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COPA DO MUNDO DE 2014 - BRASIL
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Re: COPA DO MUNDO DE 2014 - BRASIL
Querer transformar a Copa e Olimpíadas para resolver todos os problemas do país é um caminho para dar caca. ![[005]](./images/smilies/005.gif)
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Re: COPA DO MUNDO DE 2014 - BRASIL
Bem-vindo ao Brasil, onde as coisas só funcionam quando tem gastos vultuosos do dinheiro público ou turistas e delegações estrangeiras envolvidas. 
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"Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo."
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Re: COPA DO MUNDO DE 2014 - BRASIL
Os governos colocaram um monte de obras estruturais e necessárias para as cidades no mesmo saco da Copa. Por exemplo, uma obra básica eram dois viadutos e uma nova estrutura de tráfego perto da região da PUC-PR, UFPR, Federação das Industriais e caminho do aeroporto. O local é um gargalo para a circulação da cidade. A única forma de sair em menos de meia hora em um fim de tarde de sexta é andando. Só saiu devido as obras da Copa mesmo sendo uma obra estrutural que tinha que ser feita há uma década. Ainda não está pronta.
Outro aspecto é querer construir um monte de estádios e por na conta da Copa. Quando na realidade é uma coisa de longo prazo visando satisfazer os clubes locais para competições nacionais e regionais. Como também, o bem estar do público e cidade. Agora querem fazer rápido e de qualquer jeito é lógico que vai sair mais caro. Exemplo da Arena da Baixada que foi construído para receber provavelmente apenas os jogos da primeira fase.
Outro aspecto é querer construir um monte de estádios e por na conta da Copa. Quando na realidade é uma coisa de longo prazo visando satisfazer os clubes locais para competições nacionais e regionais. Como também, o bem estar do público e cidade. Agora querem fazer rápido e de qualquer jeito é lógico que vai sair mais caro. Exemplo da Arena da Baixada que foi construído para receber provavelmente apenas os jogos da primeira fase.
No aniversário de 320 anos, Curitiba não ganha Arena pronta
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/copa2014 ... ena-pronta
Estádio deveria ser entregue pelo Atlético e poder público nesta sexta-feira, mas últimas barreiras escancaram falta de sintonia entre as partes
29/03/2013ANA LUZIA MIKOS
Era para Curitiba ter um aniversário diferente hoje. Nos 320 anos da capital, uma festa com direito à presença da seleção brasileira para inaugurar um dos estádios mais modernos do Brasil. Um marco na preparação da cidade para a Copa do Mundo e na história do Atlético.
Porém, onde hoje Neymar poderia ser uma das estrelas, estão andaimes e tratores. Nas arquibancadas que os rubro-negros celebrariam mais um capítulo da sua paixão, mal se sabe quantos degraus estão instalados.
Henry Milléo/ Gazeta do Povo
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Arena da Baixada em abril de 2012, quando o clube anunciou que iria entregar hoje o estádio nos padrões Fifa
Estádio
Políticos dizem que não haverá aporte à Arena
Nicolas França
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou ontem que não recebeu nenhum pedido para aumentar o valor do financiamento de R$ 131 milhões da obra na Arena da Baixada para a Copa do Mundo de 2014, intermediado pela agência estadual Fomento Paraná. Na quarta-feira foi confirmado o aumento no orçamento total da reforma do estádio de R$ 184 milhões – 71,2% coberto pela verba do BNDES – para R$ 209 milhões, causado principalmente pela inclusão da cobertura retrátil no projeto.
Prefeitura municipal e governo estadual garantem que não ajudarão com mais nada além dos R$ 123 milhões em títulos do potencial construtivo – crédito virtual concedido pela prefeitura para se construir imóveis de tamanho acima do estabelecido pela legislação municipal –, total aprovado em dezembro pela Câmara Municipal de Curitiba.
“Orçamento para Arena foi atualizado para cima, diferença deve ser assumida pela CAP S/A [sociedade de propósito específico criada pelo Atlético para gerir a obra]. Não haverá mais potencial construtivo”, escreveu o vereador Pedro Paulo (PT), ex-presidente e atual membro da Comissão da Copa da Câmara Municipal, ontem, em sua conta no Twitter.
O secretário estadual para Assuntos da Copa, Mario Celso Cunha, confirmou que o valor extra terá de ser bancado pelo clube. “É responsabilidade do Atlético, como já disse o seu presidente [Mario Celso Petraglia], de que o que passasse de 184 milhões seria de responsabilidade da CAP S/A”.
A obra
Prefeitura aguarda solicitação para liberar rua e praça para obra
De acordo com a Fomento Paraná, autarquia do governo estadual, além de resolver as desapropriações, o BNDES pontuou outras situações que requerem soluções breves para facilitar o andamento da obra. Uma delas seria o fechamento de um trecho da Rua Buenos Aires e a liberação de parte da Praça Afonso Botelho, para servir como canteiro de obras e espaço para depósito de material para a construção.
“Para fechar a rua, o Atlético precisa formalizar um pedido à Setran [secretaria municipal de Trânsito]. A liberação da praça requer uma autorização da secretaria do Meio-Ambiente”, explicou o secretário municipal de Copa, Reginaldo Cordeiro. O clube não atendeu a reportagem para confirmar se as solicitações foram enviadas.
Outro questionamento do agente financiador foi sobre a emissão e oferta no mercado dos títulos do potencial construtivo. A prefeitura assegura o cumprimento do prazo de 30 de abril, previsto no contrato.
73 dias
É o tempo que o Atlético, através da CAP S/A, não revela como está o andamento da obra. No último boletim, em 15 de janeiro, o estádio estava 56% pronto.
A expectativa não se confirmou. No fim de 2011 o então secretário municipal da Copa, Luiz de Carvalho, revelava que o governador e o prefeito articulavam um amistoso do Brasil no aniversário da cidade, e o presidente Mario Celso Petraglia dizia, em abril, que “entre os dias 26 e 29 de março de 2013 vivenciaremos com grandes festejos e muita alegria a reabertura da Arena da Baixada”.
O estádio chega à data prevista como um canteiro de obras. Atrasado e mais caro – uma reavaliação essa semana apontou a elevação do custo para R$ 209 milhões –, o palco do Mundial só deve ser entregue em dezembro deste ano. E com ajustes por fazer. Até lá, mais entraves a serem desatados, como ocorreu durante todo o desenrolar da obra.
Ao menos um dos mais desgastantes episódios deste processo está perto do fim. Em duas semanas é esperado o desfecho das desapropriações dos últimos três imóveis no entorno do estádio. Solução cobrada há 15 dias pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
De acordo com a Agência Fomento Paraná, intermediadora do empréstimo, o banco condicionou a liberação da segunda parcela, no valor de R$ 32 milhões (a primeira foi de R$ 26 milhões) a uma solução sobre o tema.
“A prefeitura não fez a lição de casa. Não resolveu as desapropriações e está atrasando o repasse do dinheiro, que poderia estar liberado desde a semana passada. Agora, o BNDES quer uma solução, uma resposta. Está atrasando a obra, por causa de três casinhas”, cobrou o diretor de Mercado e Relações Institucionais da Fomento Paraná, Alexandre Teixeira, em mais um capítulo da falta de sintonia no convênio entre clube, prefeitura e governo montado para concluir o estádio.
A cobrança surpreendeu o responsável pela secretaria extraordinária da Copa, Reginaldo Cordeiro. “Soube que o dinheiro já está liberado. Não está condicionado à desapropriação”, rebateu, reforçando o desencontro de informações.
O advogado dos moradores, Julio Brotto, informou que um dos imóveis já teve o valor redefinido e o montante depositado pela prefeitura, faltando apenas a avaliação judicial de outros dois a serem entregues na próxima semana. A partir daí, cada morador pode levantar 80% do depósito, enquanto segue a discussão dos valores, que podem ser reajustados ou reduzidos.
“Os moradores vão cumprir as determinações da Justiça. Vão receber e sair. Mas a discussão continuará, pois se contesta a legalidade dessa desapropriação, que retira de um particular para dar o imóvel a outro particular. De acordo com um parecer do Ministério Público, chega a se aproximar de uma improbidade administrativa”, alega o advogado.
Em primeira instância, os argumentos não aforam aceitos e o processo segue no Tribunal de Justiça. Em paralelo, foi impetrado mandado de segurança no qual são contestados os valores oferecidos pela prefeitura.
Cordeiro, confirmou que já foram necessários aportes extras à oferta inicial do poder público. “Tudo isso só corrobora para demonstrar como todo o processo foi mal dimensionado. Houve visita de advogados do Atlético às famílias oferecendo ajuda de custo nas remoções. Comprova a relação quase incestuosa entre particular e administração pública”, reforça Brotto.
Política
Falta de transparência incomoda até a prefeitura
Cobrado para dar transparência à obra, cujo orçamento tem dois terços bancados por dinheiro público, o Atlético não se manifesta. Antes constantes, as atualizações sobre o andamento da reforma datam de 15 de janeiro. Na época, a Arena da Baixada estava com 55,82% de conclusão.
Nem mesmo o ex-jogador, ídolo rubro-negro e vereador Paulo Rink, atual presidente da Comissão da Copa da Câmara Municipal, teve seu pedido de informações respondido pelo clube.
A falta de dados incomoda. “Não temos acesso. O Atlético precisa entender que a transparência está prevista no convênio com o estado e a prefeitura. Além disso, cabe ao município formar uma comissão executiva responsável por acompanhar o cumprimento do cronograma”, explicou o secretário municipal da Copa, Reginaldo Cordeiro.
Segundo ele, a última gestão apenas referendava as auditorias feita pela prestadora de serviço PricewaterhouseCoopers. “Agora nós queremos acompanhar melhor o processo e a comissão [da prefeitura] será refeita”, acrescenta.
Segundo ele, uma visita à fábrica onde são construídas as estruturas metálicas foi agendada para a próxima semana.
A Comissão da Copa da Câmara de Vereadores também se ressente de mais acesso às obras de conclusão do estádio. Outro problema, de acordo com o vereador Pedro Paulo – que presidiu o grupo até o fim do ano passado –, seria a demora do executivo em regulamentar as emendas aprovadas em dezembro, exigindo transparência e as contrapartidas do clube diante do aumento em R$ 30 milhões no repasse dos valores do potencial construtivo – crédito virtual concedido pela prefeitura para se construir imóveis de tamanho acima do estabelecido pela legislação municipal.
- rodrigo
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Re: COPA DO MUNDO DE 2014 - BRASIL
Brasília "caça" público para novo estádio
Autor(es): Por Daniel Rittner | De Brasília
Valor Econômico - 18/04/2013
Há uma pergunta de um bilhão de reais dividindo a capital do país. E no dia 18 de maio, quando for inaugurado o Estádio Nacional de Brasília, após sucessivos adiamentos, dificilmente alguém terá uma resposta convincente. A nova data foi definida só no início desta semana. As fortes chuvas dos últimos dias na cidade seriam as responsáveis pelo atraso na colocação do gramado. A arena, orçada inicialmente em R$ 740 milhões, acabou custando quase 40% a mais e garantiu um título antecipado: será a mais cara da Copa do Mundo de 2014. Até agora, contudo, ninguém sabe com exatidão se ela conseguirá driblar o risco de tornar-se um elefante branco depois do megaevento esportivo.
Uma decisão está tomada: o governo do Distrito Federal, que bancou 100% do investimento com dinheiro público e sem recorrer ao BNDES, vai privatizar a administração do estádio. O edital de concessão deverá ser lançado no segundo semestre. A intenção das autoridades locais é assinar um contrato de 30 anos, renovável por outros 30 anos, no qual o gestor privado assumirá as despesas de operação e manutenção - mas sem pagar os gastos de construção. Não está definido se ele pagará um valor prefixado de arrendamento, um percentual das receitas geradas ou uma combinação dos dois.
Segundo fontes do mercado, três grupos estrangeiros já manifestaram interesse na concessão, o que as autoridades do DF não confirmam. Um deles é a gigante americana de entretenimento AEG, que colocou os pés no Brasil recentemente, ao fechar contratos para a gestão de três estádios: a Arena Pernambuco (Recife), a Arena Palestra (São Paulo) e a Arena da Baixada (Curitiba). Outro é o grupo britânico de marketing esportivo CSM, que faz a gestão de camarotes e áreas vip do Engenhão, no Rio. A holandesa Amsterdam Arena, que atua no Brasil em parceria com OAS, também estaria de olho.
Sob vários aspectos, o Estádio Nacional pode tornar-se referência em construções sustentáveis, o que encarece a obra, mas amortece os custos de operação. Estão sendo instaladas 9,6 mil placas solares no teto da arena, com 2,5 megawatts de potência, que vão entrar na rede da distribuidora de energia local. Dessa forma, quando precisar acender os holofotes e consumir eletricidade, o estádio usará seus créditos pela geração de energia e provavelmente terá despesa insignificante com as contas de luz. Cinco piscinões subterrâneos e um lago de retenção no entorno da arena poderão armazenar até 7 milhões de litros, reduzindo gastos com o fornecimento de água.
Mesmo assim, é uma conta difícil de fechar. O valor do estádio, que terá capacidade para 71 mil pessoas, já subiu para R$ 1,015 bilhão. Esse acréscimo se deve essencialmente às licitações para a cobertura, as cadeiras e o gramado, que foram feitas de forma isolada e não estavam na previsão original. Outra licitação, estimada em R$ 305 milhões, está em andamento e contratará uma empresa responsável pela requalificação do entorno - o que envolve um projeto de paisagismo assinado por Burle Marx, mas também ações básicas, como a instalação de calçadas no Eixo Monumental, a enorme avenida do Plano Piloto, às margens da qual se situa a arena.
Trata-se de um investimento quase impossível de recuperar, conforme nota o ex-governador e senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que fez um exercício rápido com a calculadora. Para pagar o valor de todas as obras em 30 anos, o prazo inicial da concessão, seria preciso colocar 42 mil pessoas no estádio, todas as semanas, cobrando R$ 20 por ingresso. "Obviamente posso ser desmentido pelos fatos, mas o meu sentimento é que estamos caminhando para ter um elefante branco no meio de Brasília."
Uma forma cogitada pelas autoridades locais de dar uso mais intensivo ao estádio foi trazer pelo menos dois jogos de cada time grande do eixo Rio-São Paulo, no Campeonato Brasileiro, para Brasília. Os próprios cartolas, no entanto, reconhecem que a ideia é inviável. "Temos uma torcida apaixonada pelos times de fora e alguns clubes demonstram interesse em jogar aqui, mas não dá para pensar em trazê-los em todas as rodadas do Brasileirão", admite o presidente da Federação Brasiliense de Futebol, Jozafá Dantas. No dia 26 de maio, Santos e Flamengo vão jogar no Estádio Nacional, pela primeira rodada do campeonato nacional.
Dantas afirma que há dificuldades, no entanto, para ter equipes paulistas e cariocas vindo regularmente a Brasília. Muitos times descartam jogar longe de casa partidas decisivas e nem querem criar desestímulos à adesão de sócios-torcedores, que podem desistir de ter uma carteirinha do clube, se uma parte dos jogos em que há mando de campo for em outra cidade. Para complicar, há quem prefira simplesmente evitar o Cerrado entre julho e setembro, meses de forte seca. A respiração fica difícil e o rendimento dos jogadores tende a ser menor.
O cartola acredita que a melhor solução, de caráter estrutural, é desenvolver o futebol candango. Mas isso, por enquanto, parece ser apenas uma ilusão.
Domingo definitivamente ainda não é dia de futebol em Brasília. No plano nacional, não há times na primeira ou na segunda divisão. No torneio local, 57 partidas haviam sido disputadas até a semana passada. Somando todos os jogos, houve 47.625 pagantes - público insuficiente para lotar o Estádio Nacional uma única vez. Três dos seis jogos da penúltima rodada tiveram menos de 200 espectadores. O duelo entre Legião e Luziânia contou com 18 pessoas nas arquibancadas. Arrecadou apenas R$ 135.
Obviamente, como se trata de uma arena multiuso, a expectativa do governo local é colocar Brasília no roteiro de grandes shows e eventos. Sérgio Graça, coordenador da Secretaria Extraordinária da Copa no DF, ressalta a estrutura do estádio para esse tipo de espetáculo. "Poderemos colocar mais de 20 mil pessoas só no gramado e evacuar essa multidão em oito minutos", entusiasma-se o executivo, apontando as gigantescas portas de entrada e saída em cada ponta do estádio.
"O problema é que não teremos uma Madonna vindo a Brasília mais de uma vez por ano", pondera o senador Cristovam, cético quanto à possibilidade de atração de shows em ritmo que possa justificar os investimentos feitos no estádio. Geralmente, onde há uma concessionária explorando comercialmente a arena, é ela quem se dedica à captação dos eventos. "O parceiro tem que ter expertise para trazer espetáculos relevantes", observa Marcelo Doria, presidente da BSB - Brunoro Sport Business, uma firma de consultoria esportiva.
"Dos estádios da Copa, Brasília é quem melhor está se preparando para funcionar como arena multiuso, mas também tem desafios enormes pela frente", complementa Doria. Segundo ele, estádios como o Maracanã e o Itaquerão deverão extrair pelo menos 80% de sua receita com o futebol, depois da Copa. Em Brasília, o mix pode ser de 30% com eventos esportivos e 70% com espetáculos. "Para isso, é preciso desenvolver o futebol local, no médio e longo prazos", conclui.
O governo também espera fazer do estádio um grande centro de lazer, com dois restaurantes e 14 lanchonetes e 40 bares, além de reservar espaço para atividades culturais, como exposições de arte. Para Sérgio Graça, o investimento já vale a pena diante das estimativas feitas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que apontam a perspectiva de 600 mil turistas circulando por Brasília durante a Copa do Mundo.
"Eles podem deixar R$ 5 bilhões na cidade", prevê Graça. Ele diz que outro fator precisa ser levado em conta. "Só na abertura da Copa das Confederações", ressalta, referindo-se à partida inaugural entre Brasil e Japão, no Estádio Nacional, "será vista por 2 milhões de pessoas". "Quanto teríamos que gastar para ter uma publicidade semelhante? No mínimo, depois de tudo isso, todo o planeta vai saber que Brasília é a capital do país", finaliza.
https://conteudoclippingmp.planejamento ... vo-estadio
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Há uma pergunta de um bilhão de reais dividindo a capital do país. E no dia 18 de maio, quando for inaugurado o Estádio Nacional de Brasília, após sucessivos adiamentos, dificilmente alguém terá uma resposta convincente. A nova data foi definida só no início desta semana. As fortes chuvas dos últimos dias na cidade seriam as responsáveis pelo atraso na colocação do gramado. A arena, orçada inicialmente em R$ 740 milhões, acabou custando quase 40% a mais e garantiu um título antecipado: será a mais cara da Copa do Mundo de 2014. Até agora, contudo, ninguém sabe com exatidão se ela conseguirá driblar o risco de tornar-se um elefante branco depois do megaevento esportivo.
Uma decisão está tomada: o governo do Distrito Federal, que bancou 100% do investimento com dinheiro público e sem recorrer ao BNDES, vai privatizar a administração do estádio. O edital de concessão deverá ser lançado no segundo semestre. A intenção das autoridades locais é assinar um contrato de 30 anos, renovável por outros 30 anos, no qual o gestor privado assumirá as despesas de operação e manutenção - mas sem pagar os gastos de construção. Não está definido se ele pagará um valor prefixado de arrendamento, um percentual das receitas geradas ou uma combinação dos dois.
Segundo fontes do mercado, três grupos estrangeiros já manifestaram interesse na concessão, o que as autoridades do DF não confirmam. Um deles é a gigante americana de entretenimento AEG, que colocou os pés no Brasil recentemente, ao fechar contratos para a gestão de três estádios: a Arena Pernambuco (Recife), a Arena Palestra (São Paulo) e a Arena da Baixada (Curitiba). Outro é o grupo britânico de marketing esportivo CSM, que faz a gestão de camarotes e áreas vip do Engenhão, no Rio. A holandesa Amsterdam Arena, que atua no Brasil em parceria com OAS, também estaria de olho.
Sob vários aspectos, o Estádio Nacional pode tornar-se referência em construções sustentáveis, o que encarece a obra, mas amortece os custos de operação. Estão sendo instaladas 9,6 mil placas solares no teto da arena, com 2,5 megawatts de potência, que vão entrar na rede da distribuidora de energia local. Dessa forma, quando precisar acender os holofotes e consumir eletricidade, o estádio usará seus créditos pela geração de energia e provavelmente terá despesa insignificante com as contas de luz. Cinco piscinões subterrâneos e um lago de retenção no entorno da arena poderão armazenar até 7 milhões de litros, reduzindo gastos com o fornecimento de água.
Mesmo assim, é uma conta difícil de fechar. O valor do estádio, que terá capacidade para 71 mil pessoas, já subiu para R$ 1,015 bilhão. Esse acréscimo se deve essencialmente às licitações para a cobertura, as cadeiras e o gramado, que foram feitas de forma isolada e não estavam na previsão original. Outra licitação, estimada em R$ 305 milhões, está em andamento e contratará uma empresa responsável pela requalificação do entorno - o que envolve um projeto de paisagismo assinado por Burle Marx, mas também ações básicas, como a instalação de calçadas no Eixo Monumental, a enorme avenida do Plano Piloto, às margens da qual se situa a arena.
Trata-se de um investimento quase impossível de recuperar, conforme nota o ex-governador e senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que fez um exercício rápido com a calculadora. Para pagar o valor de todas as obras em 30 anos, o prazo inicial da concessão, seria preciso colocar 42 mil pessoas no estádio, todas as semanas, cobrando R$ 20 por ingresso. "Obviamente posso ser desmentido pelos fatos, mas o meu sentimento é que estamos caminhando para ter um elefante branco no meio de Brasília."
Uma forma cogitada pelas autoridades locais de dar uso mais intensivo ao estádio foi trazer pelo menos dois jogos de cada time grande do eixo Rio-São Paulo, no Campeonato Brasileiro, para Brasília. Os próprios cartolas, no entanto, reconhecem que a ideia é inviável. "Temos uma torcida apaixonada pelos times de fora e alguns clubes demonstram interesse em jogar aqui, mas não dá para pensar em trazê-los em todas as rodadas do Brasileirão", admite o presidente da Federação Brasiliense de Futebol, Jozafá Dantas. No dia 26 de maio, Santos e Flamengo vão jogar no Estádio Nacional, pela primeira rodada do campeonato nacional.
Dantas afirma que há dificuldades, no entanto, para ter equipes paulistas e cariocas vindo regularmente a Brasília. Muitos times descartam jogar longe de casa partidas decisivas e nem querem criar desestímulos à adesão de sócios-torcedores, que podem desistir de ter uma carteirinha do clube, se uma parte dos jogos em que há mando de campo for em outra cidade. Para complicar, há quem prefira simplesmente evitar o Cerrado entre julho e setembro, meses de forte seca. A respiração fica difícil e o rendimento dos jogadores tende a ser menor.
O cartola acredita que a melhor solução, de caráter estrutural, é desenvolver o futebol candango. Mas isso, por enquanto, parece ser apenas uma ilusão.
Domingo definitivamente ainda não é dia de futebol em Brasília. No plano nacional, não há times na primeira ou na segunda divisão. No torneio local, 57 partidas haviam sido disputadas até a semana passada. Somando todos os jogos, houve 47.625 pagantes - público insuficiente para lotar o Estádio Nacional uma única vez. Três dos seis jogos da penúltima rodada tiveram menos de 200 espectadores. O duelo entre Legião e Luziânia contou com 18 pessoas nas arquibancadas. Arrecadou apenas R$ 135.
Obviamente, como se trata de uma arena multiuso, a expectativa do governo local é colocar Brasília no roteiro de grandes shows e eventos. Sérgio Graça, coordenador da Secretaria Extraordinária da Copa no DF, ressalta a estrutura do estádio para esse tipo de espetáculo. "Poderemos colocar mais de 20 mil pessoas só no gramado e evacuar essa multidão em oito minutos", entusiasma-se o executivo, apontando as gigantescas portas de entrada e saída em cada ponta do estádio.
"O problema é que não teremos uma Madonna vindo a Brasília mais de uma vez por ano", pondera o senador Cristovam, cético quanto à possibilidade de atração de shows em ritmo que possa justificar os investimentos feitos no estádio. Geralmente, onde há uma concessionária explorando comercialmente a arena, é ela quem se dedica à captação dos eventos. "O parceiro tem que ter expertise para trazer espetáculos relevantes", observa Marcelo Doria, presidente da BSB - Brunoro Sport Business, uma firma de consultoria esportiva.
"Dos estádios da Copa, Brasília é quem melhor está se preparando para funcionar como arena multiuso, mas também tem desafios enormes pela frente", complementa Doria. Segundo ele, estádios como o Maracanã e o Itaquerão deverão extrair pelo menos 80% de sua receita com o futebol, depois da Copa. Em Brasília, o mix pode ser de 30% com eventos esportivos e 70% com espetáculos. "Para isso, é preciso desenvolver o futebol local, no médio e longo prazos", conclui.
O governo também espera fazer do estádio um grande centro de lazer, com dois restaurantes e 14 lanchonetes e 40 bares, além de reservar espaço para atividades culturais, como exposições de arte. Para Sérgio Graça, o investimento já vale a pena diante das estimativas feitas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que apontam a perspectiva de 600 mil turistas circulando por Brasília durante a Copa do Mundo.
"Eles podem deixar R$ 5 bilhões na cidade", prevê Graça. Ele diz que outro fator precisa ser levado em conta. "Só na abertura da Copa das Confederações", ressalta, referindo-se à partida inaugural entre Brasil e Japão, no Estádio Nacional, "será vista por 2 milhões de pessoas". "Quanto teríamos que gastar para ter uma publicidade semelhante? No mínimo, depois de tudo isso, todo o planeta vai saber que Brasília é a capital do país", finaliza.
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"O correr da vida embrulha tudo,
a vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."
João Guimarães Rosa
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Re: COPA DO MUNDO DE 2014 - BRASIL
É muita maconha na cabeça desse pessoal... Se vierem 300 mil espectadores à copa, o Brasil para. Não tem aeroporto, hotel, meio de transporte urbano, segurança, nada disso para esse público no mínimo classe média do 1º mundo.perspectiva de 600 mil turistas circulando por Brasília durante a Copa do Mundo
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Re: COPA DO MUNDO DE 2014 - BRASIL
COBERTURA ESPECIAL - EVENTOS - INTELIGÊNCIA
28 de Abril, 2013 - 15:15 ( Brasília )
PLANO ANTITERROR BRASILEIRO É QUESTIONADO
Tânia Monteiro / Brasília
A preocupação em diversos setores do governo brasileiro com o terrorismo, em razão da realização de quatro grandes eventos no Brasil, a partir de junho, aumentou depois do atentado em Boston, na segunda-feira.
Especialista em contraterrorismo, o espanhol Marcus Reis disse ao Estado que falta coordenação entre áreas preventivas. "Onde está a legislação que define o terrorismo e possibilita a ivestigação e a tipificação desse crime? Onde está a legislação que define a competência dos órgãos? E a cadeia de comando e gerência?", questiona.
Há preocupação também entre autoridades das Forças Armadas e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) - que não se manifestam publicamente em razão do cargo que ocupam. Um problema, segundo elas, é a disputa de poder e de recursos pelo controle das operações nos eventos. A Secretaria de Grandes Eventos, ligada ao Ministério da Justiça, de acordo com esses especialistas, "não promove a integração que precisa ser feita".
A secretaria diz que montou um plano para eventos até 2016 e sua meta é "promover a integração entre as forças de segurança brasileiras, nos três níveis de governo, e entre elas e a Interpol". E ressalta a construção de uma rede integrada formada por 14 centros de comando e controle (12 regionais, nos Estados-sede, e dois nacionais, um em Brasília e outro no Rio de Janeiro). Ainda segundo a secretaria, houve troca de informações e de experiências com países como EUA, Israel, França e Grã-Bretanha.
Algo que preocupou os especialistas foi a extinção do núcleo do centro de coordenação das atividades de prevenção e combate ao terrorismo,vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional,criado em 2009. Especialista em terrorismo e conflitos de baixa e médiaintensidade, Andre Luís Woloszyn questionou a dissolução. "Se é apenas um passo de um planejamento estratégico, de inteligência mais elaborado e de caráter sigiloso, ótimo. Mas sefor simplesmente um ato político, estaremos cometendo um terrível equívoco em subestimar essas ameaças."
Se houver algum atentado, o Exército tem o Comando de Operações Especiais, unidade de elite localizada em Goiânia. Existe ainda a Companhia de Defesa Química, Biológica e Nuclear, especializada em controle e descontaminação de armas, locais e equipamentos militares.
http://www.defesanet.com.br/eventos/not ... uestionado
28 de Abril, 2013 - 15:15 ( Brasília )
PLANO ANTITERROR BRASILEIRO É QUESTIONADO
Tânia Monteiro / Brasília
A preocupação em diversos setores do governo brasileiro com o terrorismo, em razão da realização de quatro grandes eventos no Brasil, a partir de junho, aumentou depois do atentado em Boston, na segunda-feira.
Especialista em contraterrorismo, o espanhol Marcus Reis disse ao Estado que falta coordenação entre áreas preventivas. "Onde está a legislação que define o terrorismo e possibilita a ivestigação e a tipificação desse crime? Onde está a legislação que define a competência dos órgãos? E a cadeia de comando e gerência?", questiona.
Há preocupação também entre autoridades das Forças Armadas e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) - que não se manifestam publicamente em razão do cargo que ocupam. Um problema, segundo elas, é a disputa de poder e de recursos pelo controle das operações nos eventos. A Secretaria de Grandes Eventos, ligada ao Ministério da Justiça, de acordo com esses especialistas, "não promove a integração que precisa ser feita".
A secretaria diz que montou um plano para eventos até 2016 e sua meta é "promover a integração entre as forças de segurança brasileiras, nos três níveis de governo, e entre elas e a Interpol". E ressalta a construção de uma rede integrada formada por 14 centros de comando e controle (12 regionais, nos Estados-sede, e dois nacionais, um em Brasília e outro no Rio de Janeiro). Ainda segundo a secretaria, houve troca de informações e de experiências com países como EUA, Israel, França e Grã-Bretanha.
Algo que preocupou os especialistas foi a extinção do núcleo do centro de coordenação das atividades de prevenção e combate ao terrorismo,vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional,criado em 2009. Especialista em terrorismo e conflitos de baixa e médiaintensidade, Andre Luís Woloszyn questionou a dissolução. "Se é apenas um passo de um planejamento estratégico, de inteligência mais elaborado e de caráter sigiloso, ótimo. Mas sefor simplesmente um ato político, estaremos cometendo um terrível equívoco em subestimar essas ameaças."
Se houver algum atentado, o Exército tem o Comando de Operações Especiais, unidade de elite localizada em Goiânia. Existe ainda a Companhia de Defesa Química, Biológica e Nuclear, especializada em controle e descontaminação de armas, locais e equipamentos militares.
http://www.defesanet.com.br/eventos/not ... uestionado
Carpe Diem
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Re: COPA DO MUNDO DE 2014 - BRASIL
Quanto ao estadio de brasilia não entendo a conta louca.
41 mil pessoas por semana cobrando 20, indo pelo pressuposto que o estadio apenas ira sediar jogos de futebol certo? E quanto a shows e eventos internacionais? Nenhum programado pra se usar um espaço que cabe 71 mil pessoas?
Não fosse lucrativo não teria 3 empresas internacionais em cima pra pegar o contrato!
Pq o maracanã servia para centena de eventos ano após ano!
Agora concordo que o 1bilhão de custo da construção dificilmente voltará ao Estado tão cedo! Mesmo levando em conta lucros indiretos como turistas indo a um show internacional.
41 mil pessoas por semana cobrando 20, indo pelo pressuposto que o estadio apenas ira sediar jogos de futebol certo? E quanto a shows e eventos internacionais? Nenhum programado pra se usar um espaço que cabe 71 mil pessoas?
Não fosse lucrativo não teria 3 empresas internacionais em cima pra pegar o contrato!
Pq o maracanã servia para centena de eventos ano após ano!
Agora concordo que o 1bilhão de custo da construção dificilmente voltará ao Estado tão cedo! Mesmo levando em conta lucros indiretos como turistas indo a um show internacional.
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Re: COPA DO MUNDO DE 2014 - BRASIL
O caminho é por aí. Estes estádios modernos só vão conseguir manter-se com eventos paralelos, fora do futebol.Sterrius escreveu:Quanto ao estadio de brasilia não entendo a conta louca.
41 mil pessoas por semana cobrando 20, indo pelo pressuposto que o estadio apenas ira sediar jogos de futebol certo? E quanto a shows e eventos internacionais? Nenhum programado pra se usar um espaço que cabe 71 mil pessoas?
Não fosse lucrativo não teria 3 empresas internacionais em cima pra pegar o contrato!
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Re: COPA DO MUNDO DE 2014 - BRASIL
http://www.youtube.com/watch?v=UD5ggRFHREg
"O correr da vida embrulha tudo,
a vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."
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Re: COPA DO MUNDO DE 2014 - BRASIL
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Editado pela última vez por NettoBR em Seg Mai 13, 2013 12:58 pm, em um total de 1 vez.
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Re: COPA DO MUNDO DE 2014 - BRASIL
Aqui em Porto Alegre o trânsito que normalmente já é ruim, ficou pior. Há muitas obras viárias afunilando a passagem dos carros em vários pontos. Agora, tirante as obras do "remendão" na Padre Cacique, a maior parte do que estão fazendo são melhorias necessárias, com ou sem copa do mundo. Como estão fazendo muita coisa ao mesmo tempo o transtorno é geral, mas percebe-se na população uma paciência com tal fato, há uma consciência coletiva de que deve-se aproveitar a oportunidade da copa para melhorar a cidade. A copa vai passar, mas as melhorias ficarão para nossa cidade.
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Re: COPA DO MUNDO DE 2014 - BRASIL
Apenas um comparativo:
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Metrópole inteligente na Ásia custará menos que Copa do Mundo de 2014
Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/05/2013

Mas será que o caminho é realmente investir em cidades? Parece que sim, desde que sejam cidades concebidas em novos formatos. [Imagem: Divulgação]
Cidades do futuro
Iskandar Malásia, este é nome da primeira "metrópole inteligente" do sudeste asiático.
A cidade está sendo construída com fundações firmes em princípios de integração social, baixas emissões de carbono, economia verde, tecnologias verdes, sustentabilidade e todos os demais conceitos relacionados com uma nova economia mundial.
Mas será que o caminho é realmente investir em cidades? Parece que sim, desde que sejam cidades concebidas em novos formatos.
As Nações Unidas estimam que a população humana passará dos atuais 7 bilhões para 9 bilhões até 2050 - e mais de 6 bilhões vão viver em ambientes urbanos, um número que é quase o dobro de hoje.
Esse aumento exigirá a construção de uma cidade de 1 milhão de habitantes a cada semana até 2050, segundo cálculos dos especialistas.
Além disso, o estresse ambiental causado por esse intenso crescimento urbano será imenso - mais de 70% das emissões de CO2 hoje se relacionam com as necessidades das cidades.
É por isso que especialistas internacionais afirmam que Iskandar e outros empreendimentos do tipo são modelos para o desenvolvimento urbano sobretudo nos países emergentes, com populações que crescem a taxas mais altas.
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De 2006, quando o projeto foi iniciado, até junho de 2012, Iskandar atraiu US$ 31,2 bilhões em investimentos estrangeiros. [Imagem: Divulgação]
Opções para o futuro
E dinheiro para isso também parece não faltar.
Iskandar já se mostrou um poderoso ímã para o investimento privado, incluindo enormes estúdios da Pinewood Films, o primeiro parque temático Legoland da Ásia, e campi remotos de diversas universidades ocidentais, incluindo Universidade Newcastle do Reino Unido, Universidade de Southampton e Marlborough College, todas localizadas na "edu-city" de 140 hectares.
De 2006, quando o projeto foi iniciado, até junho de 2012, Iskandar atraiu US$ 31,2 bilhões em investimentos, 38% dos quais vindos de fontes estrangeiras.
Isso é menos do que custará a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
A diferença é que, em vez de consumo de recursos públicos e estádios sem utilização, a cidade de Iskandar deverá ter um PIB de US$ 93,3 bilhões em 2025, um aumento de 465% em relação a 2005, antes do início do projeto - um PIB per capita de US$ 31.100 dólares.
Além da "metrópole inteligente" de Iskandar, a Malásia está criando "aldeias inteligentes" e "eco-cidades", constituídas de casas a preços acessíveis, instalações educacionais, de formação e de lazer de alta tecnologia e um sistema agrícola criativo, em circuito fechado, proporcionando alimentos e renda suplementar aos moradores das pequenas cidades.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/n ... 0125130508
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Metrópole inteligente na Ásia custará menos que Copa do Mundo de 2014
Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/05/2013
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Mas será que o caminho é realmente investir em cidades? Parece que sim, desde que sejam cidades concebidas em novos formatos. [Imagem: Divulgação]
Cidades do futuro
Iskandar Malásia, este é nome da primeira "metrópole inteligente" do sudeste asiático.
A cidade está sendo construída com fundações firmes em princípios de integração social, baixas emissões de carbono, economia verde, tecnologias verdes, sustentabilidade e todos os demais conceitos relacionados com uma nova economia mundial.
Mas será que o caminho é realmente investir em cidades? Parece que sim, desde que sejam cidades concebidas em novos formatos.
As Nações Unidas estimam que a população humana passará dos atuais 7 bilhões para 9 bilhões até 2050 - e mais de 6 bilhões vão viver em ambientes urbanos, um número que é quase o dobro de hoje.
Esse aumento exigirá a construção de uma cidade de 1 milhão de habitantes a cada semana até 2050, segundo cálculos dos especialistas.
Além disso, o estresse ambiental causado por esse intenso crescimento urbano será imenso - mais de 70% das emissões de CO2 hoje se relacionam com as necessidades das cidades.
É por isso que especialistas internacionais afirmam que Iskandar e outros empreendimentos do tipo são modelos para o desenvolvimento urbano sobretudo nos países emergentes, com populações que crescem a taxas mais altas.
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De 2006, quando o projeto foi iniciado, até junho de 2012, Iskandar atraiu US$ 31,2 bilhões em investimentos estrangeiros. [Imagem: Divulgação]
Opções para o futuro
E dinheiro para isso também parece não faltar.
Iskandar já se mostrou um poderoso ímã para o investimento privado, incluindo enormes estúdios da Pinewood Films, o primeiro parque temático Legoland da Ásia, e campi remotos de diversas universidades ocidentais, incluindo Universidade Newcastle do Reino Unido, Universidade de Southampton e Marlborough College, todas localizadas na "edu-city" de 140 hectares.
De 2006, quando o projeto foi iniciado, até junho de 2012, Iskandar atraiu US$ 31,2 bilhões em investimentos, 38% dos quais vindos de fontes estrangeiras.
Isso é menos do que custará a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
A diferença é que, em vez de consumo de recursos públicos e estádios sem utilização, a cidade de Iskandar deverá ter um PIB de US$ 93,3 bilhões em 2025, um aumento de 465% em relação a 2005, antes do início do projeto - um PIB per capita de US$ 31.100 dólares.
Além da "metrópole inteligente" de Iskandar, a Malásia está criando "aldeias inteligentes" e "eco-cidades", constituídas de casas a preços acessíveis, instalações educacionais, de formação e de lazer de alta tecnologia e um sistema agrícola criativo, em circuito fechado, proporcionando alimentos e renda suplementar aos moradores das pequenas cidades.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/n ... 0125130508
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Re: COPA DO MUNDO DE 2014 - BRASIL
A nossa copa "no projeto" também ficaria mais barato que um zilhão de coisas...mas a realidade é outra.
Não estou defendendo a gestão das obras da Copa no Brasil, mas também não da pra acreditar e levar ao "pé da letra" tudo que a imprensa PIG mundial escreve pra vender jornal.
Não estou defendendo a gestão das obras da Copa no Brasil, mas também não da pra acreditar e levar ao "pé da letra" tudo que a imprensa PIG mundial escreve pra vender jornal.
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Re: COPA DO MUNDO DE 2014 - BRASIL
Normal, nunca sai como "no projeto"... ainda mais no Brasil.
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Depois do Brasil o alvo será a Rússia:
============================================================================================
Rússia terá que desembolsar US$ 43,3 bi em preparativos para Copa do Mundo 2018
Infraestrutura do evento vai exigir investimento duas vezes maior do que previsto inicialmente. Autoridades adiantaram que orçamento federal não será capaz de absorver o custo de melhorias locais.
19/04/2013
Após analisar as requisições oficiais, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) concluiu que serão necessários US$ 43,3 bi para criar uma infraestrutura adequada nas onze cidades russas que vão sediar a Copa do Mundo de 2018.
Apesar das previsões anteriores estimarem um gastos duas vezes inferior, o Ministério dos Esportes advertiu o governo que, para realizar o campeonato de maneira digna, será necessário investir quase a mesma quantia dispendida nas Olimpíadas de Inverno 2014, em Sôtchi, cujos custos são estimados em US$ 50 bilhões.
Ao usar a expressão “de maneira digna”, o órgão deu a entender que os custos não se limitarão aos compromissos obrigatórios em relação à FIFA, isto é, construção de estádios e de bases para treinos, reforma dos aeroportos e vias de acesso. Estes custos serão cobertos por recursos oriundos do orçamento federal.
Entre as requisições das regiões administrativas, estão incluídos os custos de modernização da infraestrutura do município, transporte regional, estações ferroviárias e rede rodoviária. Até 60% dos gastos estão relacionados a tais reestruturações locais.
Samara, por exemplo, está planejando construir novas estações de metrô para a Copa do Mundo 2018, e o custo estimado para as obras corresponde a US$ 11,66, mais de um quarto do custo total do campeonato. A cidade de Kazan também solicitou US$ 10 bilhões para reformar as estradas da região.
De acordo com a S&P, apenas quatro localidades serão capazes de financiar todos os custos com recursos próprios: Moscou, São Petersburgo, Tartarstão e Krasnodar. Para a maioria das outras regiões os gastos necessários superam a receita do orçamento anual da região. No caso de Kaliningrado, o valor mais do que triplicou e em Samara, quase duplicou.
Se os recursos federais cobrirem 70% dos custos, essas duas regiões não serão capazes de financiar nem mesmo um terço do restante necessário. No entanto, se o governo federal assumir apenas 50% dos gastos, das onze regiões, somente oito conseguirão absorver os custos remanescentes. Cabe lembrar, contudo, que durante os preparativos para a cúpula APEC, a Universíada e as Olimpíadas de Inverno, os recursos federais disponibilizados direta ou indiretamente, por meio de empresas estatais ou empréstimos, superaram a proporção de 90% dos custos.
“É claro que o apetite das regiões terá que ser restringido, mas a infraestrutura dessas regiões realmente encontra-se em estado precário”, observa a vice-diretora da S & P, Karen Vartapetov. “É provável que os recursos federais terão que desempenhar um papel muito mais importante na preparação para a Copa do Mundo, do que tinha sido planejado anteriormente”.
O governo irá enfrentar uma escolha difícil, conclui S & P: aumentar os investimentos em infraestrutura regional, ou reduzir a qualidade do campeonato. No entanto, o orçamento federal foi encolhido em consequência da crise econômica mundial. “O orçamento é bastante rígido e praticamente não há como redistribuir os recursos”, declarou recentemente o ministro das Finanças, Anton Siluanov.
Segundo as autoridades responsáveis, já foi determinado que os gastos federais com a Copa do Mundo não irão ultrapassar os US$ 100 bilhões até 2018. “Isso inclui os compromissos com a FIFA.
Ainda existem as obrigações para com os hotéis, mas disso irão se ocupar os investidores privados É simplesmente inaceitável que a Copa do Mundo se transforme, em termos de custo, numa ‘segunda Sôtchi’”, acrescenta um funcionário federal que preferiu se manter anônimo. “Todas as outras regiões, se quiserem, podem fazer os melhoramentos por conta própria, elas não vão receber dinheiro para isso”.
No valor proposto também não estão incluídos os planos de construção de linhas ferroviárias de alta velocidade para os seguintes trajetos: Moscou-São Petersburgo e Moscou-Nijni Novgorod-Kazan. Pela avaliação da companhia ferroviária RZD, esses projetos custarão aproximadamente 50 bilhões.
Fonte: http://gazetarussa.com.br/economia/2013 ... 18765.html
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Depois do Brasil o alvo será a Rússia:
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Rússia terá que desembolsar US$ 43,3 bi em preparativos para Copa do Mundo 2018
Infraestrutura do evento vai exigir investimento duas vezes maior do que previsto inicialmente. Autoridades adiantaram que orçamento federal não será capaz de absorver o custo de melhorias locais.
19/04/2013
Após analisar as requisições oficiais, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) concluiu que serão necessários US$ 43,3 bi para criar uma infraestrutura adequada nas onze cidades russas que vão sediar a Copa do Mundo de 2018.
Apesar das previsões anteriores estimarem um gastos duas vezes inferior, o Ministério dos Esportes advertiu o governo que, para realizar o campeonato de maneira digna, será necessário investir quase a mesma quantia dispendida nas Olimpíadas de Inverno 2014, em Sôtchi, cujos custos são estimados em US$ 50 bilhões.
Ao usar a expressão “de maneira digna”, o órgão deu a entender que os custos não se limitarão aos compromissos obrigatórios em relação à FIFA, isto é, construção de estádios e de bases para treinos, reforma dos aeroportos e vias de acesso. Estes custos serão cobertos por recursos oriundos do orçamento federal.
Entre as requisições das regiões administrativas, estão incluídos os custos de modernização da infraestrutura do município, transporte regional, estações ferroviárias e rede rodoviária. Até 60% dos gastos estão relacionados a tais reestruturações locais.
Samara, por exemplo, está planejando construir novas estações de metrô para a Copa do Mundo 2018, e o custo estimado para as obras corresponde a US$ 11,66, mais de um quarto do custo total do campeonato. A cidade de Kazan também solicitou US$ 10 bilhões para reformar as estradas da região.
De acordo com a S&P, apenas quatro localidades serão capazes de financiar todos os custos com recursos próprios: Moscou, São Petersburgo, Tartarstão e Krasnodar. Para a maioria das outras regiões os gastos necessários superam a receita do orçamento anual da região. No caso de Kaliningrado, o valor mais do que triplicou e em Samara, quase duplicou.
Se os recursos federais cobrirem 70% dos custos, essas duas regiões não serão capazes de financiar nem mesmo um terço do restante necessário. No entanto, se o governo federal assumir apenas 50% dos gastos, das onze regiões, somente oito conseguirão absorver os custos remanescentes. Cabe lembrar, contudo, que durante os preparativos para a cúpula APEC, a Universíada e as Olimpíadas de Inverno, os recursos federais disponibilizados direta ou indiretamente, por meio de empresas estatais ou empréstimos, superaram a proporção de 90% dos custos.
“É claro que o apetite das regiões terá que ser restringido, mas a infraestrutura dessas regiões realmente encontra-se em estado precário”, observa a vice-diretora da S & P, Karen Vartapetov. “É provável que os recursos federais terão que desempenhar um papel muito mais importante na preparação para a Copa do Mundo, do que tinha sido planejado anteriormente”.
O governo irá enfrentar uma escolha difícil, conclui S & P: aumentar os investimentos em infraestrutura regional, ou reduzir a qualidade do campeonato. No entanto, o orçamento federal foi encolhido em consequência da crise econômica mundial. “O orçamento é bastante rígido e praticamente não há como redistribuir os recursos”, declarou recentemente o ministro das Finanças, Anton Siluanov.
Segundo as autoridades responsáveis, já foi determinado que os gastos federais com a Copa do Mundo não irão ultrapassar os US$ 100 bilhões até 2018. “Isso inclui os compromissos com a FIFA.
Ainda existem as obrigações para com os hotéis, mas disso irão se ocupar os investidores privados É simplesmente inaceitável que a Copa do Mundo se transforme, em termos de custo, numa ‘segunda Sôtchi’”, acrescenta um funcionário federal que preferiu se manter anônimo. “Todas as outras regiões, se quiserem, podem fazer os melhoramentos por conta própria, elas não vão receber dinheiro para isso”.
No valor proposto também não estão incluídos os planos de construção de linhas ferroviárias de alta velocidade para os seguintes trajetos: Moscou-São Petersburgo e Moscou-Nijni Novgorod-Kazan. Pela avaliação da companhia ferroviária RZD, esses projetos custarão aproximadamente 50 bilhões.
Fonte: http://gazetarussa.com.br/economia/2013 ... 18765.html
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Re: COPA DO MUNDO DE 2014 - BRASIL
E lá tem metrô, aeroporto, porto, estrada, trem, segurança pública e forças armadas aptas a defender o evento.Rússia terá que desembolsar US$ 43,3 bi em preparativos para Copa do Mundo 2018
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