AVIBRAS

Assuntos em discussão: Exército Brasileiro e exércitos estrangeiros, armamentos, equipamentos de exércitos em geral.

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Marcelo Ponciano
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Re: AVIBRAS

#3016 Mensagem por Marcelo Ponciano » Sáb Abr 01, 2023 10:47 pm

EduClau escreveu: Sáb Abr 01, 2023 7:16 pm Pois é, ficou faltando o D de defesa na nota, mas a letra da Lei 12598/2012 assim estabelece o que é uma EED:
IV - Empresa Estratégica de Defesa - EED - toda pessoa jurídica credenciada pelo Ministério da Defesa mediante o atendimento cumulativo das seguintes condições:
...
b) ter no País a sede, a sua administração e o estabelecimento industrial, equiparado a industrial ou prestador de serviço;
...
d) assegurar, em seus atos constitutivos ou nos atos de seu controlador direto ou indireto, que o conjunto de sócios ou acionistas e grupos de sócios ou acionistas estrangeiros não possam exercer em cada assembleia geral número de votos superior a 2/3 (dois terços) do total de votos que puderem ser exercidos pelos acionistas brasileiros presentes;


https://www2.camara.leg.br/legin/fed/le ... ma-pl.html
Não ficou claro o dos 2/3 de votos de estrangeiros em relação aos acionistas brasileiros, talvez quem entende de juridiquês (acho que o @Marcelo Ponciano) possa comentar alguma coisa.

Existe a MP 1123/2022 mais recente que alterou alguns itens da lei, como o descredenciamento de EEDs:

https://www12.senado.leg.br/publicacoes ... es/mpv1123

sds
Desconheço qualquer outra legislação que trate de empresa estratégica. E pelo contexto certamente é de defesa. Mas é bom mantermos os pés no chão, porque ainda que haja de fato uma EED no meio da negociação, muita coisa pode acontecer até tudo se resolver. Como dizem os jovens por aí em uma frase que acho genial: tudo é possível, inclusive nada.
Túlio escreveu: Sáb Abr 01, 2023 3:15 pm
Marcelo Ponciano escreveu: Sáb Abr 01, 2023 3:03 pm
Os tempos são outros. Só ver que SNBR se tornou verdadeiramente um projeto de estado, sobrevivendo a 4 governos, inúmeros escândalos, várias crises econômicas, incontáveis terremotos políticos. Para padrões brasileiros é verdadeiramente uma roptura de tradição.
Falas de uma EXCEÇÃO como se regra fosse; esqueces que o momento econômico de então e o atual não têm como serem mais diferentes, e não exatamente para melhor.

Marcelo Ponciano escreveu: Sáb Abr 01, 2023 3:03 pm Por isso acho que a Engesa não ia pro buraco nos dias de hoje, não daquela forma.
Por favor, então me expliques ONDE está o erro em meu raciocínio, provando algo do tipo "é perfeitamente possível apagar incêndio jogando NAPALM". Má gestão não se resolve com injeção de dinheiro, ou as já combalidas ações do CREDIT SUISSE não teriam caído a 1/3 do valor logo após o governo de lá ter enfiado uns USD 54B de um só talagaço.
Marcelo Ponciano escreveu: Sáb Abr 01, 2023 3:03 pm

Pois é...esse trecho me fez cogitar a possibilidade da própria Embraer Defesa e Segurança entrar no jogo.
Li umas dez vezes o post do @knigh7, que é OFICIAL, e não achei este trecho: é de algum outro?
A diferença entre a exceção e a regra é apenas a frequência, e ela será posta a prova agora. Se algo for feito para defender de forma inteligente a AVIBRAS podemos dizer finalmente que de temos uma política de Estado voltada para defesa e portanto a exceção se tornou a nova regra. Do contrário...bem, não preciso entrar em detalhes.

No que diz respeito à má gestão. Não tiro uma vírgula da sua revolta. Mas uma estrutura de SA é muito mais própria para combater isso do que LTDA. SA tem mecanismos de fiscalização da CVM, assembleia de acionistas podem destituir gestores, compra de ações e mudança de controle societário, etc, etc, etc. Não é o mecanismo perfeito, porque vencer a estupidez humana é um trabalho para deuses astronautas...mas a estrutura de SA é até hoje a forma mais eficiente de funcionamento de uma empresa que a humanidade já inventou.

Edit: editado 2 vezes para corrigir erros de digitação.




Editado pela última vez por Marcelo Ponciano em Dom Abr 02, 2023 8:28 am, em um total de 2 vezes.
Tudo estaria perdido se o mesmo homem, ou o mesmo corpo dos principais, ou dos nobres, ou do povo exercesse os três poderes: o de fazer as leis, o de executar as resoluções públicas e o de julgar. (MONTESQUIEU. O Espírito das Leis. Livro XI, Cap. VI)
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Re: AVIBRAS

#3017 Mensagem por EduClau » Dom Abr 02, 2023 6:48 am

Marcelo Ponciano escreveu: Sáb Abr 01, 2023 10:47 pm
EduClau escreveu: Sáb Abr 01, 2023 7:16 pm Pois é, ficou faltando o D de defesa na nota, mas a letra da Lei 12598/2012 assim estabelece o que é uma EED:



Não ficou claro o dos 2/3 de votos de estrangeiros em relação aos acionistas brasileiros, talvez quem entende de juridiquês (acho que o @Marcelo Ponciano) possa comentar alguma coisa.

Existe a MP 1123/2022 mais recente que alterou alguns itens da lei, como o descredenciamento de EEDs:

https://www12.senado.leg.br/publicacoes ... es/mpv1123

sds
Desconheço qualquer outra legislação que trate de empresa estratégica. E pelo contexto certamente é de defesa. Mas é bom mantermos os pés nos chão, porque ainda que haja de fato uma EED no meio da negociação, muita coisa pode acontecer até tudo se resolver. Como dizem os jovens por aí em uma frase que acho genial: tudo é possível, inclusive nada.
Túlio escreveu: Sáb Abr 01, 2023 3:15 pm

Falas de uma EXCEÇÃO como se regra fosse; esqueces que o momento econômico de então e o atual não têm como serem mais diferentes, e não exatamente para melhor.



Por favor, então me expliques ONDE está o erro em meu raciocínio, provando algo do tipo "é perfeitamente possível apagar incêndio jogando NAPALM". Má gestão não se resolve com injeção de dinheiro, ou as já combalidas ações do CREDIT SUISSE não teriam caído a 1/3 do valor logo após o governo de lá ter enfiado uns USD 54B de um só talagaço.


Li umas dez vezes o post do @knigh7, que é OFICIAL, e não achei este trecho: é de algum outro?
A diferença entre a exceção e a regra é apenas a frequência, e ela será posta a prova agora. Se algo for feito para defender de forma inteligente a AVIBRAS podemos dizer finalmente que de temos uma política de Estado voltada para defesa e portanto a exceção se tornou a nova regra. Do contrário...bem, não preciso entrar em detalhes.

No que diz respeito à má gestão. Não tiro uma vírgula da sua revolta. Mas uma estrutura de SA é muito própria para combater isso do que LTDA. SA tem mecanismos de fiscalização da CVM, assembleia de acionistas podem destituir gestores, compra de ações e mudança de controle societário, etc, etc, etc. Não é o mecanismo perfeito, porque vencer a estupidez humana é um trabalho para deuses astronautas...mas a estrutura de SA é até hoje a forma mais eficiente de funcionamento de uma empresa que a humanidade já inventou.
Muito bom, sobre o de 'empresa estratégica' acho que no caso de uma venda a alguma estrangeira a companhia pode argumentar que a nota se referia a como estratégica para ELES e não para o Brasil. :mrgreen:

A empresa é uma S/A sim, mas de Capital Fechado, até tem uma página de balanços , andei buscando como é a composição acionária atual mas não encontrei.
Para se tornar empresa de Capital Aberto teria que seguir todo um processo na B3 para fazer o IPO, acho que tomaria anos e, na situação atual, a RJ logo de cara já a impediria. Mais fácil falir de vez ou ser vendida antes de conseguir lançar papel no mercado.
Sobre a governança eu concordo, não sou tão pessimista quanto o @Túlio, é ruim agora mas uma eventual entrada de acionistas pode (ou deveria) mudar seu modelo de gestão.

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Re: AVIBRAS

#3018 Mensagem por Marcelo Ponciano » Dom Abr 02, 2023 8:28 am

EduClau escreveu: Dom Abr 02, 2023 6:48 am
Marcelo Ponciano escreveu: Sáb Abr 01, 2023 10:47 pm

Desconheço qualquer outra legislação que trate de empresa estratégica. E pelo contexto certamente é de defesa. Mas é bom mantermos os pés nos chão, porque ainda que haja de fato uma EED no meio da negociação, muita coisa pode acontecer até tudo se resolver. Como dizem os jovens por aí em uma frase que acho genial: tudo é possível, inclusive nada.



A diferença entre a exceção e a regra é apenas a frequência, e ela será posta a prova agora. Se algo for feito para defender de forma inteligente a AVIBRAS podemos dizer finalmente que de temos uma política de Estado voltada para defesa e portanto a exceção se tornou a nova regra. Do contrário...bem, não preciso entrar em detalhes.

No que diz respeito à má gestão. Não tiro uma vírgula da sua revolta. Mas uma estrutura de SA é muito própria para combater isso do que LTDA. SA tem mecanismos de fiscalização da CVM, assembleia de acionistas podem destituir gestores, compra de ações e mudança de controle societário, etc, etc, etc. Não é o mecanismo perfeito, porque vencer a estupidez humana é um trabalho para deuses astronautas...mas a estrutura de SA é até hoje a forma mais eficiente de funcionamento de uma empresa que a humanidade já inventou.
Muito bom, sobre o de 'empresa estratégica' acho que no caso de uma venda a alguma estrangeira a companhia pode argumentar que a nota se referia a como estratégica para ELES e não para o Brasil. :mrgreen:

A empresa é uma S/A sim, mas de Capital Fechado, até tem uma página de balanços , andei buscando como é a composição acionária atual mas não encontrei.
Para se tornar empresa de Capital Aberto teria que seguir todo um processo na B3 para fazer o IPO, acho que tomaria anos e, na situação atual, a RJ logo de cara já a impediria. Mais fácil falir de vez ou ser vendida antes de conseguir lançar papel no mercado.
Sobre a governança eu concordo, não sou tão pessimista quanto o @Túlio, é ruim agora mas uma eventual entrada de acionistas pode (ou deveria) mudar seu modelo de gestão.

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Não sabia que era uma SA fechada. E para mim SA fechada é a pior estrutura de Pessoa Jurídica que existe. Ela reúne o que há de pior na LTDA com todas as vantagens do conceito de ações tem, mas sem ter a fiscalização do mercado que as abertas sofrem. No meu entender SA fechada só é útil se a intenção for criar uma holding patrimonial para fins de planejamento sucessório (leia-se um milionário que queira dividir seu patrimônio em vida para seus herdeiros e não deixar virar briga depois da morte). Para fins empresárias não vejo qualquer vantagem em uma SA fechada.




Tudo estaria perdido se o mesmo homem, ou o mesmo corpo dos principais, ou dos nobres, ou do povo exercesse os três poderes: o de fazer as leis, o de executar as resoluções públicas e o de julgar. (MONTESQUIEU. O Espírito das Leis. Livro XI, Cap. VI)
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Re: AVIBRAS

#3019 Mensagem por EduClau » Dom Abr 02, 2023 8:55 am

Marcelo Ponciano escreveu: Dom Abr 02, 2023 8:28 am
Não sabia que era uma SA fechada. E para mim SA fechada é a pior estrutura de Pessoa Jurídica que existe. Ela reúne o que há de pior na LTDA com todas as vantagens do conceito de ações tem, mas sem ter a fiscalização do mercado que as abertas sofrem. No meu entender SA fechada só é útil se a intenção for criar uma holding patrimonial para fins de planejamento sucessório (leia-se um milionário que queira dividir seu patrimônio em vida para seus herdeiros e não deixar virar briga depois da morte). Para fins empresárias não vejo qualquer vantagem em uma SA fechada.
Acho que é exatamente o caso.

:wink:

Com mais de 50 anos de atuação, a Avibras Indústria Aeroespacial S.A. é uma sociedade anônima brasileira de tecnologia e inovação que gera emprego e renda, o que contribui significativamente para o desenvolvimento do Brasil. De capital fechado, é uma das pioneiras no setor de Defesa no País...

https://www.avibras.com.br/site/relator ... ativo.html

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Re: AVIBRAS

#3020 Mensagem por FCarvalho » Seg Abr 03, 2023 4:16 pm

knigh7 escreveu: Ter Mar 28, 2023 10:29 pm
FCarvalho escreveu: Ter Mar 28, 2023 8:02 pm A AVIBRAS está devendo mais de 650 milhões de reais? Ok, beleza.
Quanto custa 1 unidade de cada AV-MTC? Como estamos no Brasil, o míssil deve sair entre 1,5 e 2,5 milhões de dólares a unidade. Ou talvez até mais. Mas vamos dizer que seja 1,5 milhão na melhor das hipóteses.
Os dois GMF, no papel, possuem 36 AV-LMU, com cada veículo podendo disparar 2 mísseis. São no mínimo 72 mísseis para equipá-los
A doutrina de artilharia do EB reza que um GMF tem que dispor às suas baterias da capacidade de fazer fogo ao menos 3 vezes com as munições orgânicas no grupo, antes de ter de retrair e completar novamente a sua carga mínima de munições.
Então, é só fazer as contas. Cada lançadora deve possuir como dotação mínima para efeito de carga de munição de 6 mísseis, distribuídas entre a LMU e RMU. Ou seja, 36 x 6 = 216 mísseis apenas para atender o prescrito nos manuais para os 2 GMF que se possui.
São 216 x 1,5 = 324 milhões de dólares, por baixo, só para dotar, minimamente, os GMF que o exército tem. Não estou falando de opinião ou achismo, estou falando de simplesmente atender o básico e óbvio que está nos manuais de artilharia do EB.
E se quisermos acrescentar, além da dotação orgânica de mísseis de cada GMF, a doutrina ainda prevê a necessária aquisição de mísseis para os batalhões logísticos e os depósitos de suprimento, que constituem, também, a linha de abastecimento dos GMF. É só fazer as contas.
A Avibras não tem porque estar na situação que está.
Isso daí o Governo fez para salvar a Engesa, comprando mais de 1.100 viaturas em 1989 e pagando adiantado. Qual o resultado? 4 anos depois do aporte financeiro foi decretada a falência e o EB não recebeu nenhuma daquelas viaturas encomendadas. Existia o problema da gestão da empresa. A Engesa era uma empresa aventureira e não fez a parte dela depois do impulso com o dinheiro estatal. Sobre "aventureira" lembrou a Avibrás com vários projetos que não dão em nada, não?
A Engesa se tornou a empresa com inadimplência mais alta junto à União na década de 1990.
Existe um lapso temporal bem grande entre o exemplo da Engesa e o caso da Avibras. Tenho certeza que os economistas de hoje não seriam toscos ao ponto de repetir a mesma dose.
Ademais, o programa do AV-MTC está aí e o desenvolvimento do míssil está quase finalizado. Falta o óbvio que é comprar o que se investiu tempo e dinheiro público.
Pelo que se diz sobre este assunto, o EB teria a pretensão de adquirir cerca de 100 unidades do AV-MTC. Mal comparando, seriam pelo menos US 150 milhões de dólares. Ou menos da metade da demanda real para os dois únicos GMF que temos como expus.
Nada de mais até aí, já que compras deste tipo na área da Defesa geralmente são feitas mais para não deixar o projeto morrer na praia do que visam operacionalidade real.
Enfim, não deixa de ser uma resposta, ainda que parcial, para suprir as demandas financeiras da Avibras, e faz parte dos projetos estratégicos do exército. E não precisa pagar na íntegra antecipado. A compra pode ser feita parceladas em muitas prestações a perder de vista, como todos os projetos estratégicos do EB.
Faltaria ainda adicionar às baterias as novas viaturas dispostas pela empresa. Ao menos a AV-UAS que é o modelo dedicado ao apoio dos mísseis. Este será de aquisição obrigatória. As outras duas, a AV-REC e AV-SRR podem vir em um segundo momento.
E não vão estourar o orçamento do EB por causa delas.
Até o Guará 4WS agora oferecido na versão de observação avançada para as baterias de busca de alvos pode ser uma solução de compromisso com a empresa. Enfim, alternativas simples e viáveis não faltam neste sentido.
A AV-UAS podem ser adquiridas até 6 exemplares, para as baterias de ambos os GMF, com 3 em cada. A conta é a mesma para a viatura de recuperação. A AV-SRR é um caso a parte mas eu chutaria as mesmas 6 viaturas para cada bateria, como é mostrado nas imagens públicas destes veículos.
Uma única bateria de busca de alvos por GMF é o que pede o manual dos GMF. Quantos veículos 4x4 seriam necessários eu não sei, mas penso que 3 seções a 2 ou 3 veículos cada são o mínimo aceitável a fim de suportar o número de baterias de cada GMF.
Idem para a bateria AAe que deve existir em cada grupo. Para isto, o próprio EB já demonstrou a solução que vai optar, com a dupla RBS-70\Giraffe montados em veículos. Nada demais comprar ao menos 3-4 posto de tiro e 1 para o radar\pc; duvido que o orçamento do EB não comporte a compra de pouco mais de duas dezenas destes blindados para os GMF.




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Re: AVIBRAS

#3021 Mensagem por FCarvalho » Qui Abr 06, 2023 8:38 pm

Veículo que faltam para equipar os 2 GMF do exército.

AV--UAS - 6 unidades \ 1 por bateria
AV-REC - 6 unidades \ 1 por bateria
AV-SRR - 6 unidades \ 1 por bateria

AV-VOA - 12 a 18 undes \ 6 a 9 por bateria (Guará 4WS)

AV-MMA - 8 undes lançadoras \ 2 unde radar\pc > 4 veículos lançadores por bateria \ 1 veículo radar\pc por bateria (Guará 4WS) O sistema usado seria o mesmo das VBC AAe e VBC Rdr, no caso, o RBS-70NG\Girafe 1X

No caso da bateria AAe prevista em cada GMF, a fim de proteger efetivamente cada bateria, que é a SU básica de ação do grupo, podendo agir independente deste, quando necessário e oportuno, julgo ser o caso de dispor de ao menos uma bateria de 4 lançadores e 1 veículo radar\PC para a mesma, de forma a permitir sua proteção sem desprover o GMF inteiro.

Assim, o que seria a bateria AAe do GMF evolui para um GAAe Móvel, mantendo a mesma estrutura acima indicada.

Neste sentido, como o GMF possui 5 baterias, além da AAe, quais sejam, 1 Bia Cmdo, 1 Bia Busca Alvos e 3 Bia Fogo, teríamos então 5 baterias AAe por GAAe, totalizando 40 veículos lançadores e 10 veículos radar\PC para equipar 2 GMF.

Para quem não tem hoje sequer um Manpad para defender o seu maior ativo militar, já seria um passo e tanto.




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Re: AVIBRAS

#3022 Mensagem por Brasileiro » Seg Abr 10, 2023 11:50 am

ASTROS AFC, míssil tático de cruzeiro e ASTROS III são destaques da Avibras na LAAD 2023
Publicado: 09 Abril 2023
Sistemas de Mísseis Terra Terra

Especializada no desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras nas áreas de Defesa, Aeronáutica, Espaço, Eletrônica e Veicular, a Avibras Indústria Aeroespacial estará presente em mais uma edição da LAAD Defence & Security, evidenciando o seu portfólio de produtos reconhecidos no mercado mundial de Defesa e Segurança. A feira, que é considerada a maior e mais importante feira de defesa e segurança da América Latina, será realizada de 11 a 14 de abril no Riocentro – Centro de Convenções e Exposições no Rio de Janeiro.

Guiada pela excelência e inovação, a Avibras apresentará em seu estande localizado no Pavilhão 4 – R50, produtos de vanguarda como:

O ASTROS II MK6 (Sistema de Artilharia de Foguetes e Mísseis), referência mundial em sua classe e provado em combate;
O míssil tático de cruzeiro (MTC) capaz de neutralizar alvos até 300 km;
O novo ASTROS AFC (Autonomous Firing Calculation) que é uma versão destinada a oferecer excelente custo-benefício, permitindo operar isoladamente ou em seção, sendo que sua lançadora possui maior poder de fogo e capacidade de calcular os elementos de tiro, efetuar o disparo e buscar abrigo (“Shoot & Scoot”), minimizando a exposição do Sistema AFC;
O C4ISTAR que é escalável de Batalhão à Divisão e baseado na experiência de décadas da Avibras no Sistema de Comando e Controle do ASTROS, possuindo as interfaces para integração das funções de Inteligência, Vigilância, Busca de Alvo e Reconhecimento e sua respectiva ligação com Sistemas de Comando e Controle de escalões superiores;
A família de Sistemas de Mísseis terra-terra, ar-terra, mar-terra e antinavio;
E o ASTROS III, baseada em viatura 8x8, que terá o dobro do poder de fogo do ASTROS AFC e acumulará todo o legado tecnológico do ASTROS MK6, lançando foguetes balísticos, foguetes guiados, mísseis balísticos e mísseis táticos de cruzeiro.
A companhia também levará o seu pioneirismo e a sua expertise na área espacial com o VSB-30, veículo suborbital de grande sucesso no Programa Espacial Brasileiro e o S50, o maior motor-foguete já fabricado no Brasil com 12 toneladas de propelente sólido e tecnologias inovadoras como o uso de fibra de carbono para a produção do envelope-motor, o que o torna mais leve e eficiente.

Com sua participação em mais esta edição, a Avibras reforça a sólida parceria e o comprometimento com as Forças Armadas do Brasil para o desenvolvimento de tecnologias de alto valor agregado que visam a soberania do País, como é o caso do míssil tático de cruzeiro em fase de certificação junto ao Exército Brasileiro, além de reforçar que é uma parceira confiável para impulsionar o conhecimento tecnológico de vanguarda tanto no Brasil quanto no exterior.
https://www.avibras.com.br/site/midia/n ... -2023.html

Alguns produtos novos, provavelmente faltando ainda algumas centanas de milhões de dólares para o completo desenvolvimento. Devemos lembrar que esta empresa está em recuperação judicial. Portanto, a torneira do auto investimento está seca.
Provavelmente, a Avibras entendeu que o ASTROS-II chegou no limite do seu potencial de mercado e agora precisa ir mais além, dar o próximo salto. Mas sozinha ela dificilmente levará adiante projetos como estes. E, assim, ela tenta dar uma mostra de vida e se enfeita para a busca de parceiros, investidores ou mesmo compradores.




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Re: AVIBRAS

#3023 Mensagem por pewdiepie » Seg Abr 10, 2023 12:37 pm

Brasileiro escreveu: Seg Abr 10, 2023 11:50 am
ASTROS AFC, míssil tático de cruzeiro e ASTROS III são destaques da Avibras na LAAD 2023
Publicado: 09 Abril 2023
Sistemas de Mísseis Terra Terra

Especializada no desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras nas áreas de Defesa, Aeronáutica, Espaço, Eletrônica e Veicular, a Avibras Indústria Aeroespacial estará presente em mais uma edição da LAAD Defence & Security, evidenciando o seu portfólio de produtos reconhecidos no mercado mundial de Defesa e Segurança. A feira, que é considerada a maior e mais importante feira de defesa e segurança da América Latina, será realizada de 11 a 14 de abril no Riocentro – Centro de Convenções e Exposições no Rio de Janeiro.

Guiada pela excelência e inovação, a Avibras apresentará em seu estande localizado no Pavilhão 4 – R50, produtos de vanguarda como:

O ASTROS II MK6 (Sistema de Artilharia de Foguetes e Mísseis), referência mundial em sua classe e provado em combate;
O míssil tático de cruzeiro (MTC) capaz de neutralizar alvos até 300 km;
O novo ASTROS AFC (Autonomous Firing Calculation) que é uma versão destinada a oferecer excelente custo-benefício, permitindo operar isoladamente ou em seção, sendo que sua lançadora possui maior poder de fogo e capacidade de calcular os elementos de tiro, efetuar o disparo e buscar abrigo (“Shoot & Scoot”), minimizando a exposição do Sistema AFC;
O C4ISTAR que é escalável de Batalhão à Divisão e baseado na experiência de décadas da Avibras no Sistema de Comando e Controle do ASTROS, possuindo as interfaces para integração das funções de Inteligência, Vigilância, Busca de Alvo e Reconhecimento e sua respectiva ligação com Sistemas de Comando e Controle de escalões superiores;
A família de Sistemas de Mísseis terra-terra, ar-terra, mar-terra e antinavio;
E o ASTROS III, baseada em viatura 8x8, que terá o dobro do poder de fogo do ASTROS AFC e acumulará todo o legado tecnológico do ASTROS MK6, lançando foguetes balísticos, foguetes guiados, mísseis balísticos e mísseis táticos de cruzeiro.
A companhia também levará o seu pioneirismo e a sua expertise na área espacial com o VSB-30, veículo suborbital de grande sucesso no Programa Espacial Brasileiro e o S50, o maior motor-foguete já fabricado no Brasil com 12 toneladas de propelente sólido e tecnologias inovadoras como o uso de fibra de carbono para a produção do envelope-motor, o que o torna mais leve e eficiente.

Com sua participação em mais esta edição, a Avibras reforça a sólida parceria e o comprometimento com as Forças Armadas do Brasil para o desenvolvimento de tecnologias de alto valor agregado que visam a soberania do País, como é o caso do míssil tático de cruzeiro em fase de certificação junto ao Exército Brasileiro, além de reforçar que é uma parceira confiável para impulsionar o conhecimento tecnológico de vanguarda tanto no Brasil quanto no exterior.
https://www.avibras.com.br/site/midia/n ... -2023.html

Alguns produtos novos, provavelmente faltando ainda algumas centanas de milhões de dólares para o completo desenvolvimento. Devemos lembrar que esta empresa está em recuperação judicial. Portanto, a torneira do auto investimento está seca.
Provavelmente, a Avibras entendeu que o ASTROS-II chegou no limite do seu potencial de mercado e agora precisa ir mais além, dar o próximo salto. Mas sozinha ela dificilmente levará adiante projetos como estes. E, assim, ela tenta dar uma mostra de vida e se enfeita para a busca de parceiros, investidores ou mesmo compradores.
Míssil balístico, SIM!

https://www.avibras.com.br/site/midia/n ... finep.html

O projeto da Avibras está relacionado à área temática do edital de guiamento, controle e navegação para aplicações em mísseis e foguetes com a proposta de desenvolver a Unidade de Auxílio à Navegação para Mísseis Balísticos. “O objetivo é criar um sistema capaz de guiar o míssil balístico em sua trajetória até o alvo através de Sensores Micro Electro Mechanical Systems (MEMs) e Algoritmos não Lineares, que são inovadores”, explicou Mário Corrêa, responsável técnico e idealizador da proposta da unidade de auxílio.
Tudo começa a se encaixar, senhores. Vamos colocar mais positividade em relação a tudo isso, somos brasileiros, não desistimos nunca! Que venha o Astros III




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Re: AVIBRAS

#3024 Mensagem por Brasileiro » Seg Abr 10, 2023 12:53 pm

Eu acho que é só um jeito de tratar do SS-150.

Mas sei lá. Vamos ver.




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Re: AVIBRAS

#3025 Mensagem por FCarvalho » Seg Abr 10, 2023 4:03 pm

Imaginem que a Avibras mesmo com todas as contas atrasadas é capaz de levar ao mercado vários destes conceitos e pô-los à prova de clientes e interessados, o que será que ela faria se tivesse o apoio necessário e indispensável com que deveria ser sempre tradada internamente.




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Re: AVIBRAS

#3026 Mensagem por gusmano » Seg Abr 10, 2023 4:12 pm

A Avibras já quebrou, basta saber agora se vão enterrar ou passar o defunto para a viuva.

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Re: AVIBRAS

#3027 Mensagem por FCarvalho » Seg Abr 10, 2023 4:16 pm

O defunto niguém vai querer com certeza. Mas a herança da viúva, essa a briga vai ser boa.




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Re: AVIBRAS

#3028 Mensagem por Aim For The Top » Seg Abr 10, 2023 4:19 pm

Lembrando que o ASTROS III não é um projeto novo:

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Re: AVIBRAS

#3029 Mensagem por FCarvalho » Seg Abr 10, 2023 4:27 pm

Uma excelente plataforma anti navio equipada com 4 manup ou AV-MTC em versão anti navio.




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Re: AVIBRAS

#3030 Mensagem por Brasileiro » Seg Abr 10, 2023 5:37 pm

Não sei se repararam bem no conceito Astros AFC. Seria basicamente um veículo lançador ser auto suficiente no cálculo de tiro. Não sei se isso já existe em sistemas concorrentes.
O ASTROS II possui uma viatura própria para isso, de um jeito que, se atacada, deixa a bateria toda acéfala.
Então é um ganho muito importante em resiliência em combate, especialmente num ambiente vulnerável a ataque de munições vagantes.
É possível (faz muito sentido) que a Avibras ofereça isso como upgrade para os clientes atuais. Acho que, em termos de mercado, é um tiro certeiro.




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