A grande sacada da SAAB com a Embraer e o contrato com a FAB é o fato de que ele foi o atestado de nascimento - e continuidade - do Gripen E, possibilitando financeiramente tornar o projeto factível tanto para os suecos quanto para o mercado de exportação.
Não é o caso de vender 36 undes, mas o que vinha depois disso, pois os suecos sabem muito bem até onde a FAB quer chegar, e o impacto que isso teria terá sobre as possibilidades comerciais do seu caça.
Podemos não ter a melhor e mais fuderosa força aérea do mundo, mas por incrível que pareça a FAB tem lá o seu cacife no exterior. E isso é um fator muito importante para a sobrevivência do projeto.
Garantir a sua continuidade depende, em grande parte, do futuro do Gripen na FAB. Ao mesmo tempo, a FAB só está interessada em lotes adicionais se, e quando, o Gripen E/F provar a que veio, o que deve acontecer por volta de 2021 no FOC do caça.
Fora isso, não há qualquer garantia de que vamos ter lotes consequentes, deste ou de qualquer outro caça, mesmo o F-18, por mais que os americanos queiram.
Na verdade, acho interessante essa pressão sobre os suecos, e vejo ela a nosso favor, pois isso compromete eles ainda mais em relação ao sucesso do projeto e com os ganhos tecnológicos acordados no pacote.
Vamos ver no que vai dar. A FAB tem muito interesse em continuar com a parceria com a SAAB. E ao mesmo tempo, quer garantir que todo o investimento feito na Embraer não seja jogado no ralo por simples questões de mercado e finanças.
Acho que todos podem ganhar alguma coisa com essa confusão toda. Mas antes, temos que saber até onde cada um está disposto a abri mão dos seus próprios interesses para a coisa andar.
A ver.
abs