Mas não se pode confundir o povo sírio, e outros, com os políticos, ditadores, oligarquias e monarquias absolutistas que lá existem há séculos e suas canalhices meu caro Túlio. Leve em conta que o mapa atual do oriente médio nunca foi uma opção das pessoas que vivem lá, mas de europeus e as oligarquias locais de sempre.
A imensa maioria das pessoas que se refugiam em outros países não tem nada a ver com todas essas guerras absurdas e patéticas que ano após ano castigam a região. Ninguém ali amanhece e logo depois das orações, ou do café da manhã sai de casa pensando qual infiel vai matar hoje. Isso é um fardo do marketing que eles carregam por causa da imbecilidade de uns poucos.
O oriente médio é um pouco parecido com o Brasil. Gigante pela própria natureza mas deitado eternamente em um berço explendido sobre o qual raros são os que se aproveitam dele. E isso há milhares de anos. Nós só começamos a uns 5 séculos atrás.
Ao menos aqui, de tempos em tempos temos a chance de tentar consertar as coisas por conta e risco próprio; isso só até algum salvador da pátria da hora, de gravata ou verde oliva tanto faz, resolver que tá na hora de "salvar o Brasil do comunismo, do capitalismo, do cristianismo, do budismo, do fim do mundo, da marcha gay, dos terreiros de macumba da Bahia ou qualquer coisa que sirva de desculpa para manter o populacho ocupado em sua falta de imaginação...."
Na Síria e no resto do oriente médio eles nunca tiveram essas chances. Nem com primavera, outono e inverno na jogada. E o que vimos em termos de tentativas de mudanças, sabemos como terminou, não sem um pequeno empurrão de praxe dos interessados de sempre. E quem nem moram lá, diga-se de pasagem. E assim segue esse calvário da região.
abs