Programa de Reaparelhamento da Marinha
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- Italo Lobo
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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha
Primeiro os caças e agora os navios... A tia está "trabalhando"....
Após caças, Dilma revê compra de navios
Negócio para patrulha oceânica estimado em R$ 10 bilhões será revisto pela presidente por conta de
aperto fiscal
Programa da Marinha tem como principal foco a proteção das áreas do pré-sal; não há prazo para
decisão do governo
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA
IGOR GIELOW
SECRETÁRIO DE REDAÇÃO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Depois da compra de caças da FAB, agora é a vez de um grande programa da Marinha entrar em
reavaliação pelo governo Dilma Rousseff por conta da situação fiscal do país. Trata-se da aquisição de 11
navios para patrulha oceânica, um negócio estimado em R$ 10 bilhões.
Dilma pediu para reavaliar o programa, que vinha sendo tocado pelos almirantes desde o meio do ano
passado.
São cinco navios-patrulha oceânica de 1.800 toneladas, mais cinco fragatas de escolta e um navio de
apoio logístico. No foco, a proteção das áreas do pré-sal.
Conforme a Folha adiantou na semana passada, Dilma pediu para deixar gastos com a compra de pelo
menos R$ 10 bilhões em caças pela Aeronáutica para 2012.
Ela está preocupada com a sinalização de mais gastos em momento de contenção de despesas, e na
questão de imagem -tal anúncio logo após a mortandade no Rio poderia soar mal.
Assim, Nelson Jobim passa pelo segundo revés seguido após ficar na Defesa.
Parte de seu sucesso como ministro, efetivamente o primeiro a ter poder político sobre as Forças em 11
anos de pasta, passa pela "entrega" das promessas aos militares.
As duas decisões, segundo assessores de Dilma, não significam perda de prestígio de Jobim no Planalto.
A presidente avalia como fundamental o trabalho do ministro, mas acredita que, neste momento, é
preciso reavaliar todo tipo de gasto.
Não há dúvidas, por exemplo, sobre a necessidade dos navios no futuro próximo. Mas havia dúvidas
sobre a rapidez do processo, que já estava em fase de avaliação final pela Marinha.
Nos bastidores, franceses reclamaram que o processo favorecia os italianos porque, além dos navios de
patrulha, foram incluídos no pacote barcos auxiliares que eles não previam construir.
Inicialmente, a empresa francesa DCNS só oferecia fragatas, na esperança de fazer parte do maior do
acordo militar Brasil-França de 2009, que comprou mais de R$ 20 bilhões em submarinos e helicópteros.
O problema é que com a questão do terrorista Cesare Battisti, que Lula recomendou ficar no Brasil no
último dia de seu governo, o Parlamento italiano retaliou negando-se a ratificar um acordo militar que permitiria
a transferência tecnológica desejada para os navios, essencial para o negócio.
O acordo deve acabar saindo, mas por ora os italianos estão desabilitados.
Ainda assim, na Marinha há resistência à entrada dos franceses, que já têm suculentos pedaços do
mercado militar naval brasileiro.
No acordo Brasília-Paris, toda a frota submarina futura do Brasil será de origem da mesma DCNS, um
acerto de cerca de R$ 20 bilhões.
Aumentam as chances de britânicos, com um produto consagrado, e alemães, com a experiência de
intercâmbio tecnológico com a Marinha.
Italianos e britânicos seguem fortes. Correm por fora os sul-coreanos, que têm uma oferta atrativa, mas
cuja distância dos estaleiros implica custos na entrega dos primeiros navios.
A Marinha espera colocar no acordo que parte da construção das fragatas será no país, mas sabe que as
primeiras unidades virão de fora obrigatoriamente.
Após caças, Dilma revê compra de navios
Negócio para patrulha oceânica estimado em R$ 10 bilhões será revisto pela presidente por conta de
aperto fiscal
Programa da Marinha tem como principal foco a proteção das áreas do pré-sal; não há prazo para
decisão do governo
VALDO CRUZ
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Depois da compra de caças da FAB, agora é a vez de um grande programa da Marinha entrar em
reavaliação pelo governo Dilma Rousseff por conta da situação fiscal do país. Trata-se da aquisição de 11
navios para patrulha oceânica, um negócio estimado em R$ 10 bilhões.
Dilma pediu para reavaliar o programa, que vinha sendo tocado pelos almirantes desde o meio do ano
passado.
São cinco navios-patrulha oceânica de 1.800 toneladas, mais cinco fragatas de escolta e um navio de
apoio logístico. No foco, a proteção das áreas do pré-sal.
Conforme a Folha adiantou na semana passada, Dilma pediu para deixar gastos com a compra de pelo
menos R$ 10 bilhões em caças pela Aeronáutica para 2012.
Ela está preocupada com a sinalização de mais gastos em momento de contenção de despesas, e na
questão de imagem -tal anúncio logo após a mortandade no Rio poderia soar mal.
Assim, Nelson Jobim passa pelo segundo revés seguido após ficar na Defesa.
Parte de seu sucesso como ministro, efetivamente o primeiro a ter poder político sobre as Forças em 11
anos de pasta, passa pela "entrega" das promessas aos militares.
As duas decisões, segundo assessores de Dilma, não significam perda de prestígio de Jobim no Planalto.
A presidente avalia como fundamental o trabalho do ministro, mas acredita que, neste momento, é
preciso reavaliar todo tipo de gasto.
Não há dúvidas, por exemplo, sobre a necessidade dos navios no futuro próximo. Mas havia dúvidas
sobre a rapidez do processo, que já estava em fase de avaliação final pela Marinha.
Nos bastidores, franceses reclamaram que o processo favorecia os italianos porque, além dos navios de
patrulha, foram incluídos no pacote barcos auxiliares que eles não previam construir.
Inicialmente, a empresa francesa DCNS só oferecia fragatas, na esperança de fazer parte do maior do
acordo militar Brasil-França de 2009, que comprou mais de R$ 20 bilhões em submarinos e helicópteros.
O problema é que com a questão do terrorista Cesare Battisti, que Lula recomendou ficar no Brasil no
último dia de seu governo, o Parlamento italiano retaliou negando-se a ratificar um acordo militar que permitiria
a transferência tecnológica desejada para os navios, essencial para o negócio.
O acordo deve acabar saindo, mas por ora os italianos estão desabilitados.
Ainda assim, na Marinha há resistência à entrada dos franceses, que já têm suculentos pedaços do
mercado militar naval brasileiro.
No acordo Brasília-Paris, toda a frota submarina futura do Brasil será de origem da mesma DCNS, um
acerto de cerca de R$ 20 bilhões.
Aumentam as chances de britânicos, com um produto consagrado, e alemães, com a experiência de
intercâmbio tecnológico com a Marinha.
Italianos e britânicos seguem fortes. Correm por fora os sul-coreanos, que têm uma oferta atrativa, mas
cuja distância dos estaleiros implica custos na entrega dos primeiros navios.
A Marinha espera colocar no acordo que parte da construção das fragatas será no país, mas sabe que as
primeiras unidades virão de fora obrigatoriamente.
- silverstone2
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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha
WalterGaudério escreveu:POis é Nauta. A idéia central por trás deste meu post, é a dispensa de um desenho totalmente estrangeiro que compraremos certamente pelos olhos-da-cara. Um desenho nacional, ainda que com limitações próprias de nossa inexperiência, poderia se valer apenas de consultorias em aspectos pontuais. Ficando então mais barata. Claro que não defendo que toda MB tenha escoltas de 3-4000t, mas apenas uma parte. O restante seria mesmo de cascos maiores que 6000t.Lord Nauta escreveu:
Em minha opinião em paralelo a construção de navios de 6.000 ton (uns 10 exemplares) deveriam ser construídos navios com ToT na faixa de 4.000 ton (escolta de comboios de cabotagem e transoceânicos, luta ASW). Seriam construídos no AMRJ e em estaleiros civis. A DCNS, por exemplo, tem um projeto que se enquadra nesta hipótese.
Sds
Lord Nauta
Olá Walter, concordo inteiramente com você, porém acho que além da questão de custos, projetar uma nova classe de navios com maior deslocamento seria importante pra nós no quesito "levantar a bandeira". Afinal seremos sempre os "usuários da classe tal.. e tal .. de origem ..."
Quando vemos notícias da Barroso nos meios de comunicação estrangeiros, o navio é descrito como "Barroso-class", as Niterói por sua vez são descritas como "Vosper MK 10", não me parece pura bobagem um país que deseja entrar em outra classe use seus próprios projetos, é uma questão de demonstrar nossa capacidade tecnológica, talvez tão importante quanto a própria capacidade de possuir os meios.
O incrível é que desde a primeira metade do século passado já construimos navios de projeto estrangeiro.
ATT
- joao fernando
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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha
Quanto as patrulhas, vem ai o troco aos Italianos
Obrigado Lulinha por melar o Gripen-NG
- Penguin
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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha
Italo Lobo escreveu:Primeiro os caças e agora os navios... A tia está "trabalhando"....
Após caças, Dilma revê compra de navios
Negócio para patrulha oceânica estimado em R$ 10 bilhões será revisto pela presidente por conta de
aperto fiscal
Programa da Marinha tem como principal foco a proteção das áreas do pré-sal; não há prazo para
decisão do governo
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA
IGOR GIELOW
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Depois da compra de caças da FAB, agora é a vez de um grande programa da Marinha entrar em
reavaliação pelo governo Dilma Rousseff por conta da situação fiscal do país. Trata-se da aquisição de 11
navios para patrulha oceânica, um negócio estimado em R$ 10 bilhões.
Dilma pediu para reavaliar o programa, que vinha sendo tocado pelos almirantes desde o meio do ano
passado.
São cinco navios-patrulha oceânica de 1.800 toneladas, mais cinco fragatas de escolta e um navio de
apoio logístico. No foco, a proteção das áreas do pré-sal.
Conforme a Folha adiantou na semana passada, Dilma pediu para deixar gastos com a compra de pelo
menos R$ 10 bilhões em caças pela Aeronáutica para 2012.
Ela está preocupada com a sinalização de mais gastos em momento de contenção de despesas, e na
questão de imagem -tal anúncio logo após a mortandade no Rio poderia soar mal.
Assim, Nelson Jobim passa pelo segundo revés seguido após ficar na Defesa.
Parte de seu sucesso como ministro, efetivamente o primeiro a ter poder político sobre as Forças em 11
anos de pasta, passa pela "entrega" das promessas aos militares.
As duas decisões, segundo assessores de Dilma, não significam perda de prestígio de Jobim no Planalto.
A presidente avalia como fundamental o trabalho do ministro, mas acredita que, neste momento, é
preciso reavaliar todo tipo de gasto.
Não há dúvidas, por exemplo, sobre a necessidade dos navios no futuro próximo. Mas havia dúvidas
sobre a rapidez do processo, que já estava em fase de avaliação final pela Marinha.
Nos bastidores, franceses reclamaram que o processo favorecia os italianos porque, além dos navios de
patrulha, foram incluídos no pacote barcos auxiliares que eles não previam construir.
Inicialmente, a empresa francesa DCNS só oferecia fragatas, na esperança de fazer parte do maior do
acordo militar Brasil-França de 2009, que comprou mais de R$ 20 bilhões em submarinos e helicópteros.
O problema é que com a questão do terrorista Cesare Battisti, que Lula recomendou ficar no Brasil no
último dia de seu governo, o Parlamento italiano retaliou negando-se a ratificar um acordo militar que permitiria
a transferência tecnológica desejada para os navios, essencial para o negócio.
O acordo deve acabar saindo, mas por ora os italianos estão desabilitados.
Ainda assim, na Marinha há resistência à entrada dos franceses, que já têm suculentos pedaços do
mercado militar naval brasileiro.
No acordo Brasília-Paris, toda a frota submarina futura do Brasil será de origem da mesma DCNS, um
acerto de cerca de R$ 20 bilhões.
Aumentam as chances de britânicos, com um produto consagrado, e alemães, com a experiência de
intercâmbio tecnológico com a Marinha.
Italianos e britânicos seguem fortes. Correm por fora os sul-coreanos, que têm uma oferta atrativa, mas
cuja distância dos estaleiros implica custos na entrega dos primeiros navios.
A Marinha espera colocar no acordo que parte da construção das fragatas será no país, mas sabe que as
primeiras unidades virão de fora obrigatoriamente.
Sempre e inevitavelmente, cada um de nós subestima o número de indivíduos estúpidos que circulam pelo mundo.
Carlo M. Cipolla
Carlo M. Cipolla
- Leandro RQ
- Júnior
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- Registrado em: Sex Set 11, 2009 10:37 pm
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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha
Eu já sabia que isso ia acontecer.
A "companheirada" ia dar um jeito de se meter no reaparelhamento da Marinha.
Tem muita grana envolvida. Sabe como é, "comissões gordas" podem aparecer no meio do caminho...
Uma pena para a MB.
Isso ai vai virar outro FX.
A "companheirada" ia dar um jeito de se meter no reaparelhamento da Marinha.
Tem muita grana envolvida. Sabe como é, "comissões gordas" podem aparecer no meio do caminho...
Uma pena para a MB.
Isso ai vai virar outro FX.
- LeandroGCard
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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha
Em nossa situação, sem inimigos imediatos a enfrentar e precisando muito incentivar a aceitação de nossos produtos de maior valor agregado no mercado mundial, sua colocação é extremamente pertinente.silverstone2 escreveu:Olá Walter, concordo inteiramente com você, porém acho que além da questão de custos, projetar uma nova classe de navios com maior deslocamento seria importante pra nós no quesito "levantar a bandeira". Afinal seremos sempre os "usuários da classe tal.. e tal .. de origem ..."
Quando vemos notícias da Barroso nos meios de comunicação estrangeiros, o navio é descrito como "Barroso-class", as Niterói por sua vez são descritas como "Vosper MK 10", não me parece pura bobagem um país que deseja entrar em outra classe use seus próprios projetos, é uma questão de demonstrar nossa capacidade tecnológica, talvez tão importante quanto a própria capacidade de possuir os meios.
O incrível é que desde a primeira metade do século passado já construimos navios de projeto estrangeiro.
ATT
Parabéns pela percepção.
Leandro G. Card
- Italo Lobo
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- Registrado em: Sex Mai 02, 2003 7:17 pm
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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha
Novo vocabulário do Governo:
Taxa de Sucesso = propina
Reavaliação da Dilma= cancelamento ou adiamento.
Resposta em vermelho.
Taxa de Sucesso = propina
Reavaliação da Dilma= cancelamento ou adiamento.
Resposta em vermelho.
Penguin escreveu:Italo Lobo escreveu:Primeiro os caças e agora os navios... A tia está "trabalhando"....
Após caças, Dilma revê compra de navios
Negócio para patrulha oceânica estimado em R$ 10 bilhões será revisto pela presidente por conta de
aperto fiscal
Programa da Marinha tem como principal foco a proteção das áreas do pré-sal; não há prazo para
decisão do governo
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA
IGOR GIELOW
SECRETÁRIO DE REDAÇÃO
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Depois da compra de caças da FAB, agora é a vez de um grande programa da Marinha entrar em
reavaliação pelo governo Dilma Rousseff por conta da situação fiscal do país. Trata-se da aquisição de 11
navios para patrulha oceânica, um negócio estimado em R$ 10 bilhões.
Dilma pediu para reavaliar o programa, que vinha sendo tocado pelos almirantes desde o meio do ano
passado.São cinco navios-patrulha oceânica de 1.800 toneladas, mais cinco fragatas de escolta e um navio de
apoio logístico. No foco, a proteção das áreas do pré-sal.
Conforme a Folha adiantou na semana passada, Dilma pediu para deixar gastos com a compra de pelo
menos R$ 10 bilhões em caças pela Aeronáutica para 2012.
Ela está preocupada com a sinalização de mais gastos em momento de contenção de despesas, e na
questão de imagem -tal anúncio logo após a mortandade no Rio poderia soar mal.
Assim, Nelson Jobim passa pelo segundo revés seguido após ficar na Defesa.
Parte de seu sucesso como ministro, efetivamente o primeiro a ter poder político sobre as Forças em 11
anos de pasta, passa pela "entrega" das promessas aos militares.
As duas decisões, segundo assessores de Dilma, não significam perda de prestígio de Jobim no Planalto.
A presidente avalia como fundamental o trabalho do ministro, mas acredita que, neste momento, é
preciso reavaliar todo tipo de gasto.
Não há dúvidas, por exemplo, sobre a necessidade dos navios no futuro próximo. Mas havia dúvidas
sobre a rapidez do processo, que já estava em fase de avaliação final pela Marinha.
Nos bastidores, franceses reclamaram que o processo favorecia os italianos porque, além dos navios de
patrulha, foram incluídos no pacote barcos auxiliares que eles não previam construir.
Inicialmente, a empresa francesa DCNS só oferecia fragatas, na esperança de fazer parte do maior do
acordo militar Brasil-França de 2009, que comprou mais de R$ 20 bilhões em submarinos e helicópteros.
O problema é que com a questão do terrorista Cesare Battisti, que Lula recomendou ficar no Brasil no
último dia de seu governo, o Parlamento italiano retaliou negando-se a ratificar um acordo militar que permitiria
a transferência tecnológica desejada para os navios, essencial para o negócio.
O acordo deve acabar saindo, mas por ora os italianos estão desabilitados.
Ainda assim, na Marinha há resistência à entrada dos franceses, que já têm suculentos pedaços do
mercado militar naval brasileiro.
No acordo Brasília-Paris, toda a frota submarina futura do Brasil será de origem da mesma DCNS, um
acerto de cerca de R$ 20 bilhões.
Aumentam as chances de britânicos, com um produto consagrado, e alemães, com a experiência de
intercâmbio tecnológico com a Marinha.
Italianos e britânicos seguem fortes. Correm por fora os sul-coreanos, que têm uma oferta atrativa, mas
cuja distância dos estaleiros implica custos na entrega dos primeiros navios.
A Marinha espera colocar no acordo que parte da construção das fragatas será no país, mas sabe que as
primeiras unidades virão de fora obrigatoriamente.
- Marino
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- Registrado em: Dom Nov 26, 2006 4:04 pm
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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha
Ainda assim, na Marinha há resistência à entrada dos franceses, que já têm suculentos pedaços do mercado militar naval brasileiro.
Ridículo.
A Marinha espera colocar no acordo que parte da construção das fragatas será no país, mas sabe que as primeiras unidades virão de fora obrigatoriamente.
sabe mais que a MB.
os sul-coreanos, que têm uma oferta atrativa, mas
cuja distância dos estaleiros implica custos na entrega dos primeiros navios
O problema é a distância dos navios que serão fabricados no Brasil, não a proposta que não atende ao REM.
Ah bom.
"A reconquista da soberania perdida não restabelece o status quo."
Barão do Rio Branco
Barão do Rio Branco
- silverstone2
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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha
Em nossa situação, sem inimigos imediatos a enfrentar e precisando muito incentivar a aceitação de nossos produtos de maior valor agregado no mercado mundial, sua colocação é extremamente pertinente.LeandroGCard escreveu:silverstone2 escreveu:Olá Walter, concordo inteiramente com você, porém acho que além da questão de custos, projetar uma nova classe de navios com maior deslocamento seria importante pra nós no quesito "levantar a bandeira". Afinal seremos sempre os "usuários da classe tal.. e tal .. de origem ..."
Quando vemos notícias da Barroso nos meios de comunicação estrangeiros, o navio é descrito como "Barroso-class", as Niterói por sua vez são descritas como "Vosper MK 10", não me parece pura bobagem um país que deseja entrar em outra classe use seus próprios projetos, é uma questão de demonstrar nossa capacidade tecnológica, talvez tão importante quanto a própria capacidade de possuir os meios.
O incrível é que desde a primeira metade do século passado já construimos navios de projeto estrangeiro.
ATT
Parabéns pela percepção.
Obrigado Leandro:
Porém não vejo movimentação pra esse caminho. O pior é que a percepção dos outros a respeito de um país que usa meios de projeto externo, deve ser a de pobreza intelectual e incapacidade tecnológica.
ATT
- silverstone2
- Intermediário
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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha
Marino escreveu:Ainda assim, na Marinha há resistência à entrada dos franceses, que já têm suculentos pedaços do mercado militar naval brasileiro.
Ridículo.
A Marinha espera colocar no acordo que parte da construção das fragatas será no país, mas sabe que as primeiras unidades virão de fora obrigatoriamente.
sabe mais que a MB.
os sul-coreanos, que têm uma oferta atrativa, mas
cuja distância dos estaleiros implica custos na entrega dos primeiros navios
O problema é a distância dos navios que serão fabricados no Brasil, não a proposta que não atende ao REM.
Ah bom.
Olá Marino:
Que bom que você não criticou essa parte "Aumentam as chances de britânicos, com um produto consagrado".
Estou torcendo pra um meio no qual possamos participar do começo.
ATT
Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha
Essa matéria parece que é uma colagem de posts do DB, nada fala de importante, não tem qualquer fato nela, apenas os mesmos boatos são repetidos, sempre contra os franceses usando as FA´s, do mesmo modo sem ética, porque atribui a entre, órgãos e outros seres furtivos essas opiniões e boatos. É uma pena que sejamos atolados por esses reporcagens.Penguin escreveu:Italo Lobo escreveu:Primeiro os caças e agora os navios... A tia está "trabalhando"....
Após caças, Dilma revê compra de navios
Negócio para patrulha oceânica estimado em R$ 10 bilhões será revisto pela presidente por conta de
aperto fiscal
Programa da Marinha tem como principal foco a proteção das áreas do pré-sal; não há prazo para
decisão do governo
VALDO CRUZ
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Depois da compra de caças da FAB, agora é a vez de um grande programa da Marinha entrar em
reavaliação pelo governo Dilma Rousseff por conta da situação fiscal do país. Trata-se da aquisição de 11
navios para patrulha oceânica, um negócio estimado em R$ 10 bilhões.
Dilma pediu para reavaliar o programa, que vinha sendo tocado pelos almirantes desde o meio do ano
passado.
São cinco navios-patrulha oceânica de 1.800 toneladas, mais cinco fragatas de escolta e um navio de
apoio logístico. No foco, a proteção das áreas do pré-sal.
Conforme a Folha adiantou na semana passada, Dilma pediu para deixar gastos com a compra de pelo
menos R$ 10 bilhões em caças pela Aeronáutica para 2012.
Ela está preocupada com a sinalização de mais gastos em momento de contenção de despesas, e na
questão de imagem -tal anúncio logo após a mortandade no Rio poderia soar mal.
Assim, Nelson Jobim passa pelo segundo revés seguido após ficar na Defesa.
Parte de seu sucesso como ministro, efetivamente o primeiro a ter poder político sobre as Forças em 11
anos de pasta, passa pela "entrega" das promessas aos militares.
As duas decisões, segundo assessores de Dilma, não significam perda de prestígio de Jobim no Planalto.
A presidente avalia como fundamental o trabalho do ministro, mas acredita que, neste momento, é
preciso reavaliar todo tipo de gasto.
Não há dúvidas, por exemplo, sobre a necessidade dos navios no futuro próximo. Mas havia dúvidas
sobre a rapidez do processo, que já estava em fase de avaliação final pela Marinha.
Nos bastidores, franceses reclamaram que o processo favorecia os italianos porque, além dos navios de
patrulha, foram incluídos no pacote barcos auxiliares que eles não previam construir.
Inicialmente, a empresa francesa DCNS só oferecia fragatas, na esperança de fazer parte do maior do
acordo militar Brasil-França de 2009, que comprou mais de R$ 20 bilhões em submarinos e helicópteros.
O problema é que com a questão do terrorista Cesare Battisti, que Lula recomendou ficar no Brasil no
último dia de seu governo, o Parlamento italiano retaliou negando-se a ratificar um acordo militar que permitiria
a transferência tecnológica desejada para os navios, essencial para o negócio.
O acordo deve acabar saindo, mas por ora os italianos estão desabilitados.
Ainda assim, na Marinha há resistência à entrada dos franceses, que já têm suculentos pedaços do
mercado militar naval brasileiro.
No acordo Brasília-Paris, toda a frota submarina futura do Brasil será de origem da mesma DCNS, um
acerto de cerca de R$ 20 bilhões.
Aumentam as chances de britânicos, com um produto consagrado, e alemães, com a experiência de
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Italianos e britânicos seguem fortes. Correm por fora os sul-coreanos, que têm uma oferta atrativa, mas
cuja distância dos estaleiros implica custos na entrega dos primeiros navios.
A Marinha espera colocar no acordo que parte da construção das fragatas será no país, mas sabe que as
primeiras unidades virão de fora obrigatoriamente.
[]´s
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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha
Você vai ficar louco. Mas não fique com raiva caro Prick, leve no bom humor. Perguntar não ofende? Mas você recebe algum dinheiro para fazer propaganda ou defesa dos interesses franceses no Fórum Defesa Brasil? Não fique muito bravo.
Dos cosas te pido señor, la victoria y el regreso, pero si una sola haz de darme, que sea la victoria.
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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha
Mas não é tão difícil de entender esse atraso, já o esperava e postei várias vezes nesse sentido no ano passado, principalmente no FX. Sobre a MB acreditava que acabaria tomando uma tesourada também mas, no fundo, tinha uma pequena esperança que os Almirantes conseguissem driblar a Presidente (fazendo o Lula assinar antes), mostrando que estamos com cada vez menos navios e cada vez mais compromissos para os poucos que temos.
Mas repito, dá para entender. Nossa produção industrial está simplesmente DESPENCANDO! Não há outro termo para descrever a desindustrialização do Brasil atual. Estamos vivendo praticamente só de commodities. E tudo isso num cenário onde a Grande Crise caminha para um novo auge, desta vez muito mais devastador, os sinais estão aí, grandes bancos no vermelho, guerra cambial cada vez mais às claras, desemprego à solta pelo mundo todo. E com o agravante de que Lula gastou o que tinha e o que não tinha para mostra quem manda e eleger seu capricho, o que fez. Mas a que custo...
Bem, a Presidente Dilma pode ser o que quiserem, menos BURRA! Está, a meu ver, fazendo a leitura correta da situação: enormes nuvens negras no horizonte. O temporal vai ser feio e nada da 'marolinha' do Lula, vai ser um TSUNAMI e vai sobrar para nós. E há muitas contas a pagar, não tem jeito, ou corta despesas/investimentos que ainda podem esperar um pouco ou será apanhada de calças curtas no temporal.
Só não consigo compreender a lógica das nossas reservas, majoritariamente em moedas que estão claramente se esfarelando, diria que o BC está dando bobeira e vai nos meter numa enrascada no dia em que, de um momento para o outro, nossas reservas caírem a uma fração do que valem por conta de maxidesvalorizações (calotes, na prática). Como iremos honrar os compromissos internacionais? E isso inclui navios e caças. Assim, concordo com a Presidente: melhor esperar a tempestade passar...
Mas repito, dá para entender. Nossa produção industrial está simplesmente DESPENCANDO! Não há outro termo para descrever a desindustrialização do Brasil atual. Estamos vivendo praticamente só de commodities. E tudo isso num cenário onde a Grande Crise caminha para um novo auge, desta vez muito mais devastador, os sinais estão aí, grandes bancos no vermelho, guerra cambial cada vez mais às claras, desemprego à solta pelo mundo todo. E com o agravante de que Lula gastou o que tinha e o que não tinha para mostra quem manda e eleger seu capricho, o que fez. Mas a que custo...
Bem, a Presidente Dilma pode ser o que quiserem, menos BURRA! Está, a meu ver, fazendo a leitura correta da situação: enormes nuvens negras no horizonte. O temporal vai ser feio e nada da 'marolinha' do Lula, vai ser um TSUNAMI e vai sobrar para nós. E há muitas contas a pagar, não tem jeito, ou corta despesas/investimentos que ainda podem esperar um pouco ou será apanhada de calças curtas no temporal.
Só não consigo compreender a lógica das nossas reservas, majoritariamente em moedas que estão claramente se esfarelando, diria que o BC está dando bobeira e vai nos meter numa enrascada no dia em que, de um momento para o outro, nossas reservas caírem a uma fração do que valem por conta de maxidesvalorizações (calotes, na prática). Como iremos honrar os compromissos internacionais? E isso inclui navios e caças. Assim, concordo com a Presidente: melhor esperar a tempestade passar...
“Look at these people. Wandering around with absolutely no idea what's about to happen.”
P. Sullivan (Margin Call, 2011)
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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha
JL escreveu:Você vai ficar louco. Mas não fique com raiva caro Prick, leve no bom humor. Perguntar não ofende? Mas você recebe algum dinheiro para fazer propaganda ou defesa dos interesses franceses no Fórum Defesa Brasil? Não fique muito bravo.
Ele é ADVOGADO, não é?
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P. Sullivan (Margin Call, 2011)
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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha
Experiência pessoal, nunca confie num advogado. Não fica bravo Prick.
Dos cosas te pido señor, la victoria y el regreso, pero si una sola haz de darme, que sea la victoria.