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Marinha russa começa a vigiar litoral da Abkházia
Internacional
Escrito por Defesa Brasil   
Seg, 21 de Setembro de 2009 17:48

A Marinha russa começou nesta segunda-feira a vigiar o litoral da região separatista georgiana da Abkházia, que pediu ajuda a Moscou para combater atos de pirataria que seriam cometidos pela Geórgia.

O navio Novorossysk atracou no porto de Ochamchira e hoje assumiu as tarefas de vigilância das águas da Abkházia, cuja independência foi reconhecida por Moscou, segundo informou a agência oficial de notícias russa "Itar-Tass".

O Serviço Federal de Segurança (FSB, sucessor da KGB) anunciou hoje que, em virtude do acordo assinado com o Ministério da Defesa da Abkházia, uma frota de dez navios se encarregará de fazer a patrulha de maneira permanente.

O FSB advertiu que as embarcações russas capturarão qualquer navio georgiano que entre em águas territoriais da Abkházia sem permissão, o que gerou temores de possíveis confrontos.

A Rússia e as autoridades separatistas assinaram o acordo de vigilância litorânea em agosto, depois que embarcações georgianas capturaram vários navios que se dirigiam à Abkházia por infringir leis alfandegárias do país.

O ministro de Reintegração da Geórgia, Temur Yakobashvili, assegurou que considerará as operações da guarda-costeira russa em águas da Abkházia também como um ato de pirataria.

A decisão da Rússia de reconhecer Abkházia e Ossétia do Sul em 26 de agosto de 2008, em consequência de sua guerra com a Geórgia, foi condenada pela comunidade internacional, que considera as regiões parte do território da Geórgia.

Guerra

Tropas da Geórgia invadiram no dia 7 de agosto de 2008 a Ossétia do Sul, região separatista que declarou independência no começo dos anos 90, provocando a reação da Rússia, que apoia a secessão e mantém forças de paz na região.

Nos dias seguintes, a Rússia enviou tropas para a Ossétia, bombardeia o território georgiano e abre uma nova frente de conflito na região separatista de Abkházia, no noroeste da Geórgia.

A guerra matou pelo menos 390 civis e no seu auge deixou mais de 100 mil desabrigados. Um pacto de cessar fogo não cumprido e tiroteios esporádicos mantêm vivo o risco de novo conflito.

O presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, diz que a Rússia estimulou o separatismo e invadiu antes de ele agir, uma acusação que Moscou refuta.

A Geórgia afirma que a invasão foi planejada como punição por sua posição pró-ocidental e por sua tentativa de entrar na aliança militar da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Reconhecimento

Em recente encontro com o presidente russo, Dmitri Medvedev, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, reconheceu a independência das regiões separatistas georgianas da Abkházia e da Ossétia do Sul.

Além de Moscou e da Venezuela, a independência das duas entidades separatistas também foi reconhecida no ano passado pelo presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.

Fonte: EFE


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