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Militares e civis do Brasil e do Peru participam de treinamento técnico em Manaus
Relações Exteriores
Escrito por Defesa Brasil   
Sex, 20 de Novembro de 2009 09:00

Treinamento visa auxiliar na implantação da versão peruana do Sipam.

 


Amanda Mota

 Manaus - Uma comitiva de militares e civis do Peru está em Manaus nesta semana para participar de treinamento técnico na área de processamento digital de imagens de radar e da 4ª Reunião de Trabalho Binacional Brasil/Peru, que teve início hoje (19).

A atividade faz parte das ações de apoio que governo brasileiro desenvolve desde 2007 para implantação da versão peruana do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), conforme prevê o Memorando de Entendimento sobre Cooperação em Matéria de Proteção e Vigilância da Amazônia, firmado entre os dois países em agosto de 2003.

O documento estabelece os mecanismos que permitirão o acesso progressivo do Peru aos dados gerados pelo Sipam. Em contrapartida, o governo peruano deve comprar gradativamente do Brasil os meios tecnológicos e logísticos necessários ao uso dos dados sobre o controle e a preservação do meio ambiente, vigilância meteorológica, climatológica e territorial.

Os centros gestores operacionais do Sipam (Censipam) são os responsáveis pelos cursos de capacitação de técnicos peruanos. Entre os benefícios que devem resultar da cooperação binacional estão o planejamento conjunto de redes de monitoramento hidrológico e o compartilhamento de informações que favoreçam a realização de estudos sobre impacto ambiental e desmatamento.

O gerente do Censipam em Manaus, Bruno Monteiro, disse à Agência Brasil que dez servidores do governo peruano treinaram nesta semana o sensoriamento remoto fornecido por técnicos da instituição.

Hoje (19) e amanhã, dirigentes do Sipam brasileiro, do Comando da Aeronáutica, da Agência Nacional de Águas, entre outros, irão receber autoridades do governo peruano para acertar novos detalhes das atividades que estão sendo realizadas.

A versão peruana vai se chamar Sipan, que significa Sistema de Proteção da Amazônia Nacional. As outras três reuniões já realizadas ocorreram duas vezes em Lima (Peru) e uma em Rondônia.

“A Amazônia não tem fronteiras. Entendemos que todos os países amazônicos devem se integrar para trocar informações e conhecimentos sobre cada um objetivando a promoção e o cuidado da região como um todo”, destacou Monteiro.

O coordenador do projeto Sivam/Sipam peruano, Jorge Luís Cardich, lembrou que os dois países têm uma relação de unidade, considerando questões naturais. Ele citou como exemplo, o Rio Amazonas, que nasce no Peru e chega ao território brasileiro.

“A Amazônia tem uma continuidade que atravessa fronteiras diferentes. Os países amazônicos [têm] problemas em comum e que precisam da união dos governantes desses territórios para que sejam melhor resolvidos”.

Brasil e Peru dividem aproximadamente 3 mil quilômetros de fronteira, entre os estados do Acre e do Amazonas. A Amazônia peruana se estende por 778,5 mil quilômetros quadrados, o equivalente a 61% da área do país.

Fonte: Portal Terra


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