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Mensagem
por FCarvalho » Sáb Mar 08, 2025 2:16 pm
Esta rolando notícia na internet de que os USA cortaram o acesso da Ucrânia a todas as informações de inteligência e de ISR\AEW&C de seus sistemas, limitando inclusive os britânicos no sentido de liberar tais informações a eles. O resultado disso, diz-se, é que os mísseis de cruzeiro SCALP\StormShadow ficariam cegos ou menos capazes de atingir seus alvos a longa distância, de forma que seu emprego se tornaria mais limitado.
Bem, outro dia deixei aqui uma notícia de que existe um projeto de lei no congresso com vista a aprovar o desenvolvimento e a implantação de um sistema GPS tupiniquim, o qual teve pouca ou nenhuma repercussão aqui no DB, e menos ainda no mundo lá fora.
Em minha opinião, não apenas um sistema GPS, como outros sistemas C4ISR operados a partir do espaço, e que estão guardados em alguma gaveta em Brasília, devem ser priorizados em termos de desenvolvimento, se quisermos mesmo ter alguma autonomia de fato por aqui em termos de consciência situacional, e operação de vetores de longo alcance, como o futuro MICLA, além do AV-MTC e MANSUP ER, dentre outros que venham a ser desenvolvidos no seu rastro tecnológico.
É claro e inegável que a nossa capacidade de manter-nos integrados em relação a sistemas C4ISR entre as forças armadasm Ministério da Defesa e os diversos centros do poder político no país é bem limitada, além de não possuirmos meios auxiliares que possam obstar o eventual bloqueio de acesso que tenhamos ao que está disponível pelo mundo, e que hoje é empregado sem maiores problemas.
Como disse outro dia no tópico do programa espacial brasileiro, há um hiato gigantesco entre o que se promete, o que se diz, e o que se faz realmente nesta área no Brasil, e a parte militar é sempre negligenciada naquilo que lhe cabe. E isso terá consequências mais dia, menos dia.
Espero que o exemplo ucraniano nos sirva para alguma coisa, nem que seja para mera reflexão sobre o status quo da nossa realidade no contexto das capacidades de comando e controle que devemos ter, e não possuímos ainda.
Carpe Diem