Lembrando que o Simo Haya matou uns 900 russos na invasão da Finlândia pelo Exército vermelho. E com um fuzil com mira metálica! Sem luneta!agostinho escreveu:primeiro obrigado hehehe e por que a foto nao tinha tamanho grande e tem vezes que da error ai nao da pa postar..
quanto ao simo Hayha ele morreu em 1 de abril de 2002 por causas naturais aos 96 anos...
abraços.
snipers
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Re: snipers
Mapinguari


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Re: snipers
agostinho escreveu:primeiro obrigado hehehe e por que a foto nao tinha tamanho grande e tem vezes que da error ai nao da pa postar..
quanto ao simo Hayha ele morreu em 1 de abril de 2002 por causas naturais aos 96 anos...
abraços.
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Re: snipers
Fotos dos blogs nunca abrem nos fóruns.tykuna escreveu:agostinho escreveu:primeiro obrigado hehehe e por que a foto nao tinha tamanho grande e tem vezes que da error ai nao da pa postar..
quanto ao simo Hayha ele morreu em 1 de abril de 2002 por causas naturais aos 96 anos...
abraços.
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Re: snipers
Não são todas com o fuzil... São umas 500 com fuzil (não lembro o número exato, se é que ele existe), um Mosin Nagant M28 (ou M28/30) com mira aberta (segundo ele com mira aberta ele tinha que levantar menos a cabeça e não corria o risco da luz refletir nas lentes), e mais um tanto que varia de 200 a mais de 400 (dependendo da fonte) com uma sub-metralhadora Suomi K31, na qual ele também era expert...Mapinguari escreveu:Lembrando que o Simo Haya matou uns 900 russos na invasão da Finlândia pelo Exército vermelho. E com um fuzil com mira metálica! Sem luneta!agostinho escreveu:primeiro obrigado hehehe e por que a foto nao tinha tamanho grande e tem vezes que da error ai nao da pa postar..
quanto ao simo Hayha ele morreu em 1 de abril de 2002 por causas naturais aos 96 anos...
abraços.
Ah, a empresa que fabricava o Mosin Nagant dele era Finlandesa mesmo, e é a mesma que fabrica esse aqui ó:
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The cake is a lie...
Re: snipers
calma velho ele o melhor sniper mas so foram 500 nem os sites da urss diriam isso e olha q eles metiam muito!!!!Mapinguari escreveu:Lembrando que o Simo Haya matou uns 900 russos na invasão da Finlândia pelo Exército vermelho. E com um fuzil com mira metálica! Sem luneta!agostinho escreveu:primeiro obrigado hehehe e por que a foto nao tinha tamanho grande e tem vezes que da error ai nao da pa postar..
quanto ao simo Hayha ele morreu em 1 de abril de 2002 por causas naturais aos 96 anos...
abraços.
abraços.
Re: snipers
as minhas abrem a do simo foi de um blog.cabeça de martelo escreveu:Fotos dos blogs nunca abrem nos fóruns.tykuna escreveu:
Olha ele aí!!
Re: snipers
Moccelin escreveu:Não são todas com o fuzil... São umas 500 com fuzil (não lembro o número exato, se é que ele existe), um Mosin Nagant M28 (ou M28/30) com mira aberta (segundo ele com mira aberta ele tinha que levantar menos a cabeça e não corria o risco da luz refletir nas lentes), e mais um tanto que varia de 200 a mais de 400 (dependendo da fonte) com uma sub-metralhadora Suomi K31, na qual ele também era expert...Mapinguari escreveu: Lembrando que o Simo Haya matou uns 900 russos na invasão da Finlândia pelo Exército vermelho. E com um fuzil com mira metálica! Sem luneta!
Ah, a empresa que fabricava o Mosin Nagant dele era Finlandesa mesmo, e é a mesma que fabrica esse aqui ó:
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aproveitando moccelin qual e esse fuzil mesmo?? desde ja obrigado!!
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Re: snipers
Sako TRG-22... Fuzil em 7,62x51mm que está na lista dos mais fodões fuzil sniper do mundo.
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Re: snipers
a finlandia tem bons fuzis snipers sera que os atirdores correspondem?? vi uma lista dos melhores fuzis tem uns que nunca ouvi falar em calibre .50 e nao sei se o melhor era finlandes mas estava bem colocado..Moccelin escreveu:Sako TRG-22... Fuzil em 7,62x51mm que está na lista dos mais fodões fuzil sniper do mundo.
olha o sako em fotos reais.


desmontado..

Re: snipers
na verdade quem usou a submetrlhadora em combates de infantaria foi Suko Kolkka e matou 400 de fuzil os bixo era bom !!!Moccelin escreveu:Não são todas com o fuzil... São umas 500 com fuzil (não lembro o número exato, se é que ele existe), um Mosin Nagant M28 (ou M28/30) com mira aberta (segundo ele com mira aberta ele tinha que levantar menos a cabeça e não corria o risco da luz refletir nas lentes), e mais um tanto que varia de 200 a mais de 400 (dependendo da fonte) com uma sub-metralhadora Suomi K31, na qual ele também era expert...Mapinguari escreveu: Lembrando que o Simo Haya matou uns 900 russos na invasão da Finlândia pelo Exército vermelho. E com um fuzil com mira metálica! Sem luneta!
Ah, a empresa que fabricava o Mosin Nagant dele era Finlandesa mesmo, e é a mesma que fabrica esse aqui ó:
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Re: snipers
Lapua é uma empresa filandesa. E o .338 Lapua Magnum foi a primeira munição de uso militar que foi projetada para uso específico de sniper.
Os rifles Sako são considerados excelentes, um inclusive concorre no novo programa do SOCOM para escolher um novo rifle no calibre .338.
Então sim, podemos dizer que os lapões têm uma tradição no ramo.
Os rifles Sako são considerados excelentes, um inclusive concorre no novo programa do SOCOM para escolher um novo rifle no calibre .338.
Então sim, podemos dizer que os lapões têm uma tradição no ramo.
NÃO À DROGA! NÃO AO CRIME LEGALIZADO! HOJE ÁLCOOL, AMANHÃ COGUMELO, DEPOIS NECROFILIA! QUANDO E ONDE IREMOS PARAR?
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Re: snipers
Cara, o Häihä também fez estrago com a Sub Suomi, ou então não teria em TODAS as fontes sobre ele falando que ele fez isso.
O Sako que está concorrendo é justamente o TRG, mas a versão TRG-42, que é em .338 Lapua Magnum, como disse o TRG-22 é em 7,62x51mm... Na verdade é pra .308 Winchester, mas PARECE (já lí mas não confirmei) que com o .308 Win e o 7,62x51mm não existe o problema que existe entre o .223 Rem e o 5,56x45mm, traduzindo o 7,62x51mm e o .308 Win podem ser usados em armas marcadas para o outro sem problema, porém o 5,56x45mm não pode ser usado em "armas .223Rem". Só nao sei se a intercambialidade entre 7,62mm e .308 compromete a precisão de alguam forma.
Ah, apesar dessas informações estarem todas na Wikipédia eu dei uma olhada direto na fonte primária (site da SAAMI) pra confirmar.
http://www.saami.org/Unsafe_Combinations.cfm
O Sako que está concorrendo é justamente o TRG, mas a versão TRG-42, que é em .338 Lapua Magnum, como disse o TRG-22 é em 7,62x51mm... Na verdade é pra .308 Winchester, mas PARECE (já lí mas não confirmei) que com o .308 Win e o 7,62x51mm não existe o problema que existe entre o .223 Rem e o 5,56x45mm, traduzindo o 7,62x51mm e o .308 Win podem ser usados em armas marcadas para o outro sem problema, porém o 5,56x45mm não pode ser usado em "armas .223Rem". Só nao sei se a intercambialidade entre 7,62mm e .308 compromete a precisão de alguam forma.
Ah, apesar dessas informações estarem todas na Wikipédia eu dei uma olhada direto na fonte primária (site da SAAMI) pra confirmar.
http://www.saami.org/Unsafe_Combinations.cfm
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Re: snipers
tgr-42 usa o .300 Winchester Magnum e o .338 Lapua Magnum o tgr-22 usa o .308 Winchester!!!
Re: snipers
sobre falas verdadeira que tal o depimento de vassili zaitseve sobre o duelo com o sniper aleao!!! omaior duelo de atiradores de elite pra alguns...
vale apena ver e ver com a historia contada por ele e diferente do filme circulo de fogo.....


O próprio Vasily Zaitsev fala a respeito do duelo:
"A chegada do atirador nazista trouxe-nos uma nova tarefa: tínhamos de encontrá-lo, estudar os seus hábitos e métodos e esperar pacientemente o momento justo para um, somente um, tiro certeiro. Nos nossos abrigos, à noite, tínhamos discussões furiosas sobre o próximo duelo. Todo atirador apresentava as suas especulações e conjecturas extraídas da observação de cada dia das posições de vanguarda do inimigo. Discutíamos toda espécie de propostas e de apostas. Mas a arte do franco-atirador se distingue pelo fato de que, seja qual for a experiência que muita gente tenha, o resultado da luta é decidido por um dos atiradores. Ele enfrenta o inimigo face a face e de cada vez tem de criar, de inventar, de operar diferente. Não pode haver esquema para o atirador; um esquema seria suicídio.
Ainda assim, onde estava o atirador de Berlim - perguntávamos uns aos outros. Eu conhecia o estilo dos atiradores nazistas pelo seu fogo e pela sua camuflagem e podia, sem dificuldade, distinguir os experimentados dos novatos, os covardes dos tenazes e resolutos. Mas o caráter do chefe da escola era ainda um mistério para mim. As nossas observações cotidianas nada nos diziam de definitivo. Era difícil decidir em que setor operava. Presumivelmente alterava a sua posição com freqüência e me procurava tão cuidadosamente quanto eu a ele. Então alguma coisa aconteceu. O meu amigo Morozov foi morto e Sheykin ferido por um fuzil com mira telescópica. Morozov e Sheikin eram atiradores experientes; muitas vezes saíram vitoriosos das mais difíceis escaramuças com o inimigo. Agora não havia mais dúvida. Tinham dado com o super-atirador nazista que que procurava. Pela madrugada saí com *Kulikov para as mesmas posições que os nossos camaradas haviam ocupado na véspera.
(*Segundo informações Nikolay Kulikov, conheceu o major König na Alemanha durante a época do tratado de não-agressão. Acompanhando Vassili, Kulikov usou-se de binóculos para scannear as linhas inimigas quando estas travavam nas ruas batalhas e desferiam ataques contra as tropas soviéticas, sempre escondendo-se em prédios ou outras edificações.)
Inspecionando as posições de vanguarda do inimigo, que havíamos passado muitos dias estudando e conhecíamos bem, nada encontrei de novo. O dia estava chegando ao seu termo. Então, acima de uma trincheira alemã surgiu inesperadamente um capacete, movimentando-se vagarosamente ao longo dela. Deveria eu atirar ? Não! Era um ardil; o capacete movimentava-se de modo irregular e presumivelmente estava sendo levado por alguém que ajudava o atirador, enquanto ele esperava que eu atirasse. - Onde estará escondido ? Perguntou Kulikov, quando deixamos a emboscada sob a proteção da escuridão. Pela paciência que o inimigo demonstrava durante o dia conjecturei que o atirador de Berlim estava aqui. Era necessário vigilância especial...
Passou-se um segundo dia. De quem seriam os nervos mais resistentes ? Quem venceria ? Nikolay Kulikov, um verdadeiro camarada, também estava fascinado pelo duelo. Não tinha dúvida de que o inimigo ali estava diante de nós e eu estava ansioso pra que vencêssemos. No terceiro dia, o comissário político Danilov, também foi conosco para a emboscada. O dia rompeu como sempre: a luz ia aumentando de minuto a minuto e as posições inimigas iam sendo distinguidas com cada vez mais clareza. Travou-se batalha perto de nós, obuses silvavam acima de nós, mas, colados às miras telescópicas, mantivemos o olhar dirigido para o que acontecia à nossa frente. Lá está ele! Eu o indicarei para vocês! - disse, de repente, o comissário Danilov ficou excitado.
Ele mal se elevou, literalmente por um segundo, mas sem cuidado, acima do parapeito, e isso bastou para que o alemão o atingisse e o ferisse. Esta espécie de disparo, naturalmente, só podia provir de um sniper experiente. Durante muito tempo examinei as posições inimigas, mas não pude descobrir o seu esconderijo. Pela velocidade com que disparara cheguei à conclusão de que o atirador estava em algum ponto diretamente à nossa frente. Continuei a observar. À esquerda havia um carro fora de ação e à direita uma fortificação solitária. Onde estava ele ? No carro ? Não, um sniper veterano não tomaria posição ali. Na fortificação, talvez ? Também não - a portinhola estava fechada. Entre o carro e a fortificação, numa faixa de terreno plano, havia uma chapa de ferro e uma pilha de tijolos quebrados. Estavam ali havia muito tempo e já nos acostumáramos a vê-las. Coloquei-me na posição do inimigo e pensei - que lugar melhor para um atirador ? Bastava apenas fazer um cavalete sob a chapa de ferro e chegar a ela durante a noite. Sim, ele estava certamente ali, sob a chapa de ferro, na terra-de-ninguém. Resolvi certificar-me. Pus uma luva na ponta de um pedaço de pau e a elevei. O nazista caiu nessa. Abaixei cuidadosamente o pedaço de
pau na mesma posição e examinei o orifício aberto pela bala. Ela atingira diretamente pela frente; isto significava que o nazista estava debaixo da chapa de ferro.
- Lá está o nosso atirador! - disse Kulikov, com a sua voz calma, do seu esconderijo perto do meu. Veio então o problema de atrair, ainda que fosse pelo menos parte da sua cabeça, para a minha mira. Era inútil tentar fazê-lo logo. Precisávamos de mais tempo. Mas eu pudera estudar o temperamento do alemão. Ele não abandonaria a boa posição que havia encontrado. Devíamos, portanto, mudar de posição.
Trabalhamos durante a noite. Ficamos em posição pela madrugada. Os alemães atiravam contra os ancoradouros do Volga. A luz chegou com rapidez e ao raiar o dia a batalha cresceu de intensidade. Mas nem o troar dos canhões nem a explosão de bombas e obuses, nada nos poderia distrair do trabalho que tínhamos à mão. O sol se elevou no céu. Kulikov deu um tiro às cegas: tínhamos de despertar a curiosidade do atirador. Havíamos decidido passar a manhã à espera, pois poderíamos ser localizados pelo reflexo do sol nas nossas miras telescópicas. Após o almoço os nossos fuzis estavam na sombra e o sol brilhava diretamente sobre a posição do alemão. Na ponta da chapa de ferro alguma coisa brilhava: um pedaço qualquer de vidro ou uma mira telescópica ? Cuidadosamente, Kulikov começou, como somente podem fazê-lo os mais experimentados, a levantar o seu capacete. O alemão disparou. Por uma fração de segundo Kulikov se levantou e gritou. O alemão acreditou que finalmente apanhara o atirador soviético que vinha caçando havia quatro dias e levantou a cabeça de debaixo da chapa de ferro. Era com isso que eu contava. Fiz uma pontaria cuidadosa. A cabeça do alemão caiu para trás e a mira telescópica do seu fuzil K-98 ficou sem movimento, brilhando ao sol, até que a noite caiu..."


vale apena ver e ver com a historia contada por ele e diferente do filme circulo de fogo.....



O próprio Vasily Zaitsev fala a respeito do duelo:
"A chegada do atirador nazista trouxe-nos uma nova tarefa: tínhamos de encontrá-lo, estudar os seus hábitos e métodos e esperar pacientemente o momento justo para um, somente um, tiro certeiro. Nos nossos abrigos, à noite, tínhamos discussões furiosas sobre o próximo duelo. Todo atirador apresentava as suas especulações e conjecturas extraídas da observação de cada dia das posições de vanguarda do inimigo. Discutíamos toda espécie de propostas e de apostas. Mas a arte do franco-atirador se distingue pelo fato de que, seja qual for a experiência que muita gente tenha, o resultado da luta é decidido por um dos atiradores. Ele enfrenta o inimigo face a face e de cada vez tem de criar, de inventar, de operar diferente. Não pode haver esquema para o atirador; um esquema seria suicídio.
Ainda assim, onde estava o atirador de Berlim - perguntávamos uns aos outros. Eu conhecia o estilo dos atiradores nazistas pelo seu fogo e pela sua camuflagem e podia, sem dificuldade, distinguir os experimentados dos novatos, os covardes dos tenazes e resolutos. Mas o caráter do chefe da escola era ainda um mistério para mim. As nossas observações cotidianas nada nos diziam de definitivo. Era difícil decidir em que setor operava. Presumivelmente alterava a sua posição com freqüência e me procurava tão cuidadosamente quanto eu a ele. Então alguma coisa aconteceu. O meu amigo Morozov foi morto e Sheykin ferido por um fuzil com mira telescópica. Morozov e Sheikin eram atiradores experientes; muitas vezes saíram vitoriosos das mais difíceis escaramuças com o inimigo. Agora não havia mais dúvida. Tinham dado com o super-atirador nazista que que procurava. Pela madrugada saí com *Kulikov para as mesmas posições que os nossos camaradas haviam ocupado na véspera.
(*Segundo informações Nikolay Kulikov, conheceu o major König na Alemanha durante a época do tratado de não-agressão. Acompanhando Vassili, Kulikov usou-se de binóculos para scannear as linhas inimigas quando estas travavam nas ruas batalhas e desferiam ataques contra as tropas soviéticas, sempre escondendo-se em prédios ou outras edificações.)
Inspecionando as posições de vanguarda do inimigo, que havíamos passado muitos dias estudando e conhecíamos bem, nada encontrei de novo. O dia estava chegando ao seu termo. Então, acima de uma trincheira alemã surgiu inesperadamente um capacete, movimentando-se vagarosamente ao longo dela. Deveria eu atirar ? Não! Era um ardil; o capacete movimentava-se de modo irregular e presumivelmente estava sendo levado por alguém que ajudava o atirador, enquanto ele esperava que eu atirasse. - Onde estará escondido ? Perguntou Kulikov, quando deixamos a emboscada sob a proteção da escuridão. Pela paciência que o inimigo demonstrava durante o dia conjecturei que o atirador de Berlim estava aqui. Era necessário vigilância especial...
Passou-se um segundo dia. De quem seriam os nervos mais resistentes ? Quem venceria ? Nikolay Kulikov, um verdadeiro camarada, também estava fascinado pelo duelo. Não tinha dúvida de que o inimigo ali estava diante de nós e eu estava ansioso pra que vencêssemos. No terceiro dia, o comissário político Danilov, também foi conosco para a emboscada. O dia rompeu como sempre: a luz ia aumentando de minuto a minuto e as posições inimigas iam sendo distinguidas com cada vez mais clareza. Travou-se batalha perto de nós, obuses silvavam acima de nós, mas, colados às miras telescópicas, mantivemos o olhar dirigido para o que acontecia à nossa frente. Lá está ele! Eu o indicarei para vocês! - disse, de repente, o comissário Danilov ficou excitado.
Ele mal se elevou, literalmente por um segundo, mas sem cuidado, acima do parapeito, e isso bastou para que o alemão o atingisse e o ferisse. Esta espécie de disparo, naturalmente, só podia provir de um sniper experiente. Durante muito tempo examinei as posições inimigas, mas não pude descobrir o seu esconderijo. Pela velocidade com que disparara cheguei à conclusão de que o atirador estava em algum ponto diretamente à nossa frente. Continuei a observar. À esquerda havia um carro fora de ação e à direita uma fortificação solitária. Onde estava ele ? No carro ? Não, um sniper veterano não tomaria posição ali. Na fortificação, talvez ? Também não - a portinhola estava fechada. Entre o carro e a fortificação, numa faixa de terreno plano, havia uma chapa de ferro e uma pilha de tijolos quebrados. Estavam ali havia muito tempo e já nos acostumáramos a vê-las. Coloquei-me na posição do inimigo e pensei - que lugar melhor para um atirador ? Bastava apenas fazer um cavalete sob a chapa de ferro e chegar a ela durante a noite. Sim, ele estava certamente ali, sob a chapa de ferro, na terra-de-ninguém. Resolvi certificar-me. Pus uma luva na ponta de um pedaço de pau e a elevei. O nazista caiu nessa. Abaixei cuidadosamente o pedaço de
pau na mesma posição e examinei o orifício aberto pela bala. Ela atingira diretamente pela frente; isto significava que o nazista estava debaixo da chapa de ferro.
- Lá está o nosso atirador! - disse Kulikov, com a sua voz calma, do seu esconderijo perto do meu. Veio então o problema de atrair, ainda que fosse pelo menos parte da sua cabeça, para a minha mira. Era inútil tentar fazê-lo logo. Precisávamos de mais tempo. Mas eu pudera estudar o temperamento do alemão. Ele não abandonaria a boa posição que havia encontrado. Devíamos, portanto, mudar de posição.
Trabalhamos durante a noite. Ficamos em posição pela madrugada. Os alemães atiravam contra os ancoradouros do Volga. A luz chegou com rapidez e ao raiar o dia a batalha cresceu de intensidade. Mas nem o troar dos canhões nem a explosão de bombas e obuses, nada nos poderia distrair do trabalho que tínhamos à mão. O sol se elevou no céu. Kulikov deu um tiro às cegas: tínhamos de despertar a curiosidade do atirador. Havíamos decidido passar a manhã à espera, pois poderíamos ser localizados pelo reflexo do sol nas nossas miras telescópicas. Após o almoço os nossos fuzis estavam na sombra e o sol brilhava diretamente sobre a posição do alemão. Na ponta da chapa de ferro alguma coisa brilhava: um pedaço qualquer de vidro ou uma mira telescópica ? Cuidadosamente, Kulikov começou, como somente podem fazê-lo os mais experimentados, a levantar o seu capacete. O alemão disparou. Por uma fração de segundo Kulikov se levantou e gritou. O alemão acreditou que finalmente apanhara o atirador soviético que vinha caçando havia quatro dias e levantou a cabeça de debaixo da chapa de ferro. Era com isso que eu contava. Fiz uma pontaria cuidadosa. A cabeça do alemão caiu para trás e a mira telescópica do seu fuzil K-98 ficou sem movimento, brilhando ao sol, até que a noite caiu..."

