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Re: Ucrânia

Enviado: Sex Mai 23, 2014 10:07 am
por manuel.liste
Formando con las banderas de Rusia y de Osetia

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Re: Ucrânia

Enviado: Sáb Mai 24, 2014 11:18 am
por hades767676
Para aqueles que diziam que essa história de grupos de extrema direita na Ucrânia era invenção russa a prova está aí!
Violência pré-eleitoral mata mais 7 na Ucrânia
Milicianos pró-Ucrânia do Batalhão Donbass e do grupo paramilitar de extrema direita Pravyi Sektor atacaram ontem barreiras mantidas por separatistas nas entradas de Donetsk, maior cidade do leste da Ucrânia, num confronto que deixou sete mortos, elevando a 21 o número de vítimas entre a quinta-feira e ontem.

O episódio agravou o clima de tensão às vésperas da eleição de amanhã, a mais importante desde a independência do país, em 1991. Para o presidente da Rússia, Vladimir Putin, a Ucrânia vive uma guerra civil.

Os combates de ontem ocorreram na periferia nordeste de Donetsk, no vilarejo de Karlovka, onde o Estado esteve após o fim das hostilidades.

Na entrada do vilarejo, a 30 quilômetros do centro da capital, uma barreira antes em poder de separatistas estava abandonada. Em volta dela, centenas de cápsulas de fuzis espalhavam-se pelo chão. Um posto de gasolina estava parcialmente destruído e um veículo, alvejado. Havia rastros de sangue no chão, indicando a violência dos choques.

Segundo moradores, o ataque começou no início da manhã e envolveu veículos blindados. "Ouvi as rajadas de tiros e fiquei escondido em casa. Não pude ver quem foi (que disparou)", disse um morador que preferiu não se identificar.

As dúvidas foram diluídas ainda pela manhã, quando Semen Semenchenko, comandante do batalhão Donbass - milícia pró-Ucrânia da região de Donetsk -, assumiu a autoria do ataque. "O campo de batalha da região de Donetsk chegou a Karlovka", informou ele. Ao lado do batalhão estariam combatendo militantes do grupo Pravyi Sektor, formado por ativistas de extrema direita armados - os mesmos que enfrentaram as tropas de choque na Praça da Independência, em Kiev, durante os protestos que derrubaram o presidente Viktor Yanukovich, em fevereiro.

A chegada de milicianos pró-Ucrânia na região, onde também estão estacionadas tropas regulares do Exército, aumentou a tensão militar às vésperas da eleição. Barricadas de ativistas pró-Rússia nos acessos da cidade foram reforçadas com dezenas de homens em trajes militares e portando coletes à prova de balas, fuzis e, em alguns casos, lançadores de granadas.

O objetivo dos separatistas é impedir uma suposta ofensiva até amanhã. Na quinta-feira, pelo menos 14 pessoas já tinham morrido nas duas emboscadas realizadas em Volnovaha e nas imediações de Slaviansk.

De acordo com o Ministério da Defesa da Ucrânia, separatistas teriam revidado, atacando um comboio militar em Roubijne, na região de Luhansk, em uma ação que teria deixado um soldado morto.

Guerra civil. Em São Petersburgo, Vladimir Putin afirmou que a Ucrânia vive "uma verdadeira guerra civil". Ele contestou a legitimidade das eleições, mas prometeu "respeitar a escolha do povo ucraniano". "Segundo a Constituição, não poderia haver eleição porque Yanukovich ainda é o presidente em exercício", ponderou Putin, dizendo em seguida estar pronto para dialogar com o novo governo. "Nós queremos que a calma retorne."

Em Kiev, o presidente interino da Ucrânia, Oleksander Turchinov, convocou a população a comparecer às urnas amanhã. "Nós não nos deixaremos ser privados de nossa liberdade e independência e não deixaremos que a Ucrânia se torne um pedaço do império pós-soviético", afirmou.

Urnas. O chefe do Conselho de Segurança Nacional e de Defesa, Andrii Paroubyi, voltou a reconhecer que os moradores de Donetsk, Luhansk e Slaviansk devem ter dificuldades para votar. Ontem, o Estado visitou locais que deveriam servir como seções eleitorais em Donetsk, mas nenhuma estava aberta ou preparada.

Ao jornal francês Libération, Denis Puchiline, presidente autoproclamado da República Popular de Donetsk - movimento independentista que não tem o reconhecimento internacional -, disse que não proibirá a votação, mas não impedirá separatistas de fecharem seções eleitorais. "Quem quiser votar, votará", disse. "Mas muita gente vem nos pedir para impedir a eleição. É a população que fecha sozinha os locais de voto."

Segundo a pesquisa de opinião divulgada ontem, o empresário Petro Poroshenko tem 44% das intenções de voto, em primeiro lugar, à frente da ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko, líder do movimento revolucionário de 2004, com apenas 8% da preferência. Com exceção dos votos brancos e nulos, Poroshenko tem chances de ser eleito amanhã, dispensando a necessidade de um segundo turno.

ESTADAO

Re: Ucrânia

Enviado: Sáb Mai 24, 2014 1:55 pm
por FOXTROT

Re: Ucrânia

Enviado: Dom Mai 25, 2014 10:15 am
por hades767676
Na Ucrânia o vencedor será outro oligarca. Fizeram tanto escarcéu para ficar na mesma.

Re: Ucrânia

Enviado: Dom Mai 25, 2014 10:27 am
por hades767676
Minha história: ucraniano deixa família para se unir as forças separatistas
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014 ... ssia.shtml

Re: Ucrânia

Enviado: Seg Mai 26, 2014 6:10 am
por pt
Seja o que tenham feito, eles votaram, e embora não haja ainda relatórios dos organismos internacionais que verificaram a validade da votação, o número de incidentes que foram registados não coloca em causa o resultado.

O próprio Putin, declarou que aceitava o resultado da eleição.

Começam a cair as máscaras da mentira.
A extrema-direita, os tais nazistas, afinal têm uma expressão eleitoral pífia.

Só quem fosse muito burro, ou tivesse qualquer interesse pessoal (ou fosse adepto) na divulgação das mentiras, é que não percebia que os russos estavam a inventar nazistas em todo o lado.

O que é importante reter, é que mesmo com a Internet, é fácil a um regime ditatorial manter a lei da rolha e utilizar a mentira e a invenção de notícias absolutamente falsas para tentar manter a impressão de que se passa algo que na realidade não se passa.

Vimos nos últimos meses a aplicação da velha táctica dos criminosos nazistas:
MENTE, MENTE,MENTE, MENTE, MENTE MUITO, MENTE SEMPRE !
ALGUMA COISA VAI FICAR.

É claro, que quando há uma eleição, fica dificil manter a máscara.

Putin, ganhou a Crimeia, mas perdeu a Ucrânia. Ao perder a Ucrânia, enfiou a Russia nas mãos do Trono Imperial de Pequim.
A única coisa que tem, é o que tinha no inicio. A falsa sensação de segurança dada pelas armas de destruição macissa.

Esquecendo, que Hitler não tinha a bomba atómica, mas podia ter utilizado armas químicas (que também são de destruição macissa).
Mas nem Hitler, nes Estaline utilizaram a arma final, porque sabiam quais seriam as consequências.

Resta saber o que vai fazer a Europa, se vai fazer como fez o Obama, carregar no botão de «RESET».

Re: Ucrânia

Enviado: Seg Mai 26, 2014 8:50 am
por Clermont
Ao que parece, o tal "rei do chocolate" parece um elemento bem moderado. Também já fez parte de governos anteriores simpáticos à Rússia, e ele mesmo tem muito dinheiro investido lá, o que é um grande fator incentivador para desenvolver uma política de boa-vizinhança e não de confrontação.

Quem sabe, não é o começo do fim de toda esta bagunça e da volta à normalidade?

Re: Ucrânia

Enviado: Seg Mai 26, 2014 9:47 am
por FOXTROT
http://noticias.terra.com.br/mundo/euro ... 0RCRD.html

Presidente eleito começando com o pé esquerdo, disse que pretende manter o 1º ministro e seu grupo.

Saudações

Re: Ucrânia

Enviado: Seg Mai 26, 2014 10:31 am
por Marino
Enlil escreveu::?

25 de maio de 2014 at 23:46
Imagens curiosas da eleição ucraniana
Posted by Carcara

Circularam na internet hoje ao longo do dia duas imagens curiosas das urnas na eleição ucraniana.

Na primeira imagem, vemos em uma sessão eleitoral onde duas urnas de vidro (teoricamente lacradas) onde uma delas apresenta uma “organização” peculiar dos votos, em bloco.

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Nesta segunda, uma imagem extraída do youtube, vemos também duas urnas onde é possível ver o brasão do governo ucraniano, e novamente votos organizados (empilhados) dentro da urna que ainda estaria teoricamente lacrada.

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As imagens circularam em redes sociais, sites independentes, não há confirmação sobre a data ou origem das imagens, porém as suspeitas sobre o pleito ucraniano podem surgir agora.

http://www.planobrazil.com/imagens-curi ... ucraniana/


[]'s.

Re: Ucrânia

Enviado: Seg Mai 26, 2014 10:34 am
por Marino
Enlil escreveu:Jornalista britânico denuncia duplos padrões usados pelo Ocidente
Neil Clark escreve artigo irônico para criticar política exterior dos países ocidentais
24/05/2014 0h10

O famoso blogueiro e colunista britânico Neil Clark escreveu um curioso e sarcástico artigo para o canal de TV RT, Russia Today, convidando o público a refletir sobre uma série de hipotéticas situações em que diversos países veriam seus papéis invertidos na ordem dos recentes cenários internacionais.

Sempre prezando a imaginação e recorrendo ao lúdico, Neil Clark começa seu texto da seguinte maneira:

“Imaginem só se o governo democraticamente eleito do Canadá fosse derrubado por um golpe financiado pela Rússia, em que neonazistas e nacionalistas da extrema direita tivessem um importante papel. Se o novo ‘governo’ não eleito de Ottawa tivesse anulado a lei reconhecendo o francês como um idioma oficial. Se um oligarca de fortuna bilionária fosse nomeado chefe de Ottawa e o novo ‘governo’ assinasse um acordo de associação com um bloco comercial liderado pela Rússia.”

E ele continua: “Como reagiria o mundo se a Rússia tivesse gasto cinco bilhões de dólares na troca de ‘regime’ no Canadá e se a principal empresa de energia deste país tivesse aceitado em seu conselho de diretores o filho de um político russo de alto escalão.”

Seguindo esta mesma linha de raciocínio, Clark continua seu artigo passando por uma série de outras situações do cenário global envolvendo os Estados Unidos e seus aliados:

“Imaginem só se o governo sírio promovesse um encontro de ‘Amigos do Reino Unido’ – grupo de países que tivesse apoiado a derrubada violenta do governo de David Cameron. Se o governo sírio e seus aliados fornecessem uma ajuda multimilionária aos ‘insurgentes’ britânicos antigoverno. Se eles não tivessem condenado as ações desses ‘rebeldes’ apesar de estes terem matado cidadãos britânicos e explodido escolas, hospitais e universidades daquele país. Se o ministro das relações exteriores da Síria criticasse a realização de eleições no Reino Unido, tachando-as de ‘paródia da democracia’, e declarado que Cameron deveria renunciar ao seu cargo até a realização das eleições.”

Neil Clark vai adiante: “Imaginem se em 2003 a Rússia e seus aliados mais próximos tivessem iniciado uma invasão em larga escala de um país do Oriente Médio rico em petróleo, alegando que este país possuía armas de destruição em massa e representava uma ameaça ao mundo todo, e se, após isso tudo, nenhuma arma tivesse sido encontrada. Se quase um milhão de pessoas fossem mortas em decorrência de um derramamento de sangue iniciado após esta intervenção. Se passados 10 anos este país continuasse imerso no caos. Se as empresas russas enriquecessem com os trabalhos de reconstrução e recuperação decorridos de uma ‘troca de regime’ naquele país.”

“Imaginem só se os jornalistas russos, que tivessem acusado o tal país do Oriente Médio de possuir armas de destruição em massa, não se retratassem nem expressassem remorso frente às inúmeras mortes de cidadãos provocadas pela anexação. Se, pelo contrário, eles mantivessem seus bem pagos empregos e continuassem a fazer propaganda de guerras e intervenções ilegais em outros países independentes, além de atacar jornalistas honestos que preferem não mentir.”

“Imaginem se cerca de 40 pessoas protestando contra o governo central na Venezuela fossem queimadas vivas por extremistas pró-governo. Se após uma visita de Dmitri Medvedev e do chefe do serviço russo de inteligência a Caracas o governo da Venezuela promovesse uma nova operação militar contra manifestantes reivindicando a autonomia ou a federalização do país.”

“Imaginem se, após o fim da Guerra Fria, a Rússia tivesse continuado a cercar os Estados Unidos com suas bases militares por longos anos, enquanto insistisse em agregar o Canadá e o México para uma aliança militar russa. E se ainda no início deste mês a Rússia tivesse realizado exercícios militares em larga escala no território do México.”

“Imaginem só se vazasse na Internet uma conversa telefônica entre um alto representante do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia e o embaixador russo no Canadá, discutindo quem deveria e quem não deveria fazer parte do governo canadense. E se, em seguida, eles tivessem aprovado o candidato que deveria assumir o cargo de novo primeiro-ministro do país depois de uma ‘troca de regime’ financiada pela Rússia. E se, durante uma conversa telefônica, um alto representante da chancelaria russa tivesse feito comentários obscenos sobre a União Europeia, como o fez em fevereiro de 2014 a representante oficial do Departamento de Estado dos Estados Unidos Victoria Nuland em conversa telefônica com o embaixador americano em Kiev, Geoffrey Pyatt.”

“Imaginem só se líderes políticos russos tivessem frequentado protestos de rua contra duras medidas econômicas na Europa Ocidental, distribuindo biscoitos aos manifestantes e apoiando apelos à demissão do governo.”

Assim, Neil Clark propõe imaginar o que poderia acontecer se qualquer cenário proposto e descrito por ele tivesse realmente ocorrido. Na opinião do jornalista, a comparação destes cenários com fatos reais seria bastante instrutiva, ficando claro que alguma coisa não está certa com o mundo.

O jornalista explica que, se outros países tivessem se arriscado a promover muitas das ações feitas pelos Estados Unidos e seus aliados, eles teriam provocado uma indignação generalizada. Basta apenas trocar os nomes de alguns países para ver a clara existência de padrões duplos.

O jornalista garante que “se em 2003 a Rússia tivesse invadido um país do Oriente Médio rico em petróleo, assim como os Estados Unidos fizeram no Iraque, ela teria sido tomada por pária internacional e os jornalistas que tivessem feito a cobertura de tal guerra mentirosa teriam sido desacreditados para sempre. Os Estados Unidos, por sua vez, não sofreram quaisquer sanções. O Presidente George Bush e seu aliado mais próximo, o primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, até hoje não foram levados a julgamento por crimes de guerra”.

Na opinião de Clark, se a Rússia tivesse gasto cinco bilhões de dólares na derrubada de um governo democraticamente eleito no Canadá ou no México, levando ao poder uma junta militar pró-Rússia, em poucas horas os Estados Unidos teriam iniciado uma invasão militar em larga escala, e a imprensa ocidental ficaria justificando as ações de Washington como “uma resposta à agressão russa”. Acontece que algo parecido foi feito pelos Estados Unidos na Ucrânia, e essas mesmas pessoas, que ficariam condenando as ações da Rússia, saudaram a derrubada do legítimo governo ucraniano.

Neil Clark comenta: “Nós sabemos perfeitamente como os Estados Unidos reagiriam se outro país posicionasse armas nucleares próximo às fronteiras norte-americanas: em 1962, no período da crise dos mísseis de Cuba, o mundo ficou à beira de uma terceira guerra mundial. No entanto, a realização de exercícios militares da OTAN na Estônia, um país que faz fronteira com a Rússia, não é considerado uma provocação.”

Ao fim do artigo, Clark conclui que não há razões legais ou morais para afirmar que os Estados Unidos e seus aliados podem promover ações pelas quais outros países seriam condenados e punidos com sanções e/ou intervenções militares.

O jornalista destaca que a lei e os princípios internacionais de não intervenção nos assuntos internos de outros países deveriam ser aplicados igualmente a todos, independentemente do sistema político ou da forma de governo de cada país. “O governo britânico não tem mais direitos de intervir nos assuntos internos da Síria do que o governo sírio de intervir nos assuntos do Reino Unido. Os Estados Unidos não têm o direto de ‘mudar os regimes’ dos países que fazem fronteira com a Rússia. Assim como a Rússia não pode ‘trocar regimes’ nos países que fazem fronteira com os Estados Unidos.”

Em seu artigo, Neil Clark convida a criar uma nova forma de direito internacional, baseada no princípio de igualdade de todos os países soberanos. Assim ele conclui: “Se nós compreendermos como fazer com que esse sistema substitua o cinismo e a política de duplos padrões do Ocidente, o mundo poderá se tornar um lugar muito mais seguro.”




[]'s.

Re: Ucrânia

Enviado: Seg Mai 26, 2014 11:59 am
por pt
Entretanto o resultado da extrema-direita é provavelmente o mais significativo.

O glorificado Pravi Sektor, Setor-Direita, que controlava a Ucrânia com a mão de ferro do nazismo em nome do líder histórico Stepan Bandera, recebeu a gloriosa votação de 0.7%.

Em Portugal, no mesmo dia, o Partido dos Animais conseguiu 1.7% dos votos :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:



Quanto às irregularidades, há uma diferença tremenda.
Com 6000 observadores no terreno, que têm que responder aos padrões da OSCE, as irregularidades que existirem podem ser denunciadas.
Numa eleição vigiada as irregularidades são isso mesmo. Irregularidades que precisam ser analizadas. Nas votações à russa, o normal é a irregularidade e o voto trapaceiro, SEM POSSIBILIDADE DE VERIFICAÇÃO.


Na Ucrânia ocupada, o que tem que ser verificado, é a urna de voto, onde não havia votos pre-colocados, ou onde não se votou sem uma AK-47 encostada à cabeça.
Nos territorios controlados pela Russia fascista, a exceção É A REGRA.

É aí que está a dualidade de critérios.

Re: Ucrânia

Enviado: Seg Mai 26, 2014 12:06 pm
por hades767676
Praticamente ninguém no leste votou, aí fica o mesmo impasse de agora. O leste aceitara um governo eleito pelo oeste? Todos sabiam que o governo atual conta com membros da extrema direita. Ninguém nunca disse que eles ganhariam eleições. Os protestos do leste eram contra o governo atual e não futuros. Tem gente que não perde a mania ocidental de distorces fatos a seu favor.

Re: Ucrânia

Enviado: Seg Mai 26, 2014 1:11 pm
por FOXTROT
hades767676 escreveu:Praticamente ninguém no leste votou, aí fica o mesmo impasse de agora. O leste aceitara um governo eleito pelo oeste? Todos sabiam que o governo atual conta com membros da extrema direita. Ninguém nunca disse que eles ganhariam eleições. Os protestos do leste eram contra o governo atual e não futuros. Tem gente que não perde a mania ocidental de distorces fatos a seu favor.
Como assim?

Que eu saiba a eleição ocorreu na Ucrânia, é possível que alguma urna tenha sido colocado em território da Novarussia, mas isso não terá qualquer consequência para está nova república! :twisted:

A tendência, caso a Ucrânia reconheça as perdas territórias, é a situação se acalmar, aproximação com a UE e pleitos para recuperar as toneladas de ouro transportadas para Washington! :twisted: :twisted: :twisted:


Saudações

Re: Ucrânia

Enviado: Seg Mai 26, 2014 2:51 pm
por Penguin
Tudo depende de 25 de maio na Ucrânia
Thomas L. Friedman
25/04/201400h02

A palavra "maidan" significa "praça" em ucraniano e em árabe. E a "Maidan da Independência" de Kiev, assim como a "Maidan Tahrir" do Cairo, tem sido palco de uma espantosa explosão de aspirações democráticas.

As barricadas de pedras, pneus, vigas de madeira e carros queimados e empilhados, erigidas pelos revolucionários ucranianos ainda estão lá – na verdade, até parece que elas poderiam servir de cenário para uma encenação de "Os Miseráveis" – e as pessoas ainda depositam flores frescas nos santuários improvisados para as mais de 100 pessoas que foram mortas na Maidan pelo antigo, e agora deposto, regime da Ucrânia. Ao andar pela praça, porém, eu tentei explicar ao meu anfitrião local que, apesar de eu estar incrivelmente impressionado, atualmente muitos norte-americanos demonstram sentir uma "overdose de Maidan" – são muitas esperanças democráticas frustradas em praças demais espalhadas pelo mundo – do Afeganistão ao Irã, do Iraque ao Egito, da Síria à Líbia.

Esqueça isso, me dizem os ucranianos. A nossa revolução é diferente. Há verdadeiras raízes democráticas aqui, as instituições da sociedade civil funcionam e também existe o ímã da União Europeia bem do nosso lado. Com um pouco de ajuda, nós poderemos alcançar o sucesso.

Quanto mais eu aprendo sobre as coisas aqui da Ucrânia, mais eu acho que eles estão certos. Algo muito importante aconteceu aqui. Na verdade, eu acredito que o futuro da Ucrânia constitui um dos desafios de política externa mais significativos da presidência de Obama, pois o tema não apenas determinará o futuro da Ucrânia, como também o futuro da Rússia.

Seria bom se pudéssemos ter firmado um compromisso com o presidente Vladimir Putin, da Rússia, para permitir que a Ucrânia entrasse aos poucos para a União Europeia (UE) sem ameaçá-lo. O presidente Barack Obama tentou encontrar essa fórmula ganha-ganha. Mas Putin não está preocupado com ganha-ganha nesse caso. Ele está mais interessado em uma fórmula ganha-perde. Por isso, ele precisa perder – pelo bem da Ucrânia e da própria Rússia.

Mas fazer isso não vai ser moleza. Nós e nossos aliados europeus terão que superar nossa sensação de overdose e os ucranianos terão que se unir mais do que nunca. O primeiro teste virá em 25 de maio, quando a Ucrânia realizará suas eleições presidenciais. Putin está trabalhando para evitar ou desacreditar essas eleições ao bombardear o leste da Ucrânia, que é mais pró-Rússia, com propaganda informando que o movimento da Maidan foi liderado por "fascistas" e ao usar seus agentes e capangas encapuzados locais para manter as turbulências na região para que as pessoas não vão votar.

Nosso trabalho é afastar Putin da Ucrânia para que as eleições possam ocorrer tranquilamente. Isso pode exigir a adoção de mais sanções agora. O trabalho dos ucranianos é garantir a relevância das eleições ao elegerem uma pessoa decente e inclusiva, que irá trabalhar para garantir a unidade da Ucrânia e para eliminar a corrupção do país. Nós podemos deter Putin, mas apenas os ucranianos podem ameaçar a legitimidade do presidente russo. Se a maioria dos ucranianos votarem em uma eleição livre para acelerar seu processo de aproximação da Europa e de distanciamento de Moscou, Putin terá um problema real. Esse seria um enorme revés para a visão distorcida do presidente russo – vindo diretamente de um vizinho.

Daria Marchak, uma jovem repórter que cobre a área de negócios na Ucrânia, me explicou por que os jovens ucranianos estão tão desesperados para que o país entre para a UE. "Até 2011, havia uma sensação de melhora por aqui", disse ela. Mas o último governo era tão corrupto, corrupto em escala industrial, que as pessoas sentiram como se "nós estivéssemos voltando para trás". E, então, quando aquele governo antigo disse que estava abandonando a ideia de fazer a Ucrânia entrar para a UE a aderindo à União Eurasiana de araque criada por Putin, foi a gota d'água.

"As pessoas acreditavam que, se nós entrássemos para a união aduaneira de Putin, o sistema corrupto do país seria consolidado para sempre", disse Marchak, e os jovens não teriam futuro. O desespero deles para aderir à União Europeia está ligado à esperança de que isso levará ao que eu chamo de "globalução" – uma revolução que vem de fora –, que fará com que a UE imponha aos políticos ucranianos padrões de transparência que os jovens daqui simplesmente não são capazes de impor. A UE "será o instrumento da mudança", disse ela.

Mas para que a Ucrânia se una e entre para a UE será necessário um presidente com uma visão inclusiva para integrar o Leste e o Oeste do país, disse Oleh Levchenko, ativista político da Maidan.

"O maior problema que temos hoje é a ausência da mensagem certa – uma mensagem capaz de unir o Leste e o Oeste", disse ele. "Portanto, esse não é um problema de Putin. É o nosso fracasso. Ninguém criou uma visão unificadora para o futuro".

Na verdade, a Ucrânia tem uma espécie de "doença da Praça Tahrir". Os revolucionários de Kiev foram incrivelmente corajosos. Mas, assim como no Egito, eles ainda não traduziram suas aspirações – relacionadas a um futuro inclusivo, pró-UE e sem corrupção – em seus próprios partidos políticos ou candidatos nacionais que poderão ganhar as eleições e governar. Por isso, os oligarcas antigos estão preenchendo esse vácuo. Alguns deles são decentes, mas a Ucrânia precisa fazer mais e melhor.

Olena Litvishko, da Iniciativa Ucraniana para os Protestos Pacíficos, me disse que o que a revolução da Maidan fez foi elevar "um estrato da sociedade civil e as empresas que demonstraram ter energia para realizar mudanças, mas não possuem os instrumentos para realizar essas mudanças". Eles não têm partidos políticos verdadeiros baseados em uma ampla agenda compartilhada. "Eles não conhecem seus direitos, e os nossos políticos não querem que eles os conheçam".

Em resumo: os ucranianos foram muito corajosos ao darem à luz seu próprio movimento por uma democracia limpa, pois estavam fartos do status quo. Mas Putin não é capaz de tolerar uma democracia bem sucedida e voltada para o Ocidente aqui na Ucrânia, e os jovens ucranianos não podem viver sem ela. Dessa maneira, para que essa democracia seja bem sucedida, nós precisamos garantir que Putin não a matará em seu berço. E os ucranianos precisam garantir que seus políticos da velha guarda não a matarão antes que ela aprenda a caminhar com as próprias pernas.

Re: Ucrânia

Enviado: Seg Mai 26, 2014 7:49 pm
por EDSON
É isso que acontece quando a Guarda de Kiev vai pro leste da Ucrânia.