Não estarão autorizados a mudar da localidade pré determinada, caso queiram atuar em outra localidade ou abandonar o programa terão que fazer a prova de revalidação.Bourne escreveu:Até parece que os médicos estrangeiros (principalmente cubanos) não vão descobrir os caminhos para faturar 30 mil por mês bem rápido.
PRIMAVERA BRASILEIRA
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Re: PRIMAVERA BRASILEIRA
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Re: PRIMAVERA BRASILEIRA
Nisso vou ter que concordar. Boa sorte pra fiscalizar que medico está onde.
Por isso concordo no ponto que a avaliação devia existir antes de virem pra cá! O incentivo sendo valido enquanto ficarem na região, saindo de la o beneficio seria cortado e ele estaria por si só e com visto podendo ser cortado já que era visto de trabalho.
Pode-se não conseguir tantos médicos, mas uma boa campanha em universidades em diversos países acordado com seus respectivos governos com certeza atrairia um bom numero. Toda classe tem o médico que quer salvar o mundo, ele apenas precisa saber que não precisa ir pra uma guerra civil africana pra achar gente desesperada por 1 medico.
Por isso concordo no ponto que a avaliação devia existir antes de virem pra cá! O incentivo sendo valido enquanto ficarem na região, saindo de la o beneficio seria cortado e ele estaria por si só e com visto podendo ser cortado já que era visto de trabalho.
Pode-se não conseguir tantos médicos, mas uma boa campanha em universidades em diversos países acordado com seus respectivos governos com certeza atrairia um bom numero. Toda classe tem o médico que quer salvar o mundo, ele apenas precisa saber que não precisa ir pra uma guerra civil africana pra achar gente desesperada por 1 medico.
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Re: PRIMAVERA BRASILEIRA
Prevejo médicos entrando na justiça e tentando validar a licença a força. Talvez os cubanos não por dizerem que péssima formação, mas de outros países vão considerar a hipótese e sabem que se conseguirem a validação estão empregados em qualquer grande centro e bem remunerados.
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Re: PRIMAVERA BRASILEIRA
FHC já deu entrevista em cada canto da mídia para fazer sua análise "imparcial" dos fatos ocorridos nos últimos dias. 
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Re: PRIMAVERA BRASILEIRA
Médicos vindos da Espanha e Portugal, como está sendo planejado, tem plenas condições de trabalharem por aqui. A formação que recebem é de boa qualidade. Médicos vindos de Cuba ou Bolívia penso que serão vetados, para não haver motivos de contestação quanto a qualidade da formação.Bourne escreveu:Prevejo médicos entrando na justiça e tentando validar a licença a força. Talvez os cubanos não por dizerem que péssima formação, mas de outros países vão considerar a hipótese e sabem que se conseguirem a validação estão empregados em qualquer grande centro e bem remunerados.
Nas cidades da fronteira do Brasil com o Uruguai as prefeituras já contratam médicos uruguaios para atender postos de saúde e o SUS. Assim resolveram o problema das especialidades que recusavam atender pelo SUS. Existe um acordo internacional permitindo o trabalho de uruguaios e brasileiros sem restrições na faixa de fronteira. A partir daí a justiça Federal incluiu os médicos dentro deste acordo permitindo a contratação.
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Re: PRIMAVERA BRASILEIRA
http://www.youtube.com/watch?v=4F1FabsVA7I
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Re: PRIMAVERA BRASILEIRA
Subiu no telhado.
O GLOBO - Merval Pereira, 02.07.13.
Além da tentativa tosca de se apropriar da recente popularidade da seleção brasileira, afirmando que seu governo "é padrão Felipão", mesmo que não tenha ido ao Maracanã com receio das vaias, a presidente Dilma continua sem anunciar medida concreta que dependa diretamente do Executivo para mostrar que compreendeu os anseios das ruas.
Só a reunião de seu megaministério ontem no Palácio do Planalto dá a exata noção da burocracia paquidérmica de um governo paralisado, inoperante. A ideia de realizar um plebiscito para definir reformas no nosso sistema partidário e eleitoral a ponto de alterar as regras do jogo já na eleição de 2014, que parecia um grande lance político, começou a subir no telhado ontem, com uma série de movimentos da própria área governista.
A presidente Dilma, autora da proposta, sublinhou ontem que fizera apenas "uma sugestão", pois quem deve definir a essência do plebiscito e sua viabilidade são o Congresso e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A mensagem que o Palácio do Planalto enviará hoje ao Congresso não conterá perguntas, mas "sugestões de assuntos e temas". Entre esses, Dilma citou o tipo de financiamento em campanha eleitoral e o sistema eleitoral.
Ao mesmo tempo, o PSB do governador Eduardo Campos sugeriu que o plebiscito seja adiado para outubro do ano que vem, para se realizar juntamente com as eleições, o que parece mais razoável pelo menos em termos de organização e logística de uma consulta popular. O problema, porém, continua do mesmo tamanho, pois a complexidade da reforma política não cabe em um plebiscito - nem parece ser o melhor instrumento para conseguir a participação popular fazer com que o povo substitua seus representantes de maneira direta, em questões complexas como essa.
O referendo seria mais razoável, se se quer legitimar a reforma política a ser aprovada pelo Congresso, mas o mais importante mesmo é que deputados e senadores se sintam pressionados pelas ruas para se reinventarem como representantes do eleitorado.
A ideia da Constituinte exclusiva, que acabou sendo abandonada e substituída pelo plebiscito, parece ter sido uma tentativa malsucedida de emparedar um Congresso que se ressente de apoio popular e levar adiante uma tentativa de alterar o jogo eleitoral para obter, por meio do sistema de lista fechada, uma representação partidária que dê ao PT e a seus aliados à esquerda uma hegemonia no Congresso.
O plebiscito foi o que restou para dar início a uma democracia direta em que o partido no governo pode manipular as consultas até conseguir alterar o equilíbrio entre os poderes. Provavelmente, o recuo do governo também em relação ao plebiscito deve-se à percepção dos demais partidos, inclusive os da base governista, de que o PT manobra para ter a hegemonia do financiamento público de campanha, que vem acoplado à proposta das listas fechadas. O PMDB é dos partidos que mais bombardeiam o plebiscito.
A presidente Dilma, por seu lado, tem contra si dentro do PT o movimento para a volta de Lula, que agrada bastante à maioria da base aliada e até mesmo ao PSB, cujo presidente, Eduardo Campos, não se apresentaria como candidato nessa hipótese.
As dificuldades técnicas para a realização do plebiscito serão analisadas hoje na reunião da ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, com os presidentes dos TREs, e talvez a solução para o impasse esteja mesmo na avaliação técnica da questão, sem viés político. A pressão das ruas não pode justificar nem medidas que coloquem em risco as finanças do país nem decisões inviáveis.
Até hoje os plebiscitos realizados no país tiveram pelo menos seis meses para a sua realização, mesmo quando se referiam a apenas um estado, e o referendo sobre desarmamento levou três meses e meio entre a convocação e sua realização.
O GLOBO - Merval Pereira, 02.07.13.
Além da tentativa tosca de se apropriar da recente popularidade da seleção brasileira, afirmando que seu governo "é padrão Felipão", mesmo que não tenha ido ao Maracanã com receio das vaias, a presidente Dilma continua sem anunciar medida concreta que dependa diretamente do Executivo para mostrar que compreendeu os anseios das ruas.
Só a reunião de seu megaministério ontem no Palácio do Planalto dá a exata noção da burocracia paquidérmica de um governo paralisado, inoperante. A ideia de realizar um plebiscito para definir reformas no nosso sistema partidário e eleitoral a ponto de alterar as regras do jogo já na eleição de 2014, que parecia um grande lance político, começou a subir no telhado ontem, com uma série de movimentos da própria área governista.
A presidente Dilma, autora da proposta, sublinhou ontem que fizera apenas "uma sugestão", pois quem deve definir a essência do plebiscito e sua viabilidade são o Congresso e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A mensagem que o Palácio do Planalto enviará hoje ao Congresso não conterá perguntas, mas "sugestões de assuntos e temas". Entre esses, Dilma citou o tipo de financiamento em campanha eleitoral e o sistema eleitoral.
Ao mesmo tempo, o PSB do governador Eduardo Campos sugeriu que o plebiscito seja adiado para outubro do ano que vem, para se realizar juntamente com as eleições, o que parece mais razoável pelo menos em termos de organização e logística de uma consulta popular. O problema, porém, continua do mesmo tamanho, pois a complexidade da reforma política não cabe em um plebiscito - nem parece ser o melhor instrumento para conseguir a participação popular fazer com que o povo substitua seus representantes de maneira direta, em questões complexas como essa.
O referendo seria mais razoável, se se quer legitimar a reforma política a ser aprovada pelo Congresso, mas o mais importante mesmo é que deputados e senadores se sintam pressionados pelas ruas para se reinventarem como representantes do eleitorado.
A ideia da Constituinte exclusiva, que acabou sendo abandonada e substituída pelo plebiscito, parece ter sido uma tentativa malsucedida de emparedar um Congresso que se ressente de apoio popular e levar adiante uma tentativa de alterar o jogo eleitoral para obter, por meio do sistema de lista fechada, uma representação partidária que dê ao PT e a seus aliados à esquerda uma hegemonia no Congresso.
O plebiscito foi o que restou para dar início a uma democracia direta em que o partido no governo pode manipular as consultas até conseguir alterar o equilíbrio entre os poderes. Provavelmente, o recuo do governo também em relação ao plebiscito deve-se à percepção dos demais partidos, inclusive os da base governista, de que o PT manobra para ter a hegemonia do financiamento público de campanha, que vem acoplado à proposta das listas fechadas. O PMDB é dos partidos que mais bombardeiam o plebiscito.
A presidente Dilma, por seu lado, tem contra si dentro do PT o movimento para a volta de Lula, que agrada bastante à maioria da base aliada e até mesmo ao PSB, cujo presidente, Eduardo Campos, não se apresentaria como candidato nessa hipótese.
As dificuldades técnicas para a realização do plebiscito serão analisadas hoje na reunião da ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, com os presidentes dos TREs, e talvez a solução para o impasse esteja mesmo na avaliação técnica da questão, sem viés político. A pressão das ruas não pode justificar nem medidas que coloquem em risco as finanças do país nem decisões inviáveis.
Até hoje os plebiscitos realizados no país tiveram pelo menos seis meses para a sua realização, mesmo quando se referiam a apenas um estado, e o referendo sobre desarmamento levou três meses e meio entre a convocação e sua realização.
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Re: PRIMAVERA BRASILEIRA
No programa só poderão vir médicos de países onde tenha mais médico por haitante do que no Brasil, por consequencia a Bolívia, Peru, Paraguai e outros estarão de fora.delmar escreveu:Médicos vindos da Espanha e Portugal, como está sendo planejado, tem plenas condições de trabalharem por aqui. A formação que recebem é de boa qualidade. Médicos vindos de Cuba ou Bolívia penso que serão vetados, para não haver motivos de contestação quanto a qualidade da formação.Bourne escreveu:Prevejo médicos entrando na justiça e tentando validar a licença a força. Talvez os cubanos não por dizerem que péssima formação, mas de outros países vão considerar a hipótese e sabem que se conseguirem a validação estão empregados em qualquer grande centro e bem remunerados.
Nas cidades da fronteira do Brasil com o Uruguai as prefeituras já contratam médicos uruguaios para atender postos de saúde e o SUS. Assim resolveram o problema das especialidades que recusavam atender pelo SUS. Existe um acordo internacional permitindo o trabalho de uruguaios e brasileiros sem restrições na faixa de fronteira. A partir daí a justiça Federal incluiu os médicos dentro deste acordo permitindo a contratação.
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Editado pela última vez por Túlio em Qua Jul 03, 2013 1:18 pm, em um total de 1 vez.
“Look at these people. Wandering around with absolutely no idea what's about to happen.”
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Re: PRIMAVERA BRASILEIRA
Sei lá, tá meio que saindo do controle, aqui no RS tem estrada travada, não passa nada - e é preferencial para caminhões e ônibus - e sem data para destravar. Tô fora, não sou SABOTADOR!
Parece que está rolando em Santa Maria também, mais detalhes com o Matheus (MCD/SM, pros veteranos) e o Pablo Maicá, que são daquelas bandas...
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Re: PRIMAVERA BRASILEIRA
Aqui no RN nao teve protesto hoje, mas apenas se eles tivessem botes iriam protestar devido ao que choveu.
Apesar que com protestos aqui ja ocorrendo bem antes disso se tornar nacional. Os protestos aqui sobre ônibus já ocorrem desde outubro.
Apesar que com protestos aqui ja ocorrendo bem antes disso se tornar nacional. Os protestos aqui sobre ônibus já ocorrem desde outubro.
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Re: PRIMAVERA BRASILEIRA
Esses não são esses criados com leite com perâ com máscara de anonymous. As estradas foram fechadas pelos caminhoneiros por questões claras: diesel caro; pedágio caro; e falta de regulação no setor.
Mais um motivo para demorar algumas décadas para ter carros a diesel.
Mais um motivo para demorar algumas décadas para ter carros a diesel.

02/07/2013 - 11h52
Protestos de caminhoneiros bloqueiam rodovias em dez Estados
PUBLICIDADE
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/ ... ados.shtml
DE SÃO PAULO
Atualizado às 21h58.
Protestos de caminhoneiros bloqueiam rodovias em pelo menos dez Estados: Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo.
Os manifestantes reivindicam soluções para questões nacionais da categoria, entre elas, o subsídio no preço do óleo diesel, isenção do pagamento de pedágios para caminhões e criação da secretaria do Transporte Rodoviário de Cargas.
O líder da paralisação dos caminhoneiros, Nélio Botelho, que está à frente do Mubc (Movimento União Brasil Caminhoneiro), afirmou que os protestos serão mantidos nas estradas brasileiras até as 6h de quinta-feira, conforme previsto na convocação da categoria.
Editoria de Arte/Folhapress
BAHIA
Na Bahia, duas rodovias federais continuam fechadas pelos manifestantes. A BR-242 está interditada no km 805, em Barreiras, e no km 880, em Luís Eduardo Magalhães.
Outros dois bloqueios ocorrem nos quilômetros 900 e 910,5 da rodovia BR-116, próximo à cidade de Cândido Sales. Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), em ambos casos os manifestantes passaram a liberar carros e ônibus.
ESPÍRITO SANTO
Há cinco trechos bloqueados por caminhoneiros. Às 11h desta terça-feira (2), manifestantes fecharam o km 294 da BR-101, em Cariacica. A mesma rodovia tem bloqueios desde segunda-feira (1°) no km 424, em Atílio Vivácqua, no km 374, em Iconha, e no km 392, na cidade de Rio Novo do Sul. O outro ponto fechado desde segunda-feira é o km 9,5 da BR-262, próximo à cidade de Viana.
MATO GROSSO
Três rodovias estão parcialmente bloqueadas por caminhoneiros que pedem combustível mais barato e desconto em pedágios.
Segundo a PRF, os manifestantes ocupam trechos das BRs 364, 070 e 163, todos no entorno do trevo do lagarto, na saída de Cuiabá, e também montaram um bloqueio no km 398 da BR-364, perto de Rondonópolis.
Nesses quatro pontos, os manifestantes têm liberado a passagem de carros de passeio e de segurança, e caminhões com cargas vivas.
A manifestação começou às 7h de segunda-feira (1) e deve seguir até quinta-feira (5), segundo a PRF.
MINAS GERAIS
Em um novo dia de protestos, caminhoneiros bloquearam nove pontos em rodovias federais que cortam Minas Gerais.
No começo da noite, segundo a Polícia Rodoviária Federal, havia dois bloqueios totais no trecho norte da BR-381 (que liga Belo Horizonte e Governador Valadares) em Antônio Dias e João Monlevade.
Nos dois sentidos da BR-040, no trecho que liga Belo Horizonte ao Rio, há três pontos de protesto em que apenas caminhões são parados: Congonhas, Cristiano Otoni e Matias Barbosa.
Na Fernão Dias, que liga a capital mineira a São Paulo, há bloqueios em quatro pontos do trecho mineiro: em Igarapé, Carmópolis de Minas, Oliveira e Santo Antônio do Amparo. Apenas carros e ônibus passam.
Outro bloqueio acontece na BR-251, em Montes Claros.
PARANÁ
No Paraná, a BR-277, uma das principais rodovias do Estado, que liga a região oeste ao porto de Paranaguá, ficou interditada nos dois sentidos por um dia inteiro, na altura de Guarapuava (região central).
Foram 24 horas de bloqueio, desde a tarde de ontem até as 17 horas de hoje. Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), houve até 14 km de filas. Carros, ônibus e ambulâncias passavam pelo bloqueio; só caminhões não.
Outras quatro rodovias estaduais também tiveram pontos de bloqueio para caminhões: PR-182, PR-280 (ambas ainda interditadas), PR-445 e PR-151.
Na região sudoeste, próximo a Realeza, a PR-182 está bloqueada desde as 8h de hoje. A estrada liga o oeste ao sudoeste do Paraná. Não há previsão de liberação. Há 5 km de fila em cada um dos sentidos.
Em Clevelândia, na PR-280, há bloqueio desde as 15 horas de hoje. Ainda não há formação de filas, segundo a polícia.
Em Londrina, a PR-445 ficou interditada por duas horas hoje de manhã, entre as 11h e 13h.
Na PR-151, nos Campos Gerais, no acesso ao município de Castro, o bloqueio formou filas de até 20 km e se encerrou por volta das 6h30 de hoje.
RIO DE JANEIRO
Cerca de 250 caminhoneiros estão protestando no momento na rodovia BR-101 (Niterói-Manilha), informou a assessoria do Movimento União Brasil Caminhoneiro, que integra a manifestação nacional marcada para esta terça-feira (2).
O movimento informa que apoia as manifestações populares que estão ocorrendo em todo o país, muitas delas por problemas relativos ao transporte, e reivindicam também subsídio ao preço do óleo diesel; isenção para caminhões no pagamento de pedágios em todas as rodovias do país; criação da secretaria do Transporte Rodoviário de Carga, vinculada diretamente à presidência da República; votação e sanção imediata ao Projeto de Lei 12619/12 (Lei do Motorista), entre outras reivindicações.
Segundo a entidade, a orientação é para que ocorra uma manifestação pacífica, com os caminhoneiros apenas estacionando nos acostamentos e permitindo o fluxo normal das vias.
RIO GRANDE DO SUL
No Rio Grande do Sul, são pelo menos 15 pontos bloqueados em sete rodovias por caminhoneiros hoje em rodovias federais. Desses, pelo menos dois já foram encerrados.
A PRF relata que há "apedrejamento" (a caminhões que tentam furar o bloqueio) em pelo menos duas estradas.
RONDÔNIA
Os protestos em Rondônia começaram às 8h desta terça-feira (2) e fecham a BR-364 em dois pontos: no km 5, no acesso a Cuiabá, e no km 16, no acesso a Porto Velho.
Os manifestantes estacionaram carretas sobre as pistas. Ônibus e carros pequenos passam pelo acostamento, segundo a PRF. A corporação informou que não foram registrados incidentes e que está com quatro equipes monitorando a manifestação.
SANTA CATARINA
Em Santa Catarina, os protestos dos caminhoneiros se concentram na BR-282 em Maravilha, São Miguel do Oeste e Catantuvas, e na BR-158 em Palmitos e Cunha Porã. Também há bloqueio na BR-153, na altura de Concórdia.
Em Cunha Porã a manifestação começou nesta terça-feira (2). Nas demais cidades, na segunda-feira (1°).
Segundo a PRF, os manifestantes não bloqueiam as rodovias, mas impedem que caminhoneiros prossigam a viagem. Carros e ônibus têm a passagem liberada.
SÃO PAULO
Em São Paulo, a Tropa de Choque liberou nesta terça-feira, após mais de 24 horas de protesto, a rodovia Cônego Domênico Rangoni, que dá acesso ao porto de Santos.
Já à noite, novos protestos fecharam as rodovias Presidente Dutra e Índio Tibiriçá (SP-031), mas não eram provocados por caminhoneiros e sim por moradores que reivindicam melhorias nos transportes. Por volta das 22h, a SP-031 já tinha sido liberada, mas a Dutra continuava bloqueada.
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Re: PRIMAVERA BRASILEIRA
Caminhoneiro é categoria desunida, creio que isso não vá longe. Aqui na região central há alguns bloqueios para caminhões. Em alguns lugares, equipes de OCD da PRF já estão presentes para desobstrução.
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Re: PRIMAVERA BRASILEIRA
O alvo universal
Por Carlos Brickmann
Quando as manifestações começaram, lideradas por grupos de esquerda, havia palavras de ordem contra os meios de comunicação. A polícia, ao reprimir as manifestações, atirou com balas de borracha no rosto de jornalistas. Quando os grupos que lideravam as manifestações passaram a manifestar-se contra o PT e as teses de esquerda, apresentaram suas palavras de ordem contra os meios de comunicação. A acreditar nos locutores de TV, as manifestações eram belíssimas e pacíficas, embora houvesse pequenos grupos de vândalos, repudiados por todos, praticando algumas barbaridades. E que faziam esses vândalos? Tinham palavras de ordem contra jornalistas e veículos de comunicação, e incendiaram veículos e equipamentos de rádio e TV que estavam a seu alcance. Nas redes sociais, a Globo foi acusada de oposicionismo sistemático, de petismo e de governismo. A Folha de S.Paulo foi acusada por governismo e antigovernismo, conforme as informações que divulgava e desagradavam ora a uma ala, ora a outra.
Será que ninguém gosta de nós, jornalistas?
Não é bem assim (nossas mães, por exemplo, gostam de nós). Mas o explosivo crescimento das redes sociais, com a abertura de possibilidade de manifestação a quem antes não tinha acesso aos meios de comunicação, valoriza neste momento as vozes mais radicais. Radical, seja de que lado for, não gosta de jornalista. Há opiniões parecidíssimas sobre o papel da imprensa vindas da direita e da esquerda, expressas por fascistas e por comunistas – não esses de hoje, mas os de antigamente, que estudavam Marx e os grandes teóricos revolucionários. A valorização do papel dos meios de comunicação é tese dos liberais, como Thomas Jefferson. Mas num momento de radicalismo como o atual os liberais perdem espaço. Afinal de contas, não dá para ser um radical de centro.
A perseguição aos jornalistas certamente contribuiu para a perda de qualidade na cobertura. Colocar as câmeras em helicópteros, prédios, drones permite fazer imagens excelentes, mas fica faltando alguém no meio das multidões, ouvindo as conversas, fazendo perguntas, buscando respostas. Contribui, também, para reduzir o nível de politização das manifestações. Como ninguém sabe exatamente quem está na passeata, e as teses são amplíssimas – contra tudo o que está aí, por mudanças já, em favor da população – permite-se que se junte no mesmo grupo o petista, o antipetista, o que acha que a PEC sabe-se lá de que número vai favorecer os bandidos, o que acha que a polícia deveria matar algumas centenas de pessoas com cara de marginais para mostrar que o combate ao crime agora é para valer, o que quer botar os condenados do mensalão na cadeia e o que quer anular o processo do mensalão, para evitar que pessoas tão boas sejam presas.
Em resumo, gregos e goianos ficam lado a lado, sem que um saiba o que o outro pensa. No entanto, para que as manifestações deixem saldo positivo, é importante que se saiba o que os manifestantes pensam, de que lado estão, qual sua proposta política. Sem isso, o que sobra é a imagem dos pontapés em vitrines e de coquetéis molotov atirados em prédios públicos e lojas.
Quem é quem
De acordo com o noticiário, “movimentos que defendem a democratização dos meios de comunicação” realizaram, na noite do dia 25/6, uma reunião no vão livre do Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista, e resolveram “aproveitar o ambiente de efervescência política para pautar o assunto”. Eram cerca de cem participantes, que decidiram manifestar-se diante da Rede Globo na semana seguinte. O noticiário, para variar, foi acrítico; mas, se havia “movimentos”, eram, para justificar o plural, pelo menos dois grupos; e, juntos, reuniam cem participantes. Ou seja, cinquenta para cada um, e isso na melhor das hipóteses. A valorosa torcida do Íbis, O Pior Time do Mundo, é bem maior do que isso. E, a propósito, a notícia aceita como boa a frase “democratização dos meios de comunicação”. Que democratização é essa, cara-pálida? Impedir que jornalistas façam seu trabalho é democratizar?
O custo da festa
A presidente Dilma Rousseff lançou a ideia do plebiscito, oposicionistas e governistas discutem se é democrático ou não, se há ou não golpismo na proposta, as redes sociais debatem o que deve ser votado. Há outra discussão paralela: plebiscito ou referendo?
O que foi pouquíssimo debatido (e este colunista encontrou um bom apanhado em um único jornal, O Estado de S.Paulo, cujo noticiário foi aproveitado em outros veículos que compram as informações) é a viabilidade técnica do plebiscito. Em quanto tempo é possível realizá-lo? Qual o custo do plebiscito?
De acordo com o Estadão, se tudo correr bem e houver colaboração geral, será possível realizar o plebiscito no início de setembro, com gastos de R$ 500 milhões. O custo é alto (as eleições municipais custaram ao Tesouro R$ 395 milhões) principalmente pela falta de tempo para um bom planejamento. “Quanto maior o planejamento, menor é o custo”, diz a ministra Carmen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Outro fator a encarecer o eventual plebiscito é o vandalismo que tomou conta de várias passeatas, o que obrigará o TSE a reforçar a segurança com apoio de militares das três forças. E é provável que se tenha de gastar mais algum dinheiro com a propaganda das eleições: será preciso enfatizar que o voto é obrigatório e explicar as questões que serão votadas.
Reclamar da imprensa
Se o caro colega quiser reclamar de algum defeito no carro, há ótimas colunas especializadas em jornais, portais e blogs. Se tiver problemas com alguma compra, há amplo espaço para reclamação nos grandes veículos. Mas experimente ter algum problema com assinatura de jornais ou revistas: é bom ser religioso, praticante e militante, pois vai mesmo é ter de queixar-se ao bispo.
Um conceituado jornalista, João Bussab, renovou com antecedência sua assinatura de Exame, da Editora Abril, aproveitando uma promoção. Pagou a renovação integralmente, no banco, sem aceitar a oferta de parcelamento em quatro vezes. E aí começaram seus problemas. Recebeu um boleto da Abril informando que ele tinha pago a primeira parcela e deveria pagar mais três. Ligou para o “vamos estar providenciando para que o senhor possa estar renovando sua assinatura da Abril”, e lá falou com cinco atendentes. Inútil: teria de mandar o xerox do canhoto com o pagamento integral. Mandou o xerox. Alguns dias depois, o tal SAC ligou-lhe outra vez pedindo tudo de novo, ou não poderíamos estar renovando a assinatura. E, para uma empresa organizada, cujo presidente, aliás, é banqueiro conceituado, não seria difícil apurar a verdade: bastaria verificar se caiu na sua conta a quantia integral ou um quarto dela. Mas por que simplificar se é possível complicar? E por que tratar bem um cliente, se é possível chateá-lo?
http://www.observatoriodaimprensa.com.b ... _universal
Por Carlos Brickmann
Quando as manifestações começaram, lideradas por grupos de esquerda, havia palavras de ordem contra os meios de comunicação. A polícia, ao reprimir as manifestações, atirou com balas de borracha no rosto de jornalistas. Quando os grupos que lideravam as manifestações passaram a manifestar-se contra o PT e as teses de esquerda, apresentaram suas palavras de ordem contra os meios de comunicação. A acreditar nos locutores de TV, as manifestações eram belíssimas e pacíficas, embora houvesse pequenos grupos de vândalos, repudiados por todos, praticando algumas barbaridades. E que faziam esses vândalos? Tinham palavras de ordem contra jornalistas e veículos de comunicação, e incendiaram veículos e equipamentos de rádio e TV que estavam a seu alcance. Nas redes sociais, a Globo foi acusada de oposicionismo sistemático, de petismo e de governismo. A Folha de S.Paulo foi acusada por governismo e antigovernismo, conforme as informações que divulgava e desagradavam ora a uma ala, ora a outra.
Será que ninguém gosta de nós, jornalistas?
Não é bem assim (nossas mães, por exemplo, gostam de nós). Mas o explosivo crescimento das redes sociais, com a abertura de possibilidade de manifestação a quem antes não tinha acesso aos meios de comunicação, valoriza neste momento as vozes mais radicais. Radical, seja de que lado for, não gosta de jornalista. Há opiniões parecidíssimas sobre o papel da imprensa vindas da direita e da esquerda, expressas por fascistas e por comunistas – não esses de hoje, mas os de antigamente, que estudavam Marx e os grandes teóricos revolucionários. A valorização do papel dos meios de comunicação é tese dos liberais, como Thomas Jefferson. Mas num momento de radicalismo como o atual os liberais perdem espaço. Afinal de contas, não dá para ser um radical de centro.
A perseguição aos jornalistas certamente contribuiu para a perda de qualidade na cobertura. Colocar as câmeras em helicópteros, prédios, drones permite fazer imagens excelentes, mas fica faltando alguém no meio das multidões, ouvindo as conversas, fazendo perguntas, buscando respostas. Contribui, também, para reduzir o nível de politização das manifestações. Como ninguém sabe exatamente quem está na passeata, e as teses são amplíssimas – contra tudo o que está aí, por mudanças já, em favor da população – permite-se que se junte no mesmo grupo o petista, o antipetista, o que acha que a PEC sabe-se lá de que número vai favorecer os bandidos, o que acha que a polícia deveria matar algumas centenas de pessoas com cara de marginais para mostrar que o combate ao crime agora é para valer, o que quer botar os condenados do mensalão na cadeia e o que quer anular o processo do mensalão, para evitar que pessoas tão boas sejam presas.
Em resumo, gregos e goianos ficam lado a lado, sem que um saiba o que o outro pensa. No entanto, para que as manifestações deixem saldo positivo, é importante que se saiba o que os manifestantes pensam, de que lado estão, qual sua proposta política. Sem isso, o que sobra é a imagem dos pontapés em vitrines e de coquetéis molotov atirados em prédios públicos e lojas.
Quem é quem
De acordo com o noticiário, “movimentos que defendem a democratização dos meios de comunicação” realizaram, na noite do dia 25/6, uma reunião no vão livre do Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista, e resolveram “aproveitar o ambiente de efervescência política para pautar o assunto”. Eram cerca de cem participantes, que decidiram manifestar-se diante da Rede Globo na semana seguinte. O noticiário, para variar, foi acrítico; mas, se havia “movimentos”, eram, para justificar o plural, pelo menos dois grupos; e, juntos, reuniam cem participantes. Ou seja, cinquenta para cada um, e isso na melhor das hipóteses. A valorosa torcida do Íbis, O Pior Time do Mundo, é bem maior do que isso. E, a propósito, a notícia aceita como boa a frase “democratização dos meios de comunicação”. Que democratização é essa, cara-pálida? Impedir que jornalistas façam seu trabalho é democratizar?
O custo da festa
A presidente Dilma Rousseff lançou a ideia do plebiscito, oposicionistas e governistas discutem se é democrático ou não, se há ou não golpismo na proposta, as redes sociais debatem o que deve ser votado. Há outra discussão paralela: plebiscito ou referendo?
O que foi pouquíssimo debatido (e este colunista encontrou um bom apanhado em um único jornal, O Estado de S.Paulo, cujo noticiário foi aproveitado em outros veículos que compram as informações) é a viabilidade técnica do plebiscito. Em quanto tempo é possível realizá-lo? Qual o custo do plebiscito?
De acordo com o Estadão, se tudo correr bem e houver colaboração geral, será possível realizar o plebiscito no início de setembro, com gastos de R$ 500 milhões. O custo é alto (as eleições municipais custaram ao Tesouro R$ 395 milhões) principalmente pela falta de tempo para um bom planejamento. “Quanto maior o planejamento, menor é o custo”, diz a ministra Carmen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Outro fator a encarecer o eventual plebiscito é o vandalismo que tomou conta de várias passeatas, o que obrigará o TSE a reforçar a segurança com apoio de militares das três forças. E é provável que se tenha de gastar mais algum dinheiro com a propaganda das eleições: será preciso enfatizar que o voto é obrigatório e explicar as questões que serão votadas.
Reclamar da imprensa
Se o caro colega quiser reclamar de algum defeito no carro, há ótimas colunas especializadas em jornais, portais e blogs. Se tiver problemas com alguma compra, há amplo espaço para reclamação nos grandes veículos. Mas experimente ter algum problema com assinatura de jornais ou revistas: é bom ser religioso, praticante e militante, pois vai mesmo é ter de queixar-se ao bispo.
Um conceituado jornalista, João Bussab, renovou com antecedência sua assinatura de Exame, da Editora Abril, aproveitando uma promoção. Pagou a renovação integralmente, no banco, sem aceitar a oferta de parcelamento em quatro vezes. E aí começaram seus problemas. Recebeu um boleto da Abril informando que ele tinha pago a primeira parcela e deveria pagar mais três. Ligou para o “vamos estar providenciando para que o senhor possa estar renovando sua assinatura da Abril”, e lá falou com cinco atendentes. Inútil: teria de mandar o xerox do canhoto com o pagamento integral. Mandou o xerox. Alguns dias depois, o tal SAC ligou-lhe outra vez pedindo tudo de novo, ou não poderíamos estar renovando a assinatura. E, para uma empresa organizada, cujo presidente, aliás, é banqueiro conceituado, não seria difícil apurar a verdade: bastaria verificar se caiu na sua conta a quantia integral ou um quarto dela. Mas por que simplificar se é possível complicar? E por que tratar bem um cliente, se é possível chateá-lo?
http://www.observatoriodaimprensa.com.b ... _universal
"O correr da vida embrulha tudo,
a vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."
João Guimarães Rosa
a vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."
João Guimarães Rosa