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Moderadores: Glauber Prestes, Conselho de Moderação
PrickPRick escreveu:soultrain escreveu:Qual redução?
[[]]'s
Vc leu o post do Sintra?
[]´sExiste uma possibilidade real de o nº de Typhoon´s T3 encomendados pela Itália e Grã Bretanha diminuir, mas vão ter pagar compensações astronómicas aos outros parceiros e à Eurofighter.
Sintra escreveu:PrickPRick escreveu:
Vc leu o post do Sintra?
[]´s
Acho que você é que não percebeu. A possibilidade de diminuição dos nºs Britânicos e Italianos é "real", essa possbilidade sempre existiu, está contemplada no contrato de produção assinado com a NETMA, dai a ser "Provável" vai um grande passo, as compensações são literalmente "Draconianas" e a terem de arranjar dinheiro para pagar essas multas ou cortar nas encomendas de um OUTRO jacto de combate do qual os dois paises investiram dinheiro mas para o qual NUNCA assinaram um contrato de produção (mais ou menos, a RAF já tem contratadas a entrega de... duas unidades), eu não tenho grandes duvidas sobre o que vai acontecer.
Pessoalmente creio que as probabilidades de os 620 caças serem encomendados na totalidade é extremamente elevada, ao contrário de outros Eurocanards...
Sintra escreveu:Prick
Então lembras-te mal, os programas Panavia Tornado, C-160 Transall, Sepecat Jaguar, Alpha Jet e Atlantique cumpriram à RISCA os contratos de construção estabelecidos...
O problema dos consorcios, "A GRANDE dificuldade", é conseguir convencer os vários parceiros a assinar os contratos de produção e construção, é esta a fase das grandes discussões, da berraria, das ameaças de desistência, etc, a partir do exacto momento em que estejam assinados (algo que não existe para o F-35, por exemplo) não existe a possibilidade de lhes dar grande volta, isto é um facto histórico, os anteriores programas Europeus, tanto militares como civis mais que o confirmam. Estes contratos historicamente não foram "burlados" e das pouquissimas vezes que foram "alterados", foi através de negociações, não existiram "quebras" ou "desistências" de contrato, a União Europeia não é uma qualquer Republica Centro Africana ou o Zimbabwe.
Por definição um consorcio tem enormes dificuldades em estabelecer metas, por razões óbvias demora mais tempo em termos de desenvolvimento, mas a partir do momento em que existem contratos de produção assinados entre os vários parceiros, ai as respectivas forças aéreas podem estar descansadas, vão mesmo receber os aviões nos nºs contratualizados.
Aconselho a leitura dos artigos dos mesmissimos Jornais Britânicos que hoje fazem sair este tipo de noticias (o Finantial Times, por exemplo) acerca do Typhoon em 2002 e 2003, antes da conclusão das negociações para a Tranche 2, são exactamente iguais às actuais, "Grã Bretanha vai desistir da Tranche 2" ou "corte de 20% na força de Eurofighter´s" (http://www.theyworkforyou.com/whall/?id ... 1-12.135.0). Melhor leiam os artigos do final dos anos 70 acerca do Tornado, estranhamente são parecidissimos, no final viu-se.
Outra coisa, do Consorcio EUROFIGHTER GMBH só dois dos quatro Paises é que trabalham com a JSF Team, isto no meu livro não é a "maioria".
E já agora porque é que achas que até agora NINGUÉM se comprometeu com um contrato de aquisição e produção do "Lightning II"?
È possivel que a Grã Bretanha e a Italia desistam de parte da Tranche 3, não é particularmente provável, mas pode acontecer, essa possibilidade está coberta pelo contrato de produção, que por acaso implica multas bastante elevadas...
Sintra escreveu:Prick
Pelo amor de Deus não misture Politica Internacional ou o EURO e muito menos Politica Comum Europeia com o que são efectivamente contratos assinados.
E utilizar o argumento dos esquadrões embarcados como justificativo de uma não aquisição de Typhoon´s T3 roça o ridiculo, a "Joint Force Harrier" Britânica é composta por quatro esquadrões de 12 aviões cada, segundo a própria RAF o nº total de aviões para manter estes quatro esquadrões é de 80 caças, por curiosidade a Grã Bretanha indicou a necessidade de 138 F-35, a Italia tem o requiramento para UM esquadrão de 18 aviões embarcados para uma possivel aquisição entre os 140 a 200 F-35 e a Espanha ainda nem sequer desenhou um requerimento para o futuro da sua força de caças embarcados.
A RAF tem um contrato assinado do qual não pode fugir a não ser pagando compensações, ao mesmo tempo tem "apalavrado" com a JSF Team a aquisição de 138 F-35B, dos quais apenas cerca de 80 são realmente essenciais, não existindo qualquer contrato de aquisição excepto para as primeiras duas unidades.
Diga-me lá Prick, qual é que acha que "salta" primeiro, a Tranche 3 do Typhoon com as respectivas compensações financeiras a serem pagas aos outros parceiros ou os 58 F-35 que são "supra numerários" e para os quais a Grã Bretanha não assinou nenhum contrato? Se calhar saltam os 58 F-35...![]()
Outra coisa, o custo de aquisição daqueles F-35 STOVL vão fazer os dois Eurocanards bimotores parecer baratos de adquirir e manter.
Mas estes países não queriam um caça embarcado. Queriam um caça terrestre mesmo. O Rafale e EFA não podem operar nos NCAM que estes países operavam. Já a França queria operar em um NAe de ataque.PRick escreveu: O problema Sintra, É QUE O TYPHOON NÃO CAPAZ DE SUPRIR TODAS AS NECESSIDADES DE UK, ESPANHA E ITÁLIA, porque todos esses países tem NAE´s que não podem ser atendidos pelos TYPHOON´s, somente o RAFALE pode fazer isso, mas mesmo assim, não nos NAE´s espanhóis e italianos.
[ ]´s
G-LOC escreveu:Mas estes países não queriam um caça embarcado. Queriam um caça terrestre mesmo. O Rafale e EFA não podem operar nos NCAM que estes países operavam. Já a França queria operar em um NAe de ataque.PRick escreveu: O problema Sintra, É QUE O TYPHOON NÃO CAPAZ DE SUPRIR TODAS AS NECESSIDADES DE UK, ESPANHA E ITÁLIA, porque todos esses países tem NAE´s que não podem ser atendidos pelos TYPHOON´s, somente o RAFALE pode fazer isso, mas mesmo assim, não nos NAE´s espanhóis e italianos.
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A RN passou dos NCAM para o CVF com o fim da guerra fria o que não era previsível na década de 80 durante o projeto do EFA.
G-LOC
Isso não aconteceu na mesma época como era o caso da França.PRick escreveu: Eu diria que existe um problema aí, você não querer um caça embarcado de um lado, e construir NAe´s de outro lado. Das duas uma, ou você não sabe o que quer, ou está contando com outro caça.[ ]´s
G-LOC escreveu:Isso não aconteceu na mesma época como era o caso da França.PRick escreveu: Eu diria que existe um problema aí, você não querer um caça embarcado de um lado, e construir NAe´s de outro lado. Das duas uma, ou você não sabe o que quer, ou está contando com outro caça.[ ]´s
- Na década de 80 os Ivencible estavam entrando em serviço e atuariam era com o Sea Harrier.
- O Principe de Asturias e o Garibaldi estavam sendo construídos. A Espanha usava o Harrier e depois comprou o Harrier II. A Italia nem pensavam em usar o Harrier oficialmente. De qualquer jeito nenhum poderia levar o EFA ou Rafale.
G-LOC
Ao entraram no EFA ou EFA sendo o Rafale, haveria dependencia de outros países de qualquer forma. Entre os países da OTAN o risco de dependencia é bem baixo. Alias a Inglaterra é praticamente uma estado americano.PRick escreveu:
Existe aí algumas particularidades, o Harrier era produto britânico, então os Invencibles contavam com um material nacional, o mesmo não podemos dizer de Italia e Espanha, mas o material era europeu. Porém, agora, está saindo da esfera europeia, ainda que conte com participação minoritária. A França fez a opção de não dependência, como também ocorre nos submarinos lançadores de mísseis balísticos.
Portanto, em todos os casos, com excessão da França, não se planejou no longo prazo para se ter somente uma única aeronave ou se admitiu a dependência, por isso mesmo, a França se retirou do EFA e tocou o Rafale. Creio que UK faz o oposto, tomou decisão de ficar mais dependente dos EUA.
Construir um NAe contando com aeronaves importadas, será sempre uma renuncia de parte de sua autonomia. Espero que a MB quando for projetar o novo NAE pense na aeronave ou aeronaves que serão usadas.
[ ]´s