Re: Bradley para o EB?
Enviado: Seg Set 28, 2009 11:15 am
Para melhor compreensão do que será a reforma do Exército russo.
"Por ocasião da última cimeira “VALDAI CLUB 2009”, o reconhecido especialista russo em assuntos militares e antigo coronel do GRU Vitaly Shlikov expôs a imensa reforma que o Exército russo que irá começar a sofrer a partir do próximo mês de Dezembro.
Shlikov que é um dos autores da dita reforma, afirma tratar-se de uma autêntica revolução na estrutura e na própria maneira de pensar da máquina militar russa, em particular o Exército, resultando numa abordagem completamente nova e revolucionária, rompendo em absoluto com os ditames militares soviético-russos que moldam a doutrina militar deste país desde há 200 anos para cá.
Em termos gerais, o pensamento militar russo referente ao seu exército consiste em manter uma força massiva assente em grandes números para combater guerras em larga escala à semelhança da 2ª guerra mundial e o eventual teatro de operações na Europa central durante a guerra fria.
Além do exército regular, existe a possibilidade de em caso de conflito mobilizar grandes números de reservistas para preencher as chamadas “divisões vazias” que consistem unicamente em material armazenado na caserna. A partir do momento da incorporação dos reservistas, a divisão é declarada operacional de um momento para o outro, obviamente sem nenhum treino nem expriência dos seus constituintes.
Com a nova estrutura, praticamente deixará de haver mobilização e o Exército regular passará a ser constituido por cerca de 1 milhão de homens. O número de carros de combate (Main Battle Tank) passará dos actuais 20.000 com apenas 1000 ou 1500 operativospara cerca de 6000 apenas sendo 2000 operativos.
Mais vocacionado para intervenções em pequenos conflitos (ex: campanha georgiana, Cáucaso) ou escaramuças este novo exército enfrentará conflitos de larga escala como uma eventual invasão chinesa com auxílio das armas nucleares tácticas. Nos tempos da guerra fria, as armas nucleares fossem táticas ou estratégicas eram consideradas armamento “tabu” que implicaria uma escalada imprevisível num confronto.
Porém na actual doutrina, as armas nucleares tácticas vão constituir o bastião da defesa territorial russa face a um eventual invasor numeroso, tal e qual durante a guerra fria a estratégia da NATO assentava em pequenos exércitos com armas nucleares capazes de dissuadir ou aniquilar a vantagem das forças numerosas do Pacto de Varsóvia.
A se concretizar esta imensa reforma, a Rússia assume uma doutrina militar defensiva a nível do seu território e porventura daquilo que considera a sua zona local de influência contrariando a tese de algumas vozes no Ocidente que antevêem um novo período de expansionismo militar russo do qual a campanha na Georgia foi apenas o começo. Outro indicador importante além da redução de gastos, é que é óbvio o caminho rumo ao exército profissionalizado e melhor especializado e treinado.
Se será possível implementar toda esta revolução face às mentalidades presentes, cultura criada em décadas, entropia e resistência de uma imensa organização secular com imensos problemas e em tempo útil isso será outra conversa.
A entrevista de Vitaly Shlikov ao jornalista Andrei Zolotov da RIA NOVOSTI poderá ser consultada aqui:
http://en.rian.ru/valdai_op/20090914/156124823.html "
"Por ocasião da última cimeira “VALDAI CLUB 2009”, o reconhecido especialista russo em assuntos militares e antigo coronel do GRU Vitaly Shlikov expôs a imensa reforma que o Exército russo que irá começar a sofrer a partir do próximo mês de Dezembro.
Shlikov que é um dos autores da dita reforma, afirma tratar-se de uma autêntica revolução na estrutura e na própria maneira de pensar da máquina militar russa, em particular o Exército, resultando numa abordagem completamente nova e revolucionária, rompendo em absoluto com os ditames militares soviético-russos que moldam a doutrina militar deste país desde há 200 anos para cá.
Em termos gerais, o pensamento militar russo referente ao seu exército consiste em manter uma força massiva assente em grandes números para combater guerras em larga escala à semelhança da 2ª guerra mundial e o eventual teatro de operações na Europa central durante a guerra fria.
Além do exército regular, existe a possibilidade de em caso de conflito mobilizar grandes números de reservistas para preencher as chamadas “divisões vazias” que consistem unicamente em material armazenado na caserna. A partir do momento da incorporação dos reservistas, a divisão é declarada operacional de um momento para o outro, obviamente sem nenhum treino nem expriência dos seus constituintes.
Com a nova estrutura, praticamente deixará de haver mobilização e o Exército regular passará a ser constituido por cerca de 1 milhão de homens. O número de carros de combate (Main Battle Tank) passará dos actuais 20.000 com apenas 1000 ou 1500 operativospara cerca de 6000 apenas sendo 2000 operativos.
Mais vocacionado para intervenções em pequenos conflitos (ex: campanha georgiana, Cáucaso) ou escaramuças este novo exército enfrentará conflitos de larga escala como uma eventual invasão chinesa com auxílio das armas nucleares tácticas. Nos tempos da guerra fria, as armas nucleares fossem táticas ou estratégicas eram consideradas armamento “tabu” que implicaria uma escalada imprevisível num confronto.
Porém na actual doutrina, as armas nucleares tácticas vão constituir o bastião da defesa territorial russa face a um eventual invasor numeroso, tal e qual durante a guerra fria a estratégia da NATO assentava em pequenos exércitos com armas nucleares capazes de dissuadir ou aniquilar a vantagem das forças numerosas do Pacto de Varsóvia.
A se concretizar esta imensa reforma, a Rússia assume uma doutrina militar defensiva a nível do seu território e porventura daquilo que considera a sua zona local de influência contrariando a tese de algumas vozes no Ocidente que antevêem um novo período de expansionismo militar russo do qual a campanha na Georgia foi apenas o começo. Outro indicador importante além da redução de gastos, é que é óbvio o caminho rumo ao exército profissionalizado e melhor especializado e treinado.
Se será possível implementar toda esta revolução face às mentalidades presentes, cultura criada em décadas, entropia e resistência de uma imensa organização secular com imensos problemas e em tempo útil isso será outra conversa.
A entrevista de Vitaly Shlikov ao jornalista Andrei Zolotov da RIA NOVOSTI poderá ser consultada aqui:
http://en.rian.ru/valdai_op/20090914/156124823.html "