TÓPICO OFICIAL DO FX-2: GRIPEN NG

Assuntos em discussão: Força Aérea Brasileira, forças aéreas estrangeiras e aviação militar.

Moderadores: Glauber Prestes, Conselho de Moderação

Qual o caça ideal para o FX?

F/A-18 Super Hornet
284
22%
Rafale
619
47%
Gripen NG
417
32%
 
Total de votos: 1320

Mensagem
Autor
Carlos Mathias

Re: [Edit] F-X-2 agora é OFICIAL, confira a partir da Pg 310!

#13501 Mensagem por Carlos Mathias » Ter Jun 02, 2009 11:34 am

Se fosse ontem diria que é efeito da ressaca. :lol:




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kekosam
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Re: [Edit] F-X-2 agora é OFICIAL, confira a partir da Pg 310!

#13502 Mensagem por kekosam » Ter Jun 02, 2009 11:38 am

Tulio véio... tá botando vodka na térmica novamente??? Chimarrão é com água... com água...

Tem mais desta ai? A cuia aqui tá vazia... :mrgreen:




Assinatura? Estou vendo com meu advogado...
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Plinio Jr
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Re: [Edit] F-X-2 agora é OFICIAL, confira a partir da Pg 310!

#13503 Mensagem por Plinio Jr » Ter Jun 02, 2009 11:59 am

Walterciclone escreveu:
Plinio Jr escreveu:O problema é justamente este, neste 01 mês restante, o quantidade de besteiras tenderá aumentar.....que tormento..... :lol:
Caro Plínio ofereço a vc para reflexão uma pequena contribuição, uma frase que tenho em mais alta consideração e que acredito seja oportuna para o que tu falaste:

"...Não existe nada tão ruim que não possa piorar..." :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: [002] [002] [002] [002]
Grande Walter......

Depois de uns 15 anos de novela, discussões, informações e contra-informações, depois da escolha, serão outros 15 anos de discussões, informações e contra-informações sobre quem foi o escolhido e os que não foram.....

É coisa de doido..... 8-]




¨Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão ¨- Eça de Queiroz
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PQD
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Re: [Edit] F-X-2 agora é OFICIAL, confira a partir da Pg 310!

#13504 Mensagem por PQD » Ter Jun 02, 2009 2:06 pm

Túlio escreveu:O melhor dos mundos: semana que vem estoura de vez a Grande Crise, os EUA decretam moratória unilateral, o dólar despenca para alguns centavos de real, quebram sucessivamente a BMAC, a SAAB e a DASSAULT, junto com a Eurofighter. Sem opção, o MinDef encomenda cem Flankers 35BM, dentro de um acordo de salvamente entre os BRICs: só compraremos uns dos outros, ToT liberada...

Enquanto isso, nos sites de relacionamento, miríades de lindas gatinhas ianques, Inglesas, Francesas, Suecas & quetales postam fotos desinibidas se oferecendo para casar com Brasileiros... :wink:

nesse quesito as mulheres Suecas sao imbativeis :lol:




Cabeça dos outros é terra que ninguem anda... terras ermas...
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Marino
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Re: [Edit] F-X-2 agora é OFICIAL, confira a partir da Pg 310!

#13505 Mensagem por Marino » Ter Jun 02, 2009 2:06 pm

Valor on line:
SAAB planeja aumentar participação com caças



A SAAB, empresa que atua nos segmento de defesa, aviação e segurança civil, quer aumentar a sua presença no Brasil. O programa F-X2, que prevê aquisição de 36 caças de última geração pelo governo brasileiro, tornou-se o principal projeto da companhia para alcançar este objetivo. "A SAAB está preparada para iniciar uma empresa de serviços de suporte de manutenção ao caça Gripen no Brasil, caso a aeronave seja escolhida, em conjunto com a indústria brasileira", disse o presidente mundial da SAAB, Âke Svensson.

A proposta do Gripen NG, segundo o diretor de campanha da aeronave no Brasil, Bengt Janér, está 100% de acordo com as exigências da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Estratégia Nacional de Defesa. "Trata-se de um caça de nova geração que poderá ser totalmente desenvolvido no Brasil, baseado em uma plataforma já consagrada e em operação em cinco países, com mais de 200 unidades vendidas."

A oferta enviada ao governo brasileiro também inclui um acordo de compensação comercial, equivalente a 100% do valor do contrato. O programa proposto pela SAAB, de acordo com a empresa, está focado em um trabalho conjunto de transferência de tecnologia e "know how" para as indústrias e instituições do setor aeroespacial brasileiro, com o objetivo de desenvolver capacidade local, que estimule a autonomia brasileira em áreas estratégicas e a competitividade internacional.

Segundo Janér, a SAAB já iniciou as discussões técnicas e desenvolveu alguns acordos de parcerias com várias companhias brasileiras do setor aeroespacial e de defesa, entre elas a Aeroeletrônica, Akaer, Atech, Embraer, Inbra e Mectron. O objetivo dessas parcerias, de acordo com o diretor, é a realização de serviços, fornecimento e integração de armamentos e sistemas aviônicos (equipamentos de controle de vôo da aeronave) para o Gripen NG.

"O programa de desenvolvimento de um caça de alta tecnologia em conjunto com o Brasil assegurará ao país a disponibilidade de competência, tanto para a melhoria contínua do Gripen NG Brasil, bem como para o projeto e fabricação local de uma plataforma de futura geração", ressalta o diretor da Gripen no Brasil. Entre as tecnologias avançadas que poderão ser compartilhadas com as empresas brasileiras, a SAAB destaca a fusão de sensores e baixa observabilidade e Stealth (aviões invisíveis), além do acesso completo aos códigos fonte do Gripen NG.

No Brasil a SAAB já mantém, desde 2001, uma parceria com a Embraer, na área de sistemas aéreos de alerta antecipado. Através da unidade SAAB Microwave Systems, forneceu para a Embraer o sistema de vigilância Erieye. Este radar foi integrado na aeronave Embraer ERJ-145 AEW&C (Aeronave de Alerta Aéreo Antecipado e Controle), desenvolvida inicialmente para equipar o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam).

A Força Aérea Brasileira adquiriu cinco dessas aeronaves para atuar no Sivam com a designação E-99m. O modelo também foi comprado pelo governo do México, para seu programa de vigilância de fronteiras e patrulha marítima, e pelo governo da Grécia, para missões de controle aéreo em operações integradas ao ambiente da OTAN. A SAAB e a Embraer, de acordo o presidente mundial da SAAB, comercializam ativamente os sistemas AE&W em outros países.

"Vemos muitas possibilidades de expansão dessa parceria com a Embraer", afirmou. O executivo da SAAB não descartou a possibilidade de cooperação, com atividades de desenvolvimento e produção de um radar Erieye ou de peças para o radar, no Brasil. O radar Erieye é produzido hoje pela SAAB Microwave em Gotemburgo, Suécia. A unidade é responsável pela produção de sensores e radares para uso naval, terrestre e aéreo. Além das aeronaves Embraer, o sistema Erieye também está presente nas aeronaves SAAB 340 ou SAAB 2000.

O CEO da SAAB afirma que as possibilidades de cooperação e negócios no Brasil não existem apenas no âmbito da Força Aérea, mas também nas áreas da Marinha, Exército e Segurança civil. "A SAAB poderá oferecer ao Brasil uma extensa gama de produtos e sistemas nas áreas de defesa, tecnologia verde e segurança civil, compartilhando seu expertise e oferecendo pacotes competitivos com transferência de tecnologia", afirmou.

As vendas da SAAB somaram 23.796 milhões de coroas suecas em 2008 (cerca de US$ 3 bilhões). Para 2009, segundo Svensson, o total deve permanecer inalterado e a margem de lucro deve ser menor em cerca de 4%. Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento do grupo correspondem a cerca de 17% das vendas anuais.




"A reconquista da soberania perdida não restabelece o status quo."
Barão do Rio Branco
PRick

Re: [Edit] F-X-2 agora é OFICIAL, confira a partir da Pg 310!

#13506 Mensagem por PRick » Ter Jun 02, 2009 2:22 pm

Marino escreveu:Valor on line:
SAAB planeja aumentar participação com caças
:lol: :lol: :lol: O próximo passo será a promessa de fornecer a MB uma esquadra completa de Corvetas e SNA´s! A SAAB irá se transferir para o Brasil, e passaremos ser a matriz da Empresa! 8-] 8-]

[]´s




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Re: [Edit] F-X-2 agora é OFICIAL, confira a partir da Pg 310!

#13507 Mensagem por Bourne » Ter Jun 02, 2009 3:23 pm

Acho que estou ficando com Gripe :mrgreen: :lol: :lol: :lol: :lol:




brisa

Re: [Edit] F-X-2 agora é OFICIAL, confira a partir da Pg 310!

#13508 Mensagem por brisa » Ter Jun 02, 2009 5:02 pm

Alo Bolovo...... manda uma fotinho aí para a minha nova assinatura [000]

O texto eu ja fiz....." Nem grande nem frances....tem que ser sueco " [003]




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Re: [Edit] F-X-2 agora é OFICIAL, confira a partir da Pg 310!

#13509 Mensagem por Valdemort » Ter Jun 02, 2009 5:52 pm

To comecando a achar que o Gripen vai levar .

Como premio de consolacao os Rafales F1 .




"O comunismo é a filosofia do fracasso, o credo da ignorância e o evangelho da inveja. Sua virtude inerente é a distribuição equitativa da miséria".
Winston Churchill
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Re: [Edit] F-X-2 agora é OFICIAL, confira a partir da Pg 310!

#13510 Mensagem por Bourne » Ter Jun 02, 2009 6:24 pm

A novela deve acabar quando, mesmo????




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Re: [Edit] F-X-2 agora é OFICIAL, confira a partir da Pg 310!

#13511 Mensagem por gaitero » Ter Jun 02, 2009 6:26 pm

~ 40 dias




Aonde estão as Ogivas Nucleares do Brasil???
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Re: [Edit] F-X-2 agora é OFICIAL, confira a partir da Pg 310!

#13512 Mensagem por Penguin » Ter Jun 02, 2009 8:03 pm

Valor, 02/06/2009

Defesa eleva pedidos de compensação em licitações

Virgínia Silveira, para o Valor, de São José dos Campos

A exigência de acordos de compensações para os contratos de compra de equipamentos de defesa no exterior é uma estratégia que vem ganhando força no governo brasileiro, como instrumento para agregar tecnologia e alavancar exportações. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, tem reforçado esse posicionamento ao afirmar que "a transferência de tecnologia é condição primordial para a compra de equipamentos fora do país".

Os recentes contratos de importação de produtos de defesa também mostram uma postura mais rigorosa do governo no sentido de garantir obtenção de tecnologia de ponta para a indústria brasileira. O acordo com os franceses para a construção do submarino a propulsão nuclear, por exemplo, segundo Jobim, resultará na implantação de um estaleiro e de uma base de submarinos, com incorporação de novas tecnologias para o país. O projeto do submarino está avaliado em € 6 bilhões.

Do mesmo modo, a compra de 50 helicópteros militares da França e 12 da Rússia, e o projeto F-X2, que até o mês de agosto definirá a empresa fornecedora dos 36 caças supersônicos de última geração para a Força aérea Brasileira (FAB), possuem cláusulas de compensação em valor igual ou superior aos contratos negociados. Juntos, esses contratos representam valores superiores a US$ 5,3 bilhões.

A compensação na área de defesa no Brasil - conhecida como "offset" - acontece quando as Forças Armadas de um país fazem um contrato de aquisição no exterior, valor igual ou acima de US$ 5 milhões, e requerem que o país seja compensado nas suas despesas, proporcionalmente ao volume de recursos despendidos na importação.

As contrapartidas comerciais já estão relacionadas hoje a aproximadamente 40% do comércio mundial de bens e serviços. Estima-se que 90% das exigências de "offset" se referem à venda de aeronaves militares. No Brasil, a política e estratégia de compensação comercial, industrial e tecnológica foi aprovada em 2002. Entre as Forças Armadas, a Aeronáutica é a que tem mais experiência nessa área e aplica cláusulas de compensação em contratos de compra de equipamentos desde o início dos anos 90.

Existem várias maneiras de o país comprador exigir tais compensações: treinamento de recursos humanos, co-produção, investimento em capacitação industrial e tecnológica, transferência de tecnologia, contrapartida comercial, produção sob licença, subcontratação. No Brasil, a política de "offset", adotada principalmente pela Aeronáutica, tornou-se um meio para a obtenção de tecnologia, capacitação e aperfeiçoamento do setor aeroespacial.

O presidente da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab), Walter Bartels, acredita que, em alguns casos, os resultados dos acordos são efetivos, mas na maioria das vezes não existe a transferência da tecnologia que o país comprador almeja. "Uma prova disso é que a própria empresa contratada é quem escolhe as tecnologias que serão oferecidas e não as que o Brasil gostaria de receber." Bartels também critica o fato de o contrato de "offset" não estar atrelado ao contrato principal. "No Brasil, o contrato de compensação é paralelo ao principal, e com isso o país perde um pouco a capacidade de cobrar do fornecedor o cumprimento do acordo", afirma.

O diretor da Aiab também defende que a condução dos contratos de compra de equipamentos de defesa deveria ser feita por uma empresa brasileira. "Nos EUA, as compras no exterior acontecem dessa forma. A Embraer, quando participou, no começo dos anos 90, da concorrência de fornecimento de aviões Tucano, foi obrigada a se associar a uma empresa americana, a Northropp."

Nos últimos quatro anos, o governo brasileiro, por meio da Aeronáutica, conseguiu colocar em prática quatro projetos de compensação considerados estratégicos. Os acordos envolvem a compra de aviões e componentes eletrônicos no exterior avaliados em mais de US$ 1 bilhão. O valor inclui o acordo de compensação em andamento com a empresa israelense Elbit , e as europeias Airbus e Eads-Casa.

Segundo o coronel Sebastião Gilberti Maia Cavali, diretor do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), órgão que assessora o Ministério da Defesa nas negociações de "offset", o acordo de compensação feito para o novo avião presidencial, o Airbus ACJ, avaliado em US$ 56,7 milhões, é o que está em estágio mais avançado, em termos de cumprimento.

"A empresa europeia já realizou 94% das compensações acordadas com a Força aérea em 2004, entre elas a construção de uma unidade fabril para tratamento de superfícies , a Sopeçaero, e a aquisição de uma fábrica de peças mecanizadas, a Pesola, ambas em São José dos Campos", conta Cavali. A companhia europeia também capacitou a indústria nacional na área de manutenção de turbinas.

A empresa israelense Elbit Systems foi selecionada pela FAB para fornecer os sistemas aviônicos da frota de 45 aeronaves F-5. Essa frota está sendo modernizada em conjunto com a Embraer. O programa de modernização, avaliado em US$ 285 milhões, tem hoje 55% das compensações previstas em contrato, realizadas. A principal delas foi a aquisição da empresa gaúcha Aeroeletrônica e a produção no Brasil de todos os sistemas aviônicos do F-5, com o treinamento de mão de obra brasileira nas fábricas da Elbit em Israel.

A Eads-Casa possui dois contratos com a FAB, no valor total de US$ 767 milhões, envolvendo a modernização de nove aviões de patrulha marítima P-3 e fornecimento de 12 aviões de transporte C-295 para missões na Amazônia. O acordo de compensação nesses dois casos, segundo o diretor do IFI, foi iniciado em 2005 e até o momento a empresa realizou 8% do "offset" do P-3 e 3% do CLX.

O percentual do "offset" exigido varia de país para país e pode ir de 30% a 100% do valor do contrato, mas há casos em que os valores ficam acima disso. O acordo de compensação feito pela empresa Eads-Casa com a Aeronáutica, por exemplo, segundo o diretor-geral da Eads no Brasil, Eduardo Marson Ferreira, prevê contrapartida de 120%. "O Brasil se tornou o quarto país no mundo em obrigações de "offset" do grupo Eads", disse.

A brasileira Atech foi uma das principais beneficiadas do acordo de compensação da Eads-Casa. A empresa enviou uma equipe de engenheiros para a Espanha e, durante um período de três anos, absorveu tecnologia no processo de desenvolvimento e integração de sensores dos sistemas de missão da aeronave P-3. A primeira aeronave com o novo sistema deverá ser entregue em meados deste ano.

As 11 empresas que integram o consórcio HTA (High Technology Aeronautics), fornecedoras do setor aeronáutico, também foram contempladas pelo "offset" oferecido pelo consórcio europeu. As empresas, sediadas em São José dos Campos, se tornaram fornecedoras de peças para aeronaves produzidas pela Eads-Casa na Espanha. As empresas da HTA deixaram de ser apenas mais uma fornecedora da Embraer e passaram a ter reconhecimento internacional, disse um dos diretores do consórcio.



Transferência de tecnologia deve definir seleção de novo caça

Para o Valor, de São José dos Campos

As empresas que disputam o projeto F-X2 - Boeing, Gripen e Dassault - estão investindo pesado em suas propostas de transferência de tecnologia, já que esse item tem sido priorizado pelo governo brasileiro. A Boeing contratou uma empresa de São José dos Campos para delinear sua estratégia nessa área. A política de liberação de tecnologia pelo governo dos Estados Unidos, segundo a Boeing, avançou muito e um claro exemplo disso foi a inclusão do radar APG-79 AESA na proposta enviada para o projeto F-X2.

"A Boeing e os fornecedores do programa do caça Super Hornet têm receita anual de aproximadamente R$ 1 trilhão. Isso representa imenso potencial industrial para ser dividido na obrigação de transferência tecnológica e industrial com as empresas parceiras no Brasil", afirma o diretor de desenvolvimento de negócios internacionais da Boeing, Michael Coggins

A Gripen afirma que o grande diferencial da sua proposta está na oportunidade de desenvolvimento conjunto de um caça sueco-brasileiro, baseado em uma aeronave consagrada, com mais de 230 unidades em operação no mundo. "O nosso "offset" está direcionado ao estabelecimento de parcerias estratégicas com a indústria nacional e a transferência de tecnologia através de um trabalho conjunto", ressalta o diretor-geral da Gripen Brasil, Bengt Janér.

O consórcio francês Rafale International do Brasil, integrado pelas empresas Dassault, Snecma e Thales, também aposta no tema das parcerias estratégicas e afirma que sua proposta conta com o aval do governo francês para transferir 100% das tecnologias do Rafale, que é um projeto 100% francês. "No F-X1, nós já oferecíamos importante transferência de tecnologias. Hoje, o enfoque nessa área está ainda mais pronunciado e a capacidade de absorção da indústria brasileira também é maior", explicou o diretor do consórcio, Jean Marc Merialdo.

No dia 4 de maio, a FAB recebeu as ofertas revisadas das empresas participantes do processo de seleção dos novos caças. A entrega das propostas finais, conhecidas no jargão militar como Bafo (Best and Final Offer), está prevista para julho. É nesse momento que as empresas tentam melhorar as propostas e têm a última chance para baixar os preços.

De olho nas oportunidades de desenvolvimento de tecnologias e produtos que o contrato do F-X2 pode proporcionar, a prefeitura de São José dos Campos, o Ciesp e o Centro Para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista (Cecompi) estão organizando ações para promover e orientar as empresas locais com capacidade para participar dos acordos de compensação da Aeronáutica. O município de São José dos Campos concentra mais de 80% das empresas do setor aeroespacial brasileiro.

Para Ozires Silva, ex-presidente da Embraer e hoje reitor do Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte), os acordos de compensação não deveriam se tornar a principal alternativa para o país obter novas tecnologias. "Não nego que resultados tenham existido e a própria Embraer se beneficiou de alguns desses programas de contrapartida, mas seus impactos, salvo algumas poucas exceções, são bem menores do que as expectativas ou intenções", afirmou.

Empresários do setor reclamam a falta de um gerenciamento mais eficaz dos acordos de compensação. "É importante a formação de um grupo dedicado dentro do governo para acompanhar o cumprimento dos prazos previstos nos cronogramas firmados nos contratos, inclusive na aplicação de penalidades no caso de não cumprimento", comentou um empresário do setor aeroespacial.

Silva defende que a compra de caças estrangeiros deveria ser feita pela Embraer. "O grande benefício desse sistema é que a contratante da empresa estrangeira sempre é a empresa nacional, dando-lhe um poder de reivindicar o que necessita muito mais forte do que o do offset.". Silva cita como exemplo a compra e a produção sob licença, pela Embraer, de 112 aeronaves Xavante, nos anos 70.

"Nós contratamos a italiana Aermacchi, selecionada pela FAB, e isso nos permitiu introduzir no contrato pesadas cláusulas de assistência técnica, ajudando a empresa brasileira, que estava dando seus primeiros passos, a acelerar e garantir a qualidade, nível tecnológico e as cadências de produção previstas para o Bandeirante e o Ipanema."

Na opinião do executivo, é natural que existam dúvidas em relação à capacidade da Embraer de participar ativamente do projeto e do desenvolvimento do avião escolhido pela FAB. "Todos os programas da Embraer, desde o Bandeirante, começaram numa atmosfera de dúvida e ela venceu todos os obstáculos. Se não tivesse havido a confiança da FAB, talvez a Embraer nem existisse hoje."

No caso do AMX, segundo ele, a Embraer era uma das contratadas para o programa, dentro do projeto criado em conjunto pela Força aérea Italiana e a FAB, além das empresas (Embraer e as italianas Alenia e Aermacchi). "O programa AMX foi fundamental para a empresa dar o bem-sucedido salto para os eficientes e competitivos jatos que produz hoje, com aceitação mundial." Nesse caso, segundo Silva, a Embraer já não foi simplesmente uma recipiente de conhecimentos externos, mas também geradora de tecnologias, hoje de sua propriedade.

Segundo o executivo, os americanos, na edição do "Buy American Act", em 1933, obrigaram que as compras de defesa sempre fossem feitas diretamente da empresa nacional e, quando a tecnologia ou produtos inovadores fossem comprados no exterior, teriam que ter um percentual mínimo de participação doméstica, que na época foi fixado em 50%.

Essa lei, de acordo com Silva, foi atualizada em julho de 2006, e o percentual de participação da indústria americana nos contratos aumentou para 75%. "As Forças Armadas americanas investem US$ 12 bilhões por ano em novos projetos, que repercutem no desenvolvimento do país." (VS)




Sempre e inevitavelmente, cada um de nós subestima o número de indivíduos estúpidos que circulam pelo mundo.
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Re: [Edit] F-X-2 agora é OFICIAL, confira a partir da Pg 310!

#13513 Mensagem por FIGHTERCOM » Ter Jun 02, 2009 8:14 pm

Falaram aqui no DB que o Ozires Silva não decide nada, logo a opinião dele não conta. Evocaram a Sagrada END para contestar essas opiniões. Depois falam que devemos aprender com nossos erros para não tornar a cometê-los, mas o engraçado é que desprezam opinião de quem vivenciou esses problemas no passado. Vai entender. :roll: :roll: :roll:


Abraços,

Wesley




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Re: [Edit] F-X-2 agora é OFICIAL, confira a partir da Pg 310!

#13514 Mensagem por Bolovo » Ter Jun 02, 2009 8:45 pm

brisa escreveu:Alo Bolovo...... manda uma fotinho aí para a minha nova assinatura [000]

O texto eu ja fiz....." Nem grande nem frances....tem que ser sueco " [003]
Tem várias do Rafale Killer, só procurar... :mrgreen:

http://www.serve.com/vhold/hellcats/posts/gripen_ng_front.jpg

http://www.air-attack.com/MIL/jas39/jas39ng_200811201.jpg

http://www.aviationspectator.com/files/images/Saab-JAS-39-Gripen-fighter-168.preview.jpg




"Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu."
Darcy Ribeiro (1922 - 1997)
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Re: [Edit] F-X-2 agora é OFICIAL, confira a partir da Pg 310!

#13515 Mensagem por Carlos Mathias » Ter Jun 02, 2009 8:50 pm

Falaram não, eu falei e repito. O nome é Carlos Mathias. E não foi bem assim não, se quiser ser justo, copie e cole aqui prá não ficar suspeitas no ar, tá certo?

Quem vive de passado é museu, ou quem tem interesses em que as coisas continuem como eram no passado.
A END não é "a Sagrada END ", é uma lei, uma nova ordem a ser seguida SIM. Só mesmo num bananal é que uma lei é levada na sacanagem, que normas e diretrizes criadas pelo poder civil são enxovalhadas pelos militares e esse NÃO será o nosso caso, a menos que queiramos nos alinhar com outros bananeiros da região. Mas parece que esse é o ardente desejo de muitos amigos do fórum, principalmente porque seus aviões queridos estão suportamente atrás no quesito ToTs. Um porque não faz mesmo, e o outro porque depende SIM de terceiros para fazer o que se pede. Logo, rasgue-se a END para satisfazer essa conveniência momentânea.
É isso mesmo que se quer aqui? Logo aqui, onde se debate em alto nível a defesa do país vamos defender uma virada de mesa em favor de extrangeiros??????
E todos os benefícios que já se conseguiu com a mesma END? Voltemos ao bom e velho passado?

A END está aí, quem quiser brinquedo novo vai SIM ter que dançar conforme música, ou vai para a rabeira da fila, se ficar na fila.

Mais uma vez e sempre vou repetir o brilhante exemplo que a MB deu, acertando seus ponteiros com a END, o poder civil e suas necessidades, e o que ela ganhou com isso? Compras e programas de tecnologia talvez muito maiores que essa merreca de 36 caças que se arrasta a dez anos, e que vai continuar assim se essa maneira de ver a END for compartilhada pela FAB, e não o é, absolutamente.

Será mera coincidência que a MB tenha conseguido TUDO o que quer e as outras forças estejam prá trás?

Então, invés de querer torcer as coisas e colocar o vendedor na frente de uma lei brasileira, eles que se adaptem, ou caiam fora.

Abraços!
Carlos Mathias.




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