UCRÂNIA
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Re: UCRÂNIA
Pelo menos 18 pessoas morreram — entre elas seis crianças — e 61 ficaram feridas em um ataque russo com míssil balístico à cidade de Krivoi Rog, localizada no centro da Ucrânia e terra natal do presidente Volodimir Zelensky. O míssil atingiu uma zona residencial, próxima a um parque infantil. O presidente Zelensky afirmou que a Rússia “não demonstra qualquer interesse em cessar a invasão” e defendeu que apenas a pressão internacional combinada com o fortalecimento da defesa aérea ucraniana pode pôr fim ao conflito. “O mundo inteiro vê que a Rússia não quer parar. Esse ataque é a prova”, disse o presidente em comunicado no Telegram. Segundo o governador da região de Dnipropetrovsk, Sergii Lisak, o ataque causou “uma dor que não se deseja nem ao pior inimigo”. A cidade de Krivoi Rog, com cerca de 600 mil habitantes antes da guerra, está localizada a 60 km da linha de frente e tem sido alvo constante de drones e mísseis russos. Dois dias antes, outro bombardeio russo havia matado quatro pessoas na mesma cidade.
Raphael
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Re: UCRÂNIA
No vídeo fala que a FAB-3000 UMPK/UMPC errou a barragem, mas não acho que tenha sido o caso. Olhando as coordenadas (50°57'49.0"N 35°20'39.1"E) do local, a estrada da barragem fica em cima do rio Udava, o rio que fica no lado esquerdo do vídeo, onde a bomba caiu. Pode ter errado por uns 10 metros, mas é isso. Agora o interessante é olhando as imagens mais claras do vídeo, a bomba FAB-3000 UMPK/UMPC caiu de uma altitude elevada, isso pode significar que a bomba deve ter sido lançado próximo da barragem, considerando que a Ucrânia não deve ter abatido a aeronave, os russos se sentiram confiantes o suficiente para lançar a bomba próximo da barragem que fica dentro da Rússia na área fronteiriça com a Ucrânia.
Um dado exemplo que poderia ter ocorrido:
Um dado exemplo que poderia ter ocorrido:
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Re: UCRÂNIA
Isso aqui é uma consequência direta do ambiente moldado da guerra, ambos os lados incapazes de superar as defesas e explorar avanços maiores. A necessidade de flexibilização do emprego de subunidades obrigou ambos a travarem uma guerra de desgaste onde cada lado é incapaz de superar o Recon Fires Complex do outro lado.
Enquanto cada lado não for capaz de superar essa realidade, continuaremos a assistir vídeos desse tipo. Só desmantelando o Recon Fires Complex do oponente que veríamos a manobra retornar ao campo de batalha, cada Recon Fires Complex requer comando e controle usando drones, além de comunicações rápidas e seguras, mirar qualquer um deles efetivamente deve desmantelar o complexo.
A interceptação de drones é uma realidade. Sabemos que a EW é especialmente eficaz nisso, mesmo drones dedicados de designação de alvos ISTAR usando sinais de salto de frequência "endurecidos" não são imunes a EW poderosos e eficazes. Além disso, as defesas aéreas VSHORAD também são conhecidas por cobrar seu preço dos drones, especialmente aqueles que operam atrás das linhas inimigas. E, mais recentemente, os ucranianos foram pioneiros em drones FPV para realizar operações de C-UAS (defesa antidrone), seja autodetonando ou colidindo com drones de reconhecimento inimigos. E é sabido desde os primeiros dias da maneira como os Centros de Operações Táticas (COT) podem ser localizados e alvejados, com não poucos postos de comando até o nível de GU tendo sido detectados e destruídos com sucesso. É uma longa lição de guerra, alvejar o C2 tende a interrompê-la.
No entanto, embora seja possível interromper qualquer aspecto individual do Recon Fires Complex, não parece que a Rússia ou a Ucrânia possuam uma maneira eficaz de conter os drones de reconhecimento de forma confiável, interromper suas comunicações, mirar nas células duplas COT ou suprimir os ativos de fogo inimigos com contrabateria. Pelo menos não bem o suficiente para fazer isso regularmente e em conjunto com operações deliberadamente planejadas, especialmente ataques em larga escala.