| Rússia vai fornecer tanques à Venezuela |
| Internacional | |||
| Escrito por Defesa Brasil | |||
| Sex, 11 de Setembro de 2009 11:59 | |||
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Em visita a Moscou, Chávez recebe "garantia" de armamentos e reconhece independência de aliados russos. O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, disse ontem, ao receber em Moscou o par Hugo Chávez, que fornecerá tanques à Venezuela se o aliado assim desejar e deu garantias de fornecimento de armas, estreitando ainda mais laços bilaterais. Em troca, Chávez reconheceu a independência dos territórios separatistas da Geórgia que estiveram na origem da guerra-relâmpago travada entre Moscou e Tbilisi em 2008. Os novos compromissos assumidos consolidam a aliança entre Caracas e Moscou no momento em que o principal rival da Venezuela, a Colômbia, negocia os termos finais do novo pacto militar com os EUA -no episódio que desatou a mais recente crise regional e bilateral. Não foram dados detalhes sobre o acordo assinado entre Chávez e Medvedev. Mas, segundo um oficial russo ouvido pela agência local RIA Novosti, foi acertada a compra pelo venezuelano de cem tanques russos por até US$ 500 milhões. "Forneceremos à Venezuela as armas que a Venezuela desejar. Por que não tanques? Sem dúvida, temos bons tanques. E se nossos amigos quiserem tanques, nós os forneceremos", disse Medvedev. Desde que a Venezuela elegeu a Rússia como aliada para contrapor a presença americana na vizinha Colômbia -atualmente alvo de polêmica regional por um acordo que permitirá o uso de bases militares colombianas por tropas americanas-, estima-se que tenham sido gastos cerca de US$ 4,4 bilhões na compra de 24 caças Sukhoi, helicópteros militares e 100 mil fuzis. O venezuelano, porém, disse que as compras não significam uma "corrida armamentista". "Dizem que a Venezuela tem um plano expansionista e que a Rússia apoia esse plano nos vendendo armas. Nós só estamos incrementando nossa capacidade defensiva, não é nenhuma corrida armamentista, são planos estratégicos que respondem a um cerco que tentaram nos impor dos EUA, inclusive descumprindo contratos assinados anos atrás, para nos deixar desarmados", afirmou. Na visita, a oitava de Chávez à Rússia, foi reiterada a intenção da criação de um banco binacional com capital de US$ 4 bilhões para financiar projetos conjuntos. E na área energética foi anunciado acordo para investimentos de US$ 30 bilhões para exploração de petróleo em um bloco na faixa do Orinoco. O "megaprojeto", que deverá envolver a estatal venezuelana PDVSA e um consórcio russo, "tem importância difícil de superestimar", disse Chávez. A aliança entre Caracas e Moscou preocupa não apenas Bogotá, mas também Washington, que observa a ex-rival da Guerra Fria ganhar terreno na sua antiga esfera de influência. Ossétia do Sul e AbkháziaNo front diplomático, o venezuelano agradou o aliado reconhecendo a independência das regiões separatistas georgianas, pivôs da guerra entre Rússia e Geórgia no ano passado. A Venezuela é o segundo país a seguir o aliado -o primeiro fora a bolivariana Nicarágua. "Obrigado, Hugo, você tem dado uma série de declarações sérias e importantes", afirmou Medvedev. Já o ex-presidente russo e atual premiê, Vladimir Putin, quem Chávez também encontrou, afirmou que a decisão "reforça a independência da política externa" do aliado. O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, P.J. Crowley, afirmou que o reconhecimento é "isolado" e reiterou a "integridade" da aliada Geórgia. O governo georgiano disse que a decisão de Chávez, a quem qualificou de "ditador venezuelano", não condiz com a vontade do povo da Venezuela. Fonte: Folha de São Paulo
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