| Nelson Jobim descarta uso de Forças Armadas |
| Relações Exteriores | |||
| Escrito por Defesa Brasil | |||
| Ter, 29 de Setembro de 2009 12:24 | |||
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Para o Ministro, não há possibilidade de se pensar em movimentos armados. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, descartou nesta segunda-feira, o envio de homens das Forças Armadas Brasileiras à capital de Honduras, Tegucigalpa, para proteger a Embaixada do Brasil, depois que o governo golpista de Roberto Micheletti ameaçou desconsiderar o status diplomático do prédio. – Não podemos entrar com força em um país estrangeiro. Para entrar com força em um país, só se declararmos guerra. Não há nenhuma possibilidade de pensar em movimentos armados – afirmou o ministro. Jobim também disse acreditar que o governo hondurenho “terá a lucidez” de determinar a saída de brasileiros do país. – Os brasileiros vão sair de lá, a questão é como isso vai se desenvolver – acrescentou. O impasse entre Brasil e Honduras se agravou no domingo, quando o ministro golpista de Relações Exteriores de Honduras, Carlos Lopez Contreras, anunciou que a representação brasileira seria considerada “um prédio privado” se em 10 dias o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não informasse oficialmente em que condições Zelaya está abrigado. “Um desastre”Uma possível invasão da embaixada brasileira em Honduras seria um “desastre”, segundo classificou ontem o secretário adjunto da ONU, encarregado de assuntos polítcos, Lynn Pascoe, durante uma entrevista coletiva. – Será um desastre se ocorrer alguma ação que viole a lei internacional que garante a inviolabilidade da embaixada – disse Pascoe. O secretário descreveu que o ultimato que o governo golpista liderado por Roberto Micheletti lançou no fim de semana contra o Brasil é uma “séria mudança negativa” da crise em Honduras. – Este é um problema muito sério para todos nós – afirmou o secretário. Fonte: Jornal do Brasil
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