Guerra das Malvinas / Falkland
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Re: Guerra das Malvinas / Falkland
Interessante a entrevista.
Basicamente vem lembrar o que se sabe.
Os generais argentinos eram incompetentes e fizeram tudo para o demonstrar.
As forças argentinas eram forças de parada militar, que quando chegaram à hora H, demonstraram que nem sempre a força que sabe marchar, sabe lutar.
Basicamente vem lembrar o que se sabe.
Os generais argentinos eram incompetentes e fizeram tudo para o demonstrar.
As forças argentinas eram forças de parada militar, que quando chegaram à hora H, demonstraram que nem sempre a força que sabe marchar, sabe lutar.
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Re: Guerra das Malvinas / Falkland
Interessante história.
“Levar a guerra à própria Europa!”. Este era o plano do almirante Jorge Isaac Anaya, integrante da troika que formava a Junta Militar argentina em 1982, comandada pelo general Leopoldo Fortunato Galtieri. O almirante, nos primeiros dias da guerra, começou a elaborar alternativas que poderiam permitir que a Argentina ganhasse a guerra sem entrar em combate direto no Atlântico Sul. O plano escolhido foi o de afundar navios britânicos dentro do porto de Gibraltar, uma das principais bases navais de Sua Majestade, localizada em um enclave no sul da Espanha.
http://blogs.estadao.com.br/ariel-palac ... ia-europa/
“Levar a guerra à própria Europa!”. Este era o plano do almirante Jorge Isaac Anaya, integrante da troika que formava a Junta Militar argentina em 1982, comandada pelo general Leopoldo Fortunato Galtieri. O almirante, nos primeiros dias da guerra, começou a elaborar alternativas que poderiam permitir que a Argentina ganhasse a guerra sem entrar em combate direto no Atlântico Sul. O plano escolhido foi o de afundar navios britânicos dentro do porto de Gibraltar, uma das principais bases navais de Sua Majestade, localizada em um enclave no sul da Espanha.
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Re: Guerra das Malvinas / Falkland
Anaya, um semi-louco com simpatias nazistas conhecido pela incompetência foi um dos principais responsáveis pela debacle.
Ele era comandante da marinha e praticamente não entrava num navio há anos.
Foi Anaya o principal responsável pela solução militar nas Malvinas.
Ele não começou a desenhar planos quando a guerra começou. Ele concebeu planos ANTES DE A GUERRA COMEÇAR e foi por causa dele, principalmente por causa dele que a guerra começou.
Galtieri era um idiota alcoolico, Anaya era um imbecil estúpido.
Entre imbecis estúpidos e alcóolicos, o resultado para a Argentina não podia ser bom.
Por ser o comandante da marinha sem perceber que navios tinha à disposição e sem saber que capacidades eles tinham, Anaya falava muito e desenhava planos paranoicos.
Quando a coisa empreteceu e chegou às vias de fato, a realidade veio ao de cima. A marinha argentina tinha alguns navios modernos, mas as guarnições tinham muito fervor patriótico mas pouco treino, os navios não tinham manutenção e a marinha argentina não tinha experiência em escoltar navios de grandes dimensões, perdendo o Belgrano e percebendo que a seguir os ingleses íam afundar o porta-aviões 25 de Mayo.
Anaya, o principal estratega dos argentinos durante a guerra, meteu o rabinho entre as pernas e ficou calado enquanto a força aérea argentina lutava a guerra que era suposto ser travada pela marinha, que afinal, na realidade, comandada por Anaya, praticamente não existia.
Ele era comandante da marinha e praticamente não entrava num navio há anos.
Foi Anaya o principal responsável pela solução militar nas Malvinas.
Ele não começou a desenhar planos quando a guerra começou. Ele concebeu planos ANTES DE A GUERRA COMEÇAR e foi por causa dele, principalmente por causa dele que a guerra começou.
Galtieri era um idiota alcoolico, Anaya era um imbecil estúpido.
Entre imbecis estúpidos e alcóolicos, o resultado para a Argentina não podia ser bom.
Por ser o comandante da marinha sem perceber que navios tinha à disposição e sem saber que capacidades eles tinham, Anaya falava muito e desenhava planos paranoicos.
Quando a coisa empreteceu e chegou às vias de fato, a realidade veio ao de cima. A marinha argentina tinha alguns navios modernos, mas as guarnições tinham muito fervor patriótico mas pouco treino, os navios não tinham manutenção e a marinha argentina não tinha experiência em escoltar navios de grandes dimensões, perdendo o Belgrano e percebendo que a seguir os ingleses íam afundar o porta-aviões 25 de Mayo.
Anaya, o principal estratega dos argentinos durante a guerra, meteu o rabinho entre as pernas e ficou calado enquanto a força aérea argentina lutava a guerra que era suposto ser travada pela marinha, que afinal, na realidade, comandada por Anaya, praticamente não existia.
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Re: Guerra das Malvinas / Falkland
Muito interessante. Alguém tem detalhes da morte de um contrabandista de armas árabe, que esteve bem perto de conseguir mais exocets para a Argentina, e um dia amanheceu enforcado em uma ponte de Paris?wagnerm25 escreveu:Interessante história.
“Levar a guerra à própria Europa!”. Este era o plano do almirante Jorge Isaac Anaya, integrante da troika que formava a Junta Militar argentina em 1982, comandada pelo general Leopoldo Fortunato Galtieri. O almirante, nos primeiros dias da guerra, começou a elaborar alternativas que poderiam permitir que a Argentina ganhasse a guerra sem entrar em combate direto no Atlântico Sul. O plano escolhido foi o de afundar navios britânicos dentro do porto de Gibraltar, uma das principais bases navais de Sua Majestade, localizada em um enclave no sul da Espanha.
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"O correr da vida embrulha tudo,
a vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."
João Guimarães Rosa
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Re: Guerra das Malvinas / Falkland
Murió Sandy Woodward, el militar británico que pidió que hundieran al Belgrano
POR MARÍA LAURA AVIGNOLO. PARÍS, CORRESPONSAL
El almirante Sandy Woodward había convencido de la amenaza del crucero argentino durante la guerra de Malvinas.
El almirante Sandy Woodward, que dirigió la “Task Force” británica en la guerra de las Malvinas en 1982, murió hoy a los 81 años, después de “una larga enfermedad”, en Bosham, su casa en el estuario, en el sur de Inglaterra. El ministro de Defensa británico, Philipp Hammond, le rindió homenaje y dijo que sirvió a su país “con distinción”.
“Sin miedo al desafío de pelear un enemigo con capacidad a 8.000 millas de Reino Unido, en las más demandantes y extremas condiciones meteorológicas y contra incertidumbres, el liderazgo del almirante Woodward y su visión táctica -midiendo las realidades del comando altamente político en casa con duras y violentas peleas en el mar- fue un factor mayor en dar forma al éxito de las fuerzas británicas en el Atlántico Sur”, dijo el ministro de defensa Hammond en su tributo oficial.
Irreductible, severo, matemático y hábil jugador de ajedrez, Woodward aceptó una entrevista con Clarín en su casa británica, con vista al agua que tanto extrañaba, al cumplirse los 25 años de la guerra de Malvinas. Un ataque cerebral lo había afectado en sus movimientos pero no a sus recuerdos del conflicto ni a sus pasiones.
“Como militar, yo digo que la guerra no es ninguna solución. Es más: esta guerra no ha solucionado absolutamente nada, excepto retrasar cualquier solución diplomática otros 50 años. En abril, nosotros creíamos que el general Haig iba a negociar una solución. Pero nos preparamos para lo peor. Iba a haber una guerra, un desembarco, y debíamos derrotar a las fuerzas argentinas” contó.
Sir Sandy Woodward convenció al almirantazgo que el Belgrano era una amenaza a la flota británica. “El Belgrano era una amenaza. Yo estaba advertido de lo que el Belgrano podía hacer si lo hacían bien. No es una cuestión de lo que yo creo (si iba a atacarlos). Uno se fija en capacidades. El estaba dentro de la las 200 millas. Yo sabia que en unas horas podía estar en el radio de disparo de un Exocet. Es irrelevante si se dirigía al sur, al norte o al este. Estaba fuera de la zona de exclusión pero dentro de las 200 millas de mi grupo de batalla y en ese caso, era una amenaza”, explico Woodward a Clarín.
Woodward se sorprendió después que las fuerzas de la Marina argentina se retiraron del mar tras el hundimiento.”Yo planifiqué pensando que estaban determinados a resistirnos. El hecho de que el hundimiento del Belgrano los hizo retirarse fue absolutamente impredecible. Nunca hubiera pasado en mi Marina, nunca hubiéramos pensado que algo así nos haría retirarnos. Tenemos una cultura diferente. Me imagine que volverían con los que les quedara para atacar”, recordó.
El almirante tenía su particular opinión sobre los isleños. “No quieren ser argentinos. Los isleños no son ni como usted ni como yo.Son básicamente ermitaños, no les gusta mezclarse con la gente y son muy pero muy diferentes”, dijo. “No creo que ellos se sientan particularmente británicos sino cuando es conveniente para ellos. Ellos se sienten Falklanders (malvinenses). Posiblemente van a tener autodeterminación. Creo que esa será la respuesta más inteligente porque ni un sólo político en este país podrá decir que las islas Malvinas pertenecen a la Argentina y ni un sólo político argentino podrá decir que pertenecen a Gran Bretaña. La única solución es que los isleños lo decidan solos. Aunque sea caro mantener su defensa, lo haremos”.
Sir Sandy Woodward nació en Cornwall el 1 de mayo de 1932. Cuando la guerra se inicio, recién había sido designado almirante. Después fue ayudante de campo de la reina Isabel y se retiró en 1989 .Sus memorias sobre la guerra están en “Cien Días”, su libro sobre el conflicto, “el más remarcable después de la II Guerra Mundial” y que el pensó que podía perderse. Ya retirado confrontó al Ministerio de Defensa británico sobre los recortes en la Marina Real y advirtió que el reino se volvería “indefendible”.
http://www.clarin.com/mundo/Murio-Sandy ... 03331.html
POR MARÍA LAURA AVIGNOLO. PARÍS, CORRESPONSAL
El almirante Sandy Woodward había convencido de la amenaza del crucero argentino durante la guerra de Malvinas.
El almirante Sandy Woodward, que dirigió la “Task Force” británica en la guerra de las Malvinas en 1982, murió hoy a los 81 años, después de “una larga enfermedad”, en Bosham, su casa en el estuario, en el sur de Inglaterra. El ministro de Defensa británico, Philipp Hammond, le rindió homenaje y dijo que sirvió a su país “con distinción”.
“Sin miedo al desafío de pelear un enemigo con capacidad a 8.000 millas de Reino Unido, en las más demandantes y extremas condiciones meteorológicas y contra incertidumbres, el liderazgo del almirante Woodward y su visión táctica -midiendo las realidades del comando altamente político en casa con duras y violentas peleas en el mar- fue un factor mayor en dar forma al éxito de las fuerzas británicas en el Atlántico Sur”, dijo el ministro de defensa Hammond en su tributo oficial.
Irreductible, severo, matemático y hábil jugador de ajedrez, Woodward aceptó una entrevista con Clarín en su casa británica, con vista al agua que tanto extrañaba, al cumplirse los 25 años de la guerra de Malvinas. Un ataque cerebral lo había afectado en sus movimientos pero no a sus recuerdos del conflicto ni a sus pasiones.
“Como militar, yo digo que la guerra no es ninguna solución. Es más: esta guerra no ha solucionado absolutamente nada, excepto retrasar cualquier solución diplomática otros 50 años. En abril, nosotros creíamos que el general Haig iba a negociar una solución. Pero nos preparamos para lo peor. Iba a haber una guerra, un desembarco, y debíamos derrotar a las fuerzas argentinas” contó.
Sir Sandy Woodward convenció al almirantazgo que el Belgrano era una amenaza a la flota británica. “El Belgrano era una amenaza. Yo estaba advertido de lo que el Belgrano podía hacer si lo hacían bien. No es una cuestión de lo que yo creo (si iba a atacarlos). Uno se fija en capacidades. El estaba dentro de la las 200 millas. Yo sabia que en unas horas podía estar en el radio de disparo de un Exocet. Es irrelevante si se dirigía al sur, al norte o al este. Estaba fuera de la zona de exclusión pero dentro de las 200 millas de mi grupo de batalla y en ese caso, era una amenaza”, explico Woodward a Clarín.
Woodward se sorprendió después que las fuerzas de la Marina argentina se retiraron del mar tras el hundimiento.”Yo planifiqué pensando que estaban determinados a resistirnos. El hecho de que el hundimiento del Belgrano los hizo retirarse fue absolutamente impredecible. Nunca hubiera pasado en mi Marina, nunca hubiéramos pensado que algo así nos haría retirarnos. Tenemos una cultura diferente. Me imagine que volverían con los que les quedara para atacar”, recordó.
El almirante tenía su particular opinión sobre los isleños. “No quieren ser argentinos. Los isleños no son ni como usted ni como yo.Son básicamente ermitaños, no les gusta mezclarse con la gente y son muy pero muy diferentes”, dijo. “No creo que ellos se sientan particularmente británicos sino cuando es conveniente para ellos. Ellos se sienten Falklanders (malvinenses). Posiblemente van a tener autodeterminación. Creo que esa será la respuesta más inteligente porque ni un sólo político en este país podrá decir que las islas Malvinas pertenecen a la Argentina y ni un sólo político argentino podrá decir que pertenecen a Gran Bretaña. La única solución es que los isleños lo decidan solos. Aunque sea caro mantener su defensa, lo haremos”.
Sir Sandy Woodward nació en Cornwall el 1 de mayo de 1932. Cuando la guerra se inicio, recién había sido designado almirante. Después fue ayudante de campo de la reina Isabel y se retiró en 1989 .Sus memorias sobre la guerra están en “Cien Días”, su libro sobre el conflicto, “el más remarcable después de la II Guerra Mundial” y que el pensó que podía perderse. Ya retirado confrontó al Ministerio de Defensa británico sobre los recortes en la Marina Real y advirtió que el reino se volvería “indefendible”.
http://www.clarin.com/mundo/Murio-Sandy ... 03331.html
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aperta e daí afrouxa,
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Re: Guerra das Malvinas / Falkland
Excelente leitura.
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Entrevistas de um jornalista britânico a ex-combatentes e comandantes do lado argentino.
Pouco tendencioso e pouco polêmico. Direto ao ponto.
edit:
http://www.amazon.com/gp/product/B00DN5 ... k_ro_title
link do livro no site da Amazon
MAlmeida
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Entrevistas de um jornalista britânico a ex-combatentes e comandantes do lado argentino.
Pouco tendencioso e pouco polêmico. Direto ao ponto.
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http://www.amazon.com/gp/product/B00DN5 ... k_ro_title
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Re: Guerra das Malvinas / Falkland
Vai começar tudo de novo...
Nova ameaça de armas: £ 3 bilhões de impulso militar na Argentina
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Guilherme Wiltgen 24/02/2014
Chefes militares britânicos foram estão “monitorando cuidadosamente” os desenvolvimentos após a Argentina anunciar o investimento de £ 3 bilhões na reformulação de suas forças armadas.
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http://www.defesaaereanaval.com.br/?p=3 ... ment-14440
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Nova ameaça de armas: £ 3 bilhões de impulso militar na Argentina
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Guilherme Wiltgen 24/02/2014
Chefes militares britânicos foram estão “monitorando cuidadosamente” os desenvolvimentos após a Argentina anunciar o investimento de £ 3 bilhões na reformulação de suas forças armadas.
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Re: Guerra das Malvinas / Falkland
Talvez o povo argentino começe a comer capim enquanto o governo "reformula" as forças armadas.
Só pode ser piada.
Só pode ser piada.
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Re: Guerra das Malvinas / Falkland
Vou acompanhar o desenrolar do assunto...
Na União Soviética, o político é roubado por VOCÊ!!
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Re: Guerra das Malvinas / Falkland
Creio que capim eles já estão comendo faz tempos. E pela raiz...Clermont escreveu:Talvez o povo argentino começe a comer capim enquanto o governo "reformula" as forças armadas.
Só pode ser piada.
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abs.
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Re: Guerra das Malvinas / Falkland
Era só o que faltava ,a Marinha Argentina não modernizou nenhum navio ,a Força Aérea a frota de Mirrages no chão ,os A-4 só 7 voam ,compraram 10 Grob 120 ,só pagaram 4 e não tem dinheiro para o restante ,a modernização dos Pampas estão atrasados ... o Exército com 2 anos que o protótipo do TAM está engavetado ... estão fechando bases ,comprando uniformes para as três forças da China e de péssima qualidade ... esta noticia 
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Gogogas !
Re: Guerra das Malvinas / Falkland
Essa discussão comunismo vs capitalismo deve ser extirpada.....isso atrasou muito o Brasil, porque qualquer movimento social no intuito de melhorar o nível de vida da população era taxado de "comunista" e entrava nessa polarização ridícula...
Para resumir a questão comunismo x capitalismo: o comunismo garante uma melhor redistribuição de renda, porém nao desenvolve a economia e dá margens à uma burocracia ineficiente e corporativista....o capitalismo, dá margem à exploração...mas permite um melhor desenvolvimento, desde que acha competição.....
Logo, para termos o melhor dos dois, vou resumir o que penso: sempre que algo for monopólio deve ser estatal (todo monopólio é ruim, mas quando o monopólio é a única opção, melhor que seja estatal que privado....deve ser estatal também aquilo que é área exclusiva de atuação do governo (ex. polícia) ou o que é muito estratégico (ex. petrobrás).....
De resto, TUDO deve ser privatizado......
Por exemplo, poderíamos privatizar o sistema de saúde inteirinho...como? o governo privatiza todos os hospitais e paga para cada família brasileira o valor de um convênio médico....assim, cada cidadão vai ter o dinheiro na mão para escolher o plano de saúde que lhe aprouver e a competição fará com que o sistema seja eficiente...
claro que o governo deve controlar isso, regular, fiscalizar, para evitar cartéis, abusos, etc.....
Uma nação forte se faz com um governo forte, instituições fortes...e só a livre iniciativa permite um melhor desenvolvimento econômico, caso contrário teríamos URSS até hoje.....
Abraços,
Para resumir a questão comunismo x capitalismo: o comunismo garante uma melhor redistribuição de renda, porém nao desenvolve a economia e dá margens à uma burocracia ineficiente e corporativista....o capitalismo, dá margem à exploração...mas permite um melhor desenvolvimento, desde que acha competição.....
Logo, para termos o melhor dos dois, vou resumir o que penso: sempre que algo for monopólio deve ser estatal (todo monopólio é ruim, mas quando o monopólio é a única opção, melhor que seja estatal que privado....deve ser estatal também aquilo que é área exclusiva de atuação do governo (ex. polícia) ou o que é muito estratégico (ex. petrobrás).....
De resto, TUDO deve ser privatizado......
Por exemplo, poderíamos privatizar o sistema de saúde inteirinho...como? o governo privatiza todos os hospitais e paga para cada família brasileira o valor de um convênio médico....assim, cada cidadão vai ter o dinheiro na mão para escolher o plano de saúde que lhe aprouver e a competição fará com que o sistema seja eficiente...
claro que o governo deve controlar isso, regular, fiscalizar, para evitar cartéis, abusos, etc.....
Uma nação forte se faz com um governo forte, instituições fortes...e só a livre iniciativa permite um melhor desenvolvimento econômico, caso contrário teríamos URSS até hoje.....
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Re: Guerra das Malvinas / Falkland
Resumindo realmente a questão, com algo muito simples, mas quase impossível de ser assimilado pelas pessoas em geral, comunismo e capitalismo não são lados opostos de uma linha, um não é oposto de outro, não existe essa de "se não é capitalista então é comunista" e vice-versa, uma analogia simples, laranja é oposto de maçã? Não, nem são iguais, o mundo não é essa linha unidimensional que surge nas discussões esquerda vs direita.chris escreveu: Para resumir a questão comunismo x capitalismo: o comunismo garante uma melhor redistribuição de renda, porém nao desenvolve a economia e dá margens à uma burocracia ineficiente e corporativista....o capitalismo, dá margem à exploração...mas permite um melhor desenvolvimento, desde que acha competição.....
Nos países de primeiro mundo o sistema de saúde melhor e mais barato é o japonês o pior e mais caro o americano, nos países da Europa eles mais ou menos seguem essa tendência de quanto mais caro, pior, há exceções, como o Alemão que, apesar de caro é bom, mas no geral saúde cara = saúde ruim.chris escreveu:Por exemplo, poderíamos privatizar o sistema de saúde inteirinho...como? o governo privatiza todos os hospitais e paga para cada família brasileira o valor de um convênio médico....assim, cada cidadão vai ter o dinheiro na mão para escolher o plano de saúde que lhe aprouver e a competição fará com que o sistema seja eficiente...
Há muitas explicações de porque essa estranha correlação existe, alguns casos podem ser analisados em particular, ter médicos contratados pelo estado como no Reino Unido definitivamente é um sistema barato e tem uma qualidade razoável, mas não apresenta os melhores números em nenhuma das duas métricas, talvez os gestores desse sistema público não sejam tão bons, o estado pagar para planos de privados cuidarem da população como na Suíça é algo bem caro, mas não mostra ser a opção com melhor qualidade, na Alemanha com menos intermediários entre os médicos e governos é melhor e mais barato, os Estados Unidos estão em um extremo, o salve-se quem puder mas extremamente lucrativo sistema de saúde privado é extremamente caro e ruim, o Japão em outro extremo tem um curioso sistema onde instituições médicas não podem ter fins lucrativos, bom e barato fecha a impressão de que paciente saudável não é lucrativo.
É uma das estranhas exceções da lei da oferta e da procura, onde, se existe uma oferta lucrativa uma demanda é criada, mas não é o único caso onde isso ocorre, quando se paga por hora o serviço demora mais para ficar pronto, se o caminho é pago por quilômetro haverá mais curvas, onde pessoas presas são lucrativas há mais presos, onde pessoas tem mais valor mortas do que vivas há mais homicídios.
A saúde em qualquer país desenvolvido é melhor do que no Brasil, em parte porque todos eles não medem esforços por uma saúde de qualidade, ainda assim, existem opções melhor e piores, o melhor para o Brasil é alvo de discussões, mas com certeza não é o modelo americano, alias, se te oferecerem um sistema como o americano corra, atirando se necessário, esse sistema, sem sombra de dúvidas, fez muitas vítimas.
De uma forma geral pessoas doentes não podem, em hipótese alguma, serem lucrativas, médicos deveriam ser pagos pelos pacientes saudáveis, não pelos doentes, há várias formas de se criar um sistema que incentive a saúde, sem recompensar a doença de forma a maximizar a qualidade, e não vejo como instituições privadas entrarem em qualquer sistema que funcione.
"Quando um rico rouba, vira ministro" (Lula, 1988)
Re: Guerra das Malvinas / Falkland
Marechal,Marechal-do-ar escreveu: Há muitas explicações de porque essa estranha correlação existe, alguns casos podem ser analisados em particular, ter médicos contratados pelo estado como no Reino Unido definitivamente é um sistema barato e tem uma qualidade razoável, mas não apresenta os melhores números em nenhuma das duas métricas, talvez os gestores desse sistema público não sejam tão bons, o estado pagar para planos de privados cuidarem da população como na Suíça é algo bem caro, mas não mostra ser a opção com melhor qualidade, na Alemanha com menos intermediários entre os médicos e governos é melhor e mais barato, os Estados Unidos estão em um extremo, o salve-se quem puder mas extremamente lucrativo sistema de saúde privado é extremamente caro e ruim, o Japão em outro extremo tem um curioso sistema onde instituições médicas não podem ter fins lucrativos, bom e barato fecha a impressão de que paciente saudável não é lucrativo.
É uma das estranhas exceções da lei da oferta e da procura, onde, se existe uma oferta lucrativa uma demanda é criada, mas não é o único caso onde isso ocorre, quando se paga por hora o serviço demora mais para ficar pronto, se o caminho é pago por quilômetro haverá mais curvas, onde pessoas presas são lucrativas há mais presos, onde pessoas tem mais valor mortas do que vivas há mais homicídios.
A saúde em qualquer país desenvolvido é melhor do que no Brasil, em parte porque todos eles não medem esforços por uma saúde de qualidade, ainda assim, existem opções melhor e piores, o melhor para o Brasil é alvo de discussões, mas com certeza não é o modelo americano, alias, se te oferecerem um sistema como o americano corra, atirando se necessário, esse sistema, sem sombra de dúvidas, fez muitas vítimas.
De uma forma geral pessoas doentes não podem, em hipótese alguma, serem lucrativas, médicos deveriam ser pagos pelos pacientes saudáveis, não pelos doentes, há várias formas de se criar um sistema que incentive a saúde, sem recompensar a doença de forma a maximizar a qualidade, e não vejo como instituições privadas entrarem em qualquer sistema que funcione.
Eu não disse que o sistema de saúde deva necessariamente ser privatizado.....até porque eu não acredito que só exista um único caminho ou uma única solução para cada problema...eu citei o exemplo do plano de saúde como algo que PODE ser privatizado e PODE sim dar certo, mas claro que ele pode também ser estatal e ser eficiente...
o que eu quis dizer, e acho que não fui muito claro, é que, NO GERAL, deveríamos seguir a seguinte fórmula: tudo o que permite competição deveríamos estabelecer como privatizado e tudo que é monopólio, ou estratégico ou exclusivo do governo deve ser estatal....claro que é algo bem simplista dizer que fracassou ou deu certo porque é privatizado ou estatal, até porque pode ser um ou outro e dar certo ou não, porque o fracasso ou sucesso depende de "n" fatores......mas eu tenho a opinião (e é só a minha opinião), sendo repetitivo, que devemos buscar essa a fórmula abaixo como um norte:
ESTATAL = tudo que é MONOPÓLIO/ESTRATÉGICO/EXCLUSIVO e
PRIVATIZADO= tudo que pode haver COMPETIÇÃO FISCALIZADA PELO GOVERNO).
Por exemplo, para um sistema de saúde privatizado, nos moldes do que eu citei como exemplo, dar certo, precisaríamos de um governo forte que atuasse como regulador e árbitro eficiente, para evitar os abusos (porque a tendência do mercado é tratar um doente como lucrativo ou como uma despesa que deve ser descartada).....
Em outras palavras, não discordo de nada do que você disse.....mas a minha idéia foi tentar estabelecer essa fórmula como um norte e o sistema de saúde foi citado como exemplo....
Governar não é uma ciência exata...fatores históricos e culturais contam muito...o que eu queria era fugir da polarização e da ideologia....deveríamos ao máximo tentar fugir da ideologia comunismo x capitalismo e tentarmos ser, simplesmente, pragmáticos, visando o bem estar da população e uma sociedade mais justa.....
Re: Guerra das Malvinas / Falkland
Esta frase que você escreveu eu gostaria de ter escrito, porque penso exatamente assim, mas para mim é difícil, muitas vezes, exprimir de forma clara, concisa e precisa o que realmente quero dizer....Marechal-do-ar escreveu:
Resumindo realmente a questão, com algo muito simples, mas quase impossível de ser assimilado pelas pessoas em geral, comunismo e capitalismo não são lados opostos de uma linha, um não é oposto de outro, não existe essa de "se não é capitalista então é comunista" e vice-versa, uma analogia simples, laranja é oposto de maçã? Não, nem são iguais, o mundo não é essa linha unidimensional que surge nas discussões esquerda vs direita.
Mas eu penso que é exatamente essa polarização que "eles" querem estabelecer e isso é um jogo político.....
Escolha: comunismo ou capitalismo? PT ou PSDB? Esquerda ou direita?
É exatamente assim que eles querem que a gente pense.....
Na minha cabeça, quando só existem 2 opções válidas e opostas, significa que na verdade não há democracia.....