INFANTARIA DE SELVA

Assuntos em discussão: Exército Brasileiro e exércitos estrangeiros, armamentos, equipamentos de exércitos em geral.

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Re: INFANTARIA DE SELVA

#181 Mensagem por FCarvalho » Sáb Jan 11, 2020 10:53 am

Olá Robson.

Para ser bem honesto, pensava que a Avex sequer utilizasse Brigada como organização.
Mas se é assim, podemos imaginar então pelo menos os três Bavex que comentei.
O que acho estranho é chamar de brigada uma OM com apenas 2 SUnd, como fazem aqui.
Torço para que a substituição dos BH e Cougar proveja uma solução de curto prazo que favoreça diretamente o CMA/CMN.
E há opções para isso, tanto econômicas como operacionais e técnicas. Formar três Bavex aqui é questão menos de tecursos do que de vontade.

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Re: INFANTARIA DE SELVA

#182 Mensagem por gabriel219 » Sáb Jan 11, 2020 1:18 pm

RobsonBCruz escreveu: Sáb Jan 11, 2020 9:48 am
gabriel219 escreveu: Sex Jan 10, 2020 1:28 pm O problema não é a quantidade de GU's, mas das U's. Brigadas com 1 Batalhão, dois Batalhões...

O mais concreto seria deixar todas essas Brigadas Quartenárias.

Não entendo o sentido de uma Bda Aeromóvel na Região, vejo um valor muito maior transformar a 10ª Bda em Aeromóvel, se fosse pra escolher, claro.
As brigadas de Infantaria de Selva são basicamente compostas por duas OM de combate: uma unidade híbrifa Comando de Fronteira/Batalhão de Infantaria (CF/BIS), que fica bem próximo da linha de fronteira e compõem os PEF, e um BIS propriamente, que fica mais a retaguarda como reserva para atuar no ponto da fronteira em que ocorrer a necessidade, após o "alarme" e primeiro combate dados pelo CF/BIS. Algumas Bda Inf Sl possuem mais de um CF/BIS (16ª e 17ª).

Exceção é a 23ª Bda Inf Sl de Marabá - PA, que não tem "encargo" de segurança de fronteira, e por isso é completa e compõe a força estratégica da FT.

Conforme já expus em outro tópico em outro momento, não é o modelo que defendo.
Não sabia disso, obrigado pela informação!

Nem eu defendo, seria mais interessante que elementos de fronteira, divididos em três níveis - Nível I sendo um Elemento de Fronteira com cerca de 30/46 homens, Nível II com algo entre 80/120 homens e Nível III com algo entre 150/200 homens, sendo este com apoio de blindados -, deixando as Brigadas (todas elas) como estruturas de combate, com Forças Quartenárias.

Uma Bda Aeromóvel na região seria interessante, mas creio que uma Aeromóvel no Nordeste seja mais urgente, ainda mais se essas Bda's fossem especialistas em combate de zona urbana.




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Re: INFANTARIA DE SELVA

#183 Mensagem por cabeça de martelo » Ter Mai 05, 2020 6:29 am

It's a jungle warfare course unique in the nation and it's hidden in central Oahu

Imagem
WAHIAWA, OAHU (HawaiiNewsNow) - Hidden in central Oahu is a military range run by the Army's 25th Infantry Division. The focus: Teaching soldiers jungle warfare.

"A lot of the training we provide is realistic and is applicable in the event that they ever have to find themselves operating in a jungle environment," said staff Sgt. Michael Johnson, an instructor who teaches soldiers a skill-set the Army once valued then abandoned.

Lightning Academy Commander Capt. Matthew Jones said since the United States has been militarily involved in the Middle East, "we kind of lost our fundamentals and our knowledge about how to fight in a jungle."

But since 2013, the military has pivoted back to jungle training.

The 25th Infantry Division's Jungle Operations Training Course is the only one of its kind on U.S. soil.

Soldiers learn to traverse mountainous terrain, and slog through streams.

"Not only is the enemy a threat, the environment's a threat, too," Johnson said.


By Jim Mendoza | May 12, 2017 at 9:33 PM HST - Updated August 12 at 3:30 AM
WAHIAWA, OAHU (HawaiiNewsNow) - Hidden in central Oahu is a military range run by the Army's 25th Infantry Division. The focus: Teaching soldiers jungle warfare.

"A lot of the training we provide is realistic and is applicable in the event that they ever have to find themselves operating in a jungle environment," said staff Sgt. Michael Johnson, an instructor who teaches soldiers a skill-set the Army once valued then abandoned.

Lightning Academy Commander Capt. Matthew Jones said since the United States has been militarily involved in the Middle East, "we kind of lost our fundamentals and our knowledge about how to fight in a jungle."

But since 2013, the military has pivoted back to jungle training.

The 25th Infantry Division's Jungle Operations Training Course is the only one of its kind on U.S. soil.

Soldiers learn to traverse mountainous terrain, and slog through streams.

"Not only is the enemy a threat, the environment's a threat, too," Johnson said.


To maneuver through the jungle, soldiers learn to overcome obstacles. The mobility training includes rappelling down cliffs, including a 75-foot drop.

"Not only are they learning a valuable skill of being able to rappel, they also get a little confidence boost that eliminates that fear of heights," Johnson said.

Water training forces participants to cross rivers over ropes or on packs and ponchos fashioned into flotation devices.

There's a combat course, too, and soldiers also learn basic survival skills, like trapping food, purifying water, and starting a fire.

Instructors incorporate techniques learned at jungle training sites in France and Brazil.

"Part of our mission is to serve as the U.S. Army's premier Pacific training venue," Jones said.

The soldiers who enroll are mostly from the 25th Infantry Division, but members of other military branches and instructors from jungle schools in other parts of the world have gone through the three-week training, which is no walk in the park.

"There's surprise at how hard it is," Jones said.

For now, jungle training is voluntary and participants either pass or fail.

:arrow: https://www.hawaiinewsnow.com/story/354 ... tral-oahu/




"Lá nos confins da Península Ibérica, existe um povo que não governa nem se deixa governar ”, Caio Júlio César, líder Militar Romano".

O insulto é a arma dos fracos...

https://i.postimg.cc/QdsVdRtD/exwqs.jpg
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Re:

#184 Mensagem por Henrique Brito » Seg Mai 18, 2020 3:54 pm

Guerra escreveu: Qui Jan 25, 2007 5:04 pm
jauro escreveu:
Visita tudo bem! Agora "para se aprimorar nos conhecimentos militares daquele país" é outra coisa.
Isso ficou para o futuro.

Conhecimento auferidos pela 1ª comitiva militar do Exército Brasileiro ao Vietnã


A vivência prática acumulada pelas Forças Armadas Vietnamitas, ao longo de dois séculos de guerra, adquirida nos Teatros de Operações (TO), contra poderosos e diferentes inimigos, fez com que a Nação do Vietnã passasse a ser conhecida mundialmente.

Para contrapor-se às políticas imperialistas dos países do continente asiático e ao domínio colonialista e expansionista das grandes potências ( respectivamente: na Idade Antiga, com a invasão dos mongóis; na Idade Média, com a violação do seu território pelos chineses e japoneses; na Idade Moderna, com a tentativa de colonização dos franceses e , finalmente, na Era Contemporânea, com a invasão do império norte-americano), as Forças Armadas Vietnamitas desenvolveram uma Doutrina Militar própria: a Doutrina do Combate de Longa Duração.

As Forças Vietnamitas, ao longo dos tempos, travaram inúmeros combates em que impuseram derrotas a potências militares incotestavelmente superiores, utilizando-se da Doutrina do Combate de Longa Duração. Isto permitiu e possibilitou o desenvolvimento de técnicas e táticas de Combate de Resistência, nos níveis estratégico e tático.

Considerando esse contexto, e visando a uma aproximação com a nação Vietnamita, em particular com as suas Forças Armadas, a Força Terrestre do Brasil, por proposta do Comando de Operações Terrestres ( COTer), planejou a criação da 1ª Comitiva Militar do Exército Brasileiro, enviada posteriormente em visita ao Vietnã.

A missão precípua da comitiva era buscar, inicialmente, uma aproximação com a Força Terrestre Vietnamita, tendo por finalidade agendar, em futuro próximo, visitas e reuniões de intercâmbio doutrinário em que seriam trocados conhecimentos militares nos níveis estratégico, operacional e tático, com ênfase nas áreas de inteligência, operações e emprego de tropa ( pequenas frações) em região de cobertura vegetal ( floresta tropical).

Do estudo prévio realizado pela comitiva e de comum acordo com o Secretário Geral da Embaixda do Vietnã, organizou-se um roteiro para a visita oficial.

A comitiva desembarcou, inicialmente, na capital Hanói, centro político daquele país, permanecendo naquela cidade por três jornadas, tendo cumprido a seguinte agenda: audiência oficial com o Embaixador Alcides Prates, na Embaixada Brasileira; visita à cidade de Há Long Bay e ao Museu do então Presidente Ho Chi Minh. Visitou, ainda, duas Grandes Unidades, os Quartéis-Generais da Forças Armadas Vietnamitas e da 308º Divisão de Exército, e o Museu de História Militar.

Na quarta jornada, a comitiva se deslocou para a cidade de Ho Chi Minh, antiga Saigon, centro econômico do país, permanecendo por três jornadas, onde visitou o Quartel-General da 7ª Zona Militar, o Museu de História da 2ª Guerra da Indochina ( Guerra do Vietnã) e os túneis subterrâneos de “ Cu Chi”.

Fazendo uma retrospectiva da visita, poder-se-ia apresentar, inicialmente, com a finalidade de ambientar o leitor deste artigo, as características da área.

O Vietnã está localizado na penísula da Indochina, nome consagrado em função da situação geográfica dos países que estão situados entre a Índia e a China.

O Vietnã está incrustado no epicentro da Ásia. Ao norte, faz fronteira com a República Popular da China; a leste, liga-se à Ásia Insular; e a oeste, faz fronteira com o Laos e o Camboja.

Sua formação é alongada de norte para sul, tomando um formato semelhante à letra “S” sendo o norte mais largo, estreitando-se à medida que se aproxima da parte meridional do país.

Pode-se comparar as dimensões territoriais do Vietnã, que apresenta uma área de 329.566 km2, ao estado de Goiás, que possui uma área de 341.289 km. A orografia vietnamita assemelha-se ao relevo da Região do Estado do Rio de Janeiro, com uma zona de planície costeira ao longo dos 3000 Km de litoral, esbarrando com a Serra de Anamita mais ao interior do país, muito semelhante à Serra do Mar brasileira, onde predomina uma vasta área montanhosa sob cobertura vegetal.

A hidrografia do Vietnã apresenta duas grandes bacias: uma localizada ao norte do rio Vermelho; e outra, ao sul, com um grande emaranhado de canais: a bacia do Delta do rio Mekong.

O clima é Equatorial com intensas chuvas, muito semelhante ao clima dominante na Região Amazônica, com eventuais furacões e fortes tempestades na Região do Pacífico Sul.

A vegetação abriga um tipo de floresta tropical idêntica à cobertura vegetal da Região Amazônica.

O litoral ao norte é escarpado, com formações de corais e águas calmas, enquanto o litoral sul é plano, com grande extensões de praias, sendo o mar extremamente agitado, apresentando onda fortes e gigantescas.

Pode-se afirmar que o Vietnã possui as mesmas características geográficas do Brasil, no que se refere aos aspectos de geologia, orografia, hidrografia, clima, vegetação e o litoral, pois apresenta uma posição relativa entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio, próximo à linha do Equador.

Quanto às peculiaridades históricas, o que chamou a atenção da comitiva foi o envolvimento da Nação Vietnamita em inúmeras guerras, desde a Idade Antiga até a Era conteporânea.

Uma das características inegáveis da história do Vietnã, claramente reconhecida pelos historiadores, é que, desde a fundação do primeiro Estado Vietnamita ( no sécilo II A.C. com a Disnastia Qin), até 1975 ( fim da Guerra do Vietnã), a Nação conviveu com a ocupação estrangeira; consequentemente, lutou incessante e incansavelemente.

O Marco inicial da formação da nação do Vietnã deu-se com a guerra de resitência incrementada contra a Dinastia Qin ( 215-210 A.C) e só veio a ser consolidada com o término do colonialismo francês, na célebre batalha de Diên Bieên Phu em 1954.

Foram 22 séculos de guerra contra mongóis, japoneses, chineses, frnceses e norte-americanos. Ao longo deste vasto período de guerras, a Nação Vietnamita criou uma doutrina militar própria de combate de residtência, aprimorando-a, aperfeiçoando-a e adaptando-a ao longo do tempo conforme o inimigo ou potência que enfrentou.

A chamada Geurra da Indochina, travada desde 1946 até boa parte da segunda metade do século XX, é a que mais chama a atenção dos estudiosos dos conflitos do após II guerra Mundial 9II GM).

A Guerra da Indochina é alvo de estudos nos bancos escolares de muitos estabelecimentos de ensino militar, em função de vários aspectos: pelo fato de ser o conflito bélico mais longo após a II GM; pelo incremento de táticas e técnicas de combate empregadas por ambos os exércitos rivais, com uso de pequenas frações e de tropa especiais; pela aparição e utilização de novas armas; pelos combates travados nos mais diferentes tipos de terreno, com combates em áreas urbanas e rural, de montanha e de selva, além dos combates em localidade; pela crueldade dos combates, etc.

A Guerra da Indochina divide-se em duas guerras distintas: a 1ª e a 2ª Guerra da Indochina respectivamente, também chamadas de Guerra Vietmin ( que durou de 1946 até 1954), contra as Forças Armadas Francesas; e a Guerra Vietcong, ou Guerra do Vietnã ( que durou de 1964 até 1975), contra as Forças Armadas norte-americanas.

Descrever qualquer aspecto da história militar do Vietnã e não fazer menção ao ilustre e maior estrategista de guerra de resistência da era moderna, General VO NGUYEN GIAP, seria deixar de relembrar o pai, criador e mentor da “ Guerra de Longa Duração”.

Podem-se resumir os feitos do General Giap na 1ª Guerra da Indochina, nas célebres palavras do então general Christian de Castries, das Forças Armadas Francesas, comandante da fortaleza de “ Dien Bien Phu”, que resistiu ao cerco vietnamita por 169 dias.

“ O mais doloroso para a honra nacional dos franceses é que a nossa derrota deu-se frente a gente nanica que combatia com sandálias de borracha e comia arroz com as mãos e seu comandante era ainda menor do que seus comandados, medindo apenas metro e meio”.

Descrever em poucas palavras a 2ª Guerra da Indochina ( Guerra do Vietnã) seria lembrar o artifício utilizado pelas forças vietnamitas na criatividade da construção de 250 Km de túneis subterrâneos não contínuos, criando e incrementando novas técnicas e táticas de combate.

Os famosos túneis de “ Cu Chi” fizeram a diferença no teatro de operações no Vietnã, ferramenta sábia e inteligente que foi utilizada pelos estrategistas vietnamitas contra aas tropas norte-americanas.

Os combatentes vietnamitas, com tipo físico franzino diante dos soldados americanos de estatura e envergadura muito superior, souberam explorar esta vantagem marcante, o que lhes permitiu camuflar e ocultar suas pequenas frações ( grupos de comabte) em verdadeiros “bunkers” subterrâneos, locais onde jamais os americanos ousaram pisar, muitos menos penetrar.

Também não se poderia deixar de lembrar o grande feito em matéria de apoio logístico incrementado pelas tropas vietnamitas.

A famosa “ trilha de Ho Chi Minh”, por onde eram transportados cerca de 60 toneladas de suprimentos por mês, das mais diversas classes, numa distância aproximada de 1600 km, foi sem sombra de dúvida, fator de desequilíbrio no comabte, o que possibilitou a vitória das Forças Armadas Vietnamitas.

Finalmente, e como conclusão deste artigo, pode-se-ia afirmar que, a par dos ensinamentos auferidos pela comitiva que visitou o vietnã, no ano próximo passado, o primeiro passo do nosso objetivo foi alcançado, o de consolidar uma aproximação com as Forças Armadas Vietnamitas, visando a uma integração e troca de conhecimentos sobre a Doutrina de Resistência. Fruto de nossa visita, o Governo do Vietnã, já incrementou e implantou uma Aditância militar junto à embaixada Vietnamita em Brasília.


Coronel Luiz Alberto Alves Rolla

Comando Militar do Nordeste
Existem muitas tropas afamadas em combate na selva, como Brasil, Colômbia, Equador, Indonésia, Filipinas, Tailândia, Birmânia, mas sem dúvida, os melhores, provado em combate, são os vietnamitas.

Deixemos de ser ufanistas.




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Re: INFANTARIA DE SELVA

#185 Mensagem por Henrique Brito » Seg Mai 18, 2020 4:13 pm

gingerfish escreveu: Seg Nov 10, 2014 11:06 pm Imagem

De 12 em ambiente de selva? Isso é bom ou ruim? Por quê?
Excelente para uso do esclarecedor.

O ambiente de selva é fechado, muito diferente de desertos ou savanas onde você avista o inimigo a distância, na selva, muitas vezes você só avista o inimigo quando ele está muito próximo, e a movimentação na selva também é mais difícil, entao a resposta tem que ser muito mais rápida e certeira que em outros ambientes, logo o uso da 12 é muito adequado pois com os estilhaços da sua munição se espalhando na direção do inimigo, somando-se a a sua proximidade e dificuldade de locomoção, faz com que o nível de acerto neste primeiro disparo seja muito alto.




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Re: INFANTARIA DE SELVA

#186 Mensagem por Henrique Brito » Seg Mai 18, 2020 4:17 pm

jauro escreveu: Qua Nov 25, 2015 3:55 pm Estágio de Operações na selva para o Exército Chinês

Pequim (China) – De 26 de outubro a 17 de novembro, uma equipe composta pelo Capitão Charles Paulo Araújo, do 1º Batalhão de Infantaria de Selva; pelo Capitão Derek Rondon Brasil, do Centro de Instrução de Guerra na Selva; pelo Subtenente Mário Pacheco Cordeiro Alves, do Comando de Fronteira de Roraima e 7º Batalhão de Infantaria de Selva; e pelo Subtenente Clemilson Alves de Lima, da Companhia de Comando da 12ª Região Militar, ministrou um Estágio de Operações na Selva para um efetivo de 50 Cadetes de Forças Especiais, na Academia de Forças Especiais do Exército Popular de Libertação, situada na cidade de Guangzhou, na China.

O Estágio constou de mais de 200 horas de instrução, distribuídas em quatro fases: Vida na Selva, Técnicas Especiais, Módulo Didático de Patrulha e Operações. Essa foi a primeira participação de uma equipe de instrutores de Operações na Selva do Brasil em solo chinês.

Fotos: ADIEx China

http://www.eb.mil.br/web/midia-impressa ... _count%3D3
Me lembrei que a China venceu a segunda competição internacional de patrulhas na selva organizada pelo Exército Brasileiro, a primeira o Brasil venceu.

É o que dá, ficar repassando conhecimento nacional aos estrangeiros.




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Re: INFANTARIA DE SELVA

#187 Mensagem por Ckrauslo » Seg Mai 18, 2020 8:23 pm

Não passamos grandes coisas, a China já tinha uma escola de guerra na selva para suas unidades de operações especiais.
Fazem e faziam extensivos treinos no Vietnã e em outros locais de selva tropical na Ásia.




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Re: INFANTARIA DE SELVA

#188 Mensagem por Ckrauslo » Seg Mai 18, 2020 8:25 pm

Henrique Brito escreveu: Seg Mai 18, 2020 4:13 pm
gingerfish escreveu: Seg Nov 10, 2014 11:06 pm Imagem

De 12 em ambiente de selva? Isso é bom ou ruim? Por quê?
Excelente para uso do esclarecedor.

O ambiente de selva é fechado, muito diferente de desertos ou savanas onde você avista o inimigo a distância, na selva, muitas vezes você só avista o inimigo quando ele está muito próximo, e a movimentação na selva também é mais difícil, entao a resposta tem que ser muito mais rápida e certeira que em outros ambientes, logo o uso da 12 é muito adequado pois com os estilhaços da sua munição se espalhando na direção do inimigo, somando-se a a sua proximidade e dificuldade de locomoção, faz com que o nível de acerto neste primeiro disparo seja muito alto.
Sim É por muitas vezes eles também portam o FAL 7,62.
O pessoal do 61 Bis fazia isso.




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Re: INFANTARIA DE SELVA

#189 Mensagem por Henrique Brito » Ter Mai 19, 2020 3:38 am

Ckrauslo escreveu: Seg Mai 18, 2020 8:23 pm Não passamos grandes coisas, a China já tinha uma escola de guerra na selva para suas unidades de operações especiais.
Fazem e faziam extensivos treinos no Vietnã e em outros locais de selva tropical na Ásia.
É, mas ainda assim eu não concordo em abrir as escolas de instrução militar do Brasil para qualquer país, ainda mais a de operações na selva.

Acho que deveríamos abrir vagas para poucos países, bem selecionados, que fossem parceiros militares de longa data, ou que estivéssemos fanzendo lobby para vender algum armamento.

Os que mais treinam no CIGS são franceses, justamente o país cujo presidente tem questionado nossa soberania na Amazônia, eu sei que eles também tem sua escola de operações na selva, mas se eles não considerassem importante o nosso treinamento, não enviariam tantos militares. Eu já li que para ser sargento comandante de um GC no Regimento Estrangeiro de Infantaria de Courou, na Guiana Francesa, um dos pré requisitos é ter feito o COS do CIGS.




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Re: INFANTARIA DE SELVA

#190 Mensagem por FCarvalho » Ter Mai 19, 2020 1:01 pm

O COS no CIGS para estrangeiros é diferente do ministrado aos militares brasileiros. O curso basicamente consiste em sobrevivência na selva, patrulhas e coisas básicas de TTP.
A parte de guerra na selva propriamente dita é exclusiva para militares brasileiros.

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Re: INFANTARIA DE SELVA

#191 Mensagem por Henrique Brito » Ter Mai 19, 2020 2:05 pm

Sim, eu sei que o conteúdo tem diferenças, mas ainda assim não me agrada. Um abraço




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Re: INFANTARIA DE SELVA

#192 Mensagem por FCarvalho » Qua Mai 20, 2020 12:37 am

Henrique Brito escreveu: Ter Mai 19, 2020 2:05 pm Sim, eu sei que o conteúdo tem diferenças, mas ainda assim não me agrada. Um abraço
Esses cursos que são feitos tanto aqui para estrangeiros, como para nossos militares lá fora em diversos países tem muito mais a ver com diplomacia militar do que propriamente com alcançar melhor nível de operacionalidade.
Nenhum exército do mundo dá o pulo do gato para os outros em termos de desenvolvimento doutrinal e formação.
Então, deixar eles virem aqui e ter uma noção do que fazemos e como fazemos é até útil, pois isto também é uma forma implícita de mostrar dissuasão.
Saber do que somos capazes, ou ter uma noção referencial disso, é também um bom jeito de se conseguir diminuir tensões e aumentar a cooperação em níveis político, econômico e diplomático entre os países. O que obviamente diminui a pressão sobre o lado militar.
Todo mundo sabe o que acontece quando dois cachorros grandes brigam. Mas é incerto quando um pequeno ou médio resolvem rosnar para os grandões. O medo é uma boa medida do desespero. E pessoas com medo via de regra são bem mais perigosas, e imprevisíveis, do que as mais corajosas. Países também.

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Re: INFANTARIA DE SELVA

#193 Mensagem por Henrique Brito » Qua Mai 20, 2020 6:28 pm

FCarvalho escreveu: Qua Mai 20, 2020 12:37 am
Henrique Brito escreveu: Ter Mai 19, 2020 2:05 pm Sim, eu sei que o conteúdo tem diferenças, mas ainda assim não me agrada. Um abraço
Esses cursos que são feitos tanto aqui para estrangeiros, como para nossos militares lá fora em diversos países tem muito mais a ver com diplomacia militar do que propriamente com alcançar melhor nível de operacionalidade.
Nenhum exército do mundo dá o pulo do gato para os outros em termos de desenvolvimento doutrinal e formação.
Então, deixar eles virem aqui e ter uma noção do que fazemos e como fazemos é até útil, pois isto também é uma forma implícita de mostrar dissuasão.
Saber do que somos capazes, ou ter uma noção referencial disso, é também um bom jeito de se conseguir diminuir tensões e aumentar a cooperação em níveis político, econômico e diplomático entre os países. O que obviamente diminui a pressão sobre o lado militar.
Todo mundo sabe o que acontece quando dois cachorros grandes brigam. Mas é incerto quando um pequeno ou médio resolvem rosnar para os grandões. O medo é uma boa medida do desespero. E pessoas com medo via de regra são bem mais perigosas, e imprevisíveis, do que as mais corajosas. Países também.

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Ainda assim eu sou contra pela forma que fazem, abrindo pra todo mundo.

Tinha que ser só pra aliados ou compradores de armamentos brasileiros. Seria até mais dissuasorio deixar imaginarem como fazemos, e dar uma pequena mostra apenas pra aliados, e muito menos abrir para países como a França, cujo presidente é declaradamente a favor de internacionalizar a Amazônia brasileira e compartilha fronteiras conosco.

Posso estar enganado, mas não vejo russos ou escandinavos convidando estrangeiros para especializações em operações na neve, ou americanos convidando aliados para cursos de guerra aeronaval.

Não vejo vietnamitas convidando estrangeiros para cursos de guerra na selva, posso estar enganado, mas nunca li que o Vietna tenha um centro de treinamento aberto a estrangeiros. Se um ou outro chinês ou russo participou, é normal, pois China e Russia apoiaram demais o Vietnat contra os EUA.

Por exemplo, a Marinha do Brasil já recusou algumas vezes a convites da Marinha Americana para participar de uma operação naval (não um curso) que não me recordo o nome agora, mas cujos relatórios operacionais gerados não poderiam ser compartilhados com os participantes, seriam de uso apenas dos EUA.

Em outras palavras, queriam apenas um sparring.

O Brasil só aceitou participar de outro tipo de exercício com o Tikuna alguns anos depois em condições mais igualitárias.

Mas eu compreendo a sua posição, e respeito, um abraço.




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Re: INFANTARIA DE SELVA

#194 Mensagem por cabeça de martelo » Sex Mai 22, 2020 8:43 am

Tenho sérias dúvidas que os militares Chineses vão ao Vietname fazer cursos e vice-versa. Há séries quezílias territoriais entre os dois países.




"Lá nos confins da Península Ibérica, existe um povo que não governa nem se deixa governar ”, Caio Júlio César, líder Militar Romano".

O insulto é a arma dos fracos...

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cabeça de martelo
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Re: INFANTARIA DE SELVA

#195 Mensagem por cabeça de martelo » Sex Mai 22, 2020 8:47 am

Some Soldiers Now Authorized to Wear the New Army Jungle Tab

Imagem
Lt. Col. John Stephenson, Tripler Army Medical Center, Hawaii, completed the five-day Jungle Operations Training Executive Course at Schofield Barracks in January. (U.S. Army)
The U.S. Army has finally approved an official tab for soldiers who sweat their way through the Jungle Operations Training Course (JOTC).

Eighth Army soldiers serving in the Pacific area of operations are now authorized to wear the jungle tab upon graduating from the 20-day JOTC, which focuses on small-unit tactics, waterborne operations and survival in the thick, insect-infested jungles of Hawaii, according to a recent service news release.

During the Cold War, JOTC was located in the jungles of Panama, but it closed in 1999 when the United States returned the land to Panama. Currently, JOTC -- which was stood up by the 25th Infantry Division at Schofield Barracks about seven years ago -- is open to all soldiers, but priority is given to troops serving with U.S. Army Pacific Command.

The jungle tab evolved from a jungle expert patch, which later became the jungle expert tab -- both of which saw limited wear. The wear regulations for the new jungle tab are part of a policy that Gen. Paul LaCamera, USARPAC commander, signed in February, according to the release.

The new policy also allows soldiers serving in the Pacific area to wear the Arctic tab after completing the Northern Warfare Training Center's Cold Weather Leaders Course and the Cold Weather Orientation Course, the release states.

Similar to the Ranger tab, the jungle and Arctic tabs will be worn on the left sleeve of the Operational Camouflage Uniform, directly over the unit patch, according to the release. The tabs are not authorized for wear while serving in a temporary duty assignment outside the USARPAC area of operations or while serving on deployment.

During JOTC, soldiers learn to live in the jungle and navigate steep, rugged terrain under hot and humid conditions.

About 30 to 40 percent of the students do not finish the course, Capt. Matthew Jones, then commander of the course, said in a 2017 Army news release describing JOTC.

Soldiers learn basic jungle survival skills such as building shelters from natural materials and crossing water obstacles, according to the 2017 release. The thick vegetation forces small units to move in single file rather than the traditional wedge formation.

"There are long movements over steep terrain," Jones said in the release. "And if you get wet the first day, you'll be wet for the next five days. It wears on you. People drop out."

:arrow: https://www.military.com/daily-news/202 ... tZOo5NrblU




"Lá nos confins da Península Ibérica, existe um povo que não governa nem se deixa governar ”, Caio Júlio César, líder Militar Romano".

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