Paquistão: Conjuntura Contemporânea

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Bolovo
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Re: Paquistão: Conjuntura Contemporânea

#16 Mensagem por Bolovo » Sex Jul 24, 2009 2:49 am

Acredito que EUA e OTAN só terão chance de vencer alguma coisa por lá se tiverem o apoio maciço da população afegã e paquistanesa. Como fazer isso? Oras, dêem alguma esperança lá pra aquele povo, água, escolas, energia eletríca, etc, e não apenas passar lá de vez em quando, quando tem um tiroiteio ou coisa parecida. Daí o afegão ou paquistanês pode pensar 'poxa, talvez eles queiram mesmo nos ajudar, talvez devêssemos apoia-los!'. Alias, acho que já passou da hora de estender as tropas até o Paquistão. Aquilo lá está tudo o mesmo contexto. Ambos Estados fracos, em guerra civil, população literalmente de saco cheio...

Uma das coisas mais impressionantes que já vi, foi uma vez que estava assistindo Nat Geo de um cara que foi lá pro Afeganistão. Ele entrevistou uma afegã, que alias era bem bonita - e não parecia ser aquelas tiazinhas que pela vida sofrida parece ter uns 200 anos de idade, que tinha perdido a família (eu acho) num bombardeio americano que acertou a vila que ela mora, ou algo perto disso. Daí ela, acho que formada em filosofia (ou algo parecido), falou bem algo mais ou menos assim: "olha, eu entendo os motivos que os americanos têm para lutar contra o Talebã, mas minha vila e eu não tenho nada a ver com isso". Eu fiquei assim :shock:

A garota, no meio daquele do nada, tinha perdido a família, amigos, morava naquelas casinhas tradicionais por lá, que tem parede e mais nada, dar uma declaração dessas, totalmente racional, sem querer mandar ninguém para o inferno ou coisa parecida. Meu respeito pelo Afeganistão aumentou umas 3000 vezes desde que vi isso. A garota tem uma visão mais realista e imparcial da coisa do que a gente que está de fora!

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Re: Paquistão: Conjuntura Contemporânea

#17 Mensagem por Enlil » Qua Ago 12, 2009 4:23 am

Terça-feira, 11 de agosto de 2009, 16:43

EUA mantêm ataques a supostos campos taleban

AE-AP - Agencia Estado

ISLAMABAD - Um míssil dos Estados Unidos atingiu um suposto campo do Taleban no Paquistão. A informação foi confirmada por funcionários americanos do setor de inteligência, que falam em 14 militantes mortos. Comandantes do grupo fundamentalista também confirmam o ataque, mas dizem que o número de mortos seriam seis, todos civis. O ataque ocorreu em uma zona de instabilidade tribal no Waziristão do Sul, região montanhosa no noroeste paquistanês, perto da fronteira com o Afeganistão. O governo do Paquistão se opõe publicamente aos ataques com mísseis dos EUA, afirmando que eles enfurecem tribos e tornam mais difícil as operações do exército contra o Taleban.

As críticas, porém, foram suspensas na semana passada, após a provável morte do líder taleban no Paquistão, Baitullah Mehsud. Ele era um procurado internacional, acusado de tramar o assassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, em 2007, e vários outros atentados suicidas. Washington e Islamabad afirmam estar quase certos de que o ataque de um avião não tripulado o matou. Comandantes do Taleban, porém, afirmaram que Mehsud continua vivo.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 7106,0.htm




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Re: Paquistão: Conjuntura Contemporânea

#18 Mensagem por César » Qua Ago 12, 2009 5:39 pm

Tem alguém aí que é assinante da Folha ou do uol?

12/08/2009 - 09h02
Tropas padecem em área tribal do Paquistão

colaboração para a Folha Online

Hoje na Folha As tropas do Exército paquistanês que enfrentam os militantes do grupo radical islâmico Taleban nas áreas tribais do país são formadas por comandantes em geral otimistas, mas também por soldados em condições péssimas e capitães jovens com crise de consciência, informa Igor Gielow na edição desta quarta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Na semana passada, a Folha esteve em três centros de comando, visitou postos avançados, acompanhou patrulhas de soldados paquistaneses e constatou que há uma sensação generalizada de que o esforço não é apreciado no Ocidente.

As condições também são precárias. Nos postos avançados, geralmente casas destruídas com paredes refeitas com tijolos de barro, os soldados vivem miseravelmente. Todos comem a mesma comida, quase invariavelmente o chicken karahi (galinha com arroz e muita, muita pimenta).

Os postos mais altos nas montanhas, como o que fica perto de Kumbar, são disputados porque lá o sinal de celular costuma pegar.

As camas são idênticas às vistas nas margens de estradas paquistanesas: de madeira e cordas entrelaçadas, como uma maca. Ficam ao ar livre, para dar conta do calor de quase 40ºC desta época do ano.

O clima impõe casos de insolação às tropas, que usam pesados coletes à prova de bala no calor.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mund ... 8503.shtml




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Re: Paquistão: Conjuntura Contemporânea

#19 Mensagem por Arlei34 » Qua Ago 12, 2009 6:37 pm

Bolovo escreveu:Acredito que EUA e OTAN só terão chance de vencer alguma coisa por lá se tiverem o apoio maciço da população afegã e paquistanesa. Como fazer isso? Oras, dêem alguma esperança lá pra aquele povo, água, escolas, energia eletríca, etc, e não apenas passar lá de vez em quando, quando tem um tiroiteio ou coisa parecida. Daí o afegão ou paquistanês pode pensar 'poxa, talvez eles queiram mesmo nos ajudar, talvez devêssemos apoia-los!'. Alias, acho que já passou da hora de estender as tropas até o Paquistão. Aquilo lá está tudo o mesmo contexto. Ambos Estados fracos, em guerra civil, população literalmente de saco cheio...

Uma das coisas mais impressionantes que já vi, foi uma vez que estava assistindo Nat Geo de um cara que foi lá pro Afeganistão. Ele entrevistou uma afegã, que alias era bem bonita - e não parecia ser aquelas tiazinhas que pela vida sofrida parece ter uns 200 anos de idade, que tinha perdido a família (eu acho) num bombardeio americano que acertou a vila que ela mora, ou algo perto disso. Daí ela, acho que formada em filosofia (ou algo parecido), falou bem algo mais ou menos assim: "olha, eu entendo os motivos que os americanos têm para lutar contra o Talebã, mas minha vila e eu não tenho nada a ver com isso". Eu fiquei assim :shock:

A garota, no meio daquele do nada, tinha perdido a família, amigos, morava naquelas casinhas tradicionais por lá, que tem parede e mais nada, dar uma declaração dessas, totalmente racional, sem querer mandar ninguém para o inferno ou coisa parecida. Meu respeito pelo Afeganistão aumentou umas 3000 vezes desde que vi isso. A garota tem uma visão mais realista e imparcial da coisa do que a gente que está de fora!

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Falando em Huntington, tenho que arranjar o Choque de Civilizações para fazer um trabalho sobre ele até quinta... :!:
Como a guerra no Pasquistão-Afeganistão trata-se de uma guerra em que a população local vê os americanos como força invasora terem motivações de fundo religioso para fundamentar uma resistência acredito que dificilmente haverá um balanço positivo para os EUA.
As condições ideológicas e locais (guardando as devidas proporções) são as mesmas em que Mao -Tsé-Tung encontrou na China quando teorizou sobre a "guerra popular prolongada" (GPP), pois existe uma causa nacional que aglutina ideológicamente as populações locais. Este é um fator que nossos "comunas" não levaram em conta quando usaram a GPP para combater o governo militar. Nos locais onde esta forma de guerra foi vitóriosa (vide Vietnã, China, Laos Cuba, etc) havia uma causa que aglutinava a nação que possibilitou aos marxistas canalizarem estas forças sociais rebeldes para sua propria causa.
Portanto estou convencido que a guerra no Afeganistão-Pasquistão é uma guerra perdida para os EUA e aliados.




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Re: Paquistão: Conjuntura Contemporânea

#20 Mensagem por rodrigo » Qui Ago 13, 2009 3:02 pm

The Counterinsurgency in Pakistan
By Kamran Bokhari and Fred Burton | August 13, 2009


Since the start of the U.S.-jihadist war in late 2001, and particularly since the rise of the Taliban rebellion within its own borders in recent years, Pakistan has been seen as a state embroiled in a jihadist insurgency threatening its very survival. Indeed, until late April, it appeared that Pakistan was buckling under the onslaught of a Taliban rebellion that had consumed large chunks of territory in the northwest and was striking at the country’s core. A Shariah-for-peace deal with the Taliban in the Swat region, approved with near unanimity by the parliament, reinforced the view that Pakistan lacked the willingness or capability to fight Islamist non-state actors chipping away at its security and stability.
In the last three months, however, the state has staged a dramatic comeback, beginning with an offensive in Swat and adjacent districts that has resulted in the state regaining control over most of the affected areas. (The offensive is still under way.) The government action in Swat was followed by limited air and ground operations in the South Waziristan region, along with an intelligence campaign in cooperation with the United States, which has resulted in a two-month respite from any major insurgent suicide bombings. Most important was the killing Aug. 5 of top Pakistani Taliban commander Baitullah Mehsud in a bombing strike by a U.S. unmanned aerial vehicle.

While many observers still view Pakistan as a state beset by a jihadist insurgency, the government’s counterinsurgency campaign has clearly taken center stage. This does not mean that the jihadists no longer constitute a threat. They are and will remain a significant threat for the foreseeable future, but the state has recently gained the upper hand in the struggle — at least for now.
What Changed and How
This dramatic change begs the question: How was the government of Pakistan able to turn the situation around? This is an important question given the complex and historic relationship between the country’s security establishment and Islamist militants of various stripes. This relationship has long prevented the state from taking decisive action — even in the face of a growing threat to the state’s integrity. The first stirrings of the change can be traced back to the aftermath of the Mumbai attacks in November 2008, which brought Pakistan to the brink of war with India at a time when Islamabad was also facing a raging insurgency at home.


The dual security threats from domestic and foreign jihadists, coupled with political instability and an economy on the verge of collapse, created intense pressure on the Pakistani state. This pressure led to a consensus within the military-intelligence establishment that regaining control over Islamist militants was critical to the survival of the country. After aligning with Washington in the war against the jihadists, Islamabad had gradually lost control of Islamist militant groups it had previously backed as instruments of foreign policy in dealing with Afghanistan and India. (Islamabad had even helped create some of these groups.) While Pakistan was trying to balance its need to maintain influence over these groups with its obligations to the Americans in the U.S.-led war against jihadists, many of these groups, to varying degrees, moved into al Qaeda’s orbit.
The first order of business for Islamabad was to deal with renewed pressure from Washington and defuse tensions with New Delhi in order to avoid war. This required going after rogue elements of Lashkar-e-Taiba (LeT) — aka Jamaat-ud-Dawah (JuD) — which, Pakistan acknowledged, masterminded the Mumbai attacks. Because LeT/JuD had morphed over the years into a wider social phenomenon in Pakistan, isolating the rogues from the mainstream group has been no easy task, evidenced by the fact that the effort is still under way.
Getting tough with LeT/JuD required the military-intelligence leadership to make further personnel changes within the country’s premier spy service, the Inter-Services Intelligence (ISI) directorate, a process that had been under way since army chief Gen. Ashfaq Kayani appointed the current ISI director-general, Lt. Gen. Ahmed Shuja Pasha, in September 2008. Dozens of ISI officials were replaced, and under its new leadership the directorate played a lead role in the crackdown on rogue members of LeT/JuD. However, the state’s need to deal with the crisis triggered by the Mumbai attacks and focus on the LeT/JuD problem provided the Pakistani Taliban the time and space to further entrench themselves in the Federally Administered Tribal Areas (FATA) and the North-West Frontier Province (NWFP).
Pakistan was able to ward off the threat of war with India but, in the process, the Pakistani Taliban assumed a more menacing posture. The crackdown against LeT/JuD was useful in that it was the first major move against a former proxy — an experience that paved the way for a wider campaign against Taliban forces in Swat and FATA. If Pakistan could no longer allow LeT/JuD (a group that it was not at war with) to use the country as a staging ground for attacks against India, it certainly could not tolerate the Pashtun jihadists and their Punjabi allies who were waging an open rebellion on Pakistani soil.
The stakeholders in Islamabad had begun to realize that there was no alternative to fighting the Taliban rebels, but this, too, was a daunting task. Clearly, Islamabad was not capable of waging an all-out assault against the entire rebel movement, for this entailed battling multiple groups in multiple theaters. A lack of consensus within the state and a dearth of support from the Pakistani public for such an initiative meant that a major offensive would only make matters worse.
For one thing, there was the risk of exacerbating the situation in cases where Taliban groups that were not fighting Islamabad could align with the likes of Mehsud and Maulana Fazlullah (leader of the Taliban group in Swat). The fear of turning more and more Pashtuns into Taliban served as a major arrestor, preventing the state from taking meaningful action beyond limited successes achieved by Frontier Corps-led security forces in the FATA’s Bajaur agency. These considerations, and the need to buy time, led to negotiations with the Taliban group in Swat that resulted in the peace deal.
Emboldened by their victory in establishing a Taliban emirate in the greater Swat region, the Taliban group there decided to push farther eastward, sending its fighters into Buner district and demanding that Shariah be imposed not just in the greater Swat region but also in the entire country. In fact, the lead negotiator on behalf of the Swat Taliban, Maulana Sufi Muhammad, declared the Pakistani Constitution un-Islamic and those who opposed Shariah infidels. Meanwhile, the suicide-bombing campaign of the Mehsud-led Taliban group, which targeted mostly security forces in major cities like Islamabad and Lahore, had generated widespread public outrage.
The move on the part of the Swat Taliban to try and project power beyond their turf proved to be the turning point where the state finally realized it needed to take a firm stand against the rebels. It was at that time, in late April, that the government embarked on Operation Rah-i-Rast with the goal of eliminating the Taliban stronghold in the Swat region. Though the offensive was limited to Swat and its adjacent districts, the state took advantage of the budding public opinion against the jihadists and launched a major media campaign against “Talibanization” that proved extremely useful. It was also very timely, given the fact that more than 2 million residents of the greater Swat region were displaced from their homes during the government offensive, and this could well have undermined public support for the operation.
In the three and a half months since the Swat offensive began, the government has successfully cleared Taliban fighters from most of the region. Indeed, the Swat Taliban network has been disrupted and its war-making machine degraded to the point where it no longer has the capability to regain control over the area — though the leadership is still at large, which means a low-intensity conflict will continue to simmer for some time. Security forces are likely to remain in the area for at least two years and there reportedly are plans to build a permanent military garrison in Swat for the first time.
In early June, after its initial success in Swat, the military turned its attention to the country’s largest jihadist hub — South Waziristan — where it knew it couldn’t stage a major offensive along the lines of what it was doing in Swat. The hostile terrain — both physical and human — coupled with its status as an autonomous region and the government’s lack of troops, forced the state to combine limited air and ground attacks with intelligence operations to isolate Mehsud and his Tehrik-i-Taliban Pakistan movement from the wider Taliban phenomenon.
In the midst of this campaign, the ISI, working in coordination with the CIA, was able to eliminate Mehsud, under whose leadership the Pakistani Taliban went from being a low-level militancy in South Waziristan to being a broad insurgent movement throughout the FATA, large parts of the NWFP and in parts of the core province of Punjab. Mehsud’s death has initiated a power struggle among his associates for control of his group that Islamabad is trying hard to exploit.
Where to From Here?
Between the re-taking of most of Swat, which has allowed for the return of some 765,000 displaced residents, and the elimination of Mehsud, Pakistan has gained an important edge in its struggle against its Taliban rebels that it can build upon to deliver a decisive blow. But there are a lot of moving parts in play that have to be dealt with in order to ensure continued progress.
Though the Swat Taliban have been damaged, they have not been entirely defeated, which will not happen until their leadership is captured or killed (or until they cannot recruit new fighters from their madrassas). And as displaced residents return to the region, a massive amount of reconstruction and development work is necessary to prevent unrest that the Taliban could exploit. Restoring the writ of the state entails the re-establishment of political administration and local law enforcement, and there are other areas in the NWFP — especially the districts that run parallel to the FATA — that also need to be brought back under government control.
In Waziristan and the rest of the FATA, Mehsud’s death has wounded the Taliban, but they are very much entrenched in the region, along with their al Qaeda and other transnational allies. Any counterinsurgency campaign in the tribal areas is going to be exponentially more difficult than the offensive in Swat. This is why the military is now aligning itself with pro-Pakistani tribal and militant forces to try and root out those waging war against the state. Being able to distinguish between those militants hostile to Pakistan and those focused on Afghanistan is going to be hard not only because of the fluidity of the Taliban phenomenon but also because it complicates U.S.-Pakistani relations.
Then there is the matter of how Islamabad balances its efforts to re-assert state control over areas on its side of the border with an international move to talk to the Taliban in Afghanistan. The challenge for Pakistan is to regain influence in its western neighbor by reviving its contacts and thus influence with the Afghan Taliban while rolling back Talibanization in its own Pashtun areas. Efforts to neutralize FATA-based domestic rebels impacts Taliban groups focused on Afghanistan, whose support Pakistan needs to crush the domestic insurgency and re-establish its influence in Afghanistan.
While Pakistan’s Pashtun areas are most affected by Talibanization, the phenomenon has made considerable inroads into Pakistan’s core, where the Taliban, like the LeT/JuD, manifest themselves more as social movement. This is why, in addition to the counterinsurgency and counterterrorism campaign, Pakistan has also begun focusing on anti-extremism and de-radicalization efforts — the ideological battle — which is designed to drain the swamp in which the jihadists are able to grow and operate. While Pakistani public opinion has turned against the Taliban in a meaningful manner, there are still significant pockets of social support and a large number of people who remain ambivalent about the need for a comprehensive campaign against the jihadists.
Pakistan’s ability successfully to press ahead with this multidimensional effort depends on its ability to contain political instability within tolerable limits and improve economic conditions. While the judicial crisis ended with the reinstatement of the chief justice fired by former President Pervez Musharraf, political stability remains elusive because of the country’s fragmented political landscape and the weakness of its civilian institutions. And while a loan from the International Monetary Fund has helped Pakistan avoid bankruptcy, it will be some time before the economic conditions begin to improve to the point where Islamabad is able to meet its routine financial obligations and pay the multibillion-dollar cost of fighting the Taliban.

http://www.stratfor.com/




"O correr da vida embrulha tudo,
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sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."

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Re: Paquistão: Conjuntura Contemporânea

#21 Mensagem por César » Qui Ago 13, 2009 5:38 pm





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Re: Paquistão: Conjuntura Contemporânea

#22 Mensagem por Enlil » Sex Ago 21, 2009 3:22 pm

Sexta-feira, 21 de agosto de 2009, 14:37

Ataque de míssil dos EUA mata 12 no Paquistão

AE-AP - Agencia Estado

ISLAMABAD - Um avião norte-americano teleguiado disparou hoje um míssil contra um suposto esconderijo de insurgentes no noroeste do Paquistão, numa tentativa de liquidar um comandante jihadista acusado de atacar tropas ocidentais no Afeganistão. De acordo com oficiais da inteligência do Paquistão, o míssil deixou 12 mortos, entre eles, três mulheres. Não há informações se Siraj Haqqani, o comandante do grupo fundamentalista Taleban que atuava dos dois lados da fronteira, também foi morto.

O míssil de hoje atingiu um conjunto de casas em Dande Darpa Khel, um vilarejo que fica a um quilômetro ao oeste de Miran Shah, no Waziristão do Norte, disseram quatro oficiais da inteligência paquistanesa, sob condição anonimato. Os EUA lançaram o ataque baseados na informação de que Haqqani estava no complexo, segundo afirmaram dois funcionários baseados em Miran Shah. Porém, as autoridades paquistanesas não confirmaram se ele estava no local.

Os Estados Unidos são suspeitos de terem lançado mais de 40 ataques de mísseis, disparados por aviões não tripulados e teleguiados, contra alvos do Taleban e da Al-Qaeda próximos à fronteira afegã desde o ano passado. Esses ataques mataram vários militantes, mas também civis. O país afirma que uma dessas investidas, no começo deste mês, matou o chefe do Taleban paquistanês, Baitullah Mehsud.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 2627,0.htm




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Re: Paquistão: Conjuntura Contemporânea

#23 Mensagem por P44 » Seg Ago 31, 2009 10:34 am

US Accuses Pak of Illegally Modifying Harpoon Missile & P-3C Aircraft


(Source: ddi Indian Government news; issued August 31, 2009)



Validating New Delhi's fears that Islamabad was using US security aid to beef up its military against it, the Obama administration has accused Pakistan of illegally modifying the Harpoon anti-ship missile and maritime surveillance aircraft P-3C for land attacks for potential use against India.

'The New York Times' in a front page story reports that the Obama Administration, lodged its protest in this regard with Pakistan Prime Minister Yousuf Raza Gilani in June, adding to the tension between the two countries.

Quoting unnamed officials from the Administration and the US Congress, the daily said Washington has also accused Pakistan of modifying American-made P-3C aircraft for land-attack missions, another violation of United States law.

The Obama Administration's accusation confirms New Delhi's stand that the US military aid is primarily used by Pakistan to strengthen and build up its army against India.


Click here for the New York Times article, on the NYT website.
http://www.nytimes.com/2009/08/30/world ... tan&st=cse

-ends-




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Re: Paquistão: Conjuntura Contemporânea

#24 Mensagem por Enlil » Seg Ago 31, 2009 3:05 pm

Segunda-feira, 31 de agosto de 2009, 11:40 | Online

Paquistão anuncia morte de 45 taleban no Vale do Swat

Apesar de frequentes atentados terroristas, governo diz retomar segurança na região gradativamente

Agência Estado e Associated Press

ISLAMABAD - As forças de segurança do Paquistão anunciaram nesta segunda-feira, 31, a morte de pelo menos 45 membros do Taleban, em combates em vários pontos do Vale do Swat. No domingo, um ataque suicida com explosivos contra um posto policial matou 17 cadetes.

O Exército afirma que está restaurando a segurança no Swat, no noroeste do país, após uma operação de três meses encerrar o controle dos rebeldes em várias áreas da zona. Mas os ataques suicidas e confrontos continuam.

Os milicianos juraram vingar a recente ofensiva dos militares para retomar o Swat e a morte do líder máximo do Taleban no país, em um ataque com mísseis norte-americanos, perto da fronteira com o Afeganistão, no início de agosto.

O ataque suicida de domingo no Swat foi o mais mortífero desde que o Exército recuperou o controle da região, em julho. Os soldados em busca de milicianos após o ataque encontraram resistência em vários pontos, e os combates se estenderam até a segunda-feira, deixando cerca de 30 mortos, segundo o porta-voz do Exército, coronel Akhtar Abbas.

Em declarações separadas feitas na segunda-feira, o Exército indicou que matou mais 15 milicianos, em outras cinco áreas, nas 24 horas anteriores. Além disso, dois soldados morreram. Os números não podem ser confirmados por fontes independentes.

O número de mortos após o ataque ao posto policial no domingo subiu para 17, informou o representante do hospital local Ikram Khan. O agressor conseguiu entrar em um jardim de uma estação na cidade de Mingora e detonou uma carga de explosivos junto a um corpo de voluntários que eram treinados para a função de policiais comunitários. As autoridades paquistanesas acusaram o Taleban pelo ataque.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 7359,0.htm




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Re: Paquistão: Conjuntura Contemporânea

#25 Mensagem por Enlil » Sáb Set 12, 2009 4:57 am

Atualizado em 11 de setembro, 2009 - 09:29 (Brasília) 12:29 GMT

Paquistão anuncia prisão de alto líder do Talebã

As forças de segurança do Paquistão anunciaram que prenderam um dos principais líderes do Talebã e quatro outros comandantes do movimento durante uma ofensiva na conturbada região do vale do Swat, no noroeste do país.

O Exército deu poucos detalhes sobre a operação, mas Muslim Khan é qualificado como porta-voz do Talebã e uma das figuras mais reconhecidas da milícia na região.

Ele falava com frequência em nome do chefe do movimento no vale do Swat, Maulana Fazlullah, que ainda está foragido.

As forças paquistanesas lançaram uma ofensiva contra o Talebã em abril, depois que o movimento praticamente assumiu o controle da região, que fica na Província da Fronteira Noroeste, perto da capital paquistanesa, Islamabad.

O Exército paquistanês qualificou a captura de Khan como "uma operação bem sucedida".

Segundo o correspondente da BBC em Islamabad Ilyas Khan, a captura do porta-voz do Talebã é um marco significativo para as operações do Exército no vale do Swat.

Uma das maiores críticas feitas à operação militar na região tinha sido justamente o seu fracasso em prender os principais líderes do movimento no vale do Swat.

Entre os homens detidos com Muslim Khan estava Mahmood Khan, tido como outro importante comandantes do Talebã no Swat.

Não ficou claro exatamente quando eles foram capturados. Mas havia uma promessa de recompensa equivalente a US$ 121 mil por informações sobre seu paradeiro.

'Corpos'

Os combates no vale do Swat começaram em abril, quando as forças do Talebã paquistanês expandiram suas operações para distritos a apenas 96 quilômetros da capital do país, Islamabad.

Sob os termos de um acordo fechado com o governo paquistanês, os militantes deveriam entregar as armas em troca pela implementação da Sharia (leis islâmicas) na região que inclui o vale do Swat.

O Paquistão considerou que o Talebã violou este acordo, dando início à operação militar. Com a intensificação dos combates, cerca de dois milhões de pessoas abandonaram suas casas. Embora muitas tenham voltado ao distrito, ainda há distúrbios e mortes na área.

Há notícias de que os combates persistem em bolsões isolados na região e, nas últimas semanas, foram encontrados mais de 200 corpos em vários pontos do vale.

Os corpos são de pessoas que teriam sido executadas que, acredita-se, seriam supostos militantes do Talebã.

Forças de segurança negaram com veemência que execuções eram parte de sua ofensiva contra o movimento. Elas alegam que moradores locais estariam por trás dos ataques.

Estas informações não foram confirmadas, mas os moradores formaram milícias tribais para enfrentar militantes no que correspondentes dizem ser um novo fenômeno na região.

Integrantes de uma milícia tribal mataram três supostos insurgentes em meados deste mês.

O Exército vem encorajando as pessoas na área a formarem forças de combate voluntárias. Organizações como esta existem em outras partes do noroeste do Paquistão.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticia ... esog.shtml




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Re: Paquistão: Conjuntura Contemporânea

#26 Mensagem por Enlil » Sex Set 18, 2009 7:59 am

Sexta-feira, 18 de setembro de 2009, 05:33

Dezenas de mortos em ataque suicida no Paquistão

Carro com explosivos explodiu perto de uma parada de ônibus e um hotel na cidade de Kohat


Efe

ISLAMABAD - Pelo menos quatorze pessoas morreram e várias mais ficaram feridas em um atentado suicida registrado nesta sexta-feira, 18, em um mercado do noroeste do Paquistão, segundo uma fonte citada pelo canal de televisão Dawn.

O ataque aconteceu na cidade de Kohat - na conflituosa Província da Fronteira Noroeste (NWFP) -, sendo que para o local se deslocaram várias equipes policiais e de socorro para socorrer as vitimas.

De acordo com testemunhas citadas pelo canal Geo TV, o suicida conduzia um carro carregado com explosivos que detonou junto a uma parada de ônibus situada próxima a um hotel, no mercado da zona de Kacchapakka.

Segundo várias fontes, o hotel e várias pequenas lojas desabaram por efeito da explosão, levando as autoridades a acreditar que haja mais vítimas soterradas pelos escombros.

"Não há nenhum número de vítimas definitivo - disse um policial de Kohat. Ainda estamos levando pessoas ao hospital". Geo estima em 22 o número de mortos. As autoridades declararam o estado de emergência em todos os hospitais da cidade para atender aos feridos. Após o ataque suicida, um grupo de aldeões enfurecidos apedrejou vários carros na estrada de Hangu à altura de Kacchapakka.

O Paquistão celebra hoje a última sexta-feira do Ramadã (Jamat UL wida), o que levou as forças de segurança levantar um alerta à população que poderiam registrar-se ações e atentados dos fundamentalistas, muito ativos nesta parte do país.

Os talebans paquistaneses costumam focar nas forças de segurança, embora também realizem ataques contra hotéis, concentrações religiosas e áreas movimentadas, com um alto custo para a população civil.

O atentado já foi condenado pelo primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Raza Gillani, e também pelo prsidente do país, Asif Ali Zardari, que se encontra em Londres em visita oficial.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 7125,0.htm




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Re: Paquistão: Conjuntura Contemporânea

#27 Mensagem por Enlil » Dom Set 20, 2009 6:14 am

Sábado, 19 de setembro de 2009, 12:40 | Online

Paquistão vai indiciar suspeitos de ataque em Mumbai

AE-AP - Agencia Estado

ISLAMABAD - O Paquistão vai indiciar na semana que vem sete suspeitos de planejar o ataque terrorista à cidade indiana de Mumbai, em novembro do ano passado, informou hoje o ministro do Interior, Rehman Malik.

Os suspeitos estão sendo ouvidos em audiências a portas fechadas em uma corte dentro de uma prisão de segurança máxima, em Rawalpindi. Até agora, nenhuma acusação foi apresentada contra eles. A próxima audiência está marcada para o dia 26.

Malik pareceu disposto a assegurar aos indianos que o Paquistão está determinado a levar à justiça os organizadores do ataque que matou 166 pessoas - entre elas, nove dos dez agressores - e acirrou as tensões entre os dois países. "Quero dizer a Índia que nós queremos ser seus amigos", afirmou o ministro.

A Índia culpa o grupo miliciano paquistanês banido Lashkar-e-Taiba pelos ataques. Sob intensa pressão internacional, o Paquistão reconhece que a maior parte do plano foi originada em seu território. Contudo, Malik disse que a Índia precisa entregar qualquer evidência contra Hafiz Muhammad Saeed, um dos fundadores do Lashkar-e-Taiba. Saeed foi preso em dezembro, depois que Índia entregou um dossiê com indícios de sua participação nos ataques. Em julho, ele foi liberto por uma corte paquistanesa sob o argumento de que não havia provas suficientes contra ele. As informações são da Associated Press.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 7796,0.htm




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Re: Paquistão: Conjuntura Contemporânea

#28 Mensagem por Enlil » Sex Set 25, 2009 9:40 am

Quinta-feira, 24 de setembro de 2009, 06:04 | Online

Emboscadas do Taleban deixam 15 mortos no Paquistão

Insurgentes atacaram opositores; em enfrentamento com a polícia e com moradores, rebeldes tiveram baixas


Efe e Associated Press

ISLAMABAD - Insurgentes do Taleban emboscaram nesta quinta-feira, 24, uma caravana de chefes tribais na região noroeste do Paquistão e alvejaram o veículo em que estavam a tiros, deixando nove pessoas mortas e outras seis feridas.

Os chefes tribais, opositores dos insurgentes, viajavam da área de Machikhel para o distrito de Bannu, onde se encontrariam com autoridades de segurança, quando foram atacados pelos militantes, segundo o policial Mohammad Ghani Khan. Os seis feridos foram levados a um hospital da região, segundo o oficial.

Após a emboscada, os residentes da área saíram armados às ruas para combater os rebeldes e evitaram que matassem os sobreviventes, acrescentou Khan. As forças de segurança chegaram ao local momentos depois e trocaram tiros com os insurgentes.

O distrito de Bannu está situado na Província da Fronteira do Noroeste ao lado das regiões tribais do Waziristão do Norte e do Sul, consideradas os maiores redutos do Taleban e de militantes da rede terrorista Al Qaeda no Paquistão.

Em algumas zonas, sobretudo nos territórios habitados por pessoas de etnia pashtun, é habitual que se realizem conselhos tribais ("yirgas") para resolver disputas entre moradores ou grupos rivais.

Vale do Swat

Na região do Vale do Swat, também no noroeste do país, os taleban promoveram outra emboscada contra seus opositores e mataram dois deles. O ataque foi realizado enquanto os membros do "comitê de paz" dormiam. Houve enfrentamento entre os insurgentes e a polícia após o ataque, e quatro talebans foram mortos.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 0189,0.htm




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Re: Paquistão: Conjuntura Contemporânea

#29 Mensagem por Enlil » Seg Set 28, 2009 12:57 am

Domingo, 27 de setembro de 2009, 17:46

Índia diz que teve conversa construtiva com Paquistão


REUTERS

NOVA YORK - O ministro do Exterior da Índia disse que teve uma conversa "útil, construtiva e franca" com seu colega paquistanês no domingo, mas não chegou a anunciar uma retomada de negociações plenas de paz entre os dois países rivais, ambos dotados de armas nucleares.

Os ministros S.M. Krishna, da Índia, e Shah Mehmood Qureshi, do Paquistão, tiveram um encontro de 100 minutos nos bastidores da reunião anual da Assembleia Geral da ONU, numa nova tentativa de melhorar as relações azedadas pelo ataque de militantes contra Mumbai, Índia, no ano passado.

Krishna disse a jornalistas que tratou com Qureshi dos temores de Délhi em relação a grupos militantes cujas bases estão no Paquistão e que Qureshi lhe disse que Islamabad está tomando medidas contra esses grupos.

As relações entre os dois países foram congeladas após o ataque a Mumbai, em novembro. A Índia suspendeu um processo de paz que já durava cinco anos, dizendo que o Paquistão teria que tomar medidas decisivas contra militantes que a Índia responsabiliza pelo ataque.

O encontro do domingo foi a quarta reunião bilateral entre Índia e Paquistão nos bastidores de reuniões internacionais desde junho. Mas o degelo vem sendo prejudicado pela oposição política na Índia e pelo que a Índia considera ser uma demora do Paquistão em combater o grupo militante Lashkar-e-Taiba, ao qual é atribuído o ataque em Mumbai.

Os Estados Unidos querem que os rivais nucleares reduzam a tensão entre eles e retomem o diálogo, para que o Paquistão possa voltar suas atenções ao Taliban e à Al Qaeda na fronteira afegã.

Índia e Paquistão já travaram três guerras desde a independência, em 1947, e quase voltaram a entrar em guerra em 2002. Os dois países testaram bombas nucleares em 1998.

As décadas de hostilidade entre os dois países, centradas em sua disputa pela região da Caxemira, situada no Himalaya e de população majoritariamente muçulmana, vêm dificultando ou impossibilitando o comércio e os investimentos entre eles.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 1859,0.htm




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Re: Paquistão: Conjuntura Contemporânea

#30 Mensagem por Enlil » Seg Out 05, 2009 4:22 pm

Segunda-feira, 5 de outubro de 2009, 08:42 | Online

Homem-bomba mata 5 em agência da ONU no Paquistão

Vestido de soldado paramilitar, terrorista ataca escritório do Programa Mundial de Alimentos em Islamabad


SLAMABAD - Um homem-bomba vestido como soldado paramilitar atacou um escritório do Programa Mundial de Alimentos (WFP) da ONU na capital paquistanesa nesta segunda-feira, 5, matando cinco pessoas e deixando diversos feridos, segundo autoridades.

Segundo a BBC, nenhum grupo reclamou a autoria do atentado, mas o Taleban paquistanês é o principal suspeito. Os insurgentes prometeram vingança pela morte de seu líder Baitullah Mehsud em um ataque de aviões não tripulados americanos em agosto passado. Recentemente, o grupo esteve por trás de uma série de atentados no país.

O Paquistão luta contra militantes islâmicos que usaram diversas bombas em cidades e centros visando as forças de segurança do governo e estrangeiros como alvo. "Fui para o meu escritório no primeiro andar e enquanto sentava na minha cadeira ouvi uma grande explosão", afirmou Arshad Jadoon, da WFP, à Reuters fora da representação fortemente guardada numa área residencial em Islamabad.

Autoridades nos hospitais da cidade afirmaram que cinco pessoas foram mortas. A polícia afirmou que um estrangeiro, um iraquiano, estava entre os mortos enquanto a WFP afirmou que três pessoas de sua equipe foram mortas e outras várias ficaram feridas.

A ONU fechou temporariamente seu escritório no Paquistão depois da explosão por motivo de segurança, afirmou uma porta-voz da organização. Segundo Malik, o agressor estava disfarçado de soldado paramilitar e entrou na WFP depois de pedir a um guarda no portão se poderia usar o banheiro.

Cães farejadores foram levados para o local e investigadores estavam no telhado, procurando pistas. O edifício agora está cercado pela polícia anti-terrorismo, fortemente armada. Para o Paquistão, esta é uma desconfortável lembrança de que sua capital continua vulnerável e prova que os militantes ainda podem atacar, apesar da segurança reforçada.

O Exército fez algum progresso contra militantes no noroeste e o ministro do Interior, Rehman Malik, afirmou que o pilar do Taliban paquistanês foi quebrado. Mas os militantes contra-atacaram com diversas atentados a bomba nos últimos dias, num momento que o Exército se prepara para lançar uma ofensiva no maior bastião do Taliban paquistanês na região de Waziristão do Sul, na fronteira com o Afeganistão.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 5978,0.htm




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