the country is taking on," said Sabrina Medeiros, an international relations expert at Brazil's Naval War School.
For the foreign countries rushing to sell it hardware, "Brazil is already seen as a trustworthy partner," she said.
A key change in the way Brazil was buying its war machinery, though, was the demand that technology be transferred in each deal.
No longer would the country simply buy planes or ships off-the-shelf - now it wants the know-how to develop its own defense industry to one day be self-sufficient and even a regional exporter.
A chief focus of the strategy is to be able to defend potentially vast deepwater oil fields off southeastern Brazil - deposits that could turn the country into one of the world's top oil exporters. Protecting the Amazon forest from interlopers is also a key goal.
The Brazilian government's determination to not be reliant on any one military supplier means it has augmented its purchases with 24 Russian Mi-35M helicopter gunships, and is considering acquiring 2,000 armored vehicles from Italy over the next two decades.
Italy is also in early competition with Britain to supply Brazil's navy.
But the fighter-jet purchase, which France thought it had in the bag before Brazil backstepped this year, is the crown jewel of the military overhaul.
That tender, worth between $4 billion and $7 billio, will be decided by the end of the year, according to the government.
As well as the Rafale, it is weighing two other jets: the NG Gripen by Sweden's Saab, and the F/A-18 by U.S. group Boeing.
Brazil has said the jets will be the cutting edge of its air force for the next 30 years, and it may end up expanding the fleet to more than 100 in the decades to come, with an eye to selling its own versions to Latin American neighbors.
At the same time, Brazil wants to develop its own heavy-lift transport plane to supersede the U.S.-made Hercules C-130.
Although still in the design stage, national plane maker Embraer says there is a market for 700 of the aircraft, with 12 firm orders already taken from Colombia, six from Portugal and six from Chile.
France has also expressed interest in buying 10, though that appears conditional on the Rafale winning the jet tender.
In other purchases, Brazil has signed deals to acquire 100 MAR-1 missiles from Pakistan designed to target radar installations, and is jointly developing an air-to-air missile, the A-Darter, with South Africa.
BRASILIA - Brazil's signing of a new strategic cooperation accord with Britain - adding to a pile of similar deals with other European countries and the U.S. - has underlined its ambition to become Latin America's pre-eminent military power.
The memorandum of understanding inked Sept. 14 on board the British helicopter carrier HMS Ocean opened the way to a possible purchase of 11 British warships to renew Brazil's navy.
Other accords have also been signed with the U.S., Italy, Russia and Poland.
Brazil's aim is not only to renovate its armed forces, which have long been getting by with outdated materiel, but to defend increasingly valuable natural resources and to put muscle behind an expansive foreign policy which has seen Brasilia take on an important role in the region and beyond.
The impetus of the beefing-up of Brazil's defense capabilities came from a strategic review adopted by President Luiz Inacio Lula da Silva two years ago.
Brazil was seeking to "consolidate its power of dissuasion to support the new role the country is taking on," said Sabrina Medeiros, an international relations expert at Brazil's Naval War School.
For the foreign countries rushing to sell it hardware, "Brazil is already seen as a trustworthy partner," she said.
A key change in the way Brazil was buying its war machinery, though, was the demand that technology be transferred in each deal.
No longer would the country simply buy planes or ships off-the-shelf - now it wants the know-how to develop its own defense industry to one day be self-sufficient and even a regional exporter.
A chief focus of the strategy is to be able to defend potentially vast deepwater oil fields off southeastern Brazil - deposits that could turn the country into one of the world's top oil exporters. Protecting the Amazon forest from interlopers is also a key goal.
The Brazilian government's determination to not be reliant on any one military supplier means it has augmented its purchases with 24 Russian Mi-35M helicopter gunships, and is considering acquiring 2,000 armored vehicles from Italy over the next two decades.
Italy is also in early competition with Britain to supply Brazil's navy.
But the fighter-jet purchase, which France thought it had in the bag before Brazil backstepped this year, is the crown jewel of the military overhaul.
That tender, worth between $4 billion and $7 billio, will be decided by the end of the year, according to the government.
As well as the Rafale, it is weighing two other jets: the NG Gripen by Sweden's Saab, and the F/A-18 by U.S. group Boeing.
Brazil has said the jets will be the cutting edge of its air force for the next 30 years, and it may end up expanding the fleet to more than 100 in the decades to come, with an eye to selling its own versions to Latin American neighbors.
At the same time, Brazil wants to develop its own heavy-lift transport plane to supersede the U.S.-made Hercules C-130.
Although still in the design stage, national plane maker Embraer says there is a market for 700 of the aircraft, with 12 firm orders already taken from Colombia, six from Portugal and six from Chile.
France has also expressed interest in buying 10, though that appears conditional on the Rafale winning the jet tender.
In other purchases, Brazil has signed deals to acquire 100 MAR-1 missiles from Pakistan designed to target radar installations, and is jointly developing an air-to-air missile, the A-Darter, with South Africa.
"If the people who marched actually voted, we wouldn’t have to march in the first place".
"(Poor) countries are poor because those who have power make choices that create poverty".
ubi solitudinem faciunt pacem appellant
"(Poor) countries are poor because those who have power make choices that create poverty".
ubi solitudinem faciunt pacem appellant
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Re: GEOPOLÍTICA
marcelo l. escreveu:http://www.defensenews.com/story.php?i= ... =AME&s=AIR
BRASILIA - Brazil's signing of a new strategic cooperation accord with Britain - adding to a pile of similar deals with other European countries and the U.S. - has underlined its ambition to become Latin America's pre-eminent military power.
The memorandum of understanding inked Sept. 14 on board the British helicopter carrier HMS Ocean opened the way to a possible purchase of 11 British warships to renew Brazil's navy.
Other accords have also been signed with the U.S., Italy, Russia and Poland.
Brazil's aim is not only to renovate its armed forces, which have long been getting by with outdated materiel, but to defend increasingly valuable natural resources and to put muscle behind an expansive foreign policy which has seen Brasilia take on an important role in the region and beyond.
The impetus of the beefing-up of Brazil's defense capabilities came from a strategic review adopted by President Luiz Inacio Lula da Silva two years ago.
Brazil was seeking to "consolidate its power of dissuasion to support the new role the country is taking on," said Sabrina Medeiros, an international relations expert at Brazil's Naval War School.
For the foreign countries rushing to sell it hardware, "Brazil is already seen as a trustworthy partner," she said.
A key change in the way Brazil was buying its war machinery, though, was the demand that technology be transferred in each deal.
No longer would the country simply buy planes or ships off-the-shelf - now it wants the know-how to develop its own defense industry to one day be self-sufficient and even a regional exporter.
A chief focus of the strategy is to be able to defend potentially vast deepwater oil fields off southeastern Brazil - deposits that could turn the country into one of the world's top oil exporters. Protecting the Amazon forest from interlopers is also a key goal.
The Brazilian government's determination to not be reliant on any one military supplier means it has augmented its purchases with 24 Russian Mi-35M helicopter gunships, and is considering acquiring 2,000 armored vehicles from Italy over the next two decades.
Italy is also in early competition with Britain to supply Brazil's navy.
But the fighter-jet purchase, which France thought it had in the bag before Brazil backstepped this year, is the crown jewel of the military overhaul.
That tender, worth between $4 billion and $7 billio, will be decided by the end of the year, according to the government.
As well as the Rafale, it is weighing two other jets: the NG Gripen by Sweden's Saab, and the F/A-18 by U.S. group Boeing.
Brazil has said the jets will be the cutting edge of its air force for the next 30 years, and it may end up expanding the fleet to more than 100 in the decades to come, with an eye to selling its own versions to Latin American neighbors.
At the same time, Brazil wants to develop its own heavy-lift transport plane to supersede the U.S.-made Hercules C-130.
Although still in the design stage, national plane maker Embraer says there is a market for 700 of the aircraft, with 12 firm orders already taken from Colombia, six from Portugal and six from Chile.
France has also expressed interest in buying 10, though that appears conditional on the Rafale winning the jet tender.
In other purchases, Brazil has signed deals to acquire 100 MAR-1 missiles from Pakistan designed to target radar installations, and is jointly developing an air-to-air missile, the A-Darter, with South Africa.
Essa do final (sobre o MAR) foi uma lambança danada do repórter.
- Franz Luiz
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Re: GEOPOLÍTICA
E bom ler do próprio personagem. Está lá no Plano Brasil:
Um novo mapa do mundo
18/09/2010

Há sete anos, quando se falava da necessidade de mudanças na geografia econômica mundial ou se dizia que o Brasil e outros países deveriam desempenhar um papel mais relevante na Organização Mundial do Comércio (OMC) ou integrar-se de modo permanente ao Conselho de Segurança na ONU, muitos reagiam com ceticismo. Desde então, o mundo e o Brasil mudaram numa velocidade acelerada e algumas supostas “verdades” do passado vão se rendendo ante a evidência dos fatos. As diferenças no ritmo de seu crescimento econômico em relação aos países desenvolvidos converteram os países em desenvolvimento em atores centrais da economia mundial.
A maior capacidade de articulação Sul-Sul – na OMC, no FMI, na ONU e em novas coalizões como o BRIC – eleva a voz de países que antes estavam relegados a uma posição secundária. Quando mais os países em desenvolvimento conversam e cooperam entre si, mais eles são escutados pelos ricos. A recente crise financeira mostrou de maneira ainda mais evidente o fato de que o mundo já não pode ser governado por um consórcio de alguns poucos países.
O Brasil vem tentando de forma ousada desempenhar seu papel neste novo cenário. Após sete anos e meio de governo do presidente Lula, a visão que se tem do país no exterior é outra. É inegável o peso cada vez maior que o Brasil, assim como um novo grupo de países, tem hoje na discussão dos principais temas da agenda internacional, como mudança climática, comércio internacional, finanças, paz e segurança mundial. Esses países trazem uma nova forma de enxergar os problemas do mundo e contribuem para um novo equilíbrio internacional.
No caso do Brasil, essa mudança de percepção deveu-se, em primeiro lugar, à transformação da realidade econômica, social e política do país. Avanços nas mais diversas áreas, desde o equilíbrio macroeconômico até o resgate da dívida social, fizeram do Brasil um país mais estável e menos injusto. As qualidades pessoais e o compromisso direto do presidente Lula em temas internacionais colaboraram para levar a contribuição brasileira aos principais debates internacionais.
O Brasil está desenvolvendo uma política externa abrangente e protagonista. Buscamos construir coalizões que vão mais além das alianças e relações tradicionais, as quais tratamos, por outro lado, de manter e aprofundar, como a formalização da Relação Estratégica com a União Européia e do Diálogo Global com os Estados Unidos.
O eloqüente crescimento de nossas exportações para os países em desenvolvimento e criação de mecanismos de diálogo e concertação, como a Unasul, o G-20 na OMC, o Fórum IBAS (Índia, Brasil e África do Sul) e o grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) são expressões dessa política externa universalista e livre de visões pequenas do que pode e deve ser a atuação de um país com as características do Brasil.
A base dessa nova política externa foi o aprofundamento da integração sulamericana. Um dos principais ativos de que o Brasil dispõe hoje no cenário internacional é a convivência harmoniosa com seus vizinhos, começando pela intensa relação que mantemos com a Argentina. O governo do presidente Lula empenhou-se, desde o primeiro dia, em integrar o continente sulamericano por meio do comércio, da infraestrutura e do diálogo político.
O Acordo Mercosul-Comunidade Andina criou, na prática, uma zona de livre comércio que envolve toda a América do Sul. A integração física do continente avançou de uma forma notável, incluindo aí a conexão entre o Atlântico e o Pacífico. Nossos esforços para a criação de uma comunidade sulamericana levaram à fundação de uma nova entidade: a União das Nações Sulamericanas (Unasul).
Apoiado nas bases de uma América do Sul mais integrada, o Brasil contribuiu para a criação de mecanismos de diálogo e cooperação com países de outras regiões, fundados na percepção de que a realidade internacional já não permite a marginalização do mundo em desenvolvimento. A formação do G-20 da OMC, na Reunião Ministerial de Cancun, de 2003, marcou a maturidade dos países do Sul, mudando de forma definitiva o modelo de tomada de decisão nas negociações comerciais.
O IBAS responde aos anseios de concertação entre três grandes democracias multiétnicas e multiculturais, que tem muito a dizer ao mundo em termos de afirmação da tolerância e de conciliação entre o desenvolvimento e a democracia. Além da concertação política e da cooperação entre os três países, o IBAS se converteu em um modelo para os projetos em favor de nações mais pobres, demonstrando, na prática, que a solidariedade não é um atributo exclusivo dos ricos.
Também lançamos as cúpulas dos países sulamericanos com os países africanos (ASA) e com os países árabes (ASPA). Construímos pontes e políticas entre regiões até então distantes umas das outras, a despeito de suas complementaridades naturais. Essa aproximação política resultou em notáveis avanços nas relações econômicas. O comércio do Brasil com os países árabes quadruplicou em sete anos. Com a África, se multiplicou por cinco e chegou a mais de 26 bilhões de dólares, cifra superior a do comércio com sócios tradicionais como Alemanha e Japão.
Essas novas coalizões ajudaram a mudar o mundo. No campo econômico, a substituição do G-7 pelo G-20 como principal instância de deliberação sobre os rumos da produção e das finanças internacionais é o reconhecimento de que as decisões sobre a economia mundial careciam de legitimidade e eficácia sem a participação dos países ditos emergentes.
Também no terreno da segurança internacional, quando Brasil e Turquia convenceram o Irã a assumir os compromissos previstos na Declaração de Teerã, ficou demonstrado que novas visões e formas de atuar são necessárias para lidar com temas tratados até então exclusivamente pelos atuais membros do Conselho de Segurança da ONU. Apesar das resistências iniciais a uma iniciativa de uma nação que não pertence ao clube fechado das potências nucleares, estamos seguros de que a direção do diálogo ali assinalada servirá de base para as futuras negociações e para a eventual solução da questão.
Uma boa política externa exige prudência. Mas também exige ousadia. Não pode basear-se na timidez ou no complexo de inferioridade. É comum escutar que os países devem atuar de acordo com os seus meios, o que é quase uma obviedade. Mas o maior erro é subestimá-los.
Ao longo destes quase oito anos, o Brasil atuou com ousadia e, assim como fizeram outros países em desenvolvimento, mudou seu lugar no mundo. Esses países são vistos hoje, inclusive pelos eventuais críticos, como atores que estão recebendo crescentes responsabilidades e um papel cada vez mais central nas decisões que afetam os destinos do planeta.
(*) Celso Amorim é ministro de Relações Exteriores do Brasil. Artigo publicado originalmente no jornal El País (Espanha).
Fonte: Carta Maior
Um novo mapa do mundo
18/09/2010

Há sete anos, quando se falava da necessidade de mudanças na geografia econômica mundial ou se dizia que o Brasil e outros países deveriam desempenhar um papel mais relevante na Organização Mundial do Comércio (OMC) ou integrar-se de modo permanente ao Conselho de Segurança na ONU, muitos reagiam com ceticismo. Desde então, o mundo e o Brasil mudaram numa velocidade acelerada e algumas supostas “verdades” do passado vão se rendendo ante a evidência dos fatos. As diferenças no ritmo de seu crescimento econômico em relação aos países desenvolvidos converteram os países em desenvolvimento em atores centrais da economia mundial.
A maior capacidade de articulação Sul-Sul – na OMC, no FMI, na ONU e em novas coalizões como o BRIC – eleva a voz de países que antes estavam relegados a uma posição secundária. Quando mais os países em desenvolvimento conversam e cooperam entre si, mais eles são escutados pelos ricos. A recente crise financeira mostrou de maneira ainda mais evidente o fato de que o mundo já não pode ser governado por um consórcio de alguns poucos países.
O Brasil vem tentando de forma ousada desempenhar seu papel neste novo cenário. Após sete anos e meio de governo do presidente Lula, a visão que se tem do país no exterior é outra. É inegável o peso cada vez maior que o Brasil, assim como um novo grupo de países, tem hoje na discussão dos principais temas da agenda internacional, como mudança climática, comércio internacional, finanças, paz e segurança mundial. Esses países trazem uma nova forma de enxergar os problemas do mundo e contribuem para um novo equilíbrio internacional.
No caso do Brasil, essa mudança de percepção deveu-se, em primeiro lugar, à transformação da realidade econômica, social e política do país. Avanços nas mais diversas áreas, desde o equilíbrio macroeconômico até o resgate da dívida social, fizeram do Brasil um país mais estável e menos injusto. As qualidades pessoais e o compromisso direto do presidente Lula em temas internacionais colaboraram para levar a contribuição brasileira aos principais debates internacionais.
O Brasil está desenvolvendo uma política externa abrangente e protagonista. Buscamos construir coalizões que vão mais além das alianças e relações tradicionais, as quais tratamos, por outro lado, de manter e aprofundar, como a formalização da Relação Estratégica com a União Européia e do Diálogo Global com os Estados Unidos.
O eloqüente crescimento de nossas exportações para os países em desenvolvimento e criação de mecanismos de diálogo e concertação, como a Unasul, o G-20 na OMC, o Fórum IBAS (Índia, Brasil e África do Sul) e o grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) são expressões dessa política externa universalista e livre de visões pequenas do que pode e deve ser a atuação de um país com as características do Brasil.
A base dessa nova política externa foi o aprofundamento da integração sulamericana. Um dos principais ativos de que o Brasil dispõe hoje no cenário internacional é a convivência harmoniosa com seus vizinhos, começando pela intensa relação que mantemos com a Argentina. O governo do presidente Lula empenhou-se, desde o primeiro dia, em integrar o continente sulamericano por meio do comércio, da infraestrutura e do diálogo político.
O Acordo Mercosul-Comunidade Andina criou, na prática, uma zona de livre comércio que envolve toda a América do Sul. A integração física do continente avançou de uma forma notável, incluindo aí a conexão entre o Atlântico e o Pacífico. Nossos esforços para a criação de uma comunidade sulamericana levaram à fundação de uma nova entidade: a União das Nações Sulamericanas (Unasul).
Apoiado nas bases de uma América do Sul mais integrada, o Brasil contribuiu para a criação de mecanismos de diálogo e cooperação com países de outras regiões, fundados na percepção de que a realidade internacional já não permite a marginalização do mundo em desenvolvimento. A formação do G-20 da OMC, na Reunião Ministerial de Cancun, de 2003, marcou a maturidade dos países do Sul, mudando de forma definitiva o modelo de tomada de decisão nas negociações comerciais.
O IBAS responde aos anseios de concertação entre três grandes democracias multiétnicas e multiculturais, que tem muito a dizer ao mundo em termos de afirmação da tolerância e de conciliação entre o desenvolvimento e a democracia. Além da concertação política e da cooperação entre os três países, o IBAS se converteu em um modelo para os projetos em favor de nações mais pobres, demonstrando, na prática, que a solidariedade não é um atributo exclusivo dos ricos.
Também lançamos as cúpulas dos países sulamericanos com os países africanos (ASA) e com os países árabes (ASPA). Construímos pontes e políticas entre regiões até então distantes umas das outras, a despeito de suas complementaridades naturais. Essa aproximação política resultou em notáveis avanços nas relações econômicas. O comércio do Brasil com os países árabes quadruplicou em sete anos. Com a África, se multiplicou por cinco e chegou a mais de 26 bilhões de dólares, cifra superior a do comércio com sócios tradicionais como Alemanha e Japão.
Essas novas coalizões ajudaram a mudar o mundo. No campo econômico, a substituição do G-7 pelo G-20 como principal instância de deliberação sobre os rumos da produção e das finanças internacionais é o reconhecimento de que as decisões sobre a economia mundial careciam de legitimidade e eficácia sem a participação dos países ditos emergentes.
Também no terreno da segurança internacional, quando Brasil e Turquia convenceram o Irã a assumir os compromissos previstos na Declaração de Teerã, ficou demonstrado que novas visões e formas de atuar são necessárias para lidar com temas tratados até então exclusivamente pelos atuais membros do Conselho de Segurança da ONU. Apesar das resistências iniciais a uma iniciativa de uma nação que não pertence ao clube fechado das potências nucleares, estamos seguros de que a direção do diálogo ali assinalada servirá de base para as futuras negociações e para a eventual solução da questão.
Uma boa política externa exige prudência. Mas também exige ousadia. Não pode basear-se na timidez ou no complexo de inferioridade. É comum escutar que os países devem atuar de acordo com os seus meios, o que é quase uma obviedade. Mas o maior erro é subestimá-los.
Ao longo destes quase oito anos, o Brasil atuou com ousadia e, assim como fizeram outros países em desenvolvimento, mudou seu lugar no mundo. Esses países são vistos hoje, inclusive pelos eventuais críticos, como atores que estão recebendo crescentes responsabilidades e um papel cada vez mais central nas decisões que afetam os destinos do planeta.
(*) Celso Amorim é ministro de Relações Exteriores do Brasil. Artigo publicado originalmente no jornal El País (Espanha).
Fonte: Carta Maior
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Re: GEOPOLÍTICA
China suspende intercâmbios governamentais bilaterais com Japão
A China suspendeu os intercâmbios governamentais bilaterais com o Japão depois da prisão de um capitão chinês, acusado de ter com seu pesqueiro atacado embarcações da guarda-costeira japonesa numa zona marítica em disputa, informou a impensa local neste domingo.
"A China já suspendeu seus intercâmbios bilaterais em nível provincial, assim como em nível ministerial", indicou o ministério chinês das Relações Exteriores, segundo a agência Nova China. Durante a semana, a China criticou energicamente o Japão em função da prisão do capitão do barco pesqueiro chinês, acusando as autoridades japonesas de provocar uma 'situação séria'.
Na segunda-feira passada, o Japão colocou em liberdade os 14 tripulantes de um barco pesqueiro chinês capturado na semana passada, mas manteve detido seu capitão, apesar dos protestos da China, que convocou o embaixador japonês em quatro oportunidades. Este incidente diplomático está centrado numa cadeia de ilhotas no Mar da China Oriental, em cuja zona o Japão afirma que o barco chinês estava pescando ilegalmente na semana passada.
Estas ilhotas desabitadas - chamadas Senkaku em japonês e Diaoyu em chinês -, são reivindicadas por ambos os países e se encontram numa zona onde aparentemente existem grandes depósitos de energia, geralmente foco de tensões regionais. Em função da situação, depois de adiar as conversações previstas com o Japão sobre a exploração de recursos energéticos no Mar da China Oriental, Pequim cancelou a viagem de uma delegação de políticos ao Japão.
"O Japão provocou esta situação séria e deve assumir toda a responsabilidade", declarou a porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Jiang Yu. Segundo ela, é imperativo que o capitão do barco seja libertado imediatamente. Referindo-se ao cancelamento da viagem dos legisladores chinês, o porta-voz do governo japonês, Yoshito Sengoku, limitou-se a comentar: "É muito lamentável".
E reiterou a posição japonesa de que o pesqueiro chinês atacou a patrulha marítima japonesa. O capitão Zhan permanece detido sob suspeita de obstrução de oficiais no exercício do dever, uma acusação que, de acordo com a lei japonesa, pode ser punida com uma pena de até três anos de prisão.
A rivalidade entre o Japão, motor econômico da recuperação da Ásia depois da guerra, e o vizinho gigante asiático chegou a um ponto alto neste ano, pois a China está a ponto de substituí-lo como segundo economia mundial. A prisão do capitão chinês fortaleceu a paixão nacionalista da China.
A China suspendeu os intercâmbios governamentais bilaterais com o Japão depois da prisão de um capitão chinês, acusado de ter com seu pesqueiro atacado embarcações da guarda-costeira japonesa numa zona marítica em disputa, informou a impensa local neste domingo.
"A China já suspendeu seus intercâmbios bilaterais em nível provincial, assim como em nível ministerial", indicou o ministério chinês das Relações Exteriores, segundo a agência Nova China. Durante a semana, a China criticou energicamente o Japão em função da prisão do capitão do barco pesqueiro chinês, acusando as autoridades japonesas de provocar uma 'situação séria'.
Na segunda-feira passada, o Japão colocou em liberdade os 14 tripulantes de um barco pesqueiro chinês capturado na semana passada, mas manteve detido seu capitão, apesar dos protestos da China, que convocou o embaixador japonês em quatro oportunidades. Este incidente diplomático está centrado numa cadeia de ilhotas no Mar da China Oriental, em cuja zona o Japão afirma que o barco chinês estava pescando ilegalmente na semana passada.
Estas ilhotas desabitadas - chamadas Senkaku em japonês e Diaoyu em chinês -, são reivindicadas por ambos os países e se encontram numa zona onde aparentemente existem grandes depósitos de energia, geralmente foco de tensões regionais. Em função da situação, depois de adiar as conversações previstas com o Japão sobre a exploração de recursos energéticos no Mar da China Oriental, Pequim cancelou a viagem de uma delegação de políticos ao Japão.
"O Japão provocou esta situação séria e deve assumir toda a responsabilidade", declarou a porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Jiang Yu. Segundo ela, é imperativo que o capitão do barco seja libertado imediatamente. Referindo-se ao cancelamento da viagem dos legisladores chinês, o porta-voz do governo japonês, Yoshito Sengoku, limitou-se a comentar: "É muito lamentável".
E reiterou a posição japonesa de que o pesqueiro chinês atacou a patrulha marítima japonesa. O capitão Zhan permanece detido sob suspeita de obstrução de oficiais no exercício do dever, uma acusação que, de acordo com a lei japonesa, pode ser punida com uma pena de até três anos de prisão.
A rivalidade entre o Japão, motor econômico da recuperação da Ásia depois da guerra, e o vizinho gigante asiático chegou a um ponto alto neste ano, pois a China está a ponto de substituí-lo como segundo economia mundial. A prisão do capitão chinês fortaleceu a paixão nacionalista da China.
"A reconquista da soberania perdida não restabelece o status quo."
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Re: GEOPOLÍTICA
Rússia venderá à Síria mísseis de cruzeiro apesar de críticas
Rússia anunciou neste domingo que venderá à Síria mísseis de cruzeiro Yakhont, apesar da oposição de Israel e dos Estados Unidos que temem que esse armamento caia em mãos dos terroristas do Hisbolá. "Damasco espera receber ao menos dois sistemas. Tendo em vista que cada um desses sistemas pode levar até 36 mísseis Yakhont o volume da provisão é considerável", informou neste domingo uma fonte da indústria militar à agência Interfax.
A fonte acrescentou que "Síria está interessada na compra de sistemas de mísseis russos, que permitirão cobrir 600 km da costa de possíveis ataques a partir do mar". Israel e EUA consideram que esses mísseis supersônicos mar-mar de até 300 km de alcance representam uma ameaça para seus navios ancorados no Mediterrâneo.
Os Yakhont, que são disparados a partir de sistemas móveis litorâneos, podem levar uma carga explosiva de até 200 kg e podem voar a baixa altitude, o que torna difícil a detecção e destruição. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tentou convencer ao Kremlin desistir da operação durante sua visita à Rússia em fevereiro e o ministro da Defesa, Ehud Barak, fez o mesmo no início de setembro, mas as pretensões foram em vão.
Um porta-voz do departamento de Estado americano revelou na sexta-feira que "a oposição americana à venda de armas a países que patrocinam o terrorismo é bem conhecida". Segundo a imprensa israelense, Barak abordará este assunto esta segunda-feira em Washington com o secretário de Defesa americano, Robert Gates.
Rússia insiste em que o armamento que fornece à Síria é exclusivamente defensivo e que não altera o equilíbrio de forças no Oriente Médio, com o que discorda Israel.
Rússia anunciou neste domingo que venderá à Síria mísseis de cruzeiro Yakhont, apesar da oposição de Israel e dos Estados Unidos que temem que esse armamento caia em mãos dos terroristas do Hisbolá. "Damasco espera receber ao menos dois sistemas. Tendo em vista que cada um desses sistemas pode levar até 36 mísseis Yakhont o volume da provisão é considerável", informou neste domingo uma fonte da indústria militar à agência Interfax.
A fonte acrescentou que "Síria está interessada na compra de sistemas de mísseis russos, que permitirão cobrir 600 km da costa de possíveis ataques a partir do mar". Israel e EUA consideram que esses mísseis supersônicos mar-mar de até 300 km de alcance representam uma ameaça para seus navios ancorados no Mediterrâneo.
Os Yakhont, que são disparados a partir de sistemas móveis litorâneos, podem levar uma carga explosiva de até 200 kg e podem voar a baixa altitude, o que torna difícil a detecção e destruição. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tentou convencer ao Kremlin desistir da operação durante sua visita à Rússia em fevereiro e o ministro da Defesa, Ehud Barak, fez o mesmo no início de setembro, mas as pretensões foram em vão.
Um porta-voz do departamento de Estado americano revelou na sexta-feira que "a oposição americana à venda de armas a países que patrocinam o terrorismo é bem conhecida". Segundo a imprensa israelense, Barak abordará este assunto esta segunda-feira em Washington com o secretário de Defesa americano, Robert Gates.
Rússia insiste em que o armamento que fornece à Síria é exclusivamente defensivo e que não altera o equilíbrio de forças no Oriente Médio, com o que discorda Israel.
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Re: GEOPOLÍTICA
Plano Brasil
Irã prende 7 soldados americanos na fronteira com Paquistão

AFP – As forças iranianos detiveram recentemente sete soldados americanos que tentavam entrar no Irã pela fronteira com o Paquistão, afirmou neste domingo o site Javanonline.ir, ligado à Guarda da Revolução.
“Soube-se que sete soldados amerianos, acompanhados de dois iranianos, tentaram recentemente penetrar no território iraniano em Kuhak, perto de Saravand (fronteira com o Paquistão”, indica o site, sem precisar a data do incidente ou se os militares ainda se encontram detidos.
“Foram identificados e detidos pelos guardas de fronteira iranianos”, afirmou a Javanonline.ir, acrescentando que os dois iranianos conseguiram fugir. O site, cuja informação também foi difundida pela agência Fars, não deu qualquer indicação sobre a fotne, nem detalhes da notícia. Nenhuma outra fonte informou ou confirmou a informação.
Irã prende 7 soldados americanos na fronteira com Paquistão

AFP – As forças iranianos detiveram recentemente sete soldados americanos que tentavam entrar no Irã pela fronteira com o Paquistão, afirmou neste domingo o site Javanonline.ir, ligado à Guarda da Revolução.
“Soube-se que sete soldados amerianos, acompanhados de dois iranianos, tentaram recentemente penetrar no território iraniano em Kuhak, perto de Saravand (fronteira com o Paquistão”, indica o site, sem precisar a data do incidente ou se os militares ainda se encontram detidos.
“Foram identificados e detidos pelos guardas de fronteira iranianos”, afirmou a Javanonline.ir, acrescentando que os dois iranianos conseguiram fugir. O site, cuja informação também foi difundida pela agência Fars, não deu qualquer indicação sobre a fotne, nem detalhes da notícia. Nenhuma outra fonte informou ou confirmou a informação.
"A reconquista da soberania perdida não restabelece o status quo."
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Re: GEOPOLÍTICA
Terra:
China reforça sua presença econômica na América Latina
A China multiplicou ultimamente seus investimentos na América Latina no setor de mineração e hidrocarburetos, mas também em infraestruturas ferroviárias e siderurgia, reforçando e diversificando dessa maneira sua presença em uma região que registra um forte crescimento econômico, em especial o Brasil.
Nos últimos anos, os dirigentes chineses multiplicaram as visitas econômicas à América Latina, assinando acordos de investimento e exploração com países produtores de petróleo como Venezuela, México, Brasil, Argentina, Equador e Colômbia. Em julho passado, a China entregou à Venezuela, país amigo, a primeira parte de um empréstimo de US$ 20 bilhões para financiar 19 projetos de desenvolvimento.
Em abril, o gigante chinês CNPC anunciou que ia pagar um ticket de entrada de US$ 900 milhões à Venezuela para ter acesso a uma reserva de petróleo na bacia do Orinoco. Também em abril, um dirigente chinês anunciou que o Peru havia se convertido no principal receptor de capitais chineses na América Latina com US$ 1,4 bilhão investidos, dos quais US$ 1,1 bilhão em mineração.
No entanto, o país que mais atrai as empresas chinesas é o Brasil, devido especialmente a suas imensas necessidades de financiamento de infraestruturas. "Mais de 50% das oportunidades de investimentos chineses na América Latina estão concentradas no Brasil", declarou Gerardo Mato, chefe da divisão latinoamericana do banco HSBC, no foro de investimentos China-América Latina, que foi realizado em Pequim há alguns dias.
Para a preparação do Mundial de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, ambos no Brasil, "se fala de cifras que vão de US$ 60 a 120 bilhões" e os chineses poderão levar sua parte, indicou o banqueiro. A China não se contenta em comprar ferro brasileiro e sim começa a fabricar aço no Brasil, como ilustra o acordo assinado entre as empresas brasileira LLX e chinesa Wuhan Iron and Steel, que investirão US$ 5 bilhões na construção de uma usina siderúrgica.
O interesse chinês abrange outros setores, como o das ferrovias, em particular trens de alta velocidade, no qual o líder francês TGV se vê desafiado por empresas chinesas nos projetos brasileiro Rio de Janeiro-São Paulo e argentino Buenos Aires-Córdoba. Há algumas semanas, a China e a Argentina assinaram acordos no setor ferroviário por um total de US$ 10 bilhões.
Por seu lado, as empresas latinoamericanas visam mais a buscar "possibilidades de financiamento" para seu desenvolvimento em seus próprios países do que investir na China, indicou Mato. Na semana passada, a brasileira Vale do Rio Doce, primeiro produtor mundial de ferro, anunciou que ia receber um empréstimo de US$ 1,2 bilhão para financiar a construção de 12 embarcações de grande porte destinadas ao transporte do minério para China, sua principal cliente.
No final de 2009, a Petrobras obteve na china uma linha de crédito de US$ 10 bilhões em dez anos, para financiar seu programa de investimento 2008-2013. Os Estados Unidos, que exercem uma influencia predominante na América Latina, declararam que eram favoráveis aos investimentos chineses.
"Não se trata de uma ameaça", afirmou, em agosto passado, o secretário de Estado adjunto americano para a América Latina, Arturo Valenzuela, durante una visita de cinco dias à China.
China reforça sua presença econômica na América Latina
A China multiplicou ultimamente seus investimentos na América Latina no setor de mineração e hidrocarburetos, mas também em infraestruturas ferroviárias e siderurgia, reforçando e diversificando dessa maneira sua presença em uma região que registra um forte crescimento econômico, em especial o Brasil.
Nos últimos anos, os dirigentes chineses multiplicaram as visitas econômicas à América Latina, assinando acordos de investimento e exploração com países produtores de petróleo como Venezuela, México, Brasil, Argentina, Equador e Colômbia. Em julho passado, a China entregou à Venezuela, país amigo, a primeira parte de um empréstimo de US$ 20 bilhões para financiar 19 projetos de desenvolvimento.
Em abril, o gigante chinês CNPC anunciou que ia pagar um ticket de entrada de US$ 900 milhões à Venezuela para ter acesso a uma reserva de petróleo na bacia do Orinoco. Também em abril, um dirigente chinês anunciou que o Peru havia se convertido no principal receptor de capitais chineses na América Latina com US$ 1,4 bilhão investidos, dos quais US$ 1,1 bilhão em mineração.
No entanto, o país que mais atrai as empresas chinesas é o Brasil, devido especialmente a suas imensas necessidades de financiamento de infraestruturas. "Mais de 50% das oportunidades de investimentos chineses na América Latina estão concentradas no Brasil", declarou Gerardo Mato, chefe da divisão latinoamericana do banco HSBC, no foro de investimentos China-América Latina, que foi realizado em Pequim há alguns dias.
Para a preparação do Mundial de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, ambos no Brasil, "se fala de cifras que vão de US$ 60 a 120 bilhões" e os chineses poderão levar sua parte, indicou o banqueiro. A China não se contenta em comprar ferro brasileiro e sim começa a fabricar aço no Brasil, como ilustra o acordo assinado entre as empresas brasileira LLX e chinesa Wuhan Iron and Steel, que investirão US$ 5 bilhões na construção de uma usina siderúrgica.
O interesse chinês abrange outros setores, como o das ferrovias, em particular trens de alta velocidade, no qual o líder francês TGV se vê desafiado por empresas chinesas nos projetos brasileiro Rio de Janeiro-São Paulo e argentino Buenos Aires-Córdoba. Há algumas semanas, a China e a Argentina assinaram acordos no setor ferroviário por um total de US$ 10 bilhões.
Por seu lado, as empresas latinoamericanas visam mais a buscar "possibilidades de financiamento" para seu desenvolvimento em seus próprios países do que investir na China, indicou Mato. Na semana passada, a brasileira Vale do Rio Doce, primeiro produtor mundial de ferro, anunciou que ia receber um empréstimo de US$ 1,2 bilhão para financiar a construção de 12 embarcações de grande porte destinadas ao transporte do minério para China, sua principal cliente.
No final de 2009, a Petrobras obteve na china uma linha de crédito de US$ 10 bilhões em dez anos, para financiar seu programa de investimento 2008-2013. Os Estados Unidos, que exercem uma influencia predominante na América Latina, declararam que eram favoráveis aos investimentos chineses.
"Não se trata de uma ameaça", afirmou, em agosto passado, o secretário de Estado adjunto americano para a América Latina, Arturo Valenzuela, durante una visita de cinco dias à China.
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