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Re: O futuro da AAAe no Brasil
Enviado: Qui Nov 26, 2009 4:11 pm
por ZeRo4
Gaitero, no momento sim! aliás, mais do que o Brasil "precisa" é o que Brasil pode pagar e utilizar relativamente bem. Quanto a guiagem por CLOS, dentro dessa faixa de alcance de 20km é a melhor método de guiagem possível. Quanto ao futuro, até que aprimorem e diminuam os custos de mísseis IIR e ARH... o futuro continuará sendo CLOS e eu não acredito que um dia os mísseis IIR e ARH possam bater os CLOS nesse tipo de aplicação.
Re: O futuro da AAAe no Brasil
Enviado: Qui Nov 26, 2009 4:13 pm
por gaitero
ZeRo4 escreveu:Gaitero, no momento sim! aliás, mais do que o Brasil "precisa" é o que Brasil pode pagar e utilizar relativamente bem. Quanto a guiagem por CLOS, dentro dessa faixa de alcance de 20km é a melhor método de guiagem possível. Quanto ao futuro, até que aprimorem e diminuam os custos de mísseis IIR e ARH... o futuro continuará sendo CLOS e eu não acredito que um dia os mísseis IIR e ARH possam bater os CLOS nesse tipo de aplicação.
Hum... Compreendo...
E realmente faz sentido...
Re: O futuro da AAAe no Brasil
Enviado: Qui Nov 26, 2009 4:27 pm
por LeandroGCard
gaitero escreveu: Ola nobre companheiro, gostaria de saber de você. É isto mesmo que o Brasil necessita? É este sistema que queremos utilizar na FAB na MB e no EB?
Isto e muito mais. Se o Brasil quiser possuir uma defesa anti-aérea minimamente crível estes sistemas de média altura que serão comprados agora terão que ser somente a ponta do iceberg.
Quando eu vejo um sistema CLOS, me vem duas coisas na mente. A primeira é que o sistema tem de guiar o Míssil. E a segunda é que o sistema tem de guiar o míssil...
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Sim é isso mesmo, e é por isso que estes mísseis acabam muito mais baratos, a eletrônica mais sofisticada não está embarcada nem é descartável. A função de um sistema como o Tor não é derrubar aeronaves caríssimas, mas mísseis, bombas guiadas e até bombas burras lançadas no modo CCIP. Usar mísses com guiagem onboard para isso teria uma relação custo-benefício muito ruim.
Guiagem ativa é para longo alcance e para manpads.
Quando vejo o contexto disso para a aplicabilidade no futuro, me deparo com a seguinte hipótese, até quando este sistema será eficiente... E quanto tempo mais irá demorar para que tenhamos misseis ativos cada vez mais inteligentes, avançados e letais...
Em caso de guerra real talvez seja eficiente por alguns dias, e depois acabaram-se os mísseis. Qualquer inimigo minimamente inteligente forçará o esgotamento de qualquer estoque razoável de mísseis e depois fará a festa.
Se um país quiser evitar esta possibilidade terá que ter a capacidade de produzir seus próprios mísseis de médio alcance na quantidade que precisar. Já os mísseis de grande alcance e os manpads, que visam prioritariamnete as aeronaves inimigas, podem ser operados em menores quantidades.
Abraços,
Leandro G. Card
Re: O futuro da AAAe no Brasil
Enviado: Qui Nov 26, 2009 4:30 pm
por Pablo Maica
Santa Maria possiu uma GAAe, que possui acho que duas baterias de Orelikons, e duas de C-60, como é o coração da 3ª DE, e ainda tem a BASM creio que é capaz de ser dotada com um desses sistemas!
Um abraço e t+
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Re: O futuro da AAAe no Brasil
Enviado: Qui Nov 26, 2009 5:18 pm
por FOXTROT
Pablo Maica escreveu:Santa Maria possiu uma GAAe, que possui acho que duas baterias de Orelikons, e duas de C-60, como é o coração da 3ª DE, e ainda tem a BASM creio que é capaz de ser dotada com um desses sistemas!
Um abraço e t+
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Amigo, desconheço esse GAAe em Santa Maria, mas sim a 6° BIA AAAé, por sinal dotada de velhos canhões com direção manual, que sempre vejo na BASM.
SMJ, o único GAAe aqui no Sul fica em Caxias do Sul, o 3°.
Re: O futuro da AAAe no Brasil
Enviado: Qui Nov 26, 2009 5:36 pm
por Pablo Maica
Obrigado pela correção Foxtrot! É realmente a 6ª bateria... ha um tempo atraz eles tinham canhões oerlikon, mas não sei se ainda tem...
Um abraço e t+
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Re: O futuro da AAAe no Brasil
Enviado: Qui Nov 26, 2009 5:47 pm
por WalterGaudério
Pablo Maica escreveu:Santa Maria possiu uma GAAe, que possui acho que duas baterias de Orelikons, e duas de C-60, como é o coração da 3ª DE, e ainda tem a BASM creio que é capaz de ser dotada com um desses sistemas!
Um abraço e t+
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Maica, é quase certo que o novo material vá para CX.
Re: O futuro da AAAe no Brasil
Enviado: Qui Nov 26, 2009 6:50 pm
por Brasileiro
A lógica não seria ir primeiro para Brasília-DF ou para o Rio, já que este possui as casas de manutenção de material anti-aéreo?
abraços]
Re: O futuro da AAAe no Brasil
Enviado: Qui Nov 26, 2009 8:20 pm
por knigh7
Sideshow escreveu:Knigh7
Essa conversa de engenharia reversa ta esquisita, se vamos e podemos copiar o LY-63 então porque não copiamos logo o Derby?
Outra coisa porque não compramos a licença para produzir esse sistema no Brasil? Seria mais rápido, barato e menos arriscado
Estranho o que?
Nós fizemos engeharia reversa no Igla.
Aliás, utilizamos engenharia reversa (ha tempos isso) num foguete Canadense e aplicamos no desenvolvimento de foguetes espaciais.
É até natural isso. Temos conhecimento para fazê-lo e aplicá-lo em nosso projetos.
Re: O futuro da AAAe no Brasil
Enviado: Qui Nov 26, 2009 8:22 pm
por Brasileiro
Mas nós aplicamos eng. reversa nos Roland.
Tá certo que na época nós conseguimos copiar. Mas depois os alemães se recusaram a vender até parafuso de Roland.
Se vamos comprar uma primeira bateria de Tor, é bom ir se preparando para não conseguir comprar mais nada parecido lá da Rússia.
abraços]
Re: O futuro da AAAe no Brasil
Enviado: Qui Nov 26, 2009 8:23 pm
por Sideshow
Copiar logo um míssil ARH.
Re: O futuro da AAAe no Brasil
Enviado: Qui Nov 26, 2009 8:35 pm
por knigh7
Brasileiro escreveu:Mas nós aplicamos eng. reversa nos Roland.
Tá certo que na época nós conseguimos copiar. Mas depois os alemães se recusaram a vender até parafuso de Roland.
Se vamos comprar uma primeira bateria de Tor, é bom ir se preparando para não conseguir comprar mais nada parecido lá da Rússia.
abraços]
E o CTex copiou o Igla...
Nos vamos ter futuramente misseis nacionais de médio e longo alcance, incluindo ar-ar (BVR).
Acredito que a engenharia reversa seja para adquirir conhecimento. Não vamos fazer uma copia exata, na minha opinião.
Re: O futuro da AAAe no Brasil
Enviado: Qui Nov 26, 2009 8:37 pm
por knigh7
Vai em azul, Ok?
ZeRo4 escreveu:knigh7 escreveu:1-Chega a 12.000m de altura, enquanto o Tor, 6.000.
knigh7 escreveu:2-Atinge cerca de 20 km de alcance, enquanto o Tor, 12Km
Hoje as principais ameaças são mísseis cruise e munições inteligentes. Para esse tipo de ameaça, essa diferença não quer dizer absolutamente nada. Nos dias atuais é preferível ter a precisão do Tor que é guiado por CLOS e dentro dessa faixa de alcance muito mais preciso, do que ter o alcance do LY-63 com radar ativo.
Então vc acha que para o Brasil, que apenas tem misseis de curto alcance, deva ter um sistema pensado contra misseis cruise? Um caça de 4ª geração ataca facilmente acima de 6.000m. Portanto, para anular o Tor, basta voar acima disso. Com relação a bombas como o Tor sera efetivo? O caça vai lançar 12, 16 bombas e iremos disparar 16 misseis???
knigh7 escreveu:
5-Por ter o corpo do Spada e cabeça do Derby, é um missil ocidentalizado. E tem suas tipologias ocidentais. Enquanto o Russo, não. O CTex encontrou dificuldade em fazer a engenharia reversa no Igla por causa disso. A tipologia russa é bem diferente. E antes de fazer, teve de testar cada componente para saber exatamente para que servia. A idéia também é fazer engenharia reversa no míssil a ser escolhido, e, no caso russo, por ser um sistema antiaéreo de médio alcance, potanto mais complexo, teremos mais dificuldades.
Futuramente, o missil de médio alcance será brasiliero. Isso que a gente está comprando é apenas para suprimir a lacuna até a chegada do missil nacional (sabe lá Deus quando a chegada, mas é essa a intenção). Portanto, vale mais um missil que seja mais fácil realizar engenharia reversa para aplicar o conhecimento no desenvolvimento do nosso, e isso, o Chinês é mais indicado.
Não acredito que o EB terá esse tipo de problema pois o míssil utilizado no Tor é bem simples, guiado por CLOS, na verdade todo sistema de guiamento não está no míssil e sim na estação de controle. Fora isso, volto a salientar que um míssil deste tipo é bem mais barato que um míssil guiado por radar ativo, para um país com problemas orçamentários como o Brasil isso conta muito.
o Igla é incontavelmente mais simples e tivemos dificuldade em fazer engenharia reversa por que seguem normas técnicas diferentes. Já o LY, não teríamos esse poblema..
Além disso, algumas vantagens do TOR em relação a esse sistema chinês é que ele pode disparar em movimento, numa possível versão do EB montada num chassis sob lagartas e também pode fazer enganjamento no modo completamente passivo, evitando servir de alvo para mísseis anti-radiação.
O fato do Tor ser limitado a 6.000m de altitude tira toda essa "vantagem".
Na minha opinião esses dois sistemas não tem comparação. O sistema Chinês, cópia, frankenstein é símbolo do passado (como quase todos os equipamentos Chineses)
cópia do aspide, ultrapassado????Cabeça do Derby, ultrapassada? Acho que não.
Se fosse o Pantsyr, o sistema Chinês não deveria nem ser cogitado.
Concordo. A grande falha do Tor é ter uma relativa "baixa altura" . Ele serve hoje apenas contra misseis cruise, Helicópteros ou caças obsoletos
Forte Abraço!
Abraços
Atenciosamente
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Re: O futuro da AAAe no Brasil
Enviado: Qui Nov 26, 2009 8:57 pm
por jauro
A título de colaboração: Qualquer material (produto acabado e testado) que entra para o EB, primeiro vai passar pelo centro de instrução, no caso a EsACosAAe e pela EsMB.
Como foi o caso dos primeiros Leo1A5, que chegaram em janeiro.
Uma vez estudado o material segue para a tropa, se ele for primeiro para o uso nas Bias ou nos GAAAe, será simplesmente destruído.
Re: O futuro da AAAe no Brasil
Enviado: Qui Nov 26, 2009 9:04 pm
por Glauber Prestes
ZeRo4 escreveu:glauberprestes escreveu:
Uma bateria é composta por 4 veículos lançadores, um veículo para C2, 3 veículos remunicionadores, 1 radar de busca, e 4 veículos oficina.
Glauber, esse modelo não é fixo!!! Uma bateria pode ter de 01 a 06 sistemas!!! pode ou não ter um veículo de C2, o número de remuniciadores está totalmente ligado ao número de sistemas por bateria ou até mesmo não, também não há necessidade de um radar de busca externo...
Eu tô pensando no novo modelo brasileiro, que é o de baterias quaternárias, ou quatro seções de tiro por bateria. Por isso eu pensei no modelo tradicional de 4 lançadores.
Além disso, eu conversei com um oficial (que tá morando num PNR junto com o meu pai no Rio) que tá fazendo a tese da Eceme sobre gerenciamento de informações, e ele disse que o C2 será uma realidade em nível de grupo/batalhão/Regimento em breve, então, pelo menos uma unidade C2 estará presente por grupo. Quanto ao radar de busca, por enquanto é M60 na cabeça nos grupos.
[]´s