PIM 2010

Assuntos em discussão: Exército Brasileiro e exércitos estrangeiros, armamentos, equipamentos de exércitos em geral.

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Re: PIM 2010

#16 Mensagem por Guerra » Sex Out 23, 2009 11:40 am

Carlos Mathias escreveu:Olha, meu cunhado é FN e dá mais de cem tiros por ano...
A bda Op esp, leve, paraquedista, e até algumas de selva atira pra caramba. Acho que só ai já o dobro do efetivo do CFN




A HONESTIDADE É UM PRESENTE MUITO CARO, NÃO ESPERE ISSO DE PESSOAS BARATAS!
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Re: PIM 2010

#17 Mensagem por Glauber Prestes » Sex Out 23, 2009 1:48 pm

knigh7 escreveu:
tykuna escreveu:
knigh7,

Se tem uma coisa na qual o EB faz questão de investir pesado é na instrução, to falando dos cursos principais (Aman, ESA, ESAO, ECEME, etc..) e daí que isso demonstra planejamento.

Teu dia deve ter sido duro hoje.....

Sds,
Ah, é?

Vc procura se informar?

Quer que eu comece a apontar fontes sobre a deficiência de treinamento do EB, ocasionada pela falta de verbas?
Desculpa, mas você procura se informar? Ou ainda usa dados de 7 anos atrás? Só um exemplo, é a 11ª Brigada, onde até médico QCO já fez campo, atirou com pistola, fuzil e metralhadora. Isso é muito tiro, e já foram dois campos, com a brigada praticamente completa. A 12ª está no mesmo pé. O dinheiro requisitado é o suficiente para adestrar e manter o exército inteiro, não é culpa do exército (muito menos dos foristas) se ele não chega em sua totalidade.

Sobre os pagamentos e a previdência, você tem alguma idéia que mantenha a dignidade do militar aposentado, e desonere o sistema?

Melhore o humor, ou não poste.
A bda Op esp, leve, paraquedista, e até algumas de selva atira pra caramba.
Isso é gente pra cacete. A Op Esp é um pouco menor, mas as outras tem em média, 4 mil integrantes.




http://www.tireoide.org.br/tireoidite-de-hashimoto/
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Re: PIM 2010

#18 Mensagem por knigh7 » Sáb Out 24, 2009 11:55 pm

glauberprestes escreveu: Só um exemplo, é a 11ª Brigada, onde até médico QCO já fez campo, atirou com pistola, fuzil e metralhadora. Isso é muito tiro, e já foram dois campos, com a brigada praticamente completa.
37º BIL, pertencente a 11ªBrigada, em Lins, fica a 30Km daqui de casa. Conheço vários militares de lá. Sei muito bem como ele está e restrições que ele passa.
glauberprestes escreveu:
Desculpa, mas você procura se informar? Ou ainda usa dados de 7 anos atrás?
Ah, pelo amor de Deus!!!
Basta navegar 1 minuto na internet para postar com links materias sobre as restrições que o EB tem pela falta de verba para treinamento em tempo recente!!

http://veja.abril.com.br/281107/p_130.shtml

Eleva um pouco o debate...
glauberprestes escreveu:
Sobre os pagamentos e a previdência, você tem alguma idéia que mantenha a dignidade do militar aposentado, e desonere o sistema?
O gasto com o passoal inativo consome 2/3 do gasto total da folha de pessoal que por sua vez consome com 85% do total do Orçamento.
Conta-se o período das escolas preparatórias a fim de cálculo de aposentadoria. Não deveria contar. Não há sentido para isso.
Pode-se aposentar com 47 anos com a aposentadoria integral. Aposenta-se cedo demais. Deveria aumentar o tempo para a aposentadoria, seja proporcional, seja integral.
Não vai "ferir a dignidade" dos militares/pensionistas. Até porque sou filho pensionista (meu pai, já falecido, era oficial da FAB).
glauberprestes escreveu:

Melhore o humor, ou não poste.

Fóruns de Defesa lidam também com assuntos espinhosos.
Esse tema, aliás, é importantíssimo. Busca equacionar o desequilíbrio folha de pagto/orçamento de custeio-investimento-P&D.
Procure amadurecer.




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Re: PIM 2010

#19 Mensagem por knigh7 » Dom Out 25, 2009 3:15 am

Vinicius Pimenta escreveu:
knigh7 escreveu: Ah, é?

Vc procura se informar?

Quer que eu comece a apontar fontes sobre a deficiência de treinamento do EB, ocasionada pela falta de verbas?
Salve, amigo, o que houve? Roubaram sua senha? Que isso?

Esse tipo de atitude não contribui em nada ao debate. Torço para que tenha sido apenas um dia ruim. Muita calma nessa hora.

Abraço,

Oi, Vinicius!
Notei que vc tava também sumido do fórum! Que foi, vc foi pego pela Kombi preta? :twisted: :lol:
Se pareci tenso, ou algo assim, não foi condizente com a realidade.

Abraços




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Re: PIM 2010

#20 Mensagem por Moccelin » Ter Out 27, 2009 11:41 am

knigh7, lembre-se que o serviço militar não é igual o trabalho aí fora, então 50 anos é uma idade justa pra ser passado pra Reserva! E mesmo que colocassem os militares no mesmo padrão da CLT ainda haveria o problema de o salário dos Reservistas e Reformados saírem do orçamento...




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Re: PIM 2010

#21 Mensagem por faterra » Ter Out 27, 2009 2:53 pm

Por que não se discute o orçamento militar sem considerar o orçamento para salários, reformas/pensões?
Isto é uma grana que nunca será utilizada no custeio e investimentos das FA's (que é feito com verba suplementar, destinada exclusivamente para a aquisição de determinado projeto, na maioria ou parte das vezes). Portanto, para mim (uma opinião apenas), não faz sentido nenhum debater o orçamento na sua totalidade.
Posso estar tremendamente enganado, mas, a verba destinada para a aquisição dos Leopard, por exemplo, está saindo diretamente dos cofres da União e não do orçamento destinado ao EB. Bem como a verba destinada à MB e à FAB adquirirem seus meios.




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Um abraço!
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Re: PIM 2010

#22 Mensagem por jauro » Ter Out 27, 2009 10:36 pm

faterra escreveu:Por que não se discute o orçamento militar sem considerar o orçamento para salários, reformas/pensões?
Isto é uma grana que nunca será utilizada no custeio e investimentos das FA's (que é feito com verba suplementar, destinada exclusivamente para a aquisição de determinado projeto, na maioria ou parte das vezes). Portanto, para mim (uma opinião apenas), não faz sentido nenhum debater o orçamento na sua totalidade.
Posso estar tremendamente enganado, mas, a verba destinada para a aquisição dos Leopard, por exemplo, está saindo diretamente dos cofres da União e não do orçamento destinado ao EB. Bem como a verba destinada à MB e à FAB adquirirem seus meios.
Exatamente, ou se discute custeio e investimento ou salários e pensões.
E o PIM pelo que sei trabalha com verbas de custeio.
Então ninguém vai deixar de atirar porque os pensionistas vão receber suas pensões.




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Re: PIM 2010

#23 Mensagem por Glauber Prestes » Qua Out 28, 2009 3:28 pm

knigh7 escreveu: 37º BIL, pertencente a 11ªBrigada, em Lins, fica a 30Km daqui de casa. Conheço vários militares de lá. Sei muito bem como ele está e restrições que ele passa.
Bom, nos dois últimos anos, a 11ª foi altamente prestígiada ($$), de modo que exercícios (com tiros reais, de paintball, ou sem nenhum tiro), estão acima da média. Ouvi diretamente do comandante da brigada.
Ah, pelo amor de Deus!!!
Basta navegar 1 minuto na internet para postar com links materias sobre as restrições que o EB tem pela falta de verba para treinamento em tempo recente!!

http://veja.abril.com.br/281107/p_130.shtml

Eleva um pouco o debate...
2007 ? Olha, sem querer ser chato, mas isso é, por exemplo, um ano antes do END. É outra realidade. Claro que tem unidade que tá mais apertada, mas nesse espaço de tempo, vimos muita coisa aqui no DB mesmo, que mostra o EB se movimentando e treinando, como as unidades blindadas lá no Sul gastas de tanto rodar, exercícios e mais exercícios GLO por todos os cantos do país, exercícios de artilharia, grandes mobilizações de nível de brigada, fora o aprimoramento gigante do adestramento teórico.

O gasto com o passoal inativo consome 2/3 do gasto total da folha de pessoal que por sua vez consome com 85% do total do Orçamento.
Conta-se o período das escolas preparatórias a fim de cálculo de aposentadoria. Não deveria contar. Não há sentido para isso.
Pode-se aposentar com 47 anos com a aposentadoria integral. Aposenta-se cedo demais. Deveria aumentar o tempo para a aposentadoria, seja proporcional, seja integral.
Não vai "ferir a dignidade" dos militares/pensionistas. Até porque sou filho pensionista (meu pai, já falecido, era oficial da FAB).
Meu pai entrou no exército em 1978. Ele está com 30 anos de trabalho e contribuição. Você, com 30 anos de contribuição (ou 35, não sei qual lei você pegou), vai poder se aposentar. Porque ele com os mesmos 30 anos, não? Só porque ele entrou com 17, 18 anos, isso não conta como contribuição? Ele ainda está tentando uma "sobrevida", fazendo o CGAEM, e tentando voltar para Campinas, porque ele gosta do que faz. Só que o corpo não acompanha, e o Desde 2006, o TAF dele não é "excelente". O exército exige demais, fisica e psicologicamente dos seus integrantes.


Fóruns de Defesa lidam também com assuntos espinhosos.
Esse tema, aliás, é importantíssimo. Busca equacionar o desequilíbrio folha de pagto/orçamento de custeio-investimento-P&D.
Procure amadurecer.
Fóruns de Defesa lidam com a pior parte do ser humano, que são os conflitos. Ou melhora o humor, e trata as pessoas como gente, ou não posta. É um favor que todos os foristas fazem para os outros.
O dinheiro da folha de pagamento, de ativos e inativos, nunca será redirecionado para P&D, compras simples, ou melhorias físicas. Paralelamente, da mesma maneira, o dinheiro direcionado para o A-12 não é "roubado" de outros lugares.



Quanto à parte de amadurecer, não vou responder, porque eu não quero ser suspenso.




http://www.tireoide.org.br/tireoidite-de-hashimoto/
Cuidado com os sintomas.

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Re: PIM 2010

#24 Mensagem por knigh7 » Dom Nov 01, 2009 1:30 am

glauberprestes escreveu: 2007 ? Olha, sem querer ser chato, mas isso é, por exemplo, um ano antes do END. É outra realidade. Claro que tem unidade que tá mais apertada, mas nesse espaço de tempo, vimos muita coisa aqui no DB mesmo, que mostra o EB se movimentando e treinando, como as unidades blindadas lá no Sul gastas de tanto rodar, exercícios e mais exercícios GLO por todos os cantos do país, exercícios de artilharia, grandes mobilizações de nível de brigada, fora o aprimoramento gigante do adestramento teórico.
Esses são desse ano:


Meio expediente em quartéis do Exército
Publicado em 14.09.2009


A medida, já válida às sextas-feiras, foi estendida às segundas, a partir de hoje, tendo como objetivo driblar o contingenciamento de verbas. Os recrutas terão que se apresentar apenas no turno da tarde

BRASÍLIA – Como medida emergencial para enfrentar o contingenciamento de verbas, os quartéis do Exército começam hoje a funcionar em meio expediente às segundas-feiras. A ordem para reduzir o serviço foi dada pelo comandante da Força, general Enzo Martins Peri. O objetivo é economizar o almoço dos recrutas, que só terão de se apresentar para o trabalho no turno da tarde. A tropa já é liberada no fim da manhã das sextas-feiras, pelo mesmo motivo. A nova redução do expediente terá validade de um mês e meio, até 30 de outubro.

O corte ocorre ao mesmo tempo em que oficiais do Exército reclamam do contraste entre a falta de investimentos na Força e as compras bilionárias de 36 aviões de combate para a Aeronáutica e de um submarino nuclear para a Marinha.

A orientação para prolongar os fins de semana na caserna foi dada pelo general Enzo há duas semanas, em e-mail distribuído a oficiais da cadeia de comando do Exército. Só serão poupadas da medida algumas unidades da Força que não podem reduzir a carga de trabalho, como hospitais e colégios militares.

De acordo com um dos generais que receberam a ordem, o comandante não informou quanto será economizado com o corte do almoço. “De qualquer forma, a quantia que será economizada representa uma ‘merreca’ diante dos valores que estão sendo anunciados em compras. Isso compromete muito a moral da tropa. O governo deve pensar grande, mas o dia a dia também precisa de recursos para funcionar”, afirmou o general.

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que é capitão do Exército, disse que os soldados já têm passado muito tempo ociosos nos quartéis por causa da escassez de outros recursos, como munições para treinamento com armas.

“O Exército poderia fazer meio expediente, mas não por esse motivo de economizar o almoço. O recruta brasileiro é filho de pobre, de mãe solteira, e precisa da refeição. E olha que a comida no quartel já não é boa”, comentou o deputado.

Esta não é a primeira medida adotada no ano para enfrentar a escassez de verbas no Exército. No início de março, o governo reduziu em 31% o número de soldados recrutas incorporados ao serviço militar obrigatório. Em vez dos 70 mil previstos, foram chamados 48 mil, sendo 5 mil apenas em agosto.

PENÚRIA

A situação de penúria nos quartéis é antiga. Em setembro de 2008, em outro comunicado aos oficiais, o general Enzo afirmou que a falta de verbas no orçamento comprometeria as ações destinadas à segurança das eleições municipais.

A situação de penúria nos quartéis é antiga. Em setembro de 2008, em outro comunicado aos oficiais, o general Enzo afirmou que a falta de verbas no orçamento comprometeria as ações destinadas à segurança das eleições municipais.

Em 2002, no último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, o Exército mandou para casa 44 mil recrutas a seis meses do prazo previsto para o fim do serviço militar. O corte representava 80% dos jovens convocados naquele ano.
A medida, já válida às sextas-feiras, foi estendida às segundas, a partir de hoje, tendo como objetivo driblar o contingenciamento de verbas. Os recrutas terão que se apresentar apenas no turno da tarde

BRASÍLIA – Como medida emergencial para enfrentar o contingenciamento de verbas, os quartéis do Exército começam hoje a funcionar em meio expediente às segundas-feiras. A ordem para reduzir o serviço foi dada pelo comandante da Força, general Enzo Martins Peri. O objetivo é economizar o almoço dos recrutas, que só terão de se apresentar para o trabalho no turno da tarde. A tropa já é liberada no fim da manhã das sextas-feiras, pelo mesmo motivo. A nova redução do expediente terá validade de um mês e meio, até 30 de outubro.

O corte ocorre ao mesmo tempo em que oficiais do Exército reclamam do contraste entre a falta de investimentos na Força e as compras bilionárias de 36 aviões de combate para a Aeronáutica e de um submarino nuclear para a Marinha.

A orientação para prolongar os fins de semana na caserna foi dada pelo general Enzo há duas semanas, em e-mail distribuído a oficiais da cadeia de comando do Exército. Só serão poupadas da medida algumas unidades da Força que não podem reduzir a carga de trabalho, como hospitais e colégios militares.

De acordo com um dos generais que receberam a ordem, o comandante não informou quanto será economizado com o corte do almoço. “De qualquer forma, a quantia que será economizada representa uma ‘merreca’ diante dos valores que estão sendo anunciados em compras. Isso compromete muito a moral da tropa. O governo deve pensar grande, mas o dia a dia também precisa de recursos para funcionar”, afirmou o general.

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que é capitão do Exército, disse que os soldados já têm passado muito tempo ociosos nos quartéis por causa da escassez de outros recursos, como munições para treinamento com armas.

“O Exército poderia fazer meio expediente, mas não por esse motivo de economizar o almoço. O recruta brasileiro é filho de pobre, de mãe solteira, e precisa da refeição. E olha que a comida no quartel já não é boa”, comentou o deputado.

Esta não é a primeira medida adotada no ano para enfrentar a escassez de verbas no Exército. No início de março, o governo reduziu em 31% o número de soldados recrutas incorporados ao serviço militar obrigatório. Em vez dos 70 mil previstos, foram chamados 48 mil, sendo 5 mil apenas em agosto.

PENÚRIA

A situação de penúria nos quartéis é antiga. Em setembro de 2008, em outro comunicado aos oficiais, o general Enzo afirmou que a falta de verbas no orçamento comprometeria as ações destinadas à segurança das eleições municipais.

A situação de penúria nos quartéis é antiga. Em setembro de 2008, em outro comunicado aos oficiais, o general Enzo afirmou que a falta de verbas no orçamento comprometeria as ações destinadas à segurança das eleições municipais.

Em 2002, no último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, o Exército mandou para casa 44 mil recrutas a seis meses do prazo previsto para o fim do serviço militar. O corte representava 80% dos jovens convocados naquele ano

Corte no orçamento faz Exército reduzir recrutas em 31%

09/03/2009 - 20:18 - Agência Estado
Agência Estado



Determinado a preservar de cortes orçamentários os programas sociais, como o Bolsa-Família, o governo sacrificou os programas "sociais" do Exército, que foi obrigado a reduzir em 31% o número de soldados recrutas incorporados, por causa do corte em seu orçamento. Em vez dos 70 mil soldados que deveriam prestar serviço militar este ano, apenas 43 mil ingressaram na Força, na semana passada, e cinco mil entrarão em agosto, totalizando 48 mil.
O projeto soldado-cidadão, que foi lançado em agosto de 2004, prometendo profissionalização, por ano, de 30 mil jovens, vem tendo o número de participantes sendo reduzido ano a ano e, em 2009, a previsão é de que pouco mais de 18 mil sejam beneficiados. O Exército se viu obrigado a reduzir o número de recrutas por causa do anúncio de contingenciamento da ordem de 30% do seu orçamento. A previsão de soldados incorporados é definida pela quantidade de recursos disponíveis para comprar fardamento para todos, assim como alimentá-los.

A área econômica é criticada nos meios militares porque o serviço militar obrigatório é considerado um dos grandes projetos sociais, já que o jovem, além de ganhar um salário mínimo de remuneração, tem direito a moradia e uniforme. Com a crise econômica e o aumento do desemprego, a procura por uma vaga nas Forças Armadas aumentou e os pedidos, que na maioria eram de dispensa, hoje são para conseguir uma vaga em um quartel. Um milhão e seiscentos mil jovens se alistaram para o serviço militar obrigatório em 2009, mas apenas 43 mil foram selecionados e ingressaram na semana passada nos quartéis.

Essa é de outubro de 2008:

Quartéis querem dinheiro

Forças Armadas se queixam de R$ 1,8 bilhão de seus orçamentos que estão retidos nos cofres do Tesouro Nacional

Ananda Rope

BRASÍLIA – As Forças Armadas começaram a primeira queda-de-braço com a equipe econômica civil após o presidente Lula acenar que o País não iria mais prejudicar as ações de Defesa Nacional cortando verbas dos orçamentos dos quartéis. O Ministério da Defesa tornou público ontem que os recursos orçamentários da Marinha, Exército e Aeronáutica retidos no Tesouro Nacional já somam R$ 1,8 bilhão, sendo R$ 660 milhões da Força Aérea, R$ 520 da Terrestre, R$ 480 milhões da Naval e o restante do órgão central.

Em nota oficial, o Exército informou que “vem fazendo gestões no sentido de que haja o necessário descontingenciamento (liberação de recursos), de modo a não comprometer as atividades de preparo e emprego da Força Terrestre para o término do ano de 2008”.

Questionada sobre a partir de quando e quais ações do Exército devem ser comprometidas por conta do atual contingenciamento, a Força se limitou a informar que as orientações ainda estão restritas a sua área de comando. Militares de alta patente revelam, porém, que se o aperto financeiro for mantido há a possibilidade de redução de expediente nos quartéis e até mesmo a dispensa antecipada de recrutas do Exército, como ocorreu no governo de Fernando Henrique Cardoso no pior momento orçamentário das Forças Armadas brasileiras.

Para tranqüilizar militares que atuam na Operação Guanabara — de segurança ao processo eleitoral do Rio — o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garantiu ontem que não há risco de falta de verbas para essas tropas, uma vez que quem financia a ação em sua totalidade é o próprio TSE, que até o momento já gastou R$ 41,6 milhões para custear a ação em todo o País.

Marinha teme paralisar suas patrulhas

De acordo com a Defesa, o ministro Nelson Jobim — que se encontra em viagem pelo interior do País — já alertou seu colega do Planejamento, Paulo Bernardo, sobre a necessidade da liberação de recursos para custeio das três Forças. O ministério esclareceu ainda que, independentemente disso, o apoio dos quartéis ao processo eleitoral está assegurado.

A Marinha informou que, caso seja mantido o atual nível de recursos contingenciados, setores da Força serão atingidos, paralisando patrulhas e inspeções navais e comprometendo a segurança das plataformas de petróleo. A Força informou ainda que o Programa Nuclear da Marinha também vai sofrer atrasos com descumprimento de contratos. A falta de recursos pode comprometer também o pagamento de faturas das concessionárias de serviços públicos.

O Comando da Aeronáutica, por sua vez, não se pronunciou sobre o assunto.



glauberprestes escreveu:
Meu pai entrou no exército em 1978. Ele está com 30 anos de trabalho e contribuição.
Você está defendendo interesses particulares. Numa reforma previdenciaria, seu pai seria atingido pela regra de transição.
É por isso que de uma ora para outra o Exército passou a não ter problema orçametário de custeio, segundo vc, pois usei como argumento o controle do Défit da Previdência Militar como argumento para melhorar um orçamento ruim, desbalanceado.
glauberprestes escreveu:
Bom, nos dois últimos anos, a 11ª foi altamente prestígiada ($$), de modo que exercícios (com tiros reais, de paintball, ou sem nenhum tiro), estão acima da média. Ouvi diretamente do comandante da brigada.

Acima da média de uma Força que tem pouco.A 11ª Brig é uma das Forças pertencentes ao 1/3 que o EB pretende prestigiar. Mas é acima da média, apenas.
glauberprestes escreveu:
O dinheiro da folha de pagamento, de ativos e inativos, nunca será redirecionado para P&D, compras simples, ou melhorias físicas. Paralelamente, da mesma maneira, o dinheiro direcionado para o A-12 não é "roubado" de outros lugares.
Em 2008, na discusão sobre a reforma nas Forças Armadas,quiseram (incluindo Jobim) retirar do Orçamento de Defesa o gasto com os inativos. A idéia não avançou. Por quê?
Porque gasto com pensionista militar é gasto com Defesa.É uma visão tanto do Gov. quanto do Congresso. Aliás, uma boa notícia: já há projetos em gestação para uma nova reforma na Previdência Militar, partindo do Legislativo. A mini Reforma ocorrida em 2.000 foi insuficiente. Se não for feita outra reforma, orçamento com inativos crescerá até o ano de 2042.
Uma Reforma Previdenciaria iria prejudicar os interesses dos militares da ativa que vão se aposentar.
glauberprestes escreveu:
Meu pai entrou no exército em 1978. Ele está com 30 anos de trabalho e contribuição. Você, com 30 anos de contribuição (ou 35, não sei qual lei você pegou), vai poder se aposentar. Porque ele com os mesmos 30 anos, não? Só porque ele entrou com 17, 18 anos, isso não conta como contribuição? Ele ainda está tentando uma "sobrevida", fazendo o CGAEM, e tentando voltar para Campinas, porque ele gosta do que faz. Só que o corpo não acompanha, e o Desde 2006, o TAF dele não é "excelente". O exército exige demais, fisica e psicologicamente dos seus integrantes.
1º Seu pai contribui com apenas 9% do Salário. Os civis, 11%
2ºSeu pai foi estudou numa Academia Militar (entrando com 17,18 anos de idade). Os civis vão para uma Universidade. O tempo de estudo numa academia militar para o seu pai conta. Para nós civis, não. Aliás, nem deveria conta para os civis mesmo. Mas se eu fosse um demagogo, imaturo, egoísta e procurasse enxergar o mundo apenas do meu ponto de vista, diria que deveria contar para mim também o tempo de estudo numa universidade, e que está certo esse rombo na previdencia militar, que é o que vc está defendendo.
3ºMesmo os militares que estão entrando, podem se aposentar 5 anos antes dos civis. A aposentadoria por 30 anos de serviço militar não é exclusividade das Forças Armadas Brasideiras, mas é comum. A questão é que nas nossas Forças Armadas se aposenta com o salário integral após 30 anos. Nas "pobres" Forças Armadas Norte-Americanas, com 30 anos, de acordo com a legislação vigente, se aposenta com 75% do salário.
glauberprestes escreveu: Fóruns de Defesa lidam com a pior parte do ser humano, que são os conflitos. Ou melhora o humor, e trata as pessoas como gente, ou não posta. É um favor que todos os foristas fazem para os outros.
Quanto à parte de amadurecer, não vou responder, porque eu não quero ser suspenso.
Ao dizer "ou trata as pessoas como gente", "manter a dignidade dos pensionistas", isso é um expediente para imputar ao outro debatedor o papel de carrasco. Aliás, com base em inverdades. De modo algum tive comportamento semelhante, o que pode ser facilmente observado nesse tópico curto. Como vc está tentado defender algo difícl de fazê-lo, parte para outros expedientes.
Se vc não gosta do ponto de vista de um debatedor, mas não tem base (ou sabe, mas por não concordar, finge não saber), como demonstrei acima, simplesmente não debata.




Editado pela última vez por knigh7 em Dom Nov 01, 2009 2:42 am, em um total de 1 vez.
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Re: PIM 2010

#25 Mensagem por knigh7 » Dom Nov 01, 2009 1:47 am

Moccelin escreveu:knigh7, lembre-se que o serviço militar não é igual o trabalho aí fora, então 50 anos é uma idade justa pra ser passado pra Reserva! E mesmo que colocassem os militares no mesmo padrão da CLT ainda haveria o problema de o salário dos Reservistas e Reformados saírem do orçamento...

Olá, Vilmar

O que eu estou querendo é equacionar o problema do deficit na ´previdência crescente das Forças Armadas. De 1998 a 2007 ele saltou de R$4,156bi para R$10,211bi.
Eu sei que aposentadoria por 30 anos de serviço é comum nas Forças Armadas por aí afora. A questão é aposentar-se após 30 anos de serviço com o salário integral.
Poderiamos, por exemplo adotar uma base de cálculo semelhante ao CSB dos militares norte americanos:

Years of service 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
REDUX 40% 43.5% 47%50.5% 54% 57.5%61% 64.5%68% 71.5%75%

Abraços




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Re: PIM 2010

#26 Mensagem por knigh7 » Dom Nov 01, 2009 2:11 am

jauro escreveu:
faterra escreveu:Por que não se discute o orçamento militar sem considerar o orçamento para salários, reformas/pensões?
Isto é uma grana que nunca será utilizada no custeio e investimentos das FA's (que é feito com verba suplementar, destinada exclusivamente para a aquisição de determinado projeto, na maioria ou parte das vezes). Portanto, para mim (uma opinião apenas), não faz sentido nenhum debater o orçamento na sua totalidade.
Posso estar tremendamente enganado, mas, a verba destinada para a aquisição dos Leopard, por exemplo, está saindo diretamente dos cofres da União e não do orçamento destinado ao EB. Bem como a verba destinada à MB e à FAB adquirirem seus meios.
Exatamente, ou se discute custeio e investimento ou salários e pensões.
E o PIM pelo que sei trabalha com verbas de custeio.
Então ninguém vai deixar de atirar porque os pensionistas vão receber suas pensões.
Jauro, vc tem uma dose de razão. Mas é bom eu colocar alguns pontos:

Orçamento (incluindo o projetado) da União, assim como o Orçamento de qualquer Organização média/grande ou organização que tenha um correto procedimento de planejamento contábil, não ocorre uma mistura/alterações entre os itens do Balanço projetado: explicando melhor: eu não consigo, na empresa e que eu trabalho, demitir um estagiário (despesa com pessoal) para comprar computadores (investimento). Verba para investimento projetado é uma, verba para gasto projetado com pessoal é outra. Como ocorre no Governo.
Agora, nada impede que no planejamento contábil seguinte (no caso, a discussão do Orçamento), isso possa ser mudado.
Qualquer reforma que será feita, não atingiria os aposentados, por direito adquirido. O que eu proponho é uma nova base de cálculo para a aposentadoria. E um menor gasto com o pessoal da ativa, por exemplo, com o enxugamento, com a contratação de oficias temporários (que não impactam na previdência militar).

Abraços




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Re: PIM 2010

#27 Mensagem por Glauber Prestes » Dom Nov 01, 2009 6:39 pm

knigh7 escreveu:
Esses são desse ano:


Meio expediente em quartéis do Exército
Publicado em 14.09.2009

A medida, já válida às sex...

...concessionárias de serviços públicos.

O Comando da Aeronáutica, por sua vez, não se pronunciou sobre o assunto.

Novamente, não quero ser chato, mas isso é de antes da proibição do contingenciamento das verbas das forças armadas. Se o problema são as compras (que não estão ocorrendo em sua plenitude no EB), eu até concordo em parte, já que temos Uruveco, EC-725, BH, Leo 1A5, equipamentos de comunicação, e outros programas pesando contra. Mas o fim da retenção da verba acarretará no fim dos meio-expedientes, e no aumento das melhorias em infra-estrutura nas OM´s, mas não no treinamento.
Você está defendendo interesses particulares. Numa reforma previdenciaria, seu pai seria atingido pela regra de transição.
É por isso que de uma ora para outra o Exército passou a não ter problema orçametário de custeio, segundo vc, pois usei como argumento o controle do Défit da Previdência Militar como argumento para melhorar um orçamento ruim, desbalanceado.
Um médico que se aposenta, arruma outros meios para completar a aposentadoria, e manter seu padrão de vida. Um engenheiro, idem. Qual é a possibilidade de um militar (que nunca ficou numa cidade, de modo a criar um vínculo pelo menos) arrumar um emprego para completar sua aposentadoria? Que emprego seria esse?
Não estou defendendo interesses pessoais. Estou defendendo que de maneira geral, todos devem continuar a receber o salário integral após a aposentadoria. Assim como a maioria das profissões "pares" estaduais.



Acima da média de uma Força que tem pouco.A 11ª Brig é uma das Forças pertencentes ao 1/3 que o EB pretende prestigiar. Mas é acima da média, apenas.
Acima da média, é acima da média. Se você acha que a média é baixa, tudo bem.

Em 2008, na discusão sobre a reforma nas Forças Armadas,quiseram (incluindo Jobim) retirar do Orçamento de Defesa o gasto com os inativos. A idéia não avançou. Por quê?
Porque gasto com pensionista militar é gasto com Defesa.É uma visão tanto do Gov. quanto do Congresso. Aliás, uma boa notícia: já há projetos em gestação para uma nova reforma na Previdência Militar, partindo do Legislativo. A mini Reforma ocorrida em 2.000 foi insuficiente. Se não for feita outra reforma, orçamento com inativos crescerá até o ano de 2042.
Uma Reforma Previdenciaria iria prejudicar os interesses dos militares da ativa que vão se aposentar.
Assim com a maioria das profissões estaduais extremamente estressantes, que possuem peculiaridades e envolvem risco de morte, a profissão de militar federal recebe aposentadoria integral.

1º Seu pai contribui com apenas 9% do Salário. Os civis, 11%
Aumentamos em 19% então o tempo mínimo de contribuição dos militares. Passariam de 30 anos para 31,5 anos.
2ºSeu pai foi estudou numa Academia Militar (entrando com 17,18 anos de idade). Os civis vão para uma Universidade. O tempo de estudo numa academia militar para o seu pai conta. Para nós civis, não. Aliás, nem deveria conta para os civis mesmo.
Mas se eu fosse um demagogo, imaturo, egoísta e procurasse enxergar o mundo apenas do meu ponto de vista, diria que deveria contar para mim também o tempo de estudo numa universidade, e que está certo esse rombo na previdencia militar, que é o que vc está defendendo.
Ou seja, eu sou um demagogo, imaturo, egoísta e procuro enxergar o mundo apenas do meu ponto de vista?
3ºMesmo os militares que estão entrando, podem se aposentar 5 anos antes dos civis. A aposentadoria por 30 anos de serviço militar não é exclusividade das Forças Armadas Brasideiras, mas é comum. A questão é que nas nossas Forças Armadas se aposenta com o salário integral após 30 anos. Nas "pobres" Forças Armadas Norte-Americanas, com 30 anos, de acordo com a legislação vigente, se aposenta com 75% do salário.
Um militar se aposenta após 30 anos. Você conhece um militar com 30 anos de força nas costas? Um militar com 30 nos de força, servindo na fronteira, se desgastando? Você conhece um militar com 30 anos de força que não tenha problemas no joelho, de audição, stress, ou familiares, acarretados pelo emprego? Se o US Army aposenta um militar com 30 anos de serviço com 75% do salário, tem que estar certo?

Ao dizer "ou trata as pessoas como gente", "manter a dignidade dos pensionistas", isso é um expediente para imputar ao outro debatedor o papel de carrasco.
Claro. :roll: :roll: :roll:
Aliás, com base em inverdades. De modo algum tive comportamento semelhante, o que pode ser facilmente observado nesse tópico curto. Como vc está tentado defender algo difícl de fazê-lo, parte para outros expedientes.
Se vc não gosta do ponto de vista de um debatedor, mas não tem base (ou sabe, mas por não concordar, finge não saber), como demonstrei acima, simplesmente não debata.
Na primeira página, o Piffer postou na maior boa vontade o PIM, e você simplesmente responde "e daí? Vocês não tem dinheiro..."

Bela resposta. Adoraria trabalhar num lugar, e alguém me falar: "Tá. Mas vocês não tem dinheiro nem para o almoço."

Pra mim, esse assunto está encerrado.




http://www.tireoide.org.br/tireoidite-de-hashimoto/
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Re: PIM 2010

#28 Mensagem por U-27 » Dom Nov 01, 2009 6:49 pm

knigh7 escreveu:
glauberprestes escreveu: Só um exemplo, é a 11ª Brigada, onde até médico QCO já fez campo, atirou com pistola, fuzil e metralhadora. Isso é muito tiro, e já foram dois campos, com a brigada praticamente completa.
37º BIL, pertencente a 11ªBrigada, em Lins, fica a 30Km daqui de casa. Conheço vários militares de lá. Sei muito bem como ele está e restrições que ele passa.
glauberprestes escreveu:
Desculpa, mas você procura se informar? Ou ainda usa dados de 7 anos atrás?
Ah, pelo amor de Deus!!!
Basta navegar 1 minuto na internet para postar com links materias sobre as restrições que o EB tem pela falta de verba para treinamento em tempo recente!!

http://veja.abril.com.br/281107/p_130.shtml

Eleva um pouco o debate...
glauberprestes escreveu:
Sobre os pagamentos e a previdência, você tem alguma idéia que mantenha a dignidade do militar aposentado, e desonere o sistema?
O gasto com o passoal inativo consome 2/3 do gasto total da folha de pessoal que por sua vez consome com 85% do total do Orçamento.
Conta-se o período das escolas preparatórias a fim de cálculo de aposentadoria. Não deveria contar. Não há sentido para isso.
Pode-se aposentar com 47 anos com a aposentadoria integral. Aposenta-se cedo demais. Deveria aumentar o tempo para a aposentadoria, seja proporcional, seja integral.
Não vai "ferir a dignidade" dos militares/pensionistas. Até porque sou filho pensionista (meu pai, já falecido, era oficial da FAB).
glauberprestes escreveu:

Melhore o humor, ou não poste.

Fóruns de Defesa lidam também com assuntos espinhosos.
Esse tema, aliás, é importantíssimo. Busca equacionar o desequilíbrio folha de pagto/orçamento de custeio-investimento-P&D.
Procure amadurecer.
hey hey hey eu sou de lins, conheço bem o 37º




"A religião católica contém a Verdade total revelada por Deus e não dizemos isso com arrogância nem para desafiar ninguém. Não podemos diminuir esta afirmação" Dom Hector Aguer

http://ridingaraid.blogspot.com.br/ meu blog
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Re: PIM 2010

#29 Mensagem por knigh7 » Qui Nov 12, 2009 9:03 pm

glauberprestes escreveu:

Novamente, não quero ser chato, mas isso é de antes da proibição do contingenciamento das verbas das forças armadas. Se o problema são as compras (que não estão ocorrendo em sua plenitude no EB), eu até concordo em parte, já que temos Uruveco, EC-725, BH, Leo 1A5, equipamentos de comunicação, e outros programas pesando contra. Mas o fim da retenção da verba acarretará no fim dos meio-expedientes, e no aumento das melhorias em infra-estrutura nas OM´s, mas não no treinamento.

É óbvio que o contingenciamento de verbas também afeta a Rúbrica Preparo e Emprego da Força Terrestre constante na LOA.
Vou citar um exemplo:

ADESTRAMENTO E OPERAÇÕES MILITARES DO EXÉRCITO
Ministério da Defesa
Gerente: General de Brigada Rui Monarca da Silveira

O índice inicial projetado em 1998 foi de 60%, correspondente ao indicador Taxa de Preparo do Efetivo Militar. Em 2000: a taxa sofreu uma redução de 1%, uma vez que os recursos disponibilizados atenderam apenas 50% das necessidades. Por sua vez, o contingenciamento de recursos, aliado a sua tardia inversão, influenciou de maneira negativa a execução das ações. Além disso, a descontinuidade do fluxo financeiro prejudicou a execução programada. Soluções alternativas foram implementadas, como: a redução do expediente a partir de novembro do referido ano, a priorização de exercícios e de operações militares e a redução do custo de manutenção de equipamentos, viaturas, aeronaves e outros materiais de emprego militar.
Em 2001: o índice do indicador retornou ao patamar inicial, ou seja, 60%, porém projetando as mesmas dificuldades, principalmente no que tange a Capacitação Operacional da Força Terrestre, não só no adestramento dos seus quadros e do Núcleo Base (Cb e Sd engajados), como também no preparo do contingente que presta o serviço militar inicial. Nesse sentido a prioridade foi direcionada para o período de Instrução Individual do recruta, em detrimento de exercícios, no nível Grande Unidade, previstos para a fase de Adestramento, que ocorre no segundo semestre de cada ano.
fonte:http://www.abrasil.gov.br/avalppa/Relav ... rog317.htm

glauberprestes escreveu:
Um médico que se aposenta, arruma outros meios para completar a aposentadoria, e manter seu padrão de vida. Um engenheiro, idem. Qual é a possibilidade de um militar (que nunca ficou numa cidade, de modo a criar um vínculo pelo menos) arrumar um emprego para completar sua aposentadoria? Que emprego seria esse?
Não estou defendendo interesses pessoais. Estou defendendo que de maneira geral, todos devem continuar a receber o salário integral após a aposentadoria. Assim como a maioria das profissões "pares" estaduais.
Os trabalhadores que não são funcionario publicos se aposentam com um salário menor, pois recebem pelo INSS cujo teto é de R$3.444,00 e por isso tem de trabalhar quando velhos se quiserem ter uma renda compativel com o tempo de ativo (casso tenha sido maior que o teto).
O militar se aposenta após 30 anos com salario integral, não precisa "complementar aposentadoria".
glauberprestes escreveu:

Acima da média de uma Força que tem pouco.A 11ª Brig é uma das Forças pertencentes ao 1/3 que o EB pretende prestigiar. Mas é acima da média, apenas.
Acima da média, é acima da média. Se você acha que a média é baixa, tudo bem.
É e vc acha que a média de recursos é alta. Mais uma demostração do seu entusiasmo infantil, fora da realidade. Ou então sabe que não é, mas não quer reconhecer.


glauberprestes escreveu:
1º Seu pai contribui com apenas 9% do Salário. Os civis, 11%
Aumentamos em 19% então o tempo mínimo de contribuição dos militares. Passariam de 30 anos para 31,5 anos.
Não. Se o militar se aposenta mais cedo, contribuir com 11% do salário, igual aos civis seria injusto. Teria de contribuir com mais.

glauberprestes escreveu:
Assim com a maioria das profissões estaduais extremamente estressantes, que possuem peculiaridades e envolvem risco de morte, a profissão de militar federal recebe aposentadoria integral.
Um militar se aposenta após 30 anos. Você conhece um militar com 30 anos de força nas costas? Um militar com 30 nos de força, servindo na fronteira, se desgastando? Você conhece um militar com 30 anos de força que não tenha problemas no joelho, de audição, stress, ou familiares, acarretados pelo emprego? Se o US Army aposenta um militar com 30 anos de serviço com 75% do salário, tem que estar certo?
E vc continua, mais uma vez, olhando para o proprio umbigo: nunca viu o desgaste dos trabalhadores civis? Dos trabalhadores braçais? Como fica um pedreiro com 30 anos de serviço? De um escriturário por tanto digitar, ocasionando LER?
No tocante ao Exemplo de Aposentadoria das F. As norte-americanas, citei o exemplo da Força do país mais rico do mundo, da Força com o Orçamento que equivale ao somado de todas as outras do mundo. E que vive em Guerras. As nossas Forças Armadas, de um país de 3º mundo, cuja última última guerra que enfrentou foi a mais de 60 anos, teria de ter uma regra de aposentadoria pelo MENOS IGUAl ao do EUA, para ficar dentro de um limite ético, e não ao que tem.
glauberprestes escreveu:
Ao dizer "ou trata as pessoas como gente", "manter a dignidade dos pensionistas", isso é um expediente para imputar ao outro debatedor o papel de carrasco.
Claro. :roll: :roll: :roll:
Estou querendo tirar privilérgios do seu papai (e por isso, sou "carrasco") e das suas poderosas Forças Armadas Brasileiras que "tem bastante orçamento para treinamento", como vc acha.
glauberprestes escreveu:
Na primeira página, o Piffer postou na maior boa vontade o PIM, e você simplesmente responde "e daí? Vocês não tem dinheiro..."

Bela resposta. Adoraria trabalhar num lugar, e alguém me falar: "Tá. Mas vocês não tem dinheiro nem para o almoço."

Se alguém aparecer e anunciar a chegada dos nossos LEO 1A5 como se fosse a chegada dos M1A2 Abrams, vai ser passível de criticas do mesmo jeito, não importa que tenha anunciado de boa ou má vontade.




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Guerra
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Re: PIM 2010

#30 Mensagem por Guerra » Sex Nov 13, 2009 4:09 pm

Eu não ia levar para frente essa discussão sobre aposentadorias de militares, mas é bom esclarecer alguns aspectos dpara que o pessoal mais novo não fique com essa imagem que os militares são funcionarios publicos devoradores de impostos dos verdadeiros trabalhadores.

Essa história de militar tem que ser igual a todos não é nova, e ganhou força na decada de 90 quando o esporte nacional era bater nos militares. Teve seu apice no governo FHC, quando o "igual a todos" virou "diferente dos outros funcionarios publicos". Tendo em vista que os funcionarios publicos tiveram varios aumentos e os militares nenhum (nenhum que eu digo é igual a zero).
O histerismo do pessoal "anti-aposentadoria-integral-dos-militares" (sim, por mais ridiculo que pareça o tema virou uma especie de luta) e suas paixões, recentimentos, traumas ou seja lá o que motivou essa gente criaram a desinformação sobre o assunto. Então é preciso esclarecer que:

- militares não são demonios que pertecem a outra casta social. Os oficiais não são os filhos da elite corrupta, sanguinária etc etc. Na sua maioria vem de classes sociais de classe média e muitas vezes baixa. Os praças não são um bando de ignorantes privilegiados. Só como exemplo tem um subtenente que trabalha comigo que é veterinário. Tem um 3º sgt (um garoto) que é formado em direito e resposavel pela parte juridica da unidade. Portanto somos gente como todo mundo. Temos LER como os escriturários, temos contusões no joelho como jogadores de futebol, problemas psiquiatricos como um leiteiro, temos doenças tropicias como os seringueiros e garimpeiros, desidratação como os cortadores de cana, temos problemas de coluna devido a mochila como os carregadores de saco de açúcar, corremos perigo de levar um tiro como os policiais. Enfim, somos iguais a qualquer trabalhador brasileiro, a única diferença que fizemos um concurso (lembrando que é um concurso aberto a todos) e não temos alguns direitos que os trabalhadores brasileiros tem. Mas isso em si não pode ser considerado como uma diferença.


- “a profissão militar não é diferente.” A profissão é diferente sim. Os militares podem ser igual a todo mundo, mas a profissão é diferente. E é assim em qualquer parte do mundo onde a defesa é lavada a sério. Porque diferente de qualquer profissão, não se acha um militar numa agência de empregos ou lista de classificados. Para se ter um capitão, por exemplo, é preciso recrutar, formar, aperfeiçoar e especializar alguém. Portanto o militar não é apenas um sumidouro inútil de dinheiro publico. O militar é investimento. É alguém onde a nação investiu dinheiro desde primeiro dia que colocou o pé dentro do quartel até sua reforma para ter como retorno a segurança. Lembrando que na reserva o militar ainda produz essa segurança.
Dá para imaginar o prejuízo quando um militar morre antes da reforma? Maior que isso só quando ele morre na ativa, porque a nação tem pegar um garoto e começar tudo de novo para ocupar aquela lacuna.

- “o dinheiro economizado com pensões vai voltar em forma de investimento”. Mentira. Porque os militares ficaram sem aumento por quase um década e não se teve um centavo a mais de investimento em equipamento. E em nenhum outro órgão publico jamais foi feito isso, ou pelos menos se fala em diminuir pensões para auementar investimento. Inclusive dos políticos quem ganham verdadeiras furtunas e se aposentam com dois mandatos. Enfim, não existe nenhuma garantia que isso aconteceria

- “o dinheiro economizado vai voltar em forma de salário”. Mentira. Além dos motivos anteriores para isso não acontecer, se isso acontecer não resolve o verdadeiro problema das FA chamado “evasão”, simplesmente pela incerteza. A idéia é que: “Hoje esta bom, mas é bem provável que amanha fique a mesma bosta de sempre”. Tanto que o ultimo aumento não foi suficiente para diminuir o numero de militares caindo fora da força. Isso mesmo...tem gente abrindo mão de todos esses privilégios que nossa profissão oferece.

- “o ideal para o Brasil é o modelo cubano/americano/israelense/zambiano”. O Brasil precisa se adaptar a nossa realidade e necessidade. E qual é a nossa realidade? Nossa realidade é que cada dia menos gente quer ser militar. Se vão pagar em dólares americanos ou transformar os bens de produção em bens públicos para conseguir, se não aumentar, mas pelo menos manter o padrão atual, isso é outra história. E quais são as nossas necessidades? Bom....é só ler a END. Dá para fazer tudo aquilo com cortadores de cana comandando brigadas?

- “a solução é aumentar o tempo de serviço”. Isso não resolve o problema e cria outro. Mais tempo de serviço é igual a menos claros abertos para os mais novos preencherem e menos gente na reserva (não dá para aumentar o tempo de reforma, já esta no limite)

- “é preciso mudar a previdência dos militares”. Não. É preciso mudar a previdência de todo mundo. O absurdo esta no cara trabalhar a vida inteira e ganhar um salario mínimo. No funcionalismo publico tem mexer também, inclusive dos militares. No caso especifico dos militares eu acho justo o cara ganhar algo próximo ao integral depois da reserva, outro tanto depois da reforma, e a viúva ganhar algo próximo a metade depois que o cara morre.
O que não pode é mais uma vez o militar ser colocado como exemplo. Vamos fazer com os militares primeiro, depois a gente pensa no resto. Sabe quando isso vai acontecer na republica dos sindicatos? Nunca.




A HONESTIDADE É UM PRESENTE MUITO CARO, NÃO ESPERE ISSO DE PESSOAS BARATAS!
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