VENEZUELA

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Re: CHAVEZ: de novo.

#5206 Mensagem por Rodrigoiano » Sex Abr 06, 2012 10:53 pm

Do Terra

========================

Fonte: Chávez deve viajar no sábado a Cuba, não ao Brasil

(...)

http://noticias.terra.com.br/mundo/noti ... fonte.html


========================

Hospital e embaixada negam vinda de Hugo Chávez ao Brasil

06 de abril de 2012 • 19h43 • atualizado às 19h44

(...)

http://noticias.terra.com.br/mundo/noti ... rasil.html




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cassiosemasas
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Re: CHAVEZ: de novo.

#5207 Mensagem por cassiosemasas » Sex Abr 06, 2012 11:54 pm

informação e contra informação!!!




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Clermont
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Re: CHAVEZ: de novo.

#5208 Mensagem por Clermont » Sáb Abr 07, 2012 1:36 pm

Chávez: entre a cura e o segredo de Estado.

Merval Pereira, O Globo - 7.04.12.

A dramática exortação a Cristo feita pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, entre lágrimas, para que lhe dê mais tempo de vida – “Não me leve ainda por que tenho muitas coisas a fazer” – é o diagnóstico mais próximo da realidade que se pode ter num governo quase ditatorial onde as informações sobre a saúde de seu presidente são consideradas de “segurança nacional”.

Essa obsessão pelo segredo pode ter custado a Chávez a chance de tratar o câncer que o acometeu de maneira mais profissional e com tecnología mais avançada.

Visivelmente necessitando de apoio emocional, Chávez, que regressara de Cuba, onde se submetera a mais uma etapa de um tratamento que não vem dando resultados, disse que sentía vontade de revelar seus sentimentos mais íntimos, e contou: “Há anos comecei a assumir que tinha uma enfermidade muito maligna que marca o fim do caminho de muita gente”.

Mesmo que tenha pensado que morreria logo, Chávez garantiu que se sente forte para continuar a lutar “porque há muitas razões”.

A vinda ao Brasil, oficialmente para uma visita ao ex-presidente Lula, pode acontecer tarde demais para que seja tratado no Hospital Sírio-Libanês, onde poderia ter sido internado desde o início da doença, não fossem as exigencias inaceitáveis que impôs na ocasião.

O governo venezuelano queria interditar dois andares do Hospital Sírio-Libanês em São Paulo e colocar o Exército para tomar conta do hospital, revistando todos os visitantes. E ainda proibir a divulgação de boletins médicos.

A falta de transparência na Venezuela e em Cuba, onde ele afinal foi se tratar, é tamanha que até o momento não se sabe oficialmente em que local do corpo de Chávez está localizado o tumor originário.

Sabe-se que poderia estar na “região pélvica”, mas não há mais detalhes. O máximo que se sabe, e assim mesmo por informações fragmentadas, é que se trata de um câncer "colorretal" que abrange tumores em todo o cólon, reto, e apêndice.

As informações vazadas através de alguns twitters e na coluna do jornalista Nelson Bocaranda indicam que o tratamento em Cuba teve vários erros, até mesmo queimaduras na radioterapia, e por falta de equipamentos alguns exames tiveram que ser enviados para hospitais no Brasil e até nos Estados Unidos.

O jornalista venezuelano diz que uma equipe precursora já partiu de Caracas para preparar a visita de Chávez ao Brasil, e que ele se submeterá a um exame de scanner no Hospital Sirio-Libanês em São Paulo.

Há, no entanto, grupos políticos ligados a Chávez que são contra a vinda dele ao Brasil, alegando as mesmas razões anteriores, de segredo e segurança.

Na Venezuela, há a certeza de que no Hospital Sirio-Libanês o presidente venezuelano será melhor tratado, mas também que as informações sobre sua doença, até agora mantidas em segredo de Estado, serão reveladas em boletins médicos, mesmo que certas informações possam ser enquadradas no sigilo médico.

O mais provável é que Chávez tenha sido convencido por Lula, com quem conversou pelo telefone sobre seu tratamento, a fazer alguns exames no hospital paulista e receber orientações, numa atitude de desespero diante da gravidade da doença, que tem resistido à quimioterapia e à radioterapia em Cuba.

Há informações de que o presidente teve problemas intestinais devido à evolução da doença, já em processo de metástase.

A questão central, no entanto, continua sendo a eleição de outubro. Numa corrida contra o tempo, Chávez tem seis meses até as urnas para tentar a reeleição, e está fazendo o possível e o impossível para manter-se em condições de enfrentar uma campanha eleitoral que certamente será a mais dura que ele já enfrentou.

Embora sua popularidade aumente à medida que suas aparições na televisão se tornam cada vez mais emotivas, misturando a política com a fé religiosa, ele pode não ter tempo de vida útil.

Sua reação à doença até o momento vem obedecendo a uma escala descrita por Elisabeth Kübler-Ross no que é conhecido como “o modelo Kübler-Ross” de reações a notícias trágicas ou doenças terminais, descrito no livro On Death and Dying (Sobre a morte e o morrer) de 1969, publicado no Brasil pela Editora Martins Fontes.

Nem todas as pessoas afetadas passam pelas cinco etapas desse processo doloroso. A médica suíça que morreu em 2004 explicava que essas etapas não se sucedem necessariamente nessa ordem, e nem todos os pacientes passam por todas as etapas, mas todas passarão por pelo menos duas delas.

Normalmente as pessoas passam por essas etapas em um efeito que ela chamou de “montanha-russa”, indo de uma para outra diversas vezes até o desfecho.

Na véspera de viajar para Cuba para os exames que confirmaram que tinha um novo tumor, em fevereiro, Chávez apareceu em público para afirmar que o câncer “se fora” de seu corpo.

Assim como, quando regressou de Cuba depois da primeira operação, declarou-se “curado”. Essa é a primeira etapa, a da “negação”.

A segunda etapa seria a “ira”, quando a pessoa se indigna com o que está acontecendo considerando-se injustiçada: “Como isso pode estar acontecendo a mim?”.

A terceira etapa é a da negociação, que parece ser a em que está o presidente venezuelano a esta altura de sua tragédia pessoal.

O apelo que fez para que tenha mais alguns anos de vida para fazer o que falta é típico do indivíduo que tenta retardar o final.

A “depressão” é a etapa seguinte, quando a pessoa começa a assumir a inexorabilidade da doença. A médica Elisabeth Kübler-Ross diz que essa etapa é importante de ser vivida pelo paciente, e não é recomendável que se tente tirar a pessoa da depressão.

A última etapa seria a da “aceitação”.




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Re: CHAVEZ: de novo.

#5209 Mensagem por delmar » Sáb Abr 07, 2012 5:38 pm

Tudo indica que Chavez está num processo terminal. O retorno para Cuba, visando prosseguir o tratamento, é uma indicação disto. Seria interessante então começarmos a especular, em teoria, qual será a situação da Venezuela se o Chavez vier efetivamente a faltar e como poderá o processo sucessório afetar o Brasil.
Pelo que tenho acompanhado não há um sucessor natural, um herdeiro político aceito por todos os chavistas. O pior cenário é de uma situação de guerra civil. Pessoalmente eu penso que, num primeiro momento, os militares que estão do lado do governo poderão tentar tomar o poder, dado a politização que o Chavez promoveu nas forças armadas. Agora se o Chavez partir para o outro lado antes das eleições, poderá até não haver eleições. Em todos caso a mudança não será pacífica, Chavez vai deixar um país arruinado, endividado e dividido para o sucessor. Na Argentina Peron deixou o peronismo, Chavez vai deixar o Chavismo que irá assombrar a Venezuela por muito tempo.




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Re: CHAVEZ: de novo.

#5210 Mensagem por Túlio » Dom Abr 08, 2012 2:24 pm

É o velho PERSONALISMO! A pessoa simplesmente se apega tanto ao poder que passa a desconhecer que a Vida é finita e que, se realmente convicta da validade de sua obra, deveria deixar algum sucessor politicamente forte para dar-lhe continuidade, no caso de faltar. Mas isso colide com o medo de ser derrubado, inerente a todas as pessoas de índole ditatorial. Assim, suprime toda e qualquer estrela em ascensão, no temor de ser suplantada.

Vejamos na vizinha Colômbia, onde Uribe preparou Santos para dar seguimento à sua vitoriosa campanha contra o narcoterrorismo. Se há "ruídos de comunicação" entre ambos, a Democracia Colombiana continua de pé e a linha governamental anti-narcoterrorismo não foi substantivamente alterada, vendo-se apenas uma tímida tentativa de abrandamento para retomar o diálogo político. Mas as bombas dos Super Tucanos continuam a cair...

Vejamos também no Brasil, onde o Presidente Lula poderia ter seu terceiro mandato sem qualquer problema mas não o quis, preferindo preparar e eleger sua sucessora, dentro das regras constitucionais. Esta mantém a linha que ele considera(va) a melhor, apenas com ajustes pontuais visando aprimorar o legado que recebeu.

Então, temos dois homens que fizeram e acreditaram no que faziam. Sem ímpetos ditatoriais, seguiram a Constituição e deram espaço a sucessores. E, em contraponto, um que aparentemente acredita que APENAS ELE pode levar seu plano até o fim e, caso seu próprio fim seja anterior à conclusão do dito plano, não deixando um sucessor preparado - isso inclui ampla aceitação popular - por certo conduz seu sonho à ruína. E junto vai um País inteiro que nele confiou...


CURIOSIDADE: se Lula fosse o antidemocrata que alguns dizem, teria aceito e lutado pelo inconstitucional terceiro mandato, e hoje teríamos DOIS Presidentes Sul-Americanos vivendo o mesmo calvário, acompanhados por seus Povos. Felizmente para nós, Lula é bem diferente do bolivariano.




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Re: CHAVEZ: de novo.

#5211 Mensagem por cassiosemasas » Dom Abr 08, 2012 11:03 pm

Pelo que tenho acompanhado não há um sucessor natural, um herdeiro político aceito por todos os chavistas. O pior cenário é de uma situação de guerra civil. Pessoalmente eu penso que, num primeiro momento, os militares que estão do lado do governo poderão tentar tomar o poder, dado a politização que o Chavez promoveu nas forças armadas.
concordo, mas nós,(ai entra a parte chata de ser "lider" do continente)não podemos deixar o país venezuelano entrar no caos...nossas forças tem um bom diálogo com as forças venezuelanas(não sei como anda o diálogo politico) , creio que podemos mostrar um caminho diferente a eles,(institucional) sem intervir, mas , é melhor nós cuidarmos do nosso vizinho do que deixar outro fazê-lo.
e melhor ainda é termos um plano de estabilização(seja politico ou militar)porque se deixarmos a natureza seguir o curso ja sabemos quem virá intervir(USA) e isso não é nada bom.
a palavra parece ser "sensatez"!!!




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Re: CHAVEZ: de novo.

#5212 Mensagem por cassiosemasas » Dom Abr 08, 2012 11:10 pm

CURIOSIDADE: se Lula fosse o antidemocrata que alguns dizem, teria aceito e lutado pelo inconstitucional terceiro mandato, e hoje teríamos DOIS Presidentes Sul-Americanos vivendo o mesmo calvário, acompanhados por seus Povos. Felizmente para nós, Lula é bem diferente do bolivariano.
isso prova não só a maturidade do Lula, mas o respeito dele ao que diz a nossa constituição.
isso só fortalece o nosso querido país!!!




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Re: CHAVEZ: de novo.

#5213 Mensagem por Túlio » Dom Abr 08, 2012 11:14 pm

Sim, falem o que falarem, a Ordem Institucional Democrática inerente a um Estado de Direito está sendo mantida. O resto é paixonite...




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Re: CHAVEZ: de novo.

#5214 Mensagem por cassiosemasas » Dom Abr 08, 2012 11:17 pm

Túlio escreveu:Sim, falem o que falarem, a Ordem Institucional Democrática inerente a um Estado de Direito está sendo mantida. O resto é paixonite...
é isso ai.




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Re: CHAVEZ: de novo.

#5215 Mensagem por Sávio Ricardo » Seg Abr 09, 2012 8:05 am

cassiosemasas escreveu:
Pelo que tenho acompanhado não há um sucessor natural, um herdeiro político aceito por todos os chavistas. O pior cenário é de uma situação de guerra civil. Pessoalmente eu penso que, num primeiro momento, os militares que estão do lado do governo poderão tentar tomar o poder, dado a politização que o Chavez promoveu nas forças armadas.
concordo, mas nós,(ai entra a parte chata de ser "lider" do continente)não podemos deixar o país venezuelano entrar no caos...nossas forças tem um bom diálogo com as forças venezuelanas(não sei como anda o diálogo politico) , creio que podemos mostrar um caminho diferente a eles,(institucional) sem intervir, mas , é melhor nós cuidarmos do nosso vizinho do que deixar outro fazê-lo.
e melhor ainda é termos um plano de estabilização(seja politico ou militar)porque se deixarmos a natureza seguir o curso ja sabemos quem virá intervir(USA) e isso não é nada bom.
a palavra parece ser "sensatez"!!!
Também quero acreditar que nosso governo já esta se mexendo para prevenir uma possivel revolta civil no pais vizinho, mas devido a precariedade em nossos serviços de inteligência, é dificil acreditar nisso.

Abs




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Re: CHAVEZ: de novo.

#5216 Mensagem por marcelo l. » Seg Abr 23, 2012 8:59 am

Vídeo ótimo do chaves vendendo as máquinas de lavar.

http://transitions.foreignpolicy.com/po ... _of_beauty

O governo de Hugo Chávez sempre aproveita oportunidades para se inserir na economia de modo que trarão retornos políticos. Os burocratas em Caracas ter sido conhecida a subsidiar a gasolina , venda de dólares para venezuelanos viajam ao exterior a taxas abaixo do mercado, ou doar máquinas de lavar roupa para os eleitores pobres. (Ver, por exemplo, este vídeo, em que o próprio Chávez está oferecendo aparelhos para os compradores a 40 por cento fora do preço de mercado :)




No ano passado, a Assembleia Nacional aprovou uma medida chamada " Lei dos Custos e Preços justos . " O novo estatuto obriga as empresas privadas para fornecer informações detalhadas sobre custos, que permitirá ao governo para definir todos os preços no país.

Esta é, essencialmente, a regulação dos preços em esteróides. Escusado será dizer que as poucas empresas privadas deixadas no país estremeceu quando a lei veio a acontecer. Mas o principal alvo desta nova burocracia até agora tem sido curiosa.

No final de fevereiro, SUNDECOP (a sigla infeliz da Superintendência Preços nova Feira) anunciou que estava aplicando seus amplos poderes para regular os preços de, entre outras coisas, desodorante, condicionador de cabelo, xampu, sabonete e pasta de dentes. Um relatório recente da o diário El Universal de Caracas descobriu que as prateleiras continuam abastecido com os produtos, apesar do regulamento, mas que a qualidade ea variedade de marcas tem diminuído substancialmente. Papel higiénico Premium, por exemplo, espera-se que lentamente desaparecer das prateleiras.

A medida foi recebida com uma mistura de alívio e escárnio. Por que, alguns convidados, que o governo vá para tão longe para regular o preço de ... produtos de beleza?

A razão é simples: os venezuelanos estão obcecados com a beleza e cuidados pessoais. Qualquer coisa que se alimenta em que parte de sua cultura é obrigado a colher benefícios políticos.

Qual a importância de beleza e cuidados pessoais para os venezuelanos? Esta é uma nação com a maior proporção de rainhas da beleza per capita, mas outras estatísticas são ainda mais revelador.

Uma pesquisa realizada há alguns anos pela Roper Starch, uma empresa de consultoria, encontrou que os venezuelanos foram os mais inúteis de todos os países estudados. Um total de 65 por cento das mulheres e 47 por cento dos homens detidos até se preocupar com sua aparência "de todos os tempos."

Ela mostra. Venezuelanos gastam uma média de 115 dólares por ano em cosméticos e de higiene pessoal em uma base per capita, de acordo com a Euromonitor, empresa de consultoria. A figura da Venezuela é maior do que aqueles para o México (US $ 74), Argentina (78 dólares), Colômbia (56 dólares) e Chile (US $ 90). Apenas brasileiros, em US $ 149, gastar mais na região.

Os venezuelanos também são líderes regionais em cirurgia plástica. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, venezuelanos classificar em oitavo lugar no mundo em termos de per capita procedimentos cirúrgicos estéticos. Eles têm aproximadamente o mesmo número de per capita estéticas procedimentos cirúrgicos como americanos, embora Venezuela é, evidentemente, muito menor e mais pobre do que os EUA

Há, obviamente, um lado escuro a esta obsessão. Em agosto passado, por exemplo, Rosa Pérez, um zelador de 40 anos e avó de uma favela pobres de Caracas, morreu devido a complicações na sequência de um procedimento malfeito do aumento do peito feito em uma clínica improvisada. Dois meses depois, Elizabeth Veloz, um negócio fino de 23 anos maior de Maracaibo, morreu de complicações durante uma mama combinado, nádega, e procedimento de lipoaspiração cirúrgica. A maioria das vítimas destes casos de negligência aparentes são pobres mulheres que trabalham.

Esta obsessão com a beleza é, sem dúvida, por trás de movimentos SUNDECOP. Os controles de preços pode render benefícios políticos a curto prazo, mesmo que as distorções que eles criam machucar produção. Os resultados iniciais aparentemente mostram a inflação nos produtos direcionados a abrandar, enquanto a demanda parece estar pegando.

Obviamente, os efeitos dessas distorções será sentida em algum momento, e escassez é obrigado a levantar sua cabeça. Inflação crescente da Venezuela e escassez de bens intermitentes são um grande problema político para a administração. Para o momento, porém, os preços e suprimentos desses produtos específicos permanecem estáveis. Se o governo pode retirar a sua mais recente tentativa de regulação sem esvaziar as prateleiras, poderia um grande impulso para um presidente que tem uma eleição ao virar da esquina. A este respeito, um pouco de populismo econômico que joga até o que os eleitores gostam pode ser apenas que o médico receitou - pelo menos se você é um chavista.




"If the people who marched actually voted, we wouldn’t have to march in the first place".
"(Poor) countries are poor because those who have power make choices that create poverty".
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Re: CHAVEZ: de novo.

#5217 Mensagem por delmar » Seg Abr 23, 2012 1:48 pm

Tudo indica que a doença de Chavez é terminal. Informes não oficiais dão conta que ele já tem dificuldade em caminhar pois os tumores teriam atingido os ossos do quadril. A data do retorno dele para a Venezuela já é uma incógnita. É dado como certo, por vários analistas, que uma junta militar assumirá o governo tão logo o "chefe" não possa mais governar. Em todo caso prevê-se uma luta pelo poder dentro dos quadros chavistas, pois não há um líder ou herdeiro formal. Nisto tudo há os interesses dos cubanos em continuar a receber petróleo barato, dos russos em receber o dinheiro das armas que venderam, dos chineses que emprestaram dinheiro em troca de petróleo, dos bolivarianos (Equador, Bolívia e Nicarágua) em receber verbas da Venezuela. De outro lado estão os americanos loucos para que o governo mude e toda esta gente leve um enrabada de alguns bilhões de dólares.
Tempo interessante estão por vir para a Venezuela.




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Re: CHAVEZ: de novo.

#5218 Mensagem por rodrigo » Seg Abr 23, 2012 2:45 pm

Nisto tudo há os interesses dos cubanos em continuar a receber petróleo barato, dos russos em receber o dinheiro das armas que venderam, dos chineses que emprestaram dinheiro em troca de petróleo, dos bolivarianos (Equador, Bolívia e Nicarágua) em receber verbas da Venezuela. De outro lado estão os americanos loucos para que o governo mude e toda esta gente leve um enrabada de alguns bilhões de dólares.
Tempo interessante estão por vir para a Venezuela.
Fazia tempo que não tínhamos tantos interesses acumulados nessa região. Ainda mais nesse momento de crise econômica. Pior será se todos esses atores acima se reunirem e criarem uma estória cobertura que justifique uma intervenção, pelo menos para colocar a mão no petróleo durante o tempo necessário para quitação das dívidas. Aí não tem sukoi, AK, nem qualquer outra cortina de fumaça que dê conta.




"O correr da vida embrulha tudo,
a vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."

João Guimarães Rosa
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Re: CHAVEZ: de novo.

#5219 Mensagem por Sávio Ricardo » Seg Abr 23, 2012 2:49 pm

delmar escreveu:Tudo indica que a doença de Chavez é terminal. Informes não oficiais dão conta que ele já tem dificuldade em caminhar pois os tumores teriam atingido os ossos do quadril. A data do retorno dele para a Venezuela já é uma incógnita. É dado como certo, por vários analistas, que uma junta militar assumirá o governo tão logo o "chefe" não possa mais governar. Em todo caso prevê-se uma luta pelo poder dentro dos quadros chavistas, pois não há um líder ou herdeiro formal. Nisto tudo há os interesses dos cubanos em continuar a receber petróleo barato, dos russos em receber o dinheiro das armas que venderam, dos chineses que emprestaram dinheiro em troca de petróleo, dos bolivarianos (Equador, Bolívia e Nicarágua) em receber verbas da Venezuela. De outro lado estão os americanos loucos para que o governo mude e toda esta gente leve um enrabada de alguns bilhões de dólares.
Tempo interessante estão por vir para a Venezuela.
Pra mim, é uma ótima oportunidade do BRASIL resolver isso, usando seu papel neutro na região.




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Re: CHAVEZ: de novo.

#5220 Mensagem por marcelo l. » Dom Abr 29, 2012 9:22 am

http://www.telegraph.co.uk/news/worldne ... cking.html

Julgamento de "O Turco", um dos senhores do mundo de drogas principais, ameaça expor envolvimento Chávez regime em tráfico de cocaína
O testemunho de um grande senhor do tráfico de cocaína é constrangedor líder Venezuela, Hugo Chávez.

Desde que chegou ao poder em uma de esquerda, "anti-imperialista" bilhete, tem sido um dos piores pontos de discórdia entre Hugo Chávez e seus norteamericano inimigos.
Alegações de que a Venezuela tenha deliberadamente feito vista grossa ao tráfico de grandes quantidades de norte-bound cocaína foram furiosamente negado pelo presidente do país, que insiste que é apenas outro enredo Washington para desacreditá-lo.
Agora, porém, o apoio para a versão EUA de eventos veio de uma fonte improvável se indiscutivelmente bem informada - um suposto traficante venezuelano, que afirma que as dezenas de "topo" dos números do governo de Chávez, incluindo ministros, generais e juízes , estavam na sua folha de pagamento.
Walid "O Turco" Makled, um venezuelano corpulento de ascendência síria descreveu como "o rei dos chefões" por autoridades norte-americanas, foi a julgamento na Venezuela no início deste mês, onde ele enfrenta acusações sobre um império da droga 1,4 bilhões dólares (R $ 1 bilhão) que ele alega foi construído com a ajuda de funcionários de Chávez.
A co-proprietário de uma companhia aérea venezuelana ", Aeropostal", o Sr. Makled, 48, diz-se que foi pioneira na utilização de aviões de passageiros para exportar cocaína para fora da América Latina, um método de envio maior, mais rápido do que os pequenos jatos particulares e barcos tradicionalmente usado por contrabandistas.

Um de seus aviões, um DC-9 apelidada de "Cocaine One" por oficiais de repressão às drogas, tinha cerca de seis toneladas da droga a bordo quando foi revistado pela polícia no México, a droga foi escondida em malas de 120 espalhados por todo os 90 lugares de passageiros , de acordo com uma acusação separada trazido em Nova Iorque.
Sr. Makled, a quem os EUA diz que é um dos três maiores barões da droga, disse ter exportado até dez toneladas de "produto" fora da América Latina a cada mês, alguns dos que dirigem o Atlântico para lawless oeste da África, que serve como um "armazém de trânsito" para o mercado na Grã-Bretanha e na Europa.
Mas, como ele se senta em um tribunal de segurança máxima na capital steamy venezuelano, Caracas, a atenção foca-se não tanto em como ele formou equivalente no mundo da droga de uma transportadora orçamento, como sobre aqueles que o ajudaram a fazê-lo.
Grande parte do julgamento está sendo realizado a portas fechadas, mas o embaraço das autoridades venezuelanas, o Sr. Makled já deu entrevistas prender vários celulares na vizinha Colômbia, onde ele foi inicialmente preso, dizendo que ele pagou milhões de dólares em propinas mensais de elevado escalão venezuelanos funcionários civis e militares, bem como um parente de um ministro do governo.
Ele afirma ter pago 5 milhões dólares só para servir um comandante naval para obter uma concessão para executar um armazém no porto principal da Venezuela de Puerto Cabello, que é conhecida como um centro de tráfico de drogas.
"Se eu sou um traficante de drogas, todos no governo de Chávez é traficante de drogas", disse Makled, que também enfrenta acusações de lavagem de dinheiro e assassinato. Perguntado sobre como ele havia recrutado os 40 generais, coronéis e majores de seus livros, ele sorriu: "Foi mais como eles me recrutou." "
O regime de Chávez negou Sr. Makled como as palavras de um condenado que está simplesmente tentando distrair a culpa de si mesmo, com o presidente descrevendo o réu como um peão da CIA.
No entanto, as alegações vai alimentar a ira de Washington de longa duração sobre a recusa de Chávez a cooperar na guerra contra as drogas, que ele vê como grande parte um problema criado por ricos norte-americanos.
Em 2005, Chávez, famoso por uma vez se referiu ao presidente George W Bush como "o Diabo", expulsa funcionários da Drug Enforcement Administration dos EUA, acusando-os de espionagem. Caracas disse que já elevou seus próprios esforços de interdição de drogas desde então, mas os seus próprios números mostram uma queda de quase metade da cocaína apreendida entre 2005 e 2010.
Washington, que insiste que a Venezuela é "comprovadamente não" em contra-narcóticos esforços, afirma que as exportações de drogas da Colômbia, via Venezuela aumentaram, ajudado por links de corrupção entre os militares venezuelanos e traficantes de guerrilheiros das Farc da Colômbia. As Nações Unidas, entretanto, diz que a Venezuela agora é a fonte de mais da metade da cocaína apreendida no mar a caminho da Europa.
Vanda Felbab-Brown, um especialista em drogas da Brookings Institution, o think tank de Washington, disse a The Sunday Telegraph que o julgamento poderia fornecer evidência de "alto nível" envolvimento oficial.
"Tem havido muitas, muitas vezes as alegações credíveis da cumplicidade de funcionários venezuelanos no tráfico de drogas", disse ela. "Áreas de fronteira com Colômbia são um trampolim importante para a frente tráfico de cocaína, e os militares venezuelanos se acredita estar levando um corte no comércio, com a cumplicidade atingindo altos níveis do governo. Testemunho Sr. Makled oferece alguns dos detalhes mais concretos de cumplicidade de alto nível como. "
Sr. Makled foi preso na Colômbia em 2010, depois de ter estado em fuga desde 2008, quando três de seus irmãos foram presos durante uma operação em uma fazenda da família na Venezuela, onde 300 quilos de cocaína foram encontrados. Ele nega as acusações contra ele, e diz que as drogas foram plantadas pelo governo venezuelano, a fim de aproveitar seus interesses comerciais e parar um de seus irmãos em campanha para se tornar um prefeito local.
Para frustração de os EUA, que fez questão de extraditar o Sr. Makleb, as autoridades colombianas decidiram em vez de entregá-lo para julgamento na Venezuela, um gesto projetado em parte para melhorar as relações anteriormente pobres com Chávez.
O líder venezuelano tinha temido que tinha Washington tem em suas mãos Senhor Makled, os funcionários teriam usado o seu testemunho para justificar uma versão venezuelana da operação militar dos EUA que derrubou o ditador traficante de drogas do Panamá, Manuel Noriega, em 1989. Paranoid que possa parecer, o medo parece ter sido justificada, de acordo com o Sr. Makled.
"Com a corrupção que existe na Venezuela, eu tenho o suficiente para eles (os EUA) para intervir", disse a um entrevistador do ano passado, alegando que ele sabia de laboratórios de cocaína guardados pelo governo venezuelano. "Tudo o que seria necessário é para eu mostrar o governo dos EUA o que eu tenho em minhas mãos, e eles poderiam intervir na Venezuela imediatamente."




"If the people who marched actually voted, we wouldn’t have to march in the first place".
"(Poor) countries are poor because those who have power make choices that create poverty".
ubi solitudinem faciunt pacem appellant
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