deixo a minha opinião logo abaixo de suas questões, mas em azul.
Lord Nauta escreveu:Prezados Senhores
Tenho acompanhado com muita atenção os debates de alto nível que os Prezados Colegas vem realizando referentes a questão do FX/2. O que mais me deixa satisfeito e poder ter o sentimento que tantas pessoas se preocupam seriamente com as necessidades do país para a com a sua defesa. Acredito que estamos no caminho correto, uma vez que somos formadores de opinião. A nossa conduta pode e deve influenciar os outros cidadões a incluirem na agenda nacional o assunto defesa, a exemplo, do que acontece nas nações mais desenvolvidas.
Agora quanto a possivel solução de uma avião de origem russa para a FAB tenho varias duvidas que penso serem impeditivas de uma parceria em aréa tão sensivel, gostaria de relaciona-las para ponderações dos colegas:
1) A Russia não possui investimentos de expressão no Brasil. Adquire no mercado nacional apenas comodoties (carne,etc...);
O que se busca são os tais investimentos expressivos, as portas estão abertas, não não se conseguiu impletá-los ainda. Esta é a falha, porque o Brasil quer comprar da Rússia, mas o que interessa a nós e que eles possuem se restringe ao campo militar, o resto nós temos ou já compramos de terceiros.
2) Até a pouco tempo o foco de ação politica da Russia era antagonico aos dos paises ocidentais de modo geral;
Isso não faz diferença algum, cultura diferente, mas que está mudando justamente para que a Rússia se torne mais competitiva. Portanto, não vejo problema algum.
3) Observa-se com o comando do V. Putin o renascimento do Imperio Russo o que consequentemente em algum momento vai fazer resurgir o antagonismo politico existente no passado, em menor ou maior intensidade. E evidente que varias questões relacionadas a segurança mundial vão criar tensões e provocar entre-choque entre nações ou grupo de nações. Existem varios conflitos latentes, como por exemplo, o petróleo, a água, a antartida, os alimentos, religião, ciranda financeira, terrorismo...etc. Fica a pergunta: A Russia vai ficar de que lado quando as tensões escalarem?;
Cuidado, o que se vê é uma política do Putin para aplicação interna na Rússia. A população russa sofreu muito de 89 pra cá, diziam que o regime anterior era muito melhor. Assim o Putin busca um discurso interno com a intenção de mostrar que a "parte boa" da história da Rússia não se perdeu.
Quanto as tensões externas, não se preocupe, a Rússia não tem condições de enfrentar mais nada, precisa de grana e que não tem. Claro que ela tem armamentos nucleares, por isso é ouvida sempre nos fóruns adequados. Se não fosse isso, estaria em um degrau abaixo, assim como o Brasil e outros.
4) De que forma a FAB que nasceu durante a II Guerra Mundial fundamentada em doutrinas ocidentais iria migrar consistentemente para o emprego de aeronave projetada sob outros paradigmas operacionais. Como vai ser a interface de treinamento dos pilotos com seus congeneres russos. Quanto tempo para termos nossos 'caçadores'' dominando plenamente os novos vetores doutrinariamente?;
Isto também não procede. Qualquer que seja o caça escolhido pela FAB, ela terá um choque em todos os sentidos, ou seja, em doutrinas, estratégias, questões logísticas, etc. Tudo terá que ser jogado no lixo, de tanto que estamos defasados. Portanto, não importa a origem, o choque virá da mesma forma.
5) Como ficara a logistica integrada dos novos aviões se forem de origem russa?;
Da mesma forma que ficará se vier Rafale, Gripen ou caças americanos. Nada do que temos se aplica a esta nova realidade, tudo terá que ser reconstruído do zero. A logística atual das FFAA brasileiras é um fiasco, totalmente arcaica, e que precisa de igual modernização. Atualmente trabalhos com improvisos e medidas paliativas. Logo, não seria uma escolha russa que traria problemas, todas trarão da mesma intensidade, e provavelmente as ocidentais sejam até bem mais caras do ponto de vista prático.
6) A particípação efetiva da industria brasileira que hoje tem fortes vinculos com outras industrias ocidentais; e
A indústria visa o lucro, seja qual for, onde for, principalmente as de iniciativa privada. Se o Governo criar condições para comprar equipamentos de um dado país, criar linhas de financiamentos, garantir compras mínimas destes equipamentos e de forma continuada, tenha certeza que a indústria brasileira não vai reclamar nem um pouco. O setor produtivo é como o camaleão, se adapta rapidamente, desde que haja lucros no final.
7) E possivel estabelecer uma parceria estratégica deste nivel, que devera ser mantida por varios anos, com um parceiro que em algum instante podera mudar sua atuação no cenário mundial de forma radical?
Não entendi esta pergunta. Não entendi a "mudança de atuação de forma radical", o resto eu compreendi. Entendo que você sugere uma "aventura" da nossa parte em fazer tal parceria, mas discordo, pois você parte do princípio que somos ingênuos ou amadores. Se formos ingênuos e/ou amadores, não importa se a parceria é com a Rússia ou outro país, levaremos ferro do mesmo jeito.
Sds
Lord Nauta
Grande abraço,
Orestes