Túlio escreveu:Precisa olhar panfleto?
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Qual corveta leva mísseis da classe do ASTER 30?
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Qual corveta leva sensores que permitam operar eficientemente com estes mísseis?
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Qual corveta tem capacidade EFETIVA contra submarinos em alto mar? Lembrar que um lançador de Tomahawks não precisa se aproximar da costa, ele pode disparar a mais de mil km dela e ainda atingir um alvo crítico, pois o grosso do nosso potencial industrial e instalações militares ficam a 200 km ou menos do mar. Já BSB, por exemplo, não alcançaria nem que encostasse na praia, longe demais, aí só com um SSBN e poderia lançar
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um míssil um pouquinho maior e mais destrutivo
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mesmo quase encostado na África...
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Qual corveta consegue operar de maneira efetiva meios ASW como helis da classe do SeaHawk e sonares rebocados de alta potência e sensibilidade?
Fragatas fazem tudo isso. E muito mais...
Túlio, agora você já está fazendo é birra
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Qual parte da expressão "não será utilizada para escolta de longo curso" você não consegue entender? E se o navio não será usado para escoltas longe da nossa costa, porque cargas d'água iria operar defesa AAe de área?!?! Então esqueça Aster-30, Standard, SA-N-20 e outros brinquedos do gênero, isso é armamento para escoltas ou seja, Fragatas e Contratorpedeiros, e estamos discutindo corvetas.
Já contra submarinos o armamento de uma corveta é exatamente o mesmo de uma fragata, torpedos leves, lançados por tubos de bordo ou por helicópteros, os quais podem ser tão leves quanto o Linx que já opera na Barroso. Os lançadores de foguetes Boroc das Niterói já não tem mais aplicação nos dias de hoje, e não está previsto que sejam instalados em nenhum dos navios futuros. Então, a menos que você esteja pensando em equipar algum dos nossos novos navios com mísseis transportadores de torpedos como o Asroc, o Ikara ou o Malafon, uma fragata ou uma corveta terão exatamente os mesmos armamentos AS, independentemente do seu tamanho. Com relação ao sonar de profundidade variável em corvetas, temos a classe Gowind versão multimission-combatant, a Meko 100, a Sa'ar 5 ou mesmo a pequenina Visby (esta deve usar um modelo parecido com o de helicópteros), entre outras.
http://www.naval-technology.com/project ... corvettes/
https://www.blohmvoss-naval.com/en/meko ... vette.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Sa'ar_5-class_corvette
http://en.wikipedia.org/wiki/Visby-class_corvette
Mantenha os pés no chão e pense que estas corvetas estarão caçando os subs basicamente em águas marrons e não no oceano aberto, então também não adianta muito usar sonares exagerados demais.
Observe também nos dados da Meko-100 que ela pode receber helicópteros com até 10 ton. Qual o peso de um Seahawk carregado? Tenha em mente que o heli precisa ser apenas abastecido e remuniciado à bordo, qualquer coisa relativa à manutenção pode ser feita em terra, que estará sempre no máximo a algumas horas de distância.
Ou seja, as restrições na luta AS de uma corveta são bem menores do que você imagina. E com relação aos mísseis de cruzeiro lançados por submarino, um dos principais ítens na defesa contra eles é o alerta antecipado, proporcionado por radares colocados no mar. E de pouco adianta ter os enormer radares de busca de longo alcance, conta mísseis deste tipo,que voam baixo, o horizonte radar é muito curto, dificilmente chegando aos 100 Km. Um radar médio já dá conta do recado. O que você faria então para cobrir uma região litorânea importante nossa, imobilizaria fragatas de 700, 800, ou mais milhões para esta missão de piquete avançado anti-missil a menos de 100 Km do litoral, ou usaria corvetas custando menos da metade do preço no lugar delas (lembrando que aviões AEW tem pouca permanência e missões assim exigiriam um número grande deles para dar cobertura 24h)?
As restrições do Marino quanto à navegabilidade destes barcos menores tem mais consistência. Mas temos que pensar que em caso de guerra exigiremos sacrifícios muito maiores de nossos militares do quer aguentar o desconforto. Além disso, tirando Santa Catarina e o Rio Grande do Sul ainda restam 15 estados com litorais a serem patrulhados longe das águas do sul. E o pré-sal também não fica por lá. E seria justamente a existência destas corvetas menores que liberaria as fragatas de maior deslocamento para passar mais tempo patrulhando o sul se isso fosse necessário
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Na verdade a grande preocupação com este programa das corvetas é se elas irão de alguma forma afetar o Prosuper, que contempla os navios maiores. Na minha opinião elas vão afetar sim, reduzindo o número de navios de 6000 ton para menos dos 18 imaginados para a primeira esquadra (não vamos pensar agora na segunda, que ainda não é certeza). Acho que 8 ou 10 fragatas deste porte realmente bem armadas já estariam excelentes, desde que complementadas por mais 6 ou 8 corvetas que as liberassem para atuar onde precisassem. Nunca tivemos isso e poucos países no mundo chegam a tanto. Na minha opinião isso seria muito mais interessante que 18 fragatas semi-armadas como são as FREMM na configuração atual. Agora, pensemos pelo outro lado: Será que não seriam justamente as várias centenas de milhões (somando tudo, bilhões) de dólares economizados na troca de algumas fragatas de 6000 ton por corvetas na faixa das 2500-3000 ton que permitiriam a aquisição de 3 ou 4 contratorpedeiros de 8000-9000 ton, necessários para a escolta dos eventuais futuros NAe's e NMP's?
Leandro G. Card