ALCÂNTARA CYCLONE SPACE/AEB - News

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Re: ALCÂNTARA CYCLONE SPACE/AEB - News

#136 Mensagem por LeandroGCard » Seg Dez 07, 2009 12:50 pm

Gandalf escreveu:mais um pouco eu acho que assinavamos um tratado de não proliferação de armas de fogo, assim em caso de guerra lutariamos com espadas e alguns arcos comprados de tribos africanas e modernizados pelo Brasil.... :lol: :lol:

obrigado pelo esclarecimento Leandro...
é contar com a competência da AEB agora...
Xiii!!!

Leandro G. Card




Carlos Mathias

Re: ALCÂNTARA CYCLONE SPACE/AEB - News

#137 Mensagem por Carlos Mathias » Seg Dez 07, 2009 1:53 pm

Quanta maldade no coração... :roll: :lol:




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Re: ALCÂNTARA CYCLONE SPACE/AEB - News

#138 Mensagem por Francoorp » Ter Dez 08, 2009 1:29 pm





Sobre o tema, e tudo em Ucraniano, mas as imagens sào boas de ver e viajar no cyclone 4,e na base de Alcantara.




As Nossas vidas não são nada, A Nossa Pátria é tudo !!!

Imagem http://francoorp.blogspot.com/
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Re: ALCÂNTARA CYCLONE SPACE/AEB - News

#139 Mensagem por ZeRo4 » Qui Dez 10, 2009 2:07 pm

LeandroGCard escreveu: Não existe nenhum motivo para a sua surpresa. O contrato da ASC é público (pode ser encontrado no site da empresa) e deixa bem claro que o foguete seria adquirido pronto da Ucrânia, e sua montagem e lançamento à partir de Alcântara seria responsabilidade dos ucranianos. Ao Brasil caberia ceder o terreno, construir um porto e estradas de acesso, além de assentar os tijolos e pintar as paredes dos prédios que abrigariam as instalações de preparação e lançamento.

É claro que os foguetes decolariam do território brasileiro e com a nossa bandeira pintada nas laterais, e para fins de propaganda do governo isto é o suficiente. E se os lançamentos derem algum lucro, metade dele é do Brasil. E ponto, não há nenhum outro compromisso oficial da Ucrânia com o Brasil para nada além disso.
Leandro, como falei anteriormente, não acompanho tão de perto esse tipo de assunto como acompanho outros e portanto não achava que os moldes do contrato seria esse. Não tinha noção que o programa era somente para fins de propaganda mesmo.
LeandroGCard escreveu: Se o Brasil decidir bancar o desenvolvimento do foguete Cyclone-4 talvez seja possível conseguir que os ucranianos liberem algum conhecimento para nós. Mas isto não é tão simples, o governo ucraniano tem uma enorme preocupação em não se indispor com seus novos amigos da OTAN, e a transferência de qualquer tecnologia espacial para nós seria um problema para eles neste sentido. Deve-se ter em mente que a tecnologia deste foguete é aplicável a mísseis de longo alcance (o que não é tão evidente com outros modelos de foguetes que utilizam propelentes criogênicos, mas a Ucrânia não possui esta tecnologia).
Bem, nesse caso penso eu que a condição seria de que ou os Ucranianos repassam tecnologias ou o Brasil abandona o projeto, azar é o deles...
LeandroGCard escreveu: Com relação ao que podemos perder se este acordo no final acabar não saindo, basicamente seria a oportunidade de ver de perto os foguetes decolando, e talvez um pouco de dinheiro (mas muito menos do que gastaríamos para viabilizar os lançamentos, pelo menos no curto/médio prazos). Fora isso não há muito o que perder, já que não participaríamos de nada mesmo.
Isso acaba ratificando o que eu disse acima, bye-bye Ucranianos!
LeandroGCard escreveu: Alguns podem achar que perdería-mos oportunidades de lançar nossos próprios satélites, mas isto não faz nenhum sentido. O Cyclone-4 é muito maior que o necessário para lançar todos os satélites previstos e imaginados para o Programa Espacial Brasileiro até hoje, com exceção do Satélite Geoestacionário Brasileiro. Então, a menos que se gastasse um dinheiro excessivo para sub-utilizar o lançador ucraniano só porque ele seria lançado daqui, no máximo teremos 1 lançamento que podería-mos aproveitar para economizar a contratação de um lançamento similar de alguma base no exterior. Mas ainda teríamos que pagar pelo foguete da Ucrânia de qualquer jeito, não se pode esquecer disso.
Com certeza, isso a Koslowa já tinha falado anteriormente em outro excelente artigo e é justamente por isso que acho que o Brasil deveria investir numa plataforma como o Pegasus.




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Re: ALCÂNTARA CYCLONE SPACE/AEB - News

#140 Mensagem por LeandroGCard » Qui Dez 10, 2009 4:19 pm

ZeRo4 escreveu:
LeandroGCard escreveu: Alguns podem achar que perdería-mos oportunidades de lançar nossos próprios satélites, mas isto não faz nenhum sentido. O Cyclone-4 é muito maior que o necessário para lançar todos os satélites previstos e imaginados para o Programa Espacial Brasileiro até hoje, com exceção do Satélite Geoestacionário Brasileiro. Então, a menos que se gastasse um dinheiro excessivo para sub-utilizar o lançador ucraniano só porque ele seria lançado daqui, no máximo teremos 1 lançamento que podería-mos aproveitar para economizar a contratação de um lançamento similar de alguma base no exterior. Mas ainda teríamos que pagar pelo foguete da Ucrânia de qualquer jeito, não se pode esquecer disso.
Com certeza, isso a Koslowa já tinha falado anteriormente em outro excelente artigo e é justamente por isso que acho que o Brasil deveria investir numa plataforma como o Pegasus.
Olá Zero4,

Não entendi muito bem esta sua referência ao Pegasus, já que ele é da mesma categoria do no próprio VLS-1, então não acrescentaria muita coisa. A menos que você esteja dizendo que deveríamos tentar desenvolver uma versão do VLS sem o cacho de S-43, substituíndo-o pelo lançamento aéreo à lá Pegasus. Esta seria uma questão controversa, o lançamento horizontal em vôo simplifica algumas coisas mas complica outras.

E o problema principal continua. Precisaríamos de um foguete sensivelmente maior que o VLS para poder desenvolver satélites realmente aplicativos para nosso uso (embora não necessariamente um tão grande quanto o Cyclone-4).

Um abraço,


Leandro G. Card




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Re: ALCÂNTARA CYCLONE SPACE/AEB - News

#141 Mensagem por ZeRo4 » Qui Dez 10, 2009 5:42 pm

Leandro, certa vez a Koslowa escreveu um brilhante texto sobre as diferenças de integração dos lançadores Americanos, Russos e motivo pelo qual o Brasil escolheu aquela torre medonha que somente nós utilizamos.

Acredito que o lançamento horizontal traria muitos benefícios ao VLS, principalmente na simplicidade de sua integração, por não precisar verticalizar o foguete e por não precisar de nenhuma estrutura física. Se houver outra explosão na torre como a anterior, ficaremos mais alguns anos esperando uma nova torre ser construída.

Não entendo dos cálculos matemáticos que envolvem a projeção de motores e de foguetes, mas sob meu ponto de vista o Pegasus consegue ser muito mais simples e sensato de se usar nessa faixa dos 400 e poucos kg.




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Re: ALCÂNTARA CYCLONE SPACE/AEB - News

#142 Mensagem por LeandroGCard » Qui Dez 10, 2009 9:15 pm

ZeRo4 escreveu:Leandro, certa vez a Koslowa escreveu um brilhante texto sobre as diferenças de integração dos lançadores Americanos, Russos e motivo pelo qual o Brasil escolheu aquela torre medonha que somente nós utilizamos.

Acredito que o lançamento horizontal traria muitos benefícios ao VLS, principalmente na simplicidade de sua integração, por não precisar verticalizar o foguete e por não precisar de nenhuma estrutura física. Se houver outra explosão na torre como a anterior, ficaremos mais alguns anos esperando uma nova torre ser construída.

Não entendo dos cálculos matemáticos que envolvem a projeção de motores e de foguetes, mas sob meu ponto de vista o Pegasus consegue ser muito mais simples e sensato de se usar nessa faixa dos 400 e poucos kg.
Basicamente o lançamento horizontal é utilizado para os foguetes menores, que podem ser montados em um prédio separado e levantados apenas depois de levados até a rampa de lançamento. Já os foguetes muito grandes em geral são integrados já na vertical, porque seria muito difícil levantá-los depois de montados.

Mas esta regra tem algumas exceções, e o VLS é uma delas. Como ele utiliza um "cacho" de 4 motores de combustível sólido como primeiro estágio, seria muito difícil levantá-lo após montado sem impor cargas transversais bastante altas a sua estrutura. Outra opção seria construir um sistema de levantamento muito grande e complexo. Por isso ele é integrado já na vertical, o que obriga ao uso da dispendiosa torre de integração e testes (que foi perdida no último acidente e está sendo reconstruída).

Para lançá-lo na horizontal teria que ser desenvolvido um novo motor muito maior que pudesse substituir o "cacho" de motores S-43. Eu pessoalmente acho que isto já deveria ter sido feito há muito tempo, mas até hoje nada foi decidido, e existem motivos para crer que o expertise necessário para o projeto de novos motores no IAE já não existe mais.

Leandro G. Card




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Re: ALCÂNTARA CYCLONE SPACE/AEB - News

#143 Mensagem por ZeRo4 » Qui Dez 10, 2009 11:39 pm

Leandro, segundo a Koslowa, outra dificuldade de verticalizar o VLS é que ele teria que ser verticalizado já abastecido diferente dos foguetes líquidos que podem ser verticalizados vazios e só então abastecidos.

Sobre o projeto de um novo motor, será que seria necessário um motor muito maior que os atuais? se fosse trocar o cacho por apenas um motor com lançamento vertical acredito que sim, entretanto, utilizando um avião como primeiro estágio, nos mesmos moldes do Pegasus, esse motor deveria ser tão maior assim que os atuais?

Eu acho que necessa faixa de peso compensa demais o lançamento Horizontal, acima disso a própria Koslowa certa vez tinha me dido que o mercado (de 500kg até 1000kg) seria de ICBMs descomissionados. A própria Orbital tem lançadores nesse molde, se não me engano o Minotaur e tbm já vi vídeos de lançamentos Russos utilizando uma versão do Topol modificada para lançamentos.

[]s




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Re: ALCÂNTARA CYCLONE SPACE/AEB - News

#144 Mensagem por LeandroGCard » Sex Dez 11, 2009 9:45 am

ZeRo4 escreveu:Leandro, segundo a Koslowa, outra dificuldade de verticalizar o VLS é que ele teria que ser verticalizado já abastecido diferente dos foguetes líquidos que podem ser verticalizados vazios e só então abastecidos.
Sim, exatamente. Quando se fala em foguetes de combustível sólido automaticamente se supõem que eles saem de fábrica "abastecidos". O resultado é que são muito pesados, o que complica a colocação na posição vertical.
Sobre o projeto de um novo motor, será que seria necessário um motor muito maior que os atuais? se fosse trocar o cacho por apenas um motor com lançamento vertical acredito que sim, entretanto, utilizando um avião como primeiro estágio, nos mesmos moldes do Pegasus, esse motor deveria ser tão maior assim que os atuais?
Para lançamento vertical o novo motor teria que ter pelo menos o peso equivalente ao cacho de S-43 ou seja, algo em torno de 32 toneladas. Para lançamento horizontal talvez a metade disso (o primeiro estágio do Pegasus pesa 14 toneladas). Se considerarmos que um motor com mais de 30 toneladas deverá usar o grão segmentado (muito mais fácil de produzir que um inteiriço), então não haveria tanta diferença assim de um para o outro. A vantagem do motor maior é que ele poderia receber estágios superiores também maiores, gerando um foguete com capacidade de carga maior. Em uns cálculos simples que fiz, com segmentos de mesma massa de combustível que o próprio S-43 (a idéia seria aproveitar a mesma infra-estrutura) daria para montar um primeiro estágio com 35 ton de combustível (5 segmentos) para o VLS, ou com mais 3 estágios com respectivamente 3, 2 e 1 segmentos (todos iguais, para facilitar a produção) se montaria um foguete pesando 88 ton no lançamento (contra as 50 do VLS) e capaz de lançar até cerca de 800 Kg. Este é um desenvolvimento que eu acredito já deveria estar sendo feito pelo IAE.
Eu acho que necessa faixa de peso compensa demais o lançamento Horizontal, acima disso a própria Koslowa certa vez tinha me dido que o mercado (de 500kg até 1000kg) seria de ICBMs descomissionados. A própria Orbital tem lançadores nesse molde, se não me engano o Minotaur e tbm já vi vídeos de lançamentos Russos utilizando uma versão do Topol modificada para lançamentos.
Acho que se você tem facilidade em obter o avião lançador e fazer sua integração com o foguete, o lançamento horizontal para a faixa de cargas do VLS é realmente interessante, embora o lançamento vertical não seja tão ruim assim, se o foguete não for tão complexo quanto o VLS (mas aí já é outro assunto). Para cargas maiores realmente se utilizaram bastante os ICBM’s já existente, mas a confiabilidade deles não se mostrou muito boa, e o estoque disponível também não deve durar muito mais tempo.

A minha idéia do IAE desenvolver o foguete que descrevi acima conta também com o fato de que em caso de necessidade ele poderia facilmente ser convertido em um ICBM-BR. :wink:

Um abraço,


Leandro G. Card




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Re: ALCÂNTARA CYCLONE SPACE/AEB - News

#145 Mensagem por Brazilian Space » Qua Dez 16, 2009 8:09 am

Deputado Paranaense Cobra Esclarecimentos do Diretor da ACS

Olá amigos!

Segue abaixo uma matéria muito interessante publicada dia (07/10) no “Jornal Pequeno online” do estado do Maranhão destacando que o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) não ficou muito satisfeito com os esclarecimentos prestados pelo diretor-geral brasileiro da empresa binacional Alcântara Cyclone Space, Roberto Amaral, sobre a necessidade de ampliação do capital da empresa e sobre os andamentos para o uso da base de Alcântara (MA) durante a audiência pública realizada dia 06/10 na Comissão de Relações Exteriores da Câmara Federal.

Duda Falcão

Faltam Esclarecimentos Sobre Aumento de
Recursos de Empresa Espacial, Afirma Hauly


Letícia Bogéa
07/10/2009


Em audiência pública ontem na Comissão de Relações Exteriores, o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) cobrou do diretor-geral brasileiro da empresa binacional Alcântara Cyclone Space, Roberto Amaral, esclarecimentos sobre a necessidade de ampliação do capital da empresa e sobre os andamentos para o uso da base de Alcântara (MA), com a construção de edifícios e do sítio de lançamento. Hauly foi autor do requerimento que convidou o diretor para prestar esses esclarecimentos e em sua avaliação, as explicações dadas foram insuficientes. Segundo o tucano, faltou explicações do que foi gasto, qual o cronograma físico e financeiro, o que foi capitalizado e em qual estágio está a 2ª fase de capitalização da empresa.

Segundo o tucano, é necessário estudar e analisar melhor essa ampliação do capital. “É estranho essa ampliação de recursos - US$ 100 milhões -, onde não tem nada, nem alvará de funcionamento na área”, ressaltou. “O diretor da empresa apresentou o que foi gasto e o que foi feito e até agora, lamentavelmente, houve muito gasto e pouco resultado”, completou. “Na verdade, foram apresentados mais problemas do que soluções”, lamentou.

O parlamentar questionou sobre o acordo do Brasil com a Ucrânia e perguntou como está o andamento do tratado que funciona em Alcântara. “Esse assunto é de interesse nacional. Portanto, precisamos dar explicações ao povo de como está o andamento. Vamos fazer uma avaliação melhor pelo partido e pela consultoria legislativa da Casa para poder dar explicações do que está acontecendo lá”, disse.

Em abril último, foi acertado um aumento de capital de US$ 105 milhões para US$ 475 milhões, divididos igualmente entre os dois países. A intenção da empresa é lançar o primeiro satélite, ainda que sem fins comerciais, no segundo semestre de 2010. O lançamento comercial está previsto para 2011.

Conforme explicou, a binacional enfrenta grandes problemas, como a questão da autorização ambiental do Ibama. Ele lembrou ainda de quando fez o requerimento, que falava do aumento do capital da empresa para US$ 375 milhões. “Esse é o ponto central que envolve recursos públicos do Tesouro, oriundos de impostos e contribuições que o Brasil tem nesse acordo binacional. É preciso saber da necessidade de ampliação, justificativa, desempenho financeiro, recursos repassados, o que foi de concreto na questão do avanço desta plataforma e também do foguete”, apontou.


Fonte: Jornal Pequeno online - 07/10/2009

Comentário: Infelizmente amigos não tenho maiores informações de como terminou essa história ou se terá um novo capitulo escrito pelo deputado paranaense. No entanto, agora parece explicado, ou seja, não é por acaso que o senhor Roberto Amaral esta fora da mídia há mais de dois meses. Aparentemente não acompanhou o presidente Lula na recente viagem a Ucrânia, pois o nome dele não foi citado em momento algum nem pela mídia nacional e nem pela mídia internacional. Ou o senhor Roberto Amaral foi fritado ou está sendo poupado para não atrair muita atenção para o que não pode ser explicado. Uma vergonha!




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Re: ALCÂNTARA CYCLONE SPACE/AEB - News

#146 Mensagem por Brazilian Space » Qua Dez 16, 2009 8:53 am

ACS Participa do Workshop na UnB

Olá amigos!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (15/12) no site da Alcântara Cyclone Space, destacando que o Vice-Diretor Técnico da empresa, João Ribeiro, representou os Diretores-gerais Roberto Amaral e Oleksandr Serdyuk durante a palestra de abertura do I Workshop Brasil-Ucrânia de Ciências Aeroespaciais e Tecnologia na Universidade de Brasília (UnB).

Duda Falcão

Alcântara Cyclone Space Participa de
Workshop de Ciências Espaciais e Tecnologia


15/12/2009

Entre os dias 14 e 16 de dezembro, a Universidade de Brasília (UnB) e a Embaixada a Ucrânia no Brasil promovem o primeiro workshop Brasil-Ucrânia de Ciências Aeroespaciais e Tecnologia, no auditório da Faculdade de Tecnologia. O evento conta com o apoio da Alcântara Cyclone Space, considerada pelos governos dos dois países a "mola propulsora das relações bilaterais" entre o Brasil e a Ucrânia.

O Vice-Diretor Técnico da Alcântara Cyclone Space (ACS), João Ribeiro, representou os Diretores-gerais Roberto Amaral e Oleksandr Serdyuk na mesa de autoridades e, em seguida, realizou a palestra de abertura, na qual falou sobre a criação da empresa. Ribeiro apresentou o projeto Cyclone-4, e fez questão de responder a cada pergunta feita pelos participantes do workshop. "O maior problema do setor espacial no Brasil é exatamente a falta de mão-de-obra", destacou.

Aproximadamente 100 participantes, entre alunos, professores, cientistas, especialistas e curiosos, ouviram atentamente às explicações do executivo da ACS. Fizeram questão de anotar os detalhes e de pedir o arquivo da apresentação exibida no telão. "Queremos conhecer mais do setor espacial e da empresa, por isso pedimos para levar uma cópia da apresentação. Queremos estudar com maior profundidade um projeto tão importante para o Brasil", revelou um dos estudantes.

Ao final da palestra de abertura foram distribuídos fôlderes institucionais da ACS, que apresentam o Complexo Terrestre Cyclone-4 sob a ótica socioambiental. Todos os participantes do primeiro workshop Brasil-Ucrânia de Ciências Aeroespaciais e Tecnologia foram convidados a participar da Audiência Pública que será realizada no dia 18 de dezembro de 2009, com vistas a obter o Licenciamento Ambiental emitido pelo IBAMA.


Fonte: Site da Alcântara Cyclone Space (ACS)

Comentário: Mais um exemplo da não presença do senhor Roberto Amaral nos eventos relacionados com a Alcântara Cyclone Space. Cadê o senhor Roberto Amaral? Alguém o viu por ai? Aparece senhor Roberto Amaral, o povo brasileiro quer algumas explicações sobre a empresa que o senhor administra. Só fazendo amigos uma correção ao que disse o senhor João Ribeiro, na realidade os maiores problemas do setor espacial é a falta de competencia e de vergonha na cara, ou outros, são frutos gerados por esses problemas básicos.




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Re: ALCÂNTARA CYCLONE SPACE/AEB - News

#147 Mensagem por Edu Lopes » Sáb Jan 02, 2010 10:58 am

Plano brasileiro de lançar foguete enfrenta atraso

RAFAEL GARCIA
da Folha de S.Paulo


O Programa Espacial Brasileiro entrou em seu último ano sob o governo Lula com dificuldades para cumprir uma promessa feita pelo presidente: colocar um foguete em órbita.

Os dois projetos que podem conseguir isso provavelmente só terão voos de qualificação após o mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, e alguns especialistas dizem que as duas empreitadas acabarão competindo uma com a outra.

Quando o VLS (Veículo Lançador de Satélites) explodiu em 2003, matando 21 pessoas no CLA (Centro de Lançamento de Alcântara), no Maranhão, Lula afirmou que ajudaria o projeto da Aeronáutica a se recuperar a tempo de lançar o foguete no ano seguinte. Não foi tão rápido. O VLS --que pretende colocar satélites de até 400 kg em órbita baixa (cerca de 800 km)-- foi retomado, mas só terá um primeiro lançamento experimental em 2011.

Consórcio

O outro foguete a ser lançado do Maranhão é o Cyclone-4, projetado pela binacional ACS (Alcântara Cyclone Space), criada pelos governos de Brasil e Ucrânia. O projeto --capaz de levar 1.600 kg a órbitas de 35 mil km de altitude-- mantém o cronograma com lançamento em 2010, mas está com dificuldades de financiamento.

As empresas ucranianas do consórcio que constrói o veículo reconheceram que precisam de US$ 200 milhões para finalizá-lo. Até o Natal, não anunciaram ter conseguido o dinheiro.

Especialistas ouvidos pela Folha que não estão envolvidos nos projetos, porém, afirmam que os problemas de curto prazo são os menos graves.

"Não será possível o país manter o foco em veículos com a capacidade do VLS, pois não existe nicho [de mercado] de satélites de pequeno porte", afirma José Nivaldo Hinckel, engenheiro do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) especialista em satélites. "Se o Brasil quiser contar com um programa autônomo, ele vai ter de fazer um veículo que competirá com o Cyclone-4."

A AEB (Agência Espacial Brasileira), encarregada de dar unidade às ações fragmentados que hoje compõem o programa espacial brasileiro, rejeita essa visão. O presidente da agência, Carlos Ganem, porém, já escreveu, em um artigo para o jornal "Correio Braziliense", que o uso do Cyclone-4 em Alcântara é "uma solução intermediária".

Ganem, contudo, disse à Folha que se tinha se expressado mal. "Não estudei semiologia, e o português é uma língua rica", disse. "Falei intermediário porque temos com eles [ucranianos] uma relação de grande expectativa e, até que ela se efetive, será intermediária."

Ainda que o discurso oficial da AEB e da ACS seja de cordialidade, a relação entre as duas entidades já mostrou sinais de desgaste. Em agosto, uma reunião com autoridades do programa espacial acabou em briga, após uma discussão entre Roberto Amaral, diretor da ACS, e o major-brigadeiro Antonio Hugo Chaves, que representava a AEB no encontro.

Uma versão do caso, publicada pelo jornal "O Globo", descrevia cena na qual Amaral teria esmurrado a mesa e arremessado um copo na direção de Chaves. Em carta pública, o diretor da ACS negou o ataque.

Amaral, porém, reconhece que houve discussão sobre o cronograma de obras em Alcântara. A Folha apurou que a Aeronáutica estava resistindo à pressão para empreender recursos na reforma de uma pista de pouso em Alcântara, obra que é essencial para a ACS.

O presidente da AEB não revela o teor do encontro que acabou em discussão, mas afastou Chaves de seu cargo na agência. Ganem diz que "a Aeronáutica tinha se comprometido a realizar essa obra, mas só pôde terminá-la depois de uma incisiva cobrança" de sua parte.

Hoje, enquanto Brasil e Ucrânia pretendem investir US$ 485 milhões para capitalizar a ACS, o projeto VLS, exclusivamente brasileiro, tenta avançar com um orçamento de cerca de R$ 35 milhões/ano.

Apesar da diferença, o coronel Francisco Pantoja, diretor do IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), que desenvolve o VLS, evita críticas. "Com o que recebemos, dá para trabalhar dentro do cronograma."

Justificativas

O volume maior de verba destinado ao Cyclone-4 se justifica, em parte, por se tratar de um foguete de porte mais competitivo no mercado de lançamento. Mas a política adotada tem críticos. "A justificativa para o desenvolvimento de um veículo [foguete lançador] próprio é de caráter estratégico, o que exclui algo produzido por uma parceria oportunista e sujeita a restrições", diz Hinckel.

Outro engenheiro do setor aeroespacial, que conversou com a Folha sob a condição de anonimato, disse ter dúvidas sobre a viabilidade da ACS.

"É complicado pensar um projeto de longo prazo desses sem apoio forte dos militares", diz. "Mesmo que você tenha todo o apoio do governo, o presidente alguma hora vai embora, mas os militares ficam."

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cien ... 3705.shtml




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Re: ALCÂNTARA CYCLONE SPACE/AEB - News

#148 Mensagem por Brazilian Space » Sáb Jan 02, 2010 10:05 pm

ACS Aposta em Lançamento "Barateiro" de Satélite

Olá amigos!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (02/01) no site “Folha Online” do “Jornal Folha de São Paulo” destacando que a empresa binacional Alcântara Cyclone Space aposta no “Barateio do futuro mercado de satélites.

Duda Falcão

Empresa Binacional Aposta em Lançamento "Barateiro" de Satélite

da Folha de S.Paulo
02/01/2010 - 8h35


Com posição privilegiada para sua plataforma de lançamentos, a binacional ACS (Alcântara Cyclone Space), criada pelos governos de Brasil e Ucrânia, espera ganhar espaço no mercado de lançamento de satélites ao baratear o custo das missões.

Alcântara está só 2,2 ao sul do equador, e a empresa prevê que isso permitirá gastar 30% menos combustível que a média de seus concorrentes para colocar um satélite em órbita (a rotação terrestre na região dá um "empurrãozinho" no foguete).

Como o Cyclone-4 não é dos foguetes mais poderosos, porém, críticos afirmam que dificilmente ele será um grande atrativo. Segundo José Nivaldo Hinckel, do Inpe, a maior parte dos satélites de comunicação privados têm hoje pesos acima de 3.000 kg e ficam em órbita geoestacionária --ficam "parados" sobre um ponto específico da Terra, a altitudes da ordem de 20 mil km. O Cyclone-4, porém, só consegue levar 1.600 kg a essa faixa.

Segundo o pesquisador do Inpe, a maioria dos satélites de órbita baixa pertence a programas estatais, que não seguem critérios de mercado para escolher seus lançadores. Governos da Europa, Rússia, China e EUA nunca deixam de usar seus próprios foguetes apenas por questão de custo. E países como a Argentina, que não tem ainda lançador próprio, possuem convênio com os EUA.

A ACS, porém, afirma que a criação da empresa binacional está respaldada num estudo detalhado sobre o mercado de satélites, documento que só não foi amplamente divulgado por motivos de estratégia comercial.

Carlos Ganem, presidente da AEB, diz que satélites de pequeno porte são a "nova onda mundial". Segundo ele, a empresa francesa Ariane, que deve ser a principal concorrente da ACS, tem hoje dificuldade para usar seu foguete de grande porte, projetado para levar até 7.000 kg.

"A Ariane tem problemas hoje para juntar cargas úteis que façam a carga do Ariane-5 ser economicamente racional", disse. (RG)


Fonte: Site Folha Online - 02/01/2010

Comentário: Apesar de achar que o senhor Carlos Ganem não tem demonstrado ser um bom gestor na AEB, não posso deixar de concordar com a sua visão de que o mercado para pequenos satélites é um nicho em franco crescimento e que deve ser explorado o quanto antes. Só não concordo que isso deva ser feito com o foguete Cyclone-4 (se o mesmo sair do chão algum dia) e sim com o VLS e seus derivados. O engenheiro José Nivaldo Hinckel infelizmente parou no tempo e está completamente desinformado quanto ao que acontece atualmente ao redor do mundo. Foguetes como o que o mesmo esta defendendo (tipo o Ariane-5) ficarão exclusivamente para missões de construção orbital ou coisa parecida, já que com a nanotecnologia a tendência é que mesmo os satélites de comunicações (que são atualmente os mais pesados) deverão diminuir de tamanho e peso drasticamente. Claro que isso ocorrerá de forma gradativa, mais a opção de começar com foguetes menores gerencialmente parece ser o melhor caminho. Além disso, não se pode deixar de levar em conta as diversas iniciativas em curso na área de novas tecnologias de propulsão de foguetes ao redor do mundo, inclusive no Brasil (leia-se IEAv) que buscam um melhor custo beneficio para essa missões.




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Re: ALCÂNTARA CYCLONE SPACE/AEB - News

#149 Mensagem por prp » Dom Jan 03, 2010 8:06 pm

Pessoal.
Qual a possibilidade do Brasil criar um GPS nacional. Com satelites nacionais. Tem como criar o gps só para o território brasileiro ou sul americano? qual a quantidade de satélites necessários para o território Brasileiro.




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Brazilian Space
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Re: ALCÂNTARA CYCLONE SPACE/AEB - News

#150 Mensagem por Brazilian Space » Seg Jan 04, 2010 4:48 am

Olá prp!

Não acho que haja necessidade para isso. O que o Brasil vem fazendo é desenvolver equipamentos que tanto operarão com o sistema GPS americano, com o sistema galileu europeu e com o sistema Glonass russo, ou seja, não ficará limitado a uma só opção, entende?

Abs

Duda Falcão
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