AVIBRAS

Assuntos em discussão: Exército Brasileiro e exércitos estrangeiros, armamentos, equipamentos de exércitos em geral.

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Re: AVIBRAS

#1801 Mensagem por Alitson » Seg Abr 21, 2014 7:01 pm

Lywis escreveu:
luidpossan escreveu:Imagem
Imagem
lançamento do AV-MT 300
Onde? Quando? As imagens estão em qual sítio? Ou é montagem?
Ao Harpoon sim, mas longe do SLAM-ER

Imagem




A&K M249 MK.I
G&P M4 CARBINE V5
G&P M4A1
G&P M16A3+M203
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KING ARMS M4CQB
STARK ARMS G-18C GBB
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Re: AVIBRAS

#1802 Mensagem por luidpossan » Seg Abr 21, 2014 9:37 pm

fotos do lançamento tiradas do site http://www.defesaaereanaval.com.br/?p=40868




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Re: AVIBRAS

#1803 Mensagem por gogogas » Seg Abr 21, 2014 9:46 pm

Tem um vídeo do EB que mostra um lançamento de um míssil são poucos segundos ...




Gogogas !
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Re: AVIBRAS

#1804 Mensagem por Lywis » Seg Abr 21, 2014 10:44 pm

Do matador para um poderoso míssil anti-navio nacional será um pulo!




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Re: AVIBRAS

#1805 Mensagem por denilson » Ter Abr 22, 2014 1:39 pm

Para a versão aérea, basta retirar o booster, colocar a interface com a aeronave, alguns teste e pronto (como se fosse simples assim).




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Re: AVIBRAS

#1806 Mensagem por henriquejr » Ter Abr 22, 2014 7:08 pm

Sou completamente leigo no assunto, mas acho que, por ser um míssil de cruzeiro, o MTC deveria ter asas para voo de cruzeiro, como seus congeneres. Creio que isso aumentaria bastante a sustentação e consequentemente o alcance.




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Re: AVIBRAS

#1807 Mensagem por denilson » Ter Abr 22, 2014 7:20 pm

Mas ele está sem Asas?




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Re: AVIBRAS

#1808 Mensagem por henriquejr » Ter Abr 22, 2014 7:30 pm

denilson escreveu:Mas ele está sem Asas?
Denilson, ele tem, atualmente, uma configuração parecida com a do AGM-88 Harpoon, que é um míssil antinavio. Para alcances de 200km a 300km não deixa de ser uma configuração bem comum em outros mísseis, como o próprio Harpoon, RBS-12, etc...mas se a intenção é no futuro termos um míssil de cruzeiro com alcance maior que 500km, creio que o ideal seria adicionar asas para voo de cruzeiro, a exemplo do SLAM-ER, que é um Harpoon com alcance estendido, entre outras capacidades.




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Re: AVIBRAS

#1809 Mensagem por Brasileiro » Ter Abr 22, 2014 9:49 pm

Uma questão de disponibilidade de espaço também ajudaria a explicar o tipo de asa escolhido para o MTC-300.

Asas convencionais ficam ou alojadas dentro do corpo do míssil (como o Tomahawk), o que poderia tomar do espaço interno reservado ao combustível. Ou ficam encaixadas do lado de fora, como o SLAM-ER, porém, aparentemente o nosso míssil por si já utiliza o máximo de espaço que o lançador Astros-2020 permite.
Mas se pensarmos numa versão aero-lançada, onde há mais espaço do que uma caixa de metal, talvez faça sentido adotar um par de asas convencionais.

Em termos de aerodinâmica, não sei dizer, mas acredito que as asas cruciformes são melhores em velocidades mais altas. O colega Leandro G. Card poderia explicar isto melhor 8-]


abraços]




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Re: AVIBRAS

#1810 Mensagem por denilson » Qua Abr 23, 2014 9:36 am

henriquejr escreveu:
denilson escreveu:Mas ele está sem Asas?
Denilson, ele tem, atualmente, uma configuração parecida com a do AGM-88 Harpoon, que é um míssil antinavio. Para alcances de 200km a 300km não deixa de ser uma configuração bem comum em outros mísseis, como o próprio Harpoon, RBS-12, etc...mas se a intenção é no futuro termos um míssil de cruzeiro com alcance maior que 500km, creio que o ideal seria adicionar asas para voo de cruzeiro, a exemplo do SLAM-ER, que é um Harpoon com alcance estendido, entre outras capacidades.
Exatamente, o AV/MT-300 foi feito para ter um alcance em torno de 300 km, e essa configuração deve ter sido a que obteve melhor desempenho, lembrando que o primeiro desenho do míssil era exatamente com as "asas" que tu esta querendo. Para uma maior autonomia, primeiro temos que ter a vontade das forças armadas para isso, depois sim teremos que ter mais espaço para combustível, coisa que o Brasileiro deu algumas dicas sobre essa relação espaço/combustível/asas. Esse míssil foi feito para ser lançado de um contêiner com as dimensões compatíveis com o sistema ASTROS, entendo que quando quisermos algo com maior alcance provavelmente ele não sera compatível com as dimensões do ASTROS, ou teremos que escolher uma cabeça de guerra menor, mas melhor mesmo seria termos uma turbina com um consumo de combustível muito menor.
Abraço




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Re: AVIBRAS

#1811 Mensagem por LeandroGCard » Qua Abr 23, 2014 10:06 am

Brasileiro escreveu:Uma questão de disponibilidade de espaço também ajudaria a explicar o tipo de asa escolhido para o MTC-300.

Asas convencionais ficam ou alojadas dentro do corpo do míssil (como o Tomahawk), o que poderia tomar do espaço interno reservado ao combustível. Ou ficam encaixadas do lado de fora, como o SLAM-ER, porém, aparentemente o nosso míssil por si já utiliza o máximo de espaço que o lançador Astros-2020 permite.
Mas se pensarmos numa versão aero-lançada, onde há mais espaço do que uma caixa de metal, talvez faça sentido adotar um par de asas convencionais.

Em termos de aerodinâmica, não sei dizer, mas acredito que as asas cruciformes são melhores em velocidades mais altas. O colega Leandro G. Card poderia explicar isto melhor 8-]


abraços]
Na verdade este é um assunto que eu mesmo ainda preciso pesquisar mais. Eu tenho um texto bem completo sobre o projeto aerodinâmico de mísseis, mas ainda não tive a paciência de ler... :oops: . De qualquer forma, o que sei é o seguinte:

Em princípio o uso de asas como no Tomahawk ou SLAM-ER é mais eficiente em termos de relação tamanho/peso/alcance. Elas tem melhor relação sustentação/arrasto, menor peso para uma dada área de sustentação e muito menor arrasto induzido do que as aletas cruciformes (embora isso seja menos importante em velocidades mais altas). Por outro lado elas criam uma assimetria com relação ao controle de atitude (o míssil passa a ter comportamento diferente em arfagem, guinada e rolamento, com interferência de um movimento no outro), o que complica suas manobras. Por isso todos os mísseis que buscam o máximo alcance usam asas, ao passo que os que se preocupam com manobralidade utilizam aletas independentemente do alcance pretendido.

No caso de mísseis de cruzeiro em geral o alcance é prioritário com relação à capacidade de manobra (pois os alvos em geral são fixos) e por isso se privilegiam as asas. Já nos demais (inclusive muitos dos anti-navio) a manobralidade é importante, e se privilegiam as aletas. No caso do AVMT, ele em princípio é um míssil de cruzeiro, e suas primeiras configurações divulgadas utilizavam asas, o que é natural. Mas agora que o projeto avançou foi adotada a configuração com aletas, provavelmente porque o alcance está limitado por outras razões (MTCR) e com o uso de uma turbina alcançar 300 Km é fácil com qualquer configuração, assim a maior facilidade de controle das aletas deixa o projeto mais flexível para diversas aplicações (como por exemplo versões anti-navio com alta capacidade de manobra terminal).


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Re: AVIBRAS

#1812 Mensagem por luidpossan » Qua Abr 23, 2014 11:03 am

uma duvida, essa configuração do matador não teria a vem com sua velocidade, os outros misseis tem asas pois sua velocidade não é muito elevada, ficando em torno de 900kmh, o nosso poderia ter uma velocidade bem maior então não teria necessidade de ter asas.




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Re: AVIBRAS

#1813 Mensagem por LeandroGCard » Qua Abr 23, 2014 12:17 pm

luidpossan escreveu:uma duvida, essa configuração do matador não teria a vem com sua velocidade, os outros misseis tem asas pois sua velocidade não é muito elevada, ficando em torno de 900kmh, o nosso poderia ter uma velocidade bem maior então não teria necessidade de ter asas.
As questões sobre o uso de asas ou aletas em mísseis supersônicos são as mesmas que em mísseis subsônicos, embora muitos detalhes de projeto mudem. Veja que enquanto um Brahmos ou um Moskit utilizam aletas, o KH-22 ou o Perseus utilizam pequenas asas.

Se a velocidade especificada para o AVMT fosse maior o míssil poderia ter asas ou aletas bem menores, ou nem ter nenhuma e utilizar apenas o body-lift. Mas aí surgiriam outros problemas, como o consumo maior de combustível e a necessidade de tomadas de ar supersônicas para a turbina, complicando o projeto em uma área em que os engenheiros brasileiros tem pouca experiência (vôo supersônico) e aumentando o seu tamanho para uma dada carga/alcance. O tamanho e a forma do bordo de ataque das aletas mostradas nas últimas imagens do AVMT não parecem adequadas para velocidades supersônicas, pois tem além de muito grandes elas tem enflexamento muito baixo, o que causaria interferência com a onda de choque. Creio que este tipo de desenvolvimento deve ficar para uma etapa posterior.


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Re: AVIBRAS

#1814 Mensagem por Marechal-do-ar » Qua Abr 23, 2014 7:20 pm

No vôo supersônico a vantagem das asas em relação as aletas diminui, elas ainda tem melhor relação sustentação/arrasto mas não tanto.

Dos mísseis que usam aletas muitos deles também tem trajetória balística, não dependem de sustentação nenhuma além do empuxo do motor.




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Re: AVIBRAS

#1815 Mensagem por Poti Camarão » Sáb Mai 03, 2014 11:09 am

Exército lança 31 foguetes durante treinamento na Barreira do Inferno

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O Exército brasileiro concluiu a operação Astros 2020 esta semana. A ação foi um treinamento realizado no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) em parceria com a empresa Avibrás. Durante a oparação, que durou cinco dias, 31 foguetes foram lançados. O CLBI fica em Parnamirim, município da Grande Natal.

Em nota emitida pelo Exército, o diretor do CLBI, coronel aviador Maurício Lima de Alcântara, elogiou a ação. “A operação foi bastante satisfatória e serviu para manter a operacionalidade do Centro”, comentou.

Durante a operação, foram lançados quatro foguetes de calibres diferentes – o SS09TS, o SS30, SS40 e o SS80 -, que são usados na área de defesa pelo Exército em apoio e artilharia. Ao todo, 247 pessoas envolveram-se nas atividades - entre militares do CLBI e do Exército e servidores da Avibrás.

Segundo Ricardo de Oliveira Pinto, gerente do Departamento de Engenharia de Desempenho de Sistema da Avibrás, o trabalho realizado no CLBI foi bastante cooperativo: “os resultados alcançados foram suficientes para obtermos os dados necessários sobre o rastreio e a qualidade desse rastreio”.

A Operação Astros 2020 foi a primeira realizada este ano pelo CLBI. O treinamento consiste na preocupação do Centro com a formação de pessoal qualificado para futuras operações. “Durante as atividades de lançamento, várias estações estão em funcionamento. Nós, então, treinamos o nosso pessoal em todas as fases envolvidas, que vão da identificação até a coordenação de lançamento”, disse o capitão José Roberto Pereira da Silva, chefe da Divisão de Operações do CLBI.




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