| Resgate de brasileiros é feito a conta gotas em Machu Picchu |
| Internacional | |||
| Escrito por Defesa Brasil | |||
| Qui, 28 de Janeiro de 2010 09:31 | |||
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Itamaraty informa em nota que, dos 800 turistas que já foram retirados de Águas Calientes, cerca de 30 eram brasileiros Cerca de 1.200 ainda estão retidos; Embaixada do Peru no Brasil diz que montou sistema de abastecimento para os que permanecem. Johanna Nublat e Letícia de Castro (Folha de São Paulo) - Apesar das más condições de tempo, mais brasileiros foram retirados ontem de Águas Calientes, no Peru, por helicópteros do governo local. Até o momento, porém, só 30 dos 800 visitantes resgatados da cidade próxima a Machu Picchu eram brasileiros, segundo informações do Itamaraty. Anteontem, o governo brasileiro havia feito uma negociação com o Peru para que todos os brasileiros fossem resgatados ainda ontem. Segundo a Embaixada do Brasil em Lima, anteontem pelo menos 21 brasileiros, muitos deles com idade acima dos 60 anos, foram resgatados. A embaixada não sabia dizer, porém, quantos dos 180 turistas brasileiros estimados no local ainda aguardavam resgate. Em entrevista anteontem à Folha, um turista afirmou que o número era maior. Onze helicópteros estão atuando na operação, mas cerca de 1.200 turistas ainda estavam retidos em Machu Picchu. Também em nota, a Embaixada do Peru no Brasil informou que, além da operação de resgate, montou um sistema de abastecimento para quem ainda permanece no local. O contador brasileiro Mauro Fornazari, um dos turistas retidos em Águas Calientes, disse que os brasileiros organizaram uma espécie de QG, em frente à prefeitura da cidade para trocar informações e apoio. Encontrar vagas nos voos ainda era tarefa difícil na manhã. "Doentes, idosos e crianças têm prioridade. Mas nem sempre isso tem sido respeitado. Há histórias de gente que pagou para conseguir embarcar", diz Fornazari.
Como ainda há um número significativo de brasileiros no local, o Brasil não descarta uma operação com helicópteros próprios para buscá-los, o que dependeria de autorização do governo peruano. Ontem, o embaixador brasileiro no país, Jorge Taunay, foi a Cusco, que concentra os esforços do resgate, para verificar a situação dos turistas. A empresa disse também que ofereceu máquinas para desobstruir a linha férrea, que poderia escoar com maior rapidez os turistas da região.
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