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Brasil ainda não escolheu novo caça, diz Jobim nos EUA
Projeto F-X2
Escrito por Defesa Brasil   
Qua, 24 de Fevereiro de 2010 10:36
Afirmação foi feita durante encontro de Jobim com Robert Gates, Secretário de Defesa dos Estados Unidos.
 
 

 
 
Gustavo Chacra


(O Estado de São Paulo) - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ontem ao secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, que o governo brasileiro ainda não definiu de quem comprará os novos caças da Força Aérea Brasileira (FAB), indicando que existe a possibilidade de o escolhido ser o F-18, da americana Boeing. A afirmação foi dada durante encontro ocorrido em Washington, horas antes de o ministro embarcar para Cuba.

A favorita na disputa, no entanto, ainda é a francesa Dassault, fabricante do Rafale, que conta com o apoio declarado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente chegou a dizer, durante visita ao Brasil do presidente francês, Nicolas Sarkozy, que a disputa já estaria definida.

A declaração incomodou os demais concorrentes ? além da Boeing, participa da disputa a sueca Saab, com o caça Gripen NG ? e o Ministério da Defesa teve de recuar, informando que não havia definição. Mesmo assim, as informações de bastidor continuaram indicando que o avião escolhido será o Rafale.

A definição deve sair em um mês, disse Jobim, sabendo das críticas feitas ao governo pela demora na decisão. "Como percebi que ele estava constrangido, decidi abordar o assunto. Disse que estamos em processo de análise para definir de quem compraremos. Terei 20 dias para estudar as propostas e enviar para o presidente o meu parecer. Em seguida, ele consultará o Conselho de Segurança Nacional antes de tomar uma decisão", disse o ministro.

Jobim frisou que a transferência de tecnologia será decisiva. "Os EUA disseram que pretendem fazer transferências relevantes com a tecnologia necessária. Como sou jurista, gosto de entender o que seriam estes adjetivos", afirmou, ironizando a suposta falta de clareza na proposta americana. Na entrevista, o ministro ressaltou que Lula pode ter "predileção política" pela França, mas frisou que a decisão será técnica.

Fonte: O Estado de São Paulo

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