É o que eu gostaria de saber tambémSideshow escreveu:Cade o golden share do Governo?Eu não gostaria de ver a Mectron nas mãos de uma empresa extrangeira, mas fazer o que. Estamos na era do "livre mercado"
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Moderadores: J.Ricardo, Conselho de Moderação
É o que eu gostaria de saber tambémSideshow escreveu:Cade o golden share do Governo?Eu não gostaria de ver a Mectron nas mãos de uma empresa extrangeira, mas fazer o que. Estamos na era do "livre mercado"
edit.:guilhermecn escreveu:De esa forma MECTRON pasaría a estar asociada con RAFAEL, que respaldaría con transferencia de tecnología los proyectos de armas de empleo aéreo que tiene el fabricante brasileño
Eles vão nos dar tecnologia ou o inverso? Por que se for o inverso o Lula e o Jobim fizeram a pior Caga%$ da vida deles !
DELTA22 escreveu:BRASIL: Buscan Acrecentar Cooperación en Defensa y Seguridad con Israel
En el marco de la visita oficial del Presidente de Israel, Sr. Shimon Peres, el Gobierno brasileño subscribió un contrato bajo el cual el fabricante ISRAEL AEROSPACE INDUSTRIES (IAI) suministrará una partida de catorce aviones no tripulados (UAV) por un valor de USD 350 millones, para equipar a la Policía Federal. Los aparatos, correspondientes al modelo Heron, serán utilizados para la vigilancia de fronteras, la protección de los recursos naturales y la lucha contra el narcotráfico y otras formas de crimen organizado.
Los UAV también serán destinados para reforzar la vigilancia y la seguridad durante el desarrollo de la Copa Mundial de Fútbol en el 2014 y los Juegos Olímpicos del 2016 en Brasil. IAI ha expandido sus operaciones en Brasil en el último año, y ha establecido una operación conjunta con la compañía estadounidense SYNERGY GROUP, para acrecentar aún más su presencia en ese país sudamericano.
Durante su visita el presidente Peres también se entrevistó con el ministro de Defensa, Sr. Nelson Jobim. Al término de la reunión anunciaron que se está negociando un acuerdo de cooperación bilateral en las áreas de defensa y seguridad. Jobim dijo que el acuerdo está siendo revisado por el ministerio de Relaciones Exteriores y que podría ser firmado en el curso del 2010, pero rehusó dar mayores informaciones al respecto, invocando razones de seguridad, aunque reconoció que se buscaría desarrollar productos en conjunto.}
Sobre lo anterior, fuentes en Sao Paulo dijeron a ENFOQUE ESTRATEGICO que parte del acuerdo de cooperación bilateral se refiere a la adquisición, por parte del fabricante israelí RAFAEL, de una participación mayoritaria en la firma brasileña MECTRON. De esa forma MECTRON pasaría a estar asociada con RAFAEL, que respaldaría con transferencia de tecnología los proyectos de armas de empleo aéreo que tiene el fabricante brasileño. MECTRON es una firma de avanzadas capacidades, que en el 2008 vendió cien ejemplares de su misil anti-radiación MAR-1 a Paquistán.
http://www.enfoque-estrategico.com/noticias.htm
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É um absurdo!!
Repito a pergunta: CADÊ A PO##@ DA END????????????
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Pode-se muito bem colocar cláusulas no acordo para proteção de conhecimento. O governo também tem poder de proteger o conhecimento que considerar "estratégico".E todo o conhecimento sobre nossos sistemas navais incluido de guerra eletrônica, comunicação e agora misseis ficam na mãos de europeus.
Aqui você fez confusão. A REMAX é uma coisa, a torre que vai ser fornecida pela AEL é outra.A torre do Guarani é a REMAX que é fabricado pela Ares, a Aeroletrônica vai fornecer sistemas produzidos em Israel para a Remax. Eu prefiria encomendar da Opto ou outra empresa brasileria.
Ótimo, investiu em recurso humano, trouxe conhecimento para cá. Pra você ter uma idéia, ela está fazendo uma nova sede em Porto Alegre e passará dos 150 para 500 funcionários. Não é pouco.E se o franco crescimento foi aqueles 5 engenheiros que ela mandou para fazer um estágio em Israel eu penso o contrário.
Existem pelo menos 2 empresas brasileias que também desenvolvem aviõnica, uma inclusive está desenvolvendo toda a aviônica para a proposta da Novaer de um avião de treinamento básico.
Todo o dinheiro que estão dando para os engenheiros da Aeroeletrônica traduzir os sistemas de Israel para a modernização dos Bandeirantes poderia está sendo investido nessa empresa.
Para mim com a Mectron nas mãos da Rafael teremos outro lego by CM
Excelente explicação Leandro.LeandroGCard escreveu:A compra da Mectron pela Rafael não é realmente a coisa mais auspiciosa que poderia acontecer para a indústria de material bélico nacional. Já acompanhei muitas empresas que passaram por processos de aquisição deste tipo (em um caso inclusive “de dentro”, pois eu era funcionário da empresa) e o roteiro é sempre o mesmo:
- Primeiro a nova empresa controladora avalia todos os projetos em andamento na empresa recém adquirida. Muitas vezes estes projetos já tem sustentação própria (no caso da Mectron por exemplo há programas que já contam com verbas do governo brasileiro), e não há porque não aproveitar estes projetos, tanto pelas possibilidades de vendas futuras quanto para a aquisição do conhecimento que está sendo desenvolvido por conta deles. É bastante comum que a controladora inclusive apóie estes projetos, enviando verbas e pessoal, ou bancando treinamentos para os técnicos envolvidos.
- É também muito comum que o mercado da empresa controlada se expanda, pois ela passa a acessar clientes que eram antes da controladora, quando algum produto da controlada é interessante para estes clientes. Pelo que sei a Rafael não produz mísseis anti-radar por exemplo, e agora o MAR-1 pode vir a ser adotado por clientes tradicionais da Rafael, inclusive a IAF. Para atender melhor a estes clientes, é bem possível inclusive que aperfeiçoamentos sejam introduzidos no míssil, com tecnologia da Rafael.
- O pessoal técnico da empresa controlada geralmente é aproveitado, pois foi sua eficiência em primeiro lugar que tornou a empresa interessante para aquisição. Na maioria das vezes os melhores técnicos e engenheiros recebem inclusive aumento de salário e treinamentos no exterior, para aumentar sua motivação (até porque os salários de pessoal equivalente na controladora tendem a ser maiores) e aperfeiçoar ainda mais seus conhecimentos.
Olhando por este lado a coisa parece ótima, e dá até a impressão de que a aquisição por uma empresa estrangeira é a melhor coisa que pode acontecer para a empresa nacional. Mas existem também os lados negativos:
- Todo o acervo de conhecimento (Know-How e Know-Why) é franqueado para a nova empresa controladora. Seus engenheiros e técnicos tem acesso a tudo o que foi (e será no futuro) desenvolvido pela controlada, e podem aproveitar o que quiserem em seus próprios projetos. Já a recíproca não é verdadeira. As únicas informações que passam da controladora para a controlada são aquelas aplicáveis a algum projeto específico, e mesmo nestes casos é passado apenas o Know-How. Os engenheiros da controlada podem aprender como produzir alguma peça, testar algum componente, ou até mesmo usar algum programa de cálculo específico, mas a capacidade de idealização e integração de informações e sistemas (Know-Why) não é repassada. Isto não ocorre “por maldade”, apenas é praxe que as empresas limitem seus conhecimentos estratégicos ao menor número possível de pessoas, até para evitar vazamentos. Dentro da própria Rafael poucas são as pessoas que tem livre acesso a estas informações.
- O desenvolvimento de novos projetos na controlada é limitado, pois nenhum novo projeto que já tenha equivalente ou esteja em desenvolvimento na controladora é iniciado (ou mesmo terminado, se for possível abortar o programa). Isto porque não faz sentido o mesmo grupo de empresas desenvolver projetos em paralelo, ainda mais com os custos que os projetos na área de defesa costumam ter. Se a controlada tem uma oportunidade de negócios em uma área na qual a controladora já possui um produto, ela simplesmente oferece este produto ao invés de tentar desenvolver algum próprio.
- Os engenheiros e técnicos da controlada tendem a se especializar apenas em alguns sub-sistemas nos quais estejam mais avançados, passando a utilizar em seus projetos sub-sistemas desenvolvidos pela controladora. O crescimento da equipe de projetos no início pode até ser grande (devido à maior disponibilidade de verbas e para acelerar o desenvolvimento dos projetos em andamento), mas no médio prazo tende a diminuir e a se estagnar. Com o tempo a capacidade de concepção e desenvolvimento de novos produtos é perdida e a equipe de engenheiros e técnicos da controlada passa a trabalhar como especialistas acessórios da equipe da controladora, fazendo apenas o desenvolvimento de um número reduzido de sub-sistemas específicos dos seus produtos próprios e os da controladora (que sempre poderá produzi-los na matriz, pois deterá o Know-How e o Know Why), e a integração dos produtos de ambas as empresas nas plataformas de seus clientes próprios.
-A soma dos dois últimos itens leva a uma grande perda (muitas vezes total) da capacidade de desenvolvimento de produtos da empresa controlada após poucos anos. Se por qualquer motivo o acesso à tecnologia da controladora for impedido (por exemplo por questões diplomáticas), a controlada não estará mais apta a apresentar novos produtos para suprir as demandas de seus clientes. Enquanto a situação diplomática for boa o país terá acesso à produção de produtos que antes teria que adquirir fora por preços mais elevados, além de poder desenvolver produtos específicos para suas necessidades com menores prazos e custos. Mas se a situação diplomática virar e ficar desfavorável mesmo que por apenas alguns anos, a indústria bélica (ou pelo menos as empresas com controladores estrangeiros) no mínimo ficará parada no tempo, e para re-obter a capacidade de avançar tecnologicamente terá que começar praticamente do zero. O país ficará sempre na posição de sofrer pressões políticas, econômicas e diplomáticas por parte do país da controladora (e de seus aliados), exatamente o que a END desejava evitar.
- Um último ponto a considerar: A Mectron trabalhava em parceria com empresas estrangeiras e brasileiras no desenvolvimnto de projetos conjuntos. A continuação ou não destas parcerias agora será uma decisão da Rafael.
Apesar de quaisquer ganhos imediatos que esta aquisição possa trazer, a médio/longo prazo ela é uma verdadeira lástima.
Leandro G. Card
ZeRo4 escreveu:
Mesmo assim, eu não consigo deixar de pensar que... se a vantagem do LY-63 é exclusivamente o alcance, e do meu ponto de vista a vantagem é somente essa e se essa vantagem cai por terra na utilização de um simples kit SPICE ou UMBANI, porque operar um sistema mais caro e menos preciso se na prática essa vantagem pode nunca aparercer?
[]s
É, mas infelizmente, as perspectivas não são boas:LeandroGCard escreveu:Para esclarecer:
Nosso colega Brisa informou que a fonte da notícia sobre a compra da Mectron é um site argentino sem confiabilidade, e a própria notícia é uma confusão com investimentos anunciados da IAI na Aeroeletrônica.
Portanto a Mectron ainda é (pelo que se sabe) uma empresa nacional.
Ufa, que alívio!
Leandro G. Card