Pepê Rezende escreveu:Fale isso para os indianos... Com toda a pressão do governo para que escolhessem o Super Hornet, saíram com Rafale (que vcs gripeiros afirmaram que estava desclassificado) e Typhoon. A propósito, ao contrário da FAB, que não tem nenhuma experiência atual de combate, lutaram quatro guerras desde 1948 contra material norte-americano.
Pepê Rezende escreveu:O próximo passo já foi dado. Vcs insistem na 4,5ª geração e na viabilidade de uma célula limitadíssima (a própria COPAC reconhece isso) enquanto os EUA vão partir para a 5ª Geração. Super-Hornet é passado. Tive acesso a outros dados sobre o Rafale na Índia que não coloquei aqui para que gente como vc, que classifica de lobby tudo o que contraria sua visão, não me atacasse mais uma vez. O Rafale CUMPRIU TODAS AS MISSÕES ESTABELECIDAS PELOS INDIANOS USANDO APENAS METADE DOS VÔOS UTILIZADOS PELO F/A-18E/F. Vc se fia em gente que se alimenta de fontes distorcidas. Segundo elas, O Damocles não está operacional. Pois é, usando um, um Rafale acertou um alvo com uma margem de erro de dois metros (detalhe, o lançamento ocorreu a 50km de distância).
kirk escreveu:
Pod com armas internas.
Se vc acredita MESMO que um dia os franceses alcançarão os Gringos ... vai sonhando !
Os americanos já operam radar AESA no SH há 4 anos ... a JACA o terá (se tudo der certo) em 2012 ... e olha lá ! ... o SH sempre estará no minimo um estágio à frente do Rafale ... vc goste ou não ... essa é a dura realidade, meu amigo!
Vc, por má fé ou cegueira, distorce o que eu escrevo. Vou repetir para que não reste dúvida:
Vcs insistem na 4,5ª geração e na viabilidade de uma célula limitadíssima (a própria COPAC reconhece isso) enquanto os EUA vão partir para a 5ª Geração. Super-Hornet é passado.
O Rafale vai ultrapassar a JACA (os motores nem queriam acender em Leh) porque os EUA não vão investir seriamente no F/A-18E/F tendo F-22 e F-35... Claro, continuará sendo fabricado para tapuias, guaranis, aimarás, benguês e outras etnias menos conhecidas.
Pepê Rezende escreveu:A proposta sueca é pura enganação. No fundo é fabricação sob licença mesmo. Acreditar que AKAER e ATMOS têm capacidade de desenvolver equipamentos para um caça é quase tão primário quanto crer em Papai Noel. Quanto às licenças, vc fala de Su30MKI e, convenientemente, alinhado com a turma da SAAB, esquece que a Índia participa de um programa revolucionário, o PAK-FA. A participação nos foi oferecida, se aceitássemos os Su35BM, e descartamos para ficar com um avião de altíssimo risco. Uma seleção estúpida, devidamente corrigida pelo Alto Comando, que só manteve o fantasma sueco em segundo para não causar uma crise interna. Como resposta, os pró-suecos vazaram um documento preliminar para a Folha de S. Paulo...
kirk escreveu:Acredito que tanto a AKAER como a ATMOS reúnem condições de absorver tecnologia e contribuir com o desenvolvimento de um caçador made-in-Brazil ... o argumento que no Brasil só tem imbecis ... sem condições de absorver tecnologia de ponta é dos franceses ... não se espera tal postura de um Brasileiro, sim ... não se pode falar isso de um país que detem a 3ª maior indústria aeronautica do planeta.
Não questione o meu patriotismo. Vc usa fórmulas demagógicas para se fazer simpático. Eu me prendo à realidade. Os imbecis constróem nas nuvens. Os verdadeiros patriotas se batem por coisas sólidas. A AKAER só desenvolveu produtos para turbohélices ou aviões subsônicos. A ATMOS, resume-se ao mais simples radar existente, o meteorológico. Só para lhe dar um banho de realidade. A Embraer, que tem muito mais know how que a AKAER, levou 12 anos para absorver as tecnologias de projeto de asas do AMX. A Mectron recebe verbas importantes desde 1986 para absorver a tecnologia do Scipio. Podem absorver tecnologia e projetar conjuntos complexos? Sim, dentro de uns 15 anos com um programa sério de absorção de tecnologia.
kirk escreveu:Os indús são meros LICENCIADOS dos Russos ... se o SU é a oitava maravilha do mundo e o PAK-FA é a maior "revolução" da aeronautica, porque será que os indianos abriram o MMRCA ??? ... tão afim de rasgar dinheiro ??? ... não queremos fabricar aviões sob-licença de NINGUÉM sobretudo da Dassault ... a Embraer não se sujeitará a isso ... o Brasil não se sujeitará a isso ... non merci !!
Vc apenas compova seu completo desconhecimento de geopolítica. A Índia tem um sério contencioso com o Paquistão e problemas de fronteira (pequenos, diga-se de passagem) com a China. Como se prepara para isso? Com um programa em curso (encomendaram mais 42 Su30MKI), um de pequeno risco e curto prazo (o MMRCA) e um de longo prazo e de risco maior. Tem mais, como sofreu embargos no passado, DIVERSIFICA SUAS FONTES DE SUPRIMENTO. Isso chama-se planejamento estratégico, o que teria evitado a última crise financeira causada pelo subprime. Um verdadeiro patriota pensaria nisso, uma vez que não temos outro programa além do F-X2.
Pepê Rezende escreveu:Nós fazíamos as revisões nos Atar. Não fazemos no M53 porque não quisemos. Quanto à comparação entre Brasil e Suécia, no mínimo prova um total desconhecimento de geopolítica. Cabia a eles enfrentar o movimento de flanco soviético, que cortaria os países nórdicos rumo à Dinamarca e Holanda, para abrir a saída do Báltico para o Atlântico. Um papel fundamental para a segurança da Europa e dos EUA. O que eu vou falar não é o que penso, mas está dentro da visão norte-americana. Nós só temos de cuidarde traficantes e emigrantes ilegais.
kirk escreveu:Nunca disse que os Suécos se posicionaram contra os americanos ... assim como o Brasil ... não se sujeitaram ... essa é a similaridade ... mantiveram se neutros ... assim como o Brasil foi o único pais das 3 américas que não participou do cerco à Cuba no episódio dos misseis em 62.
Vamos ser claros: os suecos se beneficiaram de sua posição estratégica par obter algumas tecnologias norte-americanas. Eram fundamentais para a segurança dos EUA. Nós não gozamos dos mesmos benefícios...
Pepê Rezende escreveu:Vc precisa embasar suas opiniões na realidade para que o debate tenha algum valor. Ao contrário de vc, conheço os três concorrentes de perto. Sei das potencialidades e fraquezas de cada um. Embarcar no Gripen NG é aceitar o fim de qualquer sonho de ter um caça de 5ª geração ou um UCAV de ponta no Brasil. Os pobrezinhos só pensam em desenvolver um em 2040! Até lá, o céu estará cheio de Neurons. Tem mais, a Dassault colocou na mesa do MinDef uma proposta para desenvolver, conjuntamente, um caça de 5ª geração com a Embraer, além de participar ativamente do KC-390.
kirk escreveu:Você deve estar se confundindo :
By the end of 2005, the governments of France, Greece, Italy, Spain, Sweden and Switzerland had agreed to invest in the Neuron programme. ... Saab Aerosystems, based in Linkoping, Sweden, is responsible for overall design, fuselage, avionics, fuel system, flight control, airworthiness, autonomy, multi-payload capabilities, structural design and manufacture and ground and flight testing.
Saab has built strong capability in UAV and UCAV technology with the SHARC Swedish Highly Advanced Research Configuration demonstrator, FILUR Flying Innovative Low-observable Unmanned Research UAV, the EuroMALE European Medium Altitude Long Endurance UAV with EADS and the establishment of the Link Lab drone development centres, a joint venture with Linkoping University. Technology development on the Neuron program would be applicable to planned upgrades of the Saab Gripen fighter aircraft which is expected to remain in service until about 2035. ... "The Neuron UCAV will incorporate highly advanced avionics, stealth and network centric technologies."
http://www.airforce-technology.com/projects/neuron/
Pobre Kirk/Spock. Vc cita um artigo que lhe desmente. Conheci o grupo que deu origem ao Neuron em Paris. É formado por engenheiros e técnicos da Dassault que se reuniam nos fins de semana. Projetaram em segredo, até da diretoria, o Le petid Duc, origem do UCAV europeu. Para lhe acender a memória coloco a parte que omitiu:
Dassault Aviation is the design authority with responsibility for the general design, system architecture, the flight control system and final assembly together with ground tests and flight tests. Dassault's UAV and UCAV design capability was developed under a sequence of experimental development and validation programmes, Aeronef Validation Experimental (AVE). Dassault started the AVE LogiDuc programme (AVE Logistics to Demonstrate UCAV) in 1999.
Ou seja, os franceses projetam e usam os suecos como UM dos empreiteiros. Para deixar mais clara a posição de quem está na frente do programa:
Neuron is the European Unmanned Combat Air Vehicle (UCAV) demonstrator for the development, integration and validation of UCAV technologies and is not for military operational deployment. Dassault unveiled a life-size model of Neuron at the 2005 Paris Air Show. The operational UCAV is expected to be a larger design than the Neuron demonstrator.
A main aim of the Neuron programme is to sustain and develop European manufacturers' aeronautic and other technologies for next-generation combat aircraft and UAVs.
By summer 2005, a series of memorandums of understanding had been signed and industrial teaming arrangements been set up. By the end of 2005, the governments of France, Greece, Italy, Spain, Sweden and Switzerland had agreed to invest in the Neuron programme.
In February 2006, the Neuron programme was formally launched with the award, by the French DGA on behalf of the participating nations, of a contract to Dassault as prime contractor for the design and development of the Neuron demonstrator.
This began a 15-month feasibility phase. DGA awarded a contract for a 19-month project definition phase in June 2007. This will be followed by production of a Neuron demonstrator with first flight in 2011. Flight tests will begin in France followed by tests in Sweden then Italy.
The UCAV will be able to launch precision-guided munitions from an internal weapons bay and will have a stealth airframe with reduced radar and infrared cross-sections.
kirk escreveu:A Embraer deixou ABSOLUTAMENTE CLARO que não necessita de nenhuma "ajuda" dos franceses no KC-390 ... os parceiros se darão por interesse BRASILEIRO e não francês ... que inclusive o considera um "carrinho de mão" ... lembra-se ???
Isso é mais um caso típico de má-fé. A expressão francesa é o equivalente de pau-prá-toda-obra. No entanto, vc não perde chance de mostrar o seu desconhecimento. A Embraer pediu ajuda sim, a todos os fabricantes, e o único que atendeu foi a Dassault. Um bom exemplo é a manufatura de caixões de asas em compostos. A Boeing disse que não podia repassá-la, a SAAB afirmou que a que possui pertence à Airbus e a Dassault foi a única a atender ao pedido de ajuda brasileiro. Isso significa menos mil quilos de peso.
Pepê Rezende escreveu:Há alguns dias comentei os testes de Leh e fui posto em descrédito por gente que participa, de maneira inocente ou não, do lobby da SAAB. Boa parte do que antecipei se confirmou. É realidade, Kirk/Spock. Não vivo na ilha da fantasia... O problema é que a insistência da SAAB pode terminar causando atrasos irreversíveis ao KC-390. A Embraer precisa definir seus parceiros até outubro. A insistência dos lobbies, que não têm agido de forma ética, pode compromer esse processo.
Pepê
kirk escreveu:É risivel achar que "argumentar" a favor da proposta suéca (que na minha opinião é a melhor) ... causa atrasos e compromete o processo ... principalmente se meus argumentos são tão ruins como vc gosta de dizer ...
Veja cópia da audiência pública da Câmara dos Deputados sobre ToT :
http://www2.camara.gov.br/atividade-leg ... %20FAB.pdf
Veja que a participação Brasileira no Gripen se dará em TODAS as 36 células, diferentemente do que vc vem afirmando aqui ... leia atentamente as 3 propostas ... continuo achando a dos suécos a MELHOR ... disparado !!! ... É minha opinião !
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A sua opinião pouco vale diante de fatos, meu caro amigo de orelhas pontudas. Na Embaixada da Suécia os executivos da SAAB foram claros em dizer que os 36 primeiros aviões não incorporariam componentes estruturais brasileiros. A tal participação refere-se a engenheiros da AKAER sem nenhuma experiência no projeto de supersônicos e a componentes obrigatórios aos três concorrentes, como computadores de bordo e datalinks. No entanto, entendo-o melhor que muitos foristas. Sua paixão o deixa cego. Vejo isso de perto. Meu chefe torce para o América Mineiro!
Pepê