#11189
Mensagem
por JL » Qua Jul 31, 2013 10:16 am
Olha, atualmente eu visito o fórum apenas esporadicamente, creio que tenho esta atitude para não ficar mais depressivo do que já sou por costume.
Pois tirando a notícia positiva da compra dos obuseiros M 109 para o EB, tudo vai do mesmo jeito, no contínuo banho maria de sempre, tudo devagar.
Essa última notícia da marinha de não trabalhar um dia da semana para economizar, coisa que já ocorreu no passado, é algo lamentável.
Parece que hoje a MB vive de consertar os seus navios usados e jogando todas as fichas e recursos no programa de submarinos, aliás caríssimo.
Apesar de fora do tópico, aproveito o ensejo para tecer um comentário pessoal:
Até hoje tenho dúvidas sobre este programa de conteúdo secreto, por razões óbvias. Falando de cabeça, buscando na memória, como um mero civil desinformado que sou, atualmente nem lendo os postes todos. Acho este programa muito caro apesar de tudo o que promete. Fico lembrando de que inicialmente tinha se anunciado o vencedor o sub alemão, acho que o Tipo 214 ou 12, não lembro, duas unidades por 1 bilhão de euros. Portugal comprou na mesma época dois submarinos semelhantes por 800 milhões de euros, mandou construir e pegou pronto, sem nenhum tipo de transferência de tecnologia. O Brasil fechou com a França quatro sub. e mais um pacote de transferência e auxilio e a coisa ficou muito cara não sei o preço exato, mas 6 ou 7 bilhões de euros. Parece que o dinheiro foi todo para este programa e somente ele funciona lentamente é claro. O resto vai sobrevivendo.
Com 2 bi para os submarinos, sobrariam uns outros 4 bilhões de euros para investir no resto da Marinha, dava para fazer muita coisa. Mas aqui tudo o que se compra tem que ter uma empresa civil que receba a tal transferência de tecnologia, nisto os produtos ficam muito mais caros e será que isto vale para tudo. Não estou dizendo que não tenhamos recursos técnicos para manter os nossos meios navais, mas uma boa prateleira de peças de reposição e técnicos treinados faz qualquer coisa funcionar. Não sei se precisa esta tal de transferência para tudo que se compra. Desculpe a confusão do comentário, estou falando em termos de abrangência geral nas compras militares e como disse sou um mero civil. Um civil decepcionado, que já cansou de acompanhar notícias sobre nossa defesa.
Tenho 46 anos e tinha acho que uns 12 ou 13 anos quando comprei a minha primeira revista Flap e começei a ler sobre Aviação Militar, depois a velha e extinta revista Defesa Latina e ainda viva Tecnologia e Defesa. Ficava naquelas fantasias de ver o Brasil cheio de caças, navios etc. Ao mesmo tempo fui visitando os nossos navios aqui em Santos, estive até no velho Belmonte, nos antigos CT e nos submarinos antigos como o Bahia, Guanabara e os tremendos Oberon: Tonelero, Riachuelo e Humaitá. Quer saber tenho saudade daqueles tempos a Marinha quando vinha a Santos, era uma verdadeira Força Tarefa o porto ficava parecendo Pearl Harbor, a cidade ficava cheia de marinheiros. Agora é só blá-blá-blá.
O Minas operava em condições 24 horas, vinha cheio com no mínimo 04 P 16, as vezes até bem mais, coalhado de helis SH 3 e Puma. E a marinha só não tinha caças porque a FAB não deixava. A escolta era de no mínimo uns 04 CT e duas fragatas classe Niterói. Sem falar dois a três submarinos, anfíbio, dois transportes e o velho tanque Matoso Maia. Coisa linda de se ver. A FAB voava, aqui em Santos eu via Hércules, Buffalo, Bandeirantes, Bandeirulha, Xavante e até cheguei a ver em algumas ocasiões F 5 voando. Hoje não vejo nada voando. Quando vem navio, vem um, dois no máximo quatro. A verdade é que tudo piorou apesar do avanço em alguns sistemas tecnológicos. Desculpe o desabafo.
Dos cosas te pido señor, la victoria y el regreso, pero si una sola haz de darme, que sea la victoria.