Re: [Edit] F-X-2 agora é OFICIAL, confira a partir da Pg 310!
Enviado: Seg Jun 01, 2009 1:42 am
por caixeiro
Bolovo escreveu:Tremei brumelhos do politburo DB (CM, P44, etc). A liberdade AZUL (neoliberal e americanofila!) logo virá HAWHAWHAWHAWH! (risada satânica)
Brazilian defense committee delegation in Sweden
Schedule June 1-2
Monday
SAAB, Linkoping
w/Minister of Defence, Sten Tolgfors
Tuesday
Foreign Ministry, Stockholm
w/Minister for Trade, Ewa Björling

A Saab tem 20 % da Denel com direto de compra de ate 70%.

A Denel fara parte do consorcio de fabrico do KC-390.

Vomos vender KC-390 para Suecia?

Ou quem sabe melhor uma nova empresa Embraer-Denel-Saab ?
Esse FX-2 tem de acabar logo....
Abracos Elcio Caixeiro
Re: [Edit] F-X-2 agora é OFICIAL, confira a partir da Pg 310!
Enviado: Seg Jun 01, 2009 10:19 am
por Marino
Valor:
Defesa eleva pedidos de compensação em licitações
Virgínia Silveira, para o Valor, de São José dos C
A exigência de acordos de compensações para os contratos de compra de equipamentos de defesa no exterior é uma estratégia que vem ganhando força no governo brasileiro, como instrumento para agregar tecnologia e alavancar exportações. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, tem reforçado esse posicionamento ao afirmar que "a transferência de tecnologia é condição primordial para a compra de equipamentos fora do país".
Os recentes contratos de importação de produtos de defesa também mostram uma postura mais rigorosa do governo no sentido de garantir obtenção de tecnologia de ponta para a indústria brasileira. O acordo com os franceses para a construção do submarino a propulsão nuclear, por exemplo, segundo Jobim, resultará na implantação de um estaleiro e de uma base de submarinos, com incorporação de novas tecnologias para o país. O projeto do submarino está avaliado em € 6 bilhões.
Do mesmo modo, a compra de 50 helicópteros militares da França e 12 da Rússia, e o projeto F-X2, que até o mês de agosto definirá a empresa fornecedora dos 36 caças supersônicos de última geração para a Força aérea Brasileira (FAB), possuem cláusulas de compensação em valor igual ou superior aos contratos negociados. Juntos, esses contratos representam valores superiores a US$ 5,3 bilhões.
A compensação na área de defesa no Brasil - conhecida como "offset" - acontece quando as Forças Armadas de um país fazem um contrato de aquisição no exterior, valor igual ou acima de US$ 5 milhões, e requerem que o país seja compensado nas suas despesas, proporcionalmente ao volume de recursos despendidos na importação.
As contrapartidas comerciais já estão relacionadas hoje a aproximadamente 40% do comércio mundial de bens e serviços. Estima-se que 90% das exigências de "offset" se referem à venda de aeronaves militares. No Brasil, a política e estratégia de compensação comercial, industrial e tecnológica foi aprovada em 2002. Entre as Forças Armadas, a Aeronáutica é a que tem mais experiência nessa área e aplica cláusulas de compensação em contratos de compra de equipamentos desde o início dos anos 90.
Existem várias maneiras de o país comprador exigir tais compensações: treinamento de recursos humanos, co-produção, investimento em capacitação industrial e tecnológica, transferência de tecnologia, contrapartida comercial, produção sob licença, subcontratação. No Brasil, a política de "offset", adotada principalmente pela Aeronáutica, tornou-se um meio para a obtenção de tecnologia, capacitação e aperfeiçoamento do setor aeroespacial.
O presidente da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab), Walter Bartels, acredita que, em alguns casos, os resultados dos acordos são efetivos, mas na maioria das vezes não existe a transferência da tecnologia que o país comprador almeja. "Uma prova disso é que a própria empresa contratada é quem escolhe as tecnologias que serão oferecidas e não as que o Brasil gostaria de receber." Bartels também critica o fato de o contrato de "offset" não estar atrelado ao contrato principal. "No Brasil, o contrato de compensação é paralelo ao principal, e com isso o país perde um pouco a capacidade de cobrar do fornecedor o cumprimento do acordo", afirma.
O diretor da Aiab também defende que a condução dos contratos de compra de equipamentos de defesa deveria ser feita por uma empresa brasileira. "Nos EUA, as compras no exterior acontecem dessa forma. A Embraer, quando participou, no começo dos anos 90, da concorrência de fornecimento de aviões Tucano, foi obrigada a se associar a uma empresa americana, a Northropp."
Nos últimos quatro anos, o governo brasileiro, por meio da Aeronáutica, conseguiu colocar em prática quatro projetos de compensação considerados estratégicos. Os acordos envolvem a compra de aviões e componentes eletrônicos no exterior avaliados em mais de US$ 1 bilhão. O valor inclui o acordo de compensação em andamento com a empresa israelense Elbit , e as europeias Airbus e Eads-Casa.
Segundo o coronel Sebastião Gilberti Maia Cavali, diretor do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), órgão que assessora o Ministério da Defesa nas negociações de "offset", o acordo de compensação feito para o novo avião presidencial, o Airbus ACJ, avaliado em US$ 56,7 milhões, é o que está em estágio mais avançado, em termos de cumprimento.
"A empresa europeia já realizou 94% das compensações acordadas com a Força aérea em 2004, entre elas a construção de uma unidade fabril para tratamento de superfícies , a Sopeçaero, e a aquisição de uma fábrica de peças mecanizadas, a Pesola, ambas em São José dos Campos", conta Cavali. A companhia europeia também capacitou a indústria nacional na área de manutenção de turbinas.
A empresa israelense Elbit Systems foi selecionada pela FAB para fornecer os sistemas aviônicos da frota de 45 aeronaves F-5. Essa frota está sendo modernizada em conjunto com a Embraer. O programa de modernização, avaliado em US$ 285 milhões, tem hoje 55% das compensações previstas em contrato, realizadas. A principal delas foi a aquisição da empresa gaúcha Aeroeletrônica e a produção no Brasil de todos os sistemas aviônicos do F-5, com o treinamento de mão de obra brasileira nas fábricas da Elbit em Israel.
A Eads-Casa possui dois contratos com a FAB, no valor total de US$ 767 milhões, envolvendo a modernização de nove aviões de patrulha marítima P-3 e fornecimento de 12 aviões de transporte C-295 para missões na Amazônia. O acordo de compensação nesses dois casos, segundo o diretor do IFI, foi iniciado em 2005 e até o momento a empresa realizou 8% do "offset" do P-3 e 3% do CLX.
O percentual do "offset" exigido varia de país para país e pode ir de 30% a 100% do valor do contrato, mas há casos em que os valores ficam acima disso. O acordo de compensação feito pela empresa Eads-Casa com a Aeronáutica, por exemplo, segundo o diretor-geral da Eads no Brasil, Eduardo Marson Ferreira, prevê contrapartida de 120%. "O Brasil se tornou o quarto país no mundo em obrigações de "offset" do grupo Eads", disse.
A brasileira Atech foi uma das principais beneficiadas do acordo de compensação da Eads-Casa. A empresa enviou uma equipe de engenheiros para a Espanha e, durante um período de três anos, absorveu tecnologia no processo de desenvolvimento e integração de sensores dos sistemas de missão da aeronave P-3. A primeira aeronave com o novo sistema deverá ser entregue em meados deste ano.
As 11 empresas que integram o consórcio HTA (High Technology Aeronautics), fornecedoras do setor aeronáutico, também foram contempladas pelo "offset" oferecido pelo consórcio europeu. As empresas, sediadas em São José dos Campos, se tornaram fornecedoras de peças para aeronaves produzidas pela Eads-Casa na Espanha. As empresas da HTA deixaram de ser apenas mais uma fornecedora da Embraer e passaram a ter reconhecimento internacional, disse um dos diretores do consórcio.
Transferência de tecnologia deve definir seleção de novo caça
Para o Valor, de São José dos Campos
As empresas que disputam o projeto F-X2 - Boeing, Gripen e Dassault - estão investindo pesado em suas propostas de transferência de tecnologia, já que esse item tem sido priorizado pelo governo brasileiro. A Boeing contratou uma empresa de São José dos Campos para delinear sua estratégia nessa área. A política de liberação de tecnologia pelo governo dos Estados Unidos, segundo a Boeing, avançou muito e um claro exemplo disso foi a inclusão do radar APG-79 AESA na proposta enviada para o projeto F-X2.
"A Boeing e os fornecedores do programa do caça Super Hornet têm receita anual de aproximadamente R$ 1 trilhão. Isso representa imenso potencial industrial para ser dividido na obrigação de transferência tecnológica e industrial com as empresas parceiras no Brasil", afirma o diretor de desenvolvimento de negócios internacionais da Boeing, Michael Coggins
A Gripen afirma que o grande diferencial da sua proposta está na oportunidade de desenvolvimento conjunto de um caça sueco-brasileiro, baseado em uma aeronave consagrada, com mais de 230 unidades em operação no mundo. "O nosso "offset" está direcionado ao estabelecimento de parcerias estratégicas com a indústria nacional e a transferência de tecnologia através de um trabalho conjunto", ressalta o diretor-geral da Gripen Brasil, Bengt Janér.
O consórcio francês Rafale International do Brasil, integrado pelas empresas Dassault, Snecma e Thales, também aposta no tema das parcerias estratégicas e afirma que sua proposta conta com o aval do governo francês para transferir 100% das tecnologias do Rafale, que é um projeto 100% francês. "No F-X1, nós já oferecíamos importante transferência de tecnologias. Hoje, o enfoque nessa área está ainda mais pronunciado e a capacidade de absorção da indústria brasileira também é maior", explicou o diretor do consórcio, Jean Marc Merialdo.
No dia 4 de maio, a FAB recebeu as ofertas revisadas das empresas participantes do processo de seleção dos novos caças. A entrega das propostas finais, conhecidas no jargão militar como Bafo (Best and Final Offer), está prevista para julho. É nesse momento que as empresas tentam melhorar as propostas e têm a última chance para baixar os preços.
De olho nas oportunidades de desenvolvimento de tecnologias e produtos que o contrato do F-X2 pode proporcionar, a prefeitura de São José dos Campos, o Ciesp e o Centro Para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista (Cecompi) estão organizando ações para promover e orientar as empresas locais com capacidade para participar dos acordos de compensação da Aeronáutica. O município de São José dos Campos concentra mais de 80% das empresas do setor aeroespacial brasileiro.
Para Ozires Silva, ex-presidente da Embraer e hoje reitor do Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte), os acordos de compensação não deveriam se tornar a principal alternativa para o país obter novas tecnologias. "Não nego que resultados tenham existido e a própria Embraer se beneficiou de alguns desses programas de contrapartida, mas seus impactos, salvo algumas poucas exceções, são bem menores do que as expectativas ou intenções", afirmou.
Empresários do setor reclamam a falta de um gerenciamento mais eficaz dos acordos de compensação. "É importante a formação de um grupo dedicado dentro do governo para acompanhar o cumprimento dos prazos previstos nos cronogramas firmados nos contratos, inclusive na aplicação de penalidades no caso de não cumprimento", comentou um empresário do setor aeroespacial.
Silva defende que a compra de caças estrangeiros deveria ser feita pela Embraer. "O grande benefício desse sistema é que a contratante da empresa estrangeira sempre é a empresa nacional, dando-lhe um poder de reivindicar o que necessita muito mais forte do que o do offset.". Silva cita como exemplo a compra e a produção sob licença, pela Embraer, de 112 aeronaves Xavante, nos anos 70.
"Nós contratamos a italiana Aermacchi, selecionada pela FAB, e isso nos permitiu introduzir no contrato pesadas cláusulas de assistência técnica, ajudando a empresa brasileira, que estava dando seus primeiros passos, a acelerar e garantir a qualidade, nível tecnológico e as cadências de produção previstas para o Bandeirante e o Ipanema."
Na opinião do executivo, é natural que existam dúvidas em relação à capacidade da Embraer de participar ativamente do projeto e do desenvolvimento do avião escolhido pela FAB. "Todos os programas da Embraer, desde o Bandeirante, começaram numa atmosfera de dúvida e ela venceu todos os obstáculos. Se não tivesse havido a confiança da FAB, talvez a Embraer nem existisse hoje."
No caso do AMX, segundo ele, a Embraer era uma das contratadas para o programa, dentro do projeto criado em conjunto pela Força aérea Italiana e a FAB, além das empresas (Embraer e as italianas Alenia e Aermacchi). "O programa AMX foi fundamental para a empresa dar o bem-sucedido salto para os eficientes e competitivos jatos que produz hoje, com aceitação mundial." Nesse caso, segundo Silva, a Embraer já não foi simplesmente uma recipiente de conhecimentos externos, mas também geradora de tecnologias, hoje de sua propriedade.
Segundo o executivo, os americanos, na edição do "Buy American Act", em 1933, obrigaram que as compras de defesa sempre fossem feitas diretamente da empresa nacional e, quando a tecnologia ou produtos inovadores fossem comprados no exterior, teriam que ter um percentual mínimo de participação doméstica, que na época foi fixado em 50%.
Essa lei, de acordo com Silva, foi atualizada em julho de 2006, e o percentual de participação da indústria americana nos contratos aumentou para 75%. "As Forças Armadas americanas investem US$ 12 bilhões por ano em novos projetos, que repercutem no desenvolvimento do país." (VS)
Re: [Edit] F-X-2 agora é OFICIAL, confira a partir da Pg 310!
Enviado: Seg Jun 01, 2009 11:53 am
por Carlos Mathias
Vai ser a mesma de sempre, a de que quem oferecer mais leva. Aliás, opinião essa que esqueçeu-se de ressaltar e eu agora o faço:
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, tem reforçado esse posicionamento ao afirmar que "a transferência de tecnologia é condição primordial para a compra de equipamentos fora do país".
E como não é o Ozires nem o cara da tal associação que vão decidir a parada, vale o escrito pelo MinDef, o resto é opinião.
Veja que esses comentários citados por você falam em passado, no que já foi feito, mas veja a parte mais importante, a que mais interessa , o presente, o que está sendo feito hoje e nos interessa realmente:
Os recentes contratos de importação de produtos de defesa também mostram uma postura mais rigorosa do governo no sentido de garantir obtenção de tecnologia de ponta para a indústria brasileira. O acordo com os franceses para a construção do submarino a propulsão nuclear, por exemplo, segundo Jobim, resultará na implantação de um estaleiro e de uma base de submarinos, com incorporação de novas tecnologias para o país. O projeto do submarino está avaliado em € 6 bilhões.
Do mesmo modo, a compra de 50 helicópteros militares da França e 12 da Rússia, e o projeto F-X2, que até o mês de agosto definirá a empresa fornecedora dos 36 caças supersônicos de última geração para a Força aérea Brasileira (FAB), possuem cláusulas de compensação em valor igual ou superior aos contratos negociados. Juntos, esses contratos representam valores superiores a US$ 5,3 bilhões.
Faltou aí citar os torpedos, os mísseis anti-navio e etc.
Então, repetindo...
Interessante. A verdade começa a aparecer. Quero ver a argumentação dos que acreditam na bondade dos outros países.
Abraços,
Wesley
A verdade que vai aparecer HOJE é quem realmente quer formar parcerias conosco e quem mantém uma postura não cooperativa em relação à nós, e aliás esse "quem" já foi sutilmente mostrado por falas o Min NJ e pelo Min MU.
Ainda há brasileiros que ainda defendem que mantenhamos nossas relações exatamente como sempre foram, mantendo as meras compras de prateleira e práticas do século passado. Isso é pretérito, pelo menos é o que diz o exemplo da MB.
Assim, resumindo, não é o que os amigos do fórum que defendem a exigência de ToTs pensam que importa, importa é o que o governo e as FAs estão fazendo para abandonar o passado, que justamente pelos erros cometidos, criou uma idéia de que nosso destino será sempre o andar de baixo, forças medíocres e resumidas a sucatas recauchutadas.
Mas é aquilo, sempre podemos voltar ao passado e suas práticas de mias de meio século, sempre há um jeito. Quem sabe em 2010?
Abraços!
Re: [Edit] F-X-2 agora é OFICIAL, confira a partir da Pg 310!
Enviado: Seg Jun 01, 2009 12:48 pm
por FIGHTERCOM
Desenvolvimento conjunto realmente é O ARGUMENTO, por isso torcia pela participação do Brasil no programa PAK-FA. Mas dos três finalistas, o único que colocou essa possibilidade, e que vem falando isso constantemente, é o Gripen-NG.
Abraços,
Wesley