#11757
Mensagem
por FCarvalho » Dom Fev 23, 2025 5:25 pm
Vamos a algumas curiosidades sobre o misterioso míssil AAe que a MB agora quer botar seus parcos recursos.
1. Quais os requisitos de operação do míssil? Será de curta, média ou longa altura\alcance, ou um pouco de de tudo?
2. O míssil irá substituir e\ou complementar os CAMM, já adotado para as FCT?
3. Os requisitos serão os mesmos do programa de Defesa AAe Comum do Ministério da Defesa, que agora visa um sistema de média e longa altura\alcance ou serão próprios da MB visando atender suas necessidades particulares de operação?
4. O projeto partirá do zero ou se lançará mão de algum modelo já existente no catálogo de mísseis do EDGE Group? Se sim, quais as opções?
5. O sistema será feito apenas para emprego naval, ou disporá também de versão terrestres a fim de atender ao CFN, e demais forças armadas?
6. Os recursos para este programa estão garantidos ou ainda dependem de liberação orçamentária específica para isso?
7. Qual o tempo entre projeto, desenvolvimento, prototipação, avaliação e operacionalidade do míssil, dentro do organograma de custeio da marinha e SIATT\EDGE Group?
8. Em que pese este desenvolvimento nacional, cada FCT possuem apenas 12 silos para mísseis, totalizando uma demanda teórica de apenas 48 unidades. Esta quantidade será suficiente para custear, e pagar, todo o projeto do míssil AAe, ou haverá dentro do seu planejamento orçamentário a adição de outras capacidades aos navios, e aos lançadores destes, ou se espera adicionar mais meios em que possa ser utilizado além das fragatas?
9. Quantos e quais meios navais e\ou fluviais se pretende empregar operacionalmente este míssil AAe?
10. Fora as FCT, os atuais e futuros meios navais\fluviais da MB terão de passar por algum tipo de trabalho de adaptação e\ou modificação na estrutura a fim de poder receber o novo sistema AAe nacional que se pretente, ou este será do tipo plug and play, a fim de facilitar seu emprego além das fragatas? Se sim, quais as modificações nacessárias?
11. Os Napa 500BR, NaPa Classe Macaé e NaPaOc BR terão capacidade de receber e operar regularmente o míssil AAe ou ele será efetivo apenas em navios maiores da esquadra?
12. O planejamento estratégico da MB prevê ao menos 8 navios de escolta até 2044. No caso de todos serem da mesma classe das FCT, e tendo apenas 12 lançadores por navio, qual será a quantidade mínima a ser fabricada de forma a pagar o investimento feito nele?
13. Qual ou quais o tipo de guiamento o míssil empregará? IR, EO, Radar ou múltiplo?
14. Qual ou quais os tipo de propulsão será utilizado? Ramjet? Outro?
15. Tamanho, peso, dimensões?
16. Será construído um lançador próprio para este míssil ou ele poderá ser empregado a partir de diversos tipos existente, ou futuros lançamentos, no mercado?
17. A demanda da MB hoje, e no médio(2035) a longo prazo(2044) é suficiente para pagar pelo desenvolvimento deste míssil?
18. Os EAU estão comprometidos com a aquisição\operação deste futuro míssil AAe, ou apenas a MB irá dispor do mesmo e será responsável, junto com SIATT e EDGE Group por sua comercialização e operação, com exportações sendo igualmente de responsabilidade destes empresas?
19. Para qual\quais mercado(s) de exportação o míssil AAe da MB está sendo pensado, a fim de cooperar com sua flexibilidade\viabilidade operacional, comercial e produtiva, já que a MB sozinha teoricamente não possui demanda suficiente para suprir todas as questões de financiamento e suporte do mesmo?
20. Qual o custo unitário previsto para o míssil AAe e de todo o sistema operacional do mesmo?
21. A MB pretende desenvolver paralelamente ao míssil em sistemas C2 e de gestão operacional para o missil AAe, ou serão importados de fornecedores a serem escolhidos, ou ainda utilizar algum sistema de propriedade do EDGE Group?
22. Este míssil, e seus sistemas e subsistemas, terá integração - ou mesmo fará emprego destes - com o(s) sistema(s) a serem adotados futuramente pelo Programa Defesa AAe Comum do MD, ou disporá de meios próprios e independentes, garantindo apenas o mínimo necessário à comunicação entre ambos?
23. O míssil AAe da MB será intercambiável com os futuros sistemas AAe da FAB e EB?
24. O SISCONTA terá algum papel no desenvolvimento do míssil AAe ou este sistema foi descontinuado após o ModFrag das Niterói, não tendo futuro operacional dentro dos futuros meios navais\fluviais da MB?
25. Em quantas versões se pretende desenvolver este míssil AAe?
26. O que justifica neste momento apor escassos recursos para desenvolver um novo míssil AAe nacional de emprego naval, uma vez que a MB já elegeu o CAMM como o sistema de defesa AAe das FCT, e não há perspectivas de novos meios além dos 4 navios hora contratados?
27. A MB já está comprometida com a aquisição e desenvolvimento do Mansup ER e versão básica, este último adquirido em primeiro lote recentemente na IDEX 2025 nos EAU. Este processo ainda irá demandar muitos recursos para chegar a uma situação de retorno financeiro para a SIATT e EDGE Group. Em que pese as muitas restrições financeiras por que passa o orçamento da defesa, e especial o da marinha, como se espera desenvolver um novo míssil em meio à cada vez maior escassez de recursos e de capacidade de investimento em novos meios e PDI nacional no curto e médio prazo?
28. O míssil AAe contará com sistema de empuxo vetorado em seu sistema de propulsão?
29. A MB não possui defesa de médio e longo alcance\altura, com esta capacidade sendo introduzida com o CAMM e as FCT. Em que medida isto irá influenciar os requisitos e o desenvolvimento do novo míssil AAe?
30. Que fatores concretos estão levando a MB a envidar recursos no desenvolvimento de um novo míssil AAe nacional uma vez que ela comprou e irá operar o sistema CAMM em suas fragatas da classe Tamandaré?
31. A quem pertencerá a propriedade intelectual do projeto do míssil AAe?
Fiquem á vontade para tentar responder.
copiado do tópico Mísseis da MB
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