ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

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GustavoB
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Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

#1036 Mensagem por GustavoB » Qui Abr 15, 2010 7:18 pm

Ganhe quem for, esta eleição promete revelações e amadurecimento.




GustavoB
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Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

#1037 Mensagem por GustavoB » Sáb Abr 17, 2010 12:32 pm

Sobre as privatizações na Argentina





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lelobh
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Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

#1038 Mensagem por lelobh » Sáb Abr 17, 2010 12:46 pm





Dom Pedro II, quando da visita ao campo de Batalha, Guerra do Paraguai.

Rebouças, 11 de setembro de 1865: "Informou-me o Capitão Amaral que o Imperador, em luta com os ministros que não queriam deixá-lo partir, cortou a discussão dizendo: " (D. Pedro II) Ainda me resta um recurso constitucional: Abdicar, e ir para o Rio Grande como um voluntário da Pátria."
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Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

#1039 Mensagem por Dieneces » Sáb Abr 17, 2010 2:08 pm

GustavoB escreveu:
Nitidamente há uma tentativa de forçar um cenário pró-Dilma que absolutamente não existe. Quem convive com a voz das ruas , como eu faço , entenderá o que digo . Com o quadro atual , sem Ciro , Serra ganha no primeiro turno . Minha opinião . Aqui no Sul é dois por um , pró-Serra , ao contrário do que dizem as pesquisas chapa branca , isso é fato .
Se você está falando sério, como explica que pesquisa recentemente apontou o Tarso Genro (PT) à frente do Fogaça (PMDB)? No RS realmente não é fácil, mas creio que essa surpreendeu até aos petistas mais otimistas. Talvez lá no fundão do latifúndio lhe pareça ser mesmo 2 por 1 entre Serra e Dilma, mas quero ver a peonada na urna. E não venha dizer que eleição nacional e estadual são coisas diferfentes, qualquer gaúcho aqui sabe como é. Nem eleição municipal não tem como relacionar.
Caro Gustavo , há empate técnico entre Tarso e Fogaça , que se alternam ora um ora outro na frente . Isso só existe porque a Yeda , o Lara e o Beto possuem boas intenções de voto . Se for só o Fogaça contra o Tarso , o petista come poeira...No RS , o Serra bota dois por um na Dilma .Me cobrem . Não esqueçam , eu convivo com o eleitor . Enquanto vocês estão na Blogosfera eu frequento a Povosfera . :wink:




Brotei no Ventre da Pampa,que é Pátria na minha Terra/Sou resumo de uma Guerra,que ainda tem importância/Sou Raiz,sou Sangue,sou Verso/Sou maior que a História Grega/Eu sou Gaúcho e me chega,p'ra ser Feliz no Universo.
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Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

#1040 Mensagem por Dieneces » Sáb Abr 17, 2010 2:16 pm

Parece que saiu uma nova pesquisa Datafolha por aí....pesquisa séria com municípios sorteados como manda a leie que não induz o eleitor....nada de pesquisa de fundo de quintal que sorteia os mesmos municípios em duas enquetes diferentes( Vox Populi) ou que procura um patrocinador de última hora (Sensus)e casualmente o patrocinador tem endereço na mesma sala do patrocinador da pesquisa anterior-PIADA . Os Dilmistas perderam os cadernos da VAR-Palmares...não sabem mais nem como se faz subversão. :twisted:




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Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

#1041 Mensagem por DELTA22 » Sáb Abr 17, 2010 2:23 pm

Seríssima! :lol: :lol: :lol: Igual à do Proconsult! :lol: :lol: :lol:




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Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

#1042 Mensagem por GustavoB » Sáb Abr 17, 2010 3:03 pm

Dieneces escreveu:
GustavoB escreveu: Se você está falando sério, como explica que pesquisa recentemente apontou o Tarso Genro (PT) à frente do Fogaça (PMDB)? No RS realmente não é fácil, mas creio que essa surpreendeu até aos petistas mais otimistas. Talvez lá no fundão do latifúndio lhe pareça ser mesmo 2 por 1 entre Serra e Dilma, mas quero ver a peonada na urna. E não venha dizer que eleição nacional e estadual são coisas diferfentes, qualquer gaúcho aqui sabe como é. Nem eleição municipal não tem como relacionar.
Caro Gustavo , há empate técnico entre Tarso e Fogaça , que se alternam ora um ora outro na frente . Isso só existe porque a Yeda , o Lara e o Beto possuem boas intenções de voto . Se for só o Fogaça contra o Tarso , o petista come poeira...No RS , o Serra bota dois por um na Dilma .Me cobrem . Não esqueçam , eu convivo com o eleitor . Enquanto vocês estão na Blogosfera eu frequento a Povosfera . :wink:
Numa coisa concordamos: o 2º turno não vai ser mole pro Tarso não.




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Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

#1043 Mensagem por GustavoB » Sáb Abr 17, 2010 3:10 pm

lelobh escreveu:
Quem viveu sabe caro lelobh, quem viveu sabe.




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Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

#1044 Mensagem por DELTA22 » Sáb Abr 17, 2010 3:17 pm

16/04/2010 - 21h30
PSDB aguarda sete horas para ter dados da Sensus

da Agência Folha, em Belo Horizonte
da Reportagem Local

Mesmo com uma autorização expedida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), dois representantes do PSDB tiveram que esperar por sete horas para ter acesso aos questionários da última pesquisa presidencial realizada pelo Instituto Sensus.

Mesmo assim, o partido reclama que o instituto não autorizou a cópia dos questionários ou a gravação dos dados em um pen-drive. Antes de liberar a consulta na sede do instituto, em Belo Horizonte, a direção do Sensus convidou PT, PV e PSB para acompanhar a abertura dos dados aos tucanos. Apenas o PT foi ao local.

A pesquisa apontou empate técnico entre José Serra (32,7%) e Dilma Rousseff (32,4%). O PSDB entrou com representação na quarta-feira contra a pesquisa. Anteontem, teve autorização para checar os 2.000 questionários.

À Folha, o cientista político Fabrizio Tavoni, contratado pelo PSDB, disse que não havia indícios de fraude. O trabalho entraria pela noite. Ricardo Guedes, diretor do instituto, disse que chamou os partidos para dar transparência ao ato.

Ao final, o presidente do PT-MG, Reginaldo Lopes, disse que o questionamento do PSDB era "absurdo" e que pode pedir a abertura da pesquisa do Datafolha de março. "Fizemos várias pesquisas para ver o cenário de Minas na mesma data em que o Datafolha, e em Minas deu 31% a 33% para o Serra. O Datafolha diz que Minas deu 40% a 25%."

Na pesquisa Datafolha feita em 25 e 26 de março, Serra obteve 40% contra 24% de Dilma na região Sudeste (SP, RJ, ES e MG). O último levantamento por Estado feito pelo instituto foi de 14 a 18 de dezembro de 2009. Em MG, Serra ficou à frente, com 39% contra 20%.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bras ... 2194.shtml

>> Antes, a Folha faz um estardalhaço (para garantir a veracidade sua pesquisa, será??), depois diz o que interessa...
E agora? Como fica? :?
Tem caroço (do grande) nesse angú!!

[]'s a todos.




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Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

#1045 Mensagem por Carlos Mathias » Sáb Abr 17, 2010 3:24 pm

Gente, a pesquisa da datafolha foi feita dentro do diretório do PSDB, só isso.




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Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

#1046 Mensagem por prp » Sáb Abr 17, 2010 10:34 pm

Site do PMDB é invadido por hacker.

Aparece a seguinte mensagem:
Aos corruptos de plantão:



40 propostas para o Brasil








EDUCAÇÂO
1 Choque de meritocracia na educação
Mérito é premiar com promoção e aumento de salário os professores que formam mais alunos capazes de atingir boa colocação em disputas acadêmicas internacionais. O conceito é desconhecido no Brasil. Aqui quase sempre o professor recebe aumento de salário por tempo de serviço. Na ausência de outros fatores e só com a aplicação de um choque de meritocracia, o desempenho dos alunos brasileiros em matemática ficaria entre os 43 melhores do mundo, ombreando com o de Israel e Itália, e não, como é agora, em 53º lugar, ao lado do Quirguistão.

2 Convencer os pais de que eles são parte da escola
Pais educam. Escolas ensinam. Esse provérbio caducou. As pesquisas mostram que, além de um bom professor, nada melhora mais o desempenho escolar do que o envolvimento dos pais no processo educacional. É uma guerra cultural que pode ser vencida com as armas certas: a internet (os pais podem até acompanhar algumas aulas) e os cursos para pais.

3 Ampliar a rede de ensino técnico superior
O ensino de geografia, ciências sociais e outras áreas de humanas conta pouco. O fator decisivo para o progresso material está no ensino da matemática, das engenharias e da física aplicada. Apenas 8% dos jovens brasileiros se formam em algum curso superior dessas áreas – contra 18% nos países avançados. A saída é popularizar as faculdades técnicas. Nelas, em dois anos, o jovem obtém um diploma de ensino superior e tem lugar garantido no mercado de trabalho. Foi um sucesso na Coréia do Sul, que, assim, colocou um diploma e um emprego nas mãos de 80% dos jovens.

4 Fomentar a competição entre as universidades
Nenhuma universidade brasileira figura entre as 100 melhores do mundo. Não é surpresa. Elas não têm incentivo para isso. As 100 melhores do mundo lutam para sê-lo para obter financiamento. Aqui, com ou sem desempenho, as verbas públicas chegam religiosamente. Melhorar para quê?

5 Financiar os melhores pesquisadores
Apenas duas de cada 1 000 patentes registradas no mundo são brasileiras. Falta incentivo. O pesquisador brasileiro que registra patentes ganha, em geral, a mesma verba de quem não registra nenhuma. A tendência mundial é dar mais aos pesquisadores que produzem mais conhecimento original e valioso.

6 Criar currículos obrigatórios para a educação básica
Um ponto em comum entre os dez países de maior sucesso educacional, social e material do mundo é a existência de um currículo obrigatório na educação básica. Sem um currículo com metas acadêmicas bem definidas, nenhum país progride. Na maior parte do Brasil, não há esse currículo.

7 Investir na formação dos professores e de quem forma os professores
A cadeia do ensino tradicional tem alunos, professores, diretores e pedagogos. Falta uma categoria: a dos profissionais que ensinam os professores como ensinar. Apenas 20% das disciplinas nas faculdades de pedagogia se dedicam às metodologias de ensino, mostra um estudo da revista Nova Escola/Fundação Carlos Chagas.



AMBIENTE
8 Mais pesquisa ambiental no Brasil
Tanto a Amazônia como as áreas de proteção ambiental no Brasil recebem pouquíssimos pesquisadores. Apesar de ocupar cerca da metade do território nacional e ser o cenário da maior biodiversidade do planeta, a Amazônia concentra apenas 5% dos pesquisadores brasileiros. Significa que há um cientista para cada 4 000 quilômetros quadrados. Apenas 10% das espécies da região estão catalogadas. Só com conhecimento profundo dos biomas brasileiros será possível criar estratégias mais eficazes para a preservação daqueles tesouros naturais.

9 Dobrar o saneamento básico em dez anos
Menos de 50% dos domicílios brasileiros são ligados à rede de esgotos. Destes, apenas 35% recebem tratamento. O restante é despejado diretamente em rios, córregos e lagos. O Brasil ainda é africano nessa área. O ministro Carlos Minc estima que tratar 70% dos esgotos até 2018 custaria 12 bilhões de reais por ano. O custo é elevado? Não em vista dos benefícios. Entregar a tarefa à iniciativa privada, por meio de concessões, é uma saída.

10 Transformar pastos em áreas produtivas
O avanço da fronteira do boi e da soja derruba oito de cada dez árvores das florestas de clima da Amazônia. Para deter esse avanço é vital ocupar áreas já desmatadas. Cerca de 16 milhões de hectares de áreas de pasto estão abandonados na Amazônia. Com sua recuperação e uso, a produção de grãos pode crescer 30% na região sem exigir a derrubada de uma única árvore. Recuperar custa o dobro do que simplesmente desmatar. Subsidiar a recuperação de áreas degradadas é a abordagem econômica mais racional.

11 Premiar prefeituras pela preservação ambiental
A degradação ambiental tem maior impacto sobre a qualidade de vida dos habitantes das cidades do que para o morador de um grotão isolado na floresta. Por essa razão, iniciativas locais de preservação são mais impactantes. É exemplar o sucesso do programa ICMS Verde, adotado no Paraná para premiar municípios com desempenho acima da média no tratamento de lixo e na conservação de bacias hidrográficas. A área preservada no estado cresceu doze vezes nos últimos dez anos.

12 Unificar as leis ambientais
O Brasil tem mais de trinta leis ambientais federais. Combinadas às regras estaduais e municipais essas leis deixam apenas 30% do território livre para a ocupação econômica. Como não temos 70% do território ocupado por paraísos ecológicos, fica óbvio o exagero das restrições. O emaranhado legal provoca insegurança jurídica, dificulta a fiscalização e cria oportunidades para a corrupção. Leis mais simples são, sempre, mais eficientes.

13 Dar independência financeira aos parques ecológicos
Os 63 parques nacionais ocupam uma área de 24,1 milhões de hectares, o equivalente ao território do estado de São Paulo. Em comum, têm o fato de ser mal administrados – são apenas 348 funcionários para cuidar de todos. Eles falham na missão preservacionista e, quando abertos à visitação, oferecem serviços precários. São como os cofres públicos para os corruptos: uma riqueza a ser apropriada pelo mais esperto. Os Estados Unidos têm oitenta vezes mais visitas pagas em seus parques. É hora de valorizar os nossos, protegê-los e mantê-los com o dinheiro arrecadado dos visitantes.

14 Criar um plano nacional de zoneamento econômico-ecológico
O governo paga aventureiros para derrubar a floresta amazônica, dando-lhes crédito destinado à atividade agrícola. Isso não se faz por maldade, mas por ignorância sobre quais são as áreas aráveis do território nacional e quais são as preserváveis. Ninguém sabe ao certo onde começa uma e acaba a outra. Muitos debates gastam horas apontando a mesma área no mapa e enxergando nela solos diferentes. O zoneamento agroclimático é ferramenta vital para planejar o desenvolvimento sustentável.

15 Tornar mais vantajoso manter uma árvore de pé do que cortá-la
Dez milhões de moradores da Amazônia Legal dependem da atividade extrativista ou agropecuária. Para eles, discurso e consciência ecológica não funcionam. Eles precisam de medidas que tornem mais vantajoso preservar do que destruir. O governo da Costa Rica remunera proprietários que conservam as matas nativas em suas terras. Um estudo mostra que, em Mato Grosso, dar 1 000 reais ao ano por hectare preservado seria estímulo suficiente para conter a devastação. É quase de graça.

16 Investir em fontes renováveis de energia
Nos próximos dez anos o Brasil precisará acrescentar produção equivalente à de três usinas de Itaipu para suprir sua necessidade de energia elétrica. O sol e os ventos abundantes no país podem oferecer parte da solução. O potencial da produção de energia eólica é estimado em dez Itaipus. A incidência solar no Brasil é o dobro da registrada na Alemanha, um dos países que mais investem nessa fonte renovável de energia elétrica.

17 Não desperdiçar energia
Para cada dólar produzido pela economia, o Brasil precisa de 40% mais de energia do que os Estados Unidos e 70% mais do que a Alemanha. Isso se deve menos ao custo de geração do que ao desperdício. O Brasil perde 16,5% de toda a energia elétrica produzida. É quase uma Itaipu que se joga fora a cada ano. Para tornar mais eficiente o aproveitamento da energia, seria preciso investir em duas frentes: programas de conscientização dos consumidores e a busca de processos industriais e equipamentos mais econômicos.



ECONOMIA
18 Reforma da Previdência já
O custo da Previdência é um dos principais motivos pelos quais o Brasil lidera o ranking mundial de juros reais e tem uma carga tributária de 36% da riqueza produzida pelo país. Ele consome 12% do PIB. Nenhum país emergente consegue crescer de forma acelerada com tamanho peso nas costas. A China e o Chile gastam 3%. A Colômbia, apenas 1%. Se a despesa previdenciária brasileira fosse de 6%, o país economizaria 180 bilhões de reais ao ano. Com esse dinheiro, as pessoas e empresas pagariam 17% a menos de impostos, com melhoria de qualidade de vida para todos

19 Criar um teto para os gastos públicos
De todos os agentes econômicos, quem gasta pior é justamente aquele que não produz nenhuma riqueza: o governo. No Brasil, os gastos do governo federal crescem, em termos reais, duas vezes mais rápido do que a economia. Dentro de quinze anos os impostos vão equivaler à metade de toda a riqueza que o país produz. É ruinoso? Sim. Reversível? Só por força superior. O aumento real do gasto público brasileiro deveria ser limitado por emenda constitucional ao teto de 1% ao ano.

20 Um Banco Central independente
Se o Banco Central brasileiro tivesse a independência assegurada por lei, a taxa real de juros cairia imediatamente até 3 pontos porcentuais – de 7% para 4% ao ano. O crescimento do país saltaria dos atuais 5% para 7% ao ano. É preciso outra justificativa?

21 Aplicar a lei de responsabilidade fiscal ao governo federal
Essa lei revolucionou o controle das contas públicas. Com ela, os estados e municípios foram obrigados a reduzir sua necessidade de financiamento em 20% desde 2001. Imune a ela, a União fez o movimento inverso e aumentou seu déficit em 79% no mesmo período.

22 Modernizar as leis trabalhistas
Ao lado de Zimbábue e Zâmbia, o Brasil ocupa a 119ª posição no ranking mundial de adequação das leis trabalhistas. Por isso, metade dos brasileiros tem ocupação informal. Uma mudança radical que extirpasse os arcaísmos custosos e corporativistas incentivaria a contratação formal com conseqüências saneadoras na Previdência (mais gente contribuindo), positivas na carga fiscal (mais gente pagando menos) e redentoras para o ambiente de negócios.

23 Tornar as agências reguladoras menos vulneráveis ao loteamento político
A certeza do cumprimento de contratos é uma das condições definidoras de um país moderno, ao lado do direito de propriedade e do ambiente de negócios. E como garantir que os governos preservem seus contratos? O mecanismo clássico, adotado e aprovado nas melhores economias, são agências reguladoras equipadas e protegidas contra a ingerência política. No Brasil há agências reguladoras, mas elas estão longe de ser imunes às pressões políticas.

24 Garantir a concorrência na exploração do pré-sal
Desde o século XVI a humanidade sabe que os recursos naturais não levam, necessariamente, ao progresso econômico e social. Isso foi aprendido com sangue no ciclo de exploração da prata e do ouro na América Latina. Foi reafirmado pelos diamantes da África subsaariana e agora o petróleo da Venezuela. É a maneira de explorar esses recursos que produz conhecimento e bem-estar. Só se obtém riqueza efetiva quando os recursos naturais são explorados de forma transparente e competitiva.

25 Poupar os dólares do petróleo
A humanidade vai um dia encontrar um substituto para esse líquido escuro e pegajoso. Enquanto isso não ocorre, é crucial utilizar as reservas com sabedoria. Se todo o potencial dos depósitos de petróleo na chamada camada pré-sal do litoral brasileiro for confirmado, o Brasil pode vir a se transformar em um grande exportador de petróleo. O que fazer com os dólares obtidos? A opção mais racional é o depósito dos lucros do petróleo em um fundo externo, gastando-se apenas parte dos rendimentos. Isso preservaria a riqueza para as gerações futuras e impediria pressões cambiais e inflacionárias desestabilizadoras.

26 Privatizar a gestão hospitalar
Hospitais administrados pelo estado são menos eficientes e tratam pior seus pacientes. No estado de São Paulo, a taxa de mortalidade em hospitais geridos diretamente pelo governo é de 5,3 em cada 1 000 pacientes e o custo de cada internação é de 400 reais por dia. Em 25 hospitais terceirizados no mesmo estado, a taxa de mortalidade cai para 3,3 por 1 000 pacientes e o gasto por internação, para 360 reais. Essas e outras estatísticas a favor da privatização da gestão da saúde são absolutamente convincentes.

27 Privatizar a infra-estrutura
Não fosse pela infra-estrutura caótica, hoje majoritariamente nas mãos do governo, o Brasil poderia contar com 250 bilhões de reais a mais no PIB – um valor equivalente ao PIB do Chile.



LIBERDADE DE IMPRENSSA
28 Acabar com a Lei de Imprensa
A Lei de Imprensa foi aprovada em 1967 – plena ditadura militar. Seu objetivo era intimidar jornalistas e meios de comunicação. Numa democracia, uma lei como essa não faz sentido. Há dispositivos suficientes na Constituição e nos códigos Civil e Penal para coibir abusos nos jornais e revistas. Mas seria recomendável a criação de uma lei sucinta para delimitar o valor das ações de direito de resposta e de dano moral. Isso daria segurança jurídica aos jornalistas e às empresas que mantêm um dos pilares da democracia: a liberdade de informação.



DEMOCRACIA, RAÇA E POBREZA
29 Profissionalizar a gestão pública
A palavra burocracia nasceu com sentido positivo: um estamento dedicado à organização ágil e racional. Com o tempo a burocracia passou a ser um fim em si mesma. O público que se dane. Em estados brasileiros como São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal, a burocracia começa a retomar seu sentido original. Para isso foram adotados modelos empresariais, como a orientação para resultados, a flexibilidade e a recompensa do mérito. Quando a prática se espalhar e chegar a Brasília, será o caso de comemorar um novo descobrimento do Brasil.

30 Recriar o federalismo
Com a Constituição de 1988, o governo federal passou a concentrar a receita dos impostos, e com isso usurpou uma parte do poder de estados e municípios para decidir onde investir dinheiro. Reverter esse processo daria ao governo federal o papel de coordenador e aos estados e municípios maior autonomia para atender às necessidades dos cidadãos. Pois o fato é que ninguém vive nesse espaço abstrato chamado "União".

31 Fiscalizar os programas sociais
Uma pesquisa do iBase com brasileiros no Bolsa Família mostra que 64% dos próprios beneficiários excluiriam todos aqueles que se recusassem a cumprir as poucas exigências do programa – a mais importante delas é manter o filho na escola. O mesmo estudo revela que o governo é leniente e falha ao vigiar o cumprimento das exigências. Dar dinheiro é entregar o peixe. Cobrar a contrapartida é ensinar a pescar.

32 Inserir os pobres no mercado de trabalho
A melhor coisa que programas assistencialistas podem fazer por um miserável é transformá-lo num trabalhador capaz de prover as próprias necessidades. Dar qualificação profissional a quem nunca a teve, ou criar programas de microcrédito, que transformam excluídos em pequenos empreendedores, é mais que um paliativo. É uma cura real da pobreza.



MEGACIDADES
33 Eliminar as favelas da paisagem
Nas cidades do país, 12,3 milhões de pessoas vivem em casebres, a maioria deles em situação irregular. Se nada for feito, em 2020 haverá 55 milhões de favelados – praticamente uma Itália – no Brasil. É preciso revogar a negligência e o populismo que permitem o surgimento de favelas. No caso das já existentes, eliminar as que estão em área de risco ou proteção ambiental. Conferir títulos de propriedade é um primeiro passo para a urbanização dessas chagas das grandes cidades.

34 Superprefeitos para as regiões metropolitanas
Os prefeitos das cidades que fazem parte de uma região metropolitana são como condôminos que jamais se reúnem para discutir os problemas do prédio onde moram. São Paulo é um exemplo dramático. A prefeitura não consegue limpar o Tietê porque Guarulhos não tem rede de esgoto tratado e despeja imundície no rio. Um superprefeito seria como um síndico eficiente. Com perfil técnico, poderia coordenar o uso da água, o saneamento, o destino do lixo, a unificação do transporte entre cidades. Quem escolheria o superprefeito? O governador do estado.

35 Combater o tráfico de drogas com realismo
O tráfico de drogas é o principal responsável pela criminalidade no Brasil. No Rio de Janeiro, os barões da cocaína controlam 300 das 752 favelas. Não é possível extirpar a droga do cotidiano urbano, mas dá para diminuir as taxas de violência associadas a ela. Para tanto, urge eliminar o caráter territorial do tráfico brasileiro. É pelo controle de áreas geográficas, nas quais também exploram outros serviços tão lucrativos quanto ilegais, que os bandos se digladiam. Há mais cocaína em Nova York do que no Rio, mas lá os traficantes não têm feudos a defender ou tomar. Circulam para vender o seu único produto.

36 Planejar o crescimento
As cidades médias, com população entre 100 000 e 500 000 habitantes, são as que mais crescem no Brasil. Como resolver um problema urbano custa 100 vezes mais do que preveni-lo, é óbvio o ganho em se planejar a expansão dessas cidades. As prefeituras devem estabelecer regras férreas sobre o que pode ou não ser feito em termos de ocupação do solo, tendo em vista o futuro almejado para seus municípios.

37 Tirar a majestade do carro
No Primeiro Mundo, progresso é transporte coletivo de qualidade e restrição severa à circulação de carros, por meio de medidas como rodízio e pedágio. O Brasil está na contramão, porque suas cidades continuam a reduzir o espaço para pedestres, a ampliar as vias para automóveis particulares e a tratar o transporte público com descaso. São Paulo, onde já rodam mais de 6,1 milhões de carros, pode parar de vez em 2015.

38 Organizar o transporte coletivo
O Brasil é o lugar em que eufemismos viram solução de governo. É o caso do chamado transporte alternativo. A palavra correta é "ilegal". No Rio de Janeiro, a bandalha já superou os serviços regulares. Circulam na cidade 7 500 ônibus de empresas formais e 8 000 vans ilegais. Estabelecer um sistema integrado de transporte é a melhor forma de evitar a invasão de perueiros e assemelhados.

39 Conferir aos ônibus o padrão de metrô
Nos pontos de ônibus londrinos e parisienses há luminosos que informam em quanto tempo chegará o próximo carro de cada linha. A margem de erro é muito pequena, mesmo no horário do rush. É a prova de que o serviço de ônibus pode ser pontual, rápido e guardar intervalos curtos entre as partidas. Para seguirem o exemplo, as cidades brasileiras precisam criar corredores exclusivos.

40 Não se intimidar com os desafios
Quando se fala em problemas urbanos, surgem cifras que, não raro, paralisam as administrações e os cidadãos. Mas sempre é possível encontrar soluções baratas. Curitiba tornou-se referência de transporte público sem gastos excessivos. Também se deve levar em conta que parte dos custos embute a corrupção. São Paulo e Cidade do México começaram a construir metrô no mesmo período. A primeira conta, hoje, com 60 quilômetros de linhas. A segunda, com 200. O quilômetro escavado paulistano custa 500 milhões de reais. O mexicano, 90 milhões. E olhe que a Cidade do México enfrenta terremotos...





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Agradecimentos:
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considerações finais: Lady Lara é um lixo. Mta fama pra pouca bosta... defacerzinha amadora que se acha e nao conseguiu nem este simples blind. Alem é claro, de na verdade ser um São Paulino que se auto-intitula de LADY.




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Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

#1047 Mensagem por Enlil » Dom Abr 18, 2010 12:28 am

Datafolha mostra Serra com 38% e Dilma com 28%

Em relação a última pesquisa, tucano recebeu acréscimo de dois pontos porcentuais nas intenções de voto e petista, um ponto
17 de abril de 2010 | 10h 52

Tatiana Freitas, da Agência Estado

SÃO PAULO - Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 17, mostra o pré-candidato do PSDB à presidência, José Serra, com 38% das intenções de voto, a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, com 28%, a pré-candidata do PV, Marina Silva (AC), com 10% e o pré-candidato do PSB, Ciro Gomes (CE), com 9%.

Do total de 2,6 mil entrevistados, 7% disseram que vão votar branco ou nulo e 8% ainda estão indecisos. O levantamento foi realizado entre os dias 15 a 16 deste mês e tem margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. Na mostra anterior do Datafolha, divulgada no final março, Serra tinha 36%, Dilma 27%, Ciro aparecia com 11% e Marina com 8%.

Essa é a primeira vez, portanto, que Marina Silva ultrapassa Ciro Gomes nas intenções de voto, apesar de os dois candidatos estarem tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos porcentuais.

A pesquisa também apresentou um cenário sem a presença de Ciro Gomes. Nessa simulação, aumentam para 42% as intenções de voto em Serra, Dilma atinge 30% e Marina Silva fica com 12%. No cenário de segundo turno, numa eventual disputa entre Serra e Dilma, o tucano lidera com 50% das intenções de voto e a petista aparece com 40%. Na pesquisa anterior, Serra tinha a preferência de 48% dos eleitores e Dilma, 39%.

De acordo com o Datafolha, o pré-candidato Ciro Gomes registra o maior índice de rejeição entre os presidenciáveis, com 27%, seguido de Serra e Dilma, ambos com 24%, e Marina Silva, com 10%.

A pesquisa avaliou também o índice de aprovação do presidente Lula. Na mostra, a aprovação da administração federal ficou em 73% (de ótimo e bom). Na pesquisa de março, esse índice foi de 76%.

A pesquisa Datafolha está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob protocolo nº 8383/2010.

http://www.estadao.com.br/noticias/naci ... 9619,0.htm


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Há caroço nesse angú? Ou será q há angú nesse caroço?...




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DELTA22
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Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

#1048 Mensagem por DELTA22 » Dom Abr 18, 2010 12:52 am

Olhem por que a pesquisa de uma hora para outra mudou... São Paulo passou a ter peso relativo maior na pesquisa que o resto do Brasil. Aumentaram indiscriminadamente os locais de pesquisa na capital paulista, não aumentaram proporcionalmente nos demais estados, diminuiram em outros e mativeram o numero de entrevistados em 2600... NÃO PODIA DAR CERTO NUNCA!!! Não são dados da pesquisa de hoje, são das duas anteriores do DataFALHA que todos temos acesso no site do TSE!

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Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

#1049 Mensagem por pafuncio » Dom Abr 18, 2010 1:06 am

Epa,

Aí é fratura exposta ...




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Bourne
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Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

#1050 Mensagem por Bourne » Dom Abr 18, 2010 1:13 am

É metodologia. A questão é por que foi alterada.




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