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Chiça piniko!
Moderador: Conselho de Moderação
Essa foi boammatuso escreveu:Ninguém resiste ao carisma de agua viva dela.Quiron escreveu: Parece que depois do discurso inicial de Dilma a coisa se inverteu. Até mesmo o Papa Francisco já está se deslocando à Brasília para dar início ao processo de canonização da nova santa.
http://www.folha.uol.com.br/Dilma culpa 'boicote político' por crise econômica; siga
http://www.defesanet.com.br/crise/notic ... s-Imorais/
Os Imorais
Editorial OESP
28 Agosto 2016
O julgamento da presidente Dilma Rousseff já não tem a menor importância, em si, para os petistas que a defendem no Senado. Por se tratar de um processo essencialmente político, as favas já estão para lá de contadas.
Portanto, os senadores do PT estão ali com o único objetivo de encenar a “paixão de Dilma”: diante das câmeras de documentaristas simpáticos à causa lulopetista, encarregados de registrar os estertores de Dilma na Presidência, esses histriões querem converter o julgamento em um dramalhão épico, numa tentativa de ditar a história deste triste período.
Pode-se imaginar que o roteiro cinematográfico do “martírio” de Dilma preveja como clímax a presença da presidente no Senado para se defender, amanhã. Consta que a petista trará uma comitiva de três dezenas de pessoas, entre as quais vários correligionários que foram seus ministros, que certamente se comportarão, diante das câmeras, como devotados apóstolos.
E há ainda uma chance de ver Lula da Silva, a prima-dona da companhia, que planeja aparecer no Senado para testemunhar o calvário de sua criatura. Como Lula jamais será coadjuvante, em especial quando contracena com a inexpressiva Dilma, pode-se deduzir que sua intenção seja roubar a cena – é ele, afinal, quem julga ter um legado e uma história a defender, ao passo que Dilma, todos sabem, é apenas um pedaço de sua costela.
Todos esses atores, portanto, estão a desempenhar o papel que não lhes cabe: o de vítimas. Como Lula e grande elenco jamais admitiram responsabilidade pelos grosseiros erros dos governos petistas, muito menos pela corrupção sistêmica que carcomeu o Congresso e a administração pública nos últimos dez anos, qualquer acusação de roubalheira ou de irresponsabilidade só pode ser interpretada como campanha anti-PT.
Se o documentário sobre o impeachment de Dilma fizer uso da técnica do flashback, poderá lembrar que, quando estourou o escândalo do mensalão, Lula tratou de negar tudo. Confrontado com evidências acachapantes do esquema de corrupção, Lula chegou a pedir desculpas ao País – para salvar a pele, como sempre, o chefão petista não titubeou em jogar vários de seus homens ao mar.
Mais tarde, porém, diante do crescente desgaste de seu partido, Lula tratou de mudar o discurso mais uma vez, dizendo que o PT não era mais corrupto do que os outros partidos e que seus principais dirigentes estavam sendo alvo de processos graças a uma perseguição deliberada contra os petistas em geral. Tudo isso para salvar a pele dos corruptos de outros partidos e aniquilar o “governo popular” do PT.
É com esse script, reescrito para as circunstâncias, mas muito bem ensaiado, que os senadores petistas pretendem constranger o Congresso perante as câmeras. “Qual é a moral deste Senado para julgar a presidenta da República?”, perguntou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), conspurcando a Casa para a qual ela mesma foi eleita.
O evidente desrespeito à democracia não passou despercebido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que, na condição de presidente da sessão, admoestou a senadora quando ela insistiu, numa segunda ocasião, em colocar todos os senadores no mesmo saco da imoralidade petista. “Não vou admitir esse tipo de frase num julgamento como esse.
Não volte a mencionar essa expressão”, disse Lewandowski. Mas Gleisi, que afinal não estava preocupada com nenhum julgamento, e sim com a construção da “narrativa” para a história, disse que “esta Casa conspirou contra a presidenta Dilma”.
Eis então que representantes do partido que protagonizou o mensalão e o petrolão, que tem três tesoureiros enrolados na Justiça, que teve vários de seus principais dirigentes processados e presos e cujo grande líder, Lula, acaba de ser indiciado pela Polícia Federal sob a acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica julgam-se à vontade para questionar a moral dos demais parlamentares.
Tudo tem um propósito claro: se todos são imorais, então ninguém é – e se apenas os petistas são condenados, então isso só pode ser “golpe”. É muito bom que tudo isso esteja sendo registrado em filme – que servirá como precioso documento da incansável vocação dos petistas para fraudar a realidade.
Socialismo? Por que não usa o termo intervencionismo? A Venezuela não vive o socialismo, mas passa bem próximo. Esse tipo coisa serve para livrar o socialismo daquilo que ele representa.LeandroGCard escreveu:Mas só que são coisas completamente diferentes.knigh7 escreveu:Acho que o Netto tenha usado um termo impreciso (no caso socialista).
O que ele quis dizer, e ele está certo, que são governos que tem uma postura de maior intervencionismo econômico (e aí inclui-se o socialismo).
Um governo socialista criaria regras para os empresários seguirem, ditaria o que as empresas privadas poderiam e deveriam fazer. Isso até poderia incluir entregar algum dinheiro (por exemplo subsidiando algum projeto que fosse do interesse do governo mas não fosse lucrativo o suficiente para interessar a empresas privadas), mas antes de dar dinheiro seriam definidas as regras.
Não foi isso que se fez no Brasil. O que se fez foi abrir linhas de crédito subsidiadas livres, que os empresários podiam pegar apresentando eles mesmos os seus planos de investimento exatamente como sempre fizeram, e não apenas as regras para liberação foram minimizadas como não foi providenciada fiscalização posterior. As empresas na prática pegaram dinheiro para fazerem o que quisessem, inclusive aplicar no mercado financeiro e lucrar com a diferença das taxas de juros.
Que diacho de intervencionismo econômico é este??? Isso é puro e simples favorecimento dos amigos (com a desculpa de que serviria para alavancar os "campeões nacionais" - como Eike batista - santa ingenuidade). E desde quando isso tem a ver com socialismo?
Leandro G. Card
É IPICHT!!!!Wilton kvalheiro escreveu:É GÓPI!!!
Pois é. A politica brasileira é bizarra, porém eu já vejo a coisa de outro lado. Oras, se a Dilma cometeu um crime, ela merecia perder não só o cargo, mas também todos seus direitos políticos, afinal é isso que se faz com um político criminoso, não? Manter os direitos políticos de Dilma é para mim, nada mais, nada menos do que a absolvição dela, a prova que não houve crime algum. O que aconteceu hoje foi um golpe parlamentar, pois destituíram a chefe de Estado e de Governo porque não tinha apoio do congresso, assim como ocorre com a queda dos primeiro-ministros nos países parlamentares. Não houve julgamento algum, ela caiu já no pedido de impeachment. E no presidencialismo quem tem o poder em derrubar um governo ou não são os votos, não o parlamento. E a Dilma perder o cargo e continuar com os seus direitos só comprova isso. Foi golpe.Clermont escreveu:Acabou, Roussef já era.
Porém, não sem um último ato de pilantragem típica dos politiqueiros brasileiros. Roussef perdeu o cargo mas manteve os direitos de ocupar cargos públicos. Não vai poder concorrer a cargos políticos - devido à Lei da Ficha Limpa -, como deputada, mas vai poder ocupar um cargo de secretária em algum governo estadual ou municipal. Eu não tenho dúvidas de que isso foi uma tramóia de comum acordo entre Calheiros, Lewandovski e o PT.
É um exemplo perfeito de como os políticos brasileiros - independente de ideologias - limpam as bundas uns dos outros em situações de perigo comum. Quando o abominável Renan Calheiros declarou que era contra a inabilitação política de Dilma Roussef citou um provérbio nordestino que diz, "Em cima de queda, coice". Ele falou que era contra esse modo de pensar porque "isso é cruel, é desumano!".
Agora, pensem bem e decidam: Calheiros manipulou os senadores para não cassarem os direitos públicos de Roussef porque ele é "piedoso", "humanitarista"?
Ou porque ele está pensando no dia em que - se Odin quiser! - for cassado também, ele vai poder se refugiar em algum cargo público em Alagoas?
Quem gostou disso foi Eduardo Cunha que, certamente, vai usar deste precedente. Roussef e os petistas falam tanto contra Cunha mas sempre acabam dando um jeito de facilitar a vida dele. Ironia das ironias...