Governo adia divulgação de Plano de Defesa...VERDADE?

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lobo_guara
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Re: Governo adia divulgação de Plano de Defesa...VERDADE?

#106 Mensagem por lobo_guara » Seg Set 08, 2008 5:28 pm

talharim escreveu:Daqui a pouco os governistas vão querer dizer que a compra de 4 Seahawk pela MB,o andamento "heróico" da VBTP pelo Exército,a compra de 7 Piranha pelo CFN,a compra de 6 Blackhawk pela TAB..................... essas míseras aquisições dignas de "heroísmo" das nossas FAs.............................fora feitas com verbas exclusivas/adicionais do governo federal.

Tenha dó.
Me desculpe Talha , mas isso é Bobagem (acho que é um pouco de incompatibilidade ideológica tual), pois no final das contas o dinheiro sai de onde mais, se não do governo federal? Quem autoriza é o Governo Federal, as FFAA não podem sair gastando a troco de nada ou a seu bel prazer, pois basta o MD resolver e cancela tudo, ou basta o MF resolver e a verba vai para o espaço. Aliás os corajosos militares colocado nas cadeiras de comandantes só estão lá por indicação do governo, então se o governo é covarde, entreguista e etc., então estes chefes militares são coniventes, pois foram indicados pelo governo. Olha mesmo o que consideras pouco e irrelevante esta sendo feito com o consentimento do governo e foi o possivel até o momento, pois os militares estão sem receber investimentos significativos a mais de 30 anos e não é esse governo que ira resolver tudo de uma vez por mais que possa a vir a fazer. Agora as iniciataivas estão seguindo uma lógica correta, pois a elboração do plano significa a necessidade de novas diretrizes e isso parece que esta sendo feito, e mesmo as compras, ainda que modestas seguem essa lógica. Agora olha, só o atual governo já executou as seguintes ações:
para a FAB:
contrato relativo aos CASA295 e P3BR (tudo em conformidade com a decisão soberana da FAB);
contrato dos M2000C (a decisão não foi política foi uma decisão do comando da FAB na época);
contrato dos F5M (em execução, aliás parece que quase todos os caças faltantes já foram entregues - agora os atrasos decorrentes a questões técnicas são comuns nesses projetos - qual a solução contratar com os EUA? não parece rasoável se a Embraer esta se apresentou para fazer. Aliás o contrato já estava assinado desde o governo anterior e a sua execução já estava atrasada);
contrato dos Blackhawk da FAB;
Execução do contrato dos A29 e confirmação de + 23 opções de compra - aliás acrescenta-se a isso a promoção do novo produto da Embraer e total apoio do governo as vendas já realizadas ao exterior;
Assinatura do contrato de modernização dos A1;
Contrato com a Denel da África do Sul para o programa do A-Darter
Contrato para a aquisição e pods de reconhecimento e guerra eletrônica, além de armamentos diveros como misseis BVR e bombas Lizard Opher para emprego pelos F5M; etc.
Para o EB:
Contrato para o projeto da nova VB do EB;
contrato para aquisição dos Leo 1A5 atendedno um antigo anseio da FT de padronização da frota e CC;
contrato para aquisição de viaturas Marruá;
contrato para aquisição dos Morteiros de 120 mm;
modernização das viaturas blindadas Urutu e Cascavel (garantiu as verbas necessárias para a continuídade do processo);
processo para modernização das viaturas blindadas M113;
criação da Brigada de Op Especiais;
criação da 2ª brigada de Inf. Sl.;
reestruturação das brigadas de cavalaria;
Projeto SABER M60 com financiamento através do MC&T;
Contrato da pré-série do sistema de mísseis MSS1.2;
contrato para a aquisição de VANT;
Execução do contrato dos Cougar da aviação do EB(o contrato foi assinado no governo passado e executado no atual);
Viabilidade da participação do EB no comando da Força de Paz do Haíti, no passado enviávamos no máximo uma fração de tropas para esse tipo de missão com inúmeros resultados posítivos no que tange a desenvolvimento da doutrina de emprgo da FT e projeção internacional para as FFAA brasileiras.
Etc., etc., etc.
Para a MB:
Conclusão do Submarino Tikuna;
Conclusão da Corveta Barroso;
Início do processo de modernização no NAe SP;
Execução do contrato de modernização das Fragtas Niterói (contratado no governo passado mas executado na sua maior parte no atual governo);
Aquisição por oportunidade do navio transpote de tropas Garcia D'Ávila e outro da mesma classe junto a RN;
Aqusição de um novo navio de pesquisa para o PROANTAR (com participação do MC&T);
Aquisição do návio oceanográfico Cruzeiro do Sul;
Garantia das verbas para a retomada do programa do Submarino Nuclear;
contrato para aquisição de 2 NaPa 500 ton + 4 em fase de licitação;
Inúmeros programas de P&D visando a produção de novos sistemas navais e armamentos tal como o MAN-1 com participação privada e de universidades através do MC&T;
Aquisição de 4 Helicópteros anti-submarino Seahawk;
contrato para modernização de mísseis Exxocet e Mistral;
contrato para modernização dos submarinos da classe IKL209;
contrato para aquisição de torpedos Pesados Mk48;
Aqusição de diversas viaturas para os FN entre os quais os novos Jeeps Marruá;
etc., etc., etc.
Olha não é pouco não, o problema é que as FFAA estavam em petição de miséria. Além disso de quebra os militares arrancarão do governo uma política salarial de longo prazo, coisa que não existia (aliás o fato de assegurar que os recrutas passam a receber um salário minímo já é algo notável se considerares o número de beficiados e os impactos nisso para as FFAA).
E ainda há o tal plano estratégico que aponta para a aquisição de inúmeros meios e uma mudança significativa do patamar da defesa brasileira. Portanto, Talha acho que neste aspecto tú estas equivocado em relação ao atual governo.




Deve, pois, um príncipe não ter outro objetivo nem outro pensamento, nem tomar qualquer outra coisa por fazer, senão a guerra e a sua organização e disciplina, pois que é essa a única arte que compete a quem comanda. (Machiavelli)
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Re: Governo adia divulgação de Plano de Defesa...VERDADE?

#107 Mensagem por Plinio Jr » Seg Set 08, 2008 6:10 pm

Muito bla-bla- e pouca coisa na prática.... :!:




¨Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão ¨- Eça de Queiroz
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deschamps
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Re: Governo adia divulgação de Plano de Defesa...VERDADE?

#108 Mensagem por deschamps » Seg Set 08, 2008 6:17 pm

será que amanhã sai o plano?




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marcandrey
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Re: Governo adia divulgação de Plano de Defesa...VERDADE?

#109 Mensagem por marcandrey » Seg Set 08, 2008 6:46 pm

U-27 escreveu:e sabe o pior talharim? nas proximas eleições vão eleger mais um presidente que vai agir assim, e o proximo tambem e o proximo tambem.


O povo que não tem fé!!!!!!
Vamos dar mais um voto de confiança!!!!! Se a coisa não sair ai sim pode malhar a vontade....

Sei não, mas acho que dessa vez a coisa vai, pode não sair da maneira que alguns aqui sonham!!! Mas acho que sai!!!




Abraços
marcandrey
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Re: Governo adia divulgação de Plano de Defesa...VERDADE?

#110 Mensagem por faterra » Seg Set 08, 2008 6:49 pm

deschamps escreveu:será que amanhã sai o plano?
Sai!
Só não se sabe a hora que volta. 8-]




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Um abraço!
Fernando Augusto Terra
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Re: Governo adia divulgação de Plano de Defesa...VERDADE?

#111 Mensagem por U-27 » Seg Set 08, 2008 6:51 pm

ok marcan

vou dar meu voto, vejamos o que ira acontecer ;)




"A religião católica contém a Verdade total revelada por Deus e não dizemos isso com arrogância nem para desafiar ninguém. Não podemos diminuir esta afirmação" Dom Hector Aguer

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Re: Governo adia divulgação de Plano de Defesa...VERDADE?

#112 Mensagem por Marino » Seg Set 08, 2008 7:52 pm

Da Isto É Dinheiro:

O plano franco-russo de Jobim

Como, com equipamento francês e treinamento russo, o ministro pretende reequipar as Forças Armadas e até ampliar o serviço militar

GUSTAVO GANTOIS

A DEPENDER DOS MINISTROS Nelson Jobim e Mangabeira Unger, as próximas comemorações do 7 de Setembro deverão servir como um divisor de águas para as Forças Armadas. Em um calhamaço de mais de 100 páginas, pomposamente intitulado Plano Estratégico de Defesa Nacional, que será lançado neste domingo, os dois destrincham idéias para o reaparelhamento das Forças, a organização da indústria bélica nacional e alterações no serviço militar obrigatório. Nos moldes do jeitinho brasileiro, a nova concepção para a defesa mistura alhos com bugalhos, colocando na mesma cesta projetos franceses e russos moldados para os trópicos. Em dezembro, desembarcam em Brasília os presidentes Nicolas Sarkozy, da França, e Dimitri Medvedev, da Rússia. O primeiro vem assinar o termo de aliança estratégica, que o tornará o parceiro principal na compra de equipamentos e na transferência de tecnologia bélica. Medvedev vai firmar outros três acordos, principalmente na área de informações. O Brasil passará então a contar com armamentos franceses e treinamento russo. Pode parecer estranho. Mas não para Jobim e Mangabeira, entusiastas da independência à hegemonia americana. "Essa nova atuação faz parte da linha de ação do Conselho de Defesa Sul-Americano", afirma o ministro Nelson Jobim.

Um dos principais pontos do plano é a reestruturação da indústria bélica nacional. Na década de 1980, a Engesa colocava caminhões e blindados Cascavel e Urutu nas Américas, na África e na Ásia, e o tanque Osório estava entre os mais avançados. A Avibras exportava dezenas de baterias de foguetes múltiplos Astros II, até hoje entre os melhores materiais do gênero, para o Oriente Médio. Aviões de treinamento Tucano, da Embraer, foram adotados por países como França e Reino Unido. Mangabeira Unger quer mudar o atual quadro de desmantelamento. Na segunda-feira 8, o primeiro de uma série de contratos ligados à indústria de defesa será apresentado formalmente na Fiesp. É a construção, em Itajubá, de 51 helicópteros EC 725. A fábrica da Helibras receberá da francesa Eurocopter US$ 400 milhões em investimentos para o novo programa, que inclui a transferência de uma linha de produção da Europa para Minas Gerais. O custo do programa é de R$ 4 bilhões. Para a Marinha, está prevista a construção de 53 embarcações, incluindo submarinos, um deles nuclear, e fragatas. Durante a visita de Sarkozy, serão firmados os contratos para a produção de quatro submarinos da classe Scorpène e seis fragatas da classe Fremm. Na Força Aérea os investimentos também são pesados. A concorrência FX-2 para a compra de 12 caças entra na segunda fase no fim do mês. Os Rafale franceses, ao custo de ? 70 milhões, ainda lideram a disputa. Mas a vinda de Medvedev pode alterar o jogo. Os russos prometem o Sukhoi Su35BM, por ? 50 milhões, com participação dos brasileiros no desenvolvimento de um avançado avião de combate, o PAK-FA T- 50, que seria um dos mais avançados do mundo em dois anos. "As respostas mais positivas vieram da França e da Rússia, mas as sinalizações mais positivas e surpreendentes vieram de Moscou", diz Mangabeira Unger. Mas nem todos concordam com a estratégia de misturar fornecedores. "É uma incongruência o governo comprar um tipo de equipamento e receber treinamento de outro", diz o analista militar Álvaro Pinheiro. O plano ainda tem outro ponto polêmico. Jobim também quer alterar o serviço militar obrigatório, criando o serviço civil para acomodar os jovens que são dispensados por excesso de contingente e seriam utilizados na defesa das fronteiras.




"A reconquista da soberania perdida não restabelece o status quo."
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Re: Governo adia divulgação de Plano de Defesa...VERDADE?

#113 Mensagem por Matheus » Seg Set 08, 2008 7:54 pm

Acho que sai dia 1º de Abril, com certeza!




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Re: Governo adia divulgação de Plano de Defesa...VERDADE?

#114 Mensagem por Wolfgang » Seg Set 08, 2008 7:56 pm

De 31 de fevereiro não passa.




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Re: Governo adia divulgação de Plano de Defesa...VERDADE?

#115 Mensagem por Flávio Rocha Vieira » Seg Set 08, 2008 8:03 pm

DEFESA@NET 08 Setembro 2008
Valor 08 Setembro 2008


Plano Estratégico Nacional de Defesa
Plano prevê elevar gastos para 2,5% do PIB


Cristiano Romero
Colaboraram Juliano Basile e Mônica Izaguirre

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve fechar amanhã, em reunião no Palácio do Planalto, o "Plano Estratégico Nacional de Defesa", um ambicioso projeto de reequipamento das forças Armadas e de mudança radical da cultura militar do país. O plano prevê, entre outras iniciativas, a fabricação de caças e outros equipamentos militares no Brasil, a concessão de incentivos fiscais para a indústria bélica nacional, a dispensa de licitação na compra de armas e a exigência de que o serviço militar passe a ser efetivamente obrigatório. O projeto estima que, em cinco anos, os gastos militares saltarão de 1,5% para 2,5% PIB (cerca de R$ 69 bilhões).

O plano foi feito por comitê presidido pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e coordenado pelo ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger. Seria divulgado ontem, durante as festividades do Dia da Independência, mas a visita da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, fez o presidente Lula adiar o anúncio. Para elaborar o plano, Jobim e Mangabeira debateram o tema com ministros e lideranças militares.

Um dos aspectos mais importantes do plano é "reconstruir" a indústria bélica nacional. Jobim e Mangabeira estão propondo ao presidente a adoção de um regime jurídico e tributário especial para as empresas, livrando-as, inclusive, da necessidade de participar de licitações na venda de equipamentos às forças Armadas. "Empresas privadas de defesa não podem ser tratadas como empresas quaisquer, mas no Brasil elas são", disse Mangabeira ao Valor.

Em contrapartida, o governo passaria a exercer um "poder estratégico" sobre essas empresas. A idéia é fazer isso por meio de "golden share", ação especial que dá ao acionista o poder de veto numa companhia, ou de licenciamentos regulatórios, um sistema muito usado nos EUA. No caso dos licenciamentos, o governo apresenta uma longa lista de exigências à empresa interessada em se beneficiar dos incentivos. "Essa dependência de aprovações é tão abrangente que, no fundo, é como se houvesse uma superdiretoria lá no governo dizendo "faça isso" ou "faça aquilo"", disse Mangabeira.

Com o plano de defesa, Mangabeira quer que o Brasil deixe de ser um mero comprador de
aviões militares. A ambição é, além de exigir a transferência de tecnologia, negociar a criação de joint ventures de empresas estrangeiras com nacionais para produzir caças no país. O ministro reconhece que o governo vive um dilema, na medida em que a força aérea Brasileira necessita renovar a frota entre 2015 e 2025.


Há negociações, neste momento, para a compra de aviões produzidos na França e na Rússia. Jobim e Mangabeira querem aproveitar a compra para negociar parcerias. O ministro de Assuntos Estratégicos assegura que o Brasil não comprará de quem não aceitar, já neste momento, a transferência de tecnologia. "Não vamos entrar numa relação em que penda sobre nossas cabeças a espada de Dâmocles de uma grande potência que use a nossa dependência tecnológica para induzir uma tutela política", afirmou, em uma crítica velada aos americanos, que rejeitam transferir tecnologia bélica.

Outro ponto do pacote diz respeito ao serviço militar. O plano prevê dois caminhos. O primeiro é manter o serviço como está. A única diferença é que, ao longo do serviço militar, as forças Armadas ofereceriam educação regular aos soldados, além da militar. A segunda opção é que todos os brasileiros em idade para se alistar passem a se apresentar obrigatoriamente, cabendo às forças Armadas escolher os mais aptos a servir. Numa segunda etapa, os que não fossem aproveitados prestariam o serviço social obrigatório, de preferência numa região do país diferente da sua. Nesse serviço, receberiam treinamento militar "rudimentar" e comporiam a força de reserva.

Mangabeira acredita que essa é a parte mais controvertida do projeto. A decisão caberá ao presidente Lula. "Queremos cuidar para que as forças Armadas continuem a ser a própria nação em armas e não uma parte da nação paga pelas outras partes para defendê-las. Sobretudo numa sociedade tão desigual como a nossa, elas são um nivelador republicano, o espaço no qual a nação pode se encontrar acima das classes", diz.

Um ponto polêmico da proposta é a integração das ações das forças Armadas, acostumadas a atuar de forma segmentada no Brasil. Mesmo elogiando as lideranças militares, especialmente as escolas dos oficiais, Mangabeira admitiu que não há consenso, mas assinalou que a implementação do projeto não depende do presidente, mas do país.

"Não é fácil para nenhuma força armada enfrentar uma proposta de grande transformação", assinalou. "O centro do debate da defesa é, de um lado, o alcance das nossas ambições, se nos levamos a sério ou não. De outro lado, é o nível de nossa disposição para o sacrifício. A moeda da defesa é o sacrifício. Em última instância, é a disposição para morrer, mas, antes disso, é a disposição para comprometer os nossos recursos e nosso tempo, o tempo da nossa juventude."

Segundo Mangabeira, com o plano, haverá um "triplo imperativo" para as três forças armadas. O primeiro é o monitoramento. A preocupação, nesse caso, é assegurar que, dentre as tecnologias utilizadas para monitorar o país, os militares não dependam apenas de tecnologias estrangeiras. O ministro afirma que o Brasil não tem nenhum controle sobre os sistemas de localização, como o GPS (sigla em inglês para sistema de posicionamento global).

A idéia é que o país desenvolva satélites, veículos lançadores, sistemas de localização, um
complexo de tecnologias espacial e cibernética. "É intolerável que, numa situação de conflagração mundial, percamos a possibilidade de visualizar o país e de guiar os nossos veículos aéreos e marítimos porque o sistema de localização pode ser desconectado a qualquer momento."

O segundo imperativo é a mobilidade. A avaliação é que um país de dimensões continentais
como o Brasil, que faz fronteira com dez nações e tem uma fronteira marítima de 8 mil km, as forças armadas não têm como estar presentes em toda a região de fronteira. Por isso, a eficácia da ação militar depende de tecnologias e capacitações de mobilidade. O plano é que a vigilância do território nacional e do mar territorial, especialmente das plataformas de petróleo, passe a ser feita por um sistema integrado de monitoramento a partir da terra, do ar e do espaço.

"O horizonte do projeto, e isso se aplica a todas as forças, é uma cultura militar pautada pela flexibilidade, a audácia, a imaginação e a capacidade de surpreender e de desbordar [ultrapassar os limites]. Não seremos os mais poderosos. Sejamos, então, os mais audaciosos e imaginativos".

Mangabeira disse que o objetivo do projeto não é "apenas" reequipar as forças Armadas, mas "transformá-las". "Uma das premissas da integridade do regime republicano e das forças Armadas é a primazia do poder civil sobre o militar, que só se completa quando os civis lideram as discussões sobre defesa", disse. "A discussão não poderia ser delegada aos militares, senão se transformaria num pleito por dinheiro. Apareceria aos olhos do país como mais um lobby, como é, aliás, a situação de todas as corporações no Brasil."

Ontem, após o desfile do Dia da Independência, Mangabeira afirmou que, como o plano exigirá sacrifícios financeiros, será atacado. "Quando o plano for lançado, será atacado por formadores de opinião. Vão acusá-lo de desperdício de dinheiro e de ser instrumento armamentício". Mas ele acredita que vencerá a "batalha" contra os críticos. "Não são ataques previsíveis, mas também indispensáveis porque a resposta vai propiciar uma dialética de esclarecimento, vai construir condições para um grande debate nacional. É a nação que terá de decidir até onde vão as suas ambições e o seu sacrifício".

Em: http://www.defesanet.com.br/md1/pac_18.htm

Um fraternal abraço,




.'.
"... E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. ... "

Maria Judith Brito, Presidente da ANJ (Associação Nacional de Jornais).
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Re: Governo adia divulgação de Plano de Defesa...VERDADE?

#116 Mensagem por faterra » Seg Set 08, 2008 8:03 pm

Equipamentos franceses e treinamento russo! :shock:
Quem vai ensinar os brasileiros a operar equipamentos adquiridos da França serão os instrutores russos? 8-]
Quem diria, hein PRick! :twisted:




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Um abraço!
Fernando Augusto Terra
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Re: Governo adia divulgação de Plano de Defesa...VERDADE?

#117 Mensagem por Carlos Mathias » Seg Set 08, 2008 8:14 pm

Que nada, isso é coisa de quem escreveu a matéria. Veja que o título é um e o texto em si é outro.

Como sempre foi, a briga tá entre SU-35BM e Rafale. Quer dizer, vamos estar no paraíso ou no céu de qualquer maneira, e nesta ordem. :wink: 8-]




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Re: Governo adia divulgação de Plano de Defesa...VERDADE?

#118 Mensagem por Duka » Seg Set 08, 2008 8:16 pm

Bobagem esse papo de treinamento...




Abraços
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Re: Governo adia divulgação de Plano de Defesa...VERDADE?

#119 Mensagem por Pepê Rezende » Seg Set 08, 2008 8:17 pm

Marino escreveu:Da Isto É Dinheiro:

O plano franco-russo de Jobim

Como, com equipamento francês e treinamento russo, o ministro pretende reequipar as Forças Armadas e até ampliar o serviço militar

GUSTAVO GANTOIS

A DEPENDER DOS MINISTROS Nelson Jobim e Mangabeira Unger, as próximas comemorações do 7 de Setembro deverão servir como um divisor de águas para as Forças Armadas. Em um calhamaço de mais de 100 páginas, pomposamente intitulado Plano Estratégico de Defesa Nacional, que será lançado neste domingo, os dois destrincham idéias para o reaparelhamento das Forças, a organização da indústria bélica nacional e alterações no serviço militar obrigatório. Nos moldes do jeitinho brasileiro, a nova concepção para a defesa mistura alhos com bugalhos, colocando na mesma cesta projetos franceses e russos moldados para os trópicos. Em dezembro, desembarcam em Brasília os presidentes Nicolas Sarkozy, da França, e Dimitri Medvedev, da Rússia. O primeiro vem assinar o termo de aliança estratégica, que o tornará o parceiro principal na compra de equipamentos e na transferência de tecnologia bélica. Medvedev vai firmar outros três acordos, principalmente na área de informações. O Brasil passará então a contar com armamentos franceses e treinamento russo. Pode parecer estranho. Mas não para Jobim e Mangabeira, entusiastas da independência à hegemonia americana. "Essa nova atuação faz parte da linha de ação do Conselho de Defesa Sul-Americano", afirma o ministro Nelson Jobim.

Um dos principais pontos do plano é a reestruturação da indústria bélica nacional. Na década de 1980, a Engesa colocava caminhões e blindados Cascavel e Urutu nas Américas, na África e na Ásia, e o tanque Osório estava entre os mais avançados. A Avibras exportava dezenas de baterias de foguetes múltiplos Astros II, até hoje entre os melhores materiais do gênero, para o Oriente Médio. Aviões de treinamento Tucano, da Embraer, foram adotados por países como França e Reino Unido. Mangabeira Unger quer mudar o atual quadro de desmantelamento. Na segunda-feira 8, o primeiro de uma série de contratos ligados à indústria de defesa será apresentado formalmente na Fiesp. É a construção, em Itajubá, de 51 helicópteros EC 725. A fábrica da Helibras receberá da francesa Eurocopter US$ 400 milhões em investimentos para o novo programa, que inclui a transferência de uma linha de produção da Europa para Minas Gerais. O custo do programa é de R$ 4 bilhões. Para a Marinha, está prevista a construção de 53 embarcações, incluindo submarinos, um deles nuclear, e fragatas. Durante a visita de Sarkozy, serão firmados os contratos para a produção de quatro submarinos da classe Scorpène e seis fragatas da classe Fremm. Na Força Aérea os investimentos também são pesados. A concorrência FX-2 para a compra de 12 caças entra na segunda fase no fim do mês. Os Rafale franceses, ao custo de ? 70 milhões, ainda lideram a disputa. Mas a vinda de Medvedev pode alterar o jogo. Os russos prometem o Sukhoi Su35BM, por ? 50 milhões, com participação dos brasileiros no desenvolvimento de um avançado avião de combate, o PAK-FA T- 50, que seria um dos mais avançados do mundo em dois anos. "As respostas mais positivas vieram da França e da Rússia, mas as sinalizações mais positivas e surpreendentes vieram de Moscou", diz Mangabeira Unger. Mas nem todos concordam com a estratégia de misturar fornecedores. "É uma incongruência o governo comprar um tipo de equipamento e receber treinamento de outro", diz o analista militar Álvaro Pinheiro. O plano ainda tem outro ponto polêmico. Jobim também quer alterar o serviço militar obrigatório, criando o serviço civil para acomodar os jovens que são dispensados por excesso de contingente e seriam utilizados na defesa das fronteiras.
É uma enome bobagem... A IstoÉ tem um contrato de publicidade com a França...




Carlos Mathias

Re: Governo adia divulgação de Plano de Defesa...VERDADE?

#120 Mensagem por Carlos Mathias » Seg Set 08, 2008 8:17 pm

O que vocês acham? Essa camuflagem da minha assinatura está boa ou vamos mudar? 8-]




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