| Lula critica ONU e defende Malvinas para a Argentina |
| Relações Exteriores | |||
| Escrito por Defesa Brasil | |||
| Qua, 24 de Fevereiro de 2010 10:25 | |||
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Presidente quer que Conselho de Segurança discuta posse das ilhas.
Luiza Damé
(O Globo) - No último dia da Cúpula da Unidade da América Latina e Caribe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que as Nações Unidas reabram a discussão em torno da soberania britânica sobre as Ilhas Malvinas, motivo de guerra entre Argentina e Reino Unido em 1982. - Qual é a explicação geográfica, política, econômica, de a Inglaterra estar nas Malvinas? Qual é a explicação política de as Nações Unidas já não terem tomado uma decisão dizendo "não é possível que a Argentina não seja dona das Malvinas e seja (dono) um país que está a 14 mil km de distância das Malvinas"? Ora, será que é o fato de a Inglaterra participar como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a eles pode tudo e aos outros não pode nada? - argumentou o presidente. Lula: ONU não representa comunidade internacional O presidente atacou duramente a composição do Conselho de Segurança, afirmando que o organismo representa uma situação mundial da época da Segunda Guerra e só não é reformado porque os países com assento permanente teriam interesse em enfraquecer a ONU para descumprir suas resoluções. Lula insistiu que a ONU hoje não é representativa da comunidade internacional e pregou a ampliação do Conselho. Para ele, é "inexorável" que os países latino-americanos e caribenhos retomem as discussões sobre o papel do órgão. - Se formos pequenos e não tivermos coragem de enfrentar esse debate para que a gente seja representado regionalmente, a ONU vai continuar a funcionar sem representatividade. Ao declarar apreço pelo Haiti, Lula cobrou que toda ajuda àquela nação seja feita em acordo com o governo do presidente René Préval. Lula também defendeu a discussão de um plano de longo prazo para a reconstrução do Haiti. - O que foi tirado aqui sobre o Haiti é pouco diante do que a gente precisa fazer. É preciso fortalecer o governo eleito democraticamente, e que grande parte dos recursos que tiver que dar tem que passar por orientação do governo do Haiti. Fonte: O Globo
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