Em que pese a falta de vontade política e de esforços concretos de parte do comando do EB, e demais forças armadas, no curto prazo, dentro dos programas estratégicos existentes, é possível vislumbrar algumas saídas para a dotação material, e quiçá de pessoal, para as 6 bda inf slv existentes a saber:
1. Cia Com Sl - criação do 3o, 4o e 5o Batalhão de Comunicações e Guerra Eletrônica (Btl Com GE), com sede, respectivamente, em Tabatinga, Barcelos e Rio Branco, a fim de permitir o apoio direto às 16a, 2a e 17a Bda Inf Sl.
obs: na minha opinião, as OM no Estado de Roraima tem que obrigatoriamente serem elevadas a nível Brigada, contendo todos os sistemas e subsistemas necessários para operar esta GU de forma independente de ajuda externa, a não ser que seja extremamente necessário o envio de apoio das forças de prontidão do CMA\CMN. Isto geraria um 6o Btl Com GE a ser criado, além dos BIS adicionais. Esta bda a meu ver tem de ser quaternária obrigatoriamente
2. Cia Eng Cmb Sl - atualmente existem cerca de 6 BEC atuando na região norte; a meu ver, deve-se progressivamente ampliar tal dispositivo para um novo grupamento de engenharia que atenda em específico a Amazônia Oriental, sob responsabilidade do CMN, deixando ao 2o Gpto Eng a responsabilidade de atender o CMA e suas organizações.
3. Bia e\ou GAAe - pessoalmente entendo ser a questão de mais fácil resolução, se houver vontade para tanto. As Bia e\ou GAAe na região norte podem ser equipaas com RBS-70NG nos GAAe de cada bda, e Manapd nos BIS. As quantidades podem variar de acordo com a disposição de verbas para a aquisição deste tipo de material. Grosso modo, um GAAe Sl pode ser equipado com, pelo menos, 18 lançadores + mísseis, enquanto os BIS pode dispor a si de Manpad moderno em quantidade suficiente para defender a área de atuação do btl a partir de sua Cia Cmdo Ap. A mim, 12 a 16 unidades é o mínimo necessário, conforme a atual composição desta SU. Dito isto, nada que esteja fora do alcance do orçamento do exército que possa ser resolvido em um único ano. A respectiva aquisição de sistemas C4ISR e radares seriam, pari passo, o movimento necessário ao bom funcionamento de todo esta estrutura.
4. GAC Sl - - a atual substituição dos meios leves em 105mm do EB pode ser uma redenção para artilharia de campanha de selva, ou apenas mais um capitulo mal escrito da sua jornada. Com 6 GAC Sl a serem mobiliados com novos obuseiros, resta saber qual, e se, terá alguma prioridade a modernização da artilharia nas zonas do CMA e CMN. Apenas 108 peças "resolvem o problema". Mas eu duvido, e muito, que as quantidades hora pretendidas e os longuíssimos prazos de recebimento arrazoados seja um bom sinal para os GAC Sl. É importante lembrar também que não adianta comprar apenas os obuseiros sem os demais sistemas e subsistemas de C4ISR e radares necessários ao melhor emprego da artilharia. E a região norte possuio peculiaridades que demandam uma séria de adaptações com fins de atingir o melhor desempenho de qualquer material de emprego.
5. Btl Inf Sl - - Como pôde ser visto acima, das 6 bdas inf sl, uma é quaternária(23a), três são ternárias(16a, 17a 22a), e outras 2 são binárias(1a e 2a). Ou seja, temos um hiato de, pelo menos, mais 2 BIS a serem criados e\ou transferidos para a região norte a fim de dotar na íntegra todas as GU amazônicas. Não me parece muito para o EB, uma vez que sobram OM de infantaria pelo país. A criação de mais duas brigadas, como planejado incialmente, traria com certeza melhores e maiores capacidades para a defesa da região, sendo que uma brigada, como cito antes, seria criada no estado do Acre, enquanto a 8a bda ainda não possui localização definida.
Tenho pessoalmente aqui para mim que as necessidades de cobertura da faixa de fronteira de pouco mais de 10 mil km da região com 7 países vizinhos merece mais do que nossa parca atenção e esforço no sentido de vivificar as linhas de fronteira, que sempre é bom lembrar, a legislação atual determina como sendo uma faixa de 150 km a partir das linhas divisórias. Neste aspecto, apenas colocar OM nestas localidades está muito longe se ser uma resposta adequada e definitiva para muitos dos problemas que temos nelas. O Estado como um todo obrigatoriamente tem de se fazer presente, e não apenas dispor de soluções de oportunidade toda vez que algo acontece "fora dos planos".
Para finalizar, tenho pessoalmente comigo que entre CMA e CMN devam existir 9 Bda Inf Sl, e todas quaternárias(4 BIS) e integrais, sem depender de soluções meia boca, de oportunidade ou do tipo "esperar a calaria chegar para salvar o dia."
Ímpossível? Com certeza não. Difícil? Tenho a máxima certeza. Mas a decisão é sempre nossa. Principalmente de quem mora aqui e vê "de longe" todo essa apanágio de discussões fúteis, quase histéricas, para não dizer idiotizadas e alienadas sobre nosso próprio destino e modo de viver. Uma hora esse povo tupiniquim no norte vai ter de acordar e cair da rede, parar de sonhar o sonho paulista e viver a realidade. Do contrário, a realidade irá nos engolir, e não haverá, como nos desenhos animados de outrora, quem nos venha salvar de nossas próprias mazelas. Porque nunca existiu. E nunca virá.