kekosam escreveu:kirk escreveu:Aliás, somente pra ficar bem claro, F-15, SU-35 e pelo que sabemos até mesmo PAK-FA não serão páreo para o Gripen E/F ...
Humm??? Onde tem desse troço que tu bebeu/fumou/comeu? Também quero!
Não precisa disso colega ... basta usar só um pouquinho aquela coisa que "algumas" pessoas tem debaixo do couro cabeludo que chamam de cérebro ... se não utilizado, atrofia ... e daí só se vê "verdades pré-estabelecidas" e acima de tudo "indiscutíveis" ... algo parecido com papagaio ... ouvi muitas pessoas dizerem, assim, acredito ...
Então vamos tentar "exercitar" essa coisa de cérebro ...
Você grifou acima o F-15, provavelmente tendo em mente que é o avião mais exitoso da história "with over 100 kills without any loss due to air to air combat." ... o que de fato é verdade.
Vamos falar primeiro sobre um dos aspectos mais significativos do combate aéreo
moderno, ... o RCS, um dos grandes responsáveis pela obsolência e perda de eficiência desse grande ícone ... é simplesmente gigantesco, chegando a casa dos 25m2 ... o que o expõe aos modernos sensores atuais, que não existiam quando este era o "king of the skies" ...
http://www.globalsecurity.org/military/ ... ft-rcs.htm
Mas vamos supôr que isso tenha sido substancialmente melhorado com materiais RAM, melhorias etc ... e conseguiram baixar o RCS para 4m2 ... suponhamos que chegaram a 2m2 ... é irrelevante pois, mesmo assim seria centenas de vezes mais detectável que o Gripen "C", por exemplo que tem RCS de 0,1 m2 ...
http://topicstock.pantip.com/wahkor/top ... 605-63.jpg
Mas esse é apenas UM dos inúmeros fatores que me permitem concluir que ATUALMENTE F-15 não é páreo para o Gripen E ... outro fator são as emissões eletromagnéticas, outro é a variação de temperatura da grande superfície dos antigos caças gigantes ... os sensores IR atualmente conseguem detectar muito além do alcance visual ... isso sem mencionarmos os ENORMES e potentes motores desses caças ... impossível não serem vistos ... impossível minimizar isso com materiais RAM ou melhorias no design ...
Diferentemente do que se imagina de um combate um X um o Gripen foi pensado para ser "parte integrante" de um sistema de defesa, por isso da-se grande ênfase no datalink, na questão da interoperabilidade e o NCW ... e contrário ao que se "prega" aqui não há nada nem parecido com o Gripen em termos de interoperabilidade e NCW nem mesmo nos caças de 5ªG ... é um conceito amplo, não somente entre os caças que estejam no mesmo teatro, mas principalmente nos diversos sensores, como por exemplo o AESA, EW, IRST, IFF, que interagem para que se tenha o DOMÍNIO da informação do teatro de combate ...
Para se ter uma ideia da EFICIÊNCIA dessa atuação em conjunto no campo de guerra, o conceito de Wiscom adotado para o Gripen E, é a idéia de um "pool de antena flexível", no qual todas as aeronaves em um vôo compartilham o sensor e os dados de destino automaticamente. Outro aspecto é o "ingresso silencioso do esquadrão", onde um vôo entra em combate num padrão amplamente disperso, sendo os sensores primários os radares de busca e trilha infravermelho (IRST) ativos, escaneando eletronicamente e AESA operando em modo passivo porém com informações também capturadas pelo sistema de vigilância (EW).
Quando o AESA estiver em modo "ativo" o inimigo detectará as emissões eletromagnéticas, da mesma forma o inimigo é facilmente detectado se estiver com seu radar no modo ativo ... a solução para o Gripen "E" são
transmissões do AESA restritas e "aleatórias" - isto é, a aeronave em um voo transmite em momentos diferentes, dificultando o rastreamento por emissões. Os engenheiros suecos notaram que os radares ligados a dados podem compartilhar parcelas - não apenas trilhas - e tomar medições simultâneas de alcance, permitindo que dois radares determinem a velocidade de um alvo quase que instantaneamente.
http://aviationweek.com/awin/saab-takes ... evelopment
Gripen NG tem uma abordagem holística da energia eletromagnética, escutando não só as emissões de radar inimigo, mas também uma infinidade de outras possíveis emissões no espectro eletromagnético. O Gripen NG tem um grande número de antenas espalhadas por toda a estrutura para este fim, por exemplo AESA, EW, IRST, datalink e antenas de rádio. Todos eles são silenciosos, ouvindo em diferentes freqüências. Assim que um inimigo emite energia eletromagnética de alguma forma, tentamos encontrar sua posição. E se o inimigo estiver em silêncio todo o caminho, ainda há uma emissão que ele não pode parar -
o calor. Então, no final, encontramos sua posição com a IRST.
http://www.gripenblogs.com/Lists/Posts/Post.aspx?ID=11
Não passará algumas horas antes que os "expertos" aqui do fórum, aqueles "entendidos" que só fazem criticar de forma coordenada ... vão me quotar e dizer ""todos os caças fazem isso"" ... blá, blá, blá ... não há novidade ... nhém nhém nhém ... mas o FATO é que adquirimos uma grande ARMA DE DEFESA ... e os antigos "Senhores dos Céus" não terão a mínima chance se tentarem algo por essas bandas ...
Ninguém está aqui para desrespeitar os GRANDES ÍCONES do passado como os Strike Eagles e os Flankers ... mas o que era poder e potência no passado tornaram essas máquinas obsoletas com o desenvolvimento dos atuais sensores embarcados ... a Inteligência venceu a Força e o Poder do passado ...