RÚSSIA

Área destinada para discussão sobre os conflitos do passado, do presente, futuro e missões de paz

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Re: O REGRESSO DA GRANDE RÚSSIA?

#1846 Mensagem por FoxHound » Qui Jan 19, 2012 10:34 am

Inteligência russa tem corrigido suas prioridades.
As mudanças da situação mundial objetivamente exigem corrigir as prioridades de inteligência e mecanismos da sua realização, anunciou o chefe da Direcção Geral de Inteligência junto do Estado Maior das Forças Armadas da Rússia, o major-general, Igor Sergun.

No campo visual da inteligência estão, acima de tudo, pontos quentes onde há grupos terroristas e extremistas, zonas de situações de crise, bem como fontes e rotas possíveis de proliferação ilegal de materiais nucleares e de componentes de armas de destruição em massa.
http://portuguese.ruvr.ru/2012/01/19/64178051.html




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Re: O REGRESSO DA GRANDE RÚSSIA?

#1847 Mensagem por FoxHound » Qui Jan 19, 2012 10:39 am

Rússia prepara exercícios militares no Cáucaso.
18/01/2012
Serguêi Konovalov, analista político
Adiantando-se a um eventual ataque dos EUA ao Irã, a Rússia pretende realizar exercícios militares de grande envergadura no próximo semestre.
O ministério da Defesa russo começou os preparativos para novos exercícios estratégicos de postos de comando, em uma operação batizada de Cáucaso-2012. De acordo com um relatório oficial do ministério, contrariamente às manobras do ano passado, neste ano os exercícios, que serão realizados em setembro, serão mais abrangentes e mais ajustados às realidades político-militares existentes e abrangerão o sul da Rússia, Abkházia, Ossétia do Sul e Armênia.



Deverão incluir, entre outras atividades, o treinamento de operações militares em um contexto de uma eventual guerra dos EUA e vários outros países contra o Irã e de outros conflitos possíveis na região do Mar Cáspio e no Cáucaso Meridional.
Ao contrário dos exercícios anteriores, as próximas manobras serão de importância estratégica, isto é, envolverão todas as forças armadas, incluindo a Força Aérea, Marinha, tropas de mísseis estratégicos, defesa aeroespacial e tropas de desembarque aéreo, além de unidades do ministério do interior, serviços federais de segurança, ministério para as situações de emergência e várias outras entidades. Em outras palavras, os exercícios de 2012 irão envolver toda a estrutura militar do país.



Um dos principais objetivos será o treinamento de operações no âmbito de uma guerra centrada em redes, com a utilização de todos os meios de comunicação e reconhecimento eletrônico e via satélite, aeronaves não tripuladas, armas de precisão e novos sistemas de controle automatizados.



Essa informação foi divulgada oficialmente pela primeira vez pelo chefe do Estado-Maior, general Nikolai Makárov, durante uma reunião com adidos militares de países estrangeiros, em dezembro do ano passado.



Segundo fontes oficiais da Região Militar do Sul, cerca de vinte veículos de comando modernizados equipados com o sistema de navegação via satélite Glonass já chegaram às unidades militares aquarteladas no Cáucaso Setentrional. O sistema Glonass foi instalado também em unidades de artilharia e defesa antiaérea e em todos os novos helicópteros e aviões da Região Militar do Sul destinados a realizar missões de reconhecimento na zona de responsabilidade do comando militar do sul. Além disso, a Região Militar do Sul recebeu um novo sistema de controle do espaço aéreo, o Branaul-T, que já entrou em serviço e monitora o espaço aéreo sobre a Rússia e o Cáucaso Meridional. O novo sistema é extremamente importante, pois a 102ª base militar russa instalada na Armênia está separada da Região Militar do Sul.



Segundo o diretor do Centro de Previsões Militares, Anatóli Tsiganók, os “preparativos para os exercícios Cáucaso-2012 começaram agora, devido, em grande medida, ao aumento da tensão na região do Golfo Pérsico”. “Como uma eventual guerra contra o Irão poderá envolver algumas das ex-repúblicas soviéticas do Cáucaso Meridional, o Estado-Maior terá de elaborar medidas preventivas e aprender a organizar o apoio logístico às tropas, especialmente aquelas estacionadas no exterior, como, por exemplo, na Armênia”, completou.



Como prova disso, Tsiganók citou a recente declaração do assessor de imprensa da Região Militar do Sul, Ígor Gorbúl, de que, no âmbito dos preparativos para os exercícios Cáucaso-2012, as tropas dutoviárias, pertencentes às unidades logísticas, começaram a treinar as operações de montagem de condutas tubulares e transporte de combustível. A Rússia é o único país do mundo a possuir tropas dutoviárias. Durante as manobras táticas de junho de 2011, as unidades dutoviárias russas montaram uma conduta tubular de 75 km de extensão entre a aldeia de Ardon, na Ossétia do Norte, e a fronteira com a Ossétia do Sul.


Embora os exercícios Cáucaso-2012 se realizem de acordo com o calendário de treinamentos militares existente, isso “não significa que eles não sejam ajustados conforme uma situação político-militar concreta no Cáucaso, onde a Rússia tem determinados interesses geopolíticos”, acredita o presidente da Academia de Problemas Geopolíticos, general Leonid Ivashov. “É para defender seus interesses que a Rússia realiza esses e outros exercícios militares”, completou.
O texto original pode ser encontrado no jornal Nezavíssimaia Gazeta em: http://www.ng.ru/politics/2012-01-16/3_kartblansh.html

http://gazetarussa.com.br/articles/2012 ... 14102.html




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Re: O REGRESSO DA GRANDE RÚSSIA?

#1848 Mensagem por FoxHound » Qui Jan 19, 2012 10:42 am

Quando fala da Rússia, Ocidente pratica “ignorância voluntária”
17/01/2012
Boris Tumanov, gazeta.ru
Países ocidentais não deixam de encarar a Rússia através do prisma de estereótipos obsoletos.
Ao escrever sobre a Rússia, veículos internacionais de prestígio não se dão ao trabalho de conhecer melhor a realidade do país e fazem, não raro, conclusões absurdas, demonstrando assim não apenas suas ideias preconcebidas da Rússia, mas sua preguiça intelectual.



Os protestos contra o resultado das eleições parlamentares de dezembro passado causaram, como se esperava, uma nova onda de tentativas esporádicas da imprensa ocidental de compreender o que se passa na Rússia. Eu, por exemplo, fui abordado, durante vários dias seguidos por quase todos os meios de comunicação social francófonos para falar sobre o que se passava na Rússia. Para minha surpresa, o interesse se limitava a questões secundárias e não demonstrava o desejo de compreender as causas dessa manifestação sem precedentes na Rússia.



Minhas suposições se confirmaram após o comício na avenida Acadêmico Sákharov, quando meus interlocutores, como se tivessem combinado de antemão, começaram a me perguntar por Aleksêi Naválni, apresentando-o como figura política importante, e sobre a declaração de Mikhail Gorbatchev em que o ex-líder soviético desafiou Vladímir Pútin a renunciar.



Tentei explicar a meus interlocutores que os aplausos que Aleksêi Naválni recebeu na praça Bolôtnaia e a passionalidade com que ele falou no comício ainda não significam que ele seja um líder reconhecido da oposição russa. Tentei explicar a meus colegas estrangeiros que os russos, cuja maioria continua favorável a Pútin, não precisam de apelos para “ir e tomar o Kremlin” ocupado por “vigaristas e ladrões”. Eles precisam de uma oposição que não só saiba gritar slogans mas também seja capaz de expressar e defender os interesses de determinadas camadas sociais. Por isso, por mais que eu respeite Mikhail Gorbatchev, acho que seu desafio lançado a Pútin não tem razão de ser.



Aconselhei meus colegas estrangeiros a prestar atenção ao fenômeno de Aleksêi Kúdrin e seu programa de desenvolvimento evolutivo da sociedade civil na Rússia, pedindo-lhes que não encarassem Naválni e Kúdrin como líderes da oposição, mas como sintomas dos processos iniciados na sociedade russa. Ainda assim, meus interlocutores continuaram martelando os temas de seu interesse e não desejaram desperdiçar seu tempo com uma análise mais profunda da situação vivida em meu país. Mais do que isso, quando, depois da entrevista, eu quis explicar-lhes melhor minha postura, todo o meu discurso foi em vão. Eles não quiseram falar sobre assuntos que, em sua opinião, não teriam impacto.



Essa falta de curiosidade e de interesse pelos assuntos sobre os quais escrevem levou muitas publicações de prestígio a fazer conclusões absurdas e, o que é ainda pior, peremptórias.



Basta citar como exemplo o semanário norte-americano “Business Week”. Esse periódico não encontra um outro líder para a oposição russa senão o ex-campeão mundial de xadrez Garry Kasparov, porque ele, no entender do semanário, é o “único representante do movimento oposicionista reconhecido internacionalmente”. Outra publicação americana, o “Chicago Tribune”, afirma que Vladímir Pútin está muito bem familiarizado com o tratado de Sun Tzu “A Arte da Guerra”, partindo da tese de que Pútin usa contra seus oponentes a falta de organização que lhes é inerente, em plena conformidade com as recomendações do pensador chinês.



Essa ignorância voluntária, se podemos usar aqui essa expressão, é típica não só dos meios de comunicação de massa mundiais, mas também de todas as chancelarias políticas. A ignorância das diferentes realidades existentes nos países pode induzir a erros em assuntos políticos, como aconteceu com o Ocidente na Líbia e com a Rússia na Ossétia do Sul.



Quanto à tese de que o Ocidente encara inadequadamente a Rússia, tomo a liberdade de dizer, correndo o risco de causar indignação entre os adeptos da teoria de “conspiração mundial” contra a Rússia, que é resultado de uma preguiça intelectual e não de uma atitude preconcebida dos países da região. Em certa medida, é também uma consequência do comportamento da Rússia, que durante setenta anos se manteve impermeável ao mundo externo, impedindo-o de conhecer sua realidade de fato e não aquela inventada no departamento ideológico do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética.



Por mais aberta que esteja agora a sociedade russa, o Ocidente não deixa de encarar o país através do prisma de estereótipos obsoletos, sejam eles negativos ou positivos, não se dando ao trabalho de se desligar das associações habituais primitivas como caviar, Dostoiévski, balalaika, vodca, dissidentes, KGB, oligarcas, matriochka e marinheiros revolucionários. Sua preguiça intelectual já impediu os países ocidentais de compreenderem as causas reais da desagregação da URSS e os acontecimentos posteriores. Hoje, ignorante e pragmático, o Ocidente está cometendo o mesmo erro, pensando que os processos de globalização conduzirão, mais cedo ou mais tarde, a humanidade a um denominador democrático comum.



Com efeito, só aquele que vive em um mundo irreal pode realmente acreditar que Garry Kasparov tem reconhecimento internacional como líder da oposição russa, ignorando o fato de a maioria dos russos não se interessar em saber quão populares são seus políticos nos “círculos internacionais”.



Se o Ocidente - e especialmente a Europa - quer realmente ver, num futuro mais ou menos distante, uma Rússia civilizada, deve aprofundar com paciência seus conhecimentos sobre a sociedade russa, se desligar das noções estereotipadas e primitivas sobre o país e não atender às demandas dos “microliberais” russos. Devem parar de ser preguiçosos e começar a estudar profundamente os processos sociais cada vez mais complicados em curso na Rússia. Devem compreender finalmente que os processos operados na Rússia não se encaixam, por razões óbvias, em sua experiência histórica, que tanto citam para desculpar sua relutância em analisar as causas dos “caprichos exóticos” da mentalidade russa e da evolução social do país.



Isso tudo é importante não só para a Rússia, mas também para o Ocidente, pois a alternativa ao processo de afirmação de uma sociedade civil iniciado pela primeira vez na sociedade russa poderá ser o retorno imediato do país ao autoritarismo e à política de isolamento.



Publicado em versão reduzida

O texto integral está disponível em: http://www.gazeta.ru/comments/2012/01/1 ... 8125.shtml

http://gazetarussa.com.br/articles/2012 ... 14094.html




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Re: O REGRESSO DA GRANDE RÚSSIA?

#1849 Mensagem por FoxHound » Qui Jan 19, 2012 11:17 am

Tinker, Tailor, Soldier... stone: We DID use 'plastic rock' to spy on Russia, admits UK
Britain will today admit that its agents were behind a plot to spy on Russians with a device hidden in a fake rock.

The scheme was embarrassingly exposed on Russian television when the ‘spy rock’ was discovered in a Moscow street six years ago.

It led to a diplomatic row, with Russia naming four British diplomats as agents and accusing the UK of reneging on a deal not to spy on each other struck at the end of the Cold War.
Tony Blair, then prime minister, tried to laugh off the incident, while the Foreign Office denied any improper conduct.

But today Mr Blair’s former chief of staff, Jonathan Powell, will admit in BBC documentary Putin, Russia and the West that the allegations were true.

He will say: ‘The spy rock was embarrassing. They had us bang to rights. Clearly they had known about it for some time and had been saving it up for a political purpose.’

The rock contained a transmitter. A Russian source – believed to have been a member of Moscow’s intelligence community – is said to have used a hand-held computer to beam digital data to the device while walking by.

Hours or days later, MI6 spies would stroll nonchalantly past and use their own hand-held devices to retrieve the data.

The video broadcast on Russian TV showed a man walking along the pavement, slowing his pace, glancing at a rock and, after a second, picking up his pace. The camera then filmed another man who walked by and picked up the rock.

One of the alleged spies was the official assistant to the MI6 desk officer in Moscow. But although they were humiliated, the alleged agents were not thrown out of Russia.

According to the Russian security service, FSB, the device was planted among roadside bushes by British spies posing as diplomats. It claimed it had decided to ‘expose’ their undercover activities because Britain had flouted an agreement between the two countries not to spy on each other.

But in London security sources maintained that the Russians had been engaged in widespread intelligence gathering in Britain.

An FSB official told the Moscow TV programme that one of the diplomats identified had been authorising payments to Russian non-governmental organisations including civil rights activists.

The Kremlin then used the incident to help justify a new law cracking down on human rights and pro-democracy groups, which then president Vladimir Putin said were funded by Western secret services.

It is extremely rare for Britain to admit to spying matters. At the time, Mr Blair said: ‘I’m afraid you’re going to get the old stock in trade of never commenting on security matters. Except when we want to, obviously.’

Putin, Russia and the West is on BBC Two at 9pm tonight.
http://www.dailymail.co.uk/news/article ... z1jsfj3nH6




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Re: O REGRESSO DA GRANDE RÚSSIA?

#1850 Mensagem por FoxHound » Qui Jan 19, 2012 11:23 am

Russian State TV bashes new U.S. ambassador.
Apparently, this is Moscow's idea of rolling out the "red carpet": Russian state television today launched an all-out assault on new U.S. Ambassador Mike McFaul.

"The fact is that McFaul is not an expert on Russia. He is a specialist in a particular pure democracy promotion," read a report published on Russia 1, the channel that is run by the All-Russia State Television and Radio Broadcasting Company (VGTRK).

The Russian government was evidently displeased that McFaul met with human rights activists in his first official function at the Moscow embassy, where he was joined by visiting Deputy Secretary of State Bill Burns. The Russian media's public smear campaign against McFaul accused him of working on behalf of the "so-called democratic movement" in the country during the early 1990s, when he visited there on behalf of the National Democratic Institute -- an organization "known for its proximity to the U.S. intelligence services," according to the TV report.

The report then quotes from several of McFaul's writings and from The Cable's post on McFaul to accuse him of having an agenda of supporting Russian opposition groups in an attempt to destabilize the Russian government.

The hostile welcome represents a sharp rebuke to McFaul's message of openness and cooperation that he brought with him upon arriving in Moscow last week.

"As President Obama's representative in Russia, I believe my most important mission is to continue to help Russians understand who Americans are, what we stand for, and what we seek in our relationship with Russia and the Russian people," McFaul said in his video message to the Russian people, posted Jan. 15 on The Cable.

"The most important part of my job will be to foster more contact between the people of the United States and the people of Russia. I'm interested in not only meeting government officials, but people from other political parties and movements, businessmen and women, civil society activists, and regular Russians just like you."

The Russian state television report also criticized President Barack Obama for appointing McFaul because he is not a career diplomat. "This is the second case of the violation of this tradition over the past 30 years. A first exception was [former U.S. envoy to Russia] Bob Strauss, appointed by [former President George H.W.] Bush, which, again, was meant to serve the collapse of the Soviet Union, a characteristic detail," the report said.

The Russian State TV report then accused McFaul of writing hundreds of articles against once and future Russian President Vladimir Putin, and criticized McFaul's book, Russia's Unfinished Revolution.

"Has Mr. McFaul arrived in Russia to work on his specialty? That is, to finish the revolution?" the report asked. "It is hoped that [this stay in the embassy] will not be for Mr. McFaul, ‘the best time of his life.'"

Nothing like a winter welcome to Moscow.
http://thecable.foreignpolicy.com/posts ... ambassador




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Re: O REGRESSO DA GRANDE RÚSSIA?

#1851 Mensagem por Anton » Qui Jan 19, 2012 4:40 pm

Acho que cabe nesse tópico a notícia...
É sobre espionagem, interessante.
bbc.co.uk/portuguese
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Grã-Bretanha espionou Rússia com 'pedra falsa', diz ex-integrante do governo

Imagem

Um ex-integrante do governo britânico admitiu que a Grã-Bretanha foi pega espionando pelas autoridades russas, que descobriram que uma pedra falsa encontrada em Moscou na verdade escondia equipamentos eletrônicos de espionagem.
A Rússia fez as acusações em 2006, mas esta foi a primeira vez que uma autoridade britânica admitiu-as.
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Jonathan Powell, que foi chefe de Gabinete do ex-premiê Tony Blair, disse à BBC que a descoberta foi "vergonhosa".
"Eles claramente sabiam de tudo por algum tempo", disse ele, que afirmou que os russos estariam "guardando-a para fins políticos".
A denúncia foi feita pela TV russa, que mostrou como a pedra continha o aparelho eletrônico e como diplomatas britânicos supostamente recebiam e transmitiam informações.
A TV russa exibiu um vídeo de um homem caminhando por uma calçada, reduzindo o passo e olhando para uma pedra, antes de se apressar e ir embora. A câmera então filma outro homem, que pega a pedra.
O serviço secreto russo, FSB, disse que a pedra teria ligações com as acusações de que a Inteligência britânica estaria financiando clandestinamente grupos pró-democracia e defensores dos direitos humanos na Rússia.
ONGs
Pouco depois, o então presidente e hoje primeiro-ministro Vladimir Putin introduziu leis que proibiram ONGs de receber dinheiro de governos estrangeiros. Muitas fecharam.
"Vimos tentativas de serviços secretos de usarem as ONGs. Elas têm sido financiadas por canais de serviços secretos. Ninguém pode negar que este dinheiro fede", disse Putin à época.
"Esta lei foi adotada para impedir que potências estrangeiras interfiram em nossos assuntos internos."
Quando surgiu o escândalo, Tony Breton, embaixador britânico em Moscou na época, disse que "todas as nossas atividades com ONGs são transparentes".
"Elas estão em nosso site, as quantias e projetos. Tudo é completamente público."




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Re: O REGRESSO DA GRANDE RÚSSIA?

#1852 Mensagem por prp » Sex Jan 20, 2012 3:00 pm

É que uma das ONGs chamava "SALVEM AS PEDRAS"




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Re: O REGRESSO DA GRANDE RÚSSIA?

#1853 Mensagem por mmatuso » Sex Jan 20, 2012 3:52 pm

Os aerolitos agora são espiões.




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Re: O REGRESSO DA GRANDE RÚSSIA?

#1854 Mensagem por FoxHound » Ter Jan 24, 2012 12:17 am

Vladimir Putin reuniu-se com Henry Kissinger.
O ex-secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger, durante uma reunião com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, afirmou que espera as relações entre os Estados Unidos e a Rússia se melhorarem ainda mais.

"As relações entre os Estados Unidos e a Rússia são umas das principais no mundo, ressaltou Henry Kissinger, e eu espero que essas relações vão continuar a desenvolver e a se melhorar nos próximos meses e anos vindouros".

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, expressou a opinião de que Henry Kissinger é um dos peritos mais perspicazes, incluindo nas relações russo-americanas.
http://portuguese.ruvr.ru/2012/01/20/64295052.html




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Re: O REGRESSO DA GRANDE RÚSSIA?

#1855 Mensagem por FoxHound » Ter Jan 24, 2012 12:24 am

Os planos de Zbigniew Brzezinski atormentam Putin.
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Putin considera que querem destruir Rússia da mesma forma que destruíram URSS
O primeiro-ministro e candidato a Presidente da Rússia, Vladimir Putin, considerou hoje que existem forças que querem destruir o seu país através dos mesmos processos utilizados para provocar a queda da União Soviética.
Putin sublinha que o povo e a cultura russas constituem o eixo que une a civilização russa única.
“E é justamente esse eixo que toda a espécie de provocadores e nossos adversários tentam destruir na Rússia, essas tentativas são acompanhadas de afirmações completamente falsas sobre o direitos dos russos à autodeterminação, sobre a “pureza da raça russa”, bem como sobre a necessidade de destruir completamente o império que é suportado pelo povo russo”, escreve ele, num artigo publicado no diário Nezavissimaia Gazeta.
“E tudo isso tem por objetivo obrigar as pessoas a destruir a sua própria pátria”, frisou.
Segundo ele, as tentativas de pregar ideias sobre a construção de um Estado russo monoétnico entram em contradição com a história milenar do país.
“Diria mais, isso constitui a via mais curta para a destruição do povo e do Estado russos”, sublinhou.
No mesmo artigo, Vladimir Putin critica o multiculturalismo numa época em que as correntes migratórias podem mudar o aspeto de continentes inteiros.
“O cadinho da assimilação funciona mal e com falhas, não é capaz de “digerir” a corrente migratória crescente. Um reflexo disso na política é o “multiculturalismo”, que nega a integração através da assimilação”, considera ele.
“O multiculturalismo absolutiza o “direito da minoria à diferença”, ao mesmo tempo que não nivela convenientemente esse direito: os deveres cívicos, comportamentais e culturais em relação à população autóctone e à sociedade em geral”, acrescenta.
O primeiro-ministro russo constata que “em numerosos países formam-se comunidades nacional-religiosas fechadas que não só se recusam a deixar assimilar, como também a adaptar-se”.
Segundo ele, isso provoca o aumento da xenofobia e das forças que “propõem a assimilação forçada, ao mesmo tempo que se agrava bruscamente o regime de imigração”.
Porém, Putin defende que, na Rússia, a situação é diferente.
“Os nossos problemas nacionais e migratórios estão diretamente ligados à destruição da URSS”, afirma.
“Quando o país [URSS] ruiu, vimo-nos, em algumas regiões, para lá da fronteira da guerra civil, e precisamente numa base étnica. Conseguimos apagar esses focos com uma enorme tensão de forças, com grande número de vítimas. Mas isso não significa que o problema não esteja na ordem do dia”, constata ele.
Vladimir Putin termina o seu artigo com as palavras do filósofo russo Ivan Ilitch: “Todos devem poder orar à sua maneira, trabalhar à sua maneira e é preciso envolver os melhores na construção estatal e cultural”.
http://darussia.blogspot.com/




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Re: O REGRESSO DA GRANDE RÚSSIA?

#1856 Mensagem por FoxHound » Qua Jan 25, 2012 10:51 am

Mikhail Kalashnikov será assessor do vice-primeiro-ministro da Rússia.
O legendário projetista de armas russas, o senhor Mikhail Kalashnikov aceitou nessa terça-feira se tornar um assessor de Dmitry Rogozin, vice-primeiro-ministro da Rússia, que tem entre outras funções supervisionar a indústria bélica da Federação Russa.

Kalashnikov, 92, aceitou a oferta que Rogozin fizera durante uma visita à fábrica da Izhmash, situada na cidade de Izhevsk, no Volga, onde fuzis de assalto Kalashnikov AK são produzidos.

“Eu tenho um pedido pessoal para você - para se tornar meu orientador”, disse Rogozin, que foi enviado da Rússia na OTAN antes de ser nomeado vice-primeiro-ministro no ano passado, acrescentando: “Eu vou ter apenas um assessor na Rússia, e esse será o Kalashnikov”.
http://codinomeinformante.blogspot.com/ ... or-do.html




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Re: O REGRESSO DA GRANDE RÚSSIA?

#1857 Mensagem por FoxHound » Qua Jan 25, 2012 11:22 am

Rússia estaciona mísseis perto da fronteira com União Europeia.
A Rússia procede à instalação de sistema de mísseis Iskander na região ocidental de Kaliningrado, comunica uma fonte do Estado Maior da Esquadra do Báltico, adiantando que "o estacionamento será concluído no 2° semestre de 2012". Foram confirmados os parâmetros da respectiva unidade militar que se cria efetivamente para o efeito. Antes dos sistemas Iskander serão estacionadas na região as subunidades da Defesa Antiaérea, dotadas de mísseis S-400 Triumf.

Recorde-se que o Presidente Medvedev apontou tal medida como uma resposta à instalação da DAM dos EUA na Europa.
http://portuguese.ruvr.ru/2012/01/25/64599441.html




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Re: O REGRESSO DA GRANDE RÚSSIA?

#1858 Mensagem por FoxHound » Qua Jan 25, 2012 11:51 am

A mesma ladainha de sempre.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
EUA e Rússia poderão avançar nas negociações sobre a DAM.
As divergências entre a Rússia e os EUA sobre a problemática da DAM podem ser regularizadas, considera o embaixador norte-americano na Rússia, Michael McFaul, realçando que, "apesar do período extremamente politizado, as partes poderiam sentar-se à mesa de conversações para, de forma racional e pragmática, trocar opiniões acerca dos interesses nacionais". Na sua óptica, "um impetuoso avanço nesta área irá marcar a segunda fase da reinicialização, devendo-se atuais problemas no processo negocial às futuras Presidenciais na Rússia e nos EUA".

"Estudei todos os aspetos tecnológicos desta questão, adiantou o alto diplomata confiante de que o problema da DAM deixará de causar debates, transformando-se em palco de cooperação. Afinal de contas, as ameaças que os dois países têm vindo a enfrentar têm muito mais em comum diante de algumas divergências existentes", frisou.
http://portuguese.ruvr.ru/2012/01/25/64567133.html




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Re: O REGRESSO DA GRANDE RÚSSIA?

#1859 Mensagem por Andre Correa » Qua Jan 25, 2012 12:04 pm

Rússia negocia para vender armas a Brasil e Argentina
25 de janeiro de 2012 • 06h04 • atualizado às 07h45

A Rússia procura fechar contratos para vender armamentos a uma série de países latino-americanos, em particular a Brasil, Argentina e Chile, declarou nesta quarta-feira o diretor da corporação estatal russa Rostekhnologii, Sergei Chemezov.

"Temos possibilidade de assinar contratos no âmbito da cooperação técnico-militar com Brasil e Argentina. Estamos trabalhando ativamente no Chile", disse Chemezov em uma entrevista à agência Interfax.

Quanto à Venezuela, o principal comprador latino-americano de armamentos russos, o diretor da Rosteknologii indicou que "não são esperados novos contratos para breve". Segundo distintas fontes, desde 2005 a Rússia vendeu à Venezuela cerca de US$ 5 bilhões em armas.

Chemezov assinalou que no ano passado a Rússia exportou quase US$ 12 bilhões em armamentos, montante que deverá ser superado em 2012.
FONTE




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Re: O REGRESSO DA GRANDE RÚSSIA?

#1860 Mensagem por FoxHound » Qua Jan 25, 2012 12:53 pm

As lições trágicas de Domodedovo.
Hoje, na Rússia, é um dia da memória das vítimas do ato terrorista no aeroporto Domodedovo em Moscou. Há exatamente um ano, a 24 de janeiro de 2011, um terrorista suicida fez acionar um engenho explosivo. A potência da bomba, preenchida com peças metálicas, constituiu aproximadamente sete quilos em equivalente de TNT. Em resultado da explosão, 37 pessoas foram mortas e mais de 120 ficaram feridas.

Segundo os dados do inquérito, o autor do atentado foi Magomed Evloev, natural da República da Inguchétia, no Cáucaso do Norte. No âmbito do caso sobre o ato terrorista, foram detidos o seu irmão Akhmed e os irmãos Islam e Ilez Yandiev, que encontraram Magomed em Moscou e o acompanharam para o aeroporto. Para além disso, o tribunal emitiu uma ordem de detenção, à revelia, do chefe de terroristas no Cáucaso do Norte, Doku Umarov, que assumiu a responsabilidade pela preparação do atentado terrorista. Mais dois cúmplices do crime – Zaurbek Amriev e Rustam Altemirov – estavam a ser procurados a nível internacional. Contudo, em setembro de 2011, tornou-se conhecido que os dois foram assassinados a tiros por desconhecidos em Istambul.

O ato terrorista revelou sérias faltas no sistema de segurança de aeroportos russos. Hoje podemos dizer que a situação mudou radicalmente, declarou à Voz da Rússia o presidente da Associação de veteranos da luta contraterrorista Alfa, Serguei Gontcharov:

– As autoridades, as estruturas de proteção da ordem e os serviços especiais alteraram a atitude principal para com o problema. O mais importante é que as autoridades reconhecem que pela garantia da segurança nos aeroportos responde o Estado e não as estruturas de proteção privadas. Primeiro, todos os nossos aeroportos são reequipados tecnicamente. Segundo, já não existem zonas em que poderiam entrar cidadãos descontroladamente. Terceiro, tanto no metro, como nos aeroportos funciona um novo serviço de polícias com cãos para descobrir sustâncias explosivas.

A explosão em Domodedovo foi uma tragédia não apenas para os russos. Entre as vítimas do atentado há cidadãos da Alemanha, Áustria, Ucrânia e Inglaterra. Os líderes dos principais países destacam reiteradamente desde o início do século XXI que o terrorismo se transformou num fenómeno internacional.
Contudo, na opinião Rustem Vakhitov, politólogo russo, alguns Estados, declarando guerra ao terrorismo internacional, alimentam-no ao mesmo tempo. O perito aponta, por exemplo, a conivência dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha em relação a alguns agrupamentos no Cáucaso do Norte, que não são reconhecidos como terroristas por estes países. Enquanto estes “padrões duplos” não forem superados, ainda é prematuro, infelizmente, falar da completa vitória sobre o terror.
http://portuguese.ruvr.ru/2012/01/24/64503153.html




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