Re: Depois da Marinha e FAB, Exército espera pacote de R$ 20 bi
Enviado: Sáb Set 26, 2009 6:12 pm
Entendi.
https://defesabrasil.com/forum/
Carlão, não é acidez. Dizem que é melhor ofender com a verdade (ou que se acredita ser a verdade) do que agradar com a lisonja. Vamos elogiar o que é motivo de elogio, mas vamos criticar o que precisa ser criticado.Carlos Mathias escreveu:![]()
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Se o Guerra beber água num copo, a borda derrete com o ácido.
Bom, só o fato da minha brincadeira contigo ter sido o pretexto para este ótimo post já valeu.PS: desculpe o post gigantesco e ter aproveitado sua brincadeira para expor tudo que penso![]()
, No mais tem um colega que toda vez que eu falo algo fica imitando chocalho de uma cascavel
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jauro escreveu:Sem fazer plágio da tua idéia Guerra, mas já fazendo penso que o "bonde do EB por uns 50 anos vai ser a Amazônia, então haverá ainda por muito tempo programas em torno de Estratégia da Lassidão, Fuzil 7,62 ou 5,56, bestas, flechas, anzol, lanças, facas e terçados, qual a melhor mochila, búfalos, morteiros pesados e ou artilharia leve, coturnos, redes de selva, .......barcos ou caminhões. E isso consome tempo, dinheiro precioso e escasso, não aparece e não acrescenta nada aos olhos dos governantes. Realmente nesta festa das FA, o EB ainda vai cuidar do estacionamento por um bom tempo.Guerra escreveu: Diante de todas as peças desse grande quebra cabeça eu conclui que o que aconteceu foi que as 3 forças estavam sentadas no ponto esperando passar um bonde. Então a MB viu um bonde chamado "pré-sal" e com muita astucia embarcou.
Como alguém precisava conduzir esse bonde, e a MB concluiu que o melhor caminho para chegar ao sb nuclear era atráves da França, eles (os franceses) fora chamados para assumir a direção.
EB e FAB ficaram olhando de longe, pensando que ia ter um bonde para cada força. Então nego disse: ou embarca nesse bonde eu fica para trás.
A FAB, mesmo contrariada, esta embarcando numa poltrona chamada "RAFALE ". Porque, embora ainda esteja querendo um condutor americano, para compensar, o menino mimado vai ganhar alguns brinquedinhos americanos, o direito de destruir blindados inimigos com heli de ataque, e principalmente os aviões de carga.
Como o EB também não quis embarcar no bonde Francês, para força não ficar para trás, aceitaram um conduntor italiano, já que a força se contentou em ir, ao invés de um bonde, numa bicicleta monareta sem freio com a pintura reformada com esmalte sintetico, e que, o mais importante nessa jogada toda, justifica os aviões de carga da FAB.
A verba para investimento do EB terá uma redução de cerca de 10% para o ano que vem...Marino escreveu:Está enganado Jauro.
Tente saber o resultado da reunião do NJ no QG ontem.
Hader,Hader escreveu: Knigh7
Não se discute a obsolecência do material do EB. Isto seria chover no molhado e negar o óbvio. Mas a análise deve ser mais estruturada do que está sendo. Vejamos:
- Por décadas o EB (como de resto as demais FAs) ficou à mingua, sem grana para nada de vulto. Isto levou a obsolecência de meios.
- O turn-point político no que diz respeito à importância do assunto defesa nacional tem pouco mais de um ano. Tudo que foi planificado antes disso teve que ser repensado.
- A obsolecência de meios do EB levou a uma obsolecência de doutrina em muitos casos. Cito, apenas para dar um exemplo já discutido por estas bandas, o caso da artilharia. Qualquer meio que o EB resolva obter hoje (obrigatoriamente com ToT) terá uma capacidade de alcance e eficácia tão superior a tudo que temos que será inevitável alterar toda uma doutrina de emprego, e substituir em cascata outros meios (155mm, 105mm, etc) para que se ajustem ao novo paradigma. Isto vale para novo GC, nova cavalaria, nova AAA, etc.
- Deste modo o EB está preparando (como já foi divulgado em linhas gerais) um processo complexo de ação. A extensão desta ação simplesmente impede que possa ser adotada de forma célere, como desejam alguns. Mas vai sair. Quem tiver paciência verá.
Abraços
Olá Hader,knigh7 escreveu: Hader,
Não estou discordado do planejamento de ivestimento do EB, pelo contrário. No Siplex, prevê-se, por exemplo, de 2010 até 2014, aquisições de MEM no valor de R$ 5.179.898.000,00, uma quantia expressiva.
O problema é que o Governo não tomou conhecimento do PEA do EB, ao contrário do que ocorreu com a FAB e a MB, que estão recebendo vultosos recursos para a aquisição de MEM ao passo que a verba de investimento do EB está diminuindo de R$390 mi para R$360mi para 2010.
Atenciosamente
Brasileiro escreveu:Olá Hader,knigh7 escreveu: Hader,
Não estou discordado do planejamento de ivestimento do EB, pelo contrário. No Siplex, prevê-se, por exemplo, de 2010 até 2014, aquisições de MEM no valor de R$ 5.179.898.000,00, uma quantia expressiva.
O problema é que o Governo não tomou conhecimento do PEA do EB, ao contrário do que ocorreu com a FAB e a MB, que estão recebendo vultosos recursos para a aquisição de MEM ao passo que a verba de investimento do EB está diminuindo de R$390 mi para R$360mi para 2010.
Atenciosamente
São duas coisas distintas. Os programas de equipamento e articulação das três forças estão ainda em análise, nenhum deles está sendo implementado. Exceto pelos caças da FAB (F-X2), os submarinos da Marinha e os helicópteros das três forças, não há nada de novo acontecendo na Marinha e na FAB, FX e submarinos são questões que há quase uma década as duas estão tentando resolver e agora estão tendo oportunidade. Da mesma forma o EB que também está tendo êxito no desenvolvimento ágil do VBTP-MR, que também é uma questão antiga do EB.
Portanto, atualmente (no dia de hoje), as três forças estão na mesma realidade. Mas daí você vai me dizer que o orçamento de reaparelhamento da Marinha em 2010 é 'x' vezes maior do que o do EB. Mas veja que, apenas dois projetos (helicópteros (que nem foi a MB quem pediu) e submarinos) estão tomando conta de mais da metade de todo o orçamento do ano que vem. Para navios patrulhas, FN, etc, não vai mudar grande coisa.
O que vai mudar de verdade vai ser quando (?) os programas de reaparelhamento e articulação forem efetivamente aprovados e receberem a lei que garanta o fluxo de dinheiro. Aí sim, as três serão atendidas. Mas por enquanto o que há de concreto são apenas helicópteros (imposição política), submarinos (questão de muitos anos) e FX (idem) e que tomam conta de mais da metade do orçamento da FAB e MB ano que vem. O grande programa do EB ainda está no protótipo, portanto, não precisa de bilhões de dólares por enquanto.
abraços]
AbraçosBrasileiro escreveu:Olá Hader,knigh7 escreveu: Hader,
Não estou discordado do planejamento de ivestimento do EB, pelo contrário. No Siplex, prevê-se, por exemplo, de 2010 até 2014, aquisições de MEM no valor de R$ 5.179.898.000,00, uma quantia expressiva.
O problema é que o Governo não tomou conhecimento do PEA do EB, ao contrário do que ocorreu com a FAB e a MB, que estão recebendo vultosos recursos para a aquisição de MEM ao passo que a verba de investimento do EB está diminuindo de R$390 mi para R$360mi para 2010.
Atenciosamente
São duas coisas distintas. Os programas de equipamento e articulação das três forças estão ainda em análise, nenhum deles está sendo implementado. Exceto pelos caças da FAB (F-X2), os submarinos da Marinha e os helicópteros das três forças, não há nada de novo acontecendo na Marinha e na FAB, FX e submarinos são questões que há quase uma década as duas estão tentando resolver e agora estão tendo oportunidade. Da mesma forma o EB que também está tendo êxito no desenvolvimento ágil do VBTP-MR, que também é uma questão antiga do EB.
A FAB receberá as encomendas dos contratos que foram assinados recentemente ou em vias de ser (modernização do AMX, desenvolvimento e prototipos do KC 390, aquisição dos BH, FX2, etc cujos pagamentos serão aportados ao longo do tempo e fazem parte do PEA. Não é porque a MB assinou o contrato de aquisição da tecnologia e desenvolvimento do SSN agora, que ele deve focar fora do PEA![]()
Quanto a questões antigas para modenizar, quer mais que as do EB?
Portanto, atualmente (no dia de hoje), as três forças estão na mesma realidade. Mas daí você vai me dizer que o orçamento de reaparelhamento da Marinha em 2010 é 'x' vezes maior do que o do EB. Mas veja que, apenas dois projetos (helicópteros (que nem foi a MB quem pediu) e submarinos) estão tomando conta de mais da metade de todo o orçamento do ano que vem. Para navios patrulhas, FN, etc, não vai mudar grande coisa.
Veja esse artigo:
Aeronáutica investe 7 vezes mais do que Exército
Enquanto a Aeronáutica e a Marinha deverão ser contempladas com 36 aviões de combate e um submarino nuclear, o Exército brasileiro, segundo o próprio general comandante da Força, Enzo Peri, sofre com contingenciamento de recursos a ponto até de racionar a alimentação dos militares. Pelo menos em termos de investimentos (execução de obras e compra de equipamentos), dados do orçamento mostram que a distorção realmente é significativa entre as Forças; e não é de agora. Nos últimos seis anos, o Comando da Aeronáutica investiu R$ 8,1 bilhões na sua área, já descontada a inflação acumulada no período. O Exército, por sua vez, desembolsou apenas R$ 1,2 bilhão, ou seja, um sétimo do que a Força Aérea Brasileira (FAB). Até a Marinha, com um contingente de 117 mil homens a menos do que o Exército, recebeu mais investimentos federais: R$ 1,9 bilhão no total (veja tabela).
Em 2010, a situação não será diferente. O orçamento encaminhado pelo governo ao Congresso prevê R$ 757 milhões em investimentos para o Exército, enquanto para a Aeronáutica serão R$ 2,7 bilhões e à Marinha quase R$ 3 bilhões. Em média, desde 2004, são investidos no Exército cerca de R$ 202 milhões por ano – considerando os chamados “restos a pagar” – dívidas de anos anteriores roladas para exercícios seguintes. Na Marinha o valor médio verificado é de R$ 324 milhões e na Aeronáutica, R$ 1,4 bilhão. Em longo prazo, a diferença deverá ficar ainda maior, já que o governo se comprometeu a aplicar cerca de R$ 19 bilhões com os submarinos e pelo menos R$ 7 bilhões com os novos caças da Força Aérea.
O principal programa de investimentos do Comando do Exército é o de reaparelhamento e adequação, que tem ações de modernização operacional dos batalhões de engenharia de construção e das organizações militares, implantação de brigadas especiais e de infantaria e aquisição de meios terrestres (carros de combate, tanques, etc.). No entanto, mesmo com R$ 481 milhões previstos no orçamento do programa este ano, apenas R$ 165 milhões foram desembolsados até agora, incluindo os “restos a pagar”. O montante representa 34% do autorizado para 2009. Os programas de reaparelhamento da Aeronáutica e Marinha receberam mais recursos (veja tabela).
O que pesa no orçamento do Exército são as despesas com pessoal e encargos sociais, já que é a Força com o maior número de militares: 183 mil. Por isso, o Comando gasta muito mais com a rubrica do que as demais. Entre 2004 e 2009, cerca de R$ 98 bilhões foram destinados a pagamento de salários e benefícios sociais no Exército, montante superior ao pago na Aeronáutica (66,8 mil militares) e Marinha juntas no mesmo período: R$ 88 bilhões.
Para o professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Antônio Ramalho, a estratégia nacional do Exército, de presença física no território, faz com que os gastos do Comando com custeio sejam muito maiores do que nas outras Forças. Esse é um dos motivos pelos quais, segundo ele, o Exército tem menos investimentos do que as demais e um orçamento muito maior para pagar, por exemplo, material de consumo como alimentação. “Além disso, os armamentos do Exército são mais baratos. No entanto, países como Estados Unidos e França possuem projetos bastante sofisticados para o Exército”, destaca.
Ramalho acredita que os generais “têm o pé no chão e sabem que o cobertor orçamentário da Defesa é curto”. “Vale destacar ainda que os investimentos para a compra dos novos caças e dos navios farão com que as ações do Exército sejam mais integradas à Aeronáutica e à Marinha. Isso porque parte dos aviões será destinada a uma nova base que deverá ser construída no centro do país e porque uma nova base da Marinha será erguida próxima à foz do rio Amazonas. É na Amazônia que o Exército tem sua principal missão”, explica.
“Não pode existir relação orçamentária entre as Três Forças”
fonte: http://contasabertas.uol.com.br/noticia ... ?auto=2834
O que vai mudar de verdade vai ser quando (?) os programas de reaparelhamento e articulação forem efetivamente aprovados e receberem a lei que garanta o fluxo de dinheiro. Aí sim, as três serão atendidas. Mas por enquanto o que há de concreto são apenas helicópteros (imposição política), submarinos (questão de muitos anos) e FX (idem) e que tomam conta de mais da metade do orçamento da FAB e MB ano que vem. O grande programa do EB ainda está no protótipo, portanto, não precisa de bilhões de dólares por enquanto.
O EB tem carência de tudo quanto é lado que se olha. Se ainda não estão prontos o MD97 e a Viatura Blindada Média de Rodas (ainda estão em desenvolvimento), caberia alocar verba para substituir o carrilhão de coisas que estão sucateadas.
Além do mais, como os equipamentos do EB são mais baratos, então não há desculpa para a obsolecência, não??Ou seja, por esse critério, a FAB deveria ser a Força mais sucateada das 3, e é justamente o contrário.
abraços]