Programa de Reaparelhamento da Marinha

Assuntos em discussão: Marinha do Brasil e marinhas estrangeiras, forças de superfície e submarinas, aviação naval e tecnologia naval.

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Luís Henrique
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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#10186 Mensagem por Luís Henrique » Dom Mai 26, 2013 4:46 pm

knigh7 escreveu:
Luís Henrique escreveu:Pesquisando um pouco achei estes valores:

Destroyers:
DDG 51 Arleigh Burke-$1.8 billion
Daring Type 45 (UK)-$976 million
DDG 1000 Zumwalt-$6 billion
KDX3 Classe Sejong = $ 932 million (eu inclui esta na lista)


Fragatas:

Absalon (Denmark)-$269 million
Bertholf National Security Cutter-$641 million
F100 Bazan (Spain)-$600 million
F105 Cristobal Colon (Spain)-$954 million
De Zeven Provincien (Netherlands)-$532 million
FREMM (Franco/Italian)-$745 million
LCS Freedom-$637 million
Holland (Netherlands)-$169 million
LCS Independence-$704 million
Iver Huitfeldt (Denmark)-$332 millon
Nansen (Norway)-$557 million
Sachsen Type 124 (Germany)-$1.06 billion
Valour MEKO A200 (South Africa)-$327 million
F-22P Zulfiquar (China/Pakistan)-$200 million

Interessante, se estes valores forem verdadeiros fica difícil torcer pela F124.
É muito boa, mas é MUITO cara.

Vale lembrar que foi feito um acordo trilateral, entre Alemanha, Holanda e Espanha.
A Holanda produziu a De Zeven Provincien e a Espanha produziu a F-100, enquanto que a Alemanha produziu a F-124.
A De Zeven Provincien custando U$ 532 mi, a F-100 custando U$ 600 mi e a F-124 custando U$ 1,06 bi.

Esse valor está correto??? :shock: :shock: :shock: É muito cara.

Só para comparar eu negritei os destroyers Type 45 inglês e o KDX3 sul-coreano, ambos mais baratos que a F-124.

A F-105 espanhola também está bem salgada. Por estes valores vale mais a pena partir para um destroyer como o KDX3 que desloca 11.000 T e leva em armamentos o equivalente a 3 F-105 e mais que 3 vezes o armamento da F-124.

Fonte: http://www.naval.com.br/blog/2011/02/07 ... z2Tpu0KuYB
Luís Henrique,

Parte desses valores estão defasados. Percebe-se que desta tabela que alguns valores correspondiam a primeira unidade, e depois, com as outras, acabaram tornando-se mais caras. Outros eram apenas expecativas.

Pelo fato de não ter nenhuma unidade da classe Sachsen lançada recenemente, fica esse valor de 700 milhões de euros.

Os valores das outras concorrentes que tem alguma chance de ganhar o PROSUPER, em milhões de euros:

A Cristóbal Cólon (classe Alvaro de Bazán) saiu ao custo de € 834
A Normandie (FREMM) € 710
A Evertsen (De Zeven Provincien): € 600

Aos custos da Type 26 eu não dou atenção, pois acho que devido a grande demora em ficar pronta é grande a diferença de valores projetados, inclusive em sites sérios, como no DefenseIndustrydaily.

Ok.

Se for o U$ 1.06 bi não da apenas 700 mi de euros, a diferença da moeda americana para o euro é de 29% para cima e não para baixo.
Daria e$ 819 mi

Transformando os valores que você apresentou em dólares:

F-105 Cristoban Colon = U$ 1,08 bi
F-124 Sacshen = U$ 1,06 bi
Freem = U$ 919 mi
De Zevem = U$ 776 mi

Se o valor do KDX3 estiver correto, acho que vale muito mais a pena partirmos para uma parceria com os sul-coreanos.
Os radares e sensores americanos podem ser substituídos por equipamentos europeus, da mesma forma os mísseis.

Acho que o tamanho do navio e a quantidade de armamentos coloca o KDX3 em um outro patamar.
É um Destroyer e possui poder de fogo MUITO superior às fragatas europeias.
E se os valores que temos estiverem, pelo menos próximos à realidade, o custo é praticamente o mesmo.




Su-35BM - 4ª++ Geração.
Simplesmente um GRANDE caça.
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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#10187 Mensagem por Lord Nauta » Dom Mai 26, 2013 7:24 pm

FCarvalho escreveu:
Lord Nauta escreveu:Prezado Colega,
A primeira etapa do PROSUPER contempla a construção de 5 navios escolta de 6.000 ton, 5 NaPaOc de 1.800 ton e 1 NaApLo de 23.000 ton. Segundo a fala do CM os NaPaOc serão de fato da classe Amazonas, com a construção de 9 navios adicionais para atingir o total previsto para este tipo de navio. Neste caso já ocorreu uma definição. As outras classes (F e NaApLo) continuam a aguardar uma definição.
Sds
Lord Nauta
Lord, no caso das três primeiras unidades, que não fazem parte e nem tiveram ligação com o PROSUPER, em tese há a possibilidade, ainda que mínima, de a MB prospectar a construção de mais 12 unidades aperfeiçoadas da classe Amazonas, como definido no PAEMB, já que aqueles navios trataram-se de uma compra de oportunidade e não como o encaminhamento da definição do PROSUPER, auferindo assim uma maior capacidade à frota dos NaPaOc, chegando a 15 navios. É um argumento plausível, já que até o presente momento, a MB em nada deu a entender qualquer ligação daqueles navios com a sua decisão pelos NaPaOc do PAEMB.

Enfim, com algumas argumentações bem arraigadas e embasadas, podemos definir esta questão dos patrulha por uma nova "classe" de Patrulheiro nacional, envidando a construção dos 12 navios tal como previsto no plano original.

A ver. A marinha tem sido bem eloquente e sagaz em suas argumentações para a defesa de seus projetos em relação ao PAEMB.

abs.

Prezado Colega,

Infelizmente não e assim que funciona com os tecnocratas que controlam os recursos do GF. Quando a MB definiu a obtenção por oportunidade dos classe Amazonas queriam reduzir para duas unidades os NaPaOc previstos na primeira etapa do PROSUPER. O CM contra argumentou e foi mantido os cinco originariamente previstos. São 12 navios mesmo, os três obtidos prontos e mais nove a serem construídos. Os quatro restantes estão incluídos na segunda etapa do PROSUPER, juntamente com mais cinco fragatas 6.000 e um NaAplo.

Sds

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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#10188 Mensagem por Lord Nauta » Dom Mai 26, 2013 9:39 pm

BrasilPotência escreveu:Então poderiamos adicionar uma Fragata a mais nesse primeiro pedido. 8-]

Também tenho a mesma opinião. Esta unidade adicional consta do planejamento inicial do PAEMB que prevê até 2015 a obtenção de 6 navios de escolta. Caso fosse possível este navio adicional o 2º lote seria exclusivamente de navios (4x1) na versão AAEW.


Sds


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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#10189 Mensagem por Lord Nauta » Ter Mai 28, 2013 1:23 pm

Brasil terá novo navio oceanográfico e um Instituto de Pesquisas Oceânicas e Hidroviárias


A presença da ciência brasileira nos oceanos vai ganhar o reforço de um novo navio oceanográfico de grande porte e um novo instituto nacional, com quatro centros de pesquisa espalhados pela costa. O Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas e Hidroviárias (Inpoh) começou a surgir na sexta-feira em uma reunião na Academia Brasileira de Ciências, no centro do Rio, com a criação de uma associação civil que pretende se credenciar como organização social (OS), apta a assinar contratos de gestão com o poder público e a iniciativa A ideia é que o instituto funcione em um modelo semelhante ao do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, uma OS que gerencia quatro laboratórios nacionais em Campinas – de luz síncrotron, biociências, biotecnologia do etanol e nanotecnologia. Dessa forma, o Inpoh poderá firmar contratos com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para gestão de projetos e programas específicos, sem fazer parte do organograma da pasta – libertando-o, assim, de várias amarras burocráticas e legais que costumam atravancar o funcionamento da máquina pública. Um dos projetos que o instituto deverá pleitear é o contrato de gestão do novo navio, de R$ 162 milhões, cuja compra deve ser finalizada nesta semana.

“Não é algo que está na agenda inicial, mas certamente há a expectativa de que o Inpoh possa se capacitar para isso num segundo momento”, disse à reportagem o engenheiro oceânico Segen Estefen, diretor de Tecnologia e Inovação da Coppe/UFRJ, escolhido como diretor provisório da associação. O objetivo maior do Inpoh, segundo ele, será “colocar o Brasil em linha com os países desenvolvidos” no campo das ciências oceanográficas, tanto para fins de pesquisa quanto de exploração sustentável dos recursos marinhos. “Eu diria que é um marco histórico para o Brasil; um passo de afirmação sobre a necessidade de conhecermos essa parte oceânica do País, que nas próximas décadas terá uma relevância econômica muito importante para o projeto de nação que buscamos construir”, afirma Estefen.

O instituto deverá ter quatro centros de pesquisa: dois dedicados à oceanografia (um para o Atlântico Tropical e outro, para o Atlântico Sul), um dedicado à pesca e aquicultura e outro, voltado para portos e hidrovias. Oficialmente, a localização dos centros ainda não está definida. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, porém, já estaria praticamente decidido que o do Atlântico Tropical será no Ceará, o do Atlântico Sul no Rio Grande do Sul, o de portos e hidrovias no Rio de Janeiro, e o de pesca em Santa Catarina. “Tem mais influência política do que justificativa técnica nessas decisões”, afirmou uma fonte.

Embarcação será de MCTI, Marinha, Vale e Petrobrás.

O novo navio oceanográfico brasileiro, de 78 metros, será a maior embarcação dedicada à pesquisa científica na história do País. Ele será comprado por uma parceria público-privada entre o MCTI, a Marinha, a Vale e a Petrobrás. O projeto que venceu a licitação é de uma empresa norueguesa, mas o navio será construído na China, com entrega prevista para o fim de 2014. O custo total é de R$ 162 milhões e a Petrobrás será sóciamajoritária, contribuindo com R$ 70 milhões. A Vale dará R$ 38 milhões e o MCTI e a Marinha, R$ 27 milhões cada. Uma divisão que deixa dúvidas na comunidade científica sobre os propósitos da embarcação. “Posso garantir que o mote será a pesquisa, privilegiando a comunidade acadêmica”, diz o contra-almirante Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, coordenador do Programa de Reaparelhamento da Marinha. “Pesquisa é a palavra central; vamos fazer ciência”, garante a coordenadora de Mar e Antártica do MCTI, Janice.




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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#10190 Mensagem por Wingate » Ter Mai 28, 2013 5:10 pm

Lord Nauta escreveu:Brasil terá novo navio oceanográfico e um Instituto de Pesquisas Oceânicas e Hidroviárias


A presença da ciência brasileira nos oceanos vai ganhar o reforço de um novo navio oceanográfico de grande porte e um novo instituto nacional, com quatro centros de pesquisa espalhados pela costa. O Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas e Hidroviárias (Inpoh) começou a surgir na sexta-feira em uma reunião na Academia Brasileira de Ciências, no centro do Rio, com a criação de uma associação civil que pretende se credenciar como organização social (OS), apta a assinar contratos de gestão com o poder público e a iniciativa A ideia é que o instituto funcione em um modelo semelhante ao do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, uma OS que gerencia quatro laboratórios nacionais em Campinas – de luz síncrotron, biociências, biotecnologia do etanol e nanotecnologia. Dessa forma, o Inpoh poderá firmar contratos com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para gestão de projetos e programas específicos, sem fazer parte do organograma da pasta – libertando-o, assim, de várias amarras burocráticas e legais que costumam atravancar o funcionamento da máquina pública. Um dos projetos que o instituto deverá pleitear é o contrato de gestão do novo navio, de R$ 162 milhões, cuja compra deve ser finalizada nesta semana.

“Não é algo que está na agenda inicial, mas certamente há a expectativa de que o Inpoh possa se capacitar para isso num segundo momento”, disse à reportagem o engenheiro oceânico Segen Estefen, diretor de Tecnologia e Inovação da Coppe/UFRJ, escolhido como diretor provisório da associação. O objetivo maior do Inpoh, segundo ele, será “colocar o Brasil em linha com os países desenvolvidos” no campo das ciências oceanográficas, tanto para fins de pesquisa quanto de exploração sustentável dos recursos marinhos. “Eu diria que é um marco histórico para o Brasil; um passo de afirmação sobre a necessidade de conhecermos essa parte oceânica do País, que nas próximas décadas terá uma relevância econômica muito importante para o projeto de nação que buscamos construir”, afirma Estefen.

O instituto deverá ter quatro centros de pesquisa: dois dedicados à oceanografia (um para o Atlântico Tropical e outro, para o Atlântico Sul), um dedicado à pesca e aquicultura e outro, voltado para portos e hidrovias. Oficialmente, a localização dos centros ainda não está definida. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, porém, já estaria praticamente decidido que o do Atlântico Tropical será no Ceará, o do Atlântico Sul no Rio Grande do Sul, o de portos e hidrovias no Rio de Janeiro, e o de pesca em Santa Catarina. “Tem mais influência política do que justificativa técnica nessas decisões”, afirmou uma fonte.

Embarcação será de MCTI, Marinha, Vale e Petrobrás.

O novo navio oceanográfico brasileiro, de 78 metros, será a maior embarcação dedicada à pesquisa científica na história do País. Ele será comprado por uma parceria público-privada entre o MCTI, a Marinha, a Vale e a Petrobrás. O projeto que venceu a licitação é de uma empresa norueguesa, mas o navio será construído na China, com entrega prevista para o fim de 2014. O custo total é de R$ 162 milhões e a Petrobrás será sóciamajoritária, contribuindo com R$ 70 milhões. A Vale dará R$ 38 milhões e o MCTI e a Marinha, R$ 27 milhões cada. Uma divisão que deixa dúvidas na comunidade científica sobre os propósitos da embarcação. “Posso garantir que o mote será a pesquisa, privilegiando a comunidade acadêmica”, diz o contra-almirante Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, coordenador do Programa de Reaparelhamento da Marinha. “Pesquisa é a palavra central; vamos fazer ciência”, garante a coordenadora de Mar e Antártica do MCTI, Janice.
Boa notícia! Faço votos que a embarcação seja construída em estaleiro nacional 8-] .

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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#10191 Mensagem por luis F. Silva » Ter Mai 28, 2013 6:00 pm

Wingate escreveu:
Boa notícia! Faço votos que a embarcação seja construída em estaleiro nacional
O novo navio oceanográfico brasileiro, de 78 metros, será a maior embarcação dedicada à pesquisa científica na história do País. Ele será comprado por uma parceria público-privada entre o MCTI, a Marinha, a Vale e a Petrobrás. O projeto que venceu a licitação é de uma empresa norueguesa, mas o navio será construído na China, com entrega prevista para o fim de 2014. :mrgreen:




cumprimentos.

Luis Filipe Silva

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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#10192 Mensagem por Marino » Ter Mai 28, 2013 6:53 pm





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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#10193 Mensagem por Lord Nauta » Qua Jun 05, 2013 11:11 am

Palavras do almirante Pires Ramos durante a passagem do NaPa Macau para o setor operativo:


Durante a confraternização, o Almirante-de-Esquadra Arthur Pires Ramos disponibilizou-se para responder algumas perguntas.

A primeira pergunta foi sobre o andamento das negociações do financiamento junto ao BNDES de outros 20 NPa 500, o Almirante respondeu nos seguintes termos: “No momento, os estudos acerca da viabilidade técnica e jurídica se encontram a cargo da EMGEPRON, posteriormente, serão revisados pela Marinha e será lançada a licitação, adianto que esses estudos se encontram em fases bem avançadas.”

Sobre a construção dos meios em estaleiros nacionais ou estrangeiros ou de forma combinada, a resposta foi: “A construção é planejada para ser feita toda em estaleiros nacionais, sem que haja a construção em estaleiros estrangeiros.”

Sobre a participação do AMRJ na construção dos NPa 500 o almirante respondeu: “Ainda não decidimos, atualmente o AMRJ está voltado a manutenção dos meios da esquadra.” .




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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#10194 Mensagem por FCarvalho » Qua Jun 05, 2013 1:09 pm

Quanto aos comentários acima, parece indicar que a MB está tentando pautar, com certa previsibilidade, a maior taxa de participação possível da industria nacional em seus projetos, e isto, com certeza, no sentido de conseguir sensibilizar o GF para as suas necessidades e demandas, e como de fato já vinha fazendo com os demais projetos em andamento, como no caso do PROSUB.

Há de se esperar que o governo seja, e haja, de forma menos instrospectiva neste sentido, visto que precisa, ao mesmo tempo em que mantém a austeridade financeira, mostrar que está preocupado também em investir para que a economia ande a contento dentro de seus parâmetros.

E os investimentos em defesa, assim como seu planejamento, quanto mais instrumentos puderem amparar ao poder público, de forma a flexibilizar sua capacidade de investimentos em P&D, educação/formação/emprego e na modernização/manutenção da industria, diga-se, investir na economia nacional, com certeza tendem a ter um olhar diferenciado da instituição governamental.

Vamos assim esperar que este novo mote nacionalista e nacionalizante do planejamento da modernização de nossas ffaa's seja mais que suficiente para dar as "desculpas" necessárias ao poder público cumprir com as suas obrigações constitucionais, e termos, ainda que no longo prazo, perspectivas reais, críveis de uma defesa que não seja assunto meramente de tecnocratas e puxa-sacos ideológicos de plantão.

abs.




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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#10195 Mensagem por Lord Nauta » Qui Jun 06, 2013 4:49 pm

Marinha incorpora AvHoFlu ‘Rio Solimões’ para mapear rios


Nesta manhã (6.6.13) foi realizada no cais da estação naval do Rio Negro, a cerimônia para incorporação do navio hidroceanográfico fluvial Rio Solimões à Marinha do Brasil. A embarcação foi construída para atuar no mapeamento das rotas de navegação nos rios da Amazônia.

Vinte e quatro metros e meio de comprimento, tripulação com 12 militares e aparelhos de última geração.

Esse é mais novo navio da marinha construído para operar nos rios da Amazônia. Vai mapear as rotas de navegação espalhadas por milhares de quilômetros na região.

Autoridades civis e militares participaram da cerimônia de incorporação do navio à marinha do brasil.

O Solimões vai se juntar aos outros dois navios já entregues para a marinha nessa missão de produzir a cartografia náutica dos rios. Outra embarcação do mesmo tipo deve ser entregue em agosto.

O projeto é coordenado pelo centro gestor e operacional do sistema de proteção da Amazônia. Mais de 90% do navio foram construídos com tecnologia e material nacionais. A primeira missão deve acontecer no segundo semestre deste ano.


FONTE: BandNews




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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#10196 Mensagem por BrasilPotência » Qui Jun 06, 2013 6:23 pm

Um pouco off topic, saindo o FX-2 esse ano, eu duvido que vamos ter também ProSuper.




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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#10197 Mensagem por Lord Nauta » Sex Jun 07, 2013 9:21 am

BrasilPotência escreveu:Um pouco off topic, saindo o FX-2 esse ano, eu duvido que vamos ter também ProSuper.
O PROSUPER vai ser definido no corrente ano. No momento o problema e a viabilização do local para construção dos navios. Em função disto os países concorrentes estão se movimentando em busca de parceiros e/ou aquisição de estaleiros, veja o caso dos italianos. A diferença entre os dois programas e que a construção dos navios vai permitir a geração de milhares de empregos diretos e indiretos no país. Este aspecto de geração de emprego e renda interessa muito ao GF, um exemplo foi a inclusão do PNM (leia construção de sub's) no PAC.

Sds

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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#10198 Mensagem por LeandroGCard » Sex Jun 07, 2013 11:05 am

Lord Nauta escreveu:
BrasilPotência escreveu:Um pouco off topic, saindo o FX-2 esse ano, eu duvido que vamos ter também ProSuper.
O PROSUPER vai ser definido no corrente ano. No momento o problema e a viabilização do local para construção dos navios. Em função disto os países concorrentes estão se movimentando em busca de parceiros e/ou aquisição de estaleiros, veja o caso dos italianos. A diferença entre os dois programas e que a construção dos navios vai permitir a geração de milhares de empregos diretos e indiretos no país. Este aspecto de geração de emprego e renda interessa muito ao GF, um exemplo foi a inclusão do PNM (leia construção de sub's) no PAC.

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Uma idéia que eu sempre preguei.

Os programas de equipamentos militares no Brasil precisariam ser sempre que possível programas de cunho eminentemente industrial, e a manutenção da atualidade dos equipamentos em uso pelas 3 forças seria apenas decorrência natural disso. E isso não é apenas para justificar os gastos ou convencer o governo a desembolsar a verba necessária, é que sem inimigos imediatos que possamos apontar o aspecto industrial/desenvolvimentista dos programas militares é hoje muito mais importante para o Brasil enquanto nação do que qualquer proficiência militar. Principalmente na nossa situação, em que corremos o sério risco de uma forte desindustrialização de nossa economia.

Mas para que isso seja sustentável a longo prazo não basta ir lá fora comprar projetos prontos para somente fabricar aqui, é preciso trazer o próprio desenvolvimento para cá e incorporar uma forte capacidade de inovação a todo o processo, da definição dos requisitos à avaliação do desempenho, passando pela geração de doutrina própria. Infelizmente, dado o histórico que conheço e as informações que surgem na mídia duvido muitíssimo que isto venha a acontecer em escala minimamente razoável, e acho que daqui a vinte ou trinta anos estaremos novamente exatamente na mesma situação em que estamos agora, indo lá fora pedir por favor para alguém vir aqui produzir para nós aquilo que poderíamos ter desenvolvido por nós mesmos.

Desculpem-me pelo pessimismo, mas depois de 40 anos de observação e torcida fica difícil pensar diferente. estou como um torcedor do América ou do Olaria (do Rio), não deixo de amar o clube, mas não tenho mais esperança alguma de vê-lo disputando posições de liderança em qualquer campeonato.


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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#10199 Mensagem por FCarvalho » Sex Jun 07, 2013 12:08 pm

Se o Brasil não fosse o país sem memória que é, talvez Leandro esta realidade pudesse ser mudada com maior celeridade.

Mas se os nossos governantes brigam, até hoje, para não colocar mais verbas na educação, com uma naturalidade tão grande, quanto ofensiva à inteligencia de qualquer um, imagine-se então o que farão, ou melhor dizendo, deixarão de fazer pela defesa?

Votos são business. E business is business.

abs.




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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#10200 Mensagem por BrasilPotência » Sex Jun 07, 2013 1:42 pm

Lord Nauta escreveu:
BrasilPotência escreveu:Um pouco off topic, saindo o FX-2 esse ano, eu duvido que vamos ter também ProSuper.
O PROSUPER vai ser definido no corrente ano. No momento o problema e a viabilização do local para construção dos navios. Em função disto os países concorrentes estão se movimentando em busca de parceiros e/ou aquisição de estaleiros, veja o caso dos italianos. A diferença entre os dois programas e que a construção dos navios vai permitir a geração de milhares de empregos diretos e indiretos no país. Este aspecto de geração de emprego e renda interessa muito ao GF, um exemplo foi a inclusão do PNM (leia construção de sub's) no PAC.

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Estou na torcida. [100] Espero não quebrar a cara pela milésima vez.




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