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Re: O futuro da AAAe no Brasil

Enviado: Qui Nov 26, 2009 9:23 pm
por faterra
glauberprestes escreveu:
Brasileiro escreveu: Uma bateria de sistemas Tor é um veículo apenas.
Não acho que vão dar só um Torzinho para cada GAAe. Uns dois talvez?

Com 520 milhões dá pra comprar cerca de 7 a 8 sistemas Tor.


abraços]
Uma bateria é composta por 4 veículos lançadores, um veículo para C2, 3 veículos remunicionadores, 1 radar de busca, e 4 veículos oficina.

Os locais dos GAAAe são áreas que precisam ser defendidas. Eu manteria o 1º no Rio (Rio e Volta Redonda), o 2º em Praia Grande (por causa do Porto de Santos, e das instalações da Petrobrás no norte do Litoral), e o 11º em BSB (apesar de muitos ali não merecerem nenhuma defesa). O 3º e o 4º, eu não conheço muito bem, mas são para defender as regiões de BH e PoA, respectivamente, mas eu não tenho muita noção do valor estratégico dessas regiões. Criaria um no Paraná, convenientemente perto de Itaipú, um em Angra, um no Vale do Paraíba, e um em Manaus, para a ZF. Seriam nove grupos completos, com três baterias cada, todas quaternárias.
Ainda faria a MB criar um grupo por grande base, e um na base de submarinos (totalizando três grupos), além de um grupo orgânico para o CFN. Por último, mas não menos importante, cada base da FAB receberia uma bateria de baixa altura.
Glauber
Tomando como gancho sua sugestão de manter um GAAAe para defender o Rio e Volta Redonda (CSN?) pergunto: qual o valor estratégico que uma usina siderúrgica tem? Em torno de BH, região do Quadrilátero Ferrífero, temos quantas siderúrgicas de grande e médio porte?

Re: O futuro da AAAe no Brasil

Enviado: Qui Nov 26, 2009 9:59 pm
por Glauber Prestes
Bolovo escreveu:Quanto ficaria equipar toda essa sua brincadeira, Glauber? E diga os sistemas que você gostaria de ver.
Caro, coisa de F/X pra cima. Cada grupo teria exatamente a mesma estrutura e equipamentos. Para a bateria de média altura, eu prefiro o míssil Aramis/Spada. O tempo de resposta é de menos de 2 segundos, já que o míssil pode ser lançado em Stand by, e adquirir o alvo em voo. Para efeitos de comparação, tanto o TOR quanto o Pantsyr tem um tempo de resposta perto de 8 segundos, e o Igla, coisa de 9 segundos. No melhor estilo russo, as duas baterias de baixa altura cobririam o sistema de média, inclusive na entrada e saída de posição. Guardadas as proporções, é como o S-300 e o Pantsyr. Para as baterias de baixa altura, eu ainda não tenho uma opinião formada, mas um lançador múltiplo de iglas, junto com um ou dois canhões de alta cadência já me satisfazem.



faterra escreveu: Glauber
Tomando como gancho sua sugestão de manter um GAAAe para defender o Rio e Volta Redonda (CSN?) pergunto: qual o valor estratégico que uma usina siderúrgica tem? Em torno de BH, região do Quadrilátero Ferrífero, temos quantas siderúrgicas de grande e médio porte?
De maneira clássica, é nas siderúgicas que começam as armas. Quanto à sua segunda parte da pergunta, eu realmente não sei, não conheço!


[]´s

Re: O futuro da AAAe no Brasil

Enviado: Sex Nov 27, 2009 1:33 am
por ZeRo4
knigh7 escreveu:Então vc acha que para o Brasil, que apenas tem misseis de curto alcance, deva ter um sistema pensado contra misseis cruise? Um caça de 4ª geração ataca facilmente acima de 6.000m. Portanto, para anular o Tor, basta voar acima disso. Com relação a bombas como o Tor sera efetivo? O caça vai lançar 12, 16 bombas e iremos disparar 16 misseis???

Quando falta dinheiro é impossível ter tudo, o cobertor fica curto mesmo. Entretanto, existem prioridades. Olhando o mapa da América do Sul, não vejo nenhum país que tenha real capacidade de atacar o Brasil. Colômbia, Venezuela... talvez! A maior ameaça para gente são as potencias que podem chegar com Porta-Aviões e/ou navios carregados com mísseis cruise.

Nesse aspecto, como em toda guerra moderna, as primeiras armas utilizadas são os mísseis cruise e armas inteligentes. Eu prefiro ter um sistema eficiente contra essa ameaça, a um sistema que tenha capacidade de abater um avião, mas que não tem lá essa capacidade de abater um míssil cruise e o pior... muito mais caro! como falei anteriormente, gastaríamos mais para nos defender do que o agressor para atacar na maioria das vezes e no final das contas nós sabemos que 80% de um conflito é vencido pela logística.
knigh7 escreveu: o Igla é incontavelmente mais simples e tivemos dificuldade em fazer engenharia reversa por que seguem normas técnicas diferentes. Já o LY, não teríamos esse poblema..
O Igla é mais simples que um míssil guiado por CLOS? tenho lá minhas dúvidas... um míssil guiado por CLOS é praticamente um foguete, todo parte de aquisição de alvo e acompanhamento do alvo está no lançador, o Igla é justamente o oposto.

Ainda sim, acho que seria muito mais simples replicar um míssil que é praticamente um foguete burro do que um míssil guiado por radar ativo.
Além disso, algumas vantagens do TOR em relação a esse sistema chinês é que ele pode disparar em movimento, numa possível versão do EB montada num chassis sob lagartas e também pode fazer enganjamento no modo completamente passivo, evitando servir de alvo para mísseis anti-radiação.
knigh7 escreveu: O fato do Tor ser limitado a 6.000m de altitude tira toda essa "vantagem".
Não entendi... a vantagem continua lá, atirar em movimento e ter um enganjamento completamente passivo. O sistema Chinês tem que ser montado a todo momento quando for disparar. O sistema Chinês também é mais vulnerável a guerra eletrônica e ficará sempre a mercê de mísseis anti-radiação.
knigh7 escreveu: cópia do aspide, ultrapassado????Cabeça do Derby, ultrapassada? Acho que não.

Eu quis dizer que a proposta Chinesa para defesa aérea SHORAD é ultrapassada. A melhor resposta nesse aspecto é um missil guiado por CLOS e não por radar ativo...
Bem, eu não sei porque não escolheram o Pantsyr, aliás... não sei porque o Tor vendeu mais do que o Pantsyr, na minha opinião é pq o Tor foi projetado pela Almaz-Antey que é o mesmo aglomerado que produz o S-300P, S-300V, S-400 e etc.

Quanto ao Tor, eu concordo que o grande problema é a baixa altura. Todavia, como falei lá em cima é eficaz contra a principal ameaça. De nada adianda um míssil como o LY-63 que tem muito alcance e não dará conta de um ataque de dois mísseis ARM e uma saraivada de bombas guiadas ou mísseis cruise.

AAA é feita de camadas, o ideal nesse caso seria aquisição do TOR e de um sistema de média altura. Utilizando tanto o Tor quanto o LY-63 o sistema ficará capenga, mas na minha opinião fica mais capenga com o LY-63!


Abraços!

Re: O futuro da AAAe no Brasil

Enviado: Sex Nov 27, 2009 1:54 am
por faterra
Entendo nada de GAAAe, portanto, me perdoem e corrijam se eu falar besteira.
Na região de BH e Quadrilátero Ferrífero, temos algumas das mais importantes e conhecidas siderúrgicas do país: Usiminas, Açominas, Acesita, Magnesita, Mannesmann, Belgo Mineira. Tem mais um tanto perto de Sete Lagoas, pequenas e médias. A meu ver, onde existe siderúrgicas, indústrias estratégicas, portos, usinas hidroelétricas e nucleares, refinarias, conglomerados militares, etc... deveria ter proteção anti-aérea de pequena e média distância. Considerando isto é necessário bem mais do que 5 GAAAe's uma vez que teriam de cobrir todo o país. Estes cinco cobrem apenas o centro, o sudeste e o sul do país, e acredito que mal e porcamente. Ainda está faltando o resto do país, pelo menos em todos os pontos estratégicos do norte e nordeste. Por nunca termos nos preocupado com isto o custo de implantação destes sistemas será alto. Mas, é o preço que devemos pagar pela nossa cegueira. E se não estamos medindo esforços para atualizar a MB e a FAB, acredito que o EB não será o primo pobre da familia.

Re: O futuro da AAAe no Brasil

Enviado: Sex Nov 27, 2009 12:33 pm
por Brasileiro
Haverá financiamento, até 2013, de 30 milhões feitos pela FINEP para o desenvolvimento do míssil terra ar MSA-3.1.




abraços]

Re: O futuro da AAAe no Brasil

Enviado: Sex Nov 27, 2009 3:27 pm
por gaitero
ZeRo4 escreveu:
Bem, eu não sei porque não escolheram o Pantsyr, aliás... não sei porque o Tor vendeu mais do que o Pantsyr, na minha opinião é pq o Tor foi projetado pela Almaz-Antey que é o mesmo aglomerado que produz o S-300P, S-300V, S-400 e etc.

Quanto ao Tor, eu concordo que o grande problema é a baixa altura. Todavia, como falei lá em cima é eficaz contra a principal ameaça. De nada adianda um míssil como o LY-63 que tem muito alcance e não dará conta de um ataque de dois mísseis ARM e uma saraivada de bombas guiadas ou mísseis cruise.

AAA é feita de camadas, o ideal nesse caso seria aquisição do TOR e de um sistema de média altura. Utilizando tanto o Tor quanto o LY-63 o sistema ficará capenga, mas na minha opinião fica mais capenga com o LY-63!


Abraços!
Não seria interessante então comprar dois sistemas... No caso o TOR E O LY-63???

Re: O futuro da AAAe no Brasil

Enviado: Sex Nov 27, 2009 4:16 pm
por WalterGaudério
gaitero escreveu:
ZeRo4 escreveu:
Bem, eu não sei porque não escolheram o Pantsyr, aliás... não sei porque o Tor vendeu mais do que o Pantsyr, na minha opinião é pq o Tor foi projetado pela Almaz-Antey que é o mesmo aglomerado que produz o S-300P, S-300V, S-400 e etc.

Quanto ao Tor, eu concordo que o grande problema é a baixa altura. Todavia, como falei lá em cima é eficaz contra a principal ameaça. De nada adianda um míssil como o LY-63 que tem muito alcance e não dará conta de um ataque de dois mísseis ARM e uma saraivada de bombas guiadas ou mísseis cruise.

AAA é feita de camadas, o ideal nesse caso seria aquisição do TOR e de um sistema de média altura. Utilizando tanto o Tor quanto o LY-63 o sistema ficará capenga, mas na minha opinião fica mais capenga com o LY-63!


Abraços!
Não seria interessante então comprar dois sistemas... No caso o TOR E O LY-63???
Eu tenho a leve suspeita que é justamente isso que vai acontecer. O custo inferior do LY é sedutor e pragmático para os níveis orçamentários a que o EB está acostumado.

Re: O futuro da AAAe no Brasil

Enviado: Sex Nov 27, 2009 4:17 pm
por GDA_Fear
É lógico que o TOR não é aquela coisa, é somente para proteger instalações estratégicas, bases e etc, e tem um teto de 6.000m ou seja ~20.000,21.000ft e tem um alcance de 12km,normalmente os caças voam nessa faixa e fazem o bombardeo nessa faixa, não por limitação da bomba(ex:GBU-24 tem um campo de atuação máximo aos 63.000ft), mas sim do caça em si.

Imaginem uma situação um F-16 BK50/52 por exemplo, o teto dele é de 52.000ft sem payload e quase entrando em stall, com payload é óbvio que ele vai voar bem abaixo disso, varia entre 20k ft ~ 25k ft ~30k ft, lembrando, para caças e mesmo sendo outros caças a faixa de bombardeio não varia muito.

É um sistema curto de pequeno/médio alcance, ideal mesmo era ter os TOR M2 + SA-3 para médio alcance e mais ums SA-5 com mísseis S-200V(250km, 95.000ft), se SA-5 for muito para nós ums SA-4 tão de bom tamanho. :mrgreen: :mrgreen:

Re: O futuro da AAAe no Brasil

Enviado: Sex Nov 27, 2009 4:59 pm
por WalterGaudério
GDA_Fear escreveu:É lógico que o TOR não é aquela coisa, é somente para proteger instalações estratégicas, bases e etc, e tem um teto de 6.000m ou seja ~20.000,21.000ft e tem um alcance de 12km,normalmente os caças voam nessa faixa e fazem o bombardeo nessa faixa, não por limitação da bomba(ex:GBU-24 tem um campo de atuação máximo aos 63.000ft), mas sim do caça em si.

Imaginem uma situação um F-16 BK50/52 por exemplo, o teto dele é de 52.000ft sem payload e quase entrando em stall, com payload é óbvio que ele vai voar bem abaixo disso, varia entre 20k ft ~ 25k ft ~30k ft, lembrando, para caças e mesmo sendo outros caças a faixa de bombardeio não varia muito.

É um sistema curto de pequeno/médio alcance, ideal mesmo era ter os TOR M2 + SA-3 para médio alcance e mais ums SA-5 com mísseis S-200V(250km, 95.000ft), se SA-5 for muito para nós ums SA-4 tão de bom tamanho. :mrgreen: :mrgreen:
SA-5 ou SAM-6?

Re: O futuro da AAAe no Brasil

Enviado: Sex Nov 27, 2009 5:54 pm
por Carlos Mathias
É lógico que o TOR não é aquela coisa, é somente para proteger instalações estratégicas, bases e etc
Imagina se fosse bom! :roll:

Re: O futuro da AAAe no Brasil

Enviado: Sex Nov 27, 2009 8:24 pm
por gaitero
Walterciclone escreveu:
gaitero escreveu: Não seria interessante então comprar dois sistemas... No caso o TOR E O LY-63???
Eu tenho a leve suspeita que é justamente isso que vai acontecer. O custo inferior do LY é sedutor e pragmático para os níveis orçamentários a que o EB está acostumado.
Estava pensando em 12 lançadores de cada modelo.. divididos em 6 bases.

Neste caso teriamos 2 lançadores TOR e 2 lançadores LY em cada base, estes seriam apoiados por alguns sistemas IGLA. O que de certo modo constituiria uma defesa aérea pequena mas ao menos no meu ponto de vista, de respeito...

Re: O futuro da AAAe no Brasil

Enviado: Sex Nov 27, 2009 10:29 pm
por Carlos Mathias
Suficiente para 95% dos inimigos.

Re: O futuro da AAAe no Brasil

Enviado: Sex Nov 27, 2009 10:35 pm
por felipexion
Carlos Mathias escreveu:Suficiente para 95% dos inimigos.
O problema reside nos outros 5%.

Re: O futuro da AAAe no Brasil

Enviado: Sex Nov 27, 2009 10:58 pm
por Glauber Prestes
felipexion escreveu:
Carlos Mathias escreveu:Suficiente para 95% dos inimigos.
O problema reside nos outros 5%.
Tudo ao seu tempo.

Re: O futuro da AAAe no Brasil

Enviado: Sáb Nov 28, 2009 1:34 am
por ZeRo4
Walterciclone escreveu:
gaitero escreveu: Não seria interessante então comprar dois sistemas... No caso o TOR E O LY-63???
Eu tenho a leve suspeita que é justamente isso que vai acontecer. O custo inferior do LY é sedutor e pragmático para os níveis orçamentários a que o EB está acostumado.
Se for para comprar o LY-63 por esse motivo, mas vale gastar um pouco mais e adquirir um misto do Spyder com/sem booster que utiliza o mesmo "Derby" e tem um alcance que pode chegar na casa dos 40km além de possuir a vantagem de ter outro míssil guiado por IIR.