AVIBRAS
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Re: AVIBRAS
Eu estava assistindo uns vídeos do Caiafa sobre a Avibrás. Ele está mais perdido que cego em tiroteio. Ele foi e voltou umas 4 vezes. Se ele não está sabendo de nada, é melhor não abrir a boca.
- FCarvalho
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Re: AVIBRAS
C4 ISTAR da Avibras.
E nós jogamos tudo isso na lata do lixo ao longo de décadas de omissão, proselitismo institucional-empresarial e muita, mas muita irresponsabilidade mesmo.
As capacidades tecnológicas que a empresa desenvolveu ao longo de anos, simplesmente está perdida, ou vendida, para quem ofereceu mais.
E pensar que tudo isso e mais um pouco poderia estar sendo usado agora nos vários programas estratégicos do EB para a artilharia e outras áreas.
Absurdo e lamentável.
Carpe Diem
- FCarvalho
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Re: AVIBRAS
Lembrei de um dado. Diz-se que a EB possui 44 AV-LMU. Se cada veículo pode lançar 2 mísseis, seriam em princípio 88 unidades apenas para abastecer as lançadoras, sem direito a recarga e reservas táticas e estratégicas. O EB diz teria encomendado 100 unidades do AV-MTC, o que mal dá para equipar as lançadoras que se tem.
Com 18 lançadoras por grupo, são 36 operacionais, o que dá 72 mísseis em demanda, com 28 para recarga e reserva.
Mesmo assim esta centena de mísseis que seriam encomendados não é suficiente para alimentar os dois GMF que se tem hoje.
Se levarmos a sério o manual do GMF, é obrigatório haver munição suficiente para carga + 2 recargas na própria OM como referencial básico de suprimento. Isso equivale dizer que em um grupo a 18 lançadores, seriam necessários cerca de 108 unidades do AV-MTC. Se considerarmos as reservas táticas das OM de logística, podemos presumir ao menos mais 2x a 3x esse número em mísseis a disposição. Ou seja, cada GMF do exército tem capacidade para gerar de 2 a 3 vezes o número de mísseis supostamente encomendado. Se multiplicarmos por 2 GMF, bom, a demanda primária do EB, conforme seus próprios manuais é de quase meio milhar de AV-MTC, para começar.
Alguma chance, por mais rasa que seja, de um dia o EB chegar a dispor das quantidades efetivas que seus regulamentos determinam para o míssil da Avibras
Com 18 lançadoras por grupo, são 36 operacionais, o que dá 72 mísseis em demanda, com 28 para recarga e reserva.
Mesmo assim esta centena de mísseis que seriam encomendados não é suficiente para alimentar os dois GMF que se tem hoje.
Se levarmos a sério o manual do GMF, é obrigatório haver munição suficiente para carga + 2 recargas na própria OM como referencial básico de suprimento. Isso equivale dizer que em um grupo a 18 lançadores, seriam necessários cerca de 108 unidades do AV-MTC. Se considerarmos as reservas táticas das OM de logística, podemos presumir ao menos mais 2x a 3x esse número em mísseis a disposição. Ou seja, cada GMF do exército tem capacidade para gerar de 2 a 3 vezes o número de mísseis supostamente encomendado. Se multiplicarmos por 2 GMF, bom, a demanda primária do EB, conforme seus próprios manuais é de quase meio milhar de AV-MTC, para começar.
Alguma chance, por mais rasa que seja, de um dia o EB chegar a dispor das quantidades efetivas que seus regulamentos determinam para o míssil da Avibras
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Re: AVIBRAS
Mas o Caiafa raramente sabe de alguma coisa. Informação boa mesmo é com level C e Oficiais Superiores, coisa que ele nunca teve relacionamento bom.knigh7 escreveu: Sáb Fev 08, 2025 4:09 pm Eu estava assistindo uns vídeos do Caiafa sobre a Avibrás. Ele está mais perdido que cego em tiroteio. Ele foi e voltou umas 4 vezes. Se ele não está sabendo de nada, é melhor não abrir a boca.
- FCarvalho
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Re: AVIBRAS
Anão Estratégico: O Caso do Tupã da Avibras e os Impactos da Falta de Visão Estratégica
Ricardo Fan 14 de fevereiro de 2025

O colapso da Avibras e o abandono do projeto do obuseiro autopropulsado Tupã não são eventos isolados, mas sim parte de um padrão recorrente que expõe a fragilidade da política industrial e a incapacidade de consolidar a Base Industrial de Defesa (BID) como um vetor estratégico de soberania nacional. A falta de visão de longo prazo, a inconsistência de investimentos e a dependência excessiva de fornecedores estrangeiros perpetuam uma postura subalterna, na qual o Brasil abre mão da autonomia tecnológica em setores vitais.
Mais uma vez, o país age como um anão estratégico, renunciando ao desenvolvimento de soluções próprias e preferindo importar tecnologias, ao invés de fortalecer sua capacidade industrial e projetar poder de forma autônoma. A história do Tupã e da Avibras ilustra esse paradoxo nacional: um projeto promissor e uma empresa com legado e expertise são descartados em favor de soluções estrangeiras, comprometendo a independência tecnológica e colocando em risco a própria segurança do país.
Reportagem disponível em: https://www.defesanet.com.br/terrestre/ ... trategica/
Ricardo Fan 14 de fevereiro de 2025
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O colapso da Avibras e o abandono do projeto do obuseiro autopropulsado Tupã não são eventos isolados, mas sim parte de um padrão recorrente que expõe a fragilidade da política industrial e a incapacidade de consolidar a Base Industrial de Defesa (BID) como um vetor estratégico de soberania nacional. A falta de visão de longo prazo, a inconsistência de investimentos e a dependência excessiva de fornecedores estrangeiros perpetuam uma postura subalterna, na qual o Brasil abre mão da autonomia tecnológica em setores vitais.
Mais uma vez, o país age como um anão estratégico, renunciando ao desenvolvimento de soluções próprias e preferindo importar tecnologias, ao invés de fortalecer sua capacidade industrial e projetar poder de forma autônoma. A história do Tupã e da Avibras ilustra esse paradoxo nacional: um projeto promissor e uma empresa com legado e expertise são descartados em favor de soluções estrangeiras, comprometendo a independência tecnológica e colocando em risco a própria segurança do país.
Reportagem disponível em: https://www.defesanet.com.br/terrestre/ ... trategica/
Raphael
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Re: AVIBRAS
Déjà Vu da Falta de Visão Estratégica: O Caso da Avibras e o Risco para a Indústria de Defesa Nacional
Ricardo Fan 10 de fevereiro de 2025
Rui Martins da Mota (Martins Mota) – Veterano das Forças Especiais do Exército Brasileiro
A possível venda da Avibras Indústria Aeroespacial para a empresa saudita Black Storm Military Industries levanta preocupações estratégicas sobre o futuro da Base Industrial de Defesa (BID) do Brasil. A BID é essencial para a soberania nacional, pois congrega empresas responsáveis pelo desenvolvimento e produção de equipamentos e tecnologias estratégicas para a defesa do país.
Se essa venda se concretizar, o Brasil poderá repetir os erros do passado, como a falência da Engesa, resultando na perda de uma empresa vital para a segurança nacional e para o avanço tecnológico do setor de defesa.
Artigo disponível em: https://www.defesanet.com.br/terrestre/ ... -nacional/
Ricardo Fan 10 de fevereiro de 2025
Rui Martins da Mota (Martins Mota) – Veterano das Forças Especiais do Exército Brasileiro
A possível venda da Avibras Indústria Aeroespacial para a empresa saudita Black Storm Military Industries levanta preocupações estratégicas sobre o futuro da Base Industrial de Defesa (BID) do Brasil. A BID é essencial para a soberania nacional, pois congrega empresas responsáveis pelo desenvolvimento e produção de equipamentos e tecnologias estratégicas para a defesa do país.
Se essa venda se concretizar, o Brasil poderá repetir os erros do passado, como a falência da Engesa, resultando na perda de uma empresa vital para a segurança nacional e para o avanço tecnológico do setor de defesa.
Artigo disponível em: https://www.defesanet.com.br/terrestre/ ... -nacional/
Raphael
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Re: AVIBRAS
O projeto do Tupã nada mais era do que o CAESAR sobra a plataforma da Avibras, com o emprego, segundo franceses e marketeiros da empresa brasileira, de C2 e outros sistemas de apoio da Avibras.
Em sendo isso, o ATMOS, poderia ser um Tupã 2.0 uma vez que a plataforma atual do sistema brasileiro é feito sobre o mesmo chassi Tatra T-815-7 sobre o qual nos foi oferecido o obuseiro israelense. Com a vantagem de que poderia, também, lançar mão dos sistemas C2 e outros da empresa brasileira, ou mesmo integrar o modelo israelense através da ARES e\ou Elbit, com a participação da Avibras.
A nacionalização destes sistemas também poderia ser arbitrada igualmente, com o total domínio da engenharia aqui por pessoal brasileiro em todas estas empresas. A logística obviamente seria toda, ou quase toda, nacional, como aventado nos ROB da VBC OAP SR.
Enfim, dispor de um obuseiro AP SR "nacional" sobre a plataforma do ASTROS é mera questão de escolha e decisão. A quantidade de empresas que hoje oferecem tal possibilidade no mercado é enorme. E muitas a meu ver se dispõe a integrar seus produtos com os veículos e sistemas da Avibras. Se ela ainda estiver viva, claro.
Mas, o EB não quis se dar o trabalho de saber, ou tentar viabilizar, esta alternativa. Já bastou a (má) experiência com os ASTROS, Foguetes, AV-MTC, etc e por aí vai.
Aliás, se bem me lembro, uma empresa do Paraná ou Santa Catarina, chegou a oferecer a produção nacional do T-5 da Denel, com a nacionalização de praticamente tudo do obuseiro, desde munição até o veículo base, também um TATRA, que à época se aventava a instalação de uma fábrica da empresa naquele estado. Mas ele nem chegou a passar da fase inicial do processo, dado os requisitos para lá de restritivos do exército. Azar o nosso.
Em sendo isso, o ATMOS, poderia ser um Tupã 2.0 uma vez que a plataforma atual do sistema brasileiro é feito sobre o mesmo chassi Tatra T-815-7 sobre o qual nos foi oferecido o obuseiro israelense. Com a vantagem de que poderia, também, lançar mão dos sistemas C2 e outros da empresa brasileira, ou mesmo integrar o modelo israelense através da ARES e\ou Elbit, com a participação da Avibras.
A nacionalização destes sistemas também poderia ser arbitrada igualmente, com o total domínio da engenharia aqui por pessoal brasileiro em todas estas empresas. A logística obviamente seria toda, ou quase toda, nacional, como aventado nos ROB da VBC OAP SR.
Enfim, dispor de um obuseiro AP SR "nacional" sobre a plataforma do ASTROS é mera questão de escolha e decisão. A quantidade de empresas que hoje oferecem tal possibilidade no mercado é enorme. E muitas a meu ver se dispõe a integrar seus produtos com os veículos e sistemas da Avibras. Se ela ainda estiver viva, claro.
Mas, o EB não quis se dar o trabalho de saber, ou tentar viabilizar, esta alternativa. Já bastou a (má) experiência com os ASTROS, Foguetes, AV-MTC, etc e por aí vai.
Aliás, se bem me lembro, uma empresa do Paraná ou Santa Catarina, chegou a oferecer a produção nacional do T-5 da Denel, com a nacionalização de praticamente tudo do obuseiro, desde munição até o veículo base, também um TATRA, que à época se aventava a instalação de uma fábrica da empresa naquele estado. Mas ele nem chegou a passar da fase inicial do processo, dado os requisitos para lá de restritivos do exército. Azar o nosso.
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Re: AVIBRAS
Do ponto de vista estratégico e mercadológico buscar um parceiro como a África do Sul sobretudo a Denel que tem bons projetos (só não tem dinheiro) seria mais proveitoso para o Brasil e sua BID que buscar alternativas com parceiros Americanos, europeus ou Israelenses. No caso do Tupã ser equipado com o sistema T-5 da Denel acredti que seria melhor do ponto de vista de mercado sem riscos de embargos que outras alternativas.
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Re: AVIBRAS
Na época, a empresa que ofereceu o T-5, pelo que saiu nas mídias, todos os insumos eram baseados no tal ITAR free, além de nacionalização dos sistemas. O obuseiro da Denel até hoje está disponível para quem quiser, nas versões AR e AP.dersonmig escreveu: Dom Fev 16, 2025 11:25 am Do ponto de vista estratégico e mercadológico buscar um parceiro como a África do Sul sobretudo a Denel que tem bons projetos (só não tem dinheiro) seria mais proveitoso para o Brasil e sua BID que buscar alternativas com parceiros Americanos, europeus ou Israelenses. No caso do Tupã ser equipado com o sistema T-5 da Denel acredti que seria melhor do ponto de vista de mercado sem riscos de embargos que outras alternativas.
Se a empresa tivesse feito uma parceria, ou mesmo oferecido ao EB a possibilidade de montar o T-5 sobre o veículo da Avibras, aproveitando o conhecimento, produtos e soluções da empresa, talvez tivesse mais sorte, disponde um argumento mais forte ainda do que a nacionalização do produto e logística.
Mas parece que os militares não gostam mesmo da ideia de sair da caixinha em que sempre estiveram enfurnados, e simplesmente não aceitam qualquer alternativa fora do eixo USA-Europa, como se o resto do mundo não existisse ou não tivesse respostas à altura da sua mediocridade. E como governo nenhum não manda nada nos projetos da defesa, a começar pelo próprio MD.
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- FCarvalho
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Re: AVIBRAS
Se a Avibras for tirada do buraco pelo interessados, o ASTROS AFC via de regra deve vir a se tornar o carro chefe da empresa. Não existem hoje alternativas de produtos que possam ser oferecidos ao mercado internacional que deem retorno no curto espaço de tempo fora deste sistema.
Mas mesmo para este modelo sair do papel, alguém vai ter que, ou comprar ele novinho em folha, ou mandar modernizar os seus para este padrão.
Em uma e outra possibilidade, não se pode contar com o EB e muito menos CFN.
E como exportar algo que não é usado nem dentro de casa é muito mais difícil, é esperar para ver o que acontece.
Mas mesmo para este modelo sair do papel, alguém vai ter que, ou comprar ele novinho em folha, ou mandar modernizar os seus para este padrão.
Em uma e outra possibilidade, não se pode contar com o EB e muito menos CFN.
E como exportar algo que não é usado nem dentro de casa é muito mais difícil, é esperar para ver o que acontece.
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Re: AVIBRAS
Justiça determina penhora de ações do dono da Avibras
...
Procurada pelo Valor, a empresa confirmou a decisão de penhora das ações da Rocket Bridge NewCo Holding, sua controladora, e que as empresas adotarão as medidas legais cabíveis.
"As empresas reafirmam, ainda, que essa medida não compromete o andamento do processo de entrada do investidor, que segue em pleno curso, com o objetivo de atrair novos investimentos, fortalecer a estrutura empresarial e viabilizar a retomada das atividades operacionais da companhia", informou.
https://valor.globo.com/empresas/notici ... bras.ghtml
Sds
...
Procurada pelo Valor, a empresa confirmou a decisão de penhora das ações da Rocket Bridge NewCo Holding, sua controladora, e que as empresas adotarão as medidas legais cabíveis.
"As empresas reafirmam, ainda, que essa medida não compromete o andamento do processo de entrada do investidor, que segue em pleno curso, com o objetivo de atrair novos investimentos, fortalecer a estrutura empresarial e viabilizar a retomada das atividades operacionais da companhia", informou.
https://valor.globo.com/empresas/notici ... bras.ghtml
Sds
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Re: AVIBRAS
Ótimo, já tava passando da hora.
I know the weakness, I know the pain. I know the fear you do not name. And the one who comes to find me when my time is through. I know you, yeah I know you.