Lendo os dados destes veículos, e procurando informações sobre preços, encontrei na wikipedia (se fiável a fonte ou não é outra coisa) o custo destes veículos como sendo de US$ 3,5 milhões por unidade. Algo que acredito seja bem perto do real, visto o que o EB e os italianos estão pagando pelos Centauro II.
https://www.idvgroup.com/products/armou ... hicle-8x8/
https://www.idvgroup.com/products/armou ... hicle-8x8/
As diferenças entre ambos modelos são bastante sutis, sendo a versão terrestre cerca de 45cm menor no comprimento que a anfíbia, e possuindo capacidade para 8 tropas, enquanto esta última leva até 13 combatentes equipados.
Em uma pequena conta de padaria, para mobiliar todos os RCM (15) do exército, e ainda equipar os EsqCav Mec das bdas inf mec(4) e bdas bldas(2), se elevados ao nível de RCM, seriam necessários mais ou menos 278 VBCI. Desconsidere-se as VBE da dotação orgânica normal das OM, que acrescentariam pouco mais de meia centena destes veículos 8x8.
Em todo caso, junto a estes veículos do EB, o CFN também no médio a longo prazo irá substituir os seus Piranha III por veículo mais moderno, sendo a tendência a opção pela versão anfíbia do SuperAV, uma vez que adotada pelo USMC. Hoje os fuzileiros navais operam pouco mais de 40 unidades do Piranha III em versões de transporte, PC, oficina, ambulância, e salvo engano, recuperação. Não é muito, mas basta lembrar que anos atrás havia uma proposta no sentido de comprar-se em torno de 100 VBTP Guarani e versões. Isto pode ser o caso do SuperAV tende em vista as necessidades atuais e futuras do CFN.
Com pouco mais de 500 veículos, temos demanda entre EB e CFN até que robusta o suficiente para abrir mais uma linha de produção na fábrica da IDV em Minas Gerais, e negociar preços, custos e prazos a nosso favor, uma vez que os italianos não irão tão cedo vender nem para o exército ou fuzileiros navais do país o SuperAV.
Não é nenhuma novidade que SuperAV e Centauro II partilham muitas partes e peças em comum, o que torna ainda mais suscetível esse negócio para nós, inclusive no campo logístico e de custos, dado que um volume maior de veículos a serem produzidos aqui intui em diminuição de valores a serem diluídos em meio à produção.
Até agora, são 221 Centauro II para o exército. Mas, sabe-se que os EE-9 mesmo modernizados não vão durar muito tempo. Deste modo, daqui a 10 ou 15 anos, nos veremos novamente premidos a tomar decisões sobre a renovação material da tropa mecanizada do EB. A diferença é que o Centauro II estará em fins de entrega\produção por aqui, sendo um candidato natural neste processo. Ou vermos a produção encerrada com 221 unidades e a extinção das OM equipadas com os Cascavel EE-9, sem outro veículo que ocupe seu lugar.