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Re: EUA : Ascensão e queda de uma grande potência

#121 Mensagem por cabeça de martelo » Sáb Nov 20, 2010 10:15 am

LeandroGCard escreveu:
tflash escreveu:Tudo bem, mas as acções do governo português sempre foram de povoar o Brasil para dar a dimensão que a Geografia negava na Europa.

O atraso de Portugal em relação ao Reino Unido era directamente proporcional ao atraso do Brasil em relação ao que viria a ser os EUA. Nem sempre, houve grandes proibições de manufactura no Brasil. Elas surgiram por medo do Brasil se revoltar como os estados do norte da América.

Agora, havia zonas do Brasil que eram mais para extrair recursos mas também ouve outras em que se procurou claramente, povoar para que o Brasil fosse capaz de se defender sem intervenção de tropas europeias.

Temos que ver que Portugal tinha vários problemas. O seu próprio território não estava devidamente povoado e desenvolvido.

Colónias de exploração eram as do extremo-oriente e costa de África, onde tinha as feitorias. O projecto para o Brasil sempre foi o mesmo que para as ilhas da Madeira e dos Açores. Por isso vocês tinham título formal de principado e depois reino, antes de serem independentes.

Tal como na revolução americana, por Portugal querer controlar tudo é que ficou sem nada.
O Status de "principado" do Brasil jamais teve qualquer efeito prático que distinguisse o território de uma colônia, era apenas um título à mais para os nobres portugueses acrescentarem ao seu nome, como era comum nos reinos europeus da época. E reino unido só quando a familia real portuguesa fugiu para cá junto com toda a corte, aí sim a situação começou a mudar. Mas já aí o território já tinha mais de 300 anos de descoberto.

Veja bem, não estou de forma alguma querendo dizer que o atraso brasileiro com relação aos EUA foi devido a alguma “sacanagem” de Portugal. O que aconteceu é que o grosso dos ingleses (e franceses) que emigraram para a América do norte foram para lá levando família e todas as suas posses, determinados a refazer a vida na nova terra e ficar lá para sempre. E puderam levar sua própria cultura e implantá-la no novo território com muito pouca necessidade de adaptações (plantavam e comiam o mesmo trigo e as mesmas frutas, levaram os mesmos animais de criação, construíam suas casas da mesma maneira, usavam as mesmas roupas, etc...). Era só entregar a uma família imigrante inglesa, irlandesa ou francesa um pedaço de terra na América do norte e eles podiam garantir imediatamente sua sobrevivência.

Já no caso do Brasil pouquíssimos portugueses vieram com intenção de ficar, e quase nenhum trazia família. A regra era se acoitar com índias e escravas gerando somente bastardos que depois eram largados para trás sem nenhum direito quando os lusos voltavam para sua terra (origem da miscigenação do nosso povo). Mas quase não havia opção real a este tipo de comportamento, pois os portugueses que vinham para cá tinham que se adaptar a uma vida totalmente diferente da que tinham em sua própria terra, e não podiam sequer ter certeza de garantir a subsistência de esposa e filhos que trouxessem. Os animais europeus morriam aqui como moscas, vítimas do clima e dos carrapatos (minha irmã que é veterinária viu muito isso com animais trazidos com fins de melhoramento genético). Tente plantar trigo, azeitonas, uvas ou maçãs por aqui para ver o que acontece. E viver em casas com a mesma arquitetura e usando as mesmas roupas da Europa era um convite aos problemas graves de saúde devido ao calor e umidade excessivos (e aos insetos, dos quais somos recordistas mundiais absolutos em número de espécies). Para viver no Brasil os imigrantes portugueses tiveram praticamente que inventar uma civilização nova, trazendo animais e plantas da África e da Índia, desenvolvendo uma nova arquitetura, mudando os hábitos de higiene e vestuário, etc... . Este processo foi longo e penoso, e por isso mesmo nas poucas áreas onde a metrópole tentou formar uma população residente os oriundos de Portugal jamais se sentiram em casa, e sempre sonharam principalmente em acumular riqueza suficiente para voltar para a Europa bem de vida.

Isto tudo produziu uma diferença muito grande na mentalidade dos povos descendentes de imigrantes da América do norte e do Brasil. Os americanos desde o princípio viam aquela terra como sua casa, e desenvolveram orgulho dela e a vontade de torná-la tão próspera quanto possível, o que ao longo dos séculos levou ao surgimento de uma nação como os EUA. Já os brasileiros até hoje consideram o Brasil um lugar exótico e diferente, e não sabem muito bem o que fazer com ele. Não é a toa que grande parte de nossa elite ainda mantém o hábito de viver no Brasil enquanto trabalha e acumula riqueza, e assim que se aposenta migra para Miami ou Paris.

Um grande abraço,


Leandro G. Card

Concordo em parte com o teu texto, no entanto há aspectos que devem ser referidos. Uma coisa foi a colonização antes da independência, outra foi no pós “Grito do Ipiranga”. Antes da independência a ideia era simples, ganhar o máximo de dinheiro com os territórios controlados pelos Portugueses. E sim, houve realmente Portugueses que faziam a viagem de regresso, mas muitos não. Basta ver quem lutou contra os Holandeses e os Espanhóis quando nós demos um pontapé no traseiro do Império. Muitos eram já segundas gerações e não Portugueses recém-chegados. No entanto o que fica é o tipo de colonização, tínhamos meia dúzia de Portugueses brancos que controlavam um mar enorme de escravos negros. Havias as roças, havia as minas de diamantes, ouro, etc. Tudo o resto vinha de Portugal, já que a pouca industria que dispúnhamos precisava de mercados onde não houvessem concorrência. O mesmo foi feito em África, mas com menos restrições. Um exemplo disso, foi que a revolta da UPA em Angola. Ela começou por causa dos preços do algodão que a fábrica Luso-belga pagava aos produtores africanos.
Quando o Brasil tornou-se independente os Europeus que iam para o Brasil (incluo os Portugueses, Italianos e Alemães porque eram a maioria), iam para ficar o resto das suas vidas e sabiam-no. Até à década de 50 eram milhares os Portugueses que emigravam para o Brasil e que nem pensavam em voltar, porque sabiam que não poderiam (pelo menos na sua maioria).

Uma pergunta que eu faço aos Brasileiros, para onde foram estas populações? Para o Nordeste? Para a Amazónia? Ou para o Rio, para São Paulo, para o Sul em geral? Quais são as regiões mais desenvolvidas? Aquelas ligadas à agricultura de subsistência ou à Industria?




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Re: EUA : Ascensão e queda de uma grande potência

#122 Mensagem por cabeça de martelo » Sáb Nov 20, 2010 10:23 am

P44 escreveu:Mas ainda hoje a mentalidade é a mesma dos imigrantes tugas, a maior parte tem sempre o objectivo de voltar para a terrinha.
Sim, mas agora o mundo está diferente, uma pessoa paga um bilhete de avião e horas depois já chegou ao seu destino e por um preço acessível.
Não haja dúvidas, é uma questão genética e de mentalidade, vcs não adoptaram todos os vicios dos portugueses, em matéria de (des)governo, corrupção e etcs e tales????
E então os Alemães, o Brasil tem uma comunidade enorme de Alemães, japoneses e povos de outros países que NESTE momento estão muito mais desenvolvidos que Portugal. Se fosse assim tão fácil...
Imaginem os EUA sendo colonizados por...portugueses e o Brasil por ingleses, se calhar eram vcs hoje a 1ª potência mundial.... :mrgreen:
O engraçado é que tu tens inúmeros países na América do Sul que foram colonizados por outros países Europeus e no entanto...onde é que está a riqueza?
não é menosprezo , racismo, ou o que quer que seja, é uma questão de mentalidade, o tuga á primeira oportunidade que tiver de se encostar, encosta-se...e então num país cheio de sol, calor, praia e mulatas!!!! :lol: queriam o quê??????
Egraçado, devias realmente emigrar para ver a fama que os Portugueses em relação ao trabalho têm na França, Alemanha, Canadá, etc.


Portugal nunca se desenvolveu a si mesmo, quanto mais ás colonias.
E o que tu entendes por desenvolvimento? É que cada um tem a sua perspectiva. Até o PS subir ao poder Portugal estava a desenvolver-se a um ritmo acima da média da CEE. Depois tivemos um palhaço e um traidor que trocou Lisboa por Bruxelas e o resultado foi um governo instável que caiu passado pouco tempo. Depois o que nós ficamos? Ficamos como Sócrates (não foste tu que voltaste no Sócrates na primeira vez)?! E mais PS para nos lixar a todos...




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Re: EUA : Ascensão e queda de uma grande potência

#123 Mensagem por LeandroGCard » Sáb Nov 20, 2010 11:04 am

PRick escreveu:Você está confundindo evolução da vida, com a existência humana, o homem pode ir além da sua natureza, mas isso não é evolução da vida. Como podemos ver os vários tipo de hominideos apenas comprova tal fato. O que você chama de evolução, eu chamo de existência. O homem é o único animal que tem uma "segunda vida", quer dizer além da vida biológica, ele tem a capacidade de apreender, gerar conhecimento, fazer cultura e transmitir esse conhecimento, papel da cultura humana.
Não Prick, não estou confundindo, pelo contrário.

Compreendo e concordo perfeitamente com esta questão de que a capacidade humana de gerar uma cultura (dada pela língua falada e a habilidade de criar e interpretar símbolos abstratos, o que inclui a escrita) nos diferencia dos animais, e que a evolução da cultura humana não segue exatamente as mesmas regras da evolução biológica da vida. Mas acho que você mesmo concorda que embora não submetida exatamente às mesmas regras a evolução da cultura humana existe, assim como a evolução biológica.

O ponto que eu levantei é relativo à crença bastante disseminada de que a evolução, tanto da vida quanto da cultura humana, tem um caráter “determinístico”, mais especificamente no sentido do progresso de formas inferiores para formas superiores. Este conceito é errado em biologia (qualquer estudioso da área vai te dizer isso), e não vejo nenhuma razão para acreditar que também não esteja errado se aplicado à evolução cultural.

É comum se dizer, por exemplo, que os mamíferos substituíram os dinossauros por serem uma forma de vida mais evoluída (avançada). Isto não é correto, para as condições ambientais e ecológicas do período mesozóico os dinossauros eram melhor adaptados que os mamíferos, e em muitos aspectos eram também fisiologicamente mais avançados do que eles. Tanto que ambos os grupos surgiram praticamente juntos no início desta era (mais provavelmente no final da anterior), e os dinossauros e seus afins (pterossauros e diversas famílias de répteis aquáticos) é que vieram a dominar o período. Apenas um evento aleatório e imprevisível (a queda de um enorme meteoro e a mudança das concentrações de gases na atmosfera) é que levou ao fim do reinado dos dinos e abriu espaço para a irradiação evolutiva dos mamíferos, ou hoje a raça dominante no planeta poderia ser descendente dos celurossauros ao invés dos primatas. E, da mesma forma, ao surgirem os dinossauros não eram mais avançados que os répteis mamaliformes que dominavam a terra no final da era paleozóica e que foram extintos em outro evento aleatório, a Grande Extinção Permiana (o maior evento de extinção que já pôde ser identificado na história da vida na Terra).

De forma análoga (embora não necessariamente igual), na evolução das sociedades humanas os eventos aleatórios imprevisíveis representam um papel tão importante quanto qualquer tendência econômica, geográfica ou étnica. Da morte prematura de Alexandre o Grande à ascensão de Stalin na Rússia ou à derrota dos nazistas na SGM, séries encadeadas de eventos aleatórios tem tanta importância na determinação da história quanto quaisquer questões econômicas, e isto não permite que se possa considerar a história como uma sequência de progressos de estágios mais primitivos para os mais avançados. A cultura greco/romana (que alguns consideram erroneamente como a origem da nossa própria) não era mais avançada do que a do Império Persa Aquemênida que Alexandre derrotou, e a ascenção da primeira sobre a última na área do mediterrâneo não foi um progresso. Da mesma forma a sociedade medieval não representou um avanço sobre a cultura imperial clássica (assíria, persa, romana). Desta forma a evolução da sociedade humana, assim como da vida biológica, embora sujeita a algumas leis determinísticas é na verdade melhor descrita como uma série de flutuações aleatórias do que como um progresso em direção a sistemas mais avançados. Por isso afirmar que o capitalismo é o avanço supremo, ou mesmo que é um avanço em si, apenas por ser o sistema dominante no cenário atual ou por ser concomitante com a aceleração do progresso técnico-científico (e não a sua causa como muitos parecem pensar, pois esta aceleração começou antes do capitalismo tomar forma), não é uma afirmação sustentável. E da mesma forma a previsão de que o socialismo o sucederá também não.


Como a maioria das pessoas que apenas leu ou pegou Marx de terceiros, você comete o mesmo erro, Marx foi um historiador, filósofo, sociólogo, mas também foi um ideólogo. Assim, é preciso separarmos os livros de Marx, o Manifesto Comunista é um texto ideológico, político. O CAPITAL é uma análise do capitalismo de sua época.

O livro chave para entendermos Marx, enquanto historiador e cientista político, chama-se A Ideologia Alemã. Infelizmente a primeira edição completa do maior livro de historiografia já escrito, só foi publicado em 1932.

Nele Marx estuda como se deveria estudar história, ou seja, o que é História, alguma coisa desse livro acabou no famoso Grundrisse. Não existe qualquer determinismo histórico nesses livros, Marx apenas faz uma previsão lógica, que o próximo modo de produção teria que superar o capitalismo.
[]´s
De fato nunca me dei ao trabalho de estudar profundamente a obra de Karl Marx (como fiz por exemplo com relação à teoria da evolução biológica), até porque em geral acho os livros de autores da área de humanas muito maçantes e repetitivos, e depois de ler “O Capital” vi que Marx não foge a esta regra (reconheço que esta não é uma falha destes autores mas minha, como engenheiro me sinto mais à vontade com textos mais diretos, tipo demonstrações de fórmulas exatas).

Mas a menos que todos (ou pelo menos a maioria) dos comentaristas e dos autores que se referem a Marx em suas obras estejam errados sobre o que ele realmente disse (e acho isto muito pouco provável), mantenho minha opinião de que ele incorre em diversos erros que invalidam muitas de suas conclusões. E um exemplo é esta história de prever a superação inevitável do capitalismo pelo marxismo, que seria uma "previsão lógica" em um campo onde previsões lógicas não são possíveis.

Mas isto não é de fato um demérito para Marx, temos que colocar sua obra em perspectiva. Ele era um autor do século XIX escrevendo sobre assuntos bastante complexos (história, economia, sociologia, etc...) à partir de uma base de conhecimentos muito imperfeita se comparada à que temos hoje, e sujeito à visão e aos preconceitos de sua sociedade sobre um mundo que sequer podia ter conhecido melhor, dadas as dificuldades de comunicação e acesso à informação de sua época. Seria um verdadeiro milagre se ele tivesse podido nestas condições produzir uma obra perfeita e imune a correções mesmo um século depois. O mesmo se aplica, por exemplo, a Charles Darwin, seu mérito em apontar um caminho para a continuação dos estudos é universalmente reconhecido, mesmo que sua teoria como ele propôs tenha sido reconhecida como incorreta e substituída por outra mais aperfeiçoada e muito diferente em diversos aspectos (o neo-darwinismo).

Na minha opinião é disso que o pensamento de esquerda precisa, de um "neo-marxismo" que não tenha medo de apontar os erros de Marx (e manter os seus acertos), e incorpore os avanços do conhecimento que surgiram desde que ele escreveu sua obra.


Um grande abraço,


Leandro G. Card




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Re: EUA : Ascensão e queda de uma grande potência

#124 Mensagem por LeandroGCard » Sáb Nov 20, 2010 11:10 am

P44 escreveu:Imaginem os EUA sendo colonizados por...portugueses e o Brasil por ingleses, se calhar eram vcs hoje a 1ª potência mundial.... :mrgreen:
Nem era tão simples, os ingleses tinham acesso até mais fácil à Guiana que à Nova Zelândia. Mas o clima e a natureza dos dois lugares era distinto, o que aconteceu com ambas a colônias? Porque a Argentina e o Chile tiveram e ainda têem uma sociedade muito distinta das de uma Venezuela ou Perú?


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Re: EUA : Ascensão e queda de uma grande potência

#125 Mensagem por LeandroGCard » Sáb Nov 20, 2010 11:24 am

cabeça de martelo escreveu:Concordo em parte com o teu texto, no entanto há aspectos que devem ser referidos. Uma coisa foi a colonização antes da independência, outra foi no pós “Grito do Ipiranga”. Antes da independência a ideia era simples, ganhar o máximo de dinheiro com os territórios controlados pelos Portugueses. E sim, houve realmente Portugueses que faziam a viagem de regresso, mas muitos não. Basta ver quem lutou contra os Holandeses e os Espanhóis quando nós demos um pontapé no traseiro do Império. Muitos eram já segundas gerações e não Portugueses recém-chegados. No entanto o que fica é o tipo de colonização, tínhamos meia dúzia de Portugueses brancos que controlavam um mar enorme de escravos negros. Havias as roças, havia as minas de diamantes, ouro, etc. Tudo o resto vinha de Portugal, já que a pouca industria que dispúnhamos precisava de mercados onde não houvessem concorrência. O mesmo foi feito em África, mas com menos restrições. Um exemplo disso, foi que a revolta da UPA em Angola. Ela começou por causa dos preços do algodão que a fábrica Luso-belga pagava aos produtores africanos.
Meus comentários se referem à formação da mentalidade da nação ANTES da independência (na verdade antes da vinda da familia real). Nesta época os americanos já lutavam para conquistar territórios, produziam muito do que usavam no dia-à-dia e absorviam avidamente qualquer avanço tecnológico que aparecesse em suas próprias empresas.
Quando o Brasil tornou-se independente os Europeus que iam para o Brasil (incluo os Portugueses, Italianos e Alemães porque eram a maioria), iam para ficar o resto das suas vidas e sabiam-no. Até à década de 50 eram milhares os Portugueses que emigravam para o Brasil e que nem pensavam em voltar, porque sabiam que não poderiam (pelo menos na sua maioria).
Aí sim, a forma de se viver no Brasil já estava estabelecida e eles vieram para ficar, sabendo que isto era viável. Já havia por aqui arroz e feijão, gado indiano, plantações de banana, manga, uma arquitetura funcional, roupas adequadas (ou menos inadequadas), e tudo o mais. E a partir daí o Brasil começou sua industrialização e acelerou o desenvolvimento das instituições.
Uma pergunta que eu faço aos Brasileiros, para onde foram estas populações? Para o Nordeste? Para a Amazónia? Ou para o Rio, para São Paulo, para o Sul em geral? Quais são as regiões mais desenvolvidas? Aquelas ligadas à agricultura de subsistência ou à Industria?
Foram principalmnete para o Sul-Sudeste, de São paulo para baixo (de clima mais próximo ao europeu). São as áreas mais ligadas à industria e de longe as mais desenvolvidas. As diferenças com relação ao resto do país só estão diminuindo agora.

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Re: EUA : Ascensão e queda de uma grande potência

#126 Mensagem por suntsé » Sáb Nov 20, 2010 11:45 am

Meus prezados colegas.

Existia um PACTO COLONIAL ENTRE A COLONIA E A METROPOLE. Este Pacto colonial tinha como objetivo impedir que se crie condições favoráveis para que a COLONIA CONCORRECE com a metrópole. POR ISSO A COLONIA NÂO PODERIA PRODUZIR O QUE A METROPOLE PRODUZI-SE, assim, a colônia teria que comprar tudo que precisa-se da metrópole, e geralmente a metrópole representava a colônia no comercio internacional, assim revendendo tudo que a colônia produzi-se.

Portugal, Espanha, França, Inglaterra Fiscalizavam rigorosamente suas colônias para que as mesmas não tivessem condições econômicas de concorrer com eles.

O que aconteceu com os EUA, foi muito peculiar. As 13 Colônias da America do Norte, Tinham um Clima parecido com o Europeu, Todos que os EUA produziam a Inglaterra ja produzia, o governo Ingles no inicio não via nas 13 Colônias da America do Norte, um Possível Rival...algo que fosse se desenvolver para competir com eles.....

Por Isso a Inglaterra exerceu uma fiscalização FROUXA sobre as 13 COLONIAS DA AMERICA DO NORTE, por isso ao contrario de outras colônias, as 13 COLONIAS DA AMERICA DO NORTE. TINHAM UM AUTO GRAU DE AUTONOMIA, a Inglaterra não acreditava de fosse sair algo interessante dali :twisted: :twisted: :twisted: :twisted: , por isso não interferiam muito naquela colônia.

Mas por incrível que pareça os as 13 Colônias da America do Norte, devido a ao fato de estarem livres da interferência da metrópole, começaram a se desenvolver economicamente. Construíram uma prospera economia. A Situação chegou a chegou a tal ponto....que os comerciantes ingleses começaram a sofrer concorrência dos comerciantes dos EUA. O que começou a causar preocupações no governo inglês.

Uma colônia a qual a Inglaterra não dava muito valor, tinha se tornado um território prospero então os comerciantes Ingleses se sentindo prejudicados pela concorrência começou pressionar o governo inglês a tomar providencias (sem falar que fiscalizar a colônia com maior rigor se tornou economicamente viável e atraente).

Assim, começaram uma séria de atritos entre os colonos e os Ingleses, até que a tensão evoluiu para uma guerra aberta, e o resultado todos nos ja conhecemos.

As 13 Colônia da America do norte, não foram beneficiados só pelo clima, mas também pelo perfil dos colonos. Muitos dos Colonos estavam se fixaram com a intenção de construir um lar, por que não viam a menor perspectiva de retornar a Inglaterra, devida a perseguições políticas e religiosas.

Eu sei que este texto é incompletos, mas foi apenas um resumão. Espero ter contribuído com algo.

Cumprimentos.




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Re: EUA : Ascensão e queda de uma grande potência

#127 Mensagem por cabeça de martelo » Sáb Nov 20, 2010 12:28 pm

Concordo com o suntsé por completo. Um exemplo disso é que os colonos produziam as suas armas, tinham estaleiros navais, etc.




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Re: EUA : Ascensão e queda de uma grande potência

#128 Mensagem por FoxTroop » Sáb Nov 20, 2010 1:05 pm

Até o PS subir ao poder Portugal estava a desenvolver-se a um ritmo acima da média da CEE. Depois tivemos um palhaço e um traidor que trocou Lisboa por Bruxelas e o resultado foi um governo instável que caiu passado pouco tempo. Depois o que nós ficamos? Ficamos como Sócrates (não foste tu que voltaste no Sócrates na primeira vez)?! E mais PS para nos lixar a todos
Cabeça, o Santana caiu não foi por instabilidade. Outras coisas ditaram o seu fim e esse fim até foi mais rápido do que eu esperava (tinha-lhe dado uma semana e durou pouco mais de 48 horas). Quanto ao crescimento nacional também sabes bem que estavamos a ser literalmente inundados com dinheiros da CEE e que até o mais incompetente conseguiria fazer crescer o país. Também não acredito que PSD seja solução pois este trolaró que está à frente do mesmo não passa de um "testa de ferro", pouco mais de que um Socrates. Com os dois principais partidos minados por corporativismo e interesses sectários não espero por melhoria nenhuma nos proximos tempos. Já viste alguém que tenha tido sucesso na iniciativa privada a ir para a politica? É que ue também não, o que vejo são trastes que se não fosse a politica andavam a servir cafés ou na caixa do supermercado. Gajos que nunca fizeram nada na vida, subindo pelos partidos à conta de "mamadas" a uns e outros.




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Re: EUA : Ascensão e queda de uma grande potência

#129 Mensagem por cabeça de martelo » Sáb Nov 20, 2010 1:18 pm

E não sou eu que vou desmentir-te. :evil:

Quando uma pessoa sabe que o Sócrates e o Passos Coelho andaram a distribuir juntos panfletos politicos quando andavam na JSD... :roll:

É farinha do mesmo saco.




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Re: EUA : Ascensão e queda de uma grande potência

#130 Mensagem por FoxTroop » Sáb Nov 20, 2010 1:24 pm

Quanto aos USA e o seu real estado economico, vamos ter atenção a umas "coisas" que se estão a passar por lá e que andam muito bem camufladas no meio de todo o "barulho" criado à volta da ZE.

Foram ordenados novos testes de stress ao sistema bancario mas, tanto os parametros usados como os resultados, vão ser mantidos em segredo.

Devido aos arrestos ilegais, dezenas de milhares de processos estão a ser colocados contra os bancos e várias vozes dentro do sistema já avisaram que se não forem tomadas medidas "preventivas" sobre estes processos, o resultado será um novo TARP para salvar os bancos.

Cada vez mais vozes dentro do sistema FED estão a criticar abertamente a politica de Bernanke colocando em causa a sua independencia.

Por fim, a necessidade de ir ao mercado obter 4 biliões 214 mil milhões (4.214.000.000.000 USD) para refinanciar a sua divida em 2011.

Gosto mesmo é da função exponencial aplicada a isto........




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Re: EUA : Ascensão e queda de uma grande potência

#131 Mensagem por cabeça de martelo » Sáb Nov 20, 2010 1:36 pm

FoxTroop escreveu: Cada vez mais vozes dentro do sistema FED estão a criticar abertamente a politica de Bernanke colocando em causa a sua independencia.
Em relação a quem?




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Re: EUA : Ascensão e queda de uma grande potência

#132 Mensagem por FoxTroop » Sáb Nov 20, 2010 1:44 pm

cabeça de martelo escreveu:
FoxTroop escreveu: Cada vez mais vozes dentro do sistema FED estão a criticar abertamente a politica de Bernanke colocando em causa a sua independencia.
Em relação a quem?
http://finance.yahoo.com/news/Bernanke- ... 3.html?x=0


Sobre as necessidades de financiamento para 2011, elas representam cerca de 30% do GDP e este dado faz um bocado de luz sobre isso.
Based on the purchasing power parity, this analysis concurs with the analyses conducted by the LEAP/E2020 team and stating in GEAB N°47 that US GDP is now overestimated by around 30%




Editado pela última vez por FoxTroop em Sáb Nov 20, 2010 1:50 pm, em um total de 1 vez.
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Re: EUA : Ascensão e queda de uma grande potência

#133 Mensagem por LeandroGCard » Sáb Nov 20, 2010 1:47 pm

suntsé escreveu: As 13 Colônia da America do norte, não foram beneficiados só pelo clima, mas também pelo perfil dos colonos. Muitos dos Colonos estavam se fixaram com a intenção de construir um lar, por que não viam a menor perspectiva de retornar a Inglaterra, devida a perseguições políticas e religiosas.

Cumprimentos.
Na verdade o cenário que você descreve é o mesmo que o meu, só de um ponto de vista diferente.

Os colonos que iam da Inglaterra e da França (não esqueça da Luisiana e do Quebec) para a América do Norte fugiam da Europa ou por questões de perseguição política ou simplesmnete para melhorar de vida. Mas por quê escolheram justamente a parte temperada da América do Norte e o Sul da Oceania, esta muito mais distante que a Guiana na América do Sul? Ou por quê com a África inteira à disposição os holandeses foram para sua ponta mais distante, no extremo sul? Justamente por causa das condições de clima e meio ambiente familiar.

E por quê estas colônias não chamavam a atenção das suas metrópoles? Porque os emigrantes que para lá iam estavam muito ocupados reproduzindo seu modo de vida original, produzindo apenas o que em geral já estava amplamente disponível em seus países de origem para consumo próprio (atividades típicas de colônias de povoamento), e não se preocupavam tanto em acumular riqueza explorando a produção de bens exóticos exportáveis de volta (atividade típica de colônia de exploração). Onde este último modelo foi seguido o desenvolvimento econômico/social foi completamente diferente, como é o nosso caso ou o do sul dos EUA (colonizado pelos mesmos imigrantes ingleses, veja só!).

O ponto onde o clima/ambiente assume uma grande importância é na definição do tipo de colônia que seria montada, de ocupação ou de exploração. Esta não era em geral uma decisão consciente do tipo "ah, vamos escolher no mapa por razões geopolíticas um lugar e vamos mandar gente para viver lá, não importa como seja de fato o local". Isto era feito, mas não funcionou muito bem. A decisão de se partir para um local para explorar ou morar era ditada principalmente pela similaridade de clima e condições gerais com as da terra natal. A partir daí entravam em cena as circunstãncias que você colocou.


Um grande abraço,


Leandro G. Card




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Re: EUA : Ascensão e queda de uma grande potência

#134 Mensagem por FoxTroop » Sáb Nov 20, 2010 1:54 pm

LeandroGCard escreveu:
suntsé escreveu: As 13 Colônia da America do norte, não foram beneficiados só pelo clima, mas também pelo perfil dos colonos. Muitos dos Colonos estavam se fixaram com a intenção de construir um lar, por que não viam a menor perspectiva de retornar a Inglaterra, devida a perseguições políticas e religiosas.

Cumprimentos.
Na verdade o cenário que você descreve é o mesmo que o meu, só de um ponto de vista diferente.

Os colonos que iam da Inglaterra e da França (não esqueça da Luisiana e do Quebec) para a América do Norte fugiam da Europa ou por questões de perseguição política ou simplesmnete para melhorar de vida. Mas por quê escolheram justamente a parte temperada da América do Norte e o Sul da Oceania, esta muito mais distante que a Guiana na América do Sul? Ou por quê com a África inteira à disposição os holandeses foram para sua ponta mais distante, no extremo sul? Justamente por causa das condições de clima e meio ambiente familiar.

E por quê estas colônias não chamavam a atenção das suas metrópoles? Porque os emigrantes que para lá iam estavam muito ocupados reproduzindo seu modo de vida original, produzindo apenas o que em geral já estava amplamente disponível em seus países de origem para consumo próprio (atividades típicas de colônias de povoamento), e não se preocupavam tanto em acumular riqueza explorando a produção de bens exóticos exportáveis de volta (atividade típica de colônia de exploração). Onde este último modelo foi seguido o desenvolvimento econômico/social foi completamente diferente, como é o nosso caso ou o do sul dos EUA (colonizado pelos mesmos imigrantes ingleses, veja só!).

O ponto onde o clima/ambiente assume uma grande importância é na definição do tipo de colônia que seria montada, de ocupação ou de exploração. Esta não era em geral uma decisão consciente do tipo "ah, vamos escolher no mapa por razões geopolíticas um lugar e vamos mandar gente para viver lá, não importa como seja de fato o local". Isto era feito, mas não funcionou muito bem. A decisão de se partir para um local para explorar ou morar era ditada principalmente pela similaridade de clima e condições gerais com as da terra natal. A partir daí entravam em cena as circunstãncias que você colocou.


Um grande abraço,


Leandro G. Card

Concordo em absoluto. O caso australiano também ilustra isso bem. Não há comparação possivel entre o sul (temperado) e o norte (tropical/desertico)




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Re: EUA : Ascensão e queda de uma grande potência

#135 Mensagem por P44 » Sáb Nov 20, 2010 2:01 pm

cabeça de martelo escreveu:E não sou eu que vou desmentir-te. :evil:

Quando uma pessoa sabe que o Sócrates e o Passos Coelho andaram a distribuir juntos panfletos politicos quando andavam na JSD... :roll:

É farinha do mesmo saco.

Melhor, melhor, é ter sido do MRPP e ter andado a assaltar a Universidade de Lisboa em 1975. Há até quem tenha chegado a presidente da comissão europeia.
cabeça de martelo escreveu: E o que tu entendes por desenvolvimento? É que cada um tem a sua perspectiva. Até o PS subir ao poder Portugal estava a desenvolver-se a um ritmo acima da média da CEE. Depois tivemos um palhaço e um traidor que trocou Lisboa por Bruxelas e o resultado foi um governo instável que caiu passado pouco tempo. Depois o que nós ficamos? Ficamos como Sócrates (não foste tu que voltaste no Sócrates na primeira vez)?! E mais PS para nos lixar a todos...

Nao, não fui, eu, oh caracinhas das caldas! :evil: a ÚNICA vez que votei PS (e fiquei vacinado!) foi em 1995.

quanto ao teu "desenvolvimento", foi o mesmo que sempre tivémos, a MAMAR, desenvolver está quieto, porque se podiamos ganhar 5000 amanhã, porquê trabalhar um ano para ganhar 50000?????
Não foram os melhores tempos de desenvolvimento os anos dourados do cavaquismo , quando o dinheiro corria a jorros e se pagavam subsidios para destruir a indústria , a agricultura e queimar navios de pesca??????
...só que agora estás como estás porque a teta secou, não há mais ninguém para chular ou ir pedir de mão estendida(bem, de mão estendida ainda há, desde que cobrem 7% de juros...até ao dia!) Foi-se a India, o Brasil, África e a Europa...vamos mamar de quem????

Só se os chineses nos quiserem comprar, e parece que nem isso!!!!!!
Egraçado, devias realmente emigrar para ver a fama que os Portugueses em relação ao trabalho têm na França, Alemanha, Canadá, etc.
São vistos como dos melhores trabalhadores que existem, sei muito bem.

E porquê? Se calhar, porque além do trabalho AQUECER :twisted: , lhes dão valor e não são tratados como cães, COMO NO SEU PRÓPRIO PAÍS!!!!!




Editado pela última vez por P44 em Sáb Nov 20, 2010 2:15 pm, em um total de 2 vezes.
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